A Prefeitura do Brejo da Madre de Deus, através da Secretaria de Cultura, Turismo e Desenvolvimento Econômico, divulgou a programação de shows da Semana Santa 2023. As apresentações vão acontecer nos dias 07 e 08 de abril em Fazenda Nova.
A tradicional encenação da ‘Paixão de Cristo’ será encenada entre os dias 01 e 08 de abril, no maior teatro ao ar livre do mundo. Além da encenação, também haverá uma agenda de shows que contará com Priscila Senna, Cavaleiros do Forró, Thayse Dias, Forró de Verdade e artistas locais, que se apresentarão no polo cultural.
Na sexta-feira acontece o show de Priscila Senna, uma das vozes mais conhecidas em Pernambuco. A Musa, como é conhecida a cantora, é dona de grandes músicas como ‘Alvejante’, sucesso cantado em parceria com Zé Vaqueiro, ‘O choro é livre’, ‘Agora eu sei’, além de muitos outros. É a primeira vez que a artista se apresenta no município, na mesma noite também acontece a apresentação da banda Forró de Verdade.
No sábado, a festa ficará por conta da cantora Thayse Dias e Cavaleiros do Forró, donos de grandes sucessos como: ‘Volta’, ‘Vá dar trabalho a outro’, ‘Brinquedo de amor’, ‘Caba safado’, entre outros. Além da programação do palco principal, haverá também o polo cultural, novidade para este ano.
A picape média Ram Dakota chegou aos concessionários da marca em janeiro de 2026. Mesmo assim, rapidamente conquistou espaço em um segmento tradicional e, no acumulado de janeiro a julho, já aparece entre os modelos mais vendidos da categoria. Foram 2.566 unidades emplacadas no período, à frente de concorrentes tradicionais como Volkswagen Amarok e Nissan Frontier. Ainda está, porém, distante das três líderes do mercado: Toyota Hilux, com 25.933 unidades; Ford Ranger, com 19.261; e Chevrolet S10, com 16.588. Juntas, elas respondem por quase 75% do segmento.
Os compradores de picapes médias são, em geral, mais conservadores do que os consumidores de automóveis. Valorizam marca, confiabilidade, capacidade de trabalho e, claro, valor de revenda. Mas isso não significa que rejeitem novidades. Desde que sejam interessantes. É justamente na avaliação do conjunto de benefícios oferecidos ao comprador que a Dakota começa a surpreender. A picape tem uma relação entre preço e equipamentos bastante competitiva e, em vários aspectos, oferece mais que concorrentes tradicionais, como a Hilux.
A coluna testou durante uma semana a Dakota na versão Laramie. É uma picape média de cabine dupla, construída sobre chassi, com motor turbodiesel, câmbio automático e tração 4×4. Tem boa capacidade de carga, de até 1.020 kg, e pode rebocar até 3,5 toneladas. Sua proposta está claramente mais próxima da tradição das picapes de trabalho do que de modelos destinados prioritariamente ao uso urbano. Não é uma picape de grandes dimensões, como a Ram 2500, nem utiliza a construção monobloco da Rampage. E pode funcionar como uma porta de entrada para quem deseja ingressar no universo das picapes a diesel da Ram.
Atributos – Mas será que esses atributos são suficientes para convencer o consumidor a mudar de marca? Aí, só o tempo dirá. Afinal, só daqui a alguns anos será possível avaliar com precisão a depreciação, o custo de manutenção e a liquidez da Dakota no mercado de usados. Para quem utiliza a picape como ferramenta de trabalho, também será necessário observar sua durabilidade e os custos de operação ao longo do tempo.
Por enquanto, a Dakota entra na disputa com uma combinação interessante: motor 2.2 turbodiesel de 200 cv e 45,9 kgfm de torque, câmbio automático de oito marchas e tração 4×4 com reduzida e bloqueio do diferencial traseiro. É uma receita que reforça sua capacidade para enfrentar terrenos de baixa aderência e situações de uso mais severo. O sistema de tração pode distribuir automaticamente o torque entre os eixos de acordo com as condições de aderência. O motorista também pode selecionar diferentes modos de funcionamento, incluindo 4×2, 4×4 e 4×4 com reduzida.
A escolha é feita por meio de um comando giratório localizado no console central, próximo ao seletor do câmbio. Este, por sua vez, é do tipo joystick e retorna automaticamente à posição P (Park) quando a picape é desligada. Para uso fora de estrada, a Dakota Laramie ainda oferece bloqueio mecânico do diferencial traseiro, acionado por um botão no console central. Há também quatro modos de condução: Normal, Sport, Snow (neve) e Sand/Mud (areia/lama). A direção tem assistência elétrica e três níveis de peso — leve, normal e firme — que podem ser escolhidos pelo motorista.
Equipamento x preço – A versão testada, a Laramie, é a mais sofisticada da linha e tem acabamento externo com detalhes cromados. Seu preço parte de R$ 323 mil na cor preta; outras opções de pintura acrescentam R$ 2 mil. Mesmo nessa faixa de preço, a Dakota entrega equipamentos que, em algumas concorrentes, aparecem apenas nas versões mais caras. Entre eles estão a central multimídia de 12,3 polegadas, ar-condicionado de duas zonas com saída para os passageiros traseiros, bancos revestidos em couro, controle adaptativo de velocidade, frenagem autônoma de emergência, monitoramento de ponto cego, assistente de permanência em faixa e alerta de tráfego cruzado.
O ar-condicionado pode ser comandado tanto pela central multimídia quanto pelos controles físicos no painel — uma solução simples, mas que facilita a operação durante a condução. A Dakota não tem o motor mais potente do segmento. Seu 2.2 turbodiesel produz 200 cv, potência semelhante à de boa parte das concorrentes, embora existam diferenças importantes entre elas. A Ford Ranger V6, por exemplo, é uma exceção, com 250 cv e 61,2 kgfm. A Chevrolet S10 também se destaca pelo torque de 52 kgfm. Em consumo, a Dakota apresenta números competitivos: 9,7 km/l na cidade e 10,8 km/l na estrada, segundo os dados oficiais. Seu desempenho também é adequado à proposta: acelera de 0 a 100 km/h em 9,9 segundos e atinge 180 km/h. Portanto, a Dakota não tenta necessariamente vencer as concorrentes em potência, consumo ou desempenho. Seu argumento é outro: reunir capacidade de trabalho, tecnologia, acabamento e imagem de marca em um único produto.
Irmã da Fiat Titano? – A Dakota compartilha boa parte da base mecânica com a Fiat Titano, outro modelo do grupo Stellantis. As duas utilizam o motor 2.2 turbodiesel de 200 cv e 45,9 kgfm e têm proposta semelhante de utilização fora do asfalto. Isso poderia fazer algum interessado desistir da Ram? É possível. Mas a marca tem um argumento que não aparece na ficha técnica: imagem e percepção de prestígio. A Dakota também se diferencia pelo acabamento, pelo nível de equipamentos e pela experiência proporcionada ao motorista. Por outro lado, a pouca história da Ram nesse segmento específico e o valor de revenda ainda desconhecido são pontos que podem pesar contra o modelo para o consumidor mais conservador.
E mais
Equipamentos — A caçamba é revestida, tem iluminação interna e terceira luz de freio em LED. Há ainda ganchos de carga e capota marítima. A tampa traseira é amortecida e possui trava elétrica.
Conjunto óptico — A Laramie possui uma barra frontal de LED que une os faróis e apresenta uma animação ao travar ou destravar a picape. As luzes indicadoras de direção também são dinâmicas, tanto na dianteira quanto na traseira.
Central multimídia — A tela de 12,3 polegadas oferece Apple CarPlay e Android Auto sem fio, navegação embarcada, páginas específicas para uso fora de estrada e assistente virtual.
Câmeras — O sistema de câmeras 540° permite visualizar a picape de cima e em perspectiva tridimensional. Há ainda a possibilidade de tornar virtualmente transparente a carroceria para visualizar obstáculos que estejam sob o veículo.
Segurança — A Dakota Laramie tem seis airbags, freios a disco ventilados nas quatro rodas e controle eletrônico de estabilidade, além de assistentes de rampa e de descida. O freio de estacionamento é eletrônico e há sensores de chuva e crepuscular e retrovisor interno eletrocrômico. Os retrovisores externos têm rebatimento elétrico e desembaçador.
Conveniência — São três portas USB, sendo duas do tipo C e uma do tipo A. Há também carregador de smartphone por indução com sistema de refrigeração integrado.
No fim das contas, a Dakota não precisa ser a picape mais potente, mais econômica ou mais vendida para justificar sua existência. Seu trunfo está justamente na combinação de atributos que oferece: é uma picape de trabalho, mas não abre mão de conforto; tem capacidade para o fora-de-estrada, mas oferece bom nível de tecnologia; e tenta conquistar um público tradicional com uma marca que carrega forte apelo entre os admiradores de picapes. Enfim: para quem procura uma média a diesel 4×4 e está disposto a olhar além das escolhas tradicionais, a Dakota Laramie tem argumentos suficientes para entrar na lista de opções.
Conheça a VW Tukan, a rival da Toro – A Volkswagen anunciou que abriu as vendas para um novo capítulo na história das picapes da marca. Ela anunciou a inédita Tukan, em dose dupla: uma com configuração de cabine simples e outra com cabine dupla. “As picapes dobraram sua participação no mercado brasileiro na última década. E a Tukan abre uma nova frente para a Volkswagen do Brasil”, comentou Ciro Possobom, presidente e CEO da Volkswagen do Brasil.
A estreia da Tukan e o início da ofensiva de picapes integram a estratégia de 21 novos lançamentos da Volkswagen para a América do Sul até 2028, sustentada por um investimento de R$ 20 bilhões na região. Produzida em São José dos Pinhais (PR), a nova picape será lançada oficialmente no mercado brasileiro no primeiro semestre de 2027. A Tukan inaugura um segmento até então inédito para a marca no Brasil. A VW não é neófita: ao longo de seus 73 anos por aqui, participou de diferentes momentos da mobilidade e do desenvolvimento brasileiro. Parte dessa história foi construída com veículos que ajudaram a transportar pessoas, cargas, negócios e a produção pelo Brasil.
E as picapes têm protagonismo nessa trajetória. Tudo começou em 1967, com a Kombi Pick-up, que levou a reconhecida versatilidade do utilitário para o transporte de cargas. Em 1982, chegou a Saveiro. Nascida da família Gol, há mais de quatro décadas a picape carrega o Brasil e acompanha diferentes gerações no trabalho e no lazer. Hoje, segue como a picape mais longeva do mercado nacional, acumulando 44 anos de produção ininterrupta. A história ganhou uma nova dimensão em 2010, com a Amarok, que levou a Volkswagen ao universo das picapes médias.
Duas cabines, duas missões – Um dos maiores desafios para o time de design foi desenvolver duas Tukan com propostas distintas sobre uma mesma base e, ao mesmo tempo, preservar uma identidade claramente reconhecível entre elas. Na dupla, a vocação para diferentes momentos de utilização. Já na cabine simples, a grande surpresa da família Tukan revelada em Barretos, a função assume ainda mais protagonismo. Cabine mais curta e caçamba mais longa deixam evidente sua proposta voltada ao trabalho. Antes da estreia comercial, a plataforma da Tukan já passou dos 2 milhões de quilômetros rodados em testes. E o programa de desenvolvimento inclui uma iniciativa inédita para a Volkswagen do Brasil: clientes participam de avaliações de uma picape em condições reais de uso, levando o produto para a realidade de quem efetivamente utiliza esse tipo de veículo no dia a dia.
Vem aí o Corolla de 304 cavalos – A Gazoo Racing confirmou a chegada do novo GR Corolla no Brasil. Ele desembarcará por aqui com visual renovado e o motor 1.6 turbo de três cilindros aprimorado — com 304 cv de potência e 40,8 kgfm de torque, sempre associado ao câmbio manual de seis marchas. O público poderá conferir a novidade em primeira mão no estande da Gazoo no Festival Interlagos 2026, que termina neste domingo (30/8) em São Paulo.
O espaço da marca no evento ainda contará com exibição do GR Yaris, hot hatch lançado aqui em março deste ano, e de um Stock Car da equipe oficial da marca na principal categoria do automobilismo brasileiro. Para além das exibições estáticas, o público poderá sentir a pura adrenalina da pista ao acelerar o Corolla Sedan GR-Sport e o Corolla Cross GR-Sport em um test-drive no lendário circuito de Interlagos.
Ambos os modelos contam com calibração de chassi e suspensão ajustadas pela divisão de competição da marca, garantindo uma dinâmica de condução esportiva e precisa, diretamente conectada às raízes de alta performance da Gazoo Racing. A Lexus, marca de luxo do Grupo Toyota, levará para seu estande o RX 500h F-Sport, modelo topo de linha da marca no mercado brasileiro; o RZ 500e, primeiro modelo 100% elétrico do portfólio no país, além de a nova geração do ES, que teve a chegada confirmada nas versões híbrida e elétrica até o fim deste ano.
Tiggo 7 muda visual. Confira preços – A Caoa Chery acaba de apresentar o novo Tiggo 7, uma espécie de best-seller da marca no Brasil. Além da atualização visual, o SUV promete melhorias na calibração, no desempenho, em tecnologia e em conforto e segurança. O modelo já mais de 110 mil unidades produzidas em Anápolis (GO), tornando-se um dos principais sucessos da empresa no Brasil. Para marcar a sua chegada, o novo Tiggo 7 Sport será oferecido por R$ 140 mil; o Tiggo 7 Pro chega por R$ 170 mil — pelo menos, até ontem (29/8). O novo Tiggo 7 recebe mudanças significativas na dianteira e na traseira, com novos para-choques, faróis, lanternas e rodas de 18” no Sport e 19” no Pro.
As dimensões também foram ampliadas: são 4.553 mm de comprimento, 53 mm a mais, e 1.862 mm de largura, aumento de 20 mm. O porta-malas passa a oferecer 565 litros. Na cabine, a transformação é completa. O destaque é o novo cockpit digital integrado de 24,6 polegadas, formado por duas telas de 12,3”, além do novo console central, novo volante multifuncional e novos bancos dianteiros. O modelo também ganha maior refinamento acústico com para-brisa Silent Glass, GPS off-line nativo e novas soluções de conforto. O motor do Tiggo 7 Sport, turbo, foi otimizado para entregar 143 cv e 22,8 kgfm de torque, permitindo aceleração de 0 a 100 km/h em 9,92 segundos — ou 0,71 segundo mais rápido que o modelo anterior. A versão também passa a oferecer ventilação para o banco do motorista. Já o 7 Pro mantém o turbo de 180cv e 28 kgfm, com aceleração de 0 a 100 km/h em 8,27 segundos – mas ganha câmera 540°, sistema de som Sony com 8 alto-falantes, teto solar panorâmico, porta-malas elétrico, ar-condicionado dual zone com proteção N95 e pacote completo Adas.
Toda a linha passa a contar com 7 airbags de série, incluindo o airbag central entre os bancos dianteiros. As novas versões Sport e Pro passam a integrar o portfólio ao lado do recém-lançado Tiggo 7 PHEV, ampliando o alcance da família Tiggo 7. As versões têm diferentes propostas de motorização, tecnologia, equipamentos e posicionamento de preço. Em tese, a linha passa a atender desde o consumidor que busca uma relação altamente competitiva entre espaço, equipamentos e preço até aquele que procura mais tecnologia, desempenho ou uma solução híbrida plug-in.
Vêm aí a nova F-150 Raptor e o novo Mustang GT – A Ford apresentou no Festival Interlagos, em São Paulo, dois veículos que chegarão em breve ao Brasil: a inédita F-150 Raptor e o Mustang GT Performance 2026. Os modelos são exibidos em primeira mão para o público no evento que vai até 30 de agosto. Outra novidade exibida pela Ford no festival é o Mustang Dark Horse SC. Revelado pela Ford Racing no começo do ano em Detroit, a versão especial do esportivo tem motor V8 Supercharged de 795 cavalos e várias tecnologias compartilhadas com o Mustang GT3 e o Mustang GTD — como freios Brembo de carbono-cerâmica e rodas de fibra de carbono, que o aproximam ainda mais de um carro de pista sem perder a homologação para as ruas.
O Mustang GT Performance 2026 chega como nova opção do esportivo ao lado do Dark Horse. Equipado com motor V8 5.0 Coyote de 492cv, transmissão automática de 10 marchas e freios Brembo de alta performance na dianteira e na traseira, ele se diferencia no visual pelos elementos escurecidos na carroceria — incluindo rodas, emblemas, teto, retrovisores e aerofólio.
“O Mustang GT Performance de sétima geração chegou ao Brasil em 2024, com o motor Coyote V8 mais potente já usado em um Mustang GT. O novo GT Performance 2026 leva adiante esse legado, com um desempenho empolgante e visual único, como os fãs do ícone esperam a cada nova edição”, diz Marcel Bueno, diretor de Marketing da Ford América do Sul.
O executivo destacou o foco renovado da Ford nas competições, com a volta à Fórmula 1 este ano e à categoria de Hypercars em Le Mans em 2027. A F-150 Raptor chega ao Brasil no começo de 2027, dando continuidade à trajetória de sucesso da picape esportiva com recursos inéditos off-road que revolucionou o segmento em todo o mundo. Equipada com motor V6 3.5 EcoBoost Biturbo e suspensão com amortecedores FOX Racing, ela amplia ainda mais o legado de história e paixão das picapes Série F.
A chegada dessas novas versões da F-150 e do Mustang dá continuidade à renovação do portfólio da marca, que tem sido bem recebida pelo mercado e trazido um desempenho de vendas acima da indústria nos últimos anos. No primeiro semestre de 2026, a Ford cresceu mais de 21%. O principal destaque foi a Ranger, que assumiu a liderança do segmento de picapes médias em julho, com mais de 25% de participação. No acumulado do ano ela cresceu quase 7%, bem acima da média de pouco mais de 1% do segmento.
GWM apresenta Tank 400 – Para celebrar um ano de produção no Brasil, a GWM foi ao Festival Interlagos – que acaba neste domingo (30/8) – com um portfólio completo. A montadora fez, por exemplo, a avant-première do SUV Tank 400. E ainda fez a estreia da nova submarca off-road com a série limitada Tank 300 TerraForce e a tecnologia do primeiro caminhão a hidrogênio a realizar transporte de carga no Brasil. O Tank 400 é SUV de luxo com lançamento oficial e início de vendas confirmados para o segundo semestre de 2026. O modelo chega equipado com conjunto híbrido plug-in flex acoplado à transmissão automática de 9 velocidades com conversor de torque.
O grande diferencial do modelo está na arquitetura Hi4-T. Diferentemente dos híbridos urbanos convencionais, que costumam utilizar motores elétricos independentes no eixo traseiro para simular a tração integral, o Tank 400 preserva a construção sobre chassi com tração mecânica via eixo cardã. Nesse arranjo, o motor a combustão e o motor elétrico trabalham integrados, enviando o torque mecanicamente às quatro rodas para garantir tração máxima em terrenos severos. O conjunto conta ainda com reduzida e bloqueios eletrônicos de diferencial dianteiro e traseiro, o que permite manter a tração e desatolar o veículo mesmo que três rodas percam completamente a aderência.
“O Tank 400 vai surpreender o segmento de SUVs de luxo no Brasil. Ao unir a eficiência da tecnologia híbrida plug-in flex com a robustez mecânica da arquitetura Hi4-T, entregamos um veículo capaz de oferecer alto requinte no uso urbano e capacidade off-road extrema para os desafios mais exigentes”, destaca Diego Fernandes, diretor de Operações da GWM Brasil.
A GWM também faz a primeira apresentação ao público do Tank 300 TerraForce, modelo que oficializa a chegada de sua nova submarca 4×4 ao mercado nacional. A série especial é limitada a 300 unidades e traz um pacote estético e funcional construído sobre a versão híbrida PHEV flex de 394 cv. O veículo recebeu rack de teto para expedições, rodas com design exclusivo e emblemas personalizados. Os bancos dianteiros ganharam ventilação no encosto, que se soma à ventilação nos assentos do GWM Tank 300 tradicional, enquanto o banco do motorista passou a contar com oito modos de massagem, contra apenas seis da versão convencional.
Caminhão a hidrogênio – A GWM também usou o Festival Interlagos para promover o primeiro caminhão movido a célula a combustível de hidrogênio (FCEV) a rodar no Brasil. O veículo fez a sua estreia em operação real ao transportar parte da frota da marca apresentada no evento, realizando o primeiro frete de carga da história da América Latina com essa tecnologia. O caminhão gera sua própria energia a bordo por meio da reação entre o hidrogênio armazenado e o oxigênio do ar, emitindo exclusivamente vapor d’água. O conjunto entrega expressivos 400 kW (544cv) de potência e 234,53 kgfm de torque, alimentado por tanques de fibra de carbono para até 40 kg de hidrogênio a 350 bar e uma bateria de 105 kWh. O modelo entrega autonomia de até 500 km, suporte a operação contínua por mais de dez horas e reabastecimento em poucos minutos.
Yamaha e a série limitada da R1 GYTR – A Yamaha Motor do Brasil acaba de anunciar a chegada ao país da série limitada da R1 GYTR, moto de uso exclusivo em pista concebida para colocar nas mãos de pilotos profissionais e amadores a mesma base técnica utilizada nas competições de mais alto nível. As unidades desta edição especial são importadas oficialmente pela marca e preparadas em parceria com a equipe JDM78, responsável por toda a customização. A iniciativa é conduzida em formato de venda casada: cada motocicleta é comercializada já acompanhada da preparação assinada pela JDM78, que aplica acabamentos e componentes de competição adicionais às unidades trazidas pela Yamaha.
A configuração base da R1 GYTR by JDM78 tem preço de R$ 278 mil. No momento há algumas unidades disponíveis para entrega imediata no Brasil. O modelo tem motor de 4 tempos de 998cc e integra a linha GYTR (Genuine Yamaha Technology Racing), construída com especificações de corrida testadas e desenvolvidas a partir das motocicletas da marca vencedoras no WorldSBK. A R1 GYTR conta com carenagem de competição em fibra de vidro e carbono; nova geração de suspensão dianteira invertida KYB de 43 mm, com ajustes independentes de compressão e retorno; sistema de freios dianteiro Brembo, com cilindro-mestre e pinças Stylema combinadas a pastilhas de competição Z04; linha de escape Akrapovic Race em titânio, com sistema de silenciador central; e o pack eletrônico GYTR, que permite configurar com precisão o controle de deslizamento da roda, elevação, efeito do freio-motor e conta com emulador de ABS para desativar o sistema em pista. Por se tratar de uma motocicleta voltada exclusivamente à competição, a R1 GYTR não é passível de emplacamento e seu uso é restrito a circuitos fechados, áreas privadas e eventos específicos em que a participação com veículos não matriculados seja permitida. O modelo está disponível exclusivamente pela equipe JDM78.
Scooter Yadea GS70 Pro chega ao Brasil – Apresentada no Festival Interlagos 2026, a scooter elétrica GS70 Pro combina tecnologia, conectividade e segurança. Com torque de 10.7kgfm, suspensão calibrada para as vias brasileiras e rodas de 12” e 10”. O modelo é equipado com tecnologias avançadas de controle e pilotagem. O painel TFT com navegação, GPS, aplicativo e Bluetooth amplia a experiência conectada. A versão apresentada tem motor de 1.000 W, bateria de 60 V/30 Ah e autonomia de até 70 km. A Yadea é líder mundial em mobilidade elétrica de duas rodas apresentou também no evento o modelo GT80, com foco em design moderno, alta autonomia e conectividade inteligente. Ele tem motor de 5.000 W e autonomia que pode chegar a 170 km por carga.
Os detalhes da série especial 85 Anos da Jeep – A Jeep aproveitou a presença no Festival Interlagos, que acaba neste domingo (30), em São Paulo, para mostrar a série especial que celebra o aniversário de 85 anos da marca. Além do novo Avenger, a série é complementada por Renegade, Compass e Commander. O primeiro, por exemplo, chega com teto bicolor preto, rodas Preto Opaco e emblemas comemorativos. modelo E conta ainda com faróis Matrix, câmera 360°, rodas aro 18”, grade iluminada, sensor de estacionamento frontal e Jeep Adventure Intelligence com assistente de voz ChatGPT embarcado.
No interior, a nova versão do Avenger recebe acabamentos em Mayan Gold, que oferece toque mais sofisticado nas costuras de bancos, etiquetas e demais detalhes do painel. As edições de Renegade, Compass e Commander também contam com itens exclusivos, como a grade e a placa de proteção em Preto Onyx, no Compass, e em Dark Chrome, no Commander. Por sua vez, os logos escurecidos em preto brilhante são exclusivos no Commander. Internamente, as versões recebem volante preto, acabamento em preto na manopla de câmbio e costuras em Mayan Gold no painel de portas, painel e assentos. Acabamentos em suede também ampliam o caráter especial da série, no Commander. A edição 85 Anos terá um número limitado e exclusivo de até 500 unidades, dependendo do modelo. Nos casos do Jeep Avenger, Renegade e Compass, a base é a versão Longitude. No caso do Jeep Commander, será a versão Limited. Todos os modelos da série especial estarão disponíveis em setembro, em todas as concessionárias do Brasil.
Quando o carro é uma fonte portátil de energia – A chinesa Leapmotor, do grupo Stellantis, acaba de lançar um adaptador V2L (Vehicle-to-Load). O acessório transforma qualquer modelo da marca em uma fonte portátil de energia, ampliando as possibilidades de uso da bateria em atividades cotidianas, viagens, momentos de lazer e situações emergenciais. A tecnologia V2L permite o uso da energia armazenada na bateria do Leapmotor para alimentar dispositivos externos.
Dessa forma, o cliente pode conectar celulares, notebooks, modens Wi-Fi, projetores de imagem, equipamentos de som, fogão elétrico, sistemas de iluminação portátil e outros equipamentos elétricos diretamente ao veículo. A solução — disponível nas concessionárias da marca — proporciona mais liberdade para trabalhar remotamente, realizar atividades fora de casa, aproveitar viagens e acampamentos ou manter itens essenciais em funcionamento durante uma queda pontual de energia. O uso é prático. Primeiro, o cliente conecta o acessório à interface de energia do veículo. Em seguida, liga o equipamento elétrico compatível à tomada disponível no adaptador. A funcionalidade V2L é ativada automaticamente e o veículo passa a fornecer energia, sempre dentro dos limites técnicos do sistema.
Mecânica de garagem em carro moderno: paixão e prejuízo – Durante gerações, passar o fim de semana na garagem com o pai para mexer no carro, abrir o capô e tentar diagnosticar barulhos foi uma tradição comum entre brasileiros. No entanto, a rápida evolução da engenharia automotiva transformou essa tradição em risco. Hoje, a manutenção preventiva e corretiva depende diretamente de diagnósticos precisos e equipamentos especializados. A Niterra, detentora das marcas NGK e NTK, destaca as principais ameaças das manutenções caseiras.
1 – O avanço da tecnologia dos componentes automotivos ampliou o valor agregado dos componentes. Qualquer dano a injetores de combustível e sensores modernos, por exemplo, pode representar um prejuízo importante. A eletrônica presente nos veículos, levou a necessidade de uso de equipamentos de diagnósticos e uso de scanners modernos, muitas vezes sendo necessário a desmontagem de travas e chicotes elétricos. Por isso, a Niterra recomenda que qualquer reparo seja realizado por um mecânico profissional, em ambiente adequado e com as ferramentas corretas para o trabalho.
2 – Identificar o problema de um carro moderno baseando-se apenas na intuição e em conteúdo da internet é praticamente impossível. Conteúdos de internet podem ser superficiais ou apresentar uma simplificação nos testes e edição, não representando todas as fases do diagnóstico e testes envolvidos, bem como raciocínio lógico do diagnóstico. Sem equipamentos essenciais como scanners automotivos, osciloscópios, esquemas elétricos e a verificação de sensores e atuadores do sistema, somado à interpretação de um profissional, corre-se o risco de trocar peças em bom estado e não resolver a falha real.
3 – O sistema de ignição e o gerenciamento eletrônico trabalham em conjunto com a calibração do motor utilizando sensores de alta precisão. Intervenções inadequadas podem afetar diretamente o desempenho do veículo, resultando em quebras inesperadas que podem levar a custos mais altos no seu reparo.
4 – A manutenção preventiva com profissional especializado e os recursos adequados é sempre o melhor caminho. Esperar o componente quebrar ou tentar uma solução caseira pode representar transtornos na rotina e, no caso de motoristas profissionais, como entregadores, motoristas de aplicativos e taxistas, perda direta de faturamento, devido a imobilização do veículo.
“A paixão por carros deve permanecer presente entre as gerações, mas os automóveis modernos contam com uma arquitetura eletrônica complexa. Tentar solucionar problemas na garagem com base em tutoriais de internet ou sem equipamentos e ferramentas adequadas pode comprometer todo o sistema e levar a custos desnecessários devido ao reparo inadequado”, destaca Hiromori Mori, consultor de Assistência Técnica da Niterra.
5 – Quando e como realizar a manutenção adequada? A manutenção preventiva do veículo deve ser um hábito contínuo, pautado pelas especificações do manual do proprietário e pelo plano de revisões estabelecido pela montadora. Em vez de aguardar o surgimento de falhas visíveis, falhas de funcionamento ou barulhos no motor, o condutor deve respeitar os intervalos de tempo e de quilometragem indicados pelo fabricante para a checagem de itens de alto desgaste. Esse comportamento garante a eficiência do sistema de ignição e do gerenciamento eletrônico. A revisão deve ser feita por uma oficina mecânica qualificada, com as ferramentas adequadas, profissionais especializados e utilizando componentes de alta qualidade.
É possível analisar o estado de componentes, identificando os sinais de desgastes possibilitando a troca do componente antes da ocorrência de uma quebra ou agravamento da situação. “A paixão pelos carros não mudou, mas sim a forma de cuidar deles. Transmitir esse carinho para as próximas gerações significa priorizar a segurança, a manutenção preventiva e a confiança em oficinas e profissionais qualificados”, complementa Hiro. Quando o diagnóstico técnico indicar a necessidade real de substituição de peças, a escolha do componente de reposição torna-se decisiva para a longevidade e o desempenho do veículo.
Renato Ferraz é especializado em jornalismo automobilístico. Além da coluna “De Bigu com a Modernidade”, também assina a “Multieixos”, no Correio Braziliense.
A produtora Karina Ferreira da Gama, dona da Go Up Entertainment, adiou para a semana que vem a entrega para a Polícia Federal de documentos sobre o filme Dark Horse. O motivo, segundo ela, é que o levantamento de dados e documentos ainda está em curso e não foi possível terminá-lo a tempo de encaminhar nesta semana.
É possível que seus advogados peçam formalmente um prazo suplementar para o encaminhamento de dados. A Polícia Federal procurou a produtora pedindo que ela contribuísse voluntariamente com informações sobre o filme. As informações são da CNN Brasil.
O e-mail, segundo relatos, foi encaminhado há uma semana, no dia 18 de agosto, por um delegado da Polícia Federal lotado em Brasília, ao qual foi anexado um ofício detalhando o pedido.
Nele, é solicitada “a apresentação voluntária da documentação comprobatória da produção cinematográfica”, como faturas pagas, invoices realizados dentro e fora do país, contratos, aditivos, demonstração de despesas, comprovantes das origens dos recursos empregados e dos financiamentos.
Nas eleições de 2026, ao menos 30 candidaturas registradas incluem “Bolsonaro” no nome de urna. A maioria não tem parentesco com o ex-presidente Jair Bolsonaro, mas o nome reúne apoiadores que buscam se associar intencionalmente à sua imagem. As informações são do Nexo Jornal.
O total é menor que o registrado em 2022, quando 39 candidatos adotaram “Bolsonaro” no nome de urna. Parte deles precisou alterar o registro após questionamentos na Justiça Eleitoral. A legislação proíbe nomes capazes de confundir o eleitorado.
Oito desses candidatos em 2026 são familiares do ex-presidente, um recorde em eleições gerais. Embora Jair Bolsonaro esteja inelegível e fora da disputa, estão na lista: os filhos Carlos, Flávio e Jair Renan; a esposa, Michelle; a ex-esposa, Rogéria; o irmão, Renato; o primo, Marcelo; e Valéria, esposa de outro primo. Todos são candidatos pelo PL.
A prefeita de Serra Talhada, Márcia Conrado, realizou neste sábado (29) a entrega de 10 casas do programa Minha Casa, Minha Vida Rural para famílias do Quilombo Ponta da Serra. As novas residências fazem parte de um total de 49 unidades que serão entregues na localidade.
“Hoje estamos entregando sonhos, segurança e dignidade. Cada família que recebe a chave de sua casa passa a ter um lugar para chamar de seu, onde poderá construir novas histórias e planejar o futuro. E fazer isso aqui na Ponta da Serra tem um significado ainda maior, porque valorizar uma comunidade quilombola é também valorizar sua história, sua cultura, suas raízes e a força de um povo que preserva sua identidade há gerações”, destacou Márcia Conrado.
Além das moradias, a gestão municipal também entregou um novo sistema simplificado de abastecimento de água para atender 50 famílias da comunidade. O equipamento recebeu investimento de R$ 50 mil e vai garantir o acesso à água diretamente nas torneiras das residências. Com a nova entrega, Márcia Conrado chega a mais de 15 sistemas simplificados de abastecimento de água implantados durante sua gestão.
“Não basta entregar uma casa se não garantirmos também as condições para que essa família viva com dignidade dentro dela. Água é direito, é qualidade de vida e é cuidado com as pessoas. Por isso, hoje a Ponta da Serra recebe casas e recebe água, mas, acima de tudo, recebe reconhecimento. Estamos cuidando das famílias e valorizando uma comunidade que tem uma história tão importante para Serra Talhada”, concluiu a prefeita.
O PL, partido do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro, terá à disposição mais R$ 31,4 milhões para investir nas eleições deste ano. A verba extra é fruto de uma manobra realizada com recursos de uma fundação da sigla, em prática questionada por técnicos do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) em 2023 e 2024.
Mecanismo envolve devolução às contas do PL de verba que deveria ser usada pela fundação do partido, o IAV (Instituto Álvaro Valle). A Lei dos Partidos Políticos determina que cada sigla gaste pelo menos 20% dos recursos do fundo partidário na “criação e manutenção de instituto ou fundação de pesquisa e de doutrinação e educação política”.
O PL recebeu R$ 208 milhões do fundo partidário em 2025. Considerando o que diz a lei, a legenda deveria ter gasto, no mínimo, R$ 41,6 milhões (20% do fundo) com o IAV. A fundação, no entanto, declarou à Justiça Eleitoral em janeiro deste ano ter devolvido R$ 31,4 milhões aos cofres do partido a título de “sobras financeiras não utilizadas”. Ou seja, o instituto devolveu mais recurso do que gastou.
O dinheiro devolvido foi parar no fundo partidário do PL. Com isso, a verba extra poderá ser usada para a campanha eleitoral dos candidatos do partido em todo o país neste ano.
PL foi questionado pelo UOL e não se manifestou sobre o uso do dinheiro. O partido é procurado por e-mail e WhatsApp pela reportagem desde quinta-feira passada.
Até agosto deste ano, o PL recebeu R$ 129 milhões de fundo partidário. Para cumprir a norma, a sigla deve enviar ao menos R$ 25,8 milhões ao IAV. Até o momento, o partido mandou R$ 13,4 milhões para o instituto.
Devolução de recursos da fundação ao PL tem sido constante, incluindo em anos eleitorais. Entre 2024 — última disputa municipal — e 2026, a prática acrescentou aos cofres do partido cerca de R$ 114,6 milhões. O valor pode ser ainda maior, já que o partido declarou ter recebido R$ 34,8 milhões em 2023 com a justificativa de “outras receitas diversas – Fundo Partidário”, sem especificar de onde veio parte do dinheiro.
Os dados foram levantados pelo UOL a partir da prestação de contas de 2026 do PL. O balanço ainda é parcial, e a sigla tem parcelas do fundo partidário a receber neste ano. A área técnica do TSE vem apontando indícios de irregularidades no mecanismo. Parecer sobre a prestação de contas de 2023 do PL, que ainda não foi julgada pela corte, apontou possível “desvio de finalidade” no uso dos recursos do instituto:
“Nos termos do § 6º do art. 44 da Lei n. 9096/1995, recursos não aplicados pelas fundações ou institutos, a título de eventual sobra financeira, podem ser revertidos para o partido e utilizados em outras atividades partidárias. Entretanto, constata-se que o IAV [Instituto Alvaro Valle] tem devolvido, reiteradamente, montantes superiores aos recebimentos do partido, o que representa que os recursos do IAV não foram utilizados para a finalidade legal de pesquisa, doutrinação e educação política”.
“Observa-se da análise do histórico supracitado que os recursos devolvidos pelo IAV não se caracterizam como eventual sobra, uma vez que extrapolam o montante recebido. Nos exercícios demonstrados acima, o IAV não comprovou que despende recursos para os fins previstos, o que caracteriza desvio de finalidade”, diz trecho de parecer de área técnica do TSE.
O UOL não encontrou manobra semelhante em outros partidos, até o momento. A reportagem levantou a prestação parcial de contas de PT, União Brasil, Republicanos e PSD — junto ao PL, são as siglas que mais recebem recursos do fundo partidário.
A lei autoriza a devolução de sobras não utilizadas ao partido. Gastos de anos anteriores mostram que a legenda não cumpriu seguidamente a regra mínima de 20% do fundo partidário para o IAV. Em 2025, o PL investiu R$ 5 milhões na entidade, equivalente a 2,4% do fundo recebido. Em 2024, apenas 1,7% (R$ 3,6 milhões) da verba foi usada para custear o instituto.
Especialista em direito eleitoral avalia que prática pode gerar desequilíbrio no processo eleitoral. Jamile Coelho Vieira, advogada e ex-desembargadora do TRE-AL (Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas), afirmou que a verba extra pode gerar mais recursos para a campanha do partido.
“Esse dinheiro pode ser usado em qualquer despesa. Quando você tem mais dinheiro, tem mais chance de aparecer mais, se mostrar mais, fazer mais campanha e conquistar o voto do eleitor”, diz Jamile Coelho Vieira, ex-desembargadora do TRE-AL.
Há três formas de financiamento de campanha no Brasil atualmente. Por meio do fundo partidário, que é repassado às siglas anualmente para custear suas despesas e também pode ser aplicado nas eleições; o FEFC (Fundo Especial de Financiamento de Campanha), distribuído às legendas em ano eleitoral; e as doações de pessoas físicas.
O que é uma fundação partidária
As fundações são instituições sem fins lucrativos vinculadas a partidos políticos. Funcionam como uma espécie de “centro de inteligência” das legendas.
Organizações promovem educação política, além de realizar estudos e formular projetos ideológicos. Para isso, oferecem seminários, capacitações, estudos e diagnósticos sobre a realidade do país para militantes, líderes e simpatizantes. A criação dos planos de governo de candidatos, por exemplo, costuma ter o suporte técnico das fundações. Entre as mais tradicionais estão a Fundação Perseu Abramo, vinculada ao PT, e a Fundação Teotônio Vilela, ligada ao PSDB.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República, participa de uma motociata em Angra dos Reis neste sábado (29). Em breve transmissão ao vivo que fez em suas redes sociais, Flávio disse que quer “destravar amarras ambientais e burocráticas, sempre respeitando o meio ambiente, mas desenvolvendo” a cidade.
“Vamos falar de propostas para Angra dos Reis, que tem que viver cada vez mais do turismo. Destravar amarras ambientais e burocráticas, sempre respeitando o meio ambiente, mas desenvolvendo”, disse o candidato.
Flávio estava acompanhado de seu candidato a vice, Alfredo Gaspar (PL), do candidato ao governo do Rio de Janeiro Douglas Ruas (PL), dos candidatos ao Senado Carlos Portinho (PL) e Carlos Jordy (PL), além do candidato a deputado federal Renato Araújo (PL-RJ).
Na transmissão, foi possível ver motociclistas acompanhando Flávio e seus aliados. Em seguida, deve haver também um cortejo de barcos na cidade em demonstração de apoio a Flávio.
O presidente estadual do Avante, Sebastião Oliveira, esteve em Calumbi, no Sertão do Pajeú, neste sábado (29), onde falou sobre sua relação com o município, bem como a parceria construída há mais de duas décadas com a população e lideranças locais.
Ao lado do prefeito Joelson (Avante) e da vice-prefeita Cuca (Republicanos), o candidato a deputado estadual afirmou que seu trabalho pode ser reconhecido em obras realizadas no município. “Me sinto filho de Calumbi. Se vocês quiserem saber quem eu sou, vão à ponte do Pajeú, que foi Sebastião quem fez. Esse asfalto que vocês pisam foi Sebastião quem fez. Os poços artesianos da Zona Rural também foram Sebastião quem fez”, disse.
Entre os investimentos citados está a retomada da estrada que liga Calumbi à BR-232, que, segundo Sebastião, tem investimento de cerca de R$ 30 milhões e foi viabilizada após articulação com a governadora Raquel Lyra (PSD). Ele também citou a atuação do deputado federal Waldemar Oliveira (Avante), que, segundo ele, já destinou mais de R$ 13 milhões em investimentos para Calumbi. “Se juntar os R$ 30 milhões da estrada, mais R$ 7 milhões da creche e os R$ 13 milhões que Waldemar já colocou, chegamos a R$ 50 milhões”, afirmou.
Sebastião também falou sobre a parceria política com o prefeito Joelson, construída há mais de 20 anos, e disse que, caso eleito para a Alepe, pretende ampliar a atuação em defesa de Calumbi e de outros municípios do Sertão.
A propaganda eleitoral gratuita dos candidatos à Presidência da República começou hoje (29) na TV. Líderes nas pesquisas, Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) trocaram ataques e fizeram acenos ao eleitorado feminino. O petista buscou apresentar propostas para um eventual quarto mandato, enquanto o senador tentou se mostrar como um “Bolsonaro moderado”.
O programa de Lula começou relembrando escândalos envolvendo Flávio. A campanha do presidente citou o episódio em que o senador pediu dinheiro ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro para custear um filme sobre o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), as denúncias sobre “rachadinha” no gabinete de Flávio quando deputado estadual pelo Rio de Janeiro e a homenagem a Adriano da Nóbrega, apontado como chefe de milícia e integrante do Escritório do Crime. “Flávio, o pior dos Bolsonaro”, diz o programa.
Lula lembrou o passado para projetar o futuro. Ele leu uma carta feita para o “Lula de 79”, quando liderou uma greve em São Bernardo do Campo (SP), para listar feitos do atual mandato e dos dois anteriores. Disse que “recebeu um país destruído” do governo anterior e que o recuperou. Citou controle da inflação, recorde na geração de empregos e a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil. “A gente reconstruiu o Brasil, mas ainda não está satisfeito porque o Brasil está pronto para muito mais”, disse Lula, citando o mote da campanha à reeleição.
Campanha também fez acenos ao tema da segurança pública, considerado ponto fraco do petista. O presidente disse que fez “combate firme às organizações criminosas” e lembrou a Operação Carbono Oculto, a maior já realizada contra o crime organizado. A campanha afirmou que “está em jogo”, com a reeleição de Lula, o “combate firme a facções criminosas e ao crime organizado”.
Lula prometeu investimentos em tecnologia em um quarto mandato. “É hora de transformar o Brasil com padrão de desenvolvimento baseado em tecnologia, soberania e com indústria forte”, disse. Citou também o apoio do petista ao fim da escala 6×1 e ao enfrentamento da violência contra a mulher. A primeira-dama Janja da Silva participou do programa para falar sobre feitos da gestão na defesa dos direitos das mulheres.
Flávio também atacou Lula. O programa do senador começou com ele atacando o adversário, dizendo que o atual presidente “vai mostrar cenas bonitas” e “culpar os outros”, enquanto “ele vai mostrar o Brasil real”, citando problemas como o combate ao crime organizado e o endividamento das famílias. “Até a pizza o povo está tendo que parcelar”, disse o candidato.
Candidato do PL fez aceno ao eleitorado feminino. Ele dedicou boa parte do programa para falar da família, especialmente do casamento com a dentista Fernanda Bolsonaro, e resgatou momentos do relacionamento e do nascimento das duas filhas do casal. A campanha de Flávio tem tentado diminuir a rejeição dele entre as mulheres, parte do público em que Lula aparece na liderança das pesquisas de intenções de voto.
Coube a Fernanda apresentar Flávio como moderado. “Reeduquei ele. Não é à toa que você é o Bolsonaro moderado”, disse a esposa do senador ao aparecer do lado dele durante o programa. Rogéria Bolsonaro (PL-RJ) também teve destaque no programa. O candidato disse que aprendeu “muito” com a mãe e narrou sua relação com ela, enquanto exibia imagens de arquivo ao lado da matriarca.
Ronaldo Caiado (PSD) buscou se apresentar ao eleitor e exaltou sua gestão em Goiás. O ex-governador citou o que considera sucessos do seu período à frente do estado, como a segurança e a educação. Retratou seu início na vida pública, quando foi candidato à Presidência em 1989, combatendo movimentos pela reforma agrária. Falou ainda de sua vida pessoal, ao relembrar a trajetória como médico e falar do casamento com Gracinha Caiado, que este ano tenta uma vaga no Senado por Goiás e lidera as pesquisas regionais.
Augusto Cury (Avante), com apenas 35 segundos de propaganda, criticou a polarização. “É isso que vocês querem? Mais quatro anos disso? Ou a gente para de gritar? Senta, se escuta e cura esse país”, afirmou o candidato.
Os demais candidatos — são 13, ao todo — não terão tempo de rádio e TV este ano. Os postulantes são filiados a partidos que não cumpriram as regras para ter acesso ao horário eleitoral gratuito.
O candidato ao governo de Pernambuco, João Campos (PSB), visitou neste sábado (29) o Assentamento Normandia, em Caruaru, no Agreste, onde participou de uma reunião com agricultores ligados ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). O encontro teve como objetivo ouvir as principais demandas das famílias e discutir propostas para a agricultura familiar no estado.
A agenda contou com a participação do candidato a vice-governador, Carlos Costa (Republicanos), e do candidato à reeleição ao Senado, Humberto Costa (PT). João também foi recebido pela deputada estadual Rosa Amorim (PT), que disputa uma vaga na Câmara Federal.
Entre os temas discutidos estiveram o fortalecimento da produção agrícola, infraestrutura dos assentamentos, acesso à água, educação, saúde, esporte e políticas voltadas às mulheres do campo.
Durante o encontro, João Campos afirmou que a agricultura familiar deve receber maior participação do poder público, principalmente por sua importância na geração de renda e no abastecimento da população.
“O Estado tem que ser sócio da agricultura familiar. O Estado precisa colocar dinheiro para fazer infraestrutura, garantir compra pública e tirar a força do atravessador, que muitas vezes sufoca quem está produzindo”, afirmou.
O candidato também falou sobre propostas para ampliar os serviços de saúde em Caruaru. Entre as medidas citadas estão a construção do Hospital da Criança do Agreste e a reabertura do Hospital Regional Jesus Nazareno.
Segundo João, também é necessário ampliar a oferta de tratamento oncológico e de outras especialidades na região, além de investir em equipamentos e serviços de saúde.
Durante a visita, Rosa Amorim entregou a João uma carta de compromissos elaborada a partir das reivindicações apresentadas pelos integrantes do movimento. A deputada destacou que a reforma agrária envolve não apenas o acesso à terra, mas também a garantia de infraestrutura e serviços públicos para as famílias.
“A nossa luta é por terra, por casa, por infraestrutura, por água, por escola, por saúde e por cultura. A luta que nós travamos é uma luta por dignidade de vida”, declarou Rosa.
Ao final da reunião, João Campos recebeu o termo de compromissos do movimento e afirmou que pretende manter o diálogo com os movimentos sociais na elaboração de políticas para o campo. “A luta pela água, pela terra, pela educação e pelos direitos fundamentais é o que a gente precisa. A gente precisa de gente que leve a vida real para dentro do governo”, afirmou o candidato.
Morreu neste sábado (29) o jornalista Marcos Penido, que trabalhou no jornal O Globo por 32 anos, de 1983 a 2015. Ele tinha 74 anos e faleceu após um quadro de insuficiência cardíaca.
Penidão, como era chamado, deixa a mulher, Rita, e dois enteados. Além de admiradores com quem trabalhou nas redações do Rio de Janeiro. Ele era torcedor do Botafogo. As informações são do jornal O Globo.
Pelo Jornal do Brasil, Marcos Penido ganhou seu primeiro Prêmio Esso, pela cobertura da Copa de 1982. No jornal O Globo, ganhou mais um, por revelar um esquema de manipulação no futebol carioca em 1994.
“Ele era o que hoje em dia cada vez temos menos no jornalismo, um repórter. Um cara dedicado a descobrir notícias. Cobriu nove Copas do Mundo, de 1982 a 2014, e trabalhou no Globo por 32 anos, de 83 a 2015. Ganhou o primeiro Premio Esso em 1983 pela cobertura da Copa de 1982, a sua primeira na profissão pelo Jornal do Brasil. Depois, ganhou em O Globo com a equipe de reportagem que deflagrou esse processo de manipulação de resultados em 1994. Ele era uma pessoa doce, um gigante adorável”, conta Toninho Nascimento, que foi editor do Globo e por 16 anos chefe de Penido.
O clima se transformou em um verdadeiro barril de pólvora no futebol carioca a partir da circulação do O Globo de 16 de dezembro de 1994, quando uma reportagem assinada por Marcos Penido revelou um esquema de manipulação de resultados através da arbitragem da Ferj.
Wagner Canazaro, diretor de quadro de árbitros da entidade à época, havia convocado 70 juízes para articular um esquema de manipulação de resultados no Carioca de 1994. A partir de então, começou um trabalho incessante pela busca da verdade que impediu a realização do esquema e concedeu ao time de jornalistas formado por Marcos Penido, César Seabra, Eduardo Tchao, Paulo Júlio Clement, Antônio Roberto Arruda e Gustavo Poli o Prêmio Esso de Informação Esportiva.
A candidata ao Senado Marília Arraes (PDT) participou, neste sábado (29), em Belo Horizonte, do ato nacional Mulheres com Lula, ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, da primeira-dama Janja e de candidatas e lideranças femininas de diferentes estados.
Realizado na Serraria Souza Pinto, no centro da capital mineira, o encontro colocou as mulheres no centro da mobilização nacional da campanha de Lula. Entre os principais temas estão o enfrentamento à violência e ao feminicídio, políticas de cuidados, saúde, educação, igualdade e ampliação da participação feminina nos espaços de poder.
“Estar aqui, ao lado do presidente Lula e de tantas mulheres de todas as regiões do Brasil, é reafirmar de que lado sempre estivemos e por que estamos nessa caminhada. Lula sabe que pode contar comigo e eu sei que Pernambuco pode contar com ele. Quero chegar ao Senado para ser uma parceira do presidente na defesa do nosso estado e, especialmente, para ajudar a transformar em políticas públicas as demandas das mulheres que ainda precisam ter sua voz muito mais presente em Brasília”, afirmou Marília.
A participação no encontro reforça a forte sintonia política entre Marília e Lula. O presidente já entrou diretamente na campanha pernambucana, gravou ao lado da candidata e pediu votos para que ela represente Pernambuco no Senado. A parceria também ganhou destaque no primeiro programa de Marília no guia eleitoral, exibido ontem (28), no qual Lula aparece ao seu lado e defende sua eleição.
Para Marília, essa relação será fundamental para ampliar a capacidade de Pernambuco buscar investimentos e avançar em políticas sociais. “Pernambuco conhece o que Lula representa. Nosso povo sabe a diferença que faz ter um presidente olhando para o Nordeste e para quem mais precisa. Quero estar no Senado para trabalhar junto com ele, abrir portas para Pernambuco e garantir que as mulheres estejam no centro das decisões. Essa é uma parceria política, mas, acima de tudo, uma parceria em defesa do nosso povo”, destacou.
A defesa dos direitos das mulheres é uma das marcas da trajetória parlamentar de Marília. Quando deputada federal, ela apresentou o projeto que deu origem à política nacional de dignidade menstrual, além de outras diversas iniciativas voltadas à proteção e apoio de mulheres vítimas de violência e da promoção da redução das desigualdades de gênero. Entre suas propostas de campanha, a candidata também vem defendendo como prioridades para o Senado a ampliação da rede de proteção às mulheres, o fortalecimento das Delegacias da Mulher e novas políticas de saúde feminina.
Passados quatro dias do grave escândalo revelado pela TV Record — que mostra um servidor afirmando que se reuniu com Raquel Lyra (PSD) para fazer ataques coordenados contra o candidato João Campos (PSB) —, a governadora de Pernambuco ainda não tomou nenhuma medida jurídica contra o denunciante. No lugar de agir contra Amisadai Andrade, o suposto chefe do gabinete do ódio, Lyra preferiu interpelar judicialmente a vítima, que é seu adversário, João Campos.
Ficam perguntas a serem respondidas: além de exonerar Amisadai, por que Raquel Lyra não ingressou com nenhuma medida jurídica contra o seu ex-servidor? Já que solicitou a sessão dele para a Caixa Econômica, por que Raquel não fez uma queixa formal ao banco sobre a postura de Amisadai? Por que decidir interpelar João Campos, no lugar de atuar contra quem fez as graves revelações? São muitas perguntas ainda sem resposta.