O cantor Raul Seixas com a sua bicicleta pelas ruas de Ipanema em 1973. A imagem é dos arquivos do jornal O Globo. Se você tem uma foto no fundo do seu baú e deseja vê-la postada neste espaço, envie agora pelo (81) 9.8222-4888.
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Ao final de uma grande carreata em Araripina, há pouco, o candidato do PSB a governador, João Campos, prestou solidariedade a deputada Roberta Arraes (PP), agredida no dia anterior pelo ex-prefeito Raimundo Pimentel (PSD). Confira!
Faltando apenas oito dias para as eleições, a governadora Raquel Lyra gravou vídeos direcionados aos 184 municípios do Estado, mas de tanto falar inverdades sobre realizações da sua gestão, o tiro tem saído pela culatra, como mostra esta eleitora de Palmeirina, no Agreste Meridional.
Confira!
O Governo de Pernambuco lançou, ontem (26), o primeiro edital dos Arranjos Regionais do Audiovisual, iniciativa realizada em parceria com o Governo Federal, por meio do Ministério da Cultura. O edital vai destinar R$ 4 milhões, em recursos estaduais, para 21 projetos em seis categorias. As inscrições começam em 13 de outubro e seguem até 13 de novembro. O edital está disponível para consulta no site do Mapa Cultural de Pernambuco.
Serão contemplados projetos de curtas e médias-metragens, jogos eletrônicos autorais, núcleos criativos, festivais e mostras, pesquisa, além de memória e preservação. Os recursos serão distribuídos entre diferentes regiões do Estado: nove projetos serão destinados à Região Metropolitana do Recife, quatro à Zona da Mata, quatro ao Agreste e quatro ao Sertão.
Leia maisO edital integra um programa que prevê R$ 24,6 milhões em investimentos no audiovisual pernambucano. Desse total, R$ 20 milhões são recursos do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), do Governo Federal, que serão distribuídos em outros três editais, enquanto R$ 4,6 milhões correspondem à contrapartida estadual. Os demais editais serão lançados nos próximos meses.
Segundo a secretária de Cultura em exercício, Ana Paula Jardim, a iniciativa busca ampliar o acesso aos recursos e fortalecer diferentes áreas do setor. “Estamos destinando R$ 4 milhões de recursos próprios para apoiar projetos em diferentes etapas e formatos, ao mesmo tempo em que articulamos a chegada de outros R$ 20 milhões do Fundo Setorial do Audiovisual”, afirmou.
Entre os critérios do edital estão cotas para pessoas negras, indígenas e comunidades tradicionais, pessoas com deficiência, mulheres cis e pessoas trans. Também haverá pontuação adicional para projetos liderados por mulheres, pessoas trans, negras, indígenas ou com deficiência.
Outra novidade é a retomada da categoria Núcleos Criativos, voltada ao desenvolvimento colaborativo de projetos audiovisuais. “É nesse ambiente que é possível gestar novos projetos e desenvolver processos de pesquisa, criação, escrita e planejamento”, explicou a diretora de Fomento da Fundarpe, Clarice Andrade.
Os projetos terão prazo de 12 meses para execução, e os recursos serão pagos em parcela única após a etapa de habilitação.
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O defensor público Manoel Jerônimo reuniu apoiadores ontem (26), no Teatro Boa Vista, no Recife, para apresentar os candidatos que apoia nas eleições deste ano. No encontro, ele declarou apoio a Lula (PT) para a Presidência, João Campos (PSB) para o Governo de Pernambuco, Romerinho Jatobá (PSB) para deputado estadual, Marília Arraes (PDT) e Humberto Costa (PT) para o Senado e Pedro Campos (PSB) para deputado federal. O prefeito do Recife, Victor Marques (PCdoB), e o vereador Zé Neto (PSB) também participaram do evento.
Segundo a organização, cerca de mil pessoas participaram do encontro. A atividade reuniu os candidatos apoiados por Manoel Jerônimo, que disputou uma vaga na Câmara dos Deputados em 2022 pelo Republicanos. À época, não se elegeu, mas recebeu 21.434 votos e ficou como suplente.
Do Correio Braziliense
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), derrubou, neste domingo (27), uma decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que havia determinado a retirada de uma publicação do humorista Antonio Tabet relacionada à polêmica envolvendo o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) e Nossa Senhora Aparecida.
Dino também determinou que as plataformas digitais restabeleçam a postagem de Tabet e outros conteúdos que tenham sido excluídos pelo mesmo fundamento. Na decisão, o ministro afirmou que as medidas adotadas pela Justiça Eleitoral avançaram sobre as liberdades de expressão e religiosa.
Leia maisO caso chegou ao Supremo após Tabet questionar uma liminar do TSE que determinou a remoção de uma publicação feita por ele no X. O humorista escreveu: “A família miliciana odeia tanto mulher preta, que resolveu atacar Nossa Senhora Aparecida”. A postagem não citava nominalmente Flávio Bolsonaro ou integrantes de sua família.
A família miliciana odeia tanto mulher preta, que resolveu atacar Nossa Senhora Aparecida! pic.twitter.com/aiL4I3tLDH
— Antonio Tabet (@antoniotabet) September 27, 2026
A publicação ocorreu em meio à repercussão de informações de que grupos evangélicos alinhados à candidatura de Flávio defenderiam a retirada do título de Padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida. Segundo a cronologia reproduzida na própria decisão de Dino, o assunto circulava nas redes sociais desde 23 de setembro e ganhou espaço na imprensa e na televisão no dia seguinte.
Flávio negou a informação e recorreu à Justiça Eleitoral. A liminar concedida pelo TSE determinou não apenas a retirada da publicação de Tabet, mas também o proibiu de republicar o mesmo conteúdo ou manifestações “substancialmente semelhantes” que reproduzissem a narrativa de que o candidato ou sua família teriam atacado Nossa Senhora Aparecida. Em caso de descumprimento, foi fixada multa de R$ 30 mil por ato.
Ao analisar o caso, Dino entendeu que não havia elementos suficientes para uma restrição dessa dimensão antes da instrução do processo. Para o ministro, seria necessário, primeiro, presumir que a expressão “família miliciana” utilizada por Tabet fazia referência a um candidato específico e, depois, restringir o debate envolvendo uma questão religiosa.
“Concluo que é impossível enxergar na postagem do peticionário o grau de certeza de ilicitude para — sem a adequada instrução processual — extrair duríssimas consequências contra a liberdade de expressão e, em última análise, contra a própria liberdade religiosa”, escreveu Dino.
O ministro também chamou atenção para o ambiente de acirramento da disputa eleitoral. Segundo Dino, a urgência da decisão decorre não apenas da proximidade do pleito, mas também da “sucessão de representações de índole criminal — inclusive com pedidos de prisão — que tem sido noticiadas nas últimas horas”. Ele ressaltou, porém, que a decisão não impede a adoção de medidas coercitivas ou penais quando necessárias, desde que respeitados o devido processo legal e a prudência.
Com a decisão, Dino cassou os trechos da liminar do TSE que determinavam a retirada do post, proibiam novas publicações semelhantes, estabeleciam a multa e obrigavam o X a tornar o conteúdo indisponível. O ministro ainda ordenou que o TSE seja comunicado e que as plataformas sejam notificadas para restaurar as publicações removidas pelo mesmo fundamento.
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O ex-prefeito de Sertânia, Ângelo Ferreira (PSB), acusou a prefeita Pollyanna Abreu (PSD) de espalhar uma mentira ao interpretar como um gesto de apoio à governadora Raquel Lyra uma fala do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante ato no Marco Zero do Recife. Em vídeo publicado nas redes sociais, neste domingo (27), Ângelo reproduziu trecho em que Lula pede votos para João Campos (PSB) e afirma estar convencido de que o candidato será eleito “pela maioria dos votos das mulheres”.
O vídeo publicado por Pollyanna é editado e destaca outra declaração do presidente, na qual ele defendeu maior presença feminina no Congresso. “As mulheres são maioria. Se as mulheres tiverem consciência e votarem em mulher, um dia a gente pode ter uma maioria congressual de mulheres, e não de homens”, disse Lula.
O Supremo Tribunal Federal (STF) determinou a retirada da Federação PSDB/Cidadania da coligação Pernambuco de Coração, liderada pela governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD). Em decisão assinada ontem (26), o ministro Dias Toffoli considerou que a aliança contrariou regras internas da federação e determinou que o Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) adote, com urgência, as providências necessárias para considerar a posição de neutralidade da federação na disputa majoritária estadual. As informações são do Diário de Pernambuco.
Na decisão, Toffoli destacou que o Estatuto e a Resolução n.º 1/2026 do PSDB-Cidadania estabelecem regras para que decisões estratégicas sobre alianças majoritárias sejam submetidas aos colegiados da federação. Ademais, o ministro considerou relevante o fato de dez dos 19 integrantes do Colegiado Nacional terem manifestado, antes da convenção, discordância com a condução da aliança estadual.
No início de agosto, a federação havia optado pela neutralidade no estado, alegando divergência entre as legendas. Enquanto os tucanos defendiam a aliança com Lyra, o Cidadania preferia o apoio à candidatura do ex-prefeito do Recife, João Campos (PSB). Contudo, apesar do posicionamento oficial do bloco, a direção nacional do PSDB declarou apoio individual à governadora.
Com a decisão do Supremo, o TRE-PE deverá recalcular o tempo de propaganda eleitoral gratuita e adotar as demais medidas decorrentes da retirada do PSDB-Cidadania da coligação Pernambuco de Coração. Por meio de nota, enviada ao Diario de Pernambuco, a coligação de Raquel Lyra informa que a equipe jurídica da campanha “está analisando a íntegra do material e, de antemão, antecipa que irá recorrer da decisão”.
O Movimento Cores de Petrolina realiza hoje à tarde, em Petrolina, a 7ª Parada LGBTQIA+ da cidade, reunindo mais de 10 mil pessoas na Praça das Algarobas. O evento leva música, arte, diversidade e conscientização política às ruas e reúne a população LGBTQIA+, aliados, artistas e moradores em uma grande celebração da diversidade.
O ponto alto da manifestação, porém, será um grande protesto contra a governadora Raquel Lyra. A mobilização cobra atenção e apoio ao setor, que não vêm sendo recebidos, pelo Governo de Raquel Lyra e pela prefeitura de Petrolina.
A manifestação contra Raquel Lyra ganha ainda mais força diante da repercussão do episódio que ficou conhecido pela expressão “faz sem ela saber”. A frase foi dita pela governadora em um vídeo gravado em 2025, no qual ela sugere que uma mulher fosse submetida a uma laqueadura sem saber. O episódio ganhou repercussão nacional e se transformou em uma verdadeira vergonha nacional para Pernambuco e para todos os pernambucanos.
Com o tema “Nosso voto, nossas cores”, a Parada também reforça a importância da participação política da população LGBTQIA+. Para a organização, o evento é, ao mesmo tempo, uma celebração da diversidade e um espaço de reivindicação de direitos, visibilidade e políticas públicas.
A programação reúne Alan Cleber e banda, além dos DJs Candite, Anamauê, Vênus, Gleu, Gust, Akira, Othierry, Rhuanzito e Pedro Alencar. As performances drag ficam por conta de Lilica, Tassio Tavares, Saphira Hills e Lilly Alface. A concentração acontece na Praça das Algarobas e, ao final da programação, os participantes seguem em caminhada até a Orla de Petrolina.
A passagem de Raquel Lyra (PSD) pelo Mercado da Madalena, no Recife, na manhã deste domingo (27), foi marcada por manifestações contrárias à sua candidatura. Um grupo numeroso de apoiadores de João Campos (PSB) recebeu a governadora com palavras de ordem em favor do adversário e do presidente Lula (PT).
O coro mais ouvido uniu as duas candidaturas: “É lá e lô, é lá e lô, é Lula presidente e João governador”. Raquel também foi alvo de um refrão dirigido diretamente à sua campanha. “Tchau, Mainha, tchau, Mainha. Dia 4 de outubro, eu vou votar no quarentinha”, cantaram os manifestantes. A provocação faz referência ao número de João Campos nas urnas e ao apelido “Mainha”, usado por apoiadores do PSD para se referir à governadora.
A agenda, organizada como uma visita a comerciantes e frequentadores de um dos mercados mais tradicionais do Recife, acabou atravessada por uma manifestação pública de apoio aos adversários. Em parte da passagem de Raquel pelo local, os gritos por Lula e João dominaram o ambiente ao redor da comitiva.
O governo federal começou a disparar ontem (26) mensagens pelo WhatsApp orientando cidadãos que têm dinheiro depositado em sites ou aplicativos de apostas a retirar os valores até 5 de outubro.
Na mensagem, o governo informa que foi publicada a MP (medida provisória) que proíbe as bets no Brasil e orienta os apostadores a sacar os recursos. Também informa que, caso o apostador não consiga fazer a retirada até o dia 5, as empresas devolverão os valores por meio dos bancos até 14 de outubro. As informações são da CNN Brasil.
Leia mais“Informamos que foi publicada a Medida Provisória que proíbe bets no Brasil. Se você tem dinheiro em sites ou aplicativos de apostas, retire o valor até segunda-feira, 05/10. Se você não puder fazer a retirada até essa data, as bets devolverão o seu dinheiro, por meio dos bancos, até 14/10”, diz o texto, que é enviado pelo canal oficial do Gov.br no Whatsapp.
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou na última sexta-feira (25) a proibição de cassinos online, como o jogo do tigrinho, e as casas de apostas esportivas, as chamadas bets.
Lula também enviou ao Congresso Nacional um PL (projeto de lei) que endurece regras para o mercado ilegal de apostas. O texto define conceitos e tipificar crimes relativos às apostas de quota fixa. Com isso, a partir do dia 6 de outubro, segundo o ministro, não haverá mais sites ou patrocínios das bets no país.
Confira o cronograma das medidas com a proibição das bets:
Por Agência O Globo
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, suspendeu liminarmente a veiculação de um jingle da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que associa o senador Flávio Bolsonaro (PL) a suspeitas de rachadinha, ao caso do Banco Master e à compra de imóveis com dinheiro em espécie. O jingle tem como o refrão: “Foi o Flavio Bolsonaro” ao relacioná-lo a esses casos. A propaganda foi exibida sete vezes em inserções de rádio, entre os dias 28 e 31 de agosto, em quatro emissoras.
Na decisão, Nunes Marques argumenta que a desinformação eleitoral não se restringe à divulgação de informações falsas, mas também a distorção de fatos. Para o ministro, a propaganda pode induzir os eleitores a erro ao apresentar denúncias e investigações sem esclarecer seu andamento ou desfecho.
Leia maisO jingle cita o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, afirma que Flávio Bolsonaro pediu R$ 61 milhões ao empresário para financiar um filme sobre o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. A peça também menciona a homenagem feita pelo senador ao ex-policial militar Adriano da Nóbrega, apontado como miliciano, e afirma que o parlamentar recebeu depósitos em dinheiro por meio de uma loja de chocolates. Além disso, associa a família Bolsonaro à compra de pelo menos 51 imóveis com dinheiro em espécie e cita o esquema de rachadinha atribuído a Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio.
A campanha do senador acionou o TSE sob a alegação de que a propaganda apresentava “conteúdo fabricado e manipulado”. Também apontou supostas irregularidades na identificação da legenda responsável pela veiculação e dos candidatos beneficiados, o que, segundo a representação, poderia resultar em multa prevista em resolução da Corte.
Ao analisar o caso, Nunes Marques destacou que a propaganda utiliza o tempo presente para tratar de uma denúncia sobre rachadinha que já foi arquivada. O ministro também ressaltou que a peça não esclarece a origem nem o estágio da investigação da Polícia Federal sobre o suposto pagamento de Vorcaro. Da mesma forma, não informa o andamento das apurações sobre os depósitos em espécie e a compra de imóveis com dinheiro vivo.
Para o presidente do TSE, a combinação entre o formato do jingle, de fácil memorização e ampla repetição, e o contexto em que foi veiculado pode levar os eleitores a interpretar de forma equivocada os fatos apresentados.
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Por Bernardo Mello Franco
Do jornal O Globo
Donald Trump não é de esconder o jogo. Na terça-feira, deixou claro que a defesa da democracia e o combate ao narcotráfico foram só pretextos para invadir a Venezuela. “Assinamos o maior acordo de petróleo da história”, festejou, na Assembleia Geral da ONU. “Foi uma guerra, mas talvez tenha sido o maior negócio já feito. Ao vencedor, os despojos”, congratulou-se.
O presidente dos Estados Unidos avisou que não vai permitir “ameaças à América” no Hemisfério Ocidental. “Se necessário, usaremos todo o nosso poderio militar inigualável para assegurar os interesses vitais dos EUA”, informou.
Leia maisNo caso venezuelano, os interesses podem ser medidos em barris. A operação que derrubou e prendeu Nicolás Maduro abriu caminho para os americanos assumirem o controle de 21% das reservas do país, o equivalente a 65 bilhões de barris de petróleo. “Os números são absolutamente incríveis”, celebrou Trump.
Em sete dias, o Brasil vai às urnas para escolher o próximo presidente. A disputa é marcada pela interferência explícita da Casa Branca, que já impôs um tarifaço a exportações, chantageou autoridades com a Lei Magnitsky e, num ato inédito de hostilidade, cassou o visto da embaixadora brasileira em Washington.
Os americanos não disfarçam. Querem a vitória da família que, no passado recente, subordinou a política externa brasileira aos desejos do próprio Trump. Na ausência do pai, o republicano aposta no filho. O irmão dele, ex-deputado cassado e foragido no Texas, já se escalou para o cargo de chanceler do irmão.
De olho nos despojos, a Casa Branca escancarou a ingerência eleitoral no início de junho. Horas depois de anunciar uma nova sobretaxa de 25% sobre produtos brasileiros, Trump postou uma foto com Flávio Bolsonaro no Salão Oval. Descreveu o candidato do PL como “um jovem inteligente que ama muito o seu país”.
O senador já deu pistas de como retribuiria a gentileza. Em março, declarou que o Brasil seria “a solução para os EUA quebrarem a dependência da China por minerais críticos, especialmente terras raras”. Também atacou o decreto do governo que impôs regras para responsabilizar plataformas digitais por publicações que envolvam fraudes, apologia à violência, exploração sexual infantil e nudez sem consentimento. Ao advogar em favor do lobby das big techs, disse defender a liberdade de expressão.
Depois do discurso na ONU, Trump se reuniu com presidentes de 14 países da América Latina e do Caribe governados pela direita. Eles assinaram um comunicado que abre caminho a sanções econômicas e operações militares na região, a pretexto de combater “organizações narcoterroristas transnacionais”. O Brasil não foi convidado, mas está na mira do pacote.
Na quarta-feira, o governador da Califórnia, Gavin Newsom, descreveu a relação da família Bolsonaro com Trump como “obscena”. O democrata sugeriu que a interferência americana só deve aumentar na reta final da eleição. “Eu ficaria muito preocupado”, disse ao portal Metrópoles.
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