Um dos pilares da política econômica adotada pelo Governo de Pernambuco na busca pelo desenvolvimento sustentável, a produção de energia solar cresceu no Estado em 2024. Entre os estados do Nordeste, Pernambuco foi líder no ano passado no crescimento da geração distribuída, com 34.944 novas unidades, um aumento de 47% quando comparado com as unidades conectadas até 2023.
No acumulado da geração distribuída na região, Pernambuco terminou 2024 com 109.941 unidades, conquistando o segundo lugar no total de unidades consumidoras que geram sua própria energia. Quando considerada a potência instalada de geração solar distribuída, o Estado cresceu 31% em 2024 com relação ao ano anterior, superando a marca de 1GW.
Os números são da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) e refletem um novo momento em que vive o Estado, com mais estímulo da gestão estadual para a produção de energias renováveis. De acordo com o Secretário Executivo de Energia da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Guilherme Sá, o crescimento na geração distribuída deve-se também ao ambiente mais atrativo criado pelo governo.
“Existem iniciativas importantes da gestão Raquel Lyra para apoiar a expansão da energia solar em nosso Estado. A primeira que eu destaco é a simplificação do licenciamento ambiental para as usinas solares de pequeno porte. Uma importante melhoria, que entrou em vigor em 2024, foi a inexigibilidade de licenciamento ambiental para unidades de geração de energia solar com até meio mega de capacidade instalada. Isso representa cerca de 99% das unidades de geração distribuída em Pernambuco. São usinas de pequeno porte que têm baixo impacto ambiental. A desburocratização do licenciamento ambiental, conquista do governo Raquel Lyra, facilita o acesso a fonte solar pela população e pelos empreendedores que investem e implantam essas usinas”, ressalta.
AÇÃO FOCALIZADA
Essa ação foi fruto de um grupo de trabalho formado pelas secretarias de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente, CPRH, por representantes da sociedade civil e do setor de energia. Ele lembra ainda os programas de incentivos fiscais oferecidos pelo Governo de Pernambuco.
“Possuímos um pacote robusto de incentivos fiscais. Pernambuco foi um dos três primeiros estados do Brasil a conceder isenção de ICMS para os consumidores que geram a sua própria energia com usinas de até 1MW de capacidade instalada. Além disso, temos um pacote de incentivos que incluem o diferimento do ICMS para aquisição de equipamentos de geração solar e desoneram o ICMS para a atividade de fabricação de equipamentos de geração solar em nosso estado”, lembrou.
A corrida presidencial de 2026 entrou definitivamente em uma nova fase — mais tensa, mais direta e, sobretudo, mais estratégica. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, até então operando em um registro mais moderado, recalibrou sua comunicação política diante de um fator que não pode ser ignorado: o crescimento consistente de Flávio Bolsonaro nas pesquisas de opinião, já configurando cenários de empate técnico tanto no primeiro quanto no segundo turno.
Essa mudança de postura não é apenas retórica. Trata-se de uma inflexão clara de estratégia, baseada em três eixos: confronto direto, polarização narrativa e internacionalização do debate eleitoral.
O ponto de virada está diretamente relacionado ao reposicionamento de Lula no cenário global, especialmente após sua recente agenda internacional. Ao endurecer críticas ao presidente norte-americano Donald Trump — citando ameaças comerciais, medidas protecionistas e episódios de tensão diplomática — Lula não fala apenas como chefe de Estado. Ele constrói, deliberadamente, um ativo eleitoral doméstico.
A lógica é sofisticada, mas transparente: transformar conflitos internacionais em elementos de disputa interna. Ao enquadrar Trump como símbolo de instabilidade, agressividade comercial e desrespeito à soberania de outros países, o presidente brasileiro cria as condições para um movimento seguinte — associar esse mesmo campo político ao bolsonarismo.
É nesse ponto que Flávio Bolsonaro entra como alvo central.
Filho do ex-presidente Jair Bolsonaro e herdeiro político direto de seu capital eleitoral, Flávio passa a ser retratado, no ecossistema digital governista e aliado, como extensão de uma agenda internacional que teria prejudicado o Brasil. O chamado “tarifaço”, as tensões diplomáticas e o alinhamento ideológico com Trump são utilizados como insumos narrativos para consolidar essa associação.
Não se trata de um movimento improvisado. É uma estratégia clássica de enquadramento: transferir o desgaste de um ator global para um adversário local, criando uma equivalência simbólica que simplifica a escolha do eleitor.
Ao mesmo tempo, Lula abandona a cautela que marcou fases anteriores da pré-campanha. O discurso mais conciliador cede espaço a uma comunicação de contraste. A lógica do “nós contra eles” volta ao centro da arena, mobilizando bases, ativando identidades políticas e reduzindo a zona cinzenta do eleitorado.
Essa guinada também se reflete no comportamento do entorno político. Partidos aliados, influenciadores e lideranças públicas passam a operar de forma coordenada, amplificando ataques, explorando narrativas de soberania nacional e reforçando a ideia de que a eleição não é apenas uma disputa interna, mas uma escolha entre dois modelos de inserção do Brasil no mundo.
Do ponto de vista técnico, a estratégia tem méritos claros. Polarização mobiliza. Simplificação narrativa facilita a comunicação. E a associação com fatores externos pode deslocar o debate de temas domésticos sensíveis para um terreno mais favorável ao incumbente.
Mas os riscos são igualmente evidentes.
Ao intensificar a divisão, Lula pode encontrar dificuldades para dialogar com o eleitorado indeciso, que tende a rejeitar ambientes de confronto permanente. Além disso, a estratégia depende, em certa medida, da manutenção do desgaste internacional de Trump — uma variável que não está sob controle da campanha brasileira.
Há ainda o fator de reação. O campo bolsonarista já demonstrou, em ciclos anteriores, alta capacidade de resposta digital e narrativa. A tendência é que o confronto se intensifique, elevando o nível de tensão política e comunicacional ao longo dos próximos meses.
O que se consolida, portanto, é um novo desenho de disputa: menos centrado em propostas administrativas e mais estruturado em identidades, símbolos e alinhamentos globais.
A eleição de 2026 começa a ser travada em dois tabuleiros simultâneos — o nacional e o internacional. E Lula, ao que tudo indica, decidiu jogar nos dois.
As pesquisas eleitorais representam uma fotografia do momento. Podem ter caráter científico se bem usados os métodos de estratificação das amostras e de tratamento estatístico dos dados. Mas isso não as isenta dos riscos do manejo interessado. Os incentivos vão desde axiomas antidemocráticos como os famigerados “em política o feio é perder” ou “os fins justificam os meios”, chegando à pura e simples corrupção.
Alguns não se importam com as manipulações, acreditando ingenuamente que a pesquisa relevante é apenas a do eleitor nas urnas. Não percebem que as pesquisas, ainda que falseadas, afetam a decisão do eleitor que, geralmente, é infenso a votar no candidato sem chances.
Nesses descaminhos, as pesquisas podem falhar voluntária ou involuntariamente. Tome-se o caso das últimas pesquisas para governador em Pernambuco. A do Datafolha apresentou dados em descompasso com os de outros institutos que vinham apontando empate técnico entre a governadora Raquel Lyra e o ex-prefeito João Campos.
Especialistas apontam que alguns institutos, mesmo gozando de reputação nacional estabelecida, cometem lapsos metodológicos, sobretudo quando a eleição ainda está distante. À medida que a data do pleito se avizinha, vão fazendo os ajustes na metodologia e na amostra.
No caso da Datafolha, em alguns estados, ela terceiriza as equipes de entrevistadores. E, no início, concentra as amostras de entrevistados nas capitais e regiões metropolitanas, visto que entrevistas em locais mais remotos têm maiores custos. No caso de Pernambuco, isso pode justificar a diferença em relação às demais pesquisas que vinham apontando empate entre os principais concorrentes ao governo.
Outro tópico que justifica a cautela com as pesquisas é o fato de que, até o momento, os eleitores que não escolheram seus candidatos ainda são muito numerosos, assim como é elevado o percentual dos que admitem mudar de voto.
Como lembrou Renato Meirelles, em O Globo de 16.4.26, nada menos do que 62% dos entrevistados na última pesquisa Quaest não souberam dizer em quem votariam para Presidente quando, inicialmente, indagados sem o estímulo do disco com as alternativas.
Isso significa 96 milhões de pessoas que não externam espontaneamente uma preferência. Trata-se de dado relevante porque a urna eletrônica funciona como o voto espontâneo. O eleitor, quando chega na cabine, não se depara com um disco com os candidatos.
Outro fator que recomenda cautela com os resultados das pesquisas atuais é o fato de que 43% dos entrevistados admitem mudar de voto. Ou seja, 67 milhões de pessoas que declaram voto em algum candidato, mas admitem mudar.
Acrescente-se a frequente discrepância entre os votos espontâneos e os votos na estimulada. Na última pesquisa Datafolha para Pernambuco, João Campos apresentou uma dianteira de 12%. Mas, na espontânea, Raquel Lyra apresentou índices superiores (28% a 26%).
Ainda um outro dado recomenda cautela nas apostas sobre quem será vitorioso em Pernambuco. Historicamente, é raro um governante com mais de 60% de aprovação na pré-campanha perder uma tentativa de reeleição.
No Brasil, o índice de aprovação acima de 50% funciona quase como um “porto seguro”, embora erros graves ou crises possam afetar essa tendência. Mesmo com índices menores de aprovação, alguns incumbentes ainda assim são competitivos.
Foi o caso de Jair Bolsonaro, que, em 2022, tornou-se o primeiro presidente a perder a reeleição. Embora seus índices de “ótimo/bom” oscilassem entre 25% e 35%, ele perdeu para Lula por pequena diferença. Isso também sugere que a força de quem está sentado na cadeira continua relevante.
Especialistas em marketing político afirmam que governantes com 60% de aprovação só perdem a reeleição se ocorrer uma unificação total da oposição em torno de um único nome; ou quando o incumbente é tragado em um escândalo ético pessoal intransponível; ou ainda quando a rejeição individual (o “não voto de jeito nenhum”) for maior que 30%, mesmo com o governo bem avaliado.
Nenhuma dessas exceções se aplica à candidatura da governadora Raquel Lyra. As pesquisas têm convergido ao apontar um índice de aprovação do seu governo acima de 60%. Isso pode lhe conferir uma vantagem com tendência a se consolidar à medida que as ações do seu governo forem ainda mais conhecidas.
No caso do presidente Lula, a maioria das pesquisas aponta empate técnico com Flávio Bolsonaro. Mas a maior polarização no plano nacional é um fator importante. Embora ele tenha aprovação menor que 50% e tenha elevados índices de rejeição, o debate sobre as realizações de seu governo pode contar em uma eleição que segue sendo um clássico imprevisível.
*Advogado, professor de Direito Constitucional e PhD pela Universidade de Oxford
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Um muro desabou sobre uma residência no bairro de Santa Mônica, em Camaragibe, na Região Metropolitana do Recife, na noite desta quinta-feira (23), em meio às fortes chuvas que atingiram a cidade. Segundo a Prefeitura, o imóvel, localizado na Rua Três Marias, nº 670, abrigava seis pessoas no momento do acidente. Mãe e filho ficaram feridos.
A mulher, Mauricélia Severina da Mata, 45 anos, “sofreu impacto de uma placa de cimento nas costas, com lesão também na cabeça”, informou a gestão municipal. Já Beijamim José da Mata, 19 anos, “foi atingido por tijolos na região da coluna”. “Mãe e filho foram atendidos no Hospital Aristeu Chaves e, em seguida, foram encaminhados à UPA de São Lourenço para realização de exames de imagem”, acrescentou a Prefeitura.
A Defesa Civil interditou a residência após o desabamento. Os demais moradores foram acolhidos e encaminhados para casas de parentes. De acordo com o município, equipes do órgão devem retornar ao local nesta sexta-feira (24) para realizar vistoria e seguir com o monitoramento da área.
“A Secretaria de Proteção e Defesa Civil da Prefeitura Municipal de Camaragibe registrou, na noite desta quinta-feira (23/04), uma ocorrência provocada pelas chuvas no bairro de Santa Mônica. Um muro desabou sobre uma residência localizada na Rua Três Marias, nº 670. No imóvel estavam seis pessoas. Mãe e filho ficaram feridos e foram atendidos no Hospital Municipal Dr. Aristeu Chaves e, em seguida, foram encaminhados à UPA de São Lourenço da Mata para realização de exames de imagem.
Beijamim José da Mata, 19 anos, foi atingido por tijolos na região da coluna, e Mauricélia Severina da Mata, 45 anos, sofreu impacto de uma placa de cimento nas costas, com lesão também na cabeça. A residência foi interditada por equipes da Defesa Civil. Os demais integrantes da família foram acolhidos e encaminhados para a casa de parentes.
Equipes da Defesa Civil seguem monitorando as áreas de risco e orientam a população a acionar o órgão em caso de novas ocorrências relacionadas às chuvas. A Secretaria de Proteção e Defesa Civil informa que permanece em regime de prontidão e pode ser acionada pelo telefone (81) 9 9945-3015. E orienta que, em caso de intensificação das chuvas, moradores de áreas de risco procurem abrigo temporário em residências de parentes ou amigos localizadas em áreas seguras. Já aqueles que vivem em locais sem risco devem evitar deslocamentos desnecessários. Também é recomendado não tentar atravessar vias ou pontos alagados, devido ao perigo de acidentes.”
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) passa por procedimento para retirada de um acúmulo de pele, chamado de queratose na cabeça, e por uma infiltração no punho para tratar uma tendinite no polegar da mão direita nesta sexta-feira (24) no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo.
Ele chegou ao hospital por volta das 7h10 da manhã, acompanhado da primeira-dama, Janja. As informações são do g1.
Os procedimentos foram confirmados na quinta-feira (23) pela Secretaria de Comunicação da Presidência da República. Segundo o governo, como são simples, não haverá nenhuma restrição para o presidente. Também não é necessário que Lula fique em repouso, de acordo com a equipe médica do presidente.
Segundo o g1 apurou, Lula chegou a São Paulo por volta das 20h20 de quinta e depois foi para casa descansar. A previsão do governo é a de que ele passe o final de semana na capital paulista.
O presidente tinha compromissos oficiais previstos para esta sexta-feira em Presidente Prudente (SP) e em Andradina (SP), mas foram adiados para segunda-feira (27).
No entanto, há a expectativa de que Lula retorne a Brasília no domingo (26) para participar de um congresso do Partido dos Trabalhadores.
Cauterização da queratose Em fevereiro, Lula realizou um procedimento simples de cauterização para tratar uma queratose, também chamada de ceratose — um espessamento da camada de queratina mais superficial da pele. O novo procedimento será realizado no mesmo local.
O procedimento durou pouco mais de um minuto e foi realizado em uma clínica dermatológica em São Paulo.
A queratose é um termo amplo e usamos para descrever alterações da pele em que há um distúrbio no processo de queratinização, ou seja, na forma como as células da epiderme produzem e organizam a queratina, a proteína da camada mais superficial da pele, explica a dermatologista Maria Augusta Maciel, do Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe) de São Paulo e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).
Cauterização dura poucos minutos e é feita no consultório A cauterização para tratar a queratose é um procedimento simples, realizado de forma corriqueira no dia a dia, em consultório, e pode ser feita de diversas formas, explica o presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), Carlos Barcaui:
Cauterização com bisturi elétrico, chamada de eletro cauterização: feito com anestesia local, com lidocaína
Cauterização química: mais usada em lesões mais finas e superficiais. Em geral, é usado o ácido na lesão. “Você toca o ácido da lesão e espera ela ficar branca. Em seguida aquilo depois forma uma casca e cai sozinho”, explica Barcaui.
Criocirurgia: congelamento da lesão com nitrogênio líquido. Usa-se um spray de nitrogênio líquido com intuito de formar uma bolha. Em seguida, o teto dessa bolha, quando se descola, leva o epitélio embora.
Além da cauterização, que é mais comum, o tratamento clínico também pode ser feito por meio de cremes, com laser e com a cirurgia convencional.
O procedimento é rápido, costuma durar poucos minutos. Não exige internação e permite que o paciente retome suas atividades praticamente no mesmo dia.
A movimentação política recente em Pernambuco deixa de ser episódica e passa a indicar um padrão mais estruturado. A postagem de ontem neste blog expõe um gesto carregado de simbolismo: às vésperas da agenda do ministro Guilherme Boulos, da Secretaria Geral da Presidência, aliado direto do presidente Lula (PT), setores vinculados à governadora Raquel Lyra (PSD) aparecem prestando homenagem ao senador Flávio Bolsonaro (PL), uma das principais referências do campo do conservadorismo e do bolsonarismo no País.
Não se trata de um detalhe casual ou sem importância. Em política, gestos constroem narrativas e, sobretudo, revelam alinhamentos. Enquanto a presença de Boulos poderia sugerir uma aproximação institucional com o Governo Federal, o movimento paralelo de valorização do filho do ex-presidente aponta, de forma mais objetiva, para outro campo político.
O episódio ganha ainda mais peso quando analisado dentro de um contexto mais amplo. Não é um fato isolado, mas parte de um conjunto de sinais que vêm se acumulando ao longo do tempo e que indicam um deslocamento consistente da governadora à direita. Ainda que, em determinados momentos, haja tentativas de sustentar uma ambiguidade — inclusive com insinuações de possível alinhamento ou voto em Lula — os movimentos concretos caminham em direção oposta.
O que se observa é uma estratégia de duplo discurso: de um lado, a tentativa de dialogar com diferentes espectros do eleitorado e manter canais abertos com o Governo Federal e de outro gestos políticos claros que reforçam vínculos com a direita, especialmente o bolsonarismo.
Esse tipo de construção pode até funcionar no curto prazo, mas tende a produzir desgaste quando a incoerência entre discurso e prática se torna evidente. No fundo, é o acúmulo desses sinais que vai moldando a percepção pública.
E, nesse cenário, a tentativa de se apresentar como uma figura de posição indefinida perde força diante de evidências cada vez mais claras de um posicionamento político que se consolida.
FINAL FELIZ – Após mais de quatro meses de impasse, a Assembleia Legislativa de Pernambuco aprovou, ontem, o projeto da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026. Só foi possível após acordo entre o presidente da Casa, Álvaro Porto (MDB), e a governadora Raquel Lyra (PSD), que de sua parte enviou um novo texto que foi lido, discutido e votado sem problemas. O impasse se arrastava desde o fim de 2025, em meio a divergências na Comissão de Finanças, embates sobre o percentual de remanejamento orçamentário e à judicialização do tema.
Sem pressão – Ainda sobre a Loa, o presidente da Alepe, Álvaro Porto, descartou que tenha existido “pressão” dos prefeitos na reunião com os gestores no dia anterior, após a reunião envolvendo o presidente da Amupe. Ressaltou que a iniciativa partiu da presidência da Casa. “Não houve pressão em momento algum. Quando recebi o telefonema para receber os prefeitos, marquei imediatamente. E quando eles chegaram, acho que não tivemos nem 10 minutos de conversa. A gente resolveu logo, sem maiores delongas”, afirmou.
Vitória sem bandeira partidária – Da governadora Raquel Lyra ao comemorar, ontem, a aprovação do orçamento estadual em meio a um acordo com o Legislativo: “Pernambuco comemora uma grande vitória que não tem bandeira, nem cor partidária. Ela pertence a todos os pernambucanos. Depois de 115 dias protocolados, a LOA, encaminhada pelo Governo de Pernambuco, foi totalmente aprovada na Alepe. Ela que garantiu em seguida que sancionará o texto assim que for enviado ao Palácio do Campo das Princesas pela Alepe.
De volta ao trabalho – Um dia após receber alta médica, o ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz (PDT), participa hoje, no Recife, do ato “Governo do Brasil na Rua”, experiência que agrega órgãos do governo federal para oferecer diferentes tipos de serviços à população. Será na Escola Técnica Estadual Miguel Batista, no bairro da Macaxeira. Entre os serviços, atendimentos relacionados à Previdência Social, como perícia médica e de análises do INSS sem necessidade de agendamento.
Redução de impostos – O presidente Lula (PT) enviou, ontem, ao Congresso, projeto de lei para permitir ao Executivo reduzir a alíquota de PIS/Cofins sobre combustíveis, como gasolina e etanol, com a arrecadação extra esperada no setor de petróleo com a disparada da cotação internacional do barril no mercado internacional provocada pela guerra no Oriente Médio. Atualmente, é cobrado R$ 0,47 dos impostos federais sobre gasolina, produto que ainda não teve subsídio anunciado pelo governo federal para aliviar a alta dos preços para o consumidor, como já houve nos casos do diesel e do biodiesel. Por isso, a gasolina seria o principal alvo da medida.
CURTAS
PROCEDIMENTO – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi a São Paulo, ontem, para realizar procedimentos médicos no Hospital Sírio-Libanês. Um deles é uma cauterização para extrair uma queratose (acúmulo de pele) no couro cabeludo. Em fevereiro, Lula já havia passado pelo mesmo processo em uma clínica de dermatologia da capital.
NO PUNHO – Lula também fará uma infiltração no punho para tratamento de tendinite no dedão do polegar da mão direita. O presidente tem reclamado de dor no local. De acordo com auxiliares, não há horário fixo para os dois procedimentos, que deverão ser rápidos. Também não há contraindicação e nem preparo médico prévio.
EM SÃO PAULO – Na segunda-feira, o presidente cumprirá agendas no interior de São Paulo. Lula irá a Presidente Prudente (SP) para inauguração do novo centro de radioterapia do Hospital Regional da cidade e depois seguirá para Andradina (SP), para cerimônia de entregas para a Agricultura Familiar e apresentação da Estratégia Nacional de Desenvolvimento da Produção de Leite.
Perguntar não ofende: Quando Raquel vai assumir o bolsonarismo no seu palanque?
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu nesta quinta-feira (23) prisão domiciliar a Eric Douglas Martins Fidelis, filho do ex-diretor do INSS André Fidelis, investigado pelo esquema bilionário de descontos indevidos em benefícios do órgão.
Eric estava preso desde dezembro do ano passado, e foi detido em uma das ações da PF realizadas como desdobramento da Operação Sem Desconto, que investiga as suspeitas de fraudes.
Segundo as investigações, Eric Fidelis é citado em mensagens de outros investigados, ligados a Antônio Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, e tratado como destinatário de dinheiro desviado. Ele é chamado de “filho de alguém do INSS”. De acordo com a PF, Eric recebia propina em nome da organização criminosa, camuflada em formato de “honorários advocatícios”.
Em novembro do ano passado, a PF prendeu o presidente do INSS à época, Alessandro Stefanutto, além de integrantes da cúpula do órgão. Entre eles, André Paulo Felix Fidelis, ex-diretor de Benefícios e relacionamento com o cidadão do INSS.
Prisão domiciliar para filho de ex-diretor
A decisão de Mendonça nesta quinta atendeu a pedido da defesa, que alegou complicações no parto da esposa do investigado. O casal já tem outro filho menor de 7 anos.
Segundo o ministro, embora não haja prova inequívoca de dependência exclusiva da mulher em relação a Eric Fidelis, a substituição da prisão preventiva por domiciliar se mostra “medida humanitária e proporcional”.
Mendonça destacou a situação familiar, com a presença de uma filha de sete anos e o nascimento recente de um novo filho, além do estado de saúde da esposa, que estaria sob cuidados intensivos. “Embora não haja prova inequívoca de dependência exclusiva da esposa em relação ao requerente, a substituição da custódia pela prisão domiciliar revela-se, na espécie, medida humanitária e proporcional, haja vista a presença de filha de sete anos no núcleo familiar, agora agravada pelo nascimento de um novo filho e pelo grave estado de saúde da cônjuge, submetida a cuidados intensivos”, diz a decisão do ministro.
Na decisão, Mendonça determinou a adoção de medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de contato com outros investigados no caso.
Entenda o esquema de fraudes
O caso foi revelado em 23 de abril do ano passado, após a primeira fase da operação da Polícia Federal. De acordo com as investigações, os suspeitos cobravam mensalidades irregulares, descontadas dos benefícios de aposentados e pensionistas, sem a autorização deles.
Até 27 de março, o órgão devolveu R$ 2,95 bilhões a 4,34 milhões de pessoas que identificaram como irregular o desconto em seu benefício. Segundo o INSS, cerca de 4 milhões de beneficiários ainda não se manifestaram.
O esquema consistia em retirar valores de beneficiários do INSS mensalmente, como se eles tivessem se tornado membros de associações de aposentados, quando, na verdade, não haviam se associado nem autorizado os descontos.
Segundo o ministro da CGU Vinícius de Carvalho informou à época, as associações envolvidas no esquema diziam prestar serviços como assistência jurídica para aposentados e ofereciam descontos em mensalidades de academias e planos de saúde, por exemplo, mas não tinham estrutura.
Ao todo, 11 entidades foram alvos de medidas judiciais. Os contratos de aposentados e pensionistas com essas entidades foram suspensos, segundo o ministro da CGU.
Deputados do PSOL protocolaram representação na Procuradoria-Geral da República contra o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado para questionar a venda da mineradora Serra Verde à empresa americana USA Rare Earth.
O pedido foi apresentado por Sâmia Bomfim, com apoio de Glauber Braga e Fernanda Melchionna. Os parlamentares solicitam apuração da operação e análise da legalidade dos atos ligados à negociação. As informações são do blog da Julliana Lopes, da CNN Brasil.
No documento, o grupo sustenta que o negócio envolve um setor estratégico e aponta possível avanço sobre competências da União em temas como mineração e relações internacionais. Também pedem que a PGR avalie medidas judiciais cabíveis, inclusive no Supremo Tribunal Federal, caso entenda haver irregularidades no processo.
Na representação enviada à PGR, deputados do PSOL afirmam que Caiado extrapolou atribuições do cargo ao praticar uma espécie de “diplomacia paralela” ao assinar um memorando com representantes dos Estados Unidos sobre minerais críticos e terras raras. Segundo o documento, a condução de relações internacionais e a gestão estratégica de recursos minerais cabem à União, o que configuraria possível violação à soberania nacional. A CNN procurou Ronaldo Caiado e aguarda resposta.
A ofensiva ocorre em meio ao avanço do debate político sobre terras raras no Congresso. Havia expectativa de votação, na Câmara dos Deputados, de uma proposta relatada por Arnaldo Jardim (Cidadania-SP) sobre o tema, mas o texto acabou retirado de pauta.
Neste mês, a bancada do PT na Câmara também apresentou projeto para criar a estatal Terrabras e ampliar a participação do Estado na exploração desses minerais, sob o argumento de reforço à soberania nacional.
O negócio que motivou a ação foi anunciado nesta semana e avalia a Serra Verde em cerca de US$ 2,8 bilhões, com pagamento em dinheiro e ações da compradora. O fechamento depende de aprovações regulatórias e está previsto para o terceiro trimestre de 2026.
O Corpo de Bombeiros foi acionado para intervir em um protesto que parou o trânsito entre as zonas Central e Sul do Recife, nesta quinta-feira (23). Manifestantes, que demandam reestabelecimento de energia elétrica, fecharam os dois sentidos da avenida Sul, rua Imperial, além de alças de acesso do Viaduto Capitão Temudo.
Conforme informado pela Autarquia de Trânsito e Transporte Urbano do Recife (CTTU), por volta das 16h45, a Av. Sul foi interditada para a circulação de veículos, em ambos os sentidos. A Rua Imperial, principal corredor que leva do bairro de São José até o bairro de Afogados, também foi fechada. Minutos depois, o protesto seguiu para o viaduto Capitão Temudo. Até o início da noite, apenas o sentido Olinda foi liberado. As informações são da Folha de Pernambuco.
Conforme divulgou a CTTU, agentes orientaram o desvio. O tráfego para Boa Viagem, na Zona Sul, segue interditado. Em contato com o Corpo de Bombeiros, a corporação confirmou o acionamento e que uma equipe já está no local, com a ocorrência em andamento.
A reportagem procurou a comunicação da Neoenergia e foi informada de que uma equipe atuou no local “trabalhando no restabelecimento dos clientes regulares da distribuidora”.
O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por unanimidade, manter as restrições para a compra de terras rurais no Brasil por empresas nacionais controladas por estrangeiros. Os ministros negaram uma ação movida pela Sociedade Rural Brasileira (SRB) contra lei de 1971 que rege o tema, e acolheram o processo da Advocacia-Geral da União (AGU) que pedia sua validação.
O julgamento havia sido suspenso em março por pedido de vista do ministro Alexandre de Moraes, que reajustou seu voto — inicialmente contrário às restrições. Em seu voto atualizado, proferido nesta quinta-feira (23), Moraes disse que as restrições são necessárias para salvaguardar a soberania nacional e minerais críticos.
Também votaram nesse sentido o relator, Marco Aurélio Mello (aposentado), Flávio Dino, Cristiano Zanin, Kássio Nunes Marques, Gilmar Mendes, Luiz Fux, Dias Toffoli e Edson Fachin.
O centro da controvérsia estava em definir se as empresas com capital majoritariamente estrangeiro devem se submeter às mesmas restrições impostas às empresas estrangeiras. De acordo com a lei questionada, as duas situações recebem o mesmo tratamento jurídico, o que foi contestado pela SRB.
Ao longo dos debates, ministros destacaram que praticamente todos os países do mundo têm algum controle sobre a aquisição de terras rurais por estrangeiros. Também consideraram que, apesar de ter sido editada antes de 1988, ela é compatível com a Constituição e necessária para proteger a soberania nacional.
“A lei não é anacrônica, pelo contrário”, disse o ministro Flávio Dino. “A apropriação de bases físicas dos países constitui uma dimensão fundamental da defesa da soberania, seja por conta dos recursos naturais, hídricos e os recursos do subsolo”, acrescentou.
Entre as restrições, está a exigência de autorização do Incra para aquisição de terras de até 100 módulos e aprovação do Congresso para compra de terras com mais de 100 módulos. O módulo é uma unidade medida em hectares, que varia para cada município.
Segundo o Incra, há 700 processos em curso e o prazo médio para análise dos pedidos de aquisição de terras é de seis meses.
Um dia após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) reforçar acenos ao agronegócio em uma feira no Mato Grosso, os pré-candidatos à Presidência Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD) direcionaram esforços ao segmento. Nesta quinta-feira (23), os dois cruzaram agendas em estados um do outro — Zema em Goiás, Caiado em Minas Gerais —, com compromissos voltados ao agro, em meio à disputa por apoio dentro do campo da direita.
Zema iniciou o dia em Anápolis, com visita à indústria Kingspan Isoeste, instalada em um dos principais polos ligados à cadeia do agro no estado. Na sequência, foi a Goiânia para reunião com o Fórum das Entidades Empresariais de Goiás (FEE-GO), que reúne representantes do setor produtivo local, incluindo segmentos diretamente ligados ao agronegócio. As informações são do jornal O Globo.
O roteiro, segundo integrantes da pré-campanha, foi desenhado para ampliar interlocução com empresários e lideranças fora de Minas, em um movimento que alia discurso de gestão à tentativa de se aproximar de um setor ainda distante.
Já Caiado concentrou a agenda em Belo Horizonte com foco direto no agro. O ex-governador participou de reunião e palestra na Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg), uma das principais portas de entrada para o setor no estado. Na sexta-feira, mantém compromissos na capital mineira, com passagem pelo Mercado Central, ponto tradicional de circulação política e de contato com produtores e comerciantes.
A escolha dos destinos reflete estratégias distintas. Zema busca ganhar capilaridade fora de Minas e testar sua entrada em um estado onde o adversário tem base consolidada e forte identificação com o agro.
Caiado, por sua vez, tenta enfrentar um dos seus principais gargalos: a baixa presença em Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do país, onde ainda não tem palanque estruturado e busca abrir espaço após o PSD liberar o diretório estadual para seguir o governador Mateus Simões, aliado de Zema. Nesse contexto, aposta no agro como porta de entrada, apoiado em sua trajetória ligada à bancada ruralista.
Disputa pelo agro
As agendas dos ex-governadores ocorrem após acenos estratégicos de Flávio Bolsonaro ao agronegócio. Na véspera, o senador participou de uma das principais feiras do setor, em Sinop (MT), e resgatou o discurso que marcou a aproximação do bolsonarismo com produtores rurais, ao voltar a criticar a política de demarcação de terras indígenas. “Nenhuma dessas reservas será demarcada se depender do nosso governo”, afirmou.
A fala veio acompanhada de um pacote de acenos ao setor, incluindo defesa de crédito com juros mais baixos, redução de burocracia e atuação contra a moratória da soja. O senador também voltou a criticar a política ambiental e o que chamou de entraves à produção. O movimento foi lido por aliados como tentativa de reativar uma relação que, em 2018, se consolidou para Jair Bolsonaro.
O cenário atual, porém, é diferente. A entrada de Caiado na disputa, com histórico ligado ao setor, e os esforços de Zema para ampliar presença fora de Minas criaram um ambiente de maior competição por esse eleitorado.
Nos bastidores, representantes do agro avaliam que o apoio tende a ser menos concentrado na largada, com maior peso para compromissos concretos e menor alinhamento automático a um único nome. Ainda assim, Flávio Bolsonaro é hoje visto como o favorito dentro desse campo, em razão do melhor desempenho nas pesquisas. Levantamento recente da Quaest indica o senador numericamente à frente de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um eventual segundo turno, com 42% a 40%. Os dois estão empatados dentro da margem de erro, de dois pontos percentuais.
A publicação do presidente nacional do PSB, João Campos, ontem (22), nas redes sociais, de que Tadeu Alencar “se prepara para retornar à Câmara Federal nos próximos dias”, gerou curiosidade sobre como seria a articulação para garantir o mandato interino. Em Brasília circula a informação de que os deputados Pedro Campos e Felipe Carreras poderão pedir licença. Com isso, além de Tadeu, o primeiro suplente do PSB, Gonzaga Patriota, seria favorecido. As informações são do Blog Dantas Barreto.
As informações são de que Felipe Carreras receberia a missão de coordenar a campanha de governador de João Campos. Já a licença de Pedro Campos seria uma maneira de João ter que “cortar na própria carne”, após o constrangimento pelo qual Tadeu Alencar passou.
O assunto veio à tona depois do imbróglio envolvendo Tadeu Alencar. Ele foi nomeado ministro do Empreendodrismo pelo presidente Lula (PT), no dia 3 de abril, pelo critério de que ocupava a secretaria executiva da pasta. Com a saída de Márcio França (PSB-SP) para ser candidato a senador, Tadeu virou titular. Só que à revelia da direção do PSB. Terça-feira passada, ele entregou o cargo, admitindo tensão no partido, e Paulo Pereira assumiu o ministério por indicação de João Campos.
A Tadeu foram oferecidas as vagas de secretário executivo e de assessor do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), mas ele recusou.
Foi quando João Campos escreveu: “Meu amigo Tadeu Alencar, após mais de 3 anos desempenhando um grande trabalho em áreas estratégicas do Governo Lula, se prepara para retornar à Câmara Federal nos próximos dias, onde seguirá contribuindo com o país, com nosso partido e com o presidente Lula. Vamos em frente”.
Ao Blog Dantas Barreto, o ex-deputado Gonzaga Patriota disse que ficou sabendo da informação sobre Tadeu Alencar, mas nada a respeito de ele também ser contemplado. “Se alguém tirar licença, eu entro. Além de ser primeiro suplente, tive dez mandatos e na eleição passada tive 69 mil votos. E não fui chamado para nenhum cargo nesses três anos”, disse Gonzaga.