A vice-presidente da Assembleia Nacional da África do Sul, Annelie Lotriet, disse nesta sexta-feira (8) que a busca pelo desenvolvimento sustentável seguirá em destaque em 2025, na 11ª Cúpula de Presidentes dos Parlamentos do G20 (P20).
No encerramento da sessão deste ano, Annelie Lotriet recebeu do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), o comando da próxima reunião. Em substituição ao Brasil, a África do Sul assumirá em 2025 a presidência do G20.
“Estamos ansiosos para receber vocês”, disse Annelie Lotriet. Ela defendeu maior representatividade do sul global nos organismos multilaterais e ainda avaliou que os debates no P20 ajudarão na busca da paz e na defesa dos direitos humanos.
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Também anfitriã do P20, a presidente da União Interparlamentar, Tulia Ackson, da Tanzânia, pediu aos colegas, no encerramento do encontro, esforços para o cumprimento das recomendações da declaração conjunta elaborada no Brasil.
“Apesar das nossas diferenças e de um ambiente internacional muito difícil, conseguimos chegar a consensos”, destacou Tulia Ackson. “Muito mais precisa ser feito no combate à desigualdade, à fome e à pobreza”, disse.
Criada em 2010, a cúpula reúne parlamentares de países do G20 – as 19 maiores economias do mundo mais a União Europeia e a União Africana. A presidência rotativa é ocupada pelo país que, ao mesmo tempo, também preside o G20.
Apesar do processo tramitar sob sigilo judicial, ao divulgar institucionalmente que determinou à Polícia Federal uma investigação na conduta da Polícia Civil, em função de indícios de suposta investigação clandestina de ordem política de secretários municipais, o Supremo Tribunal Federal (STF) vazou também mais um dado importante no meio dessa confusão política que atinge o estado de Pernambuco. Segundo o documento do Tribunal, não estavam sendo investigados apenas quatro secretários da Prefeitura do Recife e sim 20 deles.
No texto da sua decisão, o ministro Gilmar Mendes deixou claro que os responsáveis pelas investigações e integrantes do grupo que estava envolvido nas apurações, requisitaram, por meio do Ministério Público de Pernambuco (MPPE), cópias das declarações de imposto de renda de 22 agentes públicos, abrangendo não apenas o período atual, mas os últimos cinco anos de exercício funcional.
A diligência não esclareceu quais elementos concretos vinculavam cada agente à investigação nem de que forma a medida seria eficaz para a elucidação das irregularidades apontadas. E foi esse, o item que levou o ministro Gilmar Mendes a reconhecer “a existência de elementos que indicam desvirtuamento do procedimento investigativo do Gaeco”.
Na nota do STF, destes 22 agentes públicos, 20 são secretários municipais. Motivo pelo qual o magistrado ressaltou em sua decisão que “ao solicitar de forma simultânea e padronizada informações patrimoniais sensíveis de mais de vinte secretários municipais, sem especificar condutas ou elementos indiciários que justificassem a medida, o Ministério Público incorreu em pesca probatória”.
Um ato falho da equipe de comunicação da governadora Raquel Lyra (PSD) não passou despercebido, na manhã de hoje. Em vídeo publicado na conta dela no Instagram, imagens da queda de um elevador do Hospital da Restauração (HR), no Recife, são usadas como ilustração de uma fala de Raquel sobre transtornos antigos na unidade de saúde. O problema é que o incidente ocorreu em setembro de 2025, quando a governadora já se aproximava de três anos completos de gestão.
“Estamos aqui no Hospital da Restauração e você sabe muito bem como esse hospital estava alguns anos atrás”, diz Raquel no vídeo, no exato momento em que a imagem cronologicamente comprometedora aparece.
O trecho do vídeo postado pela governadora é uma reprodução de publicação feita pelo perfil no Instagram do telejornal NE2, da TV Globo, em 6 de setembro de 2025. Naquela data, uma ascensorista ficou presa dentro de um dos elevadores do HR depois que o equipamento despencou. O caso alcançou ampla repercussão e chegou a motivar a convocação da secretária estadual de Saúde, Zilda Cavalcanti, para prestar esclarecimentos na Assembleia Legislativa (Alepe).
“Elevadores quebrados, teto caindo, a marquise nunca tinha sido reformada e, na verdade, o hospital nunca tinha sido reformado de verdade”, prosseguiu a governadora, com apoio de imagens de buracos no forro de gesso do teto do HR, uma cena que também se repetiu no fim do ano passado, durante sua gestão.
Na campanha de 2022, Raquel prometeu reformar o HR até o fim de 2026. No vídeo postado esta manhã, porém, ela já não transparece tanto otimismo. Até o momento, apenas metade do sétimo andar foi entregue requalificada. O sexto e o oitavo andares estão com obras a passos lentos, dentro de um mesmo contrato que previa também concluir a reforma do quarto e quinto andares até agosto deste ano.
Em paralelo, apenas na semana passada o governo lançou a licitação referente aos andares restantes (do térreo ao terceiro, a outra metade do sétimo andar e o nono andar), o que torna o cumprimento da promessa de campanha da governadora em 2026 matematicamente impossível. “Isso não se resolve da noite para o dia”, reconheceu Raquel.
O Grupo Fictor, um grupo econômico de participações e investimentos nos setores da indústria alimentar, infraestrutura e soluções de pagamento, protocolou, ontem, pedido de recuperação judicial para a Fictor Holding e Fictor Invest no Tribunal de Justiça de São Paulo, visando equilibrar a operação e assegurar o pagamento dos compromissos financeiros, com foco nos sócios participantes – que representam a grande maioria dos credores. A medida busca criar um ambiente de negociação estruturada e com tratamento isonômico, que possa garantir a continuidade das atividades de forma sustentável.
O valor dos compromissos totaliza, aproximadamente, R$ 4 bilhões. O Grupo Fictor pretende realizar a quitação sem nenhum deságio. No pedido de recuperação judicial, foi solicitado tutela de urgência para suspender execuções e bloqueios por um período inicial de 180 dias, reduzindo o risco de corridas individuais que pressionem ainda mais a liquidez e prejudiquem uma solução coletiva e equânime. Nesse período, pela lei, a companhia garante o direito de negociar um plano de recuperação, prevendo novas condições e prazos de pagamento de seus compromissos, sem interromper as operações e, consequentemente, preservando mais de 10.000 empregos diretos e indiretos.
O pedido de recuperação judicial é consequência da crise de liquidez momentânea originada a partir de 18 de novembro do ano passado, quando o Banco Central decretou a liquidação do Banco Master. Um consórcio liderado pelo sócio do Grupo Fictor fez uma oferta para a aquisição e transferência de controle do Master, mas com a decretação da liquidação da instituição pelo Banco Central, um dia após o anúncio da aquisição, a reputação do grupo foi atingida por especulações de mercado, que geraram um grande volume de notícias negativas, atingindo duramente a liquidez da Fictor Invest e da Fictor Holding.
Importante ressaltar que desde que a Fictor iniciou operações não haviam sido registrados atrasos de nenhuma natureza.
Com a crise, o Grupo Fictor colocou em prática um plano e reestruturação que, incluiu uma diminuição de sua estrutura física e corpo de colaboradores. O Grupo teve a preocupação, porém, de fazer esse movimento antes do pedido de recuperação judicial para proteger os direitos dos colaboradores e agilizar o recebimento das indenizações trabalhistas.
Fundado em 2007, o Grupo Fictor diversificou suas frentes de atuação ao longo dos anos, com presença na indústria de alimentos (proteína animal), energia, infraestrutura/ real estate e soluções de pagamento.
De acordo com o advogado Carlos Deneszczuk, do escritório DASA Advogados, que coordena o pedido de recuperação judicial, os ativos operacionais seguem funcionando e a base produtiva permanece relevante, apesar da pressão de curto prazo. A principal subsidiária industrial do grupo, a Fictor Alimentos S.A., reúne unidades em Minas Gerais e Rio de Janeiro e sustenta uma cadeia de 3.500 empregos diretos e 10.000 indiretos, além de carteira ampla de clientes.
O pedido de RJ não inclui as subsidiárias, que devem seguir com suas rotinas, contratos e projetos. O objetivo, segundo Deneszczuk, é evitar que empresas economicamente viáveis sejam afetadas por restrições típicas do processo de recuperação, impossibilitando o soerguimento do Grupo, bem como a preservação de fornecedores, clientes e empregos enquanto a reestruturação financeira é conduzida no nível corporativo.
Na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) e na Câmara de Vereadores do Recife a volta dos trabalhos legislativos deve ser marcada pela intensificação do embate entre as oposições e governos. Em ano de eleição, o funcionamento das duas casas deve refletir a polarização que domina o cenário eleitoral pernambucano.
Prova disso é o protocolo de pedidos de impeachment contra os chefes do Executivo estadual e municipal. Embora com poucas chances de obterem resultados concretos, por enfrentar resistência de bases numerosas de ambos governos nas duas casas, as propostas ganham importância por serem feitas às vésperas do período eleitoral.
O presidente da Câmara, Romerinho Jatobá (PSB), avalia que o pedido de impeachment é um fato casual e que o fato de ter vereadores concorrendo nas próximas eleições é responsável por deixar o debate na casa mais intenso.
“O nosso foco é manter a rotina de muito trabalho. Mesmo em um ano eleitoral, precisamos cumprir nosso papel principal, que é representar a população. Além da condição de candidatos, seguimos como vereadores, trabalhando para que a gente continue tendo uma grande produção legislativa”, disse o vereador.
O líder da oposição na Casa de José Mariano, vereador Felipe Alecrim, afastou a ideia de que o grupo deve se pautar pelo calendário eleitoral. Ele afirmou que a responsabilidade pelo clima no Legislativo municipal é da gestão do Executivo.
“Nosso papel é fiscalizar, cobrar transparência e defender a cidade do Recife, independentemente de ser ano de eleição. Se o clima seguirá acirrado ou não vai depender muito mais das respostas que o Executivo dará à sociedade do que da postura da bancada de oposição na Câmara.
Alepe
Na Alepe, o embate entre governo e oposição ficou ainda mais intenso após uma denúncia feita pela TV Record de que a Polícia Civil do estado teria investigado de forma clandestina um secretário da Prefeitura do Recife, comandada pelo prefeito João Campos (PSB), que deve enfrentar a governadora Raquel Lyra (PSD) nas urnas pelo comando do estado.
Acusado de instrumentalização da polícia, o governo de Pernambuco negou e garantiu que o órgão tem autonomia. Mesmo assim, a oposição tem explorado o caso politicamente, para questionar a atuação da gestão.
A líder do governo na Casa de Joaquim Nabuco, deputada Socorro Pimentel (UB), disse já esperar que o clima seja mais intenso por ser um ano eleitoral. Ela garantiu, no entanto, que a base governista seguirá focada em trabalhar pela população e buscar manter o diálogo com a oposição.
“É importante salientar que não iremos permitir que os posicionamentos políticos partidários interfiram na relação de diálogo e de respeito que construímos junto aos deputados da oposição”, afirmou Socorro.
Já o deputado estadual Waldemar Borges (PSB) afirmou que mesmo enfrentando uma maioria da base do governo na Alepe, a oposição irá continuar atuando na denúncia do que considera que esteja acontecendo de errado no estado. Ele negou que o grupo esteja antecipando as eleições e afirmou atuar para desmentir essa tese.
“Não é de nós que tem partido um comportamento eleitoralista. Vamos seguir denunciando esses métodos de fake news. Pernambuco está sentindo e vendo o que é barulho e o que é entrega. Essas narrativas, o povo percebe e vê que não encontram respostas na realidade”, enfatizou o parlamentar.
Análise
A partir desse cenário, a cientista político Priscila Lapa avalia que o ano legislativo deve ter um forte protagonismo no processo eleitoral deste ano, principalmente no sentido de oposição às candidaturas.
“Sem sombra de dúvidas teremos um ano legislativo acirrado, com atuação politizada no sentido eleitoral. No Legislativo, inclusive, devem ser protagonistas os entes da oposição, para fazer o contraponto das candidaturas ao governo do estado”, observou.
Já o cientista político Felipe Ferreira Lima destacou que pedidos de impeachment podem servir como uma estratégia para dar visibilidade aos parlamentares que são pré-candidatos à reeleição ou eleição para um novo cargo.
“Hoje é usado como estratégia política para visibilidade de estratégia. Então, a oposição faz um pedido de impeachment com base em um caso para que aquilo repercuta. Na grande maioria das vezes, o próprio parlamentar sabe que aquilo não vai ter futuro, mas o faz para render uma narrativa para aquele campo de oposição”, explicou.
Os servidores do Governo do Distrito Federal perderão o direito de converter períodos não usufruídos da licença-prêmio em pecúnia devido à “reorganização financeira orçamentária” imposta pelo Palácio do Buriti para 2026. A medida consta em memorando da Secretaria de Economia enviado ao gabinete do governador Ibaneis Rocha (MDB) e obtido pelo portal Vero Notícias.
No documento, a pasta afirma que não há “disponibilidade orçamentária” para o pagamento do benefício e orienta que os pedidos não sejam deferidos neste ano eleitoral. A decisão, que diz se basear em critérios de “equilíbrio fiscal e contenção de despesas”, ocorre em meio ao escândalo BRB/Master, que poderá consumir recursos do governo regional.
A reportagem também apurou que a medida tem sido vista por servidores da própria Secretaria de Economia apenas como o “início dos cortes drásticos no orçamento público”.
MONTANHAS DA JAQUEIRA – Existe um ditado de que as maiores mentiras são cometidas depois das pescarias, antes dos casamentos e durante as guerras. Na verdade, a mentira tem pernas longas e cabeludas e caminha com botas de sete léguas.
A mentira matar da história é dizer que o Bem sempre vence. Taí Barrabás que não me deixa mentir. Barrabás vive.
O Véio do Pastoril encarnado cometeu uma mentira estelar ao protestar contra a captura do seu pareceiro o ditador narcoterrorista Nicolas Maduro e dizer que o Continente Latino-Americano é região de paz, porque aqui não exista bomba atômica nem litígio entre fronteiras nem guerras. A guerra existe, sim. São 7 milhões ou 8 milhões expatriados nas fronteiras, vítimas de perseguições, fome e torturas do regime. Falar em soberania em defesa do tirano assassino constitui um escárnio diante dos céus.
No passado, de 1864 a 1870, a guerra da Tríplice Aliança (Brazil, Argentina e Uruguai) contra o Paraguai foi mais que uma guerra, foi um massacre. O ditador Solano Lopez provocou o conflito e seu País foi destroçado. Estima-se a morte de mais de 300 mil paraguaios e outros 100 mil do lado da Aliança. Mudou para sempre a história do Paraguai.
Constitui uma mentira mastodôntica falar em primeira guerra mundial de 1914 a 1918 e segunda guerra mundial de 1945 a 1946. A humanidade adâmica sempre esteve em guerra desde os tempos primevos. Uma das primeiras guerras mundiais aconteceu na Antiguidade, entre gregos e troianos. A batalha foi desencadeada porque Páris, um príncipe de Tróia, raptou a Helena, mulher bela e saborosa, namorada de Menelau, rei dos gregos. O rei armou seus exércitos para vingar a desfeita. O “Cavalo de Tróia”, armadilha dos gregos, invadiu as muralhas do inimigo e trouxe Helena de volta para os braços do Rei Menelau, que voltou a gemer sem sentir dor.
O imperador mongol Gengis Khan comandou, no século XIII, várias primeiras guerras mundiais na China, Afeganistão, Irã, Rússia, o mundo conhecido na época. Atribui-se a ele o morticínio de mais de 37 milhões de criaturas. Precursor da guerra bacteriológica, espalhava cadáveres no campo dos inimigos para contaminar as cidades. Foi o maior conquistador de impérios da história da humanidade, de 20 milhões de km quadrados, mais que a extensão do Brazil. Gengis se autoproclamava, monocraticamente, “um flagelo de Deus”. O bicho era comunista antes de existir o comunismo.
Personagem mitológico, o Imperador francês Napoleão Bonaparte foi protagonista de várias guerras mundiais desde o início do século XIX na Europa. As guerras napoleônicas mudaram a geopolítica do poder no Continente e no mundo. Imbatível nos campos de batalha, Napoleão perdeu a guerra para o “general inverno” nas geleiras da Rússia em 1812. Foi vitorioso em mais de 60 batalhas revolucionárias na Europa. A maior derrota aconteceu na famosa Batalha de Waterloo. Exilado na ilha de Santa Helena, morreu em 1821.
Esta terra de Santa Cruz, a terra da verdadeira Cruz, está em guerra, com mais de 40 mil mortes violentas por ano e atolada até o pescoço na corrupção.
A governadora Raquel Lyra (PSD) atravessa, sem exagero, o período mais delicado de todo o seu governo e também de sua trajetória política. Em nenhuma das eleições que disputou, precisou lidar com tantos problemas graves ao mesmo tempo, atingindo áreas sensíveis da gestão e da credibilidade institucional.
O ponto mais contundente desse cenário é a decisão do Supremo Tribunal Federal que autorizou a Polícia Federal a atuar no caso da chamada polícia paralela em Pernambuco. A entrada da PF, somada às denúncias de espionagem ilegal reveladas pela imprensa, eleva o caso a outro patamar e coloca o governo sob suspeita nacional, com impactos políticos difíceis de conter.
Ao mesmo tempo, o escândalo envolvendo a empresa Caruaruense, ligada à família da governadora, expõe conflitos de interesse justamente em um setor sensível para a população. O desgaste aumenta com a tramitação de um pedido de impeachment na Alepe e a convocação do primo da governadora, atual secretário de Infraestrutura e Mobilidade, André Teixeira, para prestar esclarecimentos.
No campo social, o governo ainda enfrenta forte reação ao aumento das tarifas de transporte, chegando a recorrer à Justiça para elevar preços, enquanto se acumulam denúncias e irregularidades no setor. Soma-se a isso a demissão relâmpago do presidente da EPTI, Yuri Coreolano, após acusações de racismo e misoginia, evidenciando falhas graves na condução administrativa.
Por fim, episódios como duas viagens internacionais consecutivas sem a transmissão formal do cargo à vice-governadora, Priscila Krause, alimentam desconfiança política em um ambiente já contaminado por crises, incluindo o próprio Hospital do marido da vice-governadora.
O maior desafio de Raquel não é apenas administrar cada problema isoladamente, mas enfrentar o efeito cumulativo desse conjunto às vésperas das eleições. Quando as crises se sobrepõem, o tempo político encurta e a capacidade de recuperação se torna limitada. O que está em jogo agora não é apenas a agenda do governo, mas a própria sobrevivência política da governadora.
A VOLTA – Embora a Assembleia Legislativa retome os trabalhos hoje, esta e a próxima semana serão esvaziadas, devido ao carnaval que já está nas ruas de Olinda e do Recife Antigo. Tem deputado que ainda está em viagem e nem aí para a ordem do dia de matérias não votadas na convocação extraordinária de janeiro por ordem da governadora. Raquel confirmou sua presença na sessão de abertura da Casa e deve encaminhar as prioridades da sua gestão para o ano, especialmente o primeiro semestre, já que o segundo será perdido por causa da campanha eleitoral.
Gás do Povo – No Congresso Nacional, o ritmo não será diferente, mas o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), agendou a primeira sessão de votação para o início da noite de hoje e a expectativa é que os deputados votem a medida provisória do Gás do Povo. O programa oferece gratuidade no botijão de gás de cozinha (GLP) e pretende ampliar o atual Auxílio Gás, com uma nova modalidade do auxílio, direcionada para famílias inscritas no Cadastro Único, com renda igual ou inferior a meio salário mínimo. A medida precisa ser aprovada pelas duas Casas até o dia 11 de fevereiro para não perder a validade. A primeira sessão do ano do Senado ainda não foi convocada pelo presidente David Alcolumbre.
Letra morta – Embora a Câmara do Recife tenha dado andamento à análise de um pedido de impeachment contra o prefeito João Campos (PSB) após receber um parecer técnico da Procuradoria Legislativa, o processo vai virar letra morta porque o socialista conta com ampla maioria na Casa. A solicitação foi protocolada e está relacionada a controvérsias envolvendo um concurso público para o cargo de procurador do município. Entre os pontos questionados estão a nomeação em uma vaga reservada a pessoa com deficiência e mudanças no entendimento administrativo adotado pela gestão ao longo do processo.
Sócia de Flávio na CPI – Há um requerimento de convocação que chegará nesta semana à CMPI do INSS destinado a deixar tenso o agora candidato Flávio Bolsonaro. Segundo o jornal O Globo, trata-se de Letícia Caetano dos Reis, que vem a ser sócia-administradora do escritório de advocacia do Zero Um de Bolsonaro desde sua fundação, em 2021. Letícia é irmã de Alexandre Caetano dos Reis, sócio do Careca do INSS na empresa sediada nas Ilhas Virgens Britânicas e alvo de uma operação da PF por suspeita de lavagem no exterior do dinheiro das fraudes praticadas contra os aposentados.
Arrastão eleitoral – A presença do presidente Lula (PT) no Galo da Madrugada é um gesto do petista com o prefeito do Recife e pré-candidato a governador, João Campos (PSB). A programação ainda não está fechada, mas a princípio Lula deve chegar ao Recife e ir direto para a casa de João, para sair de lá em direção ao camarote oficial da Prefeitura no Galo. As atenções estarão voltadas exclusivamente para João, sinal de que não haverá palanque duplo no Estado. Raquel deve se abraçar com o candidato do PSD ou assumir uma postura de neutralidade, como fez na campanha de 22.
CURTAS
QUEIXOSA – No mesmo sábado do Galo, no final da tarde, Lula irá a Garanhuns para inaugurar um hospital filantrópico com o nome da sua mãe Dona Lindu. Por falar em Garanhuns, causou estranheza as queixas que a governadora levou ao ministro da Casa Civil, Rui Costa, quanto a uma inspeção no hospital da família da vice-governadora Priscila Krause.
INSPEÇÃO – A governadora ficou incomodada com a notícia de que o Ministério da Saúde pretende fazer uma inspeção na unidade hospitalar que tem como sócio o marido da vice-governadora. Embora seja privado, o hospital presta alguns serviços ao SUS e recebeu uma boa grana do Estado quando Raquel estava no exterior, repassada por Priscila.
SEM CHAPA – De olho numa vaga na Alepe, o ex-prefeito de Araripina, Raimundo Pimentel, que está sem partido, procura uma legenda para garantir seu retorno à Casa no lugar da esposa Socorro Pimentel, que sairá a federal. Ele queria se filiar ao Podemos, mas deve ficar no PSD, cuja chapa não somaria os votos que garantiriam seu mandato na contagem das sobras.
Perguntar não ofende: Qual vai ser a próxima topada de Raquel?
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, indicou o secretário de Política Econômica, Guilherme Mello, a uma das diretorias vagas no Banco Central (BC) desde 2025. O nome foi sugerido ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A informação foi confirmada ao Estadão por fontes próximas de Mello e Haddad. Procurados, eles não se manifestaram.
A eventual indicação ao cargo pelo presidente depende de aprovação do Senado, que vai sabatinar o economista após a formalização da indicação pelo Planalto. O Comitê de Política Monetária (Copom) é formado pelo presidente e diretores do Banco Central, que votam nas decisões sobre a taxa de juros.
A indicação de um economista do círculo de confiança dos petistas ocorre em meio à manutenção da taxa de juros em 15% ao ano pelo Copom. Mello foi um dos economistas que elaboraram o plano de governo de Lula junto à Fundação Perseu Abramo, ligada ao PT, nas eleições de 2022. O documento era crítico de aumentos na Selic pelo BC à época.
O economista foi anunciado à pasta por Haddad ainda na transição após a vitória sobre Bolsonaro. Ele manteve críticas aos juros quando representou o governo em eventos.
“É evidente que o nível de juros, da taxa de juros básica no Brasil, é restritivo e elevado e inibe não só a captação da caderneta de poupança como a própria concessão de crédito em diferentes modalidade, e dificulta o mercado de crédito imobiliário”, afirmou durante o evento CNN Talks, que discute o crédito para o Brasil.
O secretário é mestre em Economia Política pela PUC de São Paulo e Doutor em Ciência Econômica pela Unicamp, onde leciona e coordena o programa de pós-graduação em desenvolvimento econômico.
Entre suas linhas de estudo, segundo seu currículo, estão “políticas monetárias não convencionais”. É autor de teses como “A pós-grande indústria capitalista e a questão do valor: uma abordagem marxista” e a “Os derivativos e a crise do subprime: o capitalismo em sua quarta dimensão”, respectivamente, de mestrado e doutorado.
O PSOL Pernambuco divulgou nota reagindo à decisão do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) que manteve o aumento das tarifas de ônibus no Recife e na Região Metropolitana, apesar de questionamentos sobre a legalidade do reajuste. Para o partido, a medida beneficia empresas de transporte e penaliza a população que depende do sistema diariamente.
A legenda afirmou que o reajuste foi aprovado sem debate público, transparência ou cumprimento das normas legais, após a convocação de uma única reunião do Conselho Superior de Transporte Metropolitano (CSTM), realizada de forma remota e sem a apresentação prévia da documentação técnica.
Diante das irregularidades apontadas, o ex-vereador do Recife e pré-candidato ao Governo de Pernambuco pelo PSOL, Ivan Moraes, acionou o Ministério Público de Pernambuco (MPPE). Segundo ele, a passagem foi aumentada “por um conselho que não passa por renovação democrática há quase uma década” e a decisão “esvazia completamente a participação popular mínima prevista nas normas que criaram o Grande Recife”.
Em nota, o PSOL também critica a precarização histórica do transporte público na Região Metropolitana e afirma que seguirá mobilizado contra novos reajustes, defendendo a implementação do passe livre como alternativa ao atual modelo de mobilidade urbana.
A chuva forte que atingiu a Grande São Paulo neste domingo (1º) deixou ruas alagadas e invadiu casas em várias cidades. Em Itapecerica da Serra, a Avenida nove de Julho, uma das principais do bairro Parque Paraíso, ficou completamente embaixo d’água.
Perto de lá, moradores da rua Estados Unidos também registraram alagamentos à tarde. Em uma das imagens, é possível ver a casa de uma moradora completamente tomada pela enchente. As informações são do portal g1.
Segundo relatos, o problema é recorrente e acontece sempre que uma chuva cai no bairro. Foi a segunda enchente enfrentada na rua Estados Unidos nos últimos 17 dias, segundo a vizinhança.
O temporal também causou impacto na rodovia Régis Bittencourt, que ficou alagada no trecho entre os quilômetros 298 ao 286, no sentido São Paulo. O fluxo está sendo desviado pela faixa esquerda da pista sentido Curitiba. A concessionária Arteris diz que tem equipes atuando na limpeza da via para posterior liberação.
Na cidade de São Paulo, o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) alertou sobre a iminência de transbordamento do córrego ‘Morro do S’ na Avenida Carlos Caldeira Filho, esquina com a rua Joaquim Nunes Teixeira, no Campo Limpo, Zona Sul. O local é o mesmo onde um casal de idosos morreu há duas semanas, quando tiveram o carro arrastado pela enxurrada causada pelo transbordamento do mesmo córrego.
O CGE da prefeitura também emitiu alertas para transbordamento dos córregos Três Pontes, no Itaim Paulista, e do Córrego Mooca, na Vila Prudente — ambos na Zona Leste. Na mesma região, a rua Ataleia, na Penha, também ficou completamente alagada depois da pancada de chuva.
Vídeos gravados por moradores mostram lixo boiando na enchente, que impede a saída da população de casa. É o segundo alagamento intransitável registrado no local em apenas uma semana, apesar de obras de drenagem realizadas no ano passado.
Segundo a distribuidora Enel, a capital tinha cerca de 76 mil clientes sem energia elétrica às 18h16, incluindo imóveis residenciais e comerciais.
Estado de atenção
A chuva forte deixou todas as regiões de São Paulo em estado de atenção para alagamentos durante quase quatro horas na tarde deste domingo (1°), segundo o CGE. A situação mais grave foi nas zonas Norte e Leste, onde o aviso persistiu por uma hora a mais, até às 17h.
De acordo com o CGE, áreas de instabilidade formadas pelo ar quente e úmido estão provocando chuva com intensidade moderada a forte nesse momento também nos municípios de Cajamar, Santana de Parnaíba, Ibiúna, São Lourenço da Serra e Juquitiba, na Grande São Paulo.
“Essas áreas estão se deslocando rumo à Capital paulista. Há potencial para alagamentos e rajadas de vento que podem superar os 50 Km/h. O tempo fica instável durante toda a tarde”, afirmou o órgão.
A Defesa Civil também mandou alerta para os moradores do Centro e da Zona Sul de São Paulo alertando sobre a ocorrência de raios e granizo na tarde deste domingo (1°).
O ex-governador do Rio Grande do Sul e ex-senador Pedro Simon comemorou seu aniversário de 96 anos ontem (31), no Balneário Rainha do Mar, em Xangri-Lá, no Litoral Norte, reunindo familiares, correligionários do MDB e amigos. Em suas palavras, ele salientou ser preciso união da sociedade e elogiou a pré-campanha de Gabriel Souza ao governo do Estado nas eleições de 2026. “O período atual é de refazermos nossas raízes, reconstruir as balizas da nossa democracia. Estamos preparados, com firmeza, garra e vontade”, disse ele.
“Temos andado pelo Brasil, debatido com a sociedade e reconhecido que a hora é difícil e o momento é agora”. “O Rio Grande precisa dar as mãos, debater, discutir e encontrar uma plataforma de programa, de avanço, de alegria e entendimento”. Segundo ele, a proposta é reunir a sociedade “em torno do fogo”, como na tradição gaúcha, para analisar erros, desvios e traçar um caminho de paz e desenvolvimento, colocando o Estado acima de disputas pessoais.
“Nós acreditamos no Rio Grande e acreditamos no nosso partido”, disse ele. Ainda, criticou as fraudes que envolvem o Banco Master. “Fico nervoso até de falar. Parece que o que aconteceu, eles aprenderam a fazer no banco com mais capacidade e mais irresponsabilidade. Ninguém pode lavar as mãos sobre as coisas que estão acontecendo. É com todos nós. Não sei como eles têm coragem”.
Um mapeamento da Secretaria de Defesa Social (SDS) revela que 57% das mortes violentas intencionais em Pernambuco ocorreram em apenas 14 municípios. Os dados, referentes a 2025, reforçam a necessidade de intensificação das ações policiais nesses territórios, além da participação das prefeituras em iniciativas de prevenção cidadã.
Oficialmente, 3.132 mortes foram contabilizadas pela polícia no ano passado. A taxa foi de 32,76 vidas perdidas por 100 mil habitantes, a menor da série histórica iniciada em 2004. O Recife concentrou o maior número de assassinatos: 573. Os outros municípios, na sequência, foram Jaboatão dos Guararapes, Petrolina, Cabo de Santo Agostinho, Olinda, Paulista, Caruaru, Camaragibe, São Lourenço da Mata, Goiana, Vitória de Santo Antão, Ipojuca, Moreno e Igarassu. Juntos, os 14 representam só 8% do total de cidades pernambucanas. As informações são do Jornal do Commercio.
As estatísticas englobam os homicídios dolosos, latrocínios, feminicídios, lesão corporal seguida de morte e os óbitos decorrentes de ações policiais. Em 2025, o Estado teve redução de 9,5% nas mortes em comparação com o ano anterior, mas ainda longe da meta do Juntos pela Segurança.
Questionada sobre a concentração de mais da metade das mortes em apenas 14 cidades, a SDS afirmou, em nota, que “vem desenvolvendo um trabalho contínuo e estratégico nos municípios que apresentam os mais altos índices de violência, por meio da atuação integrada de suas operativas”.
A pasta estadual disse que, no comparativo entre 2025 e 2024, os dados demonstram resultados positivos em nove dos 14 municípios. “Recife, Jaboatão dos Guararapes, Olinda, Cabo de Santo Agostinho, Caruaru, Paulista, São Lourenço da Mata, Camaragibe e Igarassu apresentaram redução nos índices de violência, reflexo direto do planejamento operacional, do reforço do policiamento, das ações de inteligência e da integração entre as forças de segurança”, afirmou.
Em relação às outras cinco cidades, a SDS declarou que está fortalecendo as operações integradas e adotando estratégias específicas para o enfrentamento da criminalidade.
Redução de mortes longe da meta
A meta do programa Juntos pela Segurança é de reduzir em 30% as mortes violentas intencionais no final de 2026, comparando com o resultado acumulado em 2022 — ano anterior à gestão da governadora Raquel Lyra.
Pernambuco registrou 3.427 mortes violentas intencionais em 2022. Para que a meta seja cumprida, o Estado precisará encerrar 2026 com, no máximo, 2.399 pessoas assassinadas.
Na última terça-feira (27), o Estado não registrou mortes. Em um espaço de pouco mais de três meses, essa foi a segunda vez que o governo anunciou o “dia zero” de homicídios. Anteriormente, isso ocorreu em 15 de outubro de 2025.