Vídeos que circulam nas redes sociais mostram o clima de terror que se instaurou na rodovia PE-15, em Paulista, Região Metropolitana do Recife, por causa do confronto entre os torcedores do Santa Cruz e do Sport.
A confusão assustou pessoas que estavam nos ônibus, nas ruas e até dentro de suas casas. Nem as viaturas da polícia que estavam no local espantaram os desordeiros. Confira o vídeo abaixo:
A confusão acontece horas antes do jogo entre Sport e Santa Cruz, que entram em campo neste sábado (20), às 16h30, na Arena de Pernambuco, em duelo válido pela terceira rodada do Campeonato Pernambucano. Para o jogo, considerado o Clássico das Multidões, já foram vendidos mais de 15 mil ingressos antecipadamente.
Lulinha vira calcanhar de Aquiles de Lula na campanha
O caso envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, começa a ganhar uma dimensão que ultrapassa a investigação policial e se transforma em um problema político direto para o presidente Lula (PT), justamente quando a campanha presidencial entra em uma fase decisiva. O desgaste tem pelo menos duas frentes: a eleitoral, porque oferece à oposição um novo flanco para atacar o presidente, e a narrativa, porque obriga Lula a explicar publicamente sua relação com pessoas que aparecem no entorno das investigações.
A situação se tornou ainda mais delicada depois da entrevista concedida pelo presidente à TV Globo, na quinta-feira (27), quando o tema ocupou parte relevante da sabatina e colocou Lula diante de perguntas sobre corrupção e sobre as relações de seu filho com a lobista Roberta Luchsinger.
No campo eleitoral, o principal risco para Lula não está necessariamente na existência de uma investigação contra o filho, mas na possibilidade de o caso se transformar em uma narrativa recorrente durante toda a campanha. A oposição tem interesse evidente em associar Lulinha ao Palácio do Planalto e explorar a proximidade de Roberta Luchsinger com integrantes do círculo de poder.
Reportagem do Diário do Poder reuniu fotografias da lobista com Lula, Janja, Geraldo Alckmin e ministros do STF, entre outras autoridades. A própria publicação ressalva, porém, que as imagens não constituem prova de ilegalidade nem demonstram que os encontros tenham relação com as suspeitas investigadas. Ainda assim, politicamente, as fotografias ajudam a alimentar uma narrativa de acesso privilegiado ao poder.
A entrevista à TV Globo mostrou justamente a dificuldade de Lula em controlar essa narrativa. O presidente classificou como “ilações” as acusações contra Lulinha, negou uma relação próxima com Roberta e, ao mesmo tempo, afirmou que não haverá interferência do governo nas investigações. Também admitiu que seu ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Ribeiro, o Marcola, errou ao receber valores da lobista e que deve responder por seus atos. A estratégia procura estabelecer uma separação entre o governo e os investigados.
Em meio ao desgaste provocado pelo caso, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmou, ontem, que a corporação trabalha com autonomia, rigor técnico e imparcialidade, sem proteger ou perseguir ninguém. Embora não tenha citado Lulinha, a declaração funciona como uma resposta institucional às críticas feitas por Lula sobre os vazamentos e reafirma que a PF pretende preservar sua imagem de independência.
A entrevista à Globo mostrou que Lula ainda consegue responder ao ataque e reafirmar sua versão dos fatos, mas também revelou que o episódio já deixou de ser uma questão restrita à PF e ao STF. O risco para o Planalto agora é permitir que a investigação dite a agenda eleitoral e obrigue o presidente, durante toda a campanha, a explicar não apenas o que seu filho fez ou deixou de fazer, mas também quem circula ao redor do poder de Lula.
Driblando a imprensa – Lula participou, ontem, de um ato político de campanha em Salvador, capital da Bahia. O petista desfilou em carro aberto ao lado do governador Jerônimo Rodrigues, candidato à reeleição. No mesmo carro estava o ex-líder do PT no Senado Jaques Wagner, que deixou o cargo após ter seu nome envolvido com o Banco Master. Antes do evento, a equipe de campanha avisou que Lula iria dar uma entrevista junto com os demais candidatos que o apoiam na Bahia. A entrevista acabou não acontecendo. Ao invés de responder perguntas de jornalistas, o presidente fez um pronunciamento com elogios ao seu próprio governo. Com isso, Lula acabou evitando perguntas sobre as ações de seu filho Fábio Luís e da lobista Roberta Luchsinger no governo petista.
Cola na mão – O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) chamou atenção, ontem, durante a sabatina do Jornal Nacional, da TV Globo, pelas palavras escritas na palma da mão esquerda: “Mudança, Futuro e 7/Set”. O recurso já havia sido usado pelo pai, Jair Bolsonaro (PL), em outros momentos da vida política. Em entrevista ao próprio JN, em 2018, o ex-presidente apareceu com “Deus, família e Brasil” anotados na mão; quatro anos depois, durante a campanha de 2022, levou os lembretes “Nicarágua, Argentina, Colômbia e Dario Messer”.
Flávio nega contrapartida a Vorcaro – Questionado na sabatina sobre os R$ 61 milhões que, segundo as investigações, Daniel Vorcaro teria repassado para financiar o filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro, Flávio Bolsonaro (PL) negou qualquer contrapartida ao banqueiro em sua atuação parlamentar. “Não teve nenhuma contrapartida no meu mandato no Senado para esse investidor”, afirmou. O candidato disse que sua única relação com Vorcaro envolveu o longa e classificou o patrocínio como uma operação privada. A Polícia Federal investiga se recursos relacionados ao projeto foram usados para custear despesas de Eduardo Bolsonaro (PL) nos Estados Unidos, mas ainda não há conclusão de que isso tenha ocorrido. Flávio também tentou deslocar o desgaste do caso para Lula (PT), ao afirmar que é o presidente quem deve explicações sobre o escândalo do Banco Master.
“Golpe da Disney” – Flávio Bolsonaro (PL) classificou como “golpe da Disney” os atos de 8 de janeiro de 2023 e voltou a contestar a condenação do pai, Jair Bolsonaro (PL), pelo STF no processo sobre a trama golpista. O senador afirmou que o ex-presidente foi vítima de uma “grande farsa armada para tirá-lo da vida pública” e questionou a imparcialidade dos ministros que participaram do julgamento. Apesar das críticas ao processo que levou à condenação de Bolsonaro, Flávio garantiu que respeitará o resultado da eleição presidencial deste ano caso seja derrotado. “Eu não vou perder. E digo mais, vou ganhar no primeiro turno”, declarou.
João tenta trazer Lula a Garanhuns – O candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB) intensificou as articulações para levar Lula (PT) ao Estado entre os dias 9 e 11 de setembro. A campanha do socialista trabalha para incluir na passagem do presidente uma visita ao Instituto de Prevenção e Diagnóstico de Câncer Dona Lindu, em Garanhuns, cidade natal de Lula. O hospital, também conhecido como Hospital de Amor, foi inaugurado em julho, com participação remota do petista, e homenageia sua mãe, Eurídice Ferreira de Mello. A presença de Lula é considerada estratégica pelo PSB para reforçar a associação de João com o presidente na reta final da campanha. Pesquisa Quaest divulgada na última terça-feira mostrou Raquel Lyra (PSD) com 47% das intenções de voto e João com 37%.
CURTAS
RAQUEL COMENTA AÇÃO CONTRA JOÃO – A governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD) comentou, ontem, durante agenda em Jaboatão dos Guararapes, a ação movida por sua campanha contra João Campos (PSB) por declarações que a associam a um suposto “Gabinete do Ódio”. Raquel afirmou que seus advogados estão cuidando do caso e voltou a dizer que “na eleição não vale tudo”.
JOÃO NEGA RELAÇÃO COM AMISADAI – O candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB) negou, ontem, qualquer vínculo de amizade com Amisadai Andrade, servidor da Caixa cedido ao Governo do Estado e apontado como chefe do suposto “Gabinete do Ódio”. “Não tenho nenhuma relação de amizade, nunca me reuni e muito menos fazia parte da minha equipe”, afirmou. João também acusou Raquel Lyra (PSD) de assumir a liderança da rede de ataques após a exoneração de Amisadai e classificou como “mentira construída” um vídeo publicado pela governadora no Instagram em que ele aparece parabenizando o servidor e a esposa pelo nascimento da filha.
ZÉ QUEIROZ INAUGURA COMITÊ EM CARUARU – O candidato a deputado estadual Zé Queiroz (MDB) inaugura, hoje, às 11h, seu comitê de campanha em Caruaru. O ato, na Avenida Rio Branco, no Centro, terá as presenças do ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, e da deputada federal Iza Arruda (MDB), com quem Zé Queiroz faz dobradinha nestas eleições.
Perguntar não ofende: Flávio vai precisar de cola para enfrentar Lula no debate?
O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) contestou, nesta sexta-feira (28), o julgamento de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), por tentativa de golpe de Estado, ao afirmar que uma das acusações sobre o dia 8 de janeiro não tinha cabimento.
Durante a sabatina no Jornal Nacional, o senador disse que seu pai, que foi condenado a 27 anos e três meses de prisão, foi julgado por depredação de patrimônio público, mas estava a quilômetros da Praça dos Três Poderes, onde ocorreu o ato de 8 de janeiro. Segundo ele, Jair só teria depredado se fosse via “Wi-Fi”. As informações são da CNN.
Ele ainda pontuou que o ex-presidente foi julgado “por seus inimigos”.
“Claramente isso tudo foi uma farsa. Olha quem foi que julgou ele: Alexandre de Moraes, inimigo declarado dele, Flávio Dino, indicado pelo Lula, (…) [Cristiano] Zanin, que foi advogado do Lula”, disse o senador.
Na época, Bolsonaro tinha viajado aos Estados Unidos.
Embora não tenha participado fisicamente dos atos, o STF entendeu que Bolsonaro teve responsabilidade indireta e ativa na tentativa de golpe.
Outro ponto que o senador questionou no julgamento foi a condenação por “organização criminosa armada”. Segundo ele, nenhum dos que estavam presentes no ato possuía armas.
“Você (referência ao jornalista) falou alguns crimes, organização criminosa armada. Que organização? As pessoas não se conheciam e não tinham uma arma.”
Por fim, Flávio prometeu que, se eleito, vai trabalhar para “que a anistia seja feita durante a transição”.
O candidato do PSB ao governo de Pernambuco, João Campos, intensificou a negociação com a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que haja uma visita do petista ao Estado daqui a duas semanas, entre 9 e 11 de setembro. A equipe do ex-prefeito do Recife programa uma agenda no Instituto de Prevenção e Diagnóstico de Câncer de Garanhuns dona Lindu –também conhecido como Hospital de Amor–, em Garanhuns (PE), cidade onde Lula nasceu.
Em 3 de julho, o petista inaugurou à distância, do Palácio do Planalto, o hospital que faz uma homenagem à sua mãe, a retirante pernambucana Eurídice Ferreira de Mello (1915-1980). No local, colocaram uma foto de dona Lindu –o presidente tirou uma foto com a imagem no telão da transmissão. “Não quis falar dela para não chorar”, disse Lula.
Campos está atrás da principal adversária, a governadora Raquel Lyra (PSD), na disputa pelo Palácio do Campo das Princesas. Levantamento da Quaest publicado na 3ª feira (25.ago.2026) mostra que Raquel tem 47% no 1º turno, enquanto João Campos surge com 37% das intenções de voto.
A estratégia do PSB é nacionalizar o pleito e associar a governadora ao bolsonarismo. Ter uma agenda com Lula em Pernambuco é essencial para Campos.
Em 29 de julho, durante a Convenção Nacional do PSB, o ex-prefeito do Recife disse que Lula irá ao Estado. Até o momento, não houve definição sobre quando isso se dará.
Uma participação do petista na campanha de Campos frustrará a expectativa da equipe de Raquel, que apostava em um acordo com o ex-ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), para que Lula não fosse ao palanque do adversário.
O senador e candidato à Presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro, concede nesta sexta-feira (28) entrevista à Globo. Conduzem o programa os jornalistas Renata Vasconcellos e César Tralli.
Flávio Bolsonaro afirmou que não tem “absolutamente nada de errado” em ter buscado o ex-banqueiro preso Daniel Vorcaro, do Banco Master, para patrocinar o filme do pai dele, Jair Bolsonaro. As informações são do g1.
Em maio, foram revelados áudios de Flávio pedindo R$ 61 milhões ao banqueiro para a produção do filme Dark Horse.
“Esse foi um patrocínio, não teve nenhuma transferência para Flávio Bolsonaro”, afirmou o senador.
O senador afirmou que não buscou recursos públicos para a produção do filme. Questionado sobre a natureza da relação dele com Daniel Vorcaro, a quem enviou uma mensagem dizendo “estarei sempre contigo”, Flávio respondeu:
“A única relação que eu tinha com ele era sobre esse filme, mais nada”, disse Flávio.
“Eu não queria que essa obra de arte fosse perdida, né? Era um sonho que tava se realizando ali. Foi uma forma de garantir que esse filme acontecesse.”
Flávio Bolsonaro foi questionado sobre a falta de detalhes a respeito da origem e do destino dos recursos e do contrato com Daniel Vorcaro para o patrocínio do filme ‘Dark Horse. Ele afirmou que o dinheiro foi integralmente usado na produção e que a produtora apresentou uma prestação de contas antes do prazo de 30 dias estabelecido por ele.
“Eu falei: ‘Quero, em 30 dias, que a produtora apresente uma prestação de contas’. E, antes desse prazo, a prestação de contas foi feita, inclusive na investigação que estava acontecendo na Polícia Civil de São Paulo”, disse.
Segundo reportagem do g1, no entanto, o perito contratado pela produtora afirmou que não teve acesso ao fundo americano que recebeu recursos de Vorcaro e não apresentou notas fiscais, comprovantes de transferências, nomes de financiadores nem o caminho percorrido por R$ 75 milhões.
Questionado sobre a ausência dessas informações, Flávio afirmou que o filme “não tem um centavo de dinheiro público” e que a produção custou mais do que o valor obtido por meio do patrocínio.
O candidato não tornou públicas as planilhas de custos nem o contrato do filme, apesar de ter sido questionado diversas vezes sobre esses documentos.
Visita a Daniel Vorcaro
Questionado se considerava adequado ter visitado Daniel Vorcaro no fim de 2025, quando o banqueiro já havia sido preso e estava de tornozeleira eletrônica, Flávio não respondeu diretamente.
O candidato afirmou que sua relação com Vorcaro era privada, negou ter oferecido qualquer favorecimento e direcionou as críticas ao presidente Lula.
“O que não é adequado é um presidente da República recebendo, em uma reunião secreta, um banqueiro, prometendo ajudá-lo a resolver o problema do seu banco. Então fica a pergunta aqui: quem deve explicações é o Lula”, afirmou.
Flávio disse ainda que a relação com Vorcaro “não teve absolutamente nenhuma contrapartida” de sua parte para favorecê-lo.
Daniel Vorcaro está preso e é investigado pela Polícia Federal (PF) por lavagem de dinheiro, corrupção, organização criminosa, intimidação, coerção e invasão de dispositivos informáticos, entre outros crimes.
Atos golpistas de 8 de Janeiro
Questionado sobre quais garantias pode apresentar ao eleitor de que não tentará um golpe de estado como ocorreu nos atos de 8 de Janeiro de 2023, Flávio Bolsonaro criticou a condenação do pai dele, Jair Bolsonaro.
Afirmou que “uma grande farsa foi armada” para “tirar Bolsonaro da vida pública”.
Jair Bolsonaro foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a cumprir 27 anos e 3 meses de prisão por cometer sete crimes, entre eles organização criminosa armada, tentativa de golpe de estado e tentativa de abolição violenta do estado democrático de direito.
“Ele foi julgado pelos seus inimigos”, disse o senador, que criticou o ministro do STF Alexandre de Moraes.
Durante sabatina no Jornal Nacional, da TV Globo, nesta sexta-feira (28), o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) repetiu um recurso já usado pelo pai, Jair Bolsonaro (PL), e levou uma “cola” na palma da mão.
Flavio escreveu na mãe esquerda as palavras “Mudança”, “Futuro” e “7/set”. Ele repete o que o pai, Jair Bolsonaro, já fez em entrevista ao Jornal Nacional.
Jair Bolsonaro levou palavras anotadas na mão durante a campanha de 2022. Na ocasião, estavam escritas “Nicarágua”, “Argentina”, “Colômbia” e “Dario Messer”.
O então presidente não chegou a abordar os assuntos que estavam na “cola”. Bolsonaro foi entrevistado durante 40 minutos pelos apresentadores William Bonner e Renata Vasconcellos.
Bolsonaro já havia recorrido ao mesmo artifício na campanha presidencial de 2018. Em entrevista ao Jornal Nacional, escreveu “Deus”, “família” e “Brasil” na palma da mão.
O recurso também apareceu em um debate da RedeTV! naquele ano. Bolsonaro anotou as palavras “pesquisa”, “armas” e “Lula” na mão.
O senador Flávio Bolsonaro (PL) negou nesta sexta-feira que o elo com o banqueiro Daniel Vorcaro, derivado do financiamento do longa “Dark Horse”, teve “contrapartida” na sua atuação como parlamentar. A declaração ocorreu durante a quinta entrevista da série da TV Globo com os candidatos à Presidência da República, transmitidas ao vivo sempre após a exibição do Jornal Nacional.
O senador disse que “não tem absolutamente nada de errado em um filho buscar financiamento para o filme do próprio pai”. Também argumentou que a “única relação” que tinha com o banqueiro era sobre o filme. As informações são do jornal O GLOBO.
— Não teve nenhuma contrapartida no meu mandato no Senado para esse investidor. Foi um patrocínio que não tem nenhuma transferência para Flávio Bolsonaro — afirmou.
Em maio, o site The Intercept revelou mensagens trocadas entre Flávio e Daniel Vorcaro, então dono do Banco Master, nas quais o senador buscava recursos para financiar a produção sobre o pai. Segundo a publicação, foram negociados R$ 134 milhões, dos quais R$ 61 milhões teriam sido efetivamente repassados.
Questionado se apresentaria detalhes dos valores gastos no filme, Flávio afirmou que é “uma relação privada”. Disse também que quem deve explicações sobre o escandâlo do Banco Master é o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
—Todo o patrocínio que foi feito foi usado no filme. Eu pedi à produtora que apresentasse a prestação de contas, e isso foi feito na investigação que corre na Polícia Civil de São Paulo. É do completo interesse dar transparência. O que a perícia conclui? Que não tem um centavo de dinheiro público. É uma relação totalmente privada. E mostra que o filme custou mais do que o patrocínio que ele fez.
A Polícia Federal abriu uma investigação para apurar se recursos relacionados ao projeto foram utilizados para custear despesas do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) nos Estados Unidos. Até o momento, não há conclusão da investigação que aponte que isso tenha ocorrido.
O assunto voltou a ganhar exposição nesta semana depois de o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizar a PF a acessar provas reunidas pela Polícia Civil de São Paulo numa investigação que envolve a Go Up Entertainment, produtora responsável pelo longa. O compartilhamento ocorreu no âmbito de uma apuração sobre a destinação de emendas parlamentares.
Trama golpista
Flávio também comentou a condenação de Jair Bolsonaro (PL) no âmbito da trama golpista pelo STF. Ele se referiu aos atos de 8 de janeiro de 2023 como um “golpe da Disney”.
— Grande farsa armada para tirar Bolsonaro da vida pública. Ele foi julgado por seus inimigos. Que organização criminosa armada? As pessoas nem se conheciam, e não foi encontrada uma arma. Como Bolsonaro é condenado por depredação de patrimônio público se ele estava nos EUA? Isso foi uma farsa. Quem julgou ele foi (o ministro) Alexandre de Moraes, inimigo declarado do presidente Bolsonaro. Dino e Zanin, indicados pelo Lula. Você acha que isso foi um julgamento justo?
O senador também foi questionado sobre o depoimento do ex-comandante da Aeronáutica Carlos Almeida Baptista Junior. Em audiência no STF, Baptista Júnior afirmou ter participado de reuniões no Palácio da Alvorada em que o ex-presidente Bolsonaro discutiu uma minuta com teor golpista.
— Não é grave, porque está partindo de uma pessoa, como esse comandante da Aeronáutica, que hoje está pedindo voto para o Lula. Uma pessoa parcial.
Questionado se respeitará o resultado eleitoral mesmo em caso de derrota, Flávio prometeu que sim. Em seguida, afirmou:
— Eu não vou perder. E digo mais, vou ganhar no primeiro turno.
Voto a voto
Na pesquisa Quaest divulgada em meados de agosto, Flávio apareceu empatado técnicamente com o presidente Lula na simulação de segundo turno. O levantamento mostra o petista com 43%, contra 40% do filho de Jair Bolsonaro. Os dados indicam a tendência de uma eleição parelha, decidida voto a voto.
Na prática, o resultado faz com que se volte ao patamar anterior ao caso “Dark horse”, quando, em meados de maio, soube-se do elo entre Flávio e o banqueiro Daniel Vorcaro, do Master. Depois dali, Lula chegou a abrir oito pontos de distância para o adversário no segundo turno, mas a vantagem caiu. Hoje, considerando a margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos, o placar configura empate.
O vereador de Balneário Camboriú (PL), Jair Renan Bolsonaro, teve um desconto de R$ 4.554,71 aplicado ao salário de julho por faltar a duas sessões na Câmara da cidade catarinense.
O valor foi debitado do salário de R$ 18.218,84, porque ele não justificou as ausências, ocorridas nos dias 14 e 15. O vereador recebeu um total de R$ 13.664,13 naquele mês. Jair Renan concorre às eleições deste ano como deputado federal por Santa Catarina. As informações são da CNN.
De acordo com a assessoria de imprensa da Câmara, o parlamentar pode registrar ausência, sem descontos, desde que apresente justificativa formal via ofício e e esta seja lida durante a reunião.
A CNN Brasil contatou Jair Renan, mas não teve retorno.
O filho mais novo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), conhecido como “04”, foi eleito para o cargo em outubro de 2024, aos 26 anos, com 3.033 votos.
Assim como os demais irmãos, Jair Renan é natural do Rio de Janeiro, mas começou a carreira na cidade, reduto do bolsonarismo, em março de 2023, quando foi nomeado para um cargo de assessor no gabinete do senador Jorge Seif (PL-SC). Ele se exonerou do cargo em julho de 2024 para concorrer como vereador.
Pesquisa do Instituto Revista Total divulgada nesta sexta-feira (28) mostra João Campos (PSB) liderando a corrida para o Governo de Pernambuco, com 47,6% das intenções de voto. Já a governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD) tem 42,53%. O resultado consolida uma virada no cenário eleitoral, que há dois meses apontava o grupo governista na dianteira.
Em 28 de junho, o mesmo instituto havia indicado que Raquel tinha 51,17% das intenções de voto, contra 41,75% de João Campos, uma diferença de quase dez pontos. Em 13 de agosto, o candidato do PSB virou o jogo, alcançando 48,13% da preferência do eleitorado, ante 45,88% da governadora, em um cenário que ainda era de empate técnico.
Já na pesquisa de hoje, embora tenha oscilado dentro da margem de erro, o líder da Frente Popular de Pernambuco abriu uma distância de cinco pontos em relação ao percentual de intenções de voto da governadora, descolando-se dela. Raquel caiu acima da margem de erro e vem em tendência de queda em pleno início da campanha eleitoral.
Foram entrevistados 1,5 mil eleitores entre os dias 21 e 25 de agosto. A margem de erro é de 2,53 pontos percentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada junto à Justiça Eleitoral com o código PE-01621/2026.
O Comitê Olímpico do Brasil (COB) vai enviar uma comitiva a Brasília para discutir adaptações a um inciso da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, aprovada na Câmara e pauta do Senado na quarta-feira, 2. O trecho em questão determina a redução no repasse do dinheiro das bets a entidades esportivas para proporcionar mais investimento na segurança. Essa perda, na soma das instituições que compõem o Sistema Nacional do Esporte, entre elas o COB, é na casa dos R$ 500 milhões.
“Vamos conversar com os senadores, mas não é para votar contra a PEC. Vamos à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) para retirar esse inciso, e segue para aprovação normalmente. Estamos mobilizando atletas, todo mundo. Não estamos pedindo mais recursos, mas para não tirar o que já temos”, argumenta Marco La Porta, presidente do COB. As informações são do jornal O GLOBO.
A transferência direta de recursos das bets, sem passar por Ministério ou outro aparelho, para as entidades esportivas foi instituída pela Lei nº 14.790/2023, em 21 de maio de 2024. Definiu-se que 12% das arrecadações de apostas esportivas, descontados os prêmios e o imposto de renda sobre eles, tenham destinações sociais: educação, saúde, esporte e turismo. Também há 3% reservado à Polícia Federal.
O direito ao recebimento desses valores passou a valer em 2025, mas faltava a regulamentação da aplicação, determinada apenas em julho de 2026, em portaria do Ministério da Fazenda. Até por isso, o COB ainda não havia lançado mão do valor que já havia recebido. “Esperamos para começar exatamente quando tivesse definido mesmo, batido o martelo. Mas tem um fôlego até o próximo mês, depois vai ter que utilizar, não tem jeito”, comenta La Porta.
O artigo 139, inciso I, da PEC diminui para 8,4% a fatia das destinações sociais, mantém uma repasse específico à PF, em 2,1%, e estabelece um novo repasse geral de 4,5% aos fundos de segurança. Não há mudança em relação aos 85% voltados para a cobertura de despesas de custeio e manutenção das próprias operadoras de apostas.
La Porta é a favor da PEC da Segurança pública e propõe, junto aos seus pares, retirar 5% do custeio das bets para preservar a distribuição entre as destinações sociais, sem diminuir o valor que se pretende injetar na segurança.
A senadora e ex-jogadora de vôlei Leila Barros (PDT) propôs esta solução em emenda. Mas o senador Rogério Carvalho (PT-SE), relator da PEC na CCJ, antecipou que vai apresentar relatório favorável à aprovação da proposta da forma como foi aprovada na Câmara dos Deputados.
O COB espera receber anualmente cerca de R$ 110 milhões provenientes das bets, o que equivale a 25% dos recursos que recebe da loteria. A redução sobre essa arrecadação é de 30% e representa uma perda estimada entre R$ 30 milhões e R$ 40 milhões.
Segundo La Porta, essa faixa de valor é exatamente o custo total da entidade para organizar os Jogos Olímpicos da Juventude. “Um evento desse ajuda na questão da segurança pública, afinal são jovens que estão sendo direcionados para uma linha do esporte, um caminho melhor”.
O repasse das bets é uma receita nova para o COB, mas o dirigente argumenta que diminuir este investimento pode gerar “estagnação” no esporte nacional e não vê o setor refém do mercado de apostas fixas.
“O repasse das bets começou no ano passado. O esporte já caminha sem os recursos das bets, ponto. Só que, falando em resultados, chegamos a um ponto em que, se quisermos avançar mais no quadro de medalhas, precisamos de mais investimento. Seria 25% a mais. Talvez para Los Angeles-2028 não dê tempo, mas para Brisbane-2032 causaria impacto significativo. O esporte não vai acabar sem esse recurso, vai voltar ao que era antes, sem crescimento. É um recurso dado por lei, por que agora está sendo retirado?.”
Além do COB, a lei determina repasses também ao Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), Comitê Brasileiro de Clubes (CBC), Comitê Brasileiro de Clubes Paralímpicos (CBCP), Confederação Brasileira do Desporto Universitário (CBDU) e Confederação Brasileira do Desporto Escolar (CBDE) e Comitê Brasileiro do Esporte Master (CBEM).
A comitiva que tenta derrubar o inciso chega a Brasília na segunda-feira. O grupo, liderado por La Porta, conta com ex-atletas como Lars Grael, Magic Paula e Emanuel Rego, este último também diretor-geral do COB.
O senador Flávio Bolsonaro (PL) é o entrevistado desta sexta-feira (28) na série que a TV Globo dedica aos candidatos à Presidência nas eleições de 2026. A entrevista vai ao ar ao vivo, direto dos Estúdios Globo, no Rio de Janeiro, às 21h30 (horário de Brasília). O “Jornal Nacional” começa mais cedo, às 20h55.
A entrevista será feira pelos jornalistas César Tralli e Renata Vasconcellos. O público poderá acompanhar a transmissão pela GloboNews, pelo site de notícias g1 e, claro, pela TV Globo.
A candidata a vice-governadora Alice Gabino, da Federação PSOL/Rede, reuniu-se nesta sexta-feira (28), no Recife, com o senador Humberto Costa (PT) para formalizar apoio à sua reeleição. No encontro, realizado no escritório do parlamentar, Alice apresentou 15 candidaturas da Rede Sustentabilidade às eleições proporcionais para a Assembleia Legislativa de Pernambuco e a Câmara dos Deputados. Entre os nomes citados estão Amanda Karaxué, Ricardo Gadêlha, Anderson Câmara, Carla Félix, Eliane Paulino, Enildo Meira, Marcelo Ramos, Sanchilles Oliveira e Edvaldo Sales.
Alice afirmou que o apoio está relacionado ao alinhamento do senador com pautas defendidas pela Rede, como justiça social e climática, ciência, SUS e democracia. “Senador, nós temos um lado definido, que é junto ao presidente Lula, e reforçamos o apoio ao seu time”, declarou. Humberto Costa agradeceu o apoio e afirmou que pretende manter, no Senado, a defesa de temas que considera convergentes com as posições do partido.
O média-metragem Trem do Destino, estrelado por Rita Guedes e Humberto Martins, terá uma exibição especial na próxima quarta-feira (2), das 21h às 23h, no Kinoplex ParkShopping, em Brasília. Ambientado no Cariri Paraibano e inspirado no livro Eu Venho Lá do Sertão, de Marcelo Queiroga, o filme mistura drama e elementos de realismo fantástico. A direção é de Thelmo Maia, com roteiro de Lucas Fernandes. Os ingressos estão disponíveis pela Sympla.