Um novo projeto de ajuste na Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026 foi protocolado na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), no fim da tarde desta quarta-feira (22). A informação foi confirmada pela comunicação da Casa. Proposta deverá ser votada em dois turnos amanhã (23)
O envio de uma nova proposta é parte do acordo estabelecido na tarde de hoje entre o presidente do Legislativo estadual, deputado Álvaro Porto (MDB), e a governadora Raquel Lyra (PSD). As informações são do Blog da Folha.
Leia maisDurante uma reunião com o presidente da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe), Pedro Freitas, e outros prefeitos que acompanharam a comitiva para reivindicar uma solução ao imbróglio, Porto telefonou para Raquel Lyra e propôs o envio de um novo projeto para aumentar o índice de remanejamento no orçamento para 20%.
Desde a aprovação do orçamento, no fim de 2025, com uma emenda que limitou o percentual de remanejamento para 10% vinculado a cada unidade orçamentária, o governo reivindica uma correção no projeto. Aos gestores dos municípios, a governadora assegurou, em reunião no Palácio do Campo das Princesas, que enviará uma nova proposta de ajuste.
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O deputado federal Waldemar Oliveira (Avante) afirmou, nesta quarta-feira (22), que o deputado federal Eduardo da Fonte (PP) é o nome indicado pela Federação União Progressista para disputar o Senado na chapa da governadora Raquel Lyra. A declaração foi feita durante encontro político.
“O Avante tem responsabilidade política e reconhece a importância de uma chapa competitiva. Eduardo tem trajetória consolidada, reconhecimento e atuação em diversas regiões do estado. É o nome mais competitivo da Federação União Progressista”, afirmou Waldemar Oliveira.
Segundo o parlamentar, Eduardo da Fonte conta com apoio de integrantes da federação na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), além de prefeitos, vereadores e pré-candidatos a deputado federal e estadual. O grupo também reúne tempo de televisão na composição da aliança.
O Partido dos Trabalhadores (PT) iniciará a veiculação de inserções de programas partidários na televisão com a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendendo o fim da escala trabalhista 6 x 1.
Nas peças, a partir desta quinta (23), o chefe do Executivo abordará a necessidade, ao seu ver, de mudar o modelo de trabalho em que o funcionário atua seis dias com um de descanso. A estratégia da sigla é ampliar o alcance do debate junto à população, levando a pauta para além dos discursos oficiais e do ambiente político institucional. As informações são da CNN.
Leia maisPor meio da TV, a avaliação é de que o posicionamento do presidente poderá atingir um público maior.
Nas inserções, o foco recai sobre os impactos sociais da jornada atual, com destaque para a sobrecarga enfrentada por trabalhadores, especialmente mulheres. O argumento central é que o formato reduz o tempo disponível para convivência familiar e compromete a qualidade de vida.
Embora a proposta já venha sendo mencionada por Lula em pronunciamentos recentes, a nova etapa de comunicação busca reforçar o posicionamento do governo e dividir a responsabilidade pelo avanço da discussão, evitando que o Congresso Nacional seja visto como o único agente no andamento da medida.
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta (22) o avanço de uma Proposta de Emenda à Constituição sobre o fim da escala 6 x 1. O texto agora seguirá para análise de uma comissão especial, onde deverá enfrentar uma série de negociações relativas a horas trabalhadas, período de adaptação de empresas e compensações tributárias a empresários.
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A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara aprovou, nesta quarta-feira (22), o parecer favorável à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala de trabalho 6×1 — seis dias de trabalho para um de descanso.
Com o aval da CCJ, a proposta seguirá para uma comissão especial. O relatório do deputado Paulo Azi (União Brasil-BA) foi aprovado de forma simbólica, ou seja, sem o registro nominal dos votos dos parlamentares. As informações são do g1.
Leia maisO relatório de Azi se limita a analisar a compatibilidade do tema com a Constituição – a chamada admissibilidade. Para o parlamentar, o texto preenche os requisitos constitucionais para avançar no Congresso.
O deputado elaborou relatório sobre dois textos apresentados por parlamentares de esquerda:
Há ainda um projeto de lei apresentado na terça-feira passada (14) pelo governo Lula que prevê a redução do limite de jornada de trabalho semanal para 40 horas e reduz a escala de 6 para 5 dias de trabalho, com dois dias de descanso remunerado.
Atualmente, a jornada semanal máxima de trabalho é de 44 horas.
O debate sobre o mérito da PEC, ou seja, os conteúdos da proposta, só será realizado na comissão especial.
Segundo Paulo Azi, a expectativa é de que a comissão especial para análise do tema seja criada ainda nesta quarta-feira pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). O relator ainda não foi definido.
Recomendações do relator
Embora a análise da CCJ não avance sobre o mérito da PEC, Paulo Azi faz recomendações no relatório que apresentou nesta quarta.
O parlamentar sugere, por exemplo, a discussão sobre uma regra de transição, progressiva, para a entrada das novas regras em vigor e adaptação do setor produtivo.
“O comparativo internacional evidencia que diversas reformas (como no Chile, na Colômbia e no México) foram implementadas de forma gradual, com exemplos de redução de jornada implementada em duas etapas, com prazo diferenciado conforme o porte da empresa, bem como de adoção de cronogramas escalonados com reduções anuais sucessivas”, afirmou Paulo Azi.
“Portanto, deverá ser avaliada com rigor, nos debates subsequentes, a necessidade de incorporar ao texto aprovado um regime de transição que compatibilize a efetividade da reforma com a capacidade de absorção dos distintos setores econômicos”, acrescentou o relator antes do pedido de vista.
O deputado do União Brasil diz ainda que a reestruturação da jornada de trabalho “possui potenciais impactos que extrapolam a esfera trabalhista, alcançando o financiamento da Seguridade Social”.
Paulo Azi também propõe uma compensação para as empresas, com a redução de tributos, especialmente sobre a folha de pagamentos, considerando a possibilidade de elevação de gastos com pessoal caso a redução de jornada entre em vigor.
“Uma possibilidade para mitigar estes riscos da redução da jornada é fazer compensações fiscais, ou seja, reduzir tributos, especialmente sobre a folha, para os agentes que reduzirem sua jornada, o que foi seguido por alguns países europeus”, destacou o relator.
“Sugerimos fortemente que a Comissão Especial a ser constituída investigue cuidadosamente as medidas de compensação fiscal realizadas na Europa, de forma a avaliar possíveis adaptações para o contexto brasileiro”, emendou o parlamentar.
Levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) estima que uma redução da jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas, por exemplo, pode elevar entre R$ 178,2 bilhões e R$ 267,2 bilhões por ano os custos com empregados formais na economia. Isso equivale a um acréscimo de até 7% na folha de pagamentos, diz a entidade.
Próximos passos
Paulo Azi afirma que, se o texto for aprovado por Câmara e Senado e, posteriormente, promulgado pelo Congresso, será instituída a escala 4×3, com redução da jornada de 44 para 36 horas.
Se aprovado na Comissão Especial, o tema terá de passar pelo plenário da Câmara antes de seguir ao Senado. Para a entrada em vigor, o fim da escala 6×1 também precisará do aval de senadores. Só assim, a norma poderá ser promulgada.
Setor produtivo vê impacto sobre vagas
Representantes do setor produtivo consideram que a redução da jornada de trabalho implica aumento de custos para o empregador, com prejuízos à competitividade das empresas e impactos sobre a geração de novas vagas.
Na avaliação de economistas, o debate no governo federal e no Congresso Nacional precisa ser acompanhado de discussões sobre ganhos de produtividade que, segundo eles, virão principalmente com o aumento da qualificação dos trabalhadores, inovação e investimentos em melhorias em infraestrutura e logística.
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Editora-adjunta deste blog, a jornalista Camila Emerenciano me enviou convite, há pouco, para a missa de sétimo dia pela alma do seu pai Antônio Acioli Emerenciano, que Deus chamou na semana passada aos 85 anos. Deixou a viúva Eliane e seis filhos.
Por muito tempo, atuou na Compesa, onde fez carreira bem-sucedida na área de saneamento. Atuou ainda como assessor político logo após sua aposentadoria.
A missa será às 19 horas na Paróquia Nossa Senhora da Soledade, na Boa Vista, centro do Recife. Com certeza, estará lotada, pois era muito querido e conhecido.
O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) recomendou uma série de medidas ao município de Ilha de Itamaracá após identificar irregularidades estruturais na condução de licitações e contratos públicos. A recomendação foi expedida pela 1ª Promotoria de Justiça de Itamaracá, no âmbito de procedimento que acompanha a execução de políticas públicas.
De acordo com o MPPE, a análise de documentos enviados pela própria gestão municipal revelou problemas como ausência de planejamento nas contratações, fragilidade no controle interno e falhas na transparência dos processos. Entre os pontos críticos estão a não elaboração do Plano de Contratações Anual, um instrumento obrigatório pela nova Lei de Licitações (Lei nº 14.133/2021), e a publicação tardia de informações no Portal Nacional de Contratações Públicas (PNCP). As informações são dO Portal de Prefeitura.
Leia maisA Promotoria de Justiça de Itamaracá também apontou inconsistências graves nos registros oficiais do município. Em um dos casos citados, uma contratação foi registrada no sistema com valor até 8.000% superior ao efetivamente firmado, além de haver procedimentos com valores zerados ou incompletos, comprometendo o controle social e a fiscalização.
Outro problema identificado foi a desorganização administrativa, com designação tardia de agentes responsáveis pelas licitações e acúmulo indevido de funções, o que aumenta o risco de fraudes, direcionamento de contratos e sobrepreço. A Controladoria do município informou que realiza fiscalização apenas por amostragem, o que, segundo o MPPE, enfraquece a prevenção de irregularidades.
Diante do cenário, o MPPE recomendou uma série de providências, incluindo a implementação de planejamento prévio das contratações, a elaboração do Plano Anual, a regularização das informações no PNCP e o fortalecimento do controle interno. Também foi orientada a revisão de contratos recentes para verificar possíveis irregularidades.
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O presidente nacional do PSB e pré-candidato ao governo de Pernambuco, João Campos, confirmou nesta quarta-feira (22) o retorno de Tadeu Alencar (PSB) à Câmara dos Deputados, em Brasília, para ocupar uma das vagas na condição de segundo suplente do partido.
Alencar estave como ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte (Memp) do governo Lula, mas deixou o cargo oficialmente nesta quarta. Ele esteve à frente da pasta por apenas 18 dias. As informações são do Blog da Folha.
Leia mais“Meu amigo Tadeu Alencar, após mais de 3 anos desempenhando um grande trabalho em áreas estratégicas do Governo Lula, se prepara para retornar à Câmara Federal nos próximos dias, onde seguirá contribuindo com o país, com nosso partido e com o presidente Lula. Vamos em frente”, escreveu o prefeito em publicação do instagram.
Após confirmar a saída do Memp, Alencar disse em entrevista à Folha de Pernambuco, nessa terça (21), que estava avaliando quais seriam os próximos passos. Entre as opções, o ex-ministro recebeu convite de Alckmin para assessorá-lo na vice-presidência, estava cotado para reforçar a campanha de João Campos ao governo ou retronar à Câmara Federal.
No lugar de Alencar, Paulo Henrique Rodrigues Pereira (PSB) foi anunciado como ministro da pasta. Na postagem do instagram, João Campos desejou sucesso para o novo gestor do Memp.
“Desejo sucesso ao novo ministro do Memp, Paulo Pereira. Este setor que move grande parte da economia brasileira vai seguir avançando com estabilidade, diálogo e capacidade de articulação”, disse.
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O relator da 6×1 na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça da Câmara), Paulo Azi (União-BA), disse nesta quarta-feira (22) que, para reduzir a jornada de trabalho, é necessário que o governo promova incentivos fiscais para as empresas afetadas. Em entrevista ao Bastidores CNN, ele reforçou que essa medida já foi implementada por países europeus.
“Vou me amparar no que acontece ao redor do mundo. Principais economias que já adotaram redução, França, Bélgica, Holanda, Alemanha, acompanharam com incentivos fiscais para aliviar e amparar setores que serão afetados. A redução da jornada provoca aumento do custo da hora trabalhada”, disse o deputado. As informações são da CNN Brasil.
Leia mais“Vou me amparar no que acontece ao redor do mundo. Principais economias que já adotaram redução, França, Bélgica, Holanda, Alemanha, acompanharam com incentivos fiscais para aliviar e amparar setores que serão afetados. A redução da jornada provoca aumento do custo da hora trabalhada”, disse o deputado.
A declaração de Azi foi dada logo antes da sessão da CCJ para votar o relatório. Ele disse ainda que os benefícios não podem ser perdidos com o aumento nos preços em decorrência do aumento do custo de produção para justamente não atingir os trabalhadores.
Azi também disse que é preciso ter um tempo de transição para a aplicação, mas que 10 anos de transição é “muito tempo”. Essa é uma proposta que está incluída na PEC (Proposta de Emenda à Constituição) enviada por Reginaldo Lopes (PT-MG). Ainda assim, o governo defende que a mudança na escala de trabalho deve ser feita de maneira imediata.
“Se a gente for fazer um apanhado, se observa que em todos os países se adotou uma regra de transição. A PEC do Reginaldo sugere 10 anos. Entendo que não precisa de um tempo tão grande para essa implementação. A PEC da Erika [Hilton] tem um período de carência de 1 ano. Esse é um ponto que haverá debate. O bom senso deve prevalecer e o bom senso indica que exista um período para que os diversos setores produtivos possam se adequar”, afirmou.
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Os prefeitos presentes na reunião extraordinária da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe) serão recebidos, na tarde desta quarta-feira (22), pelo presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), Álvaro Porto (MDB) a partir das 14h.
O anúncio foi feito durante encontro na sede da entidade no bairro de Jardim São Paulo pelo presidente da Amupe, Pedro Freitas (PP). As informações são do Blog da Folha.
As novas regras para financiamento de imóveis por meio do programa Minha Casa, Minha Vida começam a valer a partir desta quarta-feira (22). Com as mudanças, os limites de renda passam a ser:

O valor máximo dos imóveis também foi atualizado – para a faixa 3, passa a ser R$ 400 mil e, para a faixa 4, R$ 600 mil. As informações são da Agência Brasil.
Leia maisAs mudanças foram aprovadas em março pelo Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). A ampliação contará com recursos do Fundo Social, com cerca de R$ 31 bilhões destinados ao programa.
Segundo o governo, as mudanças devem ampliar o acesso ao programa, totalizando 87,5 mil famílias com juros menores; 31,3 mil novas famílias na faixa 3; e 8,2 mil famílias incluídas na faixa 4.
A equipe técnica estima impacto de R$ 500 milhões em subsídios e de R$ 3,6 bilhões em crédito habitacional.
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O ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal), se declarou suspeito no julgamento sobre a prisão do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa.
O caso está sendo analisado em plenário virtual da Segunda Turma. Os ministros precisam decidir se referendam ou não o mandado de prisão determinado por André Mendonça. As informações são da CNN.
Leia maisO julgamento começou por volta das 11h e os ministros terão até sexta-feira (24) para registrar os votos. Até o momento, o placar está em 1 a 0 para manter Paulo Henrique preso.
A suspeição é um instrumento jurídico em que juízes podem se abster de participar de um julgamento por dúvida sobre sua imparcialidade devido a vínculos como amizade com as partes, interesse no caso, entre outros.
Toffoli já havia adotado uma postura semelhante em outros julgamentos envolvendo o Caso Master.
Antes de André Mendonça assumir a relatoria, Toffoli era responsável pelo caso no STF, mas deixou a função em fevereiro, após a PF (Polícia Federal) encaminhar ao presidente da Corte, Edson Fachin, um relatório com dados extraídos do celular do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Com a declaração de suspeição, o julgamento será realizado normalmente com quatro ministros. Em caso de empate, a decisão final será a que mais beneficia o acusado.
Paulo Henrique Costa foi preso na última semana após a PF (Polícia Federal) identificar que ele havia recebido de Daniel Vorcaro seis imóveis de luxo, avaliados em R$ 140 milhões.
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Assessores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avaliam que o chefe não deve “comprar briga” com os Estados Unidos de forma apressada.
Além disso, que precisa entender melhor o que aconteceu no caso da prisão do ex-deputado Alexandre Ramagem com a colaboração do delegado da Polícia Federal Marcelo Ivo de Carvalho. As informações são do g1.
Leia maisDurante seu giro pela Europa, Lula disse que podia acionar a cláusula da reciprocidade e expulsar do país um oficial militar americano.
Medida que seria tomada como uma reação à decisão dos EUA de determinar a saída do território americano do delegado da PF.
Esclarecimentos
Primeiro, os assessores de Lula lembram que oficialmente não chegou nada ao Brasil em relação ao delegado.
Segundo, as circunstâncias da prisão ainda precisam ser esclarecidas, e isso só será possível saber depois que o delegado conversar com o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Passos Rodrigues.
Assessores do governo Trump alegam que o delegado Marcelo Ivo de Carvalho, que realmente tinha como função oficial trabalhar com agentes de imigração dos EUA, acabou extrapolando e usando informações pela metade para conseguir a prisão de Alexandre Ramagem.
Os assessores do governo dos EUA chegaram a dizer que o delegado manipulou os oficiais policiais dos EUA.
Se ficar confirmado que prevaleceu uma avaliação política e ideológica no caso Ramagem, a avaliação é que Lula realmente precisar acionar a cláusula da reciprocidade.
Caso contrário, é melhor ficar no campo das críticas apenas.
Comunicado oficial
O Ministério das Relações Exteriores e a Polícia Federal ainda aguardam um comunicado oficial sobre a decisão do governo norte-americano de convidar o delegado Marcelo Ivo de Carvalho a se retirar dos Estados Unidos.
A avaliação é que, se os Estados Unidos tomaram alguma decisão e a anunciaram publicamente, eles também precisam comunicar oficialmente o governo brasileiro.
Nos bastidores, as autoridades brasileiras que acompanham o caso afirmam que ainda não é possível tirar conclusões sobre os motivos oficiais que motivaram a decisão do governo norte-americano.
Por um lado, há uma atenção do governo brasileiro sobre a atuação de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro junto a representantes do governo Trump para voltar a criar atritos entre o Brasil e os Estados Unidos, intensificada após a detenção de Alexandre Ramagem.
Por outro, internamente entre diplomatas brasileiros, há quem observe que a atuação do delegado Marcelo Ivo de Carvalho nas últimas semanas pode ter extrapolado alguns limites e incomodado o governo americano.
Nesta terça (22), a encarregada de Negócios interina da Embaixada dos Estados Unidos em Brasília, Kimberly Kelly, foi convocada a dar explicações ao Ministério das Relações Exteriores.
Tudo isso, no dia seguinte a ordem do governos de Donald Trump de mandar o delegado brasileiro Marcelo Ivo de Carvalho, que atua como oficial de ligação com o Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE, sigla em inglês) deixar os Estados Unidos.
O delegado é adido da Polícia Federal em Miami e teve participação no caso que levou à prisão do ex-deputado Alexandre Ramagem na semana passada.
No meio diplomático, chamar o representante de uma embaixada para prestar esclarecimentos é uma forma de o governo dizer formalmente que está insatisfeito com alguma atitude e pedir explicações sobre algum tema específico.
E essa não foi a primeira vez que isso aconteceu com um representante da Embaixada dos Estados Unidos.
Ao longo do ano passado, o encarregado de negócios da Embaixada dos EUA, Gabriel Escobar, foi chamado algumas vezes ao Itamaraty para prestar esclarecimentos em episódios como o do tarifaço e o da aplicação da Lei Magnitsky contra o ministro do STF Alexandre de Moraes.
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