O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), reeleito com o apoio do presidente Jair Bolsonaro (PL), afirmou que vai “trabalhar junto” com o presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A declaração foi dada em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo.
“Não tem como agir diferente. O povo escolheu [Lula]. Vamos trabalhar juntos”, disse o governador.
Segundo o chefe do Executivo estadual, o objetivo é fazer “com que o Rio de Janeiro deixe de ser o filho problemático da Federação”. Castro afirmou que o Estado precisa ser tratado como o orgulho do Brasil. As informações são do Poder360.
“Eu represento o maior Estado de óleo, gás, de turismo, o Estado que foi capital e onde também aconteceram os maiores escândalos […]. Seremos o Estado que quer discutir de igual para igual, com qualquer um, os grandes temas do País. Estamos com as contas em dia, com a política equilibrada. Atingimos maturidade.”
O governador irá à posse de Lula, acompanhado do presidente da Assembleia Legislativa do Rio, André Ceciliano (PT), com quem tem uma boa relação.
Na entrevista, Castro disse que já conversa com futuros ministros do petista. Entre eles, estão Alexandre Silveira (Minas e Energia) e Daniela do Waguinho (Turismo), que é do Rio de Janeiro. O governador carioca também mantém diálogo com Flávio Dino (Justiça e Segurança Pública).
Sobre a relação com Bolsonaro, Castro disse que falou com o presidente 3 vezes depois das eleições, mas que não houve aprofundamento nas conversas. “Tenho muita gratidão. Não posso negar que o presidente me ajudou muito eleitoralmente. Fui eleito, também, por ser o candidato dele”, afirmou.
A Polícia Federal cumpriu, na manhã de hoje, doze mandados de busca e apreensão no âmbito da Operação Mendazes, deflagrada para apurar, em tese, a falsificação de comprovantes de residência e a promoção de transferências fraudulentas de domicílio eleitoral para Belém de Maria, município localizado na Mata Sul do Estado de Pernambuco, no contexto das Eleições Municipais de 2024.
As medidas foram autorizadas pelo Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco e executadas por equipes de policiais federais em endereços residenciais e institucionais, incluindo dependências da sede de Prefeitura Municipal e de órgãos públicos relacionados aos investigados.
Segundo os elementos coligidos ao inquérito policial, o esquema teria envolvido a captação de eleitores residentes em outros municípios para que transferissem seus títulos eleitorais para a localidade investigada, embora, em tese, não possuíssem vínculo que justificasse a alteração do domicílio eleitoral. A finalidade investigada seria ampliar artificialmente o contingente de eleitores aptos a votar no município nas Eleições Municipais de 2024, com possível repercussão sobre a disputa eleitoral local.
Para viabilizar as transferências, os investigados teriam recebido documentos pessoais e fotografias dos eleitores, confeccionado comprovantes de residência falsificados e realizado o protocolo dos respectivos requerimentos por meio da rede institucional do Poder Executivo municipal. Também são apurados indícios de atuação coordenada para a inserção e a ratificação de informações no sistema eleitoral.
As diligências tiveram como objetivo localizar e apreender aparelhos celulares, computadores, notebooks, comprovantes de endereço, requerimentos de alistamento ou transferência eleitoral, listas, anotações e outros documentos ou dispositivos potencialmente relacionados aos fatos investigados.
A investigação teve origem em notícia de fato encaminhada à Procuradoria Regional Eleitoral de Pernambuco e reúne, entre outros elementos, áudios submetidos a exame pericial, certidões, depoimentos, registros fotográficos e dados técnicos relacionados a endereço de protocolo vinculado à rede institucional municipal.
Os trabalhos prosseguem com a análise do material arrecadado, a fim de esclarecer a dinâmica dos fatos, a extensão das condutas investigadas, a finalidade das transferências eleitorais promovidas e a eventual participação de outras pessoas. Informações que possam comprometer o andamento das diligências ou a preservação da intimidade dos envolvidos não serão divulgadas.
O nome da operação faz referência ao caráter supostamente fraudulento dos documentos que teriam sido utilizados para instruir os requerimentos de transferência eleitoral.
Na eleição presidencial de 2024 nos Estados Unidos o economista Paul Krugman, em artigos no New York Times, criticou os analistas e assessores políticos do presidente Joe Biden por aconselharem o então candidato a não enaltecer na campanha os fatos positivos da economia americana no seu governo.
Os artigos tiveram grande repercussão, não tanto pela autoridade do articulista, Nobel de Economia, mas por chamarem a atenção para o inusitado fato de que a assessoria presidencial, “estranhamente”, recomendava ao presidente não reivindicar créditos pelos dados econômicos reais que, de acordo com Krugman, eram sólidos.
Mas, o que embasava esse “conselho muito estranho”? O argumento dos assessores era de que grassava na população americana um notório sentimento de desânimo, apatia, desconfiança com as instituições etc., enfim, uma percepção psicológica negativa generalizada (vibecession). Nessa senda, a população não estava sentindo melhorias no seu dia a dia e que tecer loas aos feitos do governo seria projetar imagem de um presidente desconectado com a realidade dos eleitores.
Esse introito serve de ponte, mutatis mutandis, para explorar, neste brevíssimo espaço, o que se passa no Brasil atualmente em termos de conversão de políticas públicas em percepção eleitoral.
Para esse mister, faça-se, inicialmente, um filtro nas políticas públicas, circunscrevendo-as àquelas medidas anunciadas ou implementadas pelo governo federal, de maior apelo popular e/ou eleitoral, tais como: isenção de imposto de renda, jornada 6 x1, programa Desenrola, fim da taxa das blusinhas, subsídios para a gasolina, aumento do Bolsa Família etc. Depois, mensure-se a percepção eleitoral pelas intenções de voto manifestadas nas pesquisas nacionais e pelo desempenho avaliativo do governo, comparando junho com setembro (até a primeira quinzena) deste ano, sempre na média das pesquisas em cada mês.
Pois bem, em termos eleitorais, as intenções de voto do presidente- incumbente no 1º turno decresceram de 40,3% em junho para 38,5% em setembro. No 2º turno, as médias respectivas registraram diminuição de 45,8% para 44,4%, no confronto direto do presidente com seu principal adversário. Já a rejeição eleitoral, um dos itens determinantes de sucesso nas urnas, variou para cima, de 48,5% a 49,3%, entre junho e setembro.
No que concerne ao desempenho do governo, a avaliação positiva (ótimo + bom) decresceu de 35,6% para 34,9%, entre junho e setembro, enquanto a avaliação negativa (ruim + péssimo) subiu de 41,4% para 44,2%. A aprovação do presidente Lula governar involuiu de 46,0% em junho para 44,5% em setembro, ao passo que a desaprovação cresceu de 49,8% a 50,9%, no espaço de tempo em lide.
Então, inobstante grande reverberação política, eleitoral e midiática, as medidas do governo não tiveram impactos na apreensão cotidiana da população, não sendo percebidas como entregas que merecessem retribuição de intenção de voto ou manifestações de apreço avaliativo de desempenho da gestão governamental.
No artigo “Inércia Eleitoral” (Capa Brasil) se explorou um pouco sobre algumas razões pelas quais a sociedade está como que anestesiada e não reage às medidas governamentais que se sucedem. No fundo, tudo se resume ao desalento da população com o estado de coisas imperante, em que prevalece sentimento extremamente negativo com a política e com as instituições.
Nesse ambiente psicológico, mesmo políticas públicas percebidas como positivas, com poder de afetar diretamente as condições de vida da população, não influenciam corresponde retorno do eleitorado. É o fenômeno da vibecession!
*Ph.D. em Economia pela Universidade de Illinois, nos Estados Unidos
O presidente Lula (PT) abre, hoje, os discursos da 81ª Assembleia Geral da ONU, em Nova York. A fala ocorre a menos de duas semanas do primeiro turno das eleições brasileiras. Lula deve abordar temas como multilateralismo, soberania e defesa da democracia, além do processo eleitoral brasileiro diante de suspeitas e acusações de interferência estrangeira.
Será a 10ª participação de Lula na Assembleia Geral e seu último discurso do atual mandato. Pela tradição, o Brasil fala primeiro, seguido pelo país anfitrião, representado por Donald Trump. A fala do presidente está prevista para ter início às 10h. As informações são do portal Vero Notícias.
Um dia após reassumir o cargo como prefeito em Belém de Maria, o prefeito Beto do Sargento (PSD) foi alvo, novamente, de uma ação da Polícia Federal. A cidade amanheceu com viaturas e agentes da PF fazendo buscas na casa do gestor. A Polícia Federal também faz buscas na casa de Rolph Casale, ex-prefeito de Belém de Maria, assessor da Casa Civil e aliado da governadora Raquel Lyra.
Beto reassumiu o comando do Executivo municipal no início da noite de ontem, após ter sido afastado por determinação da Justiça Federal em 26 de agosto, em um desdobramento da Operação Mamon, da Polícia Federal. Os motivos específicos da medida não foram divulgados porque o processo tramita em segredo de Justiça. Nas redes sociais, Beto comemorou o retorno ao cargo. “Graças a Deus a verdade foi restabelecida e estamos de volta pra fazer mais pela população”, declarou.
João propositivo diante de uma Raquel sem respostas
O debate da TV-Guararapes, ontem, protagonizou, mais uma vez, um cenário que os pernambucanos vêm acompanhando ao longo da campanha: o candidato do PSB a governador, João Campos, extremamente propositivo, afirmativo e seguro ao apresentar caminhos para o futuro de Pernambuco. Do outro lado, a governadora Raquel Lyra (PSD), candidata à reeleição, fugindo das respostas para as questões importantes que chegam ao centro da disputa.
O episódio da laqueadura, com forte repercussão nacional, foi de largada abordado pelo candidato do Psol, Ivan Moraes, para uma governadora apática, que foi logo pedindo desculpas, revelando dificuldades em responder aos questionamentos que estão sendo colocados pela sociedade.
A diferença ficou clara: enquanto João procurou apresentar propostas, compromissos e uma visão de futuro para Pernambuco, Raquel tentou resgatar uma memória do passado, sem conseguir oferecer respostas convincentes para as questões do presente e, principalmente, sem apresentar com clareza as perspectivas para o futuro.
A reta final exige mobilização, presença e, sobretudo, capacidade de apresentar aos pernambucanos um caminho para os próximos anos.
De um lado, João Campos apresenta um Pernambuco que pode avançar, com propostas e compromissos. Do outro, Raquel tenta explicar o passado, responder ao presente e projetar um futuro que ainda não conseguiu apresentar de forma clara.
Diferentemente do debate anterior, em Caruaru, o modelo adotado pela TV Guararapes não permitiu um confronto mais direto, contundente e emocionante entre João e Raquel. A réplica e a tréplica são engessadas, enfadonhas e até chatas. O modelo do debate da rádio Cultura, de Caruaru, abrindo um confronto direto de seis minutos entre os candidatos, com três minutos para cada um, foi inovador, excelente. Devia ser seguido pela Globo, no grande e último debate da campanha.
CRIME GRAVÍSSIMO – Fazer laqueadura sem informar ou ter o consentimento da mulher é crime no Brasil, com pena de até oito anos de prisão e multa, segundo a vice-presidente da Comissão de Direito Médico e da Saúde da Ordem dos Advogados do Brasil em Pernambuco, Luciana Pimentel. “A laqueadura sem consentimento é crime no Brasil. A Lei do Planejamento Familiar (Lei 9.263/1996) só permite a esterilização voluntária. A mulher precisa manifestar a vontade por escrito, depois de ser informada sobre riscos, efeitos, dificuldade de reversão e métodos reversíveis, e a cirurgia só pode ser feita após 60 dias dessa manifestação”, explicou.
Respeito às mulheres, indireta de João – Sem citar em nenhum momento o crime da laqueadura, cometido pela governadora, João Campos foi inteligente. Destacou políticas de proteção voltadas às mulheres e reafirmou que pretende retomar o 13º estadual do Bolsa Família e ampliar o atendimento às mães atípicas. “Nós vamos voltar o 13º do Bolsa Família. Cinco milhões de pernambucanos e pernambucanas serão beneficiados com essa medida. Nós vamos também melhorar programas existentes, porque governar com maturidade é isso: é respeitar as mulheres pernambucanas”, afirmou.
Desculpas não resolvem – No debate, a governadora voltou a pedir desculpas por sugerir uma laqueadura sem consentimento. O assunto foi abordado em uma pergunta do candidato Ivan Moraes (PSOL) a respeito de violência obstétrica. “Circulou um vídeo na internet e quando eu vi o vídeo, de fato, eu não me reconheci. Não é sobre o que eu falo nem sobre o que eu penso. Eu peço sempre que me julguem pelas minhas atitudes, pelo resultado do meu trabalho. Foi uma fala infeliz e por isso eu peço desculpas. E por mais que eu peça desculpa, eu creio que serei sempre devedora nesse assunto”, disse uma apática Raquel.
Veja como foi a declaração do crime – A declaração da governadora sobre laqueadura ocorreu em maio de 2025. Na ocasião, ela participava da inauguração da UTI pediátrica do Hospital Regional Dom Moura, em Garanhuns, no Agreste. “Aí, a gente tem que fazer laqueadura, visse? Aí, a gente bota na fila da laqueadura”, disse Raquel ao ouvir sobre uma mulher que já teria sete filhos.Em seguida, uma interlocutora respondeu algo inaudível, e Raquel acrescentou: “Mas faz sem ela saber. Vai”.
Flávio e Lula rejeitados – O senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lideram a rejeição entre os eleitores segundo a nova pesquisa Quaest divulgada ontem. O senador aparece numericamente à frente, rejeitado por 56%, enquanto 55% afirmam que não votariam de jeito nenhum no petista. Os dois, porém, estão empatados tecnicamente dentro da margem de erro, em cenário praticamente sem alterações desde meados de agosto. O presidente manteve o percentual de 55% de rejeição observado no último levantamento, de 14 de setembro. Já o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) oscilou um ponto percentual para cima.
CURTAS
MASTER 1 – O crescimento de Lula entre o eleitorado feminino e nos estratos de menor renda, apontado na Pesquisa Quaest, tem sido motivo de comemoração nos bastidores do governo. Mas o aspecto que mais foi celebrado internamente foram os números relacionados à crise do Banco Master, envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
MASTER 2 – Segundo o levantamento, aumentou para 21% o percentual de entrevistados que acreditam que o escândalo afeta principalmente a família Bolsonaro. Na semana anterior, esse número era de 15%. Por outro lado, caiu de 46% para 37% o grupo que acredita que a crise repercute de forma generalizada, atingindo todos. Já os que apontam o Supremo Tribunal Federal (STF) como o mais prejudicado diminuíram de 17% para 16%, enquanto a parcela que vê Lula como o principal afetado subiu de 9% para 11%.
PODCAST – A professora e cientista política mineira Mara Telles, presidente da Associação Brasileira de Pesquisadores Eleitorais (Abrapel), é a entrevistada do podcast Direto de Brasília de hoje. Na pauta, a influência das pesquisas eleitorais, a reta final da campanha presidencial e os efeitos da crise do Judiciário nas eleições.
Perguntar não ofende: A governadora vai pagar pelo crime que cometeu?
A atriz Deborah Secco publicou, nesta segunda-feira (21), uma manifestação em suas redes sociais sobre o procedimento da laqueadura. Sem citar nomes, a artista criticou a fala da governadora Raquel Lyra (PSD) em um vídeo publicado pelo portal Metrópoles, neste domingo (20).
A declaração sobre o procedimento ocorreu em maio de 2025. Na ocasião, ela participava da inauguração da UTI pediátrica do Hospital Regional Dom Moura, em Garanhuns, no Agreste, e sugeriu a realização da laqueadura em uma mulher sem seu consentimento. As informações são do Diario de Pernambuco.
No vídeo compartilhado, Deborah Secco afirma estar “completamente indignada” com a fala de uma “moça sugerindo que fosse feita uma laqueadura numa paciente sem que ela soubesse”.
“Amores, vim falar com vocês sobre um tema muito importante para mim, que é a liberdade. A liberdade de uma mulher para que ela possa escolher os caminhos dela, para que ela possa decidir sobre o corpo dela, para que ela possa decidir se ela quer ser mãe ou se ela não quer ser mãe. E eu vi um vídeo que me deixou completamente indignada na internet, que foi uma moça sugerindo que fosse feita uma laqueadura numa paciente sem que ela soubesse. Ela fala: ‘Faz ela saber’. Vocês sabem o quão grave é isso?”, questiona a atriz.
“A gente precisa saber, a gente precisa ser informada e a gente precisa querer. Isso é muito importante. Recentemente a gente teve aí um avanço enorme. Hoje as mulheres não precisam mais da autorização dos seus cônjuges para realizar essa cirurgia, né, para fazer essa esterilização. Essa é uma decisão que cabe somente a ela, a mulher. Eu acho isso muito importante”, completa a artista no vídeo.
Dominada pelo clima de “já ganhou”, a campanha de Flávio Bolsonaro esperava que a pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (21) reproduzisse o movimento da semana passada, quando o senador aparecia em crescimento enquanto Lula registrava queda. A previsão, porém, não se concretizou, mostrando que o cenário continua mais acirrado do que nunca.
O levantamento de hoje mostrou Flávio estável, com 42% das intenções de voto, enquanto Lula oscilou positivamente 1% em relação à semana anterior, alcançando 41%, configurando empate técnico.
A pesquisa foi a primeira após a sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) apelidada de “fim do mundo”, marcada por troca de ofensas e acusações entre ministros da corte.
A campanha de Flávio acreditava que, após o desgaste causado pela sessão — que acabou paralisada por um pedido de vista e sem definição sobre a abertura de uma investigação contra Alexandre de Moraes —, iria angariar mais votos. A Quaest, no entanto, indicou estabilidade para Flávio e um leve crescimento para Lula.
Um dos fatores que preocupa a campanha do filho de Jair Bolsonaro é a recuperação do petista no eleitorado feminino. Lula ganhou três pontos percentuais entre as mulheres, enquanto Flávio caiu um ponto.
Após debate promovido pela TV Guarapes, no Recife, o candidato ao governo de Pernambuco, João Campos (PSB), falou sobre o caso do vídeo vazado da governadora e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), em que ela fala sobre laqueadura sem consentimento.
“Quero aqui manifestar a minha solidariedade a todas as mulheres pernambucanas. Lugar de mulher é onde ela quiser. O corpo de cada mulher deve ser respeitado, e a decisão do que deve ser feito ou não é da mulher. Qualquer coisa diferente disso não pode ser aceita. Então fica aqui o meu respeito e dizer, como eu disse no debate, em lugar nenhum do mundo, muito menos em Pernambuco, é terra de ‘faz sem ela saber'”, disse João Campos. As informações são do JC.
Mirtes Renata, mãe do menino Miguel, participou, na tarde desta segunda-feira (21), de um ato em resposta à fala da governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD) sobre laqueadura, em frente ao Palácio do Campo das Princesas, no Centro do Recife.
“Eu vim aqui expressar a minha revolta diante dessa fala, diante dessa violação dos direitos que nós mulheres lutamos por anos para conquistar. E justamente uma governadora, uma mulher falar dessa forma, querendo violar o corpo de uma mulher, o direito de uma mulher de decidir sobre o seu corpo”, disse. As informações são do Diario de Pernambuco.
O vídeo de Raquel, gravado em 2025, começou a repercutir no final de semana, com publicação pelo portal Metrópoles. Nas imagens, a governadora, que participava da inauguração da ala pediátrica de um hospital no Agreste de Pernambuco, sugere realizar uma laqueadura sem consentimento após ouvir sobre uma mulher que já teria sete filhos.
A candidata à reeleição pediu desculpas em vídeo publicado nas redes sociais. “Há um vídeo circulando com uma fala equivocada sobre laqueadura. Não tenho compromisso com o erro. Peço desculpas. Como mãe e mulher, sei dos desafios de criar os filhos e tomar decisões sobre planejamento familiar. Vou seguir a campanha desta maneira, com responsabilidade e compromisso com Pernambuco”, diz a legenda do post.
A senadora Teresa Leitão (PT) publicou, nesta segunda-feira (21), um vídeo nas redes sociais em que questiona a governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD) por sugerir a realização de uma laqueadura sem o conhecimento de uma paciente.
A declaração foi registrada em maio de 2025, durante uma visita ao Hospital Regional Dom Moura, em Garanhuns, e veio a público no domingo (20). Após a repercussão, Raquel reconheceu que sua fala foi equivocada e pediu desculpas. “Não há pedido de desculpas que encerre a gravidade do episódio. A governadora deve explicações às mulheres de Pernambuco”, afirmou Teresa. Confira:
O prefeito de Belém de Maria, Beto do Sargento (PSD), reassumiu o comando do Executivo municipal no início da noite desta segunda-feira (21), após ter sido afastado por determinação da Justiça Federal em 26 de agosto, em um desdobramento da Operação Mamon, da Polícia Federal. Os motivos específicos da medida não foram divulgados porque o processo tramita em segredo de Justiça. Nas redes sociais, Beto comemorou o retorno ao cargo. “Graças a Deus a verdade foi restabelecida e estamos de volta pra fazer mais pela população”, declarou.
A duas semanas da eleição, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, vão concentrar as agendas no Sudeste e do Nordeste. A busca por votos nos estados com mais eleitores — São Paulo, Minas Gerais e Rio concentram 40% do eleitorado — e a necessidade de acenos políticos dão o tom das viagens.
Flávio começa a semana no Rio Grande do Norte, onde terá compromissos na segunda-feira. A programação prevê atos em Parnamirim e Natal, incluindo uma motocarreata e um comício na capital, ao lado de aliados locais. Na terça-feira, o candidato segue para o Maranhão. As duas viagens fecham uma sequência de incursões pelo Norte e pelo Nordeste feita nas últimas semanas com o objetivo de ampliar a presença do candidato em regiões onde Lula concentra parte importante de seu eleitorado. As informações são do jornal O GLOBO.
Depois, a campanha de Flávio muda o eixo geográfico. O candidato ficará quarta e quinta-feira em Minas Gerais e, na sexta, seguirá para o Rio de Janeiro. A concentração no Sudeste faz parte da estratégia traçada pela campanha para os últimos dias antes da votação.
Minas ganhou atenção especial no planejamento da campanha. Além do tamanho do eleitorado, aliados de Flávio enxergam o estado como um dos principais terrenos de disputa direta com Lula e pretendem aumentar a presença do candidato no estado na reta final. Ele estará ao lado do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG).
Lula, por sua vez, terá parte da semana consumida pela agenda presidencial fora do país. O petista viajou no último domingo a Nova York para participar da 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas e tem uma agenda prevista nesta segunda-feira com o prefeito da cidade, Zohran Mamdani. Ele retorna ao Brasil na quarta-feira (23).
No mesmo dia, à noite, deve participar do tradicional encontro com artistas na Fundição Progresso, no Rio de Janeiro. A agenda, que se tornou recorrente nas campanhas presidenciais de Lula, deve contar com nomes como Caetano Veloso e Chico Buarque.
Depois da passagem pelo Rio, Lula também é esperado em Pernambuco para uma agenda eleitoral antes do primeiro turno. A visita ainda não tem data marcada, local ou formato definidos e ocorre após um apelo da equipe de João Campos (PSB), que disputa o governo do estado. A decisão representa uma mudança em relação à estratégia inicialmente adotada pela campanha petista, que pretendia evitar agendas em estados onde havia mais de um candidato ao governo declarando apoio ao presidente. O cenário em Pernambuco é apertado, com a governadora Raquel Lyra (PSD) numericamente à frente de Campos no Datafolha, por 47% a 42% no primeiro turno.