Por Luciano Bivar*
Pois é! Por mais que você almeje o poder absoluto, como um Czar, um Faraó ou um Cézar, se não estiver imbuído de ideais e valores morais, jamais alcançará sua paz interior, muito menos da sociedade que você vive ou circunstancialmente comanda, porque na verdade você é uma fraude.
Não sou religioso, mas tenho uma profunda fé. Por outro lado, não acredito que Deus castiga e muda o destino de alguém, que julga pessoas e que ouve pedidos. Vender essa esperança em púlpitos ou palanques é um estelionato.
Leia maisQuando vejo um político defender Deus, família e pátria e ao mesmo tempo traem pessoas e coisas, que desviam emendas parlamentares para seus próprios interesses, hasteiam uma bandeira estrangeira em plena avenida Paulista e ao mesmo tempo se dizem patriotas, é querer subestimar a inteligência de um o povo e toda uma nação.
Seria mais honesto parar de bravejar como se fossem os salvadores pátria. A defesa do nome de Deus, pátria e família como o fazem é tão tolo como visitar templos obscuros e frios que o homem construiu e dizer que é a casa de Deus.
Minha fé é paradoxal daqueles que usam um Deus para enganar. Acredito sim, que Deus e o inferno está dentro de cada um de nós, vender seus ideais para obter vantagens é como vender a própria alma para o diabo em busca do poder. Esquecem eles, posto finito que somos, efêmeros e passageiros.
A política é um esforço sem fim para alcançar o bem comum, guiado pela ética, pela sabedoria e pela habilidade de lidar com os desafios da convivência humana. Os discursos enganadores que o fazem, na verdade são uma busca de bens materiais através dos escaninhos da política, mas o seu mundo espiritual ou interior os tornam mais miseráveis ainda. Não sou guru, nem um expert em gnosiologia, mas posso te garantir que vivem um mundo de angústias e inquietações.
Todos entendemos que políticos são aqueles que orbitam em torno de governos, quer da situação ou oposição, mas não podem esquecer que os limites da dignidade humano são inegociáveis.
A política como ciência social, nos torna sempre em mutação para continuarmos nós mesmo, em cuja bússola aponta para nossas crenças e ideais. Fugindo disso, nos lembra a frase atribuída ao filósofo italiano Nicolau Maquiavel “a poucos homens é dado retificar os erros que cometem”.
Discriminar raças e credos, diferentes ou iguais, ultrapassa sim, o limite da essência humana. Não importa quer seja candidato a gari, Deputado, Senador ou Presidente, jamais esqueça do seu eu, senão você estará esquecendo de todos que os amam e são amados.
Um político sem ideal é como uma tocha que não ilumina, uma estrela cadente ou um idiota sem rumo.
*Deputado federal
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