O socialista aproveitou o evento para testar a popularidade pelos corredores do Centro de Convenções, em Olinda. Ele esteve acompanhado do prefeito do Recife, Victor Marques (PCdoB), além dos integrantes da chapa majoritária da Frente Popular, o pré-candidato a vice, Carlos Costa (Republicanos), e os pré-candidatos ao Senado, o senador Humberto Costa (PT) e a ex-deputada Marília Arraes (PDT).
O prefeito de Angelim, Caíque Galeguinho (PSB), e o prefeito de São Lourenço da Mata, Vinícius Labanca (PSB), também circularam ao lado do político. Da Câmara do Recife, estavam presentes as vereadoras Aline Mariano (Republicanos) e Liana Cirne (PT).
No local, o ex-prefeito do Recife posou para fotos com visitantes e passeou pelos estandes de mestres da arte do barro. Questionado se a presença com aliados no evento seria uma forma de mostrar força política e se manter perto do eleitorado, João Campos afirmou que a ida à Fenearte é uma tradição familiar.
“A Fenearte é um grande patrimônio de Pernambuco e é uma alegria vir pra cá. Fiz questão de vir com minha mãe, a gente deu uma volta completa aqui falando com todo mundo e parabenizando todo mundo que trabalha com arte e cultura e que faz de Pernambuco uma potência cultural”, declarou.
O prefeito Victor Marques reforçou a importância de valorizar a cultura de Pernambuco, ao falar sobre a presença dos aliados de João Campos no evento. “João é o grande líder do processo e, naturalmente, por onde ele anda o grupo dele anda junto e na Fenearte não iria ser diferente”, disse o gestor.
Transnordestina
Na primeira agenda do dia, João Campos falou aos profissionais do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (Crea) sobre infraestrutura, mobilidade, investimentos e formação profissional.
Ao falar sobre as obras da Ferrovia Transnordestina, ele sugeriu que o estado deve assumir o compromisso de fazer ajustes na concessão do trecho Salgueiro-Suape. Além disso, o ex-prefeito do Recife salientou que, para destravar as obras, é necessário “ter tamanho para sentar à mesa e fazer” sem ficar refém de estados como a Bahia e o Ceará.
Na proposta defendida por Campos, a execução das obras seria do governo do estado e a segunda frente das obras da ferrovia começaria pelo Complexo Industrial Portuário de Suape, indo em direção ao trecho em execução em Salgueiro.
“Não pode deixar só isso na cartela do governo federal, que tem diversas preocupações, e ficarmos reféns de uma execução estritamente de trechos”, disse.
Região
O pré-candidato não se furtou de fazer críticas ao modelo de gestão da governadora Raquel Lyra. João Campos alegou que a administração estadual não tem articulação com outras prefeituras da Região Metropolitana do Recife (RMR).
Ele propôs criar, caso seja eleito, um conselho liderado pelo Governo do Estado para deliberar sobre assuntos que digam respeito à região. “Vou criar o centro integrado da Região Metropolitana. Essas agendas vão ser discutidas lá e vai ter gente para cuidar e para resolver. E o investimento que o Estado fará vai derivar dessas priorizações. Isso vai fazer diferença”, sustentou.
No embalo de divulgar propostas para gerir o estado, João Campos também divulgou, na tarde de ontem (10), um vídeo explicando que pretende ampliar a atuação do Complexo Industrial Portuário de Suape para os 24 municípios da Mata Sul.
Segundo João Campos, caso eleito, a medida será encaminhada à Assembleia Legislativa logo no início de uma eventual gestão. A proposta estabelece um modelo de cogestão dos distritos industriais da Mata Sul, ampliando a capacidade da região para receber novas empresas, com a expectativa de gerar 25 mil empregos com carteira assinada ao longo de quatro anos.
“No primeiro mês de governo, vou mandar um projeto de lei para que os 24 municípios da Mata Sul passem a fazer parte do território estratégico de Suape”, afirmou.
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