A decisão dos Estados Unidos de classificar PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas passa a valer nesta sexta-feira (5) e acendeu um alerta no governo brasileiro.
Nos bastidores, diplomatas e integrantes da área de segurança ouvidos pelo blog monitoram os próximos passos da administração Trump e trabalham com três cenários possíveis. As informações são do g1.
O primeiro é o mais brando: a medida ter um efeito mais político e simbólico, funcionando como um gesto para a torcida, sem desdobramentos práticos relevantes.
O segundo cenário tem como referência a Venezuela. Integrantes do governo lembram que, em outros casos, a administração Trump escalou o enfrentamento ao narcotráfico com apreensão de ativos, bloqueios e até ações contra embarcações apontadas pelos americanos como ligadas ao crime organizado.
O terceiro cenário é o que mais preocupa parte do governo brasileiro.
A preocupação é com a repetição do modelo adotado contra instituições financeiras mexicanas. Naquele caso, os Estados Unidos aplicaram sanções contra bancos acusados de facilitar operações de lavagem de dinheiro para cartéis do narcotráfico.
O temor é que a classificação abra caminho para medidas financeiras contra pessoas físicas, empresas ou estruturas suspeitas de dar suporte econômico a organizações criminosas.
Um diplomata resumiu a preocupação da seguinte forma: “O receio não é a decisão de hoje. O receio é o que ela pode autorizar amanhã.”
Para integrantes do governo, são “perigos parecidos com a aplicação da Lei Magnitsky” a autoridades brasileiras.
Por isso, o governo brasileiro intensificou a interlocução com autoridades americanas e busca canais de diálogo para entender quais serão os efeitos concretos da medida.
Mauro Vieira diz que argumentos dos EUA para aplicar tarifas ao Brasil ‘não são legítimos’.
A avaliação é que, diferentemente da guerra tarifária, esse é um tema que envolve segurança, sistema financeiro e soberania nacional e, por isso, tem potencial de produzir consequências muito mais complexas.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu nesta segunda-feira o apoio do PDT para sua campanha à reeleição, em ato marcado por críticas ao governo dos Estados Unidos de Donald Trump. Durante discurso, o petista desafiou o secretário de Estado americano, Marco Rubio, a montar um comitê para apoiar a candidatura de seu adversário, Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Em Brasília, a sigla foi a primeira a oficializar a participação na coligação do PT nas eleições deste ano. As informações são do jornal O GLOBO.
— Hoje não temos um, mas vários traidores que vão aos Estados Unidos pedir para impor punição ao Brasil — disse Lula: — Se o secretário de estado americano Marco Rubio quiser vir apoiar meu adversário, que venha, que monte o comitê, porque vamos derrotar todos em nome da defesa da democracia nesse país.
Na convenção nacional do PDT, o tema da soberania permeou os discursos de pedetistas e do próprio Lula.
— Temos que dizer, em alto e bom som, que nada é mais sagrado do que, neste momento histórico, a defesa da soberania nacional. Precisamos fazer com que o povo brasileiro sinta orgulho. Este país foi criado e construído por brasileiros. Somos o que somos com 350 anos de escravidão, pela mantaça de indígenas, mas queremos uma coisa sagrada (a sobenaria). Aqui nós erramos por nós. Nós acertamos por nós. E aqui ninguém diz o que vamos fazer. Aqui nós decidimos que fazer, porque isso significa a gente voltar a andar de cabeça erguida e defender a nossa soberania — discursou Lula.
Antes de Lula discursar na convenção nacional do PDT, o presidente da sigla e ex-ministro da Previdência de Lula Carlos Lupi falou sobre a relação do Brasil com os Estados Unidos após a imposição de um tarifaço sobre produtos nacionais.
Lupi também citou Leonel Brizola, fundador do partido e que teve idas e vindas na relação com Lula.
— Você representa hoje o único antídoto à desgraça chamada (Donald) Trump. O senhor resgata a história do povo brasileiro, de (Leonel) Brizola, dos brasileiros que morreram servindo a nação. O senhor é um patriota — disse Lupi: — O PDT vai apoiar o senhor desde o primeiro turno. Uma satisfação pessoal minha.
Logo depois, Lula também citou Brizola para criticar o cenário político atual em que a família Bolsonaro é uma das alternativas ao poder.
— Eu tive aqui na última vez em uma homenagem que fizemos ao Brizola e eu acho que o Brasil sente saudade do tempo que a gente fazia política neste país, com um pouco de decência de respeitabilidade ao povo brasileiro, porque a política nos últimos anos apodreceu.
Lula tem, por ora, apoio de partidos da esquerda: PSB, PSOL-Rede, PV e PCdoB (os últimos dois integram federação com o PT). Desde o fim do ano passado, aliados do petista trabalham pela neutralidade de partidos do chamado centrão que têm assento na Esplanada, principalmente a federação União Brasil-PP.
O comando do PT também gostaria de ver o Republicanos neutro na disputa nacional, mas a campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL), principal adversário de Lula no pleito, intensificou nas últimas semanas ofensiva junto ao partido presidido por Marcos Pereira para apoiar formalmente a sua candidatura. A ideia é lançar a ex-presidente da Caixa na gestão Bolsonaro Daniella Marques, recém-filiada à sigla, para a vice de Flávio.
Já o PSD de Gilberto Kassab lançou o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado à Presidência. Kassab será o vice na chapa. Apesar da candidatura nacional, diretórios estaduais que têm alianças com o PT deverão estar no palanque de Lula, como na Bahia, no Rio de Janeiro e em Sergipe.
Também participam da convenção o presidente do PT, Edinho Silva, e os ministros Waldez Góes (Desenvolvimento Regional), Paulo Pereira (Empreendedorismo) e Wolney Queiroz (Previdência), além de políticos do PDT, como a pré-candidata ao governo do Rio Grande do Sul, Juliana Brizola, os deputados André Figueiredo (CE) e Afonso Motta (RS), a senadora Leila Barros (DF) e o ex-ministro do Turismo de Lula Celso Sabino. Sabino foi expulso do União Brasil por se negar a deixar o governo federal, mas acabou sendo substituído no cargo. Deputado federal, ele tentará uma vaga ao Senado pelo Pará.
A prefeita de Serra Talhada, Márcia Conrado, assinou, no domingo (19), a ordem de serviço para a construção do novo posto de saúde da comunidade de Chocalho. A obra contará com investimento de R$ 168 mil e prevê a construção de uma unidade com recepção, consultório com banheiro, sala de procedimentos, farmácia, banheiro e copa. Atualmente, a comunidade já é atendida por uma equipe multiprofissional, e, com a conclusão da obra, os serviços passarão a ser realizados na nova estrutura.
A pré-candidata a deputada federal Juliana de Chaparral (União Brasil) cumpriu agenda em oito municípios pernambucanos entre quinta-feira (16) e domingo (19). O roteiro incluiu compromissos em Limoeiro, Bom Jardim, Gravatá, Joaquim Nabuco, São José da Coroa Grande, Xexéu, Maraial e Vitória de Santo Antão, com participação em eventos, reuniões com lideranças políticas, visitas à população e atividades ligadas às festividades locais, às vésperas do início das convenções partidárias.
O ex-prefeito do Recife e pré-candidato ao governo, João Campos (PSB), teve de forma oficial o apoio da federação ‘Brasil pela Esperança’, composta pelos partidos PT, PCdoB e PV.
A oficialização ocorreu durante a convenção da Federação Brasil da Esperança (composta por PT, PV e PCdoB), que acontece nesta segunda-feira (20) no Hotel Jangadeiro, em Boa Viagem, na Zona Sul do Recife. As informações são do JC.
Durante o evento, João Campos ressaltou a parceria política entre o PSB, partido no qual é presidente nacional e conta com o vice-presidente do Brasil, Geraldo Alckimin, com o PT, partido do presidente Lula.
“Quero agradecer a todos os dirigentes partidários e a todas as militâncias presentes que participaram dessa construção. Uma construção que se dá com naturalidade e harmonia, não só em Pernambuco, mas em todo o Brasil. Porque a gente sabe que o PSB e o PT estarão juntos Brasil afora. Afinal, é a aliança de Lula com Alckmin que garantiu a vitória em 2022 e que garantirá a vitória em 2026. Estaremos juntos não só para vencer a eleição, mas também para construir um governo”, disse João Campos.
O ex-ministro do Turismo Gilson Machado e o vereador do Recife Gilson Filho oficializaram, nesta segunda-feira (20), durante a convenção estadual do Podemos, suas candidaturas a deputado federal e deputado estadual, respectivamente. Os dois deixaram o Partido Liberal após divergências com o presidente estadual da legenda, Anderson Ferreira.
“Entramos no partido com carta branca e obtivemos o apoio da presidente nacional do Podemos, Renata Abreu, para a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência”, afirmou Gilson Machado. Gilson Filho também destacou sua trajetória política: “Ele me pediu para me candidatar a vereador do Recife e começar na política passo a passo para defender a direita no país”, disse, em referência ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
A Federação União Progressista (UP) realizará, no dia 5 de agosto, a convenção estadual para as eleições de 2026, no Recife. O encontro ocorrerá das 11h às 17h e reunirá os convencionais com direito a voto para deliberar sobre as definições partidárias para a disputa eleitoral. Na ocasião, serão homologadas as candidaturas aos cargos de senador, deputado federal e deputado estadual.
Além da homologação das candidaturas, a convenção também deliberará sobre a formação de coligação para as eleições majoritárias e outros assuntos relacionados ao processo eleitoral da federação. O edital de convocação foi assinado pelo presidente da União Progressista em Pernambuco e pré-candidato ao Senado, deputado federal Eduardo da Fonte.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) terá 20% a menos de propaganda eleitoral na TV e no rádio do que o presidente Lula (PT) se continuar isolado, após o caso “Dark Horse” afastar o apoio de União Brasil e PP à sua pré-candidatura presidencial. Ele busca reverter isso com uma aliança com o Republicanos, o que lhe daria uma leve vantagem sobre a campanha petista.
Nesta eleição, apenas quatro candidatos à Presidência terão direito a propaganda na TV e rádio: Lula, Flávio, Ronaldo Caiado (PSD) e Augusto Cury (Avante). Os demais, como Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão), não contam com apoio de partidos que superaram a cláusula de desempenho e por isso ficarão de fora do horário eleitoral. As informações são da Folha de S. Paulo.
Embora as redes sociais tenham ganhado papel central nas eleições, a propaganda na televisão e rádio ainda é vista como relevante pelas campanhas majoritárias. A publicidade na TV aberta atinge principalmente o público de até dois salários mínimos, única faixa de renda do eleitorado em que Lula vence Flávio (53% a 38% no segundo turno, de acordo com o Datafolha de 17 e 18 de junho).
Já no rádio, a propaganda chega mais ao eleitor do interior ou que está em deslocamento de carro nas grandes cidades. As inserções de 30 ou 60 segundos ao longo da programação são consideradas mais eficientes do que os blocos de propaganda eleitoral, que são mais longos e têm menor audiência, por permitir reforçar os pontos fortes dos candidatos e apontar problemas de adversários.
Lula está atualmente em vantagem em relação a propaganda na TV e rádio por ter conseguido unificar os maiores partidos de esquerda em torno da sua candidatura, mesmo sem conquistar o apoio de partidos de centro ou centro-direita. Ele deve disputar a reeleição numa aliança com as federações de PT/PV/PCdoB e do PSOL/Rede, além de PDT e PSB.
Com isso, num cenário em que Flávio continue isolado e com apoio apenas do PL, o petista terá um minuto a mais por dia nos blocos de 12min30s do horário eleitoral. Lula contará com 5min32s de cada programa, enquanto o candidato do PL terá 4min20s. Caiado vai dispor de 2min2s e Cury, de 36 segundos.
Já num cenário em que Flávio consiga o apoio do Republicanos, o senador do PL passará a ter leve vantagem sobre o petista: 5min16s a 4min51s. Caiado terá 1min49s e Cury, 34s.
O pré-candidato do PL atua pelo apoio do Republicanos, embora o partido indique que prefere ficar neutro na disputa presidencial. Negociações em quatro estados, no entanto, podem mudar esse cenário, junto com a oferta da vice-presidência na chapa.
O PL avançou em tratativas para apoiar os candidatos do Republicanos ao governo do Espírito Santo e aguarda só a decisão do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) sobre concorrer ao governo para anunciar uma aliança em Minas Gerais.
Por outro lado, segue indefinido no Acre, entre o apoio a governadora Mailza Assis (PP) ou o senador Alan Rick (Republicanos), e enfrentará o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) no Mato Grosso, com a candidatura do senador Wellington Fagundes (PL).
Outra tratativa é que o Republicanos poderia ficar com a vice na chapa –o nome de preferência de Flávio é o da ex-presidente da Caixa Econômica Federal Daniella Marques. Ela, contudo, é recém-filiada ao partido e não seria o nome favorito da legenda.
Apesar dessas tratativas, o presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, tem afirmado que a tendência hoje é o partido ficar neutro nas eleições presidenciais. Ele está consultando os diretórios estaduais para decidir até o fim do prazo, 5 de agosto.
O dirigente da sigla afirmou no domingo (12), em nota, que uma pesquisa encomendada pelo partido “detectou um sentimento de frustração à pré-candidatura de Flávio e uma indicação de preferência pela neutralidade nestas eleições”.
Dirigentes do Republicanos dizem que a sigla tinha posição mais favorável a Flávio, mas que o cenário mudou quando foi revelado em maio que ele pediu dinheiro ao Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. Os recursos, segundo Flávio, seriam para custear o filme Dark Horse (“azarão”), sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Isso fez com que ele caísse nas pesquisas e também afastou o apoio de outros dois partidos do centrão, o PP e o União Brasil, que até então eram a prioridade para a candidatura. Se conseguisse uma coligação que unisse o PL com as três siglas, Flávio teria 6min50s de propaganda por bloco, quase o dobro do tempo de Lula, com 3min43s.
A conta é feita com base no tamanho das coligações de cada candidato e nas bancadas eleitas para a Câmara dos Deputados na última eleição (2022). No cálculo, 10% do tempo é dividido igualmente entre os presidenciáveis que têm apoio de pelo menos um partido que superou a cláusula de desempenho, e os outros 90% são repartidos de acordo com o número de deputados eleitos pelas siglas que compõem a chapa do candidato.
O volume de inserções no meio da programação é proporcional ao tempo de propaganda em cada bloco do horário eleitoral. No segundo turno, os dois candidatos que continuarem dividem o tempo em 50% para cada, independentemente do tamanho de suas coligações.
O Tribunal de Contas da União (TCU) arquivou dois processos contra a primeira-dama Janja Lula da Silva que apuravam supostas irregularidades durante viagens internacionais realizadas por ela. As ações pediam a investigação de Janja pelas infrações como desvio de finalidade e violação dos princípios da legalidade, economicidade e moralidade administrativa. Na semana passada, em entrevista ao UOL, ela disse que as críticas recebidas por ela pelos gastos no exterior seriam “misoginia”.
Entre os processos arquivados, estava uma ação movida pelo deputado Filipe Barros (PL-PR), na condição de presidente da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados. No pedido, ele pedia para que a Corte analisasse a legalidade de uma viagem antecipada pela primeira-dama para Nova Iorque, em setembro do ano passado, no mesmo período em que aconteceu a Assembleia-Geral da ONU. As informações são do jornal O GLOBO.
Relatado no TCU pelo ministro Jorge Oliveira, o caso teve acusações consideradas improcedentes. Além disso, a atuação e despesas da primeira-dama nesta viagem já foram investigadas em outro processo pela Corte das Contas, que não identificou “elementos aptos a caracterizar desvio de finalidade ou irregularidade na utilização de recursos públicos”.
Já o segundo caso dizia respeito a uma representação apresentada pela ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP), que acusou a primeira-dama de suposto desvio de finalidade em relação aos gastos públicos relacionados à equipe de apoio dada a ela durante as viagens. Nesse caso, o relator, o ministro Bruno Dantas, pediu a arquivação do processo com base no reconhecimento da atribuição do gabinete pessoal do presidente da República “a função de apoiar o cônjuge presidencial em atividades de interesse público”.
“As viagens internacionais questionadas se encontram amparadas por decretos autorizadores específicos, fundamentados na participação da primeira-dama em comitivas oficiais ou na condição de colaboradora eventual (…) o exame das agendas públicas e das justificativas apresentadas revela a aderência das referidas missões a compromissos institucionais vinculados a temas sociais e diplomáticos de relevância para o Estado brasileiro, a exemplo da Aliança Global Contra a Fome e a Pobreza”, escreveu Dantas.
A Corte também reconheceu que o Ministério Público Federal (MPF) e a Justiça já teriam analisado os mesmos ocorridos anteriormente e não teriam identificado irregularidades.
A pré-candidata ao Senado por Pernambuco, Marília Arraes, participou da convenção nacional do PDT, em Brasília, ao lado do presidente Lula. Responsável por acompanhar o petista na chegada ao evento e fazer a saudação oficial, a pernambucana afirmou: “O PDT é o primeiro partido a declarar, já na abertura do prazo legal das convenções, o apoio nacional ao presidente Lula. E isso é um compromisso de quem conhece e luta pelo Brasil e pelos brasileiros. Hoje, somos milhões de Lulas espalhados pelo Brasil. Marília é Lula, e Lula é Marília, e assim vamos garantir Lula tetra e o Brasil avançando”, declarou sob os aplausos dos presentes.
Primeiro partido a oficializar o apoio à reeleição de Lula na disputa de 2026, o PDT aposta no fortalecimento de sua bancada no Congresso, com um conjunto de mulheres pré-candidatas ao Senado e à Câmara dos Deputados. Entre elas estão a deputada estadual do Rio de Janeiro e pré-candidata a deputada federal Martha Rocha; a ex-deputada estadual pelo Rio Grande do Sul e pré-candidata ao governo gaúcho Juliana Brizola; e a senadora pelo Distrito Federal e pré-candidata à reeleição Leila Barros.
Aliada de Lula, Marília é apontada como uma das prioridades da direção nacional do PDT para as eleições deste ano. A pré-candidata ao Senado aparece na linha de frente nacional do partido e, em Pernambuco, integra a chapa da Frente Popular.
Em sua fala, Lula agradeceu o apoio do PDT e destacou a importância da união em torno da eleição de aliados progressistas. “Nós temos vários traidores que vão aos Estados Unidos pedir para os Estados Unidos imporem punição ao Brasil. Não há possibilidade de a gente permitir que a democracia sofra mais um arranhão, como sofreu no golpe contra Dilma Rousseff, em 2016. O lema é esse”, afirmou ao defender os nomes de Marília para o Senado e de Juliana Brizola para o governo do Rio Grande do Sul.
Também estiveram presentes ao evento o presidente nacional do PT, Edinho Silva, e os ministros da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, e da Previdência Social, Wolney Queiroz. O encontro reforçou a participação de Marília na articulação nacional do PDT e a presença de Pernambuco nas prioridades eleitorais do partido.
Dirigentes e lideranças da federação União Progressista em São Paulo declararam apoio ao senador e pré-candidato a presidente, Flávio Bolsonaro (PL) durante convenção do diretório estadual realizada nesta segunda-feira, 20, na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). A postura contrasta com a estratégia da sigla a nível nacional, que deve ficar neutra e liberar cada Estado para definir o posicionamento.
Presidente da federação no Estado, o ex-vereador Milton Leite (União) se referiu a Flávio como “nosso candidato a presidente”. Já o vice-presidente, Maurício Neves (PP), disse que o apoio da União Progressista será fundamental para a eleição do pré-candidato do PL. As informações são do Estadão.
Pré-candidato ao Senado, Guilherme Derrite (PP) reforçou o apoio a Flávio, que participa da convenção na Alesp.
“Independentemente, com todo o respeito à nacional, aqui em São Paulo não tem neutralidade nenhuma. Em São Paulo, a Federação União Progressista é Flávio Bolsonaro”, declarou ele. “Se existe esse problema em outros Estados, aqui em São Paulo, o maior colégio eleitoral, não haverá neutralidade”, acrescentou.
Em um sinal de distanciamento em relação a Flávio, o presidente nacional da federação, Antonio Rueda (União), e o vice-presidente, Ciro Nogueira (PP), não compareceram ao evento.
Dirigentes partidários dão a neutralidade de PP e União Brasil como “99% certa” – liberar os diretórios estaduais atenderia ao Nordeste, onde o partido é mais próximo do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A convenção nacional foi remarcada do próximo dia 26 de julho para o dia 5 de agosto, prazo final para os partidos decidirem as táticas eleitorais.
Presidente do PP, Ciro Nogueira chegou a ser citado por Flávio como possível vice na chapa presidencial. Eles se afastaram após Ciro ter sido alvo de uma operação da Polícia Federal no caso Master. Segundo aliados do dirigente partidário, o distanciamento ocorreu pela avaliação de que Flávio não defendeu Ciro como seria esperado e optou por se descolar do presidente do PP.
O União Progressista também oficializou apoio à reeleição do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). O chefe do Executivo paulista é a principal aposta da federação para eleger Derrite. O outro candidato da chapa é o presidente da Alesp, André do Prado.
O apoio de Tarcísio se tornou fundamental para Derrite e André do Prado porque o deputado federal Ricardo Salles (Novo) também é pré-candidato ao Senado. Dessa forma, a direita tem três candidatos para apenas duas vagas em disputa.
O receio das campanhas de Derrite e Do Prado é que os eleitores votem em apenas um deles e deem o segundo voto para Salles. Para evitar que isso aconteça, os dois devem continuar fazendo agendas juntos. “ Eu particularmente lamento porque se tivéssemos só dois candidatos, a direita teria mais chances de fazer as duas cadeiras ao Senado”, disse Derrite, que considera que Salles tem direito de se candidatar.
A pesquisa Datafolha mais recente sobre a disputa pelo Senado em São Paulo aponta as ex-ministras Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB) na liderança da corrida pelas duas vagas em jogo. No cenário estimulado, Marina aparece com 18% das intenções de voto, seguida por Tebet, com 16%.
Salles ocupa a terceira posição, com 13%, à frente de André do Prado, que registra 11%, e de Derrite, com 10%. O levantamento foi realizado entre os dias 1º e 3 de julho de 2026.
Abrindo a estação das convenções partidárias, o Podemos realizou nesta segunda-feira (20) a oficialização das candidaturas da sigla para as eleições de outubro. O evento aconteceu no bairro da Ilha do Leite, área central do Recife, e serviu para ratificar o apoio à governadora Raquel Lyra (PSD), que, inclusive, esteve representada na solenidade pela vice-governadora Priscila Krause (PSD).
Além dela, o pré-candidato ao Senado, Miguel Coelho (UB), e outros quadros locais se fizeram presentes. A vice-governadora Priscila Krause exaltou a relação que o governo estadual tem com o Podemos.
“Estamos aqui para reafirmar essa parceria que temos com o partido. Tem sido muito importante estarmos juntos por Pernambuco”, garantiu.
Ela aproveitou ainda para comentar sobre a disputa eleitoral deste ano no estado.
“Toda eleição é dura. Por isso, precisamos ter os pés no chão, humildade e foco no trabalho. Pernambuco já conhece a governadora Raquel Lyra e me conhece, como também as práticas e o modus operandi dos nossos adversários. Somos mulheres que respeitam cada centavo do dinheiro público. Ele é sagrado e por isso que rende na nossa administração”, continuou.
De acordo com o presidente estadual do Podemos, Marcelo Gouveia, o Podemos estará atuando de forma constante para dar apoio ao nome da governadora para os próximos quatro anos.
“Para nós é uma satisfação podermos cravar esse apoio à governadora. A reeleição dela é importante e, a partir de agora, vamos andar o estado para que ela possa dar continuidade ao Senado”, destacou.
Ainda segundo ele, a sigla estará apoiando apenas Miguel Coelho na campanha para o Senado.
“O nosso partido declarou apoio a ele há três, quatro meses. Entendemos que ele é o melhor para Pernambuco e vamos trabalhar para a sua eleição”, finalizou.
Pré-candidato ao Senado, Miguel Coelho, classificou a possibilidade de haver uma judicialização em torno da definição do nome que irá compor a chapa majoritária da governadora Raquel Lyra seria o “caminho mais burro” para a definição.
Atualmente, há um impasse na Federação União Progressista (composta pela União Brasil e pelo PP) entre ele e o também pré-candidato Eduardo da Fonte para saber qual dos dois terá o nome selecionado para .
“Óbvio que a judicialização uma alternativa, mas acho que é o caminho mais burro, pois mostra que o diálogo e o respeito não puderam suprir uma demanda que é básica do ser humano. As conversas [entre as partes] são muito amadurecidas, tanto por nossa parte da federação quantos por parte da própria governadora”, disse Miguel Coelho.
Miguel Coelho garantiu ainda que a sua candidatura para a Casa Alta estará assegurada para as eleições de outubro.
“A minha tranquilidade é que terei a minha candidatura registrada, seja com apoio da federação local ou seja com a anuência da nacional. E, acima de tudo, eu tenho o apoio da governadora Raquel Lyra”, disse.
O PDT (Partido Democrático Trabalhista) oficializou o apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no pleito deste ano. A convenção partidária da sigla, que marcou o anúncio, aconteceu nesta segunda-feira (20).
Entre outras composições estaduais, a aliança entre os partidos garantiu o apoio de Lula e do PT às pré-candidaturas de Juliana Brizola (PDT) e Requião Filho (PDT) aos governos estaduais do Rio Grande do Sul e do Paraná, respectivamente. As informações são da CNN.
Após a reunião que definiu o apoio do PDT a Lula, a sigla organizou um ato político na sede da legenda, em Brasília. Além do presidente da República e de Carlos Lupi, presidente do PDT, o evento contou com a presença dos principais quadros do partido ao redor do Brasil.
O PDT esteve no centro de uma das principais crises do governo Lula 3. Carlos Lupi era o ministro da Previdência quando foram reveladas as fraudes bilionárias no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). O dirigente indicou Alessandro Stefanutto – recentemente indiciado pela PF (Polícia Federal) – à presidência da autarquia.
PDT volta ao palanque de Lula
É a primeira vez em 12 anos que o PDT apoiará um presidenciável petista já no 1° turno. A última vez se deu em 2014, quando a legenda esteve na coligação de Dilma Rousseff, que venceu a reeleição na ocasião.
Nas últimas duas eleições gerais, o PDT decidiu lançar Ciro Gomes à Presidência. Em 2018, a sigla comandada por Carlos Lupi anunciou “apoio crítico” a Fernando Haddad (PT) no 2° turno diante de Jair Bolsonaro (PL); em 2022, optou por Lula, também diante de Bolsonaro.
Ciro Gomes deixou o PDT no final de 2025 e se filiou ao PSDB. Pré-candidato ao governo do Ceará, ele tenta voltar ao comando do estado e negocia uma composição com o PL de Jair e do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ).