A Executiva Estadual do Partido dos Trabalhadores e das Trabalhadoras de Pernambuco (PT-PE) anunciou que submeterá, no próximo sábado (14), ao Diretório Estadual, a decisão sobre a expulsão do prefeito de Paulista, Yves Ribeiro, do quadro de filiados do partido. A medida foi motivada pelas recentes posições políticas do gestor, que têm gerado insatisfação entre lideranças e militantes petistas.
Segundo o PT-PE, Yves tem demonstrado alinhamento contrário às diretrizes do Governo Federal, liderado pelo presidente Lula, e não reconhece as políticas públicas federais que, de acordo com o partido, beneficiam o município do Paulista e outras cidades pernambucanas. Em nota, a Executiva Estadual criticou o prefeito por atribuir problemas estruturais do município à gestão federal. “Atribuir o sucateamento resultante de sua má gestão municipal ao Governo Federal demonstra irresponsabilidade e descompromisso com a verdade”, declarou o partido.
Outro ponto de divergência destacado pelo PT é a postura do prefeito em suas comparações entre o Governo Lula e a gestão anterior, classificadas como “distorções que desconsideram o compromisso histórico do partido com a classe trabalhadora”. “Essas declarações só reforçam o quanto as posições do filiado estão desconectadas das trincheiras de luta histórica do partido”, pontua o comunicado. A decisão final será tomada pelo Diretório Estadual no próximo encontro.
A convenção que homologará a candidatura da governadora Raquel Lyra (PSD) está marcada para amanhã, no Recife. O que poderia, entretanto, se traduzir num grande ato de demonstração de força e sinalização pela confiança dos aliados na reeleição pode resultar num tremendo fiasco. Não de público, porque a máquina tem um poder incomensurável de mobilização, mas de incertezas na chapa.
Raquel não teve capacidade, traquejo nem tampouco liderança para botar ordem na casa. A convenção perdeu o brilho em razão da chafurdação entre o presidente estadual da federação União Progressista, Eduardo da Fonte, e o ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, que duelam pela segunda vaga de candidato ao Senado.
Com cinco mandatos na Câmara Federal e o apoio de uma base de dez deputados estaduais, além de mais de 30 prefeitos, Eduardo ganhou no voto a indicação da federação por 5 x 3, mas Miguel não respeitou o resultado democrático. A governadora demonstra apreço por Miguel, mas ele não tem a maioria da Federação União Progressista, controlada por Eduardo.
Na reta final, Raquel assumiu uma posição de firmeza em defesa de Miguel, mesmo tendo sido diversas vezes alertada sobre as dificuldades de emplacar a candidatura dele, pelo fato de não ter o controle da federação.
A governadora é concursada da Polícia Federal e tem na transparência de sua gestão uma bandeira de campanha, mesmo que da boca pra fora. Assessores da governadora temem que ela quebre a cara na insistência com Miguel, primeiro porque perderá o fundo eleitoral; segundo, porque perderá o tempo da federação na propaganda eleitoral.
Eduardo fez uma jogada de mestre que complicou ainda mais a vida da governadora: marcou para o dia 5, no apagar das luzes do prazo das convenções partidárias, o ato solene e formal da federação para definir os nomes dos candidatos da federação para deputado e senador, ou seja, três dias após a deliberação da convenção da governadora.
VERGONHA – Aliados de João Campos avaliam que Raquel chegou ao teto das intenções de voto na disputa estadual. O cenário que aparece em levantamentos é de equilíbrio, com Raquel numericamente à frente. O entendimento do PSB pernambucano é de que o melhor momento da governadora já passou e que a situação mudará quando a campanha “começar para valer”, a partir de 16 de agosto, segundo escreveu o jornalista Houldine Nascimento, do site Poder360, de Brasília. Ao repórter, o ministro do Empreendedorismo e um dos secretários do PSB nacional, Paulo Pereira, classificou como uma “vergonha” a quantidade de ordens de serviço assinadas por Raquel em 2026.
O palanque e a força de Lula – Em entrevista à Folha de S.Paulo, o pré-candidato do PSB a governador de Pernambuco, João Campos, manifestou confiança na dobradinha nacional com o presidente Lula para instalar um novo ciclo econômico no Estado. “A nossa relação com o presidente não é uma relação eleitoral, é uma relação política construída de muitos anos, de uma aliança nacional feita em todos os estados do Brasil, construindo palanques. Tenho certeza que o presidente vai participar da eleição de Pernambuco. E o palanque, dito pelo próprio presidente, o palanque é nosso”, afirmou.
Bolsonaristas com Raquel – Na mesma entrevista, João avalia que parte dos eleitores que hoje declaram voto em Raquel Lyra mudará de opinião quando perceberem que Lula o apoia. Além disso, o ex-prefeito rechaça a neutralidade da adversária, apontando que a aliança da opositora é composta majoritariamente por bolsonaristas e outros segmentos da direita. “Se for perguntado a Flávio Bolsonaro em quem ele votaria em Pernambuco, eu tenho certeza que ele nunca votaria em mim. Todos os representantes da direita de Pernambuco estão no palanque do PSD e votam nela. Então é um fato”, disse.
Lula próximo a Vargas – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) será formalmente anunciado amanhã, em convenção marcada para São Paulo, candidato do PT à Presidência da República. Aos 80 anos, o petista pode renovar o recorde de candidato mais velho eleito presidente e empossado no cargo. Também pode, caso reeleito, se aproximar ainda mais de Getúlio Vargas como presidente que mais tempo ficou no cargo. Getúlio, porém, comandou o Brasil em um momento da ditadura do Estado Novo, de 1937 a 1945.
Novo ato em agosto – A convenção nacional do PT será realizada no Expocenter Norte, centro de convenções localizado na zona norte de São Paulo. O evento começará por volta das 10h e contará com a presença do presidente e de uma série de ministros, entre eles o da Fazenda, Dario Durigan. O PT prepara, no entanto, um ato em São Bernardo do Campo, na região metropolitana de São Paulo, em 16 de agosto, como o pontapé oficial da campanha petista. Por isso, a convenção deve ter um ar mais contido e voltado para os militantes e delegados petistas.
CURTAS
CONVENÇÃO 1 – Já a convenção que vai homologar a candidatura a governador do ex-prefeito do Recife, João Campos (PSB), será realizada hoje a partir das 13h40, no Clube Internacional do Recife. A oficialização da chapa majoritária – Carlos Costa (Republicanos), para vice; e Marília Arraes (PDT) e Humberto Costa (PT), para o Senado – ocorrerá de forma conjunta com a convenção do PDT, simbolizando a união das forças políticas aliadas na disputa estadual.
CONVENÇÃO 2 – Já a convenção do PSD que vai oficializar a candidatura à reeleição da governadora Raquel Lyra e da vice Priscila Krause ocorrerá amanhã, a partir das 9 horas, no Parador, localizado no Bairro do Recife (Recife Antigo). Diferente de João, Raquel faz sua convenção sem a chapa completa por causa do impasse na segunda vaga ao Senado.
REVIRAVOLTA – A abertura do inquérito para investigar Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, mobilizou o gabinete do ministro André Mendonça, a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a presidência do Supremo Tribunal Federal (STF), além da área técnica da Corte. Um debate nos bastidores que se arrastou por quase uma semana diante da investida da Polícia Federal acabou escalando o desgaste dos investigadores com o gabinete de Mendonça, com direito a uma espécie de reviravolta eletrônica.
Perguntar não ofende: Faltaram experiência política e capacidade de diálogo a Raquel para superar o impasse na sua chapa?
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta sexta-feira (31), que a extrema direita não voltará a governar o Brasil enquanto ele estiver vivo e minimizou a atuação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e do presidente argentino, Javier Milei, para apoiar candidatos da oposição na disputa para a Presidência da República. A fala do presidente foi feita durante a convenção partidária estadual do PT no Ceará, que confirmou Elmano de Freitas como candidato a governador do estado.
“Enquanto eu viver, a extrema-direita não voltará a governar este país. E vou dizer mais, vou dizer que venha ajudá-los quem quiser. Se quiser vir o Trump, que venha. Se quiser vir o Milei, que venha. Venha quem quiser. Eu não quero ajuda de fora. A única ajuda que eu quero é a ajuda do povo brasileiro para que a gente possa manter a democracia desse país”, afirmou. As informações são do g1.
No evento, realizado em Fortaleza na noite desta sexta-feira (31), Lula também demonstrou apoio às candidaturas de Cid Gomes (PSB) como senador e Gabriella Aguiar (PSD) como vice-governadora. Também nesta sexta-feira (31), o presidente visitou o Hospital Universitário do Ceará, em Fortaleza.
Durante o discurso, o petista citou, ainda, que precisará de candidatos para o Senado nas eleições de 2026 porque a Casa “tem metade apodrecida e nós precisamos fazer o Senado fazer as coisas corretas”.
Lideranças pernambucanas do Partido dos Trabalhadores (PT) se manifestaram, nesta sexta-feira (31), sobre a possível ausência do presidente Lula (PT) dos debates eleitoras do primeiro turno. Nessa quinta (30), o chefe do Executivo nacional afirmou, em entrevista ao podcast Inteligência Ltda, que vai analisar o quadro eleitoral antes da decisão de ir ou não aos compromissos.
Para a senadora Teresa Leitão (PT), a possibilidade terá que ser avaliada a depender do rumo da campanha. A petista, no entanto, se posicionou favorável à participação de Lula nos debates.
“Eu acho que isso é muito conjuntural. É uma análise que se faz dependendo do rumo da campanha. Não é uma posição definida. Acho que é sempre bom debater, e Lula é muito bom de debate, vai ter muito o que mostrar do seu governo para garantir uma quarta possibilidade de governar o Brasil”, argumentou.
O senador e pré-candidato à reeleição Humberto Costa (PT) reforçou que será necessária uma análise de Lula sobre a participação ou não nos compromissos. O legislador, no entanto, se mostrou pessimista com o nível dos debates no primeiro turno.
“Eu acredito que não (vai prejudicar). Uma coisa era o debate do passado, quando se debatia com Fernando Henrique Cardoso, Ulisses Guimarães, com gente assim. Outra coisa é o debate com pessoas que trabalham o tempo inteiro com deboches e com agressão. O presidente vai ter que avaliar. No segundo turno, eu acho que é outra realidade, e eu sou mais favorável que ele participe do debate”, avaliou.
Já o presidente estadual do PT, deputado federal Carlos Veras (PT), não há adversários qualificados para debater com o presidente. O líder da sigla, no entanto, reiterou que a ida de Lula aos compromissos será avaliada pela coordenação nacional do partido na campanha.
“Essa escolha vai ser feita pela coordenação nacional do partido na campanha. Ainda falta um tempo para iniciar os debates. Quando eu olho para o outro lado, eu não vejo candidato qualificado para fazer um debate com o presidente Lula. Não tem proposta, não tem conteúdo e a gente viu o que eles fizeram nesse país. A principal obra do governo Bolsonaro foi 700 mil covas para a população brasileira (durante a pandemia de Covid-19)”, opinou.
As coincidências boas da vida: o jornalista Houldine Nascimento, que já atuou no meu blog e hoje está no Poder360 cobrindo o Palácio do Planalto e o PT, também veio a São Paulo para acompanhar a convenção do PT, no próximo domingo, que homologa a candidatura do presidente Lula (PT) à reeleição. Acabamos de jantar num restaurante nos Jardins.
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) deve confirmar sua candidatura ao Senado pelo Distrito Federal em convenção do partido marcada para domingo (2), às 17h, com a presença do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Nesta sexta-feira (31), Michelle afirmou que ainda não decidiu se será candidata e que fará esse anúncio na convenção —a tendência, porém, é que ela aceite disputar a eleição. O principal empecilho é seu papel de cuidadora do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre prisão domiciliar e tem problemas de saúde. As informações são da Folha de S. Paulo.
“Tudo que eu gosto eu gosto de fazer bem feito, por isso vou definir com ele [Bolsonaro]. Eu estou cuidando dele. A realidade é que não tem ninguém. Eu não posso contar com ninguém nesse momento. Mas é uma expectativa também do [ex-]presidente. Há uma expectativa também do nosso grupo, do nosso movimento de mulheres”, disse ela, que foi presidente nacional do PL Mulher até mês passado.
Michelle falou com jornalistas após ter se reunido, durante a tarde, com o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e a presidente do PL-DF, deputada federal Bia Kicis. Valdemar, por sua vez, declarou que Michelle vai resolver com o marido se será candidata. “Quem vai decidir é o Bolsonaro se ela sai de candidata ou não”, disse.
A ex-primeira-dama confirmou que Flávio vai participar da convenção no domingo e disse que ainda não se encontrou com ele. Após a recente conciliação entre o presidenciável e sua madrasta, esse deve ser o primeiro evento eleitoral em que os membros do clã Bolsonaro vão dividir o palanque.
Na convenção nacional do último sábado (25), Flávio mencionou Michelle em seu discurso, e a ex-primeira-dama enviou um vídeo para ser exibido no evento em São Paulo. Ela disse que não poderia participar presencialmente porque isso demandaria muitas horas longe de Bolsonaro.
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta sexta-feira (31) uma nova investigação da Polícia Federal contra Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, por eventual tráfico de influência na Dataprev, empresa pública responsável pela gestão de dados sociais do governo federal, em especial do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). As informações são do g1.
Na quinta-feira (30), Mendonça já havia autorizado a abertura de outro inquérito para investigar Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O ministro foi sorteado para ser o relator da investigação.
Na investigação tornada pública na quinta, a Polícia Federal pediu ao STF a abertura de um inquérito para apurar se Lulinha cometeu os crimes de tráfico de influência e corrupção ao atuar para favorecer o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes em negócios com o Ministério da Saúde e no gabinete presidencial.
Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, é apontado como um dos principais responsáveis por desvios de aposentadorias e pensões, conforme as investigações da PF na Operação Sem Desconto.
O advogado Marco Aurélio de Carvalho, que atua na defesa de Lulinha, chamou a decisão de “lamentável” e afirmou que não há nenhum fato que justifique a abertura do inquérito.
“A Polícia Federal segue empreendendo esforços na perspectiva de tentar interferir no processo eleitoral. É absolutamente lamentável. Não há qualquer fato que justifique a abertura de qualquer tipo inquérito contra o Fábio Luis. Nós vamos comprovar que não qualquer tipo de relação, nem direta, nem indiretacom qualquer tipo de irregularidade”, disse.
“É mais do mesmo, tentativa e erro. É a velha estratégia de criar um factóide. Ao que parece, a Polícia Federal está procurando uma espécie de melhor de três, não achei aqui, vou procurar ali. Isso é fishing expedition, pesca probatória, e nos remete ao que houve de pior no nosso sistema de justiça”, afirmou.
Investigações contra Lulinha No inquérito sobre a atuação no Ministério da Saúde, a PF suspeita que Lulinha e o Careca tenham tido negócios na área de cannabis medicinal.
Como o g1 noticiou em janeiro, o lobista tentou fechar um contrato milionário com o Ministério da Saúde em 2024 e 2025 para vender medicamentos de canabidiol ao governo. O contrato não foi fechado.
O advogado Marco Aurélio de Carvalho, que atua na defesa de Lulinha, afirmou considerar que a PF pediu o inquérito sobre atuação na área da saúde porque não encontrou nenhuma irregularidade envolvendo o filho do presidente na investigação das fraudes do INSS.
“Lulinha já demonstrou que não tem relação direta ou indireta com o INSS e não tem relação com os negócios da Roberta. A PF não achou nada no INSS e vai procurar em outro lugar. Isso é pesca probatória. Isso é grave”, afirmou Carvalho.
O Ministério da Saúde afirmou que não tem nem nunca teve contrato com a World Cannabis ou com acionistas citados. “Dessa maneira, nunca fez nenhum repasse de recursos públicos a eles”, disse a pasta.
Lulinha é suspeito de ter atuado para que o Careca fosse recebido no ministério.
O lobista havia contratado a empresária Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha, para prospectar negócios de cannabis medicinal com o governo federal em favor da empresa World Cannabis, que pertencia ao Careca.
A defesa de Roberta nega irregularidades em seu contrato com o Careca e afirma que jamais repassou qualquer valor a Lulinha.
No início de 2025, o Careca do INSS foi recebido no Ministério da Saúde por Swedenberger Barbosa, o Berger, que era secretário-executivo — o número 2 da pasta.
Depois de sair do ministério, em 2025, Berger virou chefe do Gabinete Adjunto de Gestão Interna do Gabinete Pessoal do presidente da República.
A PF investiga possível tráfico de influência tanto no Ministério da Saúde como no gabinete presidencial.
Berger afirmou ao g1, em nota, que “a agenda [com o Careca] ocorreu conforme as atribuições da sua função à época, sem que tenha havido qualquer tipo de ‘orientação’ para a sua realização”.
“Como não houve interesse do ministério em adquirir qualquer produto ou serviço da empresa, o encontro não teve nenhum desdobramento, o que evidencia sua condução técnica e afasta a tese de qualquer tipo de influência política”, disse Berger em janeiro deste ano. Em março passado, a defesa de Lulinha confirmou, em entrevista à GloboNews, que ele viajou para Portugal com o Careca do INSS em novembro de 2024.
A viagem foi para visitar uma fábrica de medicamentos de canabidiol, mas, segundo a defesa, não resultou em nenhum negócio entre Lulinha e o lobista.
“Fábio viajou com o Antônio Camilo, a convite do Antônio Camilo, então um empresário de sucesso no ramo farmacêutico, que ele conheceu através da sua amiga Roberta Luchsinger, a empresária Roberta. Nunca trabalhou com Antônio Camilo e essa viagem não rendeu, qualquer que tenha sido, contrato de forma direta ou indireta. Ele foi conhecer a extração de canabidiol, demonstrou uma curiosidade, foi convidado e aceitou o convite e viajou para Portugal”, disse Carvalho.
Não é só no cenário nacional que PP e União Brasil não estarão com o PL e seu candidato, Flávio Bolsonaro. A federação formada pelos dois partidos negou os apelos do presidente Valdemar Costa Neto para coligarem com o PL em Roraima.
Nos últimos dias, Valdemar Costa Neto ligou para o presidente do União Brasil, Antonio Rueda, tentando reverter a decisão, mas sem sucesso. Ele ofereceu à federação a indicação do candidato a vice-governador de Artur Henrique.
O principal motivo da negativa foi a chapa montada pelo partido de Flávio Bolsonaro, na qual os dois candidatos ao Senado — os deputados Helio Negão e Nicoletti — são do PL.
Dona Júlia comemorou 126 anos de idade em Tibagi, no interior do Paraná. Nascida em 1900, ela viveu parte da vida em situação de rua e só teve a documentação regularizada aos 100 anos.
Hoje, acolhida por uma família local, a idosa chama a atenção pela saúde, pois não possui doenças crônicas nem faz uso contínuo de medicamentos. A data foi celebrada com festa, música e homenagens de familiares e amigos.
Em vídeo publicado nas redes sociais, o cantor e compositor Maciel Melo falou sobre o processo criativo de “Uma Canção Atemporal”, sua nova composição. Segundo o artista, a música foi inspirada pelo atual momento histórico, marcado por guerras, violência e desumanidade. “Toda vez que eu vou compor, embora eu queira fazer uma música alegre, por trás sempre tem uma pitadazinha de melancolia. Eu queria fazer uma música falando sobre esse momento atual”, afirmou. Confira:
O ex-senador e possível candidato a deputado federal Romero Jucá (MDB-RR) foi condenado pelo Tribunal Regional Federal da 1ª região (TRF-1) a 9 anos, 10 meses e 15 dias de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
O juiz federal Thadeu José Piragibe Afonso entendeu que uma doação de R$ 150 mil para o Diretório Estadual do MDB de Roraima era, na verdade, propina pela atuação do então senador, Romero Jucá, em favor da construtora Odebrecht. A decisão é da quarta-feira passada (22). As informações são do Metrópoles.
O recurso foi transferido do diretório partidário à campanha de Rodrigo Jucá, filho de Romero, e candidato a vice-governador de Roraima em 2014.
O Ministério Público Federal (MPF) chegou à constatação de que o dinheiro recebido pela campanha de Rodrigo Jucá era propina por meio de delação de Cláudio Melo Filho, ex-diretor da Odebrecht, no âmbito da Operação Lava Jato.
Segundo o empresário, em troca do dinheiro Jucá atuou a favor dos interesses da construtora ao menos na tramitação das medidas provisórias n. 651/2014 e n. 656/2014, que se tornaram as leis 13.043/2014 e 13.097/2015, respectivamente.
Os dois textos legislam sobre o Regime Especial de Tributação (RET) para incorporações imobiliárias, sendo que a segunda lei, de 2015, refere-se especificamente a empreendimentos do programa Minha Casa, Minha Vida.
Ou seja, o juiz alega que Romero Jucá atuou para conquistar benefícios fiscais às construtoras, renunciando parte da arrecadação da União.
Recurso do MPF Romero Jucá já havia sido absolvido em uma primeira decisão, mas o MPF recorreu. Agora, o entendimento foi revertido, condenando Jucá. Procurado, o ex-parlamentar afirmou que sua defesa já entrou com embargo.
A defesa sustenta que o caso já estava prescrito porque Jucá já tem mais de 70 anos. De acordo com o senador, o advogado procurou os desembargadores titulares, que disseram que não poderiam julgar o caso pois seria de jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (STF). O senador afirma que, após os desembargadores titulares entrarem em férias, um juiz substituto assumiu o processo. Segundo ele, esse juiz desconsiderou tanto a alegação de prescrição quanto o entendimento de que o recurso deveria ser enviado ao STF.
Jucá descarta que ficará inelegível porque vai recorrer da decisão, embora as hipóteses previstas na Lei da Ficha Limpa vedem a candidatura de condenados por um órgão colegiado. O ex-senador, no entanto, demonstrou um certo desânimo com a candidatura.
“Estou avaliando sair deputado federal. A convenção é no dia 5. É tanta confusão, tanta briga. Tem hora que eu me animo para ajudar a resolver esse problema do país, tem hora que eu desanimo porque o nível está muito baixo”, revelou ao Metrópoles.
O que diz a defesa Em nota, a defesa de Jucá disse que “não há uma mísera prova” contra a atuação de seu cliente como senador, mas que o ex-parlamentar, na posição de líder político que exerceu, recebia “proposições advindas de empresas interessadas nos assuntos econômicos, não sendo possível inferir disso que tenha beneficiado ilicitamente alguém ou alguma empresa”. Os advogados e Jucá ainda condenam o rito processual adotado no caso.
“Por isso, sua indignação com a decisão do TRF da 1ª Região que, contrariando nova orientação do STF, segundo a qual o foro por prerrogativa de função subsiste, mesmo após o afastamento do cargo, em relação aos crimes praticados durante o seu exercício e em razão das funções, entendeu por julgar a apelação do MPF e contrariar a sentença absolutória, com processo prescrito e sem qualquer lastro probatório. Confia que essa decisão desarrazoada e injusta será revertida e sua inocência mantida. Registre-se, ainda, o absurdo jurídico dessa decisão do Tribunal ao condená-lo por corrupção e ao mesmo tempo manter a absolvição do delator que havia sido denunciado por corrupção. O Tribunal entendeu não haver prova da corrupção para o delator, mas, ainda assim, mudou a sentença de absolvição para condenar o ex-Senador.”
Disputa política em RR
A disputa política em Roraima está acirrada no período pré-eleitoral e afeta as alianças dos pré-candidatos ao Planalto.
O governador interino Soldado Sampaio (Republicanos) é pré-candidato, assim como Arthur Henrique, filiado ao PL, mas que foi eleito à prefeitura de Boa Vista pelo MDB.
A saída Arthur Henrique do MDB tem relação justamente com um rompimento com Romero Jucá, principal líder do partido em Roraima.
O apoio a Soldado, inclusive, é uma das condições do presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, para apoiar a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência.
Outro estado que barra o apoio do Republicanos a Flávio é Mato Grosso, onde o governador Otaviano Pivetta (Republicanos), que assumiu após a renúncia de Mauro Mendes (União), quer ir à reeleição. Mas, o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, quer que seu aliado Wellington Fagundes (PL) concorra.
Pesquisa Datafolha/Rede Tribuna mediu o cenário de intenção de voto para senador de Pernambuco entre eleitores com 16 anos ou mais
O Datafolha testou dois possíveis cenários e, em todos eles, a liderança é de Marília Arraes (PDT), seguida sempre por Humberto Costa (PT). Na eleição deste ano, há duas vagas em disputa para o Senado em cada estado.
No primeiro cenário, com dez pré-candidatos testados, Marília Arraes alcança 18% das intenções de voto, empatada tecnicamente com Humberto Costa (PT), com 15%. Na sequência, empatados, aparecem Mendonça Filho (PL), com 10%, Miguel Coelho (União), com 9%, e Pastor Wellington Carneiro (Mobiliza), com 2%. O nome de Sílvio Nascimento (Mobiliza) é indicado por 3%, Carlos Sant’Anna (Novo), por 2%, Paulo Rubem Santiago (Rede), por 1%, e Fernando Dueire (PSD), por 1%. Há 21% que votariam em branco e 9% estão indecisos.
No segundo cenário, em que o senador Fernando Dueire (PSD) é substituído por Túlio Gadêlha (PSD), Marília Arraes mantém a liderança, com 18%, em patamar semelhante ao de Humberto Costa, com 14%. Mendonça Filho aparece com 10%, e Miguel Coelho, com 9%. Eduardo da Fonte aparece com 7%, e Sílvio Nascimento e Carlos Sant’Anna, com 3%. O nome de Túlio Gadêlha é citado por 3%.
36% dos eleitores pernambucanos declararam que votariam com certeza no candidato apoiado pelo petista
Na pesquisa encomendada pela Rede Tribuna ao Instituto Datafolha e divulgada nesta sexta-feira (31), os nomes de três candidatos à Presidência da República foram testados como cabos eleitorais para a eleição de governador de Pernambuco. O nome mais forte para conquistar eleitores foi o do presidente Lula (PT), seguido de Flávio Bolsonaro (PL) e Ronaldo Caiado (PSD), influência que, em Pernambuco, pode favorecer a eleição de João Campos (PSB), candidato apoiado pelo petista.
Pelo levantamento, se Lula apoiar um candidato ao governo, 36% dos eleitores pesquisados declararam que votariam com certeza nesse candidato. 20% talvez votassem, 40% não votariam de jeito nenhum e 2% não opinaram.
No caso de Flávio Bolsonaro apoiar um candidato a governador, 16% dos eleitores entrevistados disseram que votariam com certeza nesse candidato. 12% talvez votassem, 67% não votariam de jeito nenhum e 2% não opinaram.
Ainda segundo o Datafolha, o apoio de Ronaldo Caiado (PSD) levaria 6% dos eleitores entrevistados a votar no candidato apoiado por ele. 17% talvez votassem, e 67% não votariam de jeito nenhum.