STF concede prazo extra para busca de consenso entre Executivo e Congresso sobre desoneração da folha

O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu mais três dias úteis para que governo e Congresso finalizem acordo em torno projeto de lei (PL 1847/2024), que trata da desoneração da folha de pagamentos, aprovado ontem (11/9) no Congresso Nacional.

A decisão foi divulgada nesta quinta-feira (12/9) e acolhe o pedido da Advocacia-Geral da União (AGU), no âmbito da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 7633. além de manter a suspensão da eficácia da liminar deferida no último mês de maio.

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A candidata a vice-governadora de Pernambuco, Alice Gabino (Rede), se manifestou sobre a declaração da governadora e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), relacionada à realização de laqueadura sem o conhecimento da paciente. O episódio ocorreu em 2025, durante uma visita da governadora ao Hospital Regional Dom Moura, em Garanhuns, mas ganhou repercussão pública ontem, após a divulgação de um vídeo da conversa. Na gravação, Raquel afirmou, ao comentar o caso de uma gestante com sete filhos, “Mas faz sem ela saber”.

Em publicação nas redes sociais, Alice classificou a declaração como “criminosa” e se disse enojada com a declaração. Afirmou ainda que a fala deveria ser esclarecida diante da população pernambucana. A candidata relacionou o episódio às normas brasileiras que regulamentam o planejamento familiar e a esterilização cirúrgica, destacando que procedimentos como a laqueadura dependem da manifestação de vontade da própria pessoa.

O Ministério da Justiça oficializou, hoje, a demissão do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão da Polícia Federal (PF). O motivo da demissão é infração disciplinar de “abandono de cargo”, após Eduardo “faltar ao serviço injustificadamente pelo período superior a trinta dias consecutivos”.

A determinação foi assinada pelo ministro Wellington Lima e Silva na última sexta-feira (18), e publicada no Diário Oficial da União (DOU) de hoje. A saída encerra o vínculo de Eduardo com uma carreira que tem remuneração inicial superior a R$ 14 mil e permite progressão salarial ao longo dos anos de serviço.

O blog da Camila Bomfim questionou o Ministério da Justiça se Eduardo Bolsonaro estava recebendo salários até a demissão, e se cabe recurso da decisão, e aguarda retorno. Eduardo estava afastado de suas funções na PF para cumprir o seu mandato na Câmara dos Deputados. Contudo, teve o mandato cassado em 18 de dezembro por excesso de faltas.

A perda do mandato foi declarada com base em uma regra da Constituição que proíbe deputados e senadores de faltar a mais de 1/3 das sessões deliberativas do ano. Eleito por São Paulo, Eduardo Bolsonaro mora nos Estados Unidos desde o início do ano passado. Ele tem afirmado que a mudança ocorreu para evitar uma suposta perseguição política e jurídica no Brasil.

Jaboatão dos Guararapes - Saúde nas escolas 2026

O município do Brejo da Madre de Deus recebeu, neste fim de semana, uma movimentação política liderada pelo prefeito Roberto Asfora, em apoio às campanhas da candidata ao Governo de Pernambuco, Raquel Lyra, e dos candidatos Kaio Maniçoba, Lula da Fonte, Eduardo da Fonte e Humberto Costa.

A mobilização aconteceu na noite do sábado (19) e contou com as presenças de Kaio Maniçoba, Lula da Fonte e Eduardo da Fonte. Para Asfora, a presença dos candidatos em Brejo representa a importância de manter o diálogo aberto e buscar, junto às diferentes esferas, caminhos para atender às necessidades do município. A mobilização também marcou mais um momento da campanha no município, com a participação de lideranças e apoiadores em defesa dos nomes apresentados pelo grupo.

Caruaru - Minha rua nova

Desde a declaração da candidata Raquel Lyra sobre fazer uma laqueadura em uma paciente “sem ela saber”, foram realizados mais de 20 mil procedimentos do gênero em Pernambuco. Pela naturalidade com que a fala foi dita, a chefe do executivo que deveria passar segurança acabou gerando apreensão em milhares de mulheres pernambucanas. Seja por uma decisão religiosa, ou por planejamento familiar, a decisão sobre o que fazer com o corpo cabe exclusivamente à mulher. Seu corpo, suas regras.

As perguntas que chegam agora só tornam a questão ainda mais grave: essa seria uma determinação em outras unidades de saúde geridas pelo estado? Será que a mesma postura seria adotada em pacientes de maior poder aquisitivo que optam por ter mais filhos? A medida teria relação com o controle de natalidade de possas com menor renda como já se cogitou no passado?

São questionamentos que pairam na cabeça de muitas pessoas. Trata-se de uma postura, no mínimo, repreensível. É difícil que o eleitorado, em especial as mulheres pernambucanas, passem pano para uma declaração tão forte e, ao mesmo tempo, dita com o sorriso no rosto, antecedendo a pose para uma fonte. O lugar torna tudo ainda mais emblemático: era dentro de uma unidade de saúde, cercada por mães com filhos no colo.

Você acha que Raquel Lyra agiu corretamente nessa situação? Deixe aqui a opinião nos comentários.

Ipojuca - Na palma da sua mão

Por José Adalbertovsky Ribeiro*

MONTANHAS DA JAQUEIRA – Mesmo no mundo da ficção difícil imaginar um personagem tão rocambolesco quanto o gângster do Master. Ele é um onívoro, transava com gregos e troianos, baianos, ministros, ex-ministros, baianos e paulistanos. Era dos carecas que ele gostava mais.  Foram transas bilionárias com os demiurgos, entidades que se imaginam flutuando entre o céu e a terra. Incrível é a guarda pretoriana arregimentada por ele e que opera a plenos vapores malignos.

Ai-ai-ai – ui-ui-ui — A montanha estava gemendo e chorando. Eram as dores do parto. Nasceu um lobisomem. Fizeram o teste do pezinho, da carequinha, da barbinha vermelha, do couro cabeludinho. 

Toma, que o filho é teu! A montanha disse ao careca.  Mostraram a ele a prova do batom na calcinha da montanha. Eu não sou a Débora do batom na calcinha, disse o careca. Ela violou a castidade de uma estátua de Brasília e por isso foi castigada com 14 anos de cadeia. As estatuas de Brasília são virtuosas de nascença, falou.

Um doula, especialista em partos heterodoxos, vai solicitar a quebra do sigilo sexual da montanha. Nem precisa. Slides e transparências revelam que a montanha caiu na gandaia e ofereceu ofertas de gratidão milionárias aos seus pretendentes.   A montanha promoveu uma orgia na Europa com a presença de centenas de donzelas loiras para degustação dos aiatolás.

A montanha hoje está enjaulada na cadeia, mas tudo gira em torno das aventuras dela. Vai escrever um livro intitulado “Memórias cabeludas de uma montanha” e pretende que seja uma delação premiada para sair da cadeia. Propõe que suas transas pecaminosas sejam perdoadas e seja proclamado inocente para desfilar em carro de bombeiro como herói nacional. Nada surpreende nestas terras Brasilis onde o maior ladrão do Estado da Guanabara, condenado a 200 anos de cadeia, hoje desfila lépido e fagueiro no calçadão de Copacabana e se proclama a alma mais honesta do Reino de Pindorama.

O juiz evangélico está ameaçado de ser julgado e condenado por ter tido a ousadia de desafiar os poderes do maior gângster da nossa história. Neste Brazil de bananões e isentões faltam homens com a fibra cívica de um Carlos Lacerda, Leonel Brizola e Ulisses Guimarães capazes de fibrilar, fibra por fibra, o coração dos corruptos e malévolos. Os militantes conservadores e da direita são de fritar bolinho, não têm tutano para encarar a caterva vermelha e suas circunstâncias. 

O código de honra da Cosa Nostra, invocado por um aiatolá de esquerda, chama-se Omertà. É a lei do silêncio e da cumplicidade, mesmo diante de crimes cometidos por seus sequazes.

Este Brazil S.A. é dominado por homens maus e perversos. Nestas horas e desoras meu guru o economista Roberto Campos dizia que esta Terra de Vera Cruz, a terra da verdadeira Cruz, não corre nenhum risco de dar certo. Desde 1500 até hoje ele continua acertando, e a história não costuma dar cavalo de pau.

*Periodista, escritor e quase poeta

Olinda - Trabalhando para superar desafios

O que a fala de Raquel revela sobre o poder de decidir pelo corpo de uma mulher pobre

Há frases que podem ser classificadas como infelizes. E outras que obrigam a sociedade a discutir algo muito maior do que o constrangimento de quem as pronunciou, como esta: “Mas faz sem ela saber! Vai!” Saiu, pasmem, da boca da governadora Raquel Lyra (PSD) em meio a uma visita ao Hospital Regional Dom Moura, em Garanhuns, em maio de 2025.

O vídeo, com a lamentável frase, veio a público, ontem, e mostra a governadora conversando com pessoas que aparentam integrar a equipe da unidade sobre uma paciente grávida que, segundo o relato ouvido por ela, já teria sete filhos. Na sequência, Raquel fala em colocá-la na fila para uma laqueadura e, depois de uma resposta inaudível, afirma que o procedimento deveria ser feito sem que a mulher soubesse.

Palmares - Forró Mares 2026

A deputada federal Maria Arraes (PSB) classificou como “repugnante” a fala da governadora Raquel Lyra (PSD), que sugeriu realizar uma laqueadura sem o conhecimento da paciente. “De nada adianta a gente ter uma governadora se ela não colocar a luta das mulheres como prioridade e, quando a gente chega lá, a responsabilidade é ainda maior. Usar a caneta para abrir caminhos, garantir direitos e proteger outras mulheres, nunca para tirar delas o direito de decidir sobre o próprio corpo”, afirmou em vídeo publicado nas redes sociais.

Cabo de Santo Agostinho - Hospital das praias

A declaração da governadora Raquel Lyra (PSD) sugerindo a realização de uma laqueadura em uma paciente “sem ela saber” também remete a um episódio envolvendo o então presidenciável Jair Bolsonaro (PSL). Em reportagem publicada em 2018, a Folha de S.Paulo recuperou declarações e propostas de Bolsonaro em defesa da esterilização de pessoas pobres como forma de, segundo ele, “combater a miséria e a criminalidade”. Em 2014, o então vereador Carlos Bolsonaro chegou a defender nas redes sociais que o Bolsa Família fosse concedido apenas a pessoas submetidas a vasectomia ou laqueadura.

Veja na íntegra:

Camaragibe - IPTU Verde 2026

A declaração da governadora de Pernambuco e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), sugerindo a realização de uma laqueadura em uma paciente do Hospital Dom Moura, em Garanhuns, “sem ela saber”, ganhou repercussão nacional após ser revelada pela coluna de Andreza Matais, do Metrópoles.

O caso passou a ser destaque nos noticiários de todo o país neste domingo (20) e, na Folha de S.Paulo, tornou-se a notícia mais lida da editoria de Política.

O candidato a governador João Campos (PSB) se pronunciou nas redes sociais, na noite deste domingo (20), sobre a divulgação de um vídeo em que Raquel Lyra (PSD) aparece recomendando a realização de um procedimento de laqueadura sem o consentimento de uma paciente. Segundo o líder da Frente Popular de Pernambuco, a postura da governadora, sintetizada na frase “Faz sem ela saber”, causa “indignação” e representa uma “violação da integridade física de uma mulher”.

“‘Faz sem ela saber’. Assisti com indignação ao vídeo em que a candidata usa essa frase pra sugerir a laqueadura de uma gestante, sem ela saber. A lei é clara: esterilização exige manifestação expressa da vontade da mulher. Autoridades e gestores públicos têm o dever legal e ético de garantir direitos e proteger a população, jamais de sugerir práticas ilícitas ou violações da integridade física. Fazer “sem ela saber” não é cuidado. É violência. É crime previsto em lei”, escreveu.

As imagens que viralizaram foram gravadas em 2025, no Hospital Regional Dom Moura, em Garanhuns, no Agreste. Na gravação, a governadora aparece ouvindo o relato feito por uma servidora sobre uma mulher que já tinha filhos e estava novamente grávida. Raquel sugere a realização de uma laqueadura, ouve da funcionária uma frase que não é possível entender no vídeo e, então, diz: “Mas faz sem ela saber, vai!”. O caso vem gerando indignação de diversas autoridades, influenciadoras e outras personalidades em todo o país.

Depois das declarações da governadora Raquel Lyra sobre a realização de laqueaduras, inclusive diante da possibilidade de procedimentos sem o consentimento adequado das mulheres, a reação foi imediata. O assunto revoltou mulheres em todas as regiões de Pernambuco.

E agora é preciso ir além da declaração. É preciso saber o que aconteceu na prática: quantos procedimentos foram realizados, em quais unidades, sob quais protocolos e com qual autorização?

Pegou mal. Mais uma vez. A declaração da governadora Raquel Lyra (PSD) que sugere a uma paciente do Hospital Dom Moura, em Garanhuns, ser submetida a uma laqueadura, nas palavras de Raquel, “sem ela saber”, acabou por ganhar uma dimensão que ultrapassa, e muito, os limites de uma fala infeliz.

Trata-se de um episódio que envolve consentimento, autonomia individual, ética médica e valores defendidos por setores que, sim, integram o campo político da ex-prefeita de Caruaru.