Vídeos que circulam nas redes sociais mostram o clima de terror que se instaurou na rodovia PE-15, em Paulista, Região Metropolitana do Recife, por causa do confronto entre os torcedores do Santa Cruz e do Sport.
A confusão assustou pessoas que estavam nos ônibus, nas ruas e até dentro de suas casas. Nem as viaturas da polícia que estavam no local espantaram os desordeiros. Confira o vídeo abaixo:
A confusão acontece horas antes do jogo entre Sport e Santa Cruz, que entram em campo neste sábado (20), às 16h30, na Arena de Pernambuco, em duelo válido pela terceira rodada do Campeonato Pernambucano. Para o jogo, considerado o Clássico das Multidões, já foram vendidos mais de 15 mil ingressos antecipadamente.
O ex-prefeito de Bom Jardim e pré-candidato a deputado estadual Janjão (PSD) e a ex-prefeita de Casinhas e pré-candidata a deputada federal Juliana de Chaparral (União Brasil) utilizaram as redes sociais, neste domingo (19), para homenagear o município de Bom Jardim pelos 155 anos de emancipação política. A aliança entre os dois políticos será mantida nas eleições deste ano, quando disputarão a campanha em dobradinha.
Em vídeo, Janjão declamou um cordel de autoria própria, relembrando sua trajetória de vida, os anos em que esteve à frente da gestão municipal e suas raízes enquanto natural de Bom Jardim. “Meu lema é a coragem, no trabalho de verdade, onde passo deixo a marca de quem cuida da cidade (…) 155 são os anos a celebrar, tenho orgulho da parcela que ajudei a melhorar (…) Pois quem ama de verdade nunca cansa de cuidar. Sou e sempre serei daqui. Parabéns para meu lugar. Feliz data, Bom Jardim, meu eterno e doce lar”, declarou.
Já Juliana de Chaparral ressaltou a importância histórica de Bom Jardim e elogiou o trabalho desenvolvido pela atual gestão municipal, do prefeito Arsênio Medeiros (PSD), e de Janjão na gestão anterior. “Hoje o coração é só gratidão por essa terra tão especial. Nossa terra-mãe, que acolhe seu povo com força, trabalho e esperança. Tenho orgulho de caminhar ao lado do prefeito Arsênio Medeiros, que vem conduzindo o município com compromisso e dedicação, e de reconhecer a importante contribuição do amigo Janjão, que ajudou a construir a história e o desenvolvimento de Bom Jardim”, afirmou.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lamentou neste domingo (19) a morte de Matheus Augusto Azevedo, irmão mais novo do senador Cleitinho (Republicanos-MG). Matheus morreu neste sábado (18), aos 30 anos, em Divinópolis (MG), em decorrência de complicações causadas por leucemia.
Em uma rede social, o presidente da República disse estar consternado com a morte de Matheus e prestou solidariedade a familiares e amigos. “Quero expressar minha consternação pela morte de Matheus Augusto Azevedo, ocorrida na tarde de ontem em Divinópolis. Aos seus irmãos – o senador Cleitinho, o deputado estadual Eduardo e o ex-prefeito Gleidson Azevedo –, deixo meus sentimentos, que estendo a todos os seus familiares e amigos”, afirmou Lula. As informações são do g1.
Matheus trabalhava na empresa da família, em Divinópolis. Era formado em Engenharia de Produção e cursava Gestão Pública. Ele era casado e não tinha filhos.
Homenagens
O senador Cleitinho se manifestou sobre a morte do irmão pelas redes sociais na manhã deste domingo (19). “Ser humano mais puro de coração e mais evoluído que conheci em toda a minha vida”, disse o senador
Já o deputado estadual Eduardo Azevedo (PL) disse que o irmão “lutou até o último dia”. “Tenho a certeza de que essa separação não será para sempre”, declarou.
A Prefeitura de Divinópolis e a Câmara Municipal emitiram notas de pesar pela morte de Matheus. A gestão municipal decretou luto de três dias.
A governadora Raquel Lyra (PSD) visitou, neste final de semana, obras em andamento pelo Governo de Pernambuco nos municípios de Floresta, Itacuruba e Belém de São Francisco, no Sertão de Itaparica. A gestora acompanhou obras nas áreas de segurança pública, educação, cultura e infraestrutura. Em Floresta, Raquel acompanhou as obras do Complexo da Polícia Científica e do Grupamento de Bombeiros, além de creches e equipamentos culturais. À noite, participou da tradicional Serenata da Recordação, em Santa Maria da Boa Vista.
“Visitamos as obras de pavimentação, a construção de creches e as obras do Complexo de Polícia Científica e do Corpo de Bombeiros. O Governo tem investimento em todas as áreas no Sertão de Itaparica, e isso tem acontecido em Pernambuco como um todo, chegando a municípios grandes, como o Recife, e a municípios pequenos, como Itacuruba, aqui em Itaparica, para proporcionar melhor qualidade de vida da população que vive tanto nos grandes centros como nas áreas rurais”, afirmou a governadora Raquel Lyra.
O Complexo da Polícia Científica está em construção no município de Floresta. A obra conta com o investimento de R$ 4,3 milhões e tem mais de 30% executada. Já o Grupamento de Bombeiro recebe o aporte de R$ 3,7 milhões. Ainda em Floresta, estão em construção duas creches localizadas no Centro e no Loteamento Três Marias II. Cada unidade irá ofertar mais de 300 vagas em educação infantil com o investimento de R$ 10,7 milhões. As obras ocorrem por meio da Companhia Estadual de Habitação e Obras (Cehab).
O Centro de Floresta irá ganhar o Espaço CEU da Cultura, que recebe investimento de R$ 1,95 milhão, em parceria com o Governo Federal. O local contará com espaços para atividades comunitárias, incubadora cultural, biblioteca, sala multifuncional, ampliando a oferta de atividades gratuitas à população. O Estado também amplia a infraestrutura e mobilidade urbana de Floresta com o investimento de R$ 2,8 milhões com pavimentação de 20 vias públicas e calçamento em outras seis ruas com o aporte de R$ 1,4 milhão.
Ainda, Raquel acompanhou a obra de restauração da PE-422, realizada por meio do Departamento de Estradas de Rodagem (DER-PE), no município de Itacuruba. Com o investimento de R$ 11,02 milhões, a intervenção tem uma extensão de 11,9 quilômetros, do entroncamento com a BR-316 até a sede do município. A obra será concluída no próximo mês de novembro e irá beneficiar mais de 20 mil habitantes.
Seguindo para Belém de São Francisco, a chefe do Executivo estadual ainda visitou as obras de implantação da PE-460. A nova rodovia terá 4,86 quilômetros e recebe o investimento de R$ 9,6 milhões, facilitando o acesso ao Porto da Barra do Tarrachil, travessia sobre o Rio São Francisco que conecta Pernambuco à Bahia. No município, a gestora visitou a construção de uma creche que está em andamento e recebe o aporte de R$ 5,6 milhões.
O pré-candidato a deputado federal Maurício Rands (Avante) publicou um vídeo ao lado do pré-candidato ao Senado Túlio Gadêlha (PSD) reforçando a aproximação política entre os dois e o alinhamento com o grupo liderado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e pela governadora Raquel Lyra (PSD). A gravação foi feita durante um encontro do Avante, realizado neste fim de semana.
Logo no início do vídeo, os dois destacam a expressão “Luquélio”, em referência à chapa formada por “Lula, Raquel e Túlio”. “É o voto Luquélio: Lula, Raquel e Túlio”, afirmam. Em seguida, Maurício Rands ressalta que o encontro serviria para formalizar o apoio de prefeitos e pré-candidatos do Avante ao projeto de Túlio Gadelha para o Senado nas eleições de 2026.
Túlio Gadêlha também destacou a importância da aliança e fez elogios ao aliado. “É muito importante estar com o Maurício Rands ao lado, que representa muito para a gente, pela sua história, pela sua trajetória, pela sua coerência”, declarou. O parlamentar ainda defendeu a ampliação da base política que apoia os governos federal e estadual.
Na mesma gravação, Túlio afirmou que o objetivo é reunir mais partidos em torno do projeto político. “É importante também trazer todos esses partidos para a base do presidente Lula, da Raquel Lyra, que estão fazendo a transformação do Brasil e de Pernambuco”, disse. O vídeo reforça a movimentação dos aliados de olho na formação das chapas para as eleições de 2026.
O pré-candidato a governador João Campos (PSB) participou, neste domingo (19), de mais uma plenária regional do projeto de escuta popular Chega Junto Pernambuco, desta vez em Caruaru. Segundo a organização, o evento atraiu cerca de 20 mil pessoas dentro e nos arredores de uma casa de recepções no bairro Indianópolis. Após ouvir contribuições de vários nomes da política local, João apresentou propostas para a região, entre elas, a construção do Hospital da Criança do Agreste.
“A gente tem o compromisso de fazer o Hospital da Criança do Agreste aqui em Caruaru. A ideia é que a gente possa atender mais de 2,5 milhões de habitantes que estão nessa região e que muitas vezes, quando precisam de serviços de maior complexidade, precisam ir para a Região Metropolitana. A gente está falando de um equipamento que vai ser muito útil às crianças, às famílias. Eu fiz no Recife, a gente sabe fazer e vai fazer aqui também, com uma capacidade de mais de 100 leitos, com UTI, especialidades odontológicas para crianças, centro TEA, núcleo de desenvolvimento integral infantil, mais de 20 especialidades médicas, a capacidade de fazer mais de 500 mil exames e procedimentos por ano. Será um hospital de grande porte e para atender todo o Agreste de Pernambuco”, disse.
João também prometeu reabrir o Hospital Jesus Nazareno, em Caruaru. A unidade foi fechada pela atual gestão estadual no ano passado e se somou a outros hospitais e UTIs pediátricas descontinuados desde 2023. O pré-candidato a governador também elencou propostas como a construção de um anel viário nos arredores da Capital do Agreste em paralelo à duplicação do trecho da BR-232 situado entre São Caetano e Serra Talhada. Por fim, anunciou que vai criar o projeto Polo Agreste Global da Moda, que associará a formação de mão de obra à demanda da indústria têxtil em Santa Cruz do Capibaribe e região.
No principal reduto político de Raquel Lyra (PSD), ex-prefeita de Caruaru, João Campos também fez críticas indiretas à adversária. Ao defender que “não existe dono de cidade”, afirmou: “Caruaru é do povo. Não tem dono de terra. Aqui não é uma fazenda, um sítio, uma propriedade privada. É do povo. Caruaru é uma cidade extraordinária, de um povo trabalhador, generoso, guerreiro. Não existe dono de cidade, não existe quem é dono de uma cidade pequena, média, grande. As cidades e o estado são do povo. E a democracia é isso: conversar, apresentar um projeto e tratar as coisas com respeito de verdade”, concluiu.
O evento reuniu nomes da política local, como os ex-prefeitos Zé Queiroz e Tony Gel, o ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, o ex-senador Douglas Cintra, a ex-deputada Laura Gomes, os pré-candidatos Delegado Lessa, Vitinho Maia e Dilson Oliveira, além da senadora Teresa Leitão e de Carlos Costa, Humberto Costa e Marília Arraes, nomes que comporão a chapa de João Campos nas eleições deste ano.
Durante o evento, o público presente também foi orientado a seguir contribuindo com ideias para o futuro plano de governo da Frente Popular, por meio do site chegajuntope.com.br. Essa foi a oitava plenária do projeto de escuta popular, que já passou por Gravatá, Palmares, Petrolina e por quatro regiões político-administrativas do Recife.
Diante de um público numeroso, Marília Arraes (PDT) participou, hoje, em Caruaru, ao lado dos pré-candidatos a governador, João Campos; vice-governador, Carlos Costa e do senador e pré-candidato a reeleição, Humberto Costa de mais uma edição do programa de escuta da Frente Popular, Chega Junto Pernambuco.
Também estiveram presentes o presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco, Álvaro Porto (MDB); a senadora Teresa Leitão (PT); o prefeito de São Lourenço da Mata, Vinicius Labanca (PSB); o presidente do MDB de Pernambuco, Raul Henry, os ex-prefeitos de Caruaru José Queiroz e Tony Gel e dezenas de lideranças estaduais e locais.
No clima da final da Copa do Mundo, Marília fez um discurso forte, lembrando os avanços conquistados pelos ex-governadores Miguel Arraes e Eduardo Campos e pelo “maior craque do mundo”, o presidente Lula. “Na política, como no futebol, ninguém conquista um campeonato sozinho. Pernambuco precisa de um time que jogue unido, que saiba tocar a bola, marcar junto e fazer gols a favor do povo. É esse o time de Lula: um time que entra em campo para derrotar a fome, a desigualdade e o retrocesso. No Senado, quero ajudar a tocar a bola para o presidente Lula continuar fazendo os gols que mudam a vida das pessoas, garantindo mais investimentos, empregos e oportunidades para Pernambuco voltar a rugir forte como o Leão do Norte.”
Em discurso, menciona Caruaru como uma das cidades mais importantes de Pernambuco e um dos principais motores do desenvolvimento econômico do estado. “É por isso que o Chega Junto Pernambuco não poderia deixar de ouvir os caruaruenses, que conhecem de perto os desafios, as demandas e as potencialidades do Agreste. O nosso time, o time de Lula, acredita que as melhores soluções nascem da escuta, do diálogo e da construção coletiva. Escutar Caruaru é fortalecer um projeto que respeita a voz das pessoas e trabalha por um Pernambuco cada vez mais desenvolvido, justo e com mais oportunidades para todos”, concluiu Marília.
O prefeito de Arcoverde, Zeca Cavalcanti (Podemos), reuniu aliados políticos na última semana durante o evento Encontro pelo Futuro de Arcoverde, quando oficializou o apoio às pré-candidaturas de Gustavo Gouveia (Podemos) para deputado estadual e Marcelo Gouveia (Podemos) para deputado federal. O ato também marcou o início das articulações do grupo para as eleições deste ano, ao lado da governadora Raquel Lyra (PSD), pré-candidata à reeleição.
Realizado no Espaço Persone, o encontro reuniu prefeitos, ex-prefeitos, vereadores, lideranças políticas e apoiadores. Também participaram o vice-prefeito Siqueirinha e nove vereadores da base governista. Nos dias seguintes, Zeca concedeu entrevistas a emissoras de rádio e veículos da região, nas quais fez um balanço da gestão municipal e associou os investimentos realizados às parcerias políticas firmadas pelo grupo.
Entre as ações citadas pelo prefeito estão o Programa Pavimenta Arcoverde, que, segundo a gestão, já recebeu mais de R$ 24 milhões em investimentos, além da requalificação de 25 escolas municipais, da retomada das obras da Creche do Jardim Petrópolis e da Escola de Caraíbas e da aquisição de 11 ônibus escolares. Na saúde, o gestor destacou a chegada de oito ambulâncias, incluindo duas UTIs móveis e dois veículos destinados ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Também mencionou a manutenção de 10 cozinhas comunitárias e solidárias, responsáveis pela distribuição de mais de 52 mil refeições por mês.
Durante as entrevistas, Zeca defendeu a continuidade da parceria com Raquel Lyra e com os irmãos Gouveia. “Arcoverde voltou a viver um novo momento de crescimento. Estamos realizando obras importantes, fortalecendo a saúde, investindo na educação, ampliando as ações sociais e fazendo do turismo um motor da nossa economia. Gustavo Gouveia e Marcelo Gouveia são parceiros que já demonstraram compromisso com nossa cidade e tenho certeza de que serão grandes representantes de Arcoverde na Assembleia Legislativa e na Câmara Federal. Com o apoio da governadora Raquel Lyra, vamos continuar buscando recursos e realizando projetos que transformem a vida da nossa população”, afirmou.
A ex-primeira-dama a e pré-candidata ao Senado Michelle Bolsonaro (PL) negou qualquer possibilidade de ser vice na chapa de Romeu Zema (Novo) à Presidência. A publicação de Michelle ocorre após o ex-governador de Minas Gerais responder, ontem (18), que a ex-presidente do PL Mulher seria uma “possibilidade” para o cargo.
A definição sobre o vice de Zema não deve ocorrer antes da convenção partidária, em 27 de julho, e só deve sair em agosto. O ex-governador declarou não ter nome preferido para o posto, mas que quer um “vice ficha limpa”. Ao ser questionado se poderia ser Michelle, respondeu: “É uma possibilidade, como outras também são”. As informações são do jornal O Globo.
Em publicação nos stories, Michelle escreveu não ter definido sua candidatura, inclusive ao Senado, posto em que é cotada para disputar pelo PL no Distrito Federal. A ex-primeira-dama também salientou que um mesmo partido não pode ter duas cabeças de chapa. O PL já tem o nome do senador Flávio Bolsonaro na disputa ao Planalto.
“Estou filiada ao PL. Um mesmo partido não pode ter duas cabeças de chapa concorrendo em coligações distintas para os mesmos cargos majoritários. Portanto, não há nenhuma possibilidade de isso acontecer”, escreveu Michelle, reforçando também que agora sua prioridade são os cuidados ao marido, Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar.
Depois da rixa com o enteado Flávio, que representou uma crise na família Bolsonaro, a ex-primeira-dama colocou em dúvida a própria candidatura ao Senado. Nos últimos dias, ela sinalizou a aliados que pretende, sim, concorrer, mas não houve ainda uma confirmação pública. Há uma dúvida se a ex-primeira-dama vai comparecer à convenção nacional do PL — marcada para 25 de julho, em São Paulo —, na qual o filho do marido será formalizado como candidato ao Palácio do Planalto.
Ontem, o presidente do Novo, Eduardo Ribeiro, disse no encontro nacional da sigla que tem conversado com o Podemos e com “outros partidos”, sem detalhar quais, sobre uma possível composição na chapa de Zema.
“Ainda não temos uma definição de vice, temos conversado com alguns partidos, em especial eu tenho conversado com o Podemos, tenho uma ótima relação com a Renata (Abreu, presidente do Podemos), acho que é uma possibilidade a gente fazer uma composição. Provavelmente vai ficar mais para o final da janela dos prazos das convenções, dia 5 de agosto, depois da convenção.”
O deputado federal Silvio Costa Filho (Republicanos) anunciou o apoio da ex-candidata à Prefeitura de Barreiros, Paula Veríssimo (Podemos), em mais um movimento de articulação política na Mata Sul de Pernambuco. A adesão amplia a base de apoio do parlamentar na região e reforça a aproximação com lideranças locais. “Tenho certeza de que, juntos com a pré-candidata a deputada estadual Lara Santana, vamos trabalhar para levar mais investimentos, desenvolvimento e oportunidades para Barreiros e para toda a Mata Sul”, disse Silvio.
Paula Veríssimo afirmou que decidiu apoiar Silvio Costa Filho por acreditar no trabalho desenvolvido pelo deputado e destacou que a parceria buscará atrair investimentos para a região. “Silvio Costa Filho tem demonstrado compromisso, diálogo e capacidade de entregar resultados para Pernambuco”, declarou.
O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) anunciou na última quinta-feira (16) o programa Seu Voto Importa que garante transporte gratuito aos eleitores com mobilidade reduzida até suas seções de voto.
O programa será coordenado pela Corte Superior Eleitoral no âmbito nacional e será executado de forma descentralizada pelos TREs (Tribunais Regionais Eleitorais), adaptando a medida às necessidades geográficas e logísticas de cada estado. As informações são da CNN Brasil.
Caso o eleitor tenha interesse em se inscrever, será necessário ficar atento aos prazos e regras de agendamento estabelecidos pela Justiça Federal para garantir o atendimento no dia do pleito.
Prazo final: A solicitação deve ser feita até 20 dias antes da data do primeiro turno, em 14 de setembro;
Quem pode pedir: O próprio eleitor ou, caso necessário, seus representantes legais e de apoio (como curadores, procurados ou acompanhantes);
Onde solicitar: O pedido pode ser feito presencialmente, diretamente no cartório eleitoral da zona correspondente, ou por canais remotos e eletrônicos. Caso precise, a resolução do TSE obriga os TREs a disponibilizarem pelo menos um meio de atendimento não presencial (como site ou aplicativos);
Comprovação: Será exigida uma autodeclaração do eleitor ou a apresentação de documentação simples que comprove a deficiência ou dificuldade temporária ou permanente de locomoção.
Como grande parte das urnas é instalada em prédios cedidos, como escolas e universidades, as condições de rampas, portas e elevadores podem mudar ao longo dos anos. Desta forma, as zonas eleitorais farão vistorias periódicas para garantir que as seções especiais permaneçam acessíveis.
O senador e ex-líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), tentou efetuar a venda de um terreno de R$ 15,8 milhões um dia depois de ser alvo de uma operação da Polícia Federal no caso Master. Segundo documentos acessados pelo jornal O Estado de São Paulo, a operação foi barrada pelo cartório por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).
A venda envolve um terreno de 51 mil m² na zona metropolitana de Salvador. O local teria sido adquirido em 2000 pelo petista e foi vendido a um grupo de empresas do ramo de incorporação imobiliária. Pela transação, a reportagem diz que Jaques Wagner recebeu, à vista, R$ 2 milhões.
Jaques Wagner foi alvo da PF em 18 de junho. Segundo a corporação, o petista recebeu favorecimento indevido, incluindo um pedido de compra de um apartamento de R$ 2,5 milhões em Salvador ao ex-sócio do Banco Master, Augusto Lima. O petista alega que pediu ao empresário a compra para depois recomprar o imóvel para a sua filha.
Em 19 de junho, foi apresentada a escritura de venda em um cartório na comarca de Camaçari. A transação, porém, foi barrada no local, seguindo a determinação do ministro-relator do caso Master, André Mendonça.
“Em cumprimento ao protocolo nº 202606.2214.04764407-IA-517, datado de 22 de junho de 2026, processo nº 16230, expedido pelo ministro André Luiz de Almeida Mendonça, fica averbada nesta data a indisponibilidade sobre o imóvel objeto da matrícula supra, de propriedade de Jaques Wagner”, diz o documento.
Resposta
Em nota ao Estadão, a defesa de Jaques Wagner diz que não há “mínima irregularidade nem nada a esconder” sobre a venda. “A defesa do senador Jaques Wagner esclarece que ele não se manifestará sobre condutas que não sejam sobre sua campanha eleitoral. Todos os demais assuntos estão e continuarão sendo tratados judicialmente. Todos os fatos apurados são públicos e com registros públicos. Não há mínima irregularidade e nem nada a esconder”, disse.
A Copa do Mundo da Fifa 2026 entrou para a história antes mesmo do apito inicial. A edição, que terá a final disputada entre Espanha e Argentina neste domingo (19), dividiu espaço com episódios políticos e controvérsias que extrapolaram as quatro linhas do campo. Entre os protagonistas desses episódios esteve o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e as políticas de imigração do seu governo.
Antes mesmo do início da competição, o árbitro somali Omar Abdulkadir Artan, eleito o melhor do continente africano em 2025, foi impedido de entrar nos Estados Unidos para apitar a Copa do Mundo e o atacante da seleção do Iraque Aymen Hussein foi interrogado durante sete horas em sua chegada ao país. Além disso, a delegação iraniana foi proibida de se hospedar em solo norte-americano devido a restrições de vistos.
O caso de maior repercussão, contudo, ocorreu após a expulsão do atacante Folarin Balogun, da seleção norte-americana. Trump admitiu que entrou em contato com o presidente da Fifa, Gianni Infantino, para pedir a revisão da punição aplicada ao jogador.
O cartão vermelho foi anulado, e o jogador participou da partida contra a Bélgica. Em resposta, atletas da seleção europeia imitaram uma famosa dança do presidente norte-americano após eliminarem os Estados Unidos com uma goleada de 4×1, em Seattle.
Geopolítica
Para o cientista político e professor universitário Manoel Moraes, a relação entre política e Copa do Mundo está longe de ser uma novidade. Segundo ele, o esporte sempre despertou o interesse do poder político.
“Há muito tempo se percebe a influência das decisões políticas na Fifa e na geopolítica internacional. O poder precisa ocupar os espaços que ajudam a organizar a sociedade. Como o esporte mobiliza milhões de pessoas, recursos e atenção, ele naturalmente se torna um ambiente disputado pelo poder político. Isso não é novo. Desde a Roma Antiga já existia a lógica do ‘pão e circo’, em que o entretenimento também cumpria uma função política”, afirmou.
Já na visão da cientista política Priscila Lapa, o contexto mundial contribuiu para ampliar a percepção sobre os episódios políticos que envolveram a competição. “A gente vive um contexto internacional de extremos políticos, de muita fragilidade dos organismos internacionais de mediarem conflitos. A gente nunca mais tinha vivenciado tantos conflitos armados ao mesmo tempo. Então eu acho que a Copa vem com esse plano de fundo da gente ter um contexto político internacional mais acirrado.”
Relação
Para Moraes, o protagonismo dos Estados Unidos decorre não apenas de sua posição política, mas também do peso econômico que exerce sobre o futebol mundial. Segundo Moraes, a relação de força pode ser observada ao comparar a Copa do Mundo de 2026 com a edição de 2014, realizada no Brasil.
Enquanto o governo brasileiro precisou alterar normas e atender a uma série de exigências impostas pela Fifa para sediar o torneio, nos Estados Unidos a lógica foi inversa, com a entidade se adequando às condições estabelecidas pela maior potência econômica do planeta.
“No caso do Brasil, a pressão da Fifa levou até à mudança de leis. Havia uma legislação que proibia a venda de bebidas alcoólicas nos estádios, mas ela precisou ser alterada por causa dos patrocinadores internacionais. Isso mostra como o capitalismo exerce influência sobre o esporte. Já nos Estados Unidos aconteceu o oposto: eles não precisaram se adaptar porque já ocupam essa posição de força dentro da lógica do capitalismo global”, comparou.
Tensão
Outro episódio que evidenciou a tensão entre futebol e política envolveu a seleção do Haiti. Às vésperas da Copa do Mundo, a Fifa proibiu que a equipe utilizasse um uniforme com a ilustração da Batalha de Vertières, confronto travado em 1803 que marcou a derrota das tropas francesas, a independência haitiana e o fim da escravidão no país.
A entidade considerou que a imagem possuía caráter político e, por isso, violava as regras da competição, obrigando a equipe a alterar o uniforme. Já o técnico da seleção do Egito, Hossam Hassan, foi advertido após realizar um gesto de solidariedade à população palestina durante coletiva.
Por outro lado, o torcedor símbolo da seleção da República Democrática do Congo, Michel Kuka Mboladinga, foi convidado pela delegação congolesa e teve liberdade para acompanhar os jogos da equipe na Copa. No estádio, o torcedor, vestido com um terno com as cores da bandeira da nação, imita Patrice Lumumba, um dos líderes da independência do país.
Outra demonstração política foi protagonizada por jogadores argentinos, que comemoraram a vitória nas semifinais contra a Inglaterra segurando uma faixa com a frase “As Malvinas são argentinas”. As Ilhas Malvinas são um território britânico e objeto de uma disputa de soberania entre o Reino Unido e Argentina. Em reação, o secretário britânico de Negócios e Comércio, Peter Kyle, afirmou esperar que a Fifa realize uma investigação completa sobre o ocorrido.
Contradição
Os casos reacenderam críticas sobre a seletividade da Fifa na aplicação de seu Código Disciplinar, sobretudo diante de outras manifestações políticas registradas ao longo do Mundial. Para Priscila Lapa, os episódios também revelaram dificuldades da Fifa em exercer o papel de mediadora entre diferentes países e conflitos políticos.
“A Fifa deveria funcionar como um grande órgão intermediador dessas relações, de neutralizar os conflitos, de deixar com que as regras do mundo esportivo prevalecessem sobre qualquer outro tipo de leitura política. Mas isso é muito difícil na prática. A gente viu a incapacidade da Fifa muitas vezes em atuar como ela deveria”, afirmou.
Um dos episódios mais desafiadores para a entidade envolveu o árbitro-assistente de vídeo Shaun Evans. Durante a partida da Alemanha contra Curaçao, o profissional foi acusado de fazer um gesto supremacista na transmissão da partida. Ele negou ter feito um sinal de forma intencional e foi inocentado pela Fifa após investigação.
Dimensão
Na avaliação do professor Manoel Soares, o esporte exerce um papel que vai além do entretenimento e pode funcionar como instrumento de formação cidadã. “Existe uma dimensão no esporte que transforma a vida humana para além da geopolítica. O esporte tem esse impulso de unir pessoas diferentes para buscar um resultado que não necessariamente é a vitória, mas a participação no jogo”, defendeu.
Para o especialista, atletas e grandes competições possuem capacidade de influenciar debates públicos e fortalecer valores democráticos quando há espaço para manifestações legítimas. “O esporte pode ser um grande instrumento de educação, um vetor de civilização. Se reproduzirmos iniciativas que fortalecem a cidadania, teríamos jogadores contribuindo para a dignidade humana”, destacou.
Um caso que extrapolou a rivalidade dos estádios envolveu comentários racistas da senadora paraguaia Celeste Amarilla contra o jogador francês Kylian Mbappé após a eliminação do Paraguai pelos Les Bleus. Em resposta, o jogador chamou a parlamentar de “desprezível”. O episódio gerou investigação na França e repúdio internacional.
Na esteira de tantas polêmicas, Moraes alerta que o potencial de conciliação do esporte tem sido gradativamente substituído por interesses comerciais. Para o especialista, a crescente influência econômica sobre o futebol contribui para enfraquecer o papel social das grandes competições. “O esporte pode ser um instrumento de alienação, como também pode ser um elemento de reflexão. Quando ele se torna apenas comércio e um jogo de interesses do capital, empobrece bastante”, concluiu o professor.