A Prefeitura do Brejo da Madre de Deus, através da Secretaria de Cultura, Turismo e Desenvolvimento Econômico, divulgou a programação de shows da Semana Santa 2023. As apresentações vão acontecer nos dias 07 e 08 de abril em Fazenda Nova.
A tradicional encenação da ‘Paixão de Cristo’ será encenada entre os dias 01 e 08 de abril, no maior teatro ao ar livre do mundo. Além da encenação, também haverá uma agenda de shows que contará com Priscila Senna, Cavaleiros do Forró, Thayse Dias, Forró de Verdade e artistas locais, que se apresentarão no polo cultural.
Na sexta-feira acontece o show de Priscila Senna, uma das vozes mais conhecidas em Pernambuco. A Musa, como é conhecida a cantora, é dona de grandes músicas como ‘Alvejante’, sucesso cantado em parceria com Zé Vaqueiro, ‘O choro é livre’, ‘Agora eu sei’, além de muitos outros. É a primeira vez que a artista se apresenta no município, na mesma noite também acontece a apresentação da banda Forró de Verdade.
No sábado, a festa ficará por conta da cantora Thayse Dias e Cavaleiros do Forró, donos de grandes sucessos como: ‘Volta’, ‘Vá dar trabalho a outro’, ‘Brinquedo de amor’, ‘Caba safado’, entre outros. Além da programação do palco principal, haverá também o polo cultural, novidade para este ano.
Caso Master é “mais um monstrengo criado no governo Bolsonaro”, afirma Tebet
A ex-ministra do Planejamento e Orçamento Simone Tebet (PSB) afirmou, ontem, em entrevista ao podcast Direto de Brasília, que o Caso Banco Master representa “o maior escândalo envolvendo o sistema financeiro de corrupção da história do Brasil” e defendeu o afastamento imediato de agentes públicos citados nas investigações enquanto exercem funções de comando. A pré-candidata ao Senado por São Paulo disse que o então líder do Governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), “fez tarde” ao deixar o cargo e sustentou que denúncias dessa dimensão exigem resposta política rápida, preservando o direito à ampla defesa.
Ao comentar o caso, Simone procurou desvincular o governo Lula (PT) das investigações e atribuiu a origem do esquema ao governo Jair Bolsonaro (PL). “Isso foi uma cria, mais um monstrengo criado no governo passado”, declarou. Na avaliação da ex-ministra, o controlador do Banco Master teria buscado cercar diferentes centros de poder para dificultar mecanismos de fiscalização. “Ele contaminou todo mundo”, resumiu, ao defender que as apurações avancem sobre todos os envolvidos, independentemente de partido.
Sobre a disputa de 2026, Simone deixou claro que o principal eixo da campanha será a defesa da soberania nacional diante da atuação de adversários junto ao governo dos Estados Unidos. Sem citar diretamente Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, criticou iniciativas que, segundo ela, colocam interesses externos acima dos nacionais. “Quem manda no nosso quintal somos nós”, assinalou. Também afirmou que o Brasil deve continuar aberto ao capital estrangeiro, desde que “sob as nossas regras”.
A ex-ministra voltou a endurecer o discurso contra a ala bolsonarista ao comentar os ataques dirigidos à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL). Embora ressalte as diferenças políticas entre ambas, disse se solidarizar com Michelle e classificou o episódio como reflexo da violência política contra as mulheres. “A violência contra a mulher não escolhe cor, classe social, raça nem ideologia”, observou. Em seguida, acrescentou que “o que eles fazem com as mulheres brasileiras é público e notório há muito tempo”.
Sobre a formação da chapa governista em São Paulo, Simone revelou bastidores da reunião conduzida pelo presidente Lula. Segundo ela, o encontro que definiu a composição durou menos de uma hora e todos os integrantes abriram mão de interesses pessoais em favor do projeto eleitoral. “O projeto é coletivo”, relatou, ao contar que o ministro Fernando Haddad (PT) recebeu autonomia para montar a chapa e anunciar os nomes escolhidos.
Simone também explicou por que aceitou deixar o Ministério do Planejamento para disputar uma vaga no Senado. Disse que inicialmente recusou convites para integrar o governo, mas mudou de posição após um apelo de Lula e uma reflexão inspirada em um conselho do pai, o ex-senador Ramez Tebet. “Para um presidente democraticamente eleito, a gente só diz não se o pedido não for republicano”, recordou. Agora no PSB, afirmou que pretende ampliar o diálogo com setores do centro, do agronegócio e do empresariado, apostando em um perfil capaz de conversar com diferentes segmentos do eleitorado paulista.
Traição à pátria – O governo Lula (PT) elevou o tom contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) após sua participação na audiência promovida pelos Estados Unidos sobre o tarifaço contra produtos brasileiros. Em nota oficial, a Secretaria de Comunicação da Presidência afirmou que “convocar uma potência estrangeira a pressionar o próprio país é traição à pátria” e destacou que, entre os 34 brasileiros inscritos para falar no evento, apenas Flávio não se posicionou contra as tarifas, defendendo apenas o adiamento da medida. O Planalto também acusou o senador de agir por interesse eleitoral, omitir sua relação com o caso Banco Master e propor a subordinação do PIX aos interesses americanos. Ainda ontem, o pré-candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) afirmou que a atuação de Flávio representa uma conspiração contra a economia brasileira e classificou como “inaceitável” a tentativa de postergar as tarifas apenas até depois das eleições.
Bolsonaro quer Michelle no Senado – O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) quer manter a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro na disputa ao Senado pelo Distrito Federal, mesmo em meio à crise com o filho mais velho, o senador e pré-candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro (RJ). Segundo apurou o portal CNN, Michelle deve lançar sua candidatura ao Senado em breve. A previsão é que o anúncio oficial ocorra próximo do dia 25 de julho, quando a sigla fará sua convenção nacional, em São Paulo, e confirmará Flávio como candidato ao Palácio do Planalto. Até lá, Michelle deverá evitar declarações públicas para não ampliar o desgaste familiar.
Alcolumbre rebate ameaças – O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), reagiu às declarações do líder do PT na Câmara, deputado Pedro Uczai (PT-SC), que ameaçou classificá-lo como “inimigo” da pauta trabalhista caso não encaminhe a PEC da jornada 6×1 à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) até a próxima semana. Em nota, Alcolumbre afirmou que “não aceitará intimidações”, ressaltou que a definição da pauta é prerrogativa da Presidência do Senado e defendeu o respeito ao rito legislativo. A proposta segue parada desde maio e não deve avançar antes do recesso parlamentar. A PEC é uma das principais bandeiras eleitorais do presidente Lula (PT), mas não deve entrar em vigor antes das eleições de outubro.
Senado reforça proteção infantil – O Senado aprovou, ontem, em votação simbólica, um projeto que amplia a repressão penal a crimes de violência sexual contra crianças e adolescentes cometidos no ambiente digital, inclusive com uso de inteligência artificial. O projeto, do deputado federal Osmar Terra (MDB-RS), agora segue para a sanção do presidente Lula (PT). A proposta também põe fim ao uso do termo “pornografia” para se referir a condutas obscenas ou material sexual praticados contra crianças e adolescentes. A conduta passa a ser classificada como “violência sexual contra criança ou adolescente”, alinhando-se às diretrizes internacionais, como a Convenção de Budapeste sobre crime cibernético. Neste caso, no contexto digital, a violência sexual se daria por meio de fotografia, vídeo, imagem digital ou outro registro audiovisual.
Transnordestina ganha novo impulso – A Sudene apresentou à Fiepe um estudo técnico que aponta que a conclusão do trecho Salgueiro-Suape da Transnordestina poderá gerar um ganho social estimado em R$ 4,76 bilhões, além de cerca de 13 mil empregos durante a construção e outros 10 mil após a entrega da ferrovia. O documento, elaborado para subsidiar análise do TCU sobre a viabilidade do empreendimento, também projeta movimentação inicial de 16 milhões de toneladas de cargas, com potencial de alcançar 24 milhões em 30 anos, reforçando a defesa de que a obra é vantajosa do ponto de vista socioeconômico e estratégico para mais de 200 municípios do Nordeste.
CURTAS
PROTESTO – Dois protestos simultâneos interditaram o trânsito em duas importantes vias do Recife, ontem. Uma das manifestações aconteceu na Avenida Mascarenhas de Morais, no bairro da Imbiribeira, e a outra, na BR-101, no bairro da Caxangá, na Zona Oeste. Os dois atos foram organizados por famílias atingidas pelas chuvas fortes que deixaram 27 cidades do Grande Recife e da Zona da Mata em situação de emergência em maio.
PROTESTO 2 – Os manifestantes dizem que não receberam do Governo do Estado o pagamento do auxílio emergencial de R$ 2.500. A lei que criou o benefício foi sancionada no dia 14 de maio pela governadora Raquel Lyra (PSD). Segundo a norma, a parcela única deve ser paga a cada família que comprovar danos materiais causados por enchentes ou deslizamentos.
BENEDITO RUY BARBOSA – O autor de novelas Benedito Ruy Barbosa faleceu, ontem, aos 95 anos, em São Paulo. Ele estava internado no HCor nas últimas semanas, mas a causa da morte não foi divulgada. Considerado um dos maiores nomes da teledramaturgia brasileira, Benedito deixa um legado de obras que marcaram a televisão nacional, como Pantanal, Renascer, O Rei do Gado, Terra Nostra e Esperança.
Perguntar não ofende: Se até Caiado falou em conspiração, quem sobrou para defender Flávio?
Durante sabatina nesta terça-feira (7), o pré-candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) classificou como “inaceitável” a atuação do senador e também pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL) em relação ao tarifaço imposto pelos EUA ao Brasil.
Em maio, Flávio se encontrou com o presidente dos EUA, Donald Trump, para uma reunião na Casa Branca. Poucos dias depois, o governo norte-americano anunciou um novo tarifaço de 25% sobre produtos brasileiros. Questionado se considerava o episódio como uma “traição à pátria”, Caiado respondeu:
“Isso [a legislação sobre traição à pátria] existe em todos os países democráticos, isso não é nenhuma regra nova, não! Isso aí, é você conspirar contra a economia do país. Tem uma legislação antidumping e não aplica”, disse. As informações são da CNN.
O crime de traição à patria foi citado por Zeca Martins, mediador da conversa, que afirmou descobrir a falta da legislação específica durante conversa com o jurista Miguel Reale Jr. Hoje, apenas o Código Penal Militar abrange o ato, no artigo 141, aplicável somente em tempos de guerra, enquanto o Código Penal Civil trata sobre o atentado à soberania nacional nos artigos 344 e 359-I.
Segundo a lei, “entrar em entendimento com país estrangeiro, ou organização nele existente, para gerar conflito ou divergência de caráter internacional entre o Brasil e qualquer outro país, ou para lhes perturbar as relações diplomáticas” pode ser caracterizado como crime.
Antes de falar sobre a falta da legislação, Caiado julgava a atuação do Itamaraty frente à tarifa imposta pelo governo Trump. Segundo ele, o órgão deixou de cumprir suas funções.
“Passou a ser política de ideologia ao invés de ser política de estado. Esta é a verdade”.
Pouco antes do início da sabatina, o pré-candidato respondeu algumas conversou com a imprensa onde afirmou que pedir o adiamento das tarifas até depois das eleições cria um “falso positivo” para a população.
“Não sei a linha de raciocínio de Flávio Bolsonaro. Sou 100% contra e a nossa preocupação é o Brasil como um todo, não um período eleitoral. Nós não podemos criar um falso positivo para a população, ou seja: não seremos tributados até a eleição? Depois aceitaremos? Não!”, disse Caiado.
Ainda nesta terça-feira (7), Flávio participou de uma audiência nos Estados Unidos, na qual defendeu que as tarifas contra o Brasil sejam canceladas. A audiência integra a investigação instaurada com base na Seção 301 da legislação comercial americana.
O procedimento analisa se políticas adotadas pelo Brasil que representam prejuízo aos interesses comerciais dos Estados Unidos.
O senador Humberto Costa (PT) defendeu a retomada das obras do trecho Salgueiro-Suape da Ferrovia Transnordestina após a apresentação de um estudo técnico da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), que aponta ganho social de R$ 4,76 bilhões com a conclusão do empreendimento. O levantamento foi apresentado nesta terça-feira (7), na Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe), no Recife, e estima uma taxa de retorno econômico de 15,53%, com movimentação anual entre 18 e 24 milhões de toneladas de cargas.
Segundo o senador, o estudo será encaminhado ao Tribunal de Contas da União (TCU), que suspendeu, em maio, a liberação de novos investimentos federais na obra por considerar insuficientes os estudos técnicos e econômicos apresentados. “Esse estudo, somado a outros levantamentos, vai ser apresentado ao TCU para que ele possa liberar a obra e, com isso, darmos os primeiros passos. O Governo Federal tem se mostrado comprometido com a retomada da Transnordestina em Pernambuco, e isso é fundamental nesse processo”, afirmou Humberto Costa.
O processo deverá ser analisado pelo TCU no próximo dia 15, quando será decidida a retomada ou não dos repasses para o trecho pernambucano da ferrovia. Com cerca de 540 quilômetros de extensão, o Eixo Sul da Transnordestina liga Salgueiro ao Porto de Suape e voltou ao projeto após ter sido retirado durante o governo Bolsonaro. As obras estão paralisadas há mais de dez anos.
A Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República divulgou uma nota nesta terça-feira (7) em que acusa mais uma vez o pré-candidato e senador Flávio Bolsonaro (PL) de traidor da pátria.
O senador Flávio Bolsonaro participou de audiência nos Estados Unidos sobre a aplicação de tarifas contra produtos brasileiros e dedicou parte do discurso a críticas contra o Supremo Tribunal Federal (STF) e a ataques contra governos do presidente Lula e do PT. As informações são do g1.
Ele estava acompanhado do irmão, o deputado cassado Eduardo Bolsonaro — que mora nos Estados Unidos — e fez o pronunciamento em inglês.
“Divergir do governo é legítimo. Convocar uma potência estrangeira a pressionar o próprio país é traição à Pátria. Há uma diferença essencial entre fazer oposição ao governo e fazer oposição ao país e ao povo brasileiro”, diz a nota.
O pré-candidato à Presidência da República do PL afirmou nos Estados Unidos que este é o ‘pior momento possível’ para a imposição de novas tarifas ao Brasil e que elas beneficiariam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um ano eleitoral.
De acordo com o posicionamento da Presidência da República, “o governo brasileiro negocia ininterruptamente com os Estados Unidos desde julho de 2025 para reverter as tarifas aplicadas injustificadamente contra o Brasil”.
E que, “enquanto o senador Flávio Bolsonaro tentava politizar” as relações entre os dois países, o governo fazia reunião técnica com os americanos.
“Esta manhã, enquanto o senador Flávio Bolsonaro tentava politizar as relações entre o Brasil e os Estados Unidos, funcionários do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio; Itamaraty; Ministério da Justiça; e do Palácio do Planalto mantinham reunião com técnicos do USTR para desfazer o tarifaço contra o Brasil”, acrescenta a nota.
A participação nas audiências públicas promovidas pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) é aberta aos interessados que se inscreverem — foi assim que Flávio Bolsonaro ganhou o espaço para falar no evento.
Para o governo brasileiro, Flávio Bolsonaro não se posicionou contrariamente às novas tarifas durante a fala que fez na audiência pública.
“Em vez de rebater as alegações infundadas do governo norte-americano para taxar o Brasil, o senador optou por legitimar os resultados de uma investigação injusta contra empresários e trabalhadores do nosso país. O senador não negou que a campanha promovida por sua família e seus aliados esteve na origem do tarifaço contra o Brasil.”
Após o gabinete do senador informar que havia pedido para participar das audiências do USTR, o Ministério das Relações Exteriores afirmou em uma publicação nas redes sociais que “traidores da pátria” devem um pedido de desculpas pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos ao Brasil.
Resposta formal aos EUA O governo brasileiro apresentou na última quinta-feira (2) uma resposta formal à conclusão da investigação dos Estados Unidos sobre a proposta do novo tarifaço.
A gestão de Donald Trump acusa o Brasil de práticas “irrazoáveis” que “oneram ou restringem” o comércio com os norte-americanos. Entre elas estão o PIX, o desmatamento ilegal, a pirataria e falhas na aplicação de leis anticorrupção.
Em documento enviado ao governo americano e assinado pelo chanceler Mauro Vieira, o Brasil argumentou, em sete pontos, que o USTR não comprovou que políticas brasileiras sejam discriminatórias ou criem barreiras ao comércio dos EUA.
Além disso, o governo afirmou que críticas americanas ao PIX e a decisões do STF não são questões comerciais, mas divergências sobre políticas internas brasileiras.
O governo trabalha com o prazo de 15 de julho para fechar um acordo tarifário. Essa foi a data fixada pela USTR para uma definição sobre o tema.
Cálculos do governo brasileiro A nota da comunicação da Presidência da República diz que 78 entidades e pessoas físicas, entre brasileiras e americanas, se inscreveram para se manifestar sobre as tarifas propostas ao Brasil. E, segundo os cálculos do governo, desse total, 63 são contra o tarifaço, 15 são a favor.
“Das 44 intervenções de estadunidenses, 30 são contra o tarifaço e 14 a favor. Entre os 34 brasileiros inscritos, só Flávio Bolsonaro não se posicionou contrário às medidas contra o Brasil, optando por sugerir o seu adiamento, com claro objetivo eleitoreiro”.
O governo dos Estados Unidos classificou como “absurda” a hipótese levantada pelo Itamaraty de ação militar americana no Brasil.
Em nota à CNN, um porta-voz do Departamento de Estado americano rebateu o ofício assinado pelo chanceler Mauro Vieira e enviado à Câmara dos Deputados, em que o Itamaraty alerta para os riscos da classificação do PCC (Primeiro Comando da Capital) e do Comando Vermelho como organizações terroristas. As informações são da CNN.
“Os Estados Unidos estão tomando medidas decisivas, no exercício de sua própria autoridade soberana, para combater narcoterroristas”, afirmou o porta-voz.
A nota também alega que as facções criminosas brasileiras agora operam em território americano e que, por isso, os Estados Unidos devem defender seu povo.
Por fim, o porta-voz rebate a hipótese levantada pelo chanceler brasileiro no ofício à Câmara: “Alegações vagas de intervenção servem, muitas vezes, de pretexto para auxiliar e acobertar alguns dos grupos mais violentos do mundo”.
O Itamaraty respondeu no dia 1° de julho a questionamentos da Câmara sobre a decisão dos EUA de classificar PCC e CV como organizações terroristas. O documento oficial alerta para possíveis implicações para os cidadãos brasileiros e para possibilidades de ação militar dos EUA no Brasil.”
Tal aplicação pode ocorrer com amplo grau de discricionariedade, dada a amplitude dos termos adotados na legislação de contraterrorismo daquele país, com sérias possibilidades de implicações para cidadãos brasileiros nos planos financeiro, migratório e penal. Finalmente, há a possibilidade de uso de força militar dos Estados Unidos em território brasileiro”, destaca a mensagem.
O ofício do chanceler brasileiro ainda argumenta que a classificação “não trará benefícios concretos para a cooperação internacional entre EUA e Brasil no enfrentamento do crime organizado”, já que, para o governo brasileiro, a classificação das facções como organizações criminosas transnacionais já permitiria a cooperação no combate ao crime.
A CNN entrou em contato com o Itamaraty para comentar a declaração do porta-voz do Departamento de Estado, mas ainda não obteve resposta.
O pré-candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos (PSB), recebeu, nesta terça-feira (7), o apoio do ex-prefeito de Camaragibe João Lemos (Solidariedade). O encontro também contou com a participação de Ednaldo Moura, pré-candidato a deputado estadual pelo PSB. Durante a reunião, João Campos destacou a importância da aliança com o ex-gestor. “João Lemos tem uma trajetória de compromisso com Camaragibe e com a sua população. Essa parceria fortalece a nossa caminhada e amplia a construção de um projeto coletivo”, afirmou.
João Lemos foi prefeito de Camaragibe por quatro mandatos, exercendo o primeiro entre 1993 e 1996 e os demais entre 2005 e 2012. Segundo a assessoria de João Campos, o encontro integra a agenda de articulações políticas do pré-candidato com lideranças da Região Metropolitana do Recife.
Representante do centro da frente ampla capitaneada pelo presidente Lula (PT), a ex-ministra Simone Tebet (PSB) prevê que a polarização nacional será a grande dificuldade do governo nas próximas eleições. Pré-candidata ao Senado por São Paulo, ela ressalta que a gestão tem bons números e índices para apresentar, enquanto a oposição estaria optando por um discurso de ódio com base em fake news.
“A polarização vai ser lamentavelmente nossa grande dificuldade. Nós estamos prontos para debater economia, mostrar números, aquilo em que avançamos. Foram quatro anos de reconstrução, de construir uma ponte para o futuro que queremos. O lado de lá não tem discurso, não tem projeto. A gente só vê o que foram aqueles quatro anos de terra arrasada, e eles querem entrar numa discussão que não interessa para ninguém, de retrocesso, numa pauta de costumes que não coloca comida na mesa do povo brasileiro, e que não pode ser trazida à baila num país tão diferente e diverso. Não posso ter a tese de que o Brasil, tão diferente na sua identidade, tenha que ter uma religião, um princípio, um determinado valor. Nós temos que aceitar as diferenças”, afirmou Tebet, em entrevista ao podcast Direto de Brasília.
Sobre as principais pautas para o debate, a ex-ministra apontou a redução dos juros, a segurança pública e a mobilidade urbana. “Na economia vamos continuar avançando, fazendo medidas mais firmes para combater a inflação, que significa queda de juros. Esse é o grande desafio do futuro presidente da República. Precisamos baixar esses juros o mais rapidamente possível, dentro da autonomia do Banco Central, que a gente respeita, para que possamos ter não só comida mais barata alimentando o povo brasileiro, mas também maior poder aquisitivo das pessoas naquilo que é considerado básico. O resto é continuar avançando com as políticas públicas que já existem. A gente não precisa inventar a roda. E temos algumas pautas relevantes que fogem da economia, como a segurança pública, que deixou de ser um problema estadual, e a mobilidade urbana, a questão da integração do transporte coletivo”, completou.
A formação da chapa majoritária do ex-ministro Fernando Haddad (PT) para o Governo de São Paulo causou muitas tensões entre petistas e a cúpula do PSB. A composição foi fechada na semana passada, quando o presidente Lula (PT) reuniu os integrantes e fez o anúncio. As ex-ministras Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede) serão candidatas ao Senado, enquanto o ex-governador e ex-ministro Márcio França (PSB) será vice. Segundo Tebet, a demora ocorreu devido a muitas especulações, mas os atores políticos acabaram não conversando antes do encontro com Lula.
“Na realidade, não é que havia nó. É que nós não tínhamos sentado coletivamente para decidir. Eu não tinha conversado com o (ex-governador) Márcio França (PSB), o Márcio não tinha conversado com a (ex-ministra) Marina Silva (Rede) e a Marina não tinha conversado comigo. Nós estávamos aguardando essa reunião, que foi chamada de última hora. O presidente chamou, falou que queria resolver logo. Sem mentira, a reunião não durou meia hora. Ele perguntou se o projeto era coletivo, nós falamos que era. Então o Haddad tem autonomia, e ele disse que já tinha conversado com cada um, que somos importantes para o projeto e se aceitaríamos a opção dele. Nós abrimos mão de qualquer intenção pessoal, porque nós precisamos de São Paulo para reeleger o presidente Lula, então somos consequência desse processo”, detalhou Tebet, em entrevista ao podcast Direto de Brasília.
“Por mais que eu tivesse vindo para São Paulo com o compromisso de ser pré-candidata ao Senado, eu abri mão disso. A Marina, a mesma coisa; o Márcio também. Então o Haddad decidiu. Então foi muito tranquilo, nós estamos muito coesos enquanto time, trabalhando coletivamente. Fazendo uma analogia com a Seleção Brasileira, cada hora um faz gol”, completou.
A ex-ministra ressaltou a importância do currículo dos companheiros da chapa. “É digno de Seleção Brasileira. Estamos falando do lado de cá de cinco pessoas, entre os pré-candidatos a governo, a vice, as duas vagas de Senado e o nosso vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), que é de São Paulo. Desses cinco, estamos falando de quatro que foram candidatos à Presidência da República, três foram governadores, três foram prefeitos e todos foram ministros de Estado. Olha que time com experiência, com capacidade, com uma lista de serviços prestados”, concluiu.
A ex-ministra Simone Tebet (PSB-SP) avalia que o senador Jaques Wagner (PT-BA) demorou a entregar a liderança do Governo no Senado. Em entrevista ao podcast Direto de Brasília, apresentado por este blogueiro, ela avalia que o petista tem direito à ampla defesa e que deveria ter deixado o posto para não trazer o governo para o debate do caso do Banco Master.
“Primeiro, não foi o presidente (quem entregou o cargo), foi o próprio líder que decidiu isso depois de conversar com o presidente. E, a meu ver, fez tarde. Ele tinha que ter saído imediatamente, para dizer que isso não é verdade, que vai se afastar da liderança justamente para provar a inocência. Como qualquer pessoa, ele tem direito à ampla defesa, ao contraditório, seja de que lado for. Eu sou advogada, mas nós estamos falando de denúncias sérias e que precisam ser esclarecidas. Não acredito em contaminação do governo. Lamentavelmente, esse é o maior escândalo envolvendo o sistema financeiro de corrupção da história do Brasil. Não sei se um dia vai haver outro, porque agora vão ter que ter mecanismos legais fiscalizatórios para impedir essa contaminação, que é seríssima, mas não vejo essa contaminação do governo”, afirmou Tebet.
“Não vejo contaminação porque isso foi uma cria; foi mais um monstrengo da corrupção criado no governo passado. Nós estamos falando de algo arquitetado, e denúncias mostram que o ex-chefe da Casa Civil do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), junto com o dono do Banco Master, arquitetou um esquema. E, para se blindar, fez aquela história do porco: quando entra na lama, entra todo mundo, para um contaminar o outro. Fica todo mundo contaminado, que, assim, no sistema de controle de pesos e contrapesos, um não pode vigiar o outro, não pode controlar, não pode denunciar porque também está envolvido”, completou a ex-ministra, que disputará o Senado por São Paulo.
Meu podcast Direto de Brasília, em parceria com a Folha de Pernambuco, começou, hoje, por Fortaleza, uma série de programas itinerantes pelo Nordeste, região para a qual o programa é transmitido por 165 emissoras de rádio. O start se deu com o governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT), candidato à reeleição nas eleições de outubro.
Gravado no Palácio da Abolição, sede do Governo do Ceará, o podcast será exibido, excepcionalmente, nesta quarta-feira, o segundo em uma semana, já que o de hoje foi com a ex-ministra do Planejamento, Simone Tebet (PSB), candidata ao Senado em São Paulo na chapa do postulante ao Governo do Estado, Fernando Haddad.
O governador me recebeu em alto estilo no seu gabinete. Foi provocado a falar sobre os mais variados assuntos que estão na mídia estadual e nacional, como a polêmica incineração de 290 mil pés de maconha em Acopiara, no interior do Estado, que já resultou no afastamento de dois delegados do caso.
Falou também da sua sucessão, atacou Ciro Gomes, seu principal adversário, por ter feito uma aliança no campo bolsonarista, e disse já ter pesquisas que ultrapassou o tucano.
Se o leitor não conseguiu assistir a exibição ao vivo do podcast ‘Direto de Brasília’ com a ex-ministra do Planejamento e Orçamento e pré-candidata ao Senado, Simone Tebet (PSB), clique no link abaixo e confira. Está imperdível!
A crise no abastecimento de água em Surubim está gerando tensão na relação do prefeito de Surubim, Cleber Chaparral (PSD), com a governadora Raquel Lyra (PSD). Há pouco, o secretário de Agricultura, Bruno Caymmi, protestou contra medidas da Compesa que agravam ainda mais o problema no abastecimento de água, o que fez também o prefeito perder a paciência com a governadora. A promessa da gestora é de outubro de 2025, conforme atesta o vídeo abaixo.
Na ocasião, Raquel assegurou que cidades abastecidas por Jucazinho, incluindo Surubim, teriam alternativa de água até o fim do ano passado. No entanto, em vídeo divulgado nesta terça-feira (7), Caymmi afirmou que o município foi retirado do decreto estadual de seca, junto com outras 32 cidades, e que isso provocou a suspensão do abastecimento por caminhões-pipa feito em parceria com a Compesa. Segundo ele, Surubim vinha recebendo mais de 40 abastecimentos diários nessa modalidade, enquanto a Barragem de Jucazinho, principal fonte de água do município, está com apenas 4% da capacidade.
O secretário informou ainda que a Prefeitura publicou o Decreto Municipal nº 046/2026, reconhecendo situação de calamidade por seis meses, para manter o atendimento pela Operação Carro-Pipa do Governo Federal. “Se Surubim é reconhecido pelo Governo Federal como estado de seca, por que o Estado não está reconhecendo a cidade também em condições de seca?”, questionou.