O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceria todos os nomes ventilados pelo bolsonarismo para concorrer nas eleições presidenciais de 2026. É o que revela uma pesquisa divulgada nesta segunda-feira (29), pelo instituto Paraná Pesquisas.
Entre todos os cenários propostos pelo instituto, quem mais se aproxima de Lula é o próprio Jair Bolsonaro (PL), hoje inelegível. No cenário em que o nome dele é apresentado, Lula tem 38,3%, enquanto Bolsonaro chega a 36,9%. Na prática, os dois políticos estariam em uma situação de empate técnico, diante da margem de erro de 2,2 pontos percentuais.
No cenário sem o ex-capitão, Lula aparece à frente da ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro, por 38,7% contra 30,3%. Contra o governador paulista Tarcísio de Freitas (Republicanos), a vantagem do petista é maior: 38,9% a 24,4%.
Lula também tem ampla vantagem quando o nome do bolsonarismo é o do governador paranaense, Ratinho Júnior (PSD), que soma apenas 14,2% das intenções de voto contra 39% do petista. Nesse cenário, Ciro Gomes (PDT), que recentemente anunciou que estava deixando a carreira política, aparece com 12,4%, empatando com o político bolsonarista.
Ciro também tem desempenho considerável e chega ao segundo lugar na pontuação quando a disputa envolve Lula e o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo). Nesse caso, o petista tem 38,8%; Ciro 13,3%; e Zema soma 13,1%.
O Paraná Pesquisas ouviu 2.026 eleitores em todos os estados do país e no Distrito Federal entre os dias 18 e 22 de julho.
Diante de uma multidão que acompanhou a Caminhada 40 em Vitória de Santo Antão, João Campos (PSB) apresentou, na noite desta quarta-feira (2), os compromissos que pretende colocar em prática para ampliar a rede pública de saúde de Pernambuco. O candidato da Frente Popular falou do fortalecimento do Hospital João Murilo, referência para Vitória e municípios da região, e voltou a defender a abertura de mais de 1,4 mil novos leitos no Estado.
A proposta para a saúde passa pela ampliação da estrutura hospitalar em diferentes regiões de Pernambuco. João reafirmou a construção do Hospital Geral Metropolitano, com 900 leitos, do Hospital da Criança do Agreste, em Caruaru, além de novas unidades no Sertão. Em Vitória, citou o Hospital João Murilo ao falar da necessidade de reforçar a assistência prestada à população do município e da região.
“Eu não vou fechar nenhum leito, não. Eu vou abrir o maior hospital público da história de Pernambuco, com 900 leitos novos. Vamos construir o Hospital da Criança em Caruaru. Vamos construir dois hospitais no Sertão. Só em novos hospitais serão mais de 1.400 leitos abertos”, afirmou.
Ao apresentar as propostas, João fez um contraponto com a situação atual da rede estadual e lembrou que Pernambuco perdeu cerca de 1,2 mil leitos nos últimos 3 anos. Para o candidato, ampliar a capacidade de atendimento é uma escolha que atinge diretamente quem mais depende do SUS.
“Porque quando se fecha um leito não é o filho de um rico que vai deixar de ter atendimento. É o filho de uma trabalhadora, de um trabalhador, que não vai ter atendimento. E é por isso que a gente está aqui: para lutar por quem precisa”, disse.
O candidato também levou para Vitória outras propostas que vem apresentando na campanha. Na área de abastecimento, reafirmou que pretende ampliar os investimentos em obras para garantir maior regularidade na distribuição de água e zerar a conta das famílias inscritas na tarifa social enquanto elas continuarem submetidas a rodízio.
Na mobilidade, João voltou a defender a isenção do IPVA para motocicletas, medida direcionada principalmente a trabalhadores que usam o veículo como instrumento de trabalho. Durante o discurso, afirmou que há recursos para colocar a proposta em prática e que as prioridades do governo precisam estar voltadas para quem mais precisa.
Ao falar da experiência que pretende levar para o Estado, o socialista citou resultados de sua passagem pela Prefeitura do Recife. Lembrou a ampliação da Atenção Básica, que passou a alcançar cerca de 300 mil pessoas a mais, a construção do Hospital da Criança, a abertura de 107 novas creches e o aumento do investimento público municipal.
João também retomou a relação de Vitória de Santo Antão com o período em que Eduardo Campos governou Pernambuco. Citou a chegada de indústrias ao município e defendeu a retomada de uma política estadual voltada para atrair empresas, gerar empregos e interiorizar oportunidades.
“Quando Eduardo era governador, tinha fábrica, indústria, oportunidade e emprego. Eu quero saber uma grande fábrica que veio para Pernambuco nesses últimos três anos do Governo do Estado. Não tem”, afirmou.
O prefeito Paulo Roberto (MDB) também destacou o legado de Eduardo Campos no município e relacionou o apoio a João à expectativa de um novo ciclo de investimentos. “Vitória de Santo Antão se transformou na gestão de Eduardo Campos. João vem para fazer o futuro, para trazer muito mais para Vitória de Santo Antão e para o nosso Estado”, afirmou.
A Caminhada 40 reuniu toda a chapa majoritária da Frente Popular de Pernambuco. Além de João Campos; marcaram presença o candidato a vice-governador, Carlos Costa; o candidato à reeleição ao Senado, Humberto Costa; e a candidata ao Senado, Marília Arraes. Também participaram o prefeito Paulo Roberto, a deputada federal e candidata à reeleição Iza Arruda, o candidato a deputado estadual Túlio Arruda, além de candidatos proporcionais e lideranças políticas da região.
Os Pais da Pátria têm servido para simbolizar o papel preponderante de determinadas personalidades na formação da unidade nacional ou de sua independência. Uma visão masculina da História do Brasil. Porém, de onde eles extrairiam opiniões sensatas para tocar seus projetos e a vida em comum? Por isso quis aqui lembrar essas figuras indispensáveis, as Mães da Pátria, que deram apoio às ideias e ideais desses homens notáveis sem exercer cargos oficiais.
Longe de querer dividir este texto com feministas radicais, destaco aqui o papel importante das mulheres, não heroínas oficiais, que compartilharam com eles suas vidas com amor e companheirismo. Esposas fiéis ao casamento, às vezes numa relação com maridos infiéis, bem formadas intelectualmente, deram grande contribuição em forma de conselhos, críticas, sugestões, cuidando da administração doméstica, para que esses vultos brasileiros, hoje registrados no Panteão da Pátria, pudessem ser o que foram.
Me vem à cabeça a lembrança da Arquiduquesa da Áustria, Dona Leopoldina, primeira esposa de Pedro I e Imperatriz do Brasil. Hoje há consenso entre os historiadores do seu fundamental papel desempenhado na independência do País. Foi também conselheira de bastidores de Pedro I em importantes decisões políticas que refletiram no futuro da nação, como o Dia do Fico e a posterior oposição e desobediência às cortes portuguesas quanto ao retorno do casal a Portugal.
Preparada na sua formação para reinar, Dona Leopoldina, não via mistério em governar. Foi regente do reino nas viagens de Pedro I pelas províncias brasileiras. É considerada a primeira mulher a se tornar Chefe de Estado de um país americano. Essa performance da jovem imperatriz, falecida aos 29 anos, só é registrada em livros especializados. Para a massa, principalmente no Rio de Janeiro, é o nome de um bairro carioca e de escola de samba.
Já Joaquim Nabuco, o abolicionista, por sua vez, não foi influenciado apenas por uma mulher. Mas por três. Na infância, a madrinha Ana Rosa cuidou dele no engenho Massangana, em Pernambuco, enquanto os pais viviam no Rio, onde o pai era deputado. Na juventude viveu um romance durante 16 anos com a ricaça Eufrásia Teixeira Leite, que terminou deixando-o para viver em Paris. Curiosamente, Nabuco veio a se casar depois com uma parisiense de nacionalidade brasileira, Evelina Torres Soares Ribeiro. Dezesseis anos mais nova, ela acompanhou as andanças políticas e diplomáticas do marido. Deu-lhe cinco filhos. E tem poucos registros de sua vida com Nabuco.
No exemplo seguinte, Mariana Cecília de Souza Meirelles aos 34 anos ainda era solteira, um atestado de incompetência relacional para a época. Mas o militar Deodoro da Fonseca a livrou da solteirice. Muito apaixonados um pelo outro, eles se casaram poucas semanas depois, em 16 de abril de 1860. Ela tinha 34 anos de idade e ele, 33. Não tiveram filhos e os apelidos do casal eram Maneco e Marianinha.
Nas muitas voltas da vida, Deodoro fez brilhante carreira militar, tornou-se Marechal e líder do grupo que proclamou a República. Mariana Fonseca passou a ser a primeira-dama do Brasil republicano.
Foi uma primeira-dama discreta, não fazendo só o papel de dona de casa no Palácio do Itamaraty, residência presidencial à época no Rio. Ela teve uma grande influência sobre o marido, fato conhecido por toda a sociedade. Considerada uma mulher de personalidade forte e opinião própria, a primeira-dama apoiou a iniciativa de criação de uma escola doméstica que, em sua prática, dava instrução primária e ensinava tipos de prendas do lar a meninas pobres e órfãs. Tal escola permaneceu em atividade até o início do século XX.
Já o presidente, o ditador, o líder de massas, o pai dos pobres Getúlio Vargas casou-se em São Borja (RS), em 4 de março de 1911, com Darcy Lima Sarmanho, de 15 anos de idade. O matrimônio foi um acerto político, um ato de conciliação entre famílias rivais. Darci Vargas teve cinco filhos, o que nunca a impediu de exercer suas atividades de primeira-dama militante.
Os momentos de infidelidade conjugal de Getúlio foram superados por Darci internamente, não alimentando o ninho de cobras da política. Ela representou o Brasil, com a filha Alzira, personagem maior da era Vargas, numa visita ao presidente Roosevelt, dos Estados Unidos.
Antecipou o papel social da Primeira-Dama, criando instituições, escolas e a Legião Brasileira de Assistência (LBA) para ajudar a família dos combatentes brasileiros na Segunda Guerra Mundial. Durante a grande seca no início da década de 1950, Darci visitou os Estados do Nordeste que foram os mais atingidos, com o objetivo de viagem de conhecer as necessidades que se sucederam e procurar ajudar os flagelados. Darci era os olhos e ouvidos de Getúlio. Mesmo depois da morte do presidente continuou a trabalhar na assistência social. Morreu em 1968 aos 72 anos.
Tancredo Neves, político da velha escola mineira, quando chegou ao máximo de sua carreira ao ser eleito presidente da República, não conseguiu tomar posse, acometido por uma diverticulite que o levou à morte em 21 de abril de 1985. Foram naqueles momentos tensos da sua demorada agonia de mais de um mês que o Brasil conheceu Risoleta Neves.
Considerada o alicerce de sua família, Risoleta sempre foi uma mulher discreta, embora atuante na construção da política democrática. Esteve sempre ao lado do marido, acompanhando-o em sua trajetória política. Era avessa a entrevistas, preferindo colher as perguntas na forma escrita e respondendo posteriormente.
Um encontro em Paris mudou a vida de Miguel Arraes de Alencar e de Maria Magdalena Fiúza, então uma estudante na capital francesa. Hospedada na casa de uma irmã de Miguel Arraes, que estava viúvo, em missão naquela cidade, ela começou um namoro que logo se transformou em casamento. Do marido, herdou oito filhos, que foram incorporados a mais dois que tiveram juntos. “Eles eram meninos muito bem-educados e logo formamos uma grande família”, se recorda em entrevista ao Diário de Pernambuco.
Ao lado do marido, Magdalena viveu momentos felizes e tristes ao longo do governo, mas encarados de frente. Durante a ocupação do Palácio do Campo das Princesas, em março de 1964 por forças militares, fez questão que todos os filhos fossem à escola normalmente. Já no exílio na Argélia, trabalhou como professora de português numa universidade e aguardava, com um certo receio, voltar ao país por conta da Lei da Anistia em 1979. Sempre se mostrou como uma mulher política com quem Arraes confidenciava episódios, a consultava em momentos de incerteza e antecipava decisões.
Pelos poucos exemplos que vimos acima foi possível avaliar a influência dessas mulheres na vida dos notáveis nacionais. Identificamos o que foi agregado à consciência desses homens durante a vida em comum. Por isso, não se pode pensar nos Pais da Pátria sem as Mães da Pátria. É isso.
Treze professores da Escola Estadual Indígena Acelina Cosme de Moura, em Floresta, no Sertão de Itaparica, estão há cerca de dois meses sem receber salários, soube, há pouco. Os docentes foram selecionados para contratos temporários com o Estado e entregaram toda a documentação exigida ao setor de Recursos Humanos em 30 de junho.
Após passarem pela triagem, receberam os contratos físicos em 1º de julho. O primeiro pagamento, previsto no calendário para 31 de julho, não foi realizado. Diante da ausência dos salários, os professores procuraram novamente o setor de RH e foram orientados a preencher um requerimento referente ao pagamento do mês, além de outro documento para cadastramento de e-mail destinado ao recebimento dos contracheques.
Mesmo após o envio da documentação solicitada, os docentes afirmam que o pagamento previsto para 31 de agosto também não ocorreu. A justificativa, segundo apurei, é a de que as contratações não teriam sido efetivadas pela Secretaria Estadual de Educação e Esportes, em razão do período eleitoral. Mas não é verdade. Os contratos foram assinados em 1º de julho, antes do início da restrição apontada. O blog teve acesso a cópias dos contratos, conversas mantidas pelo WhatsApp, requerimentos protocolados e números de processos registrados no Sistema Eletrônico de Informações (SEI) pela Gerência Regional de Educação (GRE) de Floresta.
A situação também passou a afetar o funcionamento da escola. A unidade está fechada desde terça-feira passada, deixando crianças indígenas sem aulas. Com os salários atrasados, os contratados estão passando necessidade, sem poder honrar débitos financeiros. Seria urgente a governadora tomar conhecimento dessa penúria dos contratados em Floresta.
Em atenção a notificação extrajudicial, este Blog esclarece que Leonardo Malafaia Alves não integra, colabora ou administra o perfil desde 2025, não tendo qualquer relação com panfletos sob investigação.
Em cumprimento ao compromisso permanente deste Blog com a verdade factual, a boa prática jornalística e os ditames da Lei nº 13.188/2015, publicamos a devida retificação a respeito das matérias recentemente veiculadas sobre o episódio dos panfletos apócrifos que mencionaram o falecido marido da governadora Raquel Lyra e as investigações em curso.
Em matérias e publicações nas redes sociais divulgadas nos dias 1º e 2 de setembro, foi citado que o senhor Leonardo Malafaia Alves integraria a equipe editorial e a administração atual da página “bastidor.pe”, associando seu nome à apuração que apura a origem da fotografia do material apócrifo.
Por meio de Notificação Extrajudicial subscrita por sua representação jurídica, acompanhada de documentação comprobatória, restou formalmente demonstrado que:
Desvinculação prévia: Leonardo Malafaia Alves encerrou em 2025 toda e qualquer participação, vínculo editorial, gerencial ou de colaboração com a página “bastidor.pe”;
Inexistência de relação com os fatos: O profissional não administra os canais do referido perfil e não possui qualquer envolvimento com a produção, publicação, fotografia ou circulação do panfleto que é alvo de representação na Justiça Eleitoral e de apuração policial;
Trajetória administrativa recente: O profissional exerceu cargo em comissão na Secretaria da Casa Civil de Pernambuco entre novembro de 2025 e agosto de 2026, tendo sido exonerado a pedido em 1º de agosto de 2026 (publicado no Diário Oficial de 04/08/2026), não exercendo atualmente gestão ou articulação sobre conteúdos veiculados pelo citado perfil.
Diante dos fatos esclarecidos e comprovados, o Blog do Magno acolhe integralmente a manifestação, retifica as informações publicadas anteriormente, retira a associação do nome e da imagem de Leonardo Malafaia Alves aos episódios investigados e reitera seu respeito aos direitos de personalidade e à lisura da informação jornalística.
São Lourenço da Mata alcançou um resultado de destaque no Sistema de Avaliação Educacional de Pernambuco (SAEPE) 2025. O município conquistou o 1º lugar entre as cidades pernambucanas com mais de 100 mil habitantes no desempenho do 2º ano do Ensino Fundamental – Anos Iniciais.
O resultado foi celebrado pelo prefeito Vinícius Labanca, que destacou a evolução da educação municipal e atribuiu a conquista ao trabalho realizado diariamente por professores, gestores, profissionais da educação, estudantes e famílias.
Em mensagem divulgada nas redes sociais, o prefeito relembrou medidas adotadas pela gestão para fortalecer a Rede Municipal de Ensino, como a valorização dos profissionais, a realização de concurso público, melhorias nas unidades escolares, investimentos em material e fardamento, alimentação escolar e ações voltadas ao acompanhamento pedagógico dos estudantes.
“Eu sempre acreditei”, afirma Labanca ao falar sobre a trajetória do município e o desafio de transformar a educação de São Lourenço da Mata. O prefeito também fez um agradecimento especial aos professores, reconhecendo o papel fundamental dos profissionais na construção do resultado.
“São Lourenço da Mata, que já esteve entre os últimos lugares, hoje ocupa o primeiro lugar”, destaca o Labanca, ressaltando que o resultado demonstra que é possível transformar a realidade educacional do município por meio de planejamento, investimento e dedicação.
Em postagem no seu Instagram, a delegada e candidata a deputada estadual Natasha Dolci (MDB) fez uma avaliação sobre as recentes notícias envolvendo a divulgação de cartazes apócrifos contra a governadora Raquel Lyra (PSD). “Conferi endereços, procurei os locais indicados e fui pessoalmente às ruas. O que encontrei foi bem diferente do que tentaram fazer parecer”, disse Natasha no vídeo. Confira!
O ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSD-MG) teve sua indicação para ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) aprovada pela Câmara, ontem. No dia anterior, a indicação foi aprovada pelos senadores. Ele tomará posse do novo cargo após as eleições, mas não pretende se afastar do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O senador ainda sonha assumir uma cadeira no Supremo Tribunal Federal (STF).
Terá mais chances se o presidente Lula for reeleito e uma chance maior ainda se também for reeleito para o comando do Senado o seu parceiro e atual presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP). O mandatário do Senado foi seu principal cabo eleitoral.
Davi Alcolumbre chegou a comprar uma briga com o presidente da República porque Lula não indicou Pacheco para ministro do STF neste ano. Em seu lugar, o escolhido foi Jorge Messias, cuja indicação o Senado acabou derrubando sob a batuta de Alcolumbre.
Foram três meses de rompimento entre os chefes do Executivo e do Judiciário que só chegaram ao fim porque Lula precisou do presidente do Senado para acelerar a tramitação de cinco pautas prioritárias para o governo durante o esforço concentrado do Congresso nesta semana.
Até ontem, o Senado já havia aprovado em plenário o projeto que cria incentivos fiscais para estimular a instalação de data centers no Brasil (Redata), enviado para sanção presidencial, e a Medida Provisória que zerou a chamada Taxa das Blusinhas, além do projeto de criação da Política Nacional de Minerais Críticos. Três das cinco prioridades. Na Comissão de Constituição e Justiça, foram aprovadas a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) do fim da escala de trabalho 6×1, enviada para votação em plenário, e o texto base da PEC da Segurança Pública.
As votações, que se estenderão até esta quinta-feira, 3, selam as pazes definitivamente entre Alcolumbre e Lula, se não houver nenhum percalço. Caso o presidente da República seja reeleito, a expectativa é de que terá um convívio tranquilo com o presidente do Senado. Lula terá direito de indicar quatro ministros para o STF em seu eventual próximo governo, o que significa que Pacheco terá boas chances de ser um dos indicados. E o presidente da República ainda poderá novamente submeter o nome de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal.
Rodrigo Pacheco tem dito a interlocutores que não tem pressa. Após tomar posse no TCU, ele pretende ficar até três anos no cargo, podendo ser um dos últimos indicados no futuro governo.
É o chamado jogo do ganha-ganha. Sai beneficiado o presidente da República, por ter um aliado ainda com alguma participação nas eleições deste ano em Minas Gerais e, depois no TCU, um ministro simpático ao Palácio do Planalto. Ganha o presidente do Senado, por ter um amigo fiel agora no TCU e, provavelmente, depois no STF. E ganha o próprio Pacheco, que se torna peça-chave da relação entre Executivo e Legislativo.
A tentativa da coligação da governadora Raquel Lyra (PSD) de retirar do ar a crítica de João Campos sobre a redução de leitos hospitalares em Pernambuco foi rejeitada pela Justiça Eleitoral. Em decisão de ontem, o Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) indeferiu o pedido liminar para suspender trecho do guia da Frente Popular que aponta a perda de cerca de 1,2 mil leitos do SUS durante a gestão de Raquel Lyra.
Ao analisar os números apresentados no processo, o desembargador eleitoral Paulo Augusto de Freitas Oliveira registrou que os próprios dados do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES) confirmam uma redução de 1.173 leitos entre 2022 e 2026. Diante disso, afirmou que não seria possível classificar a informação divulgada pela Frente Popular como falsa.
Se o ex-governador Eduardo Campos (PSB) ficou marcado pela expansão da rede estadual de atendimento, Raquel Lyra chega à reta final do mandato com movimento inverso. Entre 2007 e 2014, durante os oito anos da gestão de Eduardo, a rede estadual saltou de 27 para 57 unidades e serviços de saúde, com a abertura de hospitais, UPAs e novos equipamentos em diferentes regiões do Estado.
Sob Raquel Lyra, a marca é outra. Entre 2022 e 2026, Pernambuco perdeu 1.173 leitos hospitalares. O dado, além de constar das bases oficiais, foi reconhecido no próprio processo movido pela coligação governista. É uma redução que coloca a gestão de Raquel Lyra como a que mais diminuiu a capacidade assistencial da rede estadual em toda a história da saúde pública de Pernambuco.
A diferença entre os dois períodos ajuda a dimensionar o debate. Em oito anos, Eduardo Campos mais que dobrou o número de unidades e serviços da rede estadual. Já a primeira governadora eleita da história de Pernambuco se aproxima do fim do mandato deixando uma estrutura hospitalar com mais de mil leitos a menos do que aquela que encontrou.
Foi justamente essa redução que apareceu no guia eleitoral de João Campos. A peça afirmou que Pernambuco tem “1.200 leitos do SUS e 150 mil cirurgias a menos” e criticou também a queda dos investimentos na área. A coligação da governadora pediu que o trecho fosse retirado do rádio, da televisão e da internet sob a alegação de divulgação de informação sabidamente falsa.
Ao negar a liminar, o TRE ressaltou que a crítica política pode ser dura quando está sustentada em fatos e dados públicos. No caso dos leitos, a própria decisão afirma que há uma “constatação fática e matemática” da redução e que impedir a circulação de críticas baseadas em números reais representaria interferência indevida no debate eleitoral.
A pesquisa Real Time Big Data, divulgada hoje, aponta Marília Arraes (PDT) na liderança da disputa pelas duas vagas de Pernambuco no Senado, com 29% das intenções de voto. Na sequência, aparecem Mendonça Filho (PL), com 20%, e Humberto Costa (PT), com 19%. Os dois estão tecnicamente empatados considerando a margem de erro de dois pontos percentuais.
O levantamento mostra ainda Eduardo da Fonte (PP) com 13% e Túlio Gadêlha (PSD) com 12%. Carlos Sant’Anna (Novo) e Paulo Rubem Santiago (Rede) aparecem com 1% cada. O levantamento consolida as indicações de primeiro e segundo voto, uma vez que, nas eleições de 2026, os pernambucanos escolherão dois representantes para o Senado.
A pesquisa ouviu 1.600 eleitores de Pernambuco entre 29 de agosto e 2 de setembro, por telefone e internet. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número PE-09116/2026.
A Procuradoria-Geral da República fechou acordo de delação premiada com o empresário Antonio Carlos Freixo Júnior, o “Mineiro”. Ele dono da empresa Entre Investimentos, apontada como a ponte financeira utilizada por Daniel Vorcaro para enviar dinheiro à produção do filme “Dark Horse”. Os termos do acordo foram enviados ao gabinete do ministro André Mendonça, a quem cabe a homologação.
Nos anexos entregues aos investigadores, o delator detalhou transferências internacionais para um administrado por um advogado ligado a Eduardo Bolsonaro, além de repasses em malas de dinheiro vivo.
A Polícia Federal e a PGR apuram se o montante financiou de fato o longa-metragem ou se bancou despesas no exterior. A delação de Freixo reforça os indícios de que os repasses continuaram até setembro de 2025, desmentindo a versão do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro.
Pesquisa Real Time/BigData, divulgada pela CNN Brasil, hoje, mostra um empate numérico entre João Campos (PSB) e Raquel Lyra (PSD) na disputa pelo Governo de Pernambuco. Tanto o ex-prefeito do Recife como a atual governadora têm 43% das intenções de voto, um cenário idêntico ao que havia sido registrado em agosto pelo mesmo instituto.
A pesquisa teve a participação de 1,6 mil eleitores pernambucanos e foi realizada entre os dias 29 de agosto e 2 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento foi registrado na Justiça Eleitoral com o código PE-09116/2026.
Caso dos panfletos expõe proximidade de Raquel com grupo da desconstrução de João
O surgimento dos panfletos apócrifos contra Raquel Lyra (PSD) abriu uma nova frente de questionamentos na campanha eleitoral. Mais do que a necessária investigação sobre quem produziu e espalhou o material, o episódio chama atenção para uma conexão política que começa a ganhar relevância: a proximidade da própria governadora com pessoas ligadas a páginas e estruturas de comunicação dedicadas à desconstrução do candidato do PSB a governador, João Campos.
Um dos personagens centrais dessa relação é o jornalista e fotógrafo Léo Malafaia. Apresentado publicamente como um dos idealizadores do site Bastidor.PE, Malafaia ocupou cargo no Governo de Pernambuco até 4 de agosto, quando foi exonerado para trabalhar como videomaker na campanha de reeleição de Raquel.
Na prática, saiu da estrutura governamental diretamente para o núcleo de comunicação eleitoral da governadora. É justamente o Bastidor.PE que está no centro das dúvidas sobre a origem das imagens dos panfletos. O site foi o primeiro veículo a publicar, às 11h02 do domingo (30), uma fotografia do cartaz com a frase mais grave e de maior repercussão contra Raquel.
Até agora, segundo as informações apresentadas à Justiça Eleitoral, não há notícia de que um exemplar daquele cartaz específico tenha sido localizado fisicamente nas ruas por autoridades ou populares. A questão ganha outra dimensão porque Malafaia não mantém apenas uma relação histórica ou distante com a governadora.
Ele atua atualmente em sua campanha e acompanha Raquel de perto. Em 20 de agosto, imagens produzidas por ele durante uma caminhada da candidata em Paulista foram distribuídas pela própria assessoria. Na segunda-feira (31), apenas um dia depois do aparecimento dos panfletos nas redes sociais, Malafaia voltou a trabalhar na cobertura em vídeo de uma agenda da governadora.
As conexões em torno do Bastidor.PE também não terminam nele. Na publicação de estreia da página, em outubro de 2025, aparecem como idealizadores, ao lado de Malafaia, Fillipe Vilar e Rodrigo Ambrosio. Os três têm vínculos que convergem para a estrutura política que cercou Daniel Coelho quando ele comandou a Secretaria de Turismo e Lazer do Governo de Pernambuco.
Vilar chefiou a comunicação da pasta. Ambrosio também ocupou cargo na Secretaria. Anna Tenório, esposa de Malafaia, integrou a mesma estrutura antes de ser transferida para a Casa Civil, onde permanece. Posteriormente, o próprio Malafaia ganhou um cargo comissionado na Secretaria de Turismo. Forma-se, portanto, uma rede de relações profissionais e políticas que passou pelo Governo do Estado e que, em parte, permanece ligada diretamente ao projeto eleitoral de Raquel.
O conteúdo publicado pelo Bastidor.PE acrescenta um componente político a essa relação. Embora Malafaia não assine matérias no site, ele continuou divulgando publicações da página mesmo depois de entrar na campanha. Desde 14 de agosto, compartilhou pelo menos três conteúdos do Bastidor.PE, todos negativos contra João Campos, principal adversário da governadora.
É esse conjunto de circunstâncias, e não apenas uma publicação isolada, que torna o episódio relevante. De um lado, um site voltado frequentemente a conteúdos de desgaste contra João Campos. Do outro, entre os idealizadores declarados desse veículo, um profissional que deixou o Governo para trabalhar diretamente na campanha de Raquel e que segue próximo da candidata.
Agora, o mesmo site aparece como o primeiro veículo a divulgar a imagem do mais grave dos panfletos atribuídos a uma ação contra a governadora. Isso não significa, por si só, que seus integrantes tenham produzido o material.
A própria notícia-crime apresentada à Justiça Eleitoral não faz essa acusação. O ponto central é outro: diante da ausência de localização física do cartaz de maior repercussão, quem recebeu, registrou e publicou originalmente sua imagem pode ajudar a esclarecer de onde ela veio, quem a enviou e em quais circunstâncias foi produzida.
Por isso, Malafaia, Vilar e Ambrosio foram relacionados na peça como personagens que podem contribuir para a investigação. Cabe às autoridades reconstruir o caminho das imagens e identificar os responsáveis pela produção e eventual distribuição dos panfletos.
Politicamente, porém, o caso acrescenta mais uma camada a um problema que acompanha Raquel nesta eleição: a recorrente proximidade de sua estrutura política e governamental com personagens envolvidos na produção ou disseminação de conteúdos destinados a desgastar João Campos.
A questão que emerge, portanto, ultrapassa a autoria dos panfletos. É preciso esclarecer até onde vão as relações entre a campanha da governadora e estruturas digitais dedicadas ao enfrentamento e à desconstrução de seu principal adversário.
No caso do Bastidor.PE, essa relação deixou de ser apenas periférica: um de seus idealizadores está hoje dentro da campanha de Raquel, produzindo diretamente a imagem da candidata.
A investigação sobre os panfletos poderá esclarecer quem produziu o material. Mas o episódio já revela uma contradição política que merece explicações: enquanto Raquel denuncia publicamente uma suposta estrutura de ataques contra ela, pessoas de sua confiança e de sua própria campanha mantêm vínculos diretos com um veículo que atua sistematicamente na linha de confronto contra João Campos.
KIT GAY – A Justiça Eleitoral mandou o casal político Júnior Tércio e Clarissa Tércio, que disputam a reeleição para deputado estadual e federal, respectivamente, removerem das redes sociais um vídeo de propaganda eleitoral no qual associam o campo político adversário ao chamado “kit gay”. A decisão liminar, assinada pelo desembargador eleitoral auxiliar Paulo Augusto de Freitas Oliveira, estabelece prazo de 24 horas para a retirada da publicação. Além da remoção, foram proibidos de republicar, repostar, compartilhar, impulsionar, manter acessível ou promover novos conteúdos que reproduzam, total ou parcialmente, a mensagem considerada ilícita.
R$ 40 BI e 200 mil empregos – Em sabatina ontem na Fiepe, a governadora Raquel Lyra (PSD) disse que em sua gestão gerou mais de 200 mil empregos com carteira assinada. Destacou a redução da taxa de desocupação no Estado e projetou que Pernambuco chegará ao fim de quatro anos com R$ 40 bilhões em investimentos privados anunciados e em execução. Segundo ela, os investimentos públicos realizados pelo Estado têm ajudado a estimular a entrada de recursos privados na economia pernambucana.
Fachin não quer decidir sozinho – O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, iniciou conversas individuais com ministros da Corte para medir o ambiente interno antes de decidir o destino do pedido de apuração que envolve o ministro Alexandre de Moraes. As consultas ocorrem em meio a uma pressão interna para que o presidente evite tomar sozinho uma decisão sobre uma questão que divide a Corte. Uma das alternativas discutidas é justamente levar o pedido ao colegiado, ainda que não haja maioria entre os ministros pela abertura de uma investigação contra Moraes.
André com Vorcaro – O advogado baiano Ciro Soares, ex-defensor do Banco Master, enviou para Daniel Vorcaro, no dia 8 de fevereiro do ano passado, uma fotografia ao lado de André Mendonça e afirmou em um áudio que estava “trabalhando” pelo banqueiro enquanto levava o ministro a uma alfaiataria. A informação foi revelada pelo jornalista Paulo Motoryn, da newsletter Noites Húngaras. O ministro do STF divulgou nota em que confirmou ter se encontrado “uma única vez” com Vorcaro, em março de 2025, “por iniciativa do próprio empresário, e que se limitou a ouvi-lo”. Disse ainda que, no mesmo mês, atendeu também o advogado do ex-banqueiro.
O efeito Cury – As campanhas à Presidência de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) vão ampliar a disputa pelos eleitores que se classificam como independentes após a pesquisa Quaest mostrar o crescimento do candidato do Avante, Augusto Cury, para 10% das intenções de voto. O eleitorado de Cury, agora isolado em terceiro na corrida presidencial, está concentrado no segmento que diz não ter um lado na polarização política entre direita e esquerda. O levantamento mostra que Cury cresceu oito pontos em relação à pesquisa divulgada em 14 de agosto, quando tinha 2%. As duas pesquisas não são diretamente comparáveis porque houve uma mudança na lista de candidatos testados, mas a disparada colocou o candidato do Avante isoladamente na terceira posição e ampliou a atenção das duas principais campanhas sobre seus movimentos.
CURTAS
PROTAGONISMO – De João Campos na Fiepe: “Hoje, Pernambuco perdeu protagonismo no Nordeste, perdeu posições em ranking de competitividade, de infraestrutura, saímos da segunda posição para a penúltima na formação de ensino técnico. Isso é muito ruim, mas a gente está aqui não para desanimar as pessoas, para dizer que isso vai mudar com minha chegada ao Governo”.
REVEZAMENTO – De Ivan Moraes, candidato do PSOL, na Fiepe: “O povo pernambucano, quando percebe a existência da nossa candidatura, imediatamente entende que aqui em Pernambuco não tem nenhuma necessidade de trocar seis por meia dúzia. Eu estou na missão de acabar com o revezamento de herdeiro no Palácio das Princesas”.
POSSE – A Associação do Ministério Público de Pernambuco (AMPPE) empossa, hoje, às 18h, a sua nova Diretoria Executiva e o Conselho Fiscal e Consultivo da entidade para o biênio 2026-2028. O evento, que será realizado no casarão-sede da AMPPE, na Rua Benfica, 810, na Madalena, no Recife, marca a recondução da promotora de Justiça Helena Martins Gomes à presidência da Associação, após sua reeleição no pleito realizado em junho.
Perguntar não ofende: O affair Alexandre de Moraes vai dar em pizza?