Um documento oficial da Polícia Civil de Pernambuco expõe uma preocupação para o funcionamento da segurança pública no interior do Estado. Viaturas podem ficar paradas por falta de combustível.
A Comunicação Interna nº 614/2026 foi assinada pelo delegado Márcio José da Cruz, titular da 14ª Delegacia Seccional de Caruaru, e encaminhada a Bruno Vital Mota de Andrade, diretor da Diretoria Integrada do Interior 1 (Dinter 1), responsável por coordenar as unidades da Polícia Civil em cidades do Agreste e da Zona da Mata.
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No documento, datado de 16 de setembro, o delegado relata ter recebido da Unifrota, plataforma utilizada pela polícia para gerenciar veículos, abastecimentos, rotas e manutenção da frota, a informação de que a cota extra de combustível havia sido extinta. O crédito adicional é solicitado quando o saldo dos cartões das viaturas, caracterizadas e descaracterizadas, chegava a zero. A orientação agora é remanejar valores de um veículo para outro.
“A não disponibilização de cota extra poderá provocar a paralisação de algumas viaturas”, registra Márcio José da Cruz no documento.
A preocupação não se restringe aos veículos. Segundo o documento, a medida pode comprometer “o atendimento de ocorrências, o cumprimento de diligências”, além do apoio a outras unidades e da realização de operações e demais ações de segurança pública.
Diante do risco, Márcio pede orientação à direção da Dinter 1 e solicita que o caso seja analisado pela Diretoria de Administração Geral (DIAG), setor responsável pela gestão administrativa e pelos recursos de suporte interno da Polícia Civil, e pela Unifrota.
O alerta surge em meio a uma sequência de cobranças do Sinpol-PE sobre as condições de trabalho na Polícia Civil. Na semana passada, em Canhotinho, no Agreste, a delegacia teve o atendimento transferido para Angelim. Segundo o sindicato, o imóvel apresentava risco de desabamento e já havia sido alvo de denúncias por infiltrações, problemas estruturais e esgoto estourado.
O caso do combustível acrescenta um problema ainda mais básico aos questionamentos sobre a política de segurança da gestão Raquel Lyra, que pode acarretar na paralisação de viaturas, trazendo prejuízos ao atendimento da população e as operações policiais.
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