O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou, hoje, durante discurso em Fortaleza (CE), políticos que, segundo ele, “ficam puxando saco” do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Lula, contudo, não citou nominalmente o adversário político, senador Flávio Bolsonaro (PL), que também concorre, nas eleições deste ano, à Presidência da República. As informações são do portal G1.
Ao defender a soberania brasileira, Lula afirmou que o pleito deste ano vai definir se o país será “dono do seu quintal” ou permitirá que outros países deem “palpite” em decisões nacionais. “É isso que está em jogo: se o Brasil vai ser dono do seu quintal ou se vai vir alguém aqui dar palpite na nossa vida; se vamos eleger uma pessoa que tem caráter, que tem biografia e que tem compromisso com o Brasil ou vira-lata que fica puxando saco do Trump. É isso que está em jogo”, afirmou Lula.
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Ao longo do discurso, Lula comparou ações de seus governos com as da gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro, pai de Flávio Bolsonaro. Na sequência, o presidente relacionou a defesa da soberania à exploração das reservas de terras raras e minerais críticos do país.
Lula afirmou ainda que esses recursos devem ser explorados, transformados e industrializados no Brasil. “Tenho certeza que vocês querem que as terras raras e os minerais críticos sejam explorados, transformados, industrializados por nós”, disse.
Discurso reiterado
A declaração desta terça se soma a uma série de falas recentes de Lula sobre Trump e uma eventual interferência estrangeira nas eleições brasileiras. Na terça passada (22), durante discurso na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, Lula defendeu a soberania brasileira e afirmou que o Brasil “não cabe no quintal de ninguém”.
Sem citar Trump nominalmente nesse trecho, o presidente também disse que o país não permitiria interferências externas no processo eleitoral. “Não permitiremos que os inimigos da democracia, internos e externos, atentem contra a vontade popular. A democracia brasileira pertence aos brasileiros. O Brasil continuará sendo um país soberano”, afirmou Lula na ONU.
Dois dias depois, na quinta (24), em um comício em São Gonçalo, no Rio de Janeiro, Lula citou Trump nominalmente e afirmou que o presidente americano iria “perder” caso tentasse interferir no pleito brasileiro. “Esse país que eu tenho dito para o Trump que, nas eleições daqui, se ele meter a mão, vai perder aqui as eleições. A gente não vai aceitar a ingerência de ninguém”, disse na ocasião.
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