“Hoje viemos conversar com a categoria da produção de cana-de açúcar e álcool no estado de Pernambuco. A gente escutou atentamente, são muitas regulamentações de nível nacional, programas que dialogam com a infraestrutura mais robusta para região de produção de cana e um diálogo muito próximo dos impactos da reforma tributária, principalmente no que tange hoje os benefícios fiscais que vão virar subsídios”, detalhou João Campos.
Setor produtivo
De acordo com Renato Cunha, presidente do Sindaçúcar-PE, o encontro foi uma oportunidade de levar as principais demandas do setor para um possível novo chefe do executivo pernambucano.“O Sindaçúcar-PE não realizou um debate com os candidatos, mas procura externar suas posições, suas plataformas e bandeiras de necessidades, de sustentabilidade regulatória, para que possamos sempre nos tornarmos um estado muito competitivo na nossa área. Esse foi a tônica da reunião, uma reunião produtiva, construtiva, eminentemente técnica, mostrando as questões e os projetos nacionais que impactam o nosso dia a dia”, descreveu.
“Também debatemos as questões estaduais, muito mais focadas na área federal, com todas essas mudanças e transições, transições energéticas, projetos no Congresso Nacional, sempre com o objetivo de tentarmos um crescimento mais previsível para o estado de Pernambuco, onde as indústrias estão instaladas e onde sempre a gente quer e como pernambucanos lutamos para colaborar na atração de mais investimentos para o nosso querido estado”, detalhou Renato Cunha.
“A reforma tributária, sem dúvida, foi um tema bastante apreciado, discutido em função dos dois fundos de de competitividade que existirão por parte do governo federal que estão sendo objeto do comitê gestor e preconizam no futuro a liberação de recursos desde que haja pré-condições e regras”, comentou o presidente do Sindaçúcar-PE.
O presidente do Grupo EQM, Eduardo Monteiro de Queiroz destacou a importância do encontro com o candidato. “João carrega uma história nesse setor, seu bisavô Arraes fez o acordo no campo, o pai Eduardo teve uma relação muito estreita com o setor e João está aí, disputando a eleição, se preparando para responsabilidades maiores.Acho que é sempre importante o setor fazer essa interlocução, trocar ideias. A visita é importante de parte a parte, para o setor e para o candidato e sua equipe”, avaliou.
Transnordestina
João Campos também comentou sobre a obra da Transnordestina, ferrovia fundamental para conectar a logística do setor produtivo pernambucano ao porto de Suape. O candidato criticou o atual modelo do projeto. “A gente tem hoje a Transnordestina, que é a principal obra de infraestrutura do estado. Na modelagem que está não tem nenhuma chance de conseguir chegar a tempo de garantir uma salvação para economia de Pernambuco”, disse.
“Do outro lado você tem OGU, o Orçamento Geral da União, crédito do FNE (Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste), recurso privado rodando no Ceará, e desse lado você tem trechos por OGU sendo desenhados, que foi construído pelo presidente dessa forma, porque talvez não fosse nem isso que teria com a retirada feita ali no final de 2022, mas que precisa ter uma agenda de estado”, ponderou o candidato.
Para viabilizar a obra, o candidato propõe parcerias estratégicas. “O modelo tem que passar pelas duas frentes de obra para ser viável a concessão. E nesse desenho, você tem alguns atores que são decisivos para a viabilização da Transnordestina. A Petrobras com a refinaria é decisiva, você tem 20% do diesel do Brasil produzido ali do lado. Então, ela tem que participar dessa discussão do modelo de construção e financiamento da obra e do termo da concessão”, destaca João Campos.
O setor sucroalcooleiro, segundo Campos, também é um desses parceiros importantes na construção política para viabilizar a obra em Pernambuco. “Tem todo o setor produtivo da cana-açúcar da região, porque em vez de fazer antes de chegar os 300 km que faltam, com 50, 60 km a gente já tá fazendo uma colheita na Mata Sul. Então, isso é umas seis vezes menos do que precisa e a gente já está conseguindo transformar carga útil disso”, sugeriu João Campos.
“Nós firmamos um compromisso de fazer grandes obras, a exemplo da Transnordestina, começando também pela Mata Sul e conseguir dialogar com o setor para que seja possível fazer uma agenda de transição da reforma tributária, olhando para as empresas que já estão aqui garantindo a permanência e competitividade delas, além da captação de novas empresas”, concluiu o candidato.
Obras de infraestrutura
“Do ponto de vista local, a gente tem um compromisso com uma agenda de infraestrutura que ao meu ver é das ações mais importantes para o Estado nesse ciclo, onde você vai ter a reforma tributária”, afirmou João Campos.
O candidato propões centralizar a capacidade de investimento principalmente por crédito, e transformar esse investimento em algo que gere valor. Então, no eixo sul você tem a conexão da PE-042, que liga Escada a Suape, e é decisivo a gente refazer aquele traçado. Criar uma integração da Mata Sul com Suape sem passar pelo cabo. Então você tem que fazer essa integração, porque com isso você consegue viabilizar a Transnordestina”, afirmou.
“Integrar as cadeias produtivas, fazendo a PE-423, que é a de Garanhuns até São Caetano. E concluindo a PE-104, que pega de Caruaru e Toritama, e a PE-90 com a PE-408. A PE 90 o Estado faz, a 408, o Governo Federal já executou o projeto. Se a gente fizer isso, a gente interliga o polo da Jeep e o Polo de Goiana. Integra o Agreste, passando pelo Polo de Confecções, indo para Bacia Leiteira e Avicultura, todos esses polos com estrada duplicada”, detalhou.
“Fazendo no litoral a PE-60 com a PE-042 e no trecho Metropolitano – essa é uma das mais fáceis de execução porque você tem a calha central -e a triplicação da BR-101 com as duas alças metropolitanas. Então, isso é uma agenda. Se você canalizar o poder de investimento do Estado para fazer isso, consegue fazer. Tem dinheiro para fazer isso”, afirmou João Campos.
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