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Do UOL
O PL, partido do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro, terá à disposição mais R$ 31,4 milhões para investir nas eleições deste ano. A verba extra é fruto de uma manobra realizada com recursos de uma fundação da sigla, em prática questionada por técnicos do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) em 2023 e 2024.
Mecanismo envolve devolução às contas do PL de verba que deveria ser usada pela fundação do partido, o IAV (Instituto Álvaro Valle). A Lei dos Partidos Políticos determina que cada sigla gaste pelo menos 20% dos recursos do fundo partidário na “criação e manutenção de instituto ou fundação de pesquisa e de doutrinação e educação política”.
Leia maisO PL recebeu R$ 208 milhões do fundo partidário em 2025. Considerando o que diz a lei, a legenda deveria ter gasto, no mínimo, R$ 41,6 milhões (20% do fundo) com o IAV. A fundação, no entanto, declarou à Justiça Eleitoral em janeiro deste ano ter devolvido R$ 31,4 milhões aos cofres do partido a título de “sobras financeiras não utilizadas”. Ou seja, o instituto devolveu mais recurso do que gastou.
O dinheiro devolvido foi parar no fundo partidário do PL. Com isso, a verba extra poderá ser usada para a campanha eleitoral dos candidatos do partido em todo o país neste ano.
PL foi questionado pelo UOL e não se manifestou sobre o uso do dinheiro. O partido é procurado por e-mail e WhatsApp pela reportagem desde quinta-feira passada.
Até agosto deste ano, o PL recebeu R$ 129 milhões de fundo partidário. Para cumprir a norma, a sigla deve enviar ao menos R$ 25,8 milhões ao IAV. Até o momento, o partido mandou R$ 13,4 milhões para o instituto.
Devolução de recursos da fundação ao PL tem sido constante, incluindo em anos eleitorais. Entre 2024 — última disputa municipal — e 2026, a prática acrescentou aos cofres do partido cerca de R$ 114,6 milhões. O valor pode ser ainda maior, já que o partido declarou ter recebido R$ 34,8 milhões em 2023 com a justificativa de “outras receitas diversas – Fundo Partidário”, sem especificar de onde veio parte do dinheiro.
Os dados foram levantados pelo UOL a partir da prestação de contas de 2026 do PL. O balanço ainda é parcial, e a sigla tem parcelas do fundo partidário a receber neste ano. A área técnica do TSE vem apontando indícios de irregularidades no mecanismo. Parecer sobre a prestação de contas de 2023 do PL, que ainda não foi julgada pela corte, apontou possível “desvio de finalidade” no uso dos recursos do instituto:
“Nos termos do § 6º do art. 44 da Lei n. 9096/1995, recursos não aplicados pelas fundações ou institutos, a título de eventual sobra financeira, podem ser revertidos para o partido e utilizados em outras atividades partidárias. Entretanto, constata-se que o IAV [Instituto Alvaro Valle] tem devolvido, reiteradamente, montantes superiores aos recebimentos do partido, o que representa que os recursos do IAV não foram utilizados para a finalidade legal de pesquisa, doutrinação e educação política”.
“Observa-se da análise do histórico supracitado que os recursos devolvidos pelo IAV não se caracterizam como eventual sobra, uma vez que extrapolam o montante recebido. Nos exercícios demonstrados acima, o IAV não comprovou que despende recursos para os fins previstos, o que caracteriza desvio de finalidade”, diz trecho de parecer de área técnica do TSE.
O UOL não encontrou manobra semelhante em outros partidos, até o momento. A reportagem levantou a prestação parcial de contas de PT, União Brasil, Republicanos e PSD — junto ao PL, são as siglas que mais recebem recursos do fundo partidário.
A lei autoriza a devolução de sobras não utilizadas ao partido. Gastos de anos anteriores mostram que a legenda não cumpriu seguidamente a regra mínima de 20% do fundo partidário para o IAV. Em 2025, o PL investiu R$ 5 milhões na entidade, equivalente a 2,4% do fundo recebido. Em 2024, apenas 1,7% (R$ 3,6 milhões) da verba foi usada para custear o instituto.
Especialista em direito eleitoral avalia que prática pode gerar desequilíbrio no processo eleitoral. Jamile Coelho Vieira, advogada e ex-desembargadora do TRE-AL (Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas), afirmou que a verba extra pode gerar mais recursos para a campanha do partido.
“Esse dinheiro pode ser usado em qualquer despesa. Quando você tem mais dinheiro, tem mais chance de aparecer mais, se mostrar mais, fazer mais campanha e conquistar o voto do eleitor”, diz Jamile Coelho Vieira, ex-desembargadora do TRE-AL.
Há três formas de financiamento de campanha no Brasil atualmente. Por meio do fundo partidário, que é repassado às siglas anualmente para custear suas despesas e também pode ser aplicado nas eleições; o FEFC (Fundo Especial de Financiamento de Campanha), distribuído às legendas em ano eleitoral; e as doações de pessoas físicas.
O que é uma fundação partidária
As fundações são instituições sem fins lucrativos vinculadas a partidos políticos. Funcionam como uma espécie de “centro de inteligência” das legendas.
Organizações promovem educação política, além de realizar estudos e formular projetos ideológicos. Para isso, oferecem seminários, capacitações, estudos e diagnósticos sobre a realidade do país para militantes, líderes e simpatizantes. A criação dos planos de governo de candidatos, por exemplo, costuma ter o suporte técnico das fundações. Entre as mais tradicionais estão a Fundação Perseu Abramo, vinculada ao PT, e a Fundação Teotônio Vilela, ligada ao PSDB.
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Por Estadão Conteúdo
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República, participa de uma motociata em Angra dos Reis neste sábado (29). Em breve transmissão ao vivo que fez em suas redes sociais, Flávio disse que quer “destravar amarras ambientais e burocráticas, sempre respeitando o meio ambiente, mas desenvolvendo” a cidade.
“Vamos falar de propostas para Angra dos Reis, que tem que viver cada vez mais do turismo. Destravar amarras ambientais e burocráticas, sempre respeitando o meio ambiente, mas desenvolvendo”, disse o candidato.
Flávio estava acompanhado de seu candidato a vice, Alfredo Gaspar (PL), do candidato ao governo do Rio de Janeiro Douglas Ruas (PL), dos candidatos ao Senado Carlos Portinho (PL) e Carlos Jordy (PL), além do candidato a deputado federal Renato Araújo (PL-RJ).
Na transmissão, foi possível ver motociclistas acompanhando Flávio e seus aliados. Em seguida, deve haver também um cortejo de barcos na cidade em demonstração de apoio a Flávio.
O presidente estadual do Avante, Sebastião Oliveira, esteve em Calumbi, no Sertão do Pajeú, neste sábado (29), onde falou sobre sua relação com o município, bem como a parceria construída há mais de duas décadas com a população e lideranças locais.
Ao lado do prefeito Joelson (Avante) e da vice-prefeita Cuca (Republicanos), o candidato a deputado estadual afirmou que seu trabalho pode ser reconhecido em obras realizadas no município. “Me sinto filho de Calumbi. Se vocês quiserem saber quem eu sou, vão à ponte do Pajeú, que foi Sebastião quem fez. Esse asfalto que vocês pisam foi Sebastião quem fez. Os poços artesianos da Zona Rural também foram Sebastião quem fez”, disse.
Entre os investimentos citados está a retomada da estrada que liga Calumbi à BR-232, que, segundo Sebastião, tem investimento de cerca de R$ 30 milhões e foi viabilizada após articulação com a governadora Raquel Lyra (PSD). Ele também citou a atuação do deputado federal Waldemar Oliveira (Avante), que, segundo ele, já destinou mais de R$ 13 milhões em investimentos para Calumbi. “Se juntar os R$ 30 milhões da estrada, mais R$ 7 milhões da creche e os R$ 13 milhões que Waldemar já colocou, chegamos a R$ 50 milhões”, afirmou.
Sebastião também falou sobre a parceria política com o prefeito Joelson, construída há mais de 20 anos, e disse que, caso eleito para a Alepe, pretende ampliar a atuação em defesa de Calumbi e de outros municípios do Sertão.
Do UOL
A propaganda eleitoral gratuita dos candidatos à Presidência da República começou hoje (29) na TV. Líderes nas pesquisas, Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) trocaram ataques e fizeram acenos ao eleitorado feminino. O petista buscou apresentar propostas para um eventual quarto mandato, enquanto o senador tentou se mostrar como um “Bolsonaro moderado”.
O programa de Lula começou relembrando escândalos envolvendo Flávio. A campanha do presidente citou o episódio em que o senador pediu dinheiro ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro para custear um filme sobre o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), as denúncias sobre “rachadinha” no gabinete de Flávio quando deputado estadual pelo Rio de Janeiro e a homenagem a Adriano da Nóbrega, apontado como chefe de milícia e integrante do Escritório do Crime. “Flávio, o pior dos Bolsonaro”, diz o programa.
Leia maisLula lembrou o passado para projetar o futuro. Ele leu uma carta feita para o “Lula de 79”, quando liderou uma greve em São Bernardo do Campo (SP), para listar feitos do atual mandato e dos dois anteriores. Disse que “recebeu um país destruído” do governo anterior e que o recuperou. Citou controle da inflação, recorde na geração de empregos e a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil. “A gente reconstruiu o Brasil, mas ainda não está satisfeito porque o Brasil está pronto para muito mais”, disse Lula, citando o mote da campanha à reeleição.
Campanha também fez acenos ao tema da segurança pública, considerado ponto fraco do petista. O presidente disse que fez “combate firme às organizações criminosas” e lembrou a Operação Carbono Oculto, a maior já realizada contra o crime organizado. A campanha afirmou que “está em jogo”, com a reeleição de Lula, o “combate firme a facções criminosas e ao crime organizado”.
Lula prometeu investimentos em tecnologia em um quarto mandato. “É hora de transformar o Brasil com padrão de desenvolvimento baseado em tecnologia, soberania e com indústria forte”, disse. Citou também o apoio do petista ao fim da escala 6×1 e ao enfrentamento da violência contra a mulher. A primeira-dama Janja da Silva participou do programa para falar sobre feitos da gestão na defesa dos direitos das mulheres.
Flávio também atacou Lula. O programa do senador começou com ele atacando o adversário, dizendo que o atual presidente “vai mostrar cenas bonitas” e “culpar os outros”, enquanto “ele vai mostrar o Brasil real”, citando problemas como o combate ao crime organizado e o endividamento das famílias. “Até a pizza o povo está tendo que parcelar”, disse o candidato.
Candidato do PL fez aceno ao eleitorado feminino. Ele dedicou boa parte do programa para falar da família, especialmente do casamento com a dentista Fernanda Bolsonaro, e resgatou momentos do relacionamento e do nascimento das duas filhas do casal. A campanha de Flávio tem tentado diminuir a rejeição dele entre as mulheres, parte do público em que Lula aparece na liderança das pesquisas de intenções de voto.
Coube a Fernanda apresentar Flávio como moderado. “Reeduquei ele. Não é à toa que você é o Bolsonaro moderado”, disse a esposa do senador ao aparecer do lado dele durante o programa. Rogéria Bolsonaro (PL-RJ) também teve destaque no programa. O candidato disse que aprendeu “muito” com a mãe e narrou sua relação com ela, enquanto exibia imagens de arquivo ao lado da matriarca.
Ronaldo Caiado (PSD) buscou se apresentar ao eleitor e exaltou sua gestão em Goiás. O ex-governador citou o que considera sucessos do seu período à frente do estado, como a segurança e a educação. Retratou seu início na vida pública, quando foi candidato à Presidência em 1989, combatendo movimentos pela reforma agrária. Falou ainda de sua vida pessoal, ao relembrar a trajetória como médico e falar do casamento com Gracinha Caiado, que este ano tenta uma vaga no Senado por Goiás e lidera as pesquisas regionais.
Augusto Cury (Avante), com apenas 35 segundos de propaganda, criticou a polarização. “É isso que vocês querem? Mais quatro anos disso? Ou a gente para de gritar? Senta, se escuta e cura esse país”, afirmou o candidato.
Os demais candidatos — são 13, ao todo — não terão tempo de rádio e TV este ano. Os postulantes são filiados a partidos que não cumpriram as regras para ter acesso ao horário eleitoral gratuito.
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Do Blog da Folha
O candidato ao governo de Pernambuco, João Campos (PSB), visitou neste sábado (29) o Assentamento Normandia, em Caruaru, no Agreste, onde participou de uma reunião com agricultores ligados ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). O encontro teve como objetivo ouvir as principais demandas das famílias e discutir propostas para a agricultura familiar no estado.
A agenda contou com a participação do candidato a vice-governador, Carlos Costa (Republicanos), e do candidato à reeleição ao Senado, Humberto Costa (PT). João também foi recebido pela deputada estadual Rosa Amorim (PT), que disputa uma vaga na Câmara Federal.
Leia maisEntre os temas discutidos estiveram o fortalecimento da produção agrícola, infraestrutura dos assentamentos, acesso à água, educação, saúde, esporte e políticas voltadas às mulheres do campo.
Durante o encontro, João Campos afirmou que a agricultura familiar deve receber maior participação do poder público, principalmente por sua importância na geração de renda e no abastecimento da população.
“O Estado tem que ser sócio da agricultura familiar. O Estado precisa colocar dinheiro para fazer infraestrutura, garantir compra pública e tirar a força do atravessador, que muitas vezes sufoca quem está produzindo”, afirmou.
O candidato também falou sobre propostas para ampliar os serviços de saúde em Caruaru. Entre as medidas citadas estão a construção do Hospital da Criança do Agreste e a reabertura do Hospital Regional Jesus Nazareno.
Segundo João, também é necessário ampliar a oferta de tratamento oncológico e de outras especialidades na região, além de investir em equipamentos e serviços de saúde.
Durante a visita, Rosa Amorim entregou a João uma carta de compromissos elaborada a partir das reivindicações apresentadas pelos integrantes do movimento. A deputada destacou que a reforma agrária envolve não apenas o acesso à terra, mas também a garantia de infraestrutura e serviços públicos para as famílias.
“A nossa luta é por terra, por casa, por infraestrutura, por água, por escola, por saúde e por cultura. A luta que nós travamos é uma luta por dignidade de vida”, declarou Rosa.
Ao final da reunião, João Campos recebeu o termo de compromissos do movimento e afirmou que pretende manter o diálogo com os movimentos sociais na elaboração de políticas para o campo. “A luta pela água, pela terra, pela educação e pelos direitos fundamentais é o que a gente precisa. A gente precisa de gente que leve a vida real para dentro do governo”, afirmou o candidato.
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Morreu neste sábado (29) o jornalista Marcos Penido, que trabalhou no jornal O Globo por 32 anos, de 1983 a 2015. Ele tinha 74 anos e faleceu após um quadro de insuficiência cardíaca.
Penidão, como era chamado, deixa a mulher, Rita, e dois enteados. Além de admiradores com quem trabalhou nas redações do Rio de Janeiro. Ele era torcedor do Botafogo. As informações são do jornal O Globo.
Leia maisPelo Jornal do Brasil, Marcos Penido ganhou seu primeiro Prêmio Esso, pela cobertura da Copa de 1982. No jornal O Globo, ganhou mais um, por revelar um esquema de manipulação no futebol carioca em 1994.
“Ele era o que hoje em dia cada vez temos menos no jornalismo, um repórter. Um cara dedicado a descobrir notícias. Cobriu nove Copas do Mundo, de 1982 a 2014, e trabalhou no Globo por 32 anos, de 83 a 2015. Ganhou o primeiro Premio Esso em 1983 pela cobertura da Copa de 1982, a sua primeira na profissão pelo Jornal do Brasil. Depois, ganhou em O Globo com a equipe de reportagem que deflagrou esse processo de manipulação de resultados em 1994. Ele era uma pessoa doce, um gigante adorável”, conta Toninho Nascimento, que foi editor do Globo e por 16 anos chefe de Penido.
O clima se transformou em um verdadeiro barril de pólvora no futebol carioca a partir da circulação do O Globo de 16 de dezembro de 1994, quando uma reportagem assinada por Marcos Penido revelou um esquema de manipulação de resultados através da arbitragem da Ferj.
Wagner Canazaro, diretor de quadro de árbitros da entidade à época, havia convocado 70 juízes para articular um esquema de manipulação de resultados no Carioca de 1994. A partir de então, começou um trabalho incessante pela busca da verdade que impediu a realização do esquema e concedeu ao time de jornalistas formado por Marcos Penido, César Seabra, Eduardo Tchao, Paulo Júlio Clement, Antônio Roberto Arruda e Gustavo Poli o Prêmio Esso de Informação Esportiva.
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A candidata ao Senado Marília Arraes (PDT) participou, neste sábado (29), em Belo Horizonte, do ato nacional Mulheres com Lula, ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, da primeira-dama Janja e de candidatas e lideranças femininas de diferentes estados.
Realizado na Serraria Souza Pinto, no centro da capital mineira, o encontro colocou as mulheres no centro da mobilização nacional da campanha de Lula. Entre os principais temas estão o enfrentamento à violência e ao feminicídio, políticas de cuidados, saúde, educação, igualdade e ampliação da participação feminina nos espaços de poder.
Leia mais“Estar aqui, ao lado do presidente Lula e de tantas mulheres de todas as regiões do Brasil, é reafirmar de que lado sempre estivemos e por que estamos nessa caminhada. Lula sabe que pode contar comigo e eu sei que Pernambuco pode contar com ele. Quero chegar ao Senado para ser uma parceira do presidente na defesa do nosso estado e, especialmente, para ajudar a transformar em políticas públicas as demandas das mulheres que ainda precisam ter sua voz muito mais presente em Brasília”, afirmou Marília.
A participação no encontro reforça a forte sintonia política entre Marília e Lula. O presidente já entrou diretamente na campanha pernambucana, gravou ao lado da candidata e pediu votos para que ela represente Pernambuco no Senado. A parceria também ganhou destaque no primeiro programa de Marília no guia eleitoral, exibido ontem (28), no qual Lula aparece ao seu lado e defende sua eleição.
Para Marília, essa relação será fundamental para ampliar a capacidade de Pernambuco buscar investimentos e avançar em políticas sociais. “Pernambuco conhece o que Lula representa. Nosso povo sabe a diferença que faz ter um presidente olhando para o Nordeste e para quem mais precisa. Quero estar no Senado para trabalhar junto com ele, abrir portas para Pernambuco e garantir que as mulheres estejam no centro das decisões. Essa é uma parceria política, mas, acima de tudo, uma parceria em defesa do nosso povo”, destacou.
A defesa dos direitos das mulheres é uma das marcas da trajetória parlamentar de Marília. Quando deputada federal, ela apresentou o projeto que deu origem à política nacional de dignidade menstrual, além de outras diversas iniciativas voltadas à proteção e apoio de mulheres vítimas de violência e da promoção da redução das desigualdades de gênero. Entre suas propostas de campanha, a candidata também vem defendendo como prioridades para o Senado a ampliação da rede de proteção às mulheres, o fortalecimento das Delegacias da Mulher e novas políticas de saúde feminina.
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Passados quatro dias do grave escândalo revelado pela TV Record — que mostra um servidor afirmando que se reuniu com Raquel Lyra (PSD) para fazer ataques coordenados contra o candidato João Campos (PSB) —, a governadora de Pernambuco ainda não tomou nenhuma medida jurídica contra o denunciante. No lugar de agir contra Amisadai Andrade, o suposto chefe do gabinete do ódio, Lyra preferiu interpelar judicialmente a vítima, que é seu adversário, João Campos.
Ficam perguntas a serem respondidas: além de exonerar Amisadai, por que Raquel Lyra não ingressou com nenhuma medida jurídica contra o seu ex-servidor? Já que solicitou a sessão dele para a Caixa Econômica, por que Raquel não fez uma queixa formal ao banco sobre a postura de Amisadai? Por que decidir interpelar João Campos, no lugar de atuar contra quem fez as graves revelações? São muitas perguntas ainda sem resposta.
Augusto Cury (Avante) participa neste sábado (29) da série de entrevistas da TV Globo com os candidatos à Presidência da República nas eleições de 2026. A conversa, que está prevista para começar às 21h20 (de Brasília), será exibida ao vivo logo após o Jornal Nacional, diretamente dos Estúdios Globo, no Rio de Janeiro. O g1 também transmite ao vivo, bem como a Globonews. As informações são do g1.
A entrevista será conduzida pelos jornalistas Renata Vasconcellos e César Tralli. Além da TV Globo, o público poderá acompanhar a transmissão pela GloboNews e pelo g1. Depois da exibição, o conteúdo ficará disponível na íntegra no Globoplay e no g1. Esta é a primeira vez que as entrevistas da Globo com candidatos ao Palácio do Planalto são exibidas após o Jornal Nacional, e não dentro do telejornal.
A Globo convidou os seis candidatos mais bem colocados na pesquisa de intenção de voto divulgada pela Quaest em 14 de agosto. A ordem das entrevistas foi definida por sorteio, com a presença de representantes dos partidos.
As entrevistas tiveram início na segunda-feira (24), com Romeu Zema (Novo), seguidas por Ronaldo Caiado (PSD), na terça-feira (25); Renan Santos (Missão), na quarta-feira (26); Lula (PT), na quinta-feira (27); Flávio Bolsonaro, na sexta-feira (28); e, encerrando a série, Augusto Cury (Avante), neste sábado (29).
Por Bela Megale
Do jornal O Globo
Aliados de Lula entraram em campo para pacificar os ânimos da lobista Roberta Luchsinger, investigada nos inquéritos que apuram desvios no INSS e suposto tráfico de influência envolvendo Lulinha. Pessoas próximas a Roberta relataram que ela ficou “possessa” ao ver o presidente chamá-la de “pilantra” durante a entrevista no “JN”, na noite de quinta-feira (27).
A lobista se sentiu como o único nome rifado por Lula, que defendeu o filho Fábio Luís, o ex-líder do governo Jaques Wagner e também fez gestos em direção ao seu ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola.
Leia maisPor ora, os aliados de Lula tentam evitar que a lobista dê uma entrevista para falar das acusações que pesam sobre ela, de sua relação com o governo federal e com o filho do presidente.
Roberta admite que nunca teve relação direta com Lula, mas alega que não vendeu Fábio Luís e que tudo o que fez foi com o consentimento e participação do filho do presidente.
Esses interlocutores afirmam que será preciso um gesto de aproximação junto lobista, sob pena de as consequências serem muito ruins para a campanha de Lula. A leitura feita por um interlocutor de Roberta é que Lula não tem conhecimento profundo dos negócios feitos pela lobista e da relação dela com seu filho para ter lançado esse petardo contra ela.
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O candidato a governador João Campos (PSB) participou de um ato de panfletagem na feira livre de Caruaru, no Agreste pernambucano, neste sábado (29). Ao lado de lideranças políticas locais e apoiadores, ele cumprimentou comerciantes e pediu votos para toda a chapa da Frente Popular de Pernambuco.
Animado, João interagiu com o público, conversou com comerciantes e chegou a dançar com algumas pessoas durante a passagem pela feira.
Do jornal O Globo
Líderes em intenções de votos na campanha presidencial, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) passaram pela bancada do Jornal Nacional durante a semana para entrevistas, nas quais tiveram a oportunidade de responder questionamentos e apresentar suas ideias aos eleitores. O jornal O Globo, com seu time de colunistas, acompanhou e analisou as entrevistas em tempo real, com balanços ao final de cada uma.
Entre os dois, o primeiro entrevistado, na quinta-feira (27), foi Lula, que concorre à reeleição, no que seria seu quarto mandato no cargo. Já Flávio, senador que busca pela primeira vez a presidência, foi ouvido ontem (28). Ao longo da semana, a TV Globo também entrevistou Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão), outros postulantes ao cargo.
Veja os comentários dos colunistas sobre os desempenhos de Lula e de Flávio no Jornal Nacional:
Leia maisLula (PT)
Thomas Traumann: “Desacostumado a entrevistas duras, o presidente Lula passou a maior parte do tempo na defensiva, respondendo sobre casos de corrupção envolvendo seu filho e ex-chefe de gabinete. Encerrou se perdendo no tempo das considerações finais”.
Míriam Leitão: “O candidato Lula da Silva enfrentou as perguntas sobre corrupção admitindo que o filho será punido se tiver cometido erros e que as ações do seu ex-chefe de gabinete levam desconfiança para o governo. Mas lembrou que a quadrilha do INSS foi montada em 2019 e foi investigada e presa pelo governo dele. Deu boas respostas para perguntas muito duras. Errou quando quis criticar a pergunta pertinente da Renata Vasconcellos sobre contas públicas. Na área fiscal, a atitude de dizer que fez superávit no passado não resolve nenhuma das dúvidas atuais sobre a trajetória da dívida. Na educação, surfou com dados e entusiasmo. Na segurança, deu resposta boa. E soube pedir votos”.
Merval Pereira: “Lula parece cansado ao final da entrevista”.
Vera Magalhães “A experiência de Lula fez com que encarasse com desenvoltura uma entrevista dura. Defendeu investigação do filho e de Marcola. Evitou de novo falar em corte de gastos, dizendo que produziu superávits em todos os seus mandatos. Derrapou na agressividade com Renata Vasconcellos depois de uma sucessão de perguntas sobre corrupção. O fim da escala 6×1 ficou de fora e ele esqueceu de colocar nas considerações finais”.
Fabio Graner: “Lula se mostrou firme nas respostas sobre os questionamentos em torno das denúncias contra seu filho e os escândalos do INSS e do Master, mas não conseguiu uma resposta que o tirasse rapidamente do tema. No debate sobre contas públicas, evocou seu passado, disse ter compromisso com responsabilidade, mas enfraqueceu o discurso do seu ministro da Fazenda, a quem havia autorizado sinalizar postura mais forte no fiscal. Na educação, mostrou se importar com o tema e querer fazer mais, sem deixar claro como. E na segurança, fez um discurso muito técnico para um assunto que mexe com emoções. Saiu da entrevista sem brilhar, mas também não se prejudicou”.
Bernardo Mello Franco: “Questionado sobre as suspeitas que envolvem o filho e o ex-chefe de gabinete, Lula se refugiou na presunção de inocência, prometeu não interferir na PF e tentou usar o caso para se diferenciar de Bolsonaro. Depois da bateria de perguntas sobre corrupção, fez piada e mostrou alívio ao ter que tratar do crescimento da dívida pública. Foi melhor ao pregar uma ‘revolução tecnológica’ e prometer mais investimentos em educação num eventual quarto mandato”.
Bela Megale: “No tema mais difícil que foram as acusações contra seu filho, Lula se descolou das investigações, cobrou apurações e justiça para aliados e para o próprio Lulinha. Ao mesmo tempo os acolheu, dizendo que é preciso ter presunção de inocência. Vendeu aos eleitores a esperança de prosperidade, falou sobre o Brasil explorar minerais críticos e ocupar uma posição de disputa com países ricos. Faltaram temas como soberania e escala 6×1. Em alguns momentos, o presidente se mostrou exaltado, especialmente nas perguntas sobre as investigações envolvendo seu filho e aliados”.
Flávio Bolsonaro (PL)
Thomas Traumann: “Flávio Bolsonaro segue sem explicar como arrancou R$ 60 milhões de um banqueiro corrupto, como o miliciano Adriano é um “policial exemplar” e fugiu de qualquer detalhe de como vai recuperar a economia”.
Bernardo Mello Franco: “Flávio Bolsonaro não conseguiu dar explicações convincentes sobre a intimidade com Daniel Vorcaro, as relações com o chefe do Escritório do Crime e a rachadinha em seu gabinete na Alerj. Voltou a negar a tentativa de golpe e evitou se comprometer com o respeito ao resultado das urnas. Na pauta econômica, renegou as medidas impopulares defendidas por economistas e investidores que o apoiam. Em seu favor, manteve a calma e não repetiu os rompantes do pai em entrevistas”.
Míriam Leitão: “Flávio Bolsonaro se preparou bem para dar respostas prontas, manteve o tom sereno, mas repetiu todas as respostas que sempre deu para fugir das explicações sobre as suas relações com o banqueiro fraudador Daniel Vorcaro. Não quis sequer se comprometer a divulgar o contrato que fez com Vorcaro, alegando que a imprensa já fez isso. Também deu explicações falsas para a sua relação com o miliciano e chefe do escritório do crime no Rio, Adriano da Nóbrega, alegando que quando o condecorou e empregou seus familiares ele era “policial exemplar”. Não se comprometeu com o ajuste fiscal. Negou a mudança climática e mostrou ignorância sobre o tema. Mentiu em vários momentos, mas a mais curiosa das mentiras foi a de acusar o Baptista Jr, brigadeiro que Bolsonaro nomeou, de ter declarado voto em Lula”.
Vera Magalhães: “Flávio soou altamente ensaiado e mentiu sobre temas importantes, como o pedido de dinheiro a Daniel Vorcaro e a participação dele e do irmão Eduardo na obtenção de sanções contra o Brasil pelos Estados Unidos. Treinado, voltou atrás em ataques contra as urnas eletrônicas e negacionismo climático. Procurou se apresentar moderado e sereno, mas parecia os personagens de IA que adora usar em suas redes”.
Bela Megale: “Flávio respondeu com calma e equilíbrio às perguntas, mas não explicou temas importantes, como o dinheiro que pediu a Vorcaro e os gastos do filme sobre o pai. Na economia, não disse de quanto vai ser o ajuste fiscal e nem se vai indexar a aposentadoria ao salário mínimo. No meio ambiente, mostrou ser negacionista como Jair Bolsonaro”.
Fábio Graner: “Flávio Bolsonaro fez um jogo tático, não explicou o que tinha para explicar, como a relação com Daniel Vorcaro, e por isso não conseguiu virar a pauta da entrevista e nem mostrar postura propositiva. Quando chegou no tema em que teria condições de mostrar algum caminho para seu ajuste fiscal, não conseguiu indicar um rumo claro. Com certa soberba, aposta em ser anti-PT para derrubar a taxa de juros e resolver o problema fiscal. Pressionado na maior parte do tempo, não se abalou, como seus adversários esperavam, e vendeu um ar de confiança, mas seguirá com nuvens pairando sobre sua cabeça”.
Merval Pereira: “Do ponto de vista do marketing, Flávio foi bem. Do ponto de vista do conteúdo, mentiu muito”.
Pablo Ortellado: “Assim como Lula, Flávio Bolsonaro teve um desempenho razoável, respondendo como pode as grandes dúvidas que recaem sobre ele. As respostas sobre suas ligações com a milícia e com Vorcaro foram pouco convincentes — mas talvez seja o melhor que ele consegue fazer. Quando perguntado sobre políticas públicas, no segundo bloco, foi mais fraco do que Lula. Seu entendimento de que as mudanças climáticas são cíclicas e não causadas pela ação humana indicam descompromisso com a redução de CO². A avaliação do processo golpista de 2022-2023 e sua promessa de anistiar os condenados pelos atos antidemocráticos deixam sérias dúvidas sobre seu compromisso com a democracia. Porém, foi alvissareira sua declaração de respeito às urnas e ao resultado eleitoral”.
Renato Meirelles: “Ele estava bem preparado, não escorregou e apresentou com competência a melhor versão das posições que defende. O problema é que entrevista também é aquilo que fica na cabeça de quem assiste. Para o eleitor indeciso, foram 40 minutos de jornalistas relembrando acusações, controvérsias e relações incômodas do seu passado”.
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