O PT começou a avaliar a ex-senadora e ex-ministra Simone Tebet (PSB) como o nome mais competitivo na chapa de Fernando Haddad (PT) ao governo de São Paulo. Por isso, vai manter em aberto a definição da segunda vaga ao Senado pelo maior tempo possível.
Tebet apresentou o melhor desempenho entre os nomes testados em cenários internos, superando outras opções avaliadas pelo partido. A leitura é de que a pessebista ampliaria o alcance da chapa junto ao eleitorado de centro — e, sobretudo, ao público feminino, considerado estratégico pela campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). As informações são do Poder360.
Leia maisTebet já confirmou em 12 de março que iria para a disputa de uma das duas vagas na chapa de Haddad para a Casa Alta em 2026. Ela lidera as intenções de voto ao Senado. O partido intensifica articulações para ampliar alianças. A estratégia passa por atrair siglas de centro e centro-direita, como MDB, PSDB, União Brasil e PSD.
O PT mantém conversas abertas. Um dos nomes também sondados para vice de Haddad é o do ex-prefeito de Araraquara Marcelo Barbieri (PDT). Ele é citado como exemplo da tentativa de ampliar o diálogo para além da base tradicional da sigla. Mas Tebet se mostra mais forte.
A sigla também buscou interlocução com o agronegócio. A pecuarista Teresa Vendramini, conhecida como Teca, ex-presidente da Sociedade Rural Brasileira, foi sondada para vice, mas recusou o convite. Apesar disso, petistas confiam que ela estará junto, de alguma forma, nessas eleições.
A indefinição sobre a segunda vaga ao Senado faz parte desse desenho ao centro. Dirigentes avaliam que manter o posto em aberto aumenta o poder de barganha e permite ajustar a composição da chapa mais adiante.
A primeira vaga ao Senado na chapa de Haddad, por sua vez, deve ficar com o ministro Márcio França (PSB). Ex-governador de São Paulo, França é visto como um nome com trânsito entre empresários e forte presença no interior do Estado. Ele também se apressou e se lançou pré-candidato à frente da colega de Esplanada, Marina Silva (Rede).
A ex-ministra segue no radar como alternativa, sobretudo pelo apelo entre eleitores mais jovens. Integrantes da campanha afirmam que ela ainda pode compor a chapa, mas admitem que sua situação se enfraqueceu depois do revés que teve com o próprio partido. O PT tentou puxá-la no imbróglio, e sua permanência na Rede acabou sendo mal vista.
A estratégia também estabelece divisão de esforços na campanha. O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) tem ampliado agendas no interior paulista, enquanto Haddad deve intensificar compromissos ao seu lado em regiões metropolitanas.
A expectativa no partido é levar a definição das candidaturas até o limite do calendário eleitoral, como forma de maximizar o potencial de alianças e ajustar a chapa ao cenário político.
Integrantes da campanha também acompanham pesquisas que testam diferentes composições contra o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), inclusive cenários com seu atual vice, Felício Ramuth (MDB), que o governador tenta manter na chapa.
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