Cerca de 24 horas após ter ouvido o relato de uma agressão sofrida pela ex-deputada Roberta Arraes (PP), Raquel Lyra (PSD) segue em silêncio. Nas redes sociais, desde o ocorrido, a governadora já fez oito postagens sobre temas diversos, como a convocação para um ato político no Recife e críticas a João Campos (PSB), mas não se posicionou em prol da aliada. O apontado como agressor é Raimundo Pimentel (PSD), ex-prefeito de Araripina e também da base de apoio de Raquel.
Conforme o boletim de ocorrência prestado por Roberta à Polícia Civil, o caso ocorreu por volta das 13h20 de ontem (25), durante uma visita da governadora ao Hospital de Câncer do Sertão, em Araripina. A ex-deputada alegou que Pimentel usou o ombro para desferir empurrões contra ela, além de ter proferido frases intimidatórias, como “Traz teu marido aqui”. A vítima também disse ter sofrido violência política de gênero ao ser provocada sobre seu alinhamento político com o atual prefeito de Araripina, Evilásio Mateus (PDT), rival de Pimentel.
A governadora foi arrastada para o centro da polêmica por ter sido filmada enquanto ouvia o relato de Roberta e não ter manifestado solidariedade à vítima. Na gravação, ela aparece perguntando “[Foi] Agredida por quem?” e, na sequência, inicia-se um bate-boca entre Roberta, Pimentel e a esposa, Socorro Pimentel (PSD), deputada estadual e líder do Governo Raquel Lyra na Assembleia Legislativa. A candidata à reeleição seguiu a agenda de campanha normalmente ao lado do casal Pimentel. No fim da tarde, os três apareceram em um vídeo celebrando a pavimentação de uma estrada na região. À noite, ao se posicionar, Pimentel confirmou que seguiu com a governadora para Ouricuri, cidade vizinha a Araripina, após o ocorrido.
Neste sábado (26), o caso vem ganhando repercussão entre personalidades políticas e entidades de defesa dos direitos das mulheres. O candidato a governador João Campos (PSB), por exemplo, manifestou solidariedade a Roberta Arraes, pediu apuração rigorosa da Polícia Civil e criticou Raquel por ter seguido a agenda normalmente ao lado do suposto agressor.
















