No dia que se celebra o amor, corri meus 8 km hoje em Arcoverde, onde tenho uma choupana com minha Nayla Valença. Aqui, chove e já está começando um friozinho bem gostoso, bem adequado para acender a fogueira de São João no dia 23.
No dia que se celebra o amor, corri meus 8 km hoje em Arcoverde, onde tenho uma choupana com minha Nayla Valença. Aqui, chove e já está começando um friozinho bem gostoso, bem adequado para acender a fogueira de São João no dia 23.
O partido Podemos parabenizou o presidente Lula (PT) pela eleição à Presidência da República e afirmou que atuará com independência no Parlamento, priorizando os interesses do país acima das disputas políticas. Em nota assinada pela presidente nacional da sigla, a deputada federal Renata Abreu (SP), o partido defendeu responsabilidade na condução do governo e soluções para os problemas da população. Confira abaixo a nota na íntegra:
NOTA DO PODEMOS
O Brasil encerra mais um processo eleitoral marcado pela forte disputa e pela divisão de opiniões. O Podemos parabeniza o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva e deseja que seu governo tenha sabedoria e responsabilidade para conduzir o país e governar para todos os brasileiros.
Leia maisO Podemos seguirá atuando com independência no Parlamento, colocando os interesses do Brasil e da população acima de qualquer disputa política.
Nosso compromisso é construir soluções para os problemas reais que impactam a vida dos brasileiros. Independentemente de quem esteja no governo, o Brasil estará sempre em primeiro lugar.
Renata Abreu – presidente Nacional do Podemos e deputada federal por São Paulo
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A Polícia Federal registrou 86 ocorrências relacionadas a possíveis crimes eleitorais durante o segundo turno das Eleições 2026, realizado neste domingo (25). Os dados constam do balanço final divulgado pela corporação, na manhã de hoje.
Ao todo, 74 pessoas foram conduzidas a unidades da PF para procedimentos e prestar esclarecimentos. Segundo a PF, foram:
Principais infrações
Leia maisA maior parte dos registros no domingo esteve associada ao desrespeito ao sigilo do voto:
A corporação também atendeu a episódios de danos a urnas eletrônicas e a suspeitas de eleitores votando em nome de terceiros.
Infrações em 20 estados e no DF
As ações da corporação ocorreram em 20 estados e no Distrito Federal. O maior volume de ocorrências foi computado na Paraíba, que liderou a lista com 11 registros. Em seguida aparecem Minas Gerais, com 9 casos, e Sergipe, com 8.
Na sequência do balanço estão Bahia, Pernambuco e Rio de Janeiro, com 5 ocorrências cada, seguidos por Alagoas, Espírito Santo e Mato Grosso, que anotaram 4 casos cada um.
Acre, Distrito Federal, Paraná, Piauí e São Paulo registraram 3 ocorrências cada. Já Ceará, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Pará, Rio Grande do Norte e Rondônia tiveram 2 episódios cada. Por fim, Santa Catarina anotou 1 registro pela corporação.
O levantamento considera somente as ações da Polícia Federal e não inclui os números registrados pelas polícias Militar e Civil nos estados.
Apreensões
Durante o domingo de votação, a corporação apreendeu R$ 41.420,02 em bens e valores, montante que inclui R$ 4.157,00 em dinheiro em espécie.
Também foram recolhidos itens utilizados nas infrações, como aparelhos celulares, equipamentos de informática e caixas de som. Os dados são preliminares e passam por processo de validação.
Acumulado do ano
No acumulado do ano, a Polícia Federal soma 1.629 inquéritos policiais abertos para apurar crimes eleitorais e 98 operações realizadas, conforme dados consolidados até as 9h30 desta segunda.
Atualmente, 2.483 inquéritos permanecem em andamento. Em valores acumulados, a PF já apreendeu R$ 51.9 milhões em bens e recursos em 2026, dos quais R$ 31,7 milhões em dinheiro em espécie.
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Por Marcus Prado*
Num grande baile, a quem o leitor estenderia a mão para dançar? À escritora chinesa Can Xue ou à canadense Anne Carson, galardoada com o Nobel de Literatura de 2026? Com Can Xue, seria aceitar um convite para o absurdo e para o sonho. Sua prosa não obedece às leis da gravidade ou da lógica; é um rodopio hipnótico no qual o chão muda de textura a cada passo. Seu estilo é de vanguarda, frequentemente comparado ao de Kafka e Borges. Esse convite ao absurdo e ao sonho lembra o escritor e filósofo português Agostinho da Silva ao refletir sobre a essência do povo russo e a literatura de Máximo Gorki (e de outros grandes autores russos, como Dostoiévski e Tolstói).
Ela o conduzirá por passagens subterrâneas, labirintos emocionais e metáforas, sem lhe dar qualquer ponto fixo de apoio. Com Anne Carson, seria a dança do “Vazio e do Tempo”, ao som de uma orquestra que alterna o silêncio da Grécia Antiga – a lembrar o instrumento de cordas associado ao deus Apolo, feito com a carapaça de tartaruga – com acordes modernistas, semelhantes aos da “Melodia Sentimental”, de Heitor Villa-Lobos. Com um estilo híbrido de poesia, ensaio e tradução clássica (famosa por “Autobiografia do Vermelho”), Carson mede o espaço entre os corpos – o desejo e a perda –, dançando com os fragmentos do que sobrou da memória e do tempo.
Leia maisSe o leitor busca o transe e o mistério puro, a mão deve ser estendida a Can Xue. Escolhê-la é preferir a literatura como experiência sensorial e enigmas sem resposta pronta. Se o leitor busca a precisão estética e a beleza da perda, a mão pertence a Anne Carson. Escolher a laureada do Nobel é optar pelo diálogo refinado entre os mitos antigos e as feridas do presente. Abra o salão com Anne Carson; comece a noite com a sobriedade, a clareza cortante e a beleza melancólica de seus versos ensaísticos. Termine a madrugada com Can Xue: quando a orquestra começar a desafinar e o salão se encher de sombras surrealistas, entregue-se ao ritmo imprevisível da autora chinesa. De um lado, a autora de “Amor no Novo Milênio” (Love in the New Millennium), Can Xue, cuja fronte guarda os labirintos oníricos do Extremo Oriente.
A sua escrita não descreve o mundo; antes, desata os nós mais profundos e subterrâneos da alma humana, tecendo fábulas metafísicas onde o real e o insondável se fundem numa dança de sombras e epifanias. Estender-lhe a mão seria entregar-se aos enigmas do inconsciente. Do outro lado, a divina Anne Carson: sua poesia é um relâmpago no crepúsculo, clássica e moderna, cortante como o mármore e frágil como uma pétala. Dividido entre o labirinto onírico de Can Xue e a límpida clarividência de Anne Carson, o leitor compreende, por fim, a ironia da sua sorte.
De minha parte, considero a premiação do Nobel de 2026 excludente ou injusta com a grandiosidade do momento. É tamanha a grandeza criativa dessas escritoras – recordistas nas apostas para o Nobel de Literatura deste ano – que o leitor ficaria apenas com os devaneios de uma alegre noite de baile. O prêmio deveria ser dado às duas.
*Jornalista
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A força política do prefeito Caíque (PSB), juntamente com outras lideranças do município, ampliaram a votação do presidente Lula em Angelim. O petista teve pouco mais de 74% dos votos no primeiro turno e neste domingo, chegou a 77,14%, exatos 5.769 votos, contra apenas 1.710 (22,86%) do adversário.
Angelim tem histórico de cidade progressista, tendo colocado na prefeitura políticos com perfil de esquerda, como Samuel Salgado (três mandatos) e Douglas Duarte (dois mandatos). O vice de Caíque, Oliveira, é filiado ao PT desde os tempos de vereador.
Caíque mostrou sua liderança no primeiro e no segundo turno e neste domingo garantiu ao presidente um dos maiores percentuais de votação do interior de Pernambuco. As informações são do blog do Roberto Almeida.
Por Rudolfo Lago – Correio da Manhã
Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, está reeleito para um quarto mandato como presidente. Mas o que se verá no Brasil a partir de agora alterará a lógica política do país desde 1945, que era baseada na tríade PSD, PTB e UDN. Como mostra a cientista política Lúcia Hippolito em seu obrigatório “PSD, de Raposas e Reformistas”, até 1964 a estabilidade política brasileira baseou-se numa aliança entre o PSD e o PTB.
O PSD era o partido de centro que unia boa parte da antiga elite agrária que governou o país na República Velha com novos rostos surgidos entre profissionais liberais com o crescimento das cidades, como Juscelino Kubitschek. O PTB reuniu a classe trabalhadora que ascendia com o fortalecimento dos sindicados. Na oposição, a UDN tornou-se o partido dos conservadores, empresários, mundo financeiro e parte também dos novos profissionais liberais nas cidades.
Leia maisEssa lógica só foi quebrada quando Jânio Quadros foi eleito, gerando tremenda instabilidade. Ampliada com a renúncia de Jânio. Num tempo em que presidente e vice eram eleitos separadamente, o de Jânio era João Goulart, do PTB. Jango suou para tomar posse. Acabou governando pressionando por esquerda e direita o tempo todo. Resistiu por dois anos até ser colhido pelo golpe militar em 1964. Quando o Brasil reconquistou a democracia, as novas forças políticas se organizaram mantendo a lógica.
Primeiro o MDB, depois o PSDB e, mais recentemente, o PSD e outras legendas de centro mantiveram o papel de “partidos da governabilidade” que tinha o PSD. O PT, modernizado com novas teses, tornou-se a principal força do trabalhismo. Partidos como o União Brasil e o Progressistas ocuparam o espaço da antiga UDN. Na redemocratização, alianças mudaram. Mas a sombra da antiga tríade sempre permaneceu. A não ser no rápido soluço produzido pela vitória de Fernando Collor em 1989. E quando Jair Bolsonaro venceu em 2018.
Esta eleição de 2026 parece provocar uma profunda mudança nessa lógica. As grandes alterações nas relações entre patrões e empregados enfraqueceram o modelo trabalhista tradicional. Sindicatos já não têm a mesma importância. Fora Lula, nenhum dos velhos caciques do PT conseguiu ser eleito. O que emergiu das urnas é uma nova geração produzida a partir de novos embates.
Mesmo o crescimento de Lula ocorrido no segundo turno não foi produzido pela cúpula petista nem pela sua campanha. Mas por estudantes nas ruas e por André Janones, que é um deputado da Rede, desconsiderado no primeiro turno. Nomes como a deputada eleita Ana Elisa (PT-MG) são uma nova oposição.
Da mesma forma, o que emerge a partir de Flávio Bolsonaro e dos nomes que foram eleitos tanto no Senado quanto na Câmara, tornando o PL o maior partido nas duas Casas, são uma nova direita. Contamos aqui na sexta-feira os esforços do Centrão para não perder sua hegemonia no Congresso. Terão trabalho.
O que se projeta é que o embate político a partir de janeiro vai se dar a partir de uma nova agenda. Os temas que a nova direita tentará implementar não são os que eram representados pelo velho centro com cara de PSD do passado. Provável aprovação de projetos de maior rigor na área de segurança, temas ligados a costumes, questões ambientais.
Da mesma forma, deverá haver uma mudança na agenda à esquerda. Foi visível no terceiro governo Lula certo descompasso em diversos momentos entre as novas aspirações da sociedade e uma visão envelhecida. Um caso emblemático foi a tentativa de regulamentar o trabalho de motoristas de aplicativo procurando aproximá-los da CLT.
Tudo isso projeta pela primeira vez um embate entre novas forças políticas no país. As velhas forças, naturalmente, irão se mover e procurar seus espaços para não perder relevância. Mas tudo indica que elas terão que se encaixar em papeis coadjuvantes. Pelo menos neste primeiro e como se aglutinarão agora diante da vitória de Lula.
Restará saber, então, o que acontecerá em 2030. Lula disputou neste domingo sua última eleição. Venceu novamente. Mas o PT não tem um nome para sucedê-lo. Pela direita, resta saber quem disputará. Alguém ainda do clã Bolsonaro? Outro nome que emerja da direita? Um fato, porém, parece estar claro. Nada será como antes.
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Editorial Poder360
O Brasil foi às urnas. Elegeu 1.035 deputados estaduais, 24 deputados distritais, 27 governadores, 54 senadores e 1 presidente da República. Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito para comandar o país pelos próximos 4 anos. Começa seu 4º mandato a partir de 5 de janeiro de 2027.
A atual fase democrática brasileira começou em 15 de março de 1985, há 41 anos, quando deveria ter tomado posse como presidente Tancredo Neves (1910-1985) – ele foi internado às pressas com uma diverticulite e, no seu lugar, assumiu José Sarney.
Leia maisNão foi fácil chegar até aqui. Sarney, um civil, havia sido o presidente da Arena, partido que deu sustentação à ditadura militar (1964-1985). O Brasil já teve 10 eleições diretas para presidente. Enfrentou 2 impeachments. Muitos solavancos vieram, como o da decisão de ontem, domingo (25.out.2026), no final da tarde, assinada pelo ministro do STF Cristiano Zanin. O magistrado determinou que o horário de votação fosse prorrogado em duas horas –isso pouco antes de 17h, quando as urnas já estavam sendo fechadas. Felizmente, nada de grave acabou acontecendo para mudar o resultado das urnas por conta dessa medida extemporânea.
O fato é que o ambiente institucional anda sendo tisnado por decisões intempestivas como essa do ministro Cristiano Zanin. A institucionalidade fica comprometida. Não é à toa que as taxas de aprovação do Supremo Tribunal Federal, do Congresso e do Executivo são baixas. As desavenças entre as instituições são combustível para o Brasil continuar dividido. Há muita beligerância no ar.
Num regime presidencialista, cabe ao ocupante do Palácio do Planalto comandar um processo de pacificação. O maior desafio de Lula será construir um ambiente mais harmônico entre os Três Poderes. Quando o petista foi eleito em 2022, o empresário Abílio Diniz (1936-2024) escreveu um artigo para este Poder360 e fez um apelo logo no momento seguinte à disputa: “Que o presidente eleito consiga pacificar e unir o nosso país, gerando crescimento, criando empregos, melhorando a distribuição de renda e diminuindo fortemente a desigualdade”.
Esse conselho de Abílio Diniz foi desprezado por Lula nos últimos 4 anos. Ao assumir seu 3º mandato, o petista afirmou que governaria com uma frente ampla de partidos e setores da sociedade. Não cumpriu o prometido e não pacificou o ambiente do poder. Ao contrário. A política hoje está mais belicosa e o grau de agressividade subiu de patamar. Caiu o nível de civilidade entre Executivo, Legislativo e Judiciário. Nesse clima, perde a República, perdem os cidadãos, perde o país.
No seu discurso de vitória no domingo à noite, o presidente afirmou novamente que pretende governar para todos os brasileiros e que, terminada a eleição, não tem mais adversários. Só que no mesmo discurso afirmou que venceu um “representante genuíno do milicianismo”, uma pessoa que não tem “uma célula de humanismo”. Era uma referência derrogatória ao candidato derrotado, Flávio Bolsonaro (PL). O que Lula ganhou fazendo essa referência? Nada. Ele dobrou a aposta e fez uma anedota, lembrando da má fase de seu time do coração: “O Corinthians está parecendo o Bolsonaro: só perde”.
Saber ganhar é mais difícil do que saber perder.
Em 1635, o pintor espanhol Diego Velásquez finalizou um quadro que produziu a pedido do rei Filipe 4º. A ideia era celebrar as vitórias do monarca. A pintura “A Rendição de Breda” está no Museu do Prado, em Madri. É um retrato da vitória de Ambrósio Spínola, chefe das forças espanholas, sobre o governador de Breda, Justino de Nassau. Diz muito sobre como se comportar ao vencer uma batalha.
No 1º plano dessa obra-prima, Spínola demonstra respeito por Nassau, o derrotado. Dá a impressão de que está impedindo o holandês de se ajoelhar para entregar-lhe a chave de Breda. As lanças dos soldados vitoriosos estão na vertical. Não há ameaça aos derrotados, que tampouco se defendem com as suas.
É difícil saber se a cena pintada por Velásquez é verdadeira ou não. O que é possível afirmar é que nas disputas políticas brasileiras quase nunca os vencedores são magnânimos. Há sempre um pensamento de revanche e vingança no ar. Essa atitude deletéria retroalimenta o ambiente lúgubre dentro dos Poderes da República.
Os 41 anos da democracia brasileira dão a Lula uma nova chance para mudar tudo isso.
O 4º mandato faz do petista de quase 81 anos (que completa em 27 de outubro) o político mais vitorioso da democracia brasileira. Ele tem poder e capital político como nenhum outro neste momento. Nesta fase de sua vida pode realmente tentar harmonizar a política e colocar o Brasil numa rota de crescimento sustentável, responsabilidade fiscal, economia aberta, liberal e amigável para os negócios.
Lamentavelmente, durante a campanha e no seu discurso na noite do domingo, o petista deu poucas dicas sobre como pretende desarmar a bomba-relógio que armou para si próprio com aumento exacerbado dos gastos públicos.
Talvez o discurso de ontem de Lula tenha sido só um ato final de campanha, com o presidente ainda inebriado pelo impacto da vitória. Ele tem 4 anos para mostrar que deseja de fato e vai governar para todos os brasileiros, sem estimular o “nós contra eles” e trazer um pouco de paz para a política, com uma economia em crescimento e controle das contas públicas.
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O ex-candidato à Presidência Renan Santos (Missão) atribuiu a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à “arrogância da família Bolsonaro” e criticou a estratégia do bolsonarismo nas redes sociais.
Em vídeo, Renan afirmou que a direita precisa mudar de postura para voltar a derrotar o PT. Lula foi reeleito com mais de 64 milhões de votos, contra 59 milhões de Flávio Bolsonaro (PL). Clique no vídeo e confira!
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) desmentiu na noite de domingo, 25, a declaração do candidato Flávio Bolsonaro (PL) de que fiscais do seu partido teriam sido “retirados” da sala-cofre da Corte. “A afirmação é falsa”, garantiu o TSE, em nota, esclarecendo que a sala não é um espaço aberto à visitação.
Segundo a Corte, todas as demais unidades e áreas podem ser visitadas por fiscais de partidos, observadores internacionais, advogados e membros do Ministério Público, entre outros. “Neste domingo, dois fiscais do PL estiveram no TSE para acompanhar o Teste de Integridade das Urnas, realizado no subsolo do prédio, e a totalização e divulgação dos resultados, na Sala de Totalização. Também visitaram a Sala dos Partidos Políticos, no 5º andar”, afirmou.
Leia maisO TSE ainda declarou que “há registro de presença nos locais visitados, além de filmagem na Sala de Totalização, que comprovam o acesso livre dos fiscais às unidades”, e reforçou que “o resultado das Eleições 2026 foi anunciado na noite deste domingo pelo presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques”.
A declaração de Flávio ocorreu também na noite de domingo (25), em seu discurso após a derrota para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais.
O candidato questionou a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Cristiano Zanin, que estendeu a votação por duas horas após denúncias de problemas no transporte público em vários municípios, e alegou que os fiscais teriam sido retirados da sala-cofre logo após a determinação, o que foi desmentido pelo TSE. Flávio disse ainda ser “impossível reconhecer resultado da eleição” e que pedirá anulação.
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Um grande evento do Jornalismo brasileiro terá a cidade do Recife como sede, na próxima quarta-feira, das 13h às 20h. Será o Festival de Jornalismo Recife, organizado pela jornalista e ativista Kátia Cubel.
Direcionada principalmente aos estudantes de Jornalismo, a iniciativa vai reunir 15 palestrantes de primeiro nível, entre os grandes nomes da comunicação em Pernambuco, e nomes nacionais do Jornalismo brasileiro. Entre eles, Basília Rodrigues, Breno Pires, Rodrigo Rangel, Eldo Gomes e Patrícia Blanco. A conferência magna será realizada por Chico José.
Com muita honra, também integro a programação do evento e vou participar do painel “Os desafios do Jornalismo em Pernambuco” com os jornalistas Carol Santos, do Marco Zero; Leusa Santos, da Folha de Pernambuco; Laurindo Ferreira, do Sistema Jornal do Commercio.
Nesta edição, o Festival de Jornalismo Recife tem o patrocínio do Banco do Nordeste, do Governo do Brasil, da Fiepe, da Alepe e o apoio da Prefeitura do Recife, do Instituto Palavra Aberta, da RXZ, do Jornalistas&Cia e da OAB-PE.
Por Cláudio Soares*
Minas Gerais protagonizou uma das reviravoltas mais intrigantes da disputa presidencial de 2026. No primeiro turno, realizado em 4 de outubro, Flávio Bolsonaro havia vencido no estado, com 48,24% dos votos válidos, contra 43,33% de Lula. No segundo turno, em 25 de outubro, o resultado teria sido invertido: Lula alcançou 50,43%, enquanto Flávio ficou com 49,57%.
A diferença final teria sido de apenas 109.313 votos, aproximadamente 0,87 ponto percentual. O comparecimento informado foi de 13.044.203 eleitores, com abstenção de 20,33%.
Leia maisO que explica essa virada, especialmente considerando que Flávio contou com o apoio de lideranças importantes da política mineira?
Cleitinho, governador eleito, Nikolas Ferreira, deputado federal, e Romeu Zema, ex-governador, apoiaram Flávio Bolsonaro. Mesmo com esse respaldo político, Lula teria conseguido ultrapassar o adversário. O resultado levanta questões sobre a capacidade de transferência de votos dessas lideranças e a estratégia adotada no segundo turno.
Teria o comportamento de Nikolas Ferreira contribuído para a derrota de Flávio em Minas? O Flávio atacado os nove dedos de Lula?
Uma das hipóteses a investigar envolve as chacotas direcionadas a Janja, esposa de Lula. Será que essas manifestações provocaram uma reação negativa entre parte das mulheres mineiras? É uma possibilidade, mas não há, nos dados apresentados, evidências suficientes para afirmar que esse episódio tenha influenciado decisivamente o resultado.
Outro aspecto é o tom adotado nos confrontos políticos e nas aparições públicas. Deboches, ironias e provocações contra adversários podem agradar aos apoiadores mais fiéis, mas também podem afastar eleitores moderados e independentes. Eventuais episódios envolvendo Simone Tebet e Fernando Haddad, em ambientes televisivos como os da Band e da Globo, merecem análise contextualizada para que se possa avaliar seu impacto.
Na política, a crítica faz parte do debate democrático. Entretanto, quando a crítica se transforma em humilhação ou deboche, existe o risco de produzir uma reação contrária à pretendida. O eleitor pode tolerar a divergência, mas interpretar a arrogância como desrespeito. Saber se isso aconteceu em Minas exige pesquisas específicas, e não apenas conjecturas.
Também cabe perguntar se Cleitinho e Zema mantiveram, no segundo turno, a mesma intensidade de mobilização do primeiro. Teriam reduzido a participação em agendas, manifestações públicas e ações de campanha? A hipótese de um freio de mão puxado merece investigação, mas não pode ser tratada como fato sem informações concretas sobre a atuação de ambos.
Minas Gerais, porém, não deve ser analisada isoladamente. No Sudeste, Flávio teria obtido vantagens expressivas em São Paulo e no Rio de Janeiro, enquanto Lula teria vencido por margem mínima em Minas. No Sul, Flávio teria vencido nos três estados, com destaque para Santa Catarina, onde alcançaria quase 70% dos votos. O saldo regional informado seria de aproximadamente 4,58 milhões de votos favoráveis a Flávio.
No Norte, a disputa teria sido muito mais equilibrada. Flávio venceu em quatro estados — Acre, Rondônia, Roraima e Tocantins —, enquanto Lula venceu no Amapá, Amazonas e Pará. Apesar da divisão de vitórias estaduais, a vantagem regional informada para Lula teria sido de apenas 1.079 votos.
Minas Gerais, porém, não deve ser analisada isoladamente. No Sudeste, Flávio teria obtido vantagens expressivas em São Paulo e no Rio de Janeiro, enquanto Lula teria vencido por margem mínima em Minas. No Sul, Flávio teria vencido nos três estados, com destaque para Santa Catarina, onde alcançaria quase 70% dos votos. O saldo regional informado seria de aproximadamente 4,58 milhões de votos favoráveis a Flávio.
No Norte, a disputa teria sido muito mais equilibrada. Flávio venceu em quatro estados — Acre, Rondônia, Roraima e Tocantins —, enquanto Lula venceu no Amapá, Amazonas e Pará. Apesar da divisão de vitórias estaduais, a vantagem regional informada para Lula teria sido de apenas 1.079 votos.
No Nordeste, o quadro teria sido completamente diferente. Lula venceu nos nove estados e obteve uma vantagem regional estimada em 13,65 milhões de votos.
No Nordeste, o quadro teria sido completamente diferente. Lula venceu nos nove estados e obteve uma vantagem regional estimada em 13,65 milhões de votos.
Os resultados informados foram os seguintes:
Lula /Flávio Bolsonaro
Bahia 71,31% a 28,69%
Piauí 75,88% a 24,12%
Pernambuco 69,20% a 30,80%
Maranhão 69,54% a 30,46%
Ceará 68,93% a 31,07%
Sergipe 69,53% a 30,47%
Paraíba 67,46% a 32,54%
Rio Grande do Norte 65,72% a 34,28%
Alagoas 60,77% a 39,23%
O balanço regional apresentado aponta aproximadamente 24,45 milhões de votos para Lula e 10,80 milhões para Flávio, produzindo uma vantagem de 13,65 milhões de votos para o petista. A diferença nacional final informada seria de aproximadamente 4,43 milhões de votos favoráveis a Lula.
Esse contraste ajuda a compreender o peso do Nordeste no resultado nacional e a importância das demais regiões para o equilíbrio da disputa. Ainda assim, o resultado de Minas tem uma particularidade: uma mudança relativamente pequena na distribuição dos votos entre os dois turnos teria sido suficiente para inverter a liderança estadual.
A pergunta central permanece: por que Flávio Bolsonaro perdeu Minas Gerais apesar do apoio de Cleitinho, Nikolas Ferreira e Romeu Zema? Foi uma mudança espontânea na preferência do eleitorado? Houve falhas de estratégia? O comportamento de aliados produziu desgaste? A mobilização no segundo turno foi insuficiente?
São hipóteses que precisam ser confrontadas com pesquisas de opinião, dados por município, comparecimento eleitoral e registros da campanha.
Na política, apoio não é sinônimo de transferência automática de votos. Popularidade nas redes sociais tampouco garante aprovação fora delas. E o deboche, quando percebido como desrespeito, pode ter consequências eleitorais – embora seja necessário demonstrar se, e em que medida, isso ocorreu em Minas Gerais.
*Advogado e jornalista
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O cientista político Rubens Figueiredo é o convidado do meu podcast em parceria com a Folha de Pernambuco, o Direto de Brasília, de amanhã. Dois dias após o segundo turno da eleição presidencial entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), ele fará uma análise sobre a vitória de Lula e os desafios para o quarto mandato. Entre os assuntos previstos estão a configuração das forças políticas após a disputa, o comportamento do eleitorado, a polarização e as perspectivas para as relações entre o Executivo e o Congresso Nacional.
Formado em Ciências Sociais e pós-graduado em Ciência Política pela Universidade de São Paulo (USP), Figueiredo é diretor do Centro de Pesquisa e Comunicação (Cepac), empresa especializada em pesquisas e consultoria política. Com experiência na análise de cenários eleitorais e da opinião pública, também atua como consultor da Fundação Espaço Democrático, ligada ao PSD, e integra o Conselho Superior de Estudos Avançados da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).
Leia maisAo longo da carreira, integrou o Conselho de Comunicação da Presidência da República durante o governo Michel Temer e produziu, em parceria com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, um estudo sobre as relações entre capitalismo e democracia no Brasil, apresentado em seminário internacional na Itália. É autor de livros sobre política e comportamento social, entre eles Sofrendo Feliz da Vida – Alegria e Angústia de Ser Brasileiro, lançado em 2025, no qual aborda contradições da sociedade brasileira.
Em parceria com a Folha de Pernambuco, o podcast Direto de Brasília vai ao ar na próxima terça-feira, das 18h às 19h, com transmissão pelo YouTube da Folha de Pernambuco e do meu blog, e mais 165 emissoras de rádio no Nordeste.
Retransmitem a Rede Nordeste de Rádio, a Rede Mais Rádios, da Paraíba; a Rede ANC, no Ceará; a revista Mais Nordeste, em Fortaleza; e a TV LW, em Arcoverde.
Entram como parceiros na mídia institucional a Autoviação Progresso, o Grupo Antonio Ferreira Souza, a Água Santa Joana, a Faculdade Vale do Pajeú e o grupo Grau Técnico.
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Se há um grande perdedor nestas eleições são os institutos de pesquisas. Erraram feio, tanto no primeiro turno, quando davam Lula (PT) em primeiro lugar, quanto no segundo, apontando, em sua grande maioria, uma vitória de Flávio Bolsonaro (PL).
Em geral, não captaram o efeito do vermelhão que tomou as ruas do País nem o massacre que Flávio sofreu de Lula no debate da Globo, dias antes. Aliás, o comportamento cafajeste de Flávio tratando Lula de nove dedos também tirou uma enxurrada de votos do candidato oposicionista.
Leia maisO candidato derrotado disse que não adianta nada o salário mínimo de R$ 1,6 mil se Lula dá com uma mão e tira com os nove dedos. Isso é comportamento de moleque e quem é moleque não pode governar o País.
De imediato, numa postura de estadista, Lula usou parte do seu tempo para rebater a fala do candidato. “Não vou permitir que miliciano me chame de 9 dedos. Ele não sabe o que é uma carteira de trabalho, o primeiro emprego dele foi falso, no gabinete do pai”, disse.
O petista exigiu que o candidato do PL se desculpasse por ter usado a expressão. Ele se desculpou, mas de nada adiantou. Deslizes no jogo político pavimentam o caminho para a derrota. Na política, o erro de um homem é a oportunidade de outro e Lula soube com muita competência e propriedade tirar proveito do deslize verbal do adversário.
Fica a lição para o filho de Bolsonaro: em política, o que começa com arrogância quase sempre termina em fracasso.
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