O diretório nacional do PSOL aprovou neste sábado (7) resoluções em que sinaliza o apoio do partido à reeleição do presidente Lula desde o primeiro turno, mas recusou proposta de federação com o PT, optando por renovar a Federação PSOL-Rede para os próximos quatro anos.
Decisão de apoiar atual presidente Lula já no primeiro turno das eleições deste ano tem objetivo de enfrentar e derrotar a extrema-direita. Segundo o partido, a prioridade em nível nacional segue sendo a construção da unidade entre setores populares contra a extrema direita. As informações são do UOL.
Leia maisPSOL vetou proposta de federação com o PT para as eleições de 2026. A ideia foi debatida neste sábado (7), em reunião virtual do diretório nacional do partido. Foram 47 votos contrários e 15 favoráveis. “O tema foi acolhido e, assim como os demais, debatido de modo democrático e amplo, conforme nossa tradição partidária. Vamos seguir agora orientados pelas decisões hoje tomadas, mas sempre com respeito a posições divergentes”, disse, por meio de nota, a presidente nacional do PSOL, Paula Coradi.
Direção nacional do PSOL renovou, por mais quatro anos, a federação do partido com a Rede Sustentabilidade. Segundo o diretório nacional, o balanço da experiência atual é positivo como instrumento para que os partidos ultrapassem a cláusula de barreira nas eleições deste ano e aumentem as bancadas federais e estaduais com autonomia política. “Construímos unidade em temas centrais e estabelecemos diálogos ponderados para lidar com as diferenças. Seguimos crescendo com consistência programática num contexto adverso para o conjunto das esquerdas”, diz trecho da resolução aprovada.
Decisão representa derrota para grupo de Boulos. A vertente do PSOL liderada pelo ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, vinha sofrendo baixas nas últimas semanas em meio a pressões internas para que o partido aceitasse formar a federação. A recusa evidenciou essa resistência na legenda em torno da ideia de se unir ao PT, quase 22 anos depois da dissidência dentro do partido de Lula que originou o próprio PSOL.
Alinhados a Boulos apontam desafios de partido seguir sem formar uma federação. Também lembram que a Rede pode se separar do PSOL neste ano e que há deputados estaduais petistas que ainda rejeitam alinhamento com o prefeito do Rio.
Cláusula de barreira é uma regra eleitoral brasileira que estabelece performance mínima nas eleições deste ano para assegurar acesso ao Fundo Partidário. Indicador também serve de base para tempo de propaganda no rádio e na televisão. Em 2026, para vencer essa cláusula, os partidos precisarão ter ao menos 2,5% dos votos válidos distribuídos em pelo menos nove estados, com um valor mínimo de 1,5% em cada um desses Estados, ou eleger 13 deputados federais, distribuídos em pelo menos nove estados.
Em 2022, em federação com a Rede Sustentabilidade, o PSOL elegeu 14 deputados. Conquistou ainda mais um parlamentar para a bancada após a reversão de um resultado eleitoral no Amapá. Hoje, a federação tem 11 deputados do PSOL e quatro da Rede. Os eleitos pela legenda são, em sua maioria, do Rio de Janeiro e de São Paulo. As únicas exceções são Célia Xakriabá (MG) e Fernanda Melchionna (RS).
Integrantes do partido contrários à federação reconhecem que o cumprimento da cláusula ficaria mais difícil. No entanto, avaliam que pode haver crescimento na votação de parlamentares do partido e também veem possibilidade de o PSOL atrair nomes de peso para as eleições.
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