O presidente do STF, Edson Fachin, acaba de retomar a sessão destinada a decidir se o ministro Alexandre de Moraes será investigado no caso Master. A previsão era de voltar às 14 horas, mas o horário acabou não sendo cumprido.
O presidente do STF, Edson Fachin, acaba de retomar a sessão destinada a decidir se o ministro Alexandre de Moraes será investigado no caso Master. A previsão era de voltar às 14 horas, mas o horário acabou não sendo cumprido.
O prefeito de Jucati, Clelson Peixoto, e o vice-prefeito Moisés Cordeiro declararam, nesta terça-feira (15), apoio à candidatura do deputado federal Eduardo da Fonte (PP/UP) ao Senado.
Clelson afirmou que a decisão está relacionada à expectativa de ampliar a interlocução dos municípios pernambucanos no Congresso Nacional. “Jucati sabe da importância de ter uma representação que conheça as necessidades dos municípios e esteja disposta a trabalhar para que essas demandas avancem. Eduardo tem experiência no Congresso e uma atuação que nos dá confiança de que ele poderá representar Pernambuco com muita força no Senado. Por isso, estamos colocando nosso apoio nesse projeto”, declarou.
Eduardo da Fonte agradeceu a manifestação do prefeito e do vice e afirmou que pretende manter diálogo com as administrações municipais caso seja eleito. “Quero chegar ao Senado para ampliar a nossa capacidade de articulação, manter o diálogo com os prefeitos e transformar as prioridades de cada região em trabalho e resultado para Pernambuco”, disse.
Poder 360
O ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal, bloqueou seu colega de Corte Gilmar Mendes no aplicativo de mensagens WhatsApp. A decisão de fazer o bloqueio se deu na última terça-feira (8), depois de Gilmar enviar várias mensagens ameaçando e cobrando Kassio a respeito do julgamento sobre abrir ou não uma investigação sobre as relações de Alexandre de Moraes com Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master e hoje preso sob suspeita de corrupção.
A troca de mensagens se deu no dia em que a 2ª Turma do STF julgou o afastamento de Andrei Rodrigues da direção-geral da Polícia Federal. Gilmar estava na Itália quando enviou as mensagens, todas depois das 18h no Brasil. Na Itália, eram mais de 23h.

O Poder360 procurou a assessoria de Gilmar Mendes por meio de aplicativo de mensagem para perguntar se gostaria de se manifestar a respeito das conversas. Não houve resposta até a publicação desta reportagem. O texto será atualizado caso uma manifestação seja enviada a este jornal digital.
Nesta terça-feira (15), Nunes Marques se declarou impedido de participar do julgamento que analisa se deve ser aberta uma investigação contra Alexandre de Moraes por sua relação com Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. Antes do início da sessão, informou a sua decisão ao presidente do STF, Edson Fachin, e a André Mendonça. O ministro justificou a decisão pela condição de presidente do TSE e afirmou que, a 19 dias das eleições, o caso poderia ter impacto no cenário político-eleitoral.
A decisão veio no mesmo dia em que foram divulgadas mensagens extraídas do celular de Daniel Vorcaro que mencionam seu filho, o advogado Kevin Marques, e fazem referência a pagamentos de R$ 500 mil mensais por meio da empresa Consult Inteligência Tributária. Durante a sessão, Nunes Marques negou que o filho tenha prestado serviços ao Banco Master ou recebido dinheiro do banco. Negou, também, ter relação com Master. Disse ter “absoluta isenção“.
Na quarta-feira (16), a PF apontou indícios de venda de influência envolvendo o deputado Cezinha de Madureira (PL-SP), com menções a Kassio Nunes Marques e André Mendonça. Segundo a investigação, mensagens encontradas no celular de Mariângela Fialek, a Tuca, indicam que o deputado afirmava ter acesso aos ministros e poderia fazer pedidos diretamente a eles. Os ministros não são investigados no caso.
Leia menos
O Conselho Superior do Ministério Público Federal marcou para o dia 25 de setembro a análise de um procedimento que analisa menções do ex-banqueiro Daniel Vorcaro ao procurador-geral da República, Paulo Gonet.
Gonet afirmou nesta terça-feira (15) que não teve relacionamento de proximidade com Vorcaro, disse que a única ligação entre os dois foi “brevíssima e banal”. As informações são do g1.
Leia maisA fala aconteceu durante sessão do plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) que discutia a validade de um relatório da Polícia Federal (PF) envolvendo o ministro Alexandre de Moraes.
Os diálogos que citam o procurador-geral da República estão em mensagens recuperadas do celular de Vorcaro, tornadas públicas após decisão do ministro André Mendonça.
Leia menos
A Autarquia de Trânsito e Transporte Urbano do Recife (CTTU) estruturou uma operação especial de mobilidade para acompanhar o evento eleitoral do candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL), que acontece nesta quarta-feira (16), no Bairro do Recife. A concentração do público está agendada para as 16h, no Marco Zero, com percurso previsto pela Avenida Rio Branco e chegada ao Cais da Alfândega. O esquema envolve intervenções em toda a Ilha do Recife e nas pontes de acesso ao bairro.
O primeiro ponto de interdição será montado na Ponte 12 de Setembro (Ponte Giratória). A depender do volume de participantes e da movimentação no local, as pontes Maurício de Nassau e do Limoeiro também poderão ser bloqueadas temporariamente pelos agentes de trânsito. As informações são da CNN.
Leia maisA Ponte Buarque de Macedo deverá ser mantida livre como principal rota de escoamento para os veículos, mas também poderá sofrer retenções pontuais caso haja alta concentração de pedestres na via. A dispersão total do público está prevista para as 20h, horário em que a circulação deve começar a ser normalizada.
A CTTU orienta que os condutores que estiverem na ilha e precisem sair do bairro acessem a Avenida Martins de Barros pela Ponte Buarque de Macedo. Outra opção de rota é seguir em direção à Avenida Governador Agamenon Magalhães utilizando a Ponte do Limoeiro em conjunto com a Avenida Norte.
Para mitigar os impactos no tráfego, a autarquia recomenda que a população planeje seus deslocamentos com antecedência e dê preferência ao transporte público, táxis ou veículos de transporte por aplicativo.
Em caso de dúvidas sobre o trânsito ou necessidade de orientação, a CTTU disponibiliza atendimento gratuito 24 horas por dia através do telefone 0800 081 1078.
Leia menos
O candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB) questionou, durante sabatina na CNN Brasil nesta terça-feira (15), o discurso de dificuldades financeiras atribuído pela atual governadora e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), à situação fiscal do Estado. João criticou o aumento do salário da governadora no início da gestão e defendeu que o orçamento estadual tenha como prioridade a população que mais precisa.
“Como é que o Estado estava quebrado se a primeira medida da atual governadora foi quase triplicar o salário? Como é que um Estado quebrado você triplica o próprio salário? Isso mostra que é uma inverdade”, afirmou.
Segundo João, Pernambuco mantém cerca de R$ 3 bilhões em disponibilidade de caixa, enquanto as medidas que pretende implementar representam aproximadamente R$ 900 milhões em custeio. O candidato também destacou que o IPVA zero para motos de até 180 cilindradas teria impacto inferior a R$ 100 milhões para o Estado, beneficiando diretamente cerca de 1,4 milhão de pessoas.
Leia mais“É você fazer por quem é pequeno, essa é a grande diferença”, reforçou.
Ampliação de oportunidades
Ao apresentar suas primeiras medidas como governador, João Campos afirmou que pretende iniciar uma gestão voltada ao cuidado com a população e à ampliação de oportunidades. Entre as prioridades estão a melhoria da saúde e da educação, a duplicação da rede de ensino técnico, a construção de quatro hospitais e a implantação de um programa de combate às facções criminosas.
“Literalmente, a primeira medida que farei como governador, após assinar o livro de posse, é tirar as grades que hoje bloqueiam o palácio do governo. Nós faremos um governo popular, um governo onde a gente vai colocar o povo no orçamento do Estado de Pernambuco”, declarou.
O candidato também reforçou o compromisso de não aumentar o salário de governador e de encaminhar uma proposta para zerar o IPVA de motocicletas de até 180 cilindradas.
Segurança pública e enfrentamento às facções
Na área da segurança pública, João Campos defendeu uma política baseada em critérios técnicos, com respeito aos direitos humanos, fortalecimento das forças policiais, prevenção e repressão qualificada. O candidato propôs um programa coordenado de combate às facções, com participação da Secretaria da Fazenda no enfrentamento à lavagem de dinheiro e à estrutura financeira das organizações criminosas.
“É a gente desorganizar as facções nas suas organizações financeiras e garantir que quem está na sua casa vai ter segurança de ir na esquina à noite”, afirmou.
Entre as medidas apresentadas estão a formação e ampliação do efetivo policial, a expansão da Rede Compaz para todas as regiões de Pernambuco e o monitoramento rigoroso das divisas estaduais, com uso de tecnologia e blitzes para combater o transporte de armas e drogas.
João também defendeu a retomada do controle do território pelo poder público, com ações de prevenção, inteligência e repressão qualificada. “O que tem que mandar no território é o Estado”, reforçou.
Proteção às mulheres
Ao tratar do enfrentamento à violência contra a mulher, o candidato afirmou que Pernambuco precisa ampliar a rede de atendimento e fortalecer as ações de prevenção ao feminicídio. João propôs duplicar o número de delegacias da mulher e garantir que todas funcionem 24 horas.
“Pernambuco teve um aumento três vezes maior do que o Brasil no feminicídio. Pernambuco hoje tem delegacias que não funcionam 24 horas para atendimento à mulher e delegacias insuficientes”, afirmou.
O plano também prevê a criação de centros de atendimento às mulheres em situação de violência, seguindo a experiência da Rede Compaz no Recife, que passou de um para oito equipamentos durante sua gestão. João ainda anunciou a intenção de buscar, em janeiro, uma parceria com o Tribunal de Justiça de Pernambuco para viabilizar a compra de 20 mil tornozeleiras eletrônicas destinadas a agressores com medidas protetivas.
Para o candidato, a prevenção e o acompanhamento das vítimas são fundamentais para evitar novos casos de violência.
“O Estado tem que chegar antes da violência. Se o Estado chegar antes da violência, ele salva”, declarou.
Abastecimento de água
Sobre o saneamento e o abastecimento de água, João criticou a venda da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) e defendeu que os recursos obtidos sejam integralmente revertidos para ampliar o acesso à água no Estado.
“Não tem como você receber 4 bilhões, não é milhões, é bilhões, botar no bolso do Estado e deixar 3 milhões de pernambucanos sem receber água. 100% desse recurso tem que ser revertido para abastecimento de água”, afirmou.
O candidato reforçou a proposta de realizar 94 grandes obras de abastecimento, incluindo a Adutora do Agreste, a Adutora de Negreiros e novos ramais a partir da transposição do Rio São Francisco. Segundo ele, as intervenções poderão beneficiar mais de 2 milhões de pernambucanos que vivem em áreas de racionamento.
João também propôs utilizar 5% do valor da outorga paga ao Estado para garantir que famílias de baixa renda só paguem a conta de água quando o serviço for efetivamente prestado.
“Tem famílias que passam 60 dias, 30 dias, 40 dias sem receber uma gota de água. Mas tem que pagar uma conta de água mínima obrigatória, mesmo sem a água chegar. Então tem famílias de baixa renda suportando a ineficiência de um sistema”, criticou.
Educação
Na educação, João Campos afirmou que Pernambuco perdeu protagonismo ao reduzir matrículas no ensino integral e no ensino técnico. O candidato defendeu a expansão e universalização do ensino integral, além da duplicação do número de estudantes da educação técnica.
“Nós vamos expandir e universalizar o ensino integral em Pernambuco. Nós vamos duplicar o número de alunos em ensino técnico no nosso estado”, afirmou.
Entre as propostas, estão a ampliação da educação infantil, a criação de um programa estadual de formação em tecnologia cinco vezes maior que o implementado no Recife e o Pé-de-Meia Pernambuco, com três iniciativas voltadas à permanência dos estudantes e à inserção no mercado de trabalho.
O programa prevê o Pé-de-Meia Férias, com pagamentos de R$ 200 em julho, dezembro e janeiro; o Pé-de-Meia Técnico, destinado a estudantes que ingressarem em cursos técnicos subsequentes ao ensino médio; e o Pé-de-Meia Empreendedor, com mentoria, bolsa e crédito para jovens que desejam abrir um negócio.
“Tem um roteiro que é da primeira infância ao primeiro emprego. A gente está olhando aqui, da primeira infância, desde a creche do berçário até o primeiro emprego gerado na educação técnica ou no ensino superior”, destacou.
Pernambuco como líder do Nordeste
Ao longo da sabatina, João Campos reforçou que pretende conduzir um governo de grandes realizações, com prioridade para os serviços públicos, a geração de oportunidades e a melhoria da qualidade de vida dos pernambucanos. O candidato também defendeu a recuperação do protagonismo de Pernambuco no Nordeste, com investimentos, capacidade de gestão e execução de obras.
“Pernambuco vai ser líder do Nordeste. Enquanto eu governei a cidade do Recife, conseguimos liderar os números e todo o ranking. Recife sendo o líder do Nordeste e alguns deles inclusive do Brasil. Nós vamos fazer isso no Estado de Pernambuco”, afirmou.
Leia menos
Muito pior que qualquer um esperava. A sabatina da Globo, que ocorre este ano no NE1, é um dos momentos importantes da campanha eleitoral.
As expectativas de cada lado, seja a campanha da candidata, seja dos jornalistas, seja da campanha adversária, apontavam para um resultado diferente.
Cada um tem suas expectativas e ao final avalia os resultados. Pois bem, a sabatina de Raquel, com certeza, veio abaixo do que todos esperavam.
Leia maisExpressão nervosa, rosto trêmulo, fala insegura. As perguntas ficaram sem respostas.
Sobre salário, ela não teve como explicar, mas o pior ficou com uma expressão meio de desespero. Insegura e nervosa. Isso deve ser resultado dos estudos já feitos por ela e pela equipe, que não trouxeram como explicar a situação.
Já em relação à Caruaruense, novamente, o clima continuou bem pesado, a expressão ainda nervosa, a voz ainda trêmula, e mais uma vez não veio resposta.
E aí seguiu com dificuldades nas creches não entregues, nos resultados de feminicídios e no aumento de impostos, que admitiu.
No ensino técnico chegou a dizer que responderia depois na rede social. Estranho.
Enfim, perdeu uma oportunidade importante da campanha, e isso tem impacto direto para a decisão dos eleitores.
Leia menos
Direto de Brasília
Por causa de um pedido de vista do ministro Flávio Dino, a sessão do STF, que acabou, há pouco, não entrou no mérito do julgamento do processo sobre o ministro Alexandre de Moraes. A análise, no entanto, foi interrompida por um pedido de ordem de Gilmar Mendes, que solicitou que a sessão fosse suspensa e a ação sobre Moraes fosse julgada apenas no próximo dia 23, junto com o processo que investiga supostas irregularidades cometidas por André Mendonça.
Fachin votou para manter as ações separadas e foi acompanhado por Mendonça, Cármen Lúcia e Luiz Fux, enquanto Zanin e o próprio Moraes votaram na direção oposta, apoiando o pedido de Gilmar.
Flávio Dino chegou a manifestar apoio à junção das ações, mas pediu vista (mais tempo para análise) e seu voto não foi computado na ata final da sessão. O placar oficial, portanto, ficou em 4 votos a 3 por manter separadas as ações.
A sessão chegou ao fim sem decisão e o assunto somente volta a julgamento em 90 dias, prazo de um pedido de vista.
A sessão do Supremo Tribunal Federal desta terça-feira (15) que trata da crise que atinge a Corte terminou com 4 votos a 3 para manter separadas as análises pela Corte das condutas de Alexandre de Moraes, na relação com Daniel Vorcaro, e de André Mendonça, na condução do relatório do caso Master.
Fachin votou para manter a separação. Ele foi acompanhado pelos ministros André Mendonça, Luiz Fux e Cármen Lúcia.
Já Gilmar Mendes, Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes votaram para que as análises sejam conjuntas. O ministro Flávio Dino, que havia votado com essa corrente, mudou o voto para um pedido de vista, o que suspendeu o julgamento. As informações são do g1.
Leia maisNa tarde desta terça, o presidente do STF se posicionou contra uma questão de ordem, um questionamento, apresentado pelo ministro Gilmar Mendes, que defende o julgamento conjunto dos relatórios com informações da Polícia Federal sobre os dois ministros.
Fachin também foi contra a redistribuição do relatório sobre Alexandre de Moraes, que puxou para o seu gabinete. Gilmar defendia que houvesse um sorteio para a definição de um novo relator, alegando que é isto que está previsto no Regimento Interno da Corte.
“Quero, desde logo, me manifestar no sentido de manter não apenas a separação entre os julgamentos. Portanto, voto no sentido de prosseguir o julgamento de hoje, bem como, de não levar a efeito o apensamento [reunião] dos feitos mencionados e, por via de consequência, fica prejudicada a redistribuição na forma regimental”, disse Fachin.
O ministro André Mendonça acompanhou o voto de Fachin.
“Entendo não haver as mesmas bases fáticas. O que há, em relação a mim, é um suposto relatório de inteligência, um relatório ilegal, com monitoramento e coleta seletiva de dados de ministros do STF e de outras autoridades, em uma atividade própria de uma PF paralela. Documento ilegal, que o próprio documento fala que é sem valor probatório. São questões fáticas e jurídicas totalmente distintas”, disse Mendonça.
Fux e Cármen Lúcia também acompanharam Fachin e Mendonça.
Dino abriu divergência
Fachin foi o primeiro a votar sobre a questão de ordem apresentada por Gilmar Mendes, contra a proposta de Gilmar.
Na sequência, ministro Flávio Dino abriu divergência e votou pela conexão dos dois casos, acompanhando o entendimento de Gilmar Mendes.
“Presidente, me parece que o encaminhamento é de respeitar a conexão, que nos trouxe até aqui. E por isso eu considero que o encaminhamento contido na questão de ordem do ministro Gilmar é aquela que preserva melhor o nosso papel de provedores de justiça e de segurança jurídica”, disse Dino.
O ministro Cristiano Zanin acompanhou Dino na divergência, votando a favor da questão de ordem de Gilmar.
“Para não ser repetitivo, eu vou adiantar, pedindo vênia a Vossa Excelência, que eu estou acompanhando o eminente ministro Gilmar Mendes na questão de ordem trazida e faço apenas algumas anotações complementares”, disse Zanin.
Na sequência, Zanin disse que, na avaliação dele, o ministro André Mendonça não deveria votar na análise do relatório das mensagens de Vorcaro a Alexandre de Moraes.
Posteriormente, Moraes se posicionou pela análise conjunta da sua situação com a do ministro André Mendonça.
“Nós estamos com um risco concreto de decisões contraditórias e de tumulto processual, julgando as mesmas coisas, só que com o sinal invertido, os mesmos fundamentos, cada qual de um lado, com sinal invertido hoje [caso Moraes] e na próxima quarta-feira [sobre Mendonça]. Então presidente com essas com essas considerações, pedindo todas as vênias a Vossa Excelência, acompanho a questão de ordem do ministro Gilmar”, disse Moraes.
Leia menos
Direto de Brasília
A ministra Cármen Lúcia votou com o presidente do STF, Edson Fachin, para manter separados os julgamentos envolvendo Alexandre de Moraes e André Mendonça. Com isso, o placar chegou a 4 a 4. Durante uma sessão marcada por fortes discussões entre os ministros, Flávio Dino criticou a condução de Fachin e pediu vista, suspendendo o julgamento. Pelo regimento do Supremo, Dino tem até 90 dias para devolver o processo, embora possa fazê-lo antes.
A ministra Cármen Lúcia, do STF (Supremo Tribunal Federal), afirmou que o “clamor público” não influencia seu discernimento e não teve peso em seu voto diante da petição que envolve o ministro Alexandre de Moraes.
Durante a abertura de seu voto na sessão extraordinária desta terça-feira (15), a ministra afirmou que defende a “independência” dos magistrados para que tomem as decisões sem interferência do interesse público.
Cármen possui o voto decisivo em relação ao pedido de julgamento conjunto das ações envolvendo os pedidos de investigação dos ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça. O placar está em 4×3 para a apreciação conjunta. As informações são da CNN.
A minsitra Cármen Lúcia, do STF (Supremo Tribunal Federal), criticou a “espetacularização” da sessão da Corte nesta terça-feira (15), voltada à análise de um relatório da PF (Polícia Federal) que reúne mensagens entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
“Eu peço desculpas ao povo brasileiro. Eu queria ter sido melhor em poder ter ajudado a acalmar as coisas, mas eu não consegui. Houve uma espetacularização desse caso e dessa sessão”, disse. As informações são da CNN.
O GLOBO
A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), se disse envergonhada ao votar durante julgamento que trata de mensagens enviadas pelo banqueiro Daniel Vorcaro ao ministro Alexandre de Moraes.O sentimento, segundo a ministra, tem relação com o fato de, a menos de 20 dias da eleição, “estarem todos voltados a questões” do Supremo. Segundo a ministra, o Poder Judiciário existe para “tranquilizar o povo”, mas o STF “gerou intranquilidade” nos últimos dias, “inebriando o sentimento de justiça da cidadania brasileira”.
— Eu estou nesta sessão, como talvez muitos de meus colegas, em estado de profunda consternação e tristeza. Hoje um dos colegas me dizia se eu estava aborrecida com alguma coisa. Eu disse, eu estou triste. Não apenas pelo tema que nos traz aqui, que teria sido aquele a ser decidido, mas porque este Supremo Tribunal Federal provocou, acho, um mal-estar cívico em todas as cidadãs e cidadãos brasileiros nesses últimos dias — relatou.
Leia maisOs ministros Flávio Dino, Gilmar Mendes, Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes votaram para analisar em conjunto os casos envolvendo Moraes e André Mendonça, enquanto o presidente da Corte, Edson Fachin, Mendonça e Luiz Fux divergiram. O placar é de 4 a 3 pelo julgamento simultâneo.
Leia menos