A prefeita de Floresta, Rorró Maniçoba, anunciou através das redes sociais o falecimento de seu irmão, Fernando Maniçoba, conhecido como Neguinho.
Fernando tinha 70 anos e lutava contra um câncer. Em função da morte do irmão, Rorró suspendeu as atividades de campanha até o domingo, dia 22.
“Me ausentarei das atividades de campanha até o próximo domingo (22), para estar ao lado da família, neste momento de grande consternação.
As palavras são insuficientes para expressar a dor que estamos sentindo, pois, Neguinho era um irmão presente e muito amado, mas, o seu legado e tudo que vivemos permanecerá vivo em nossas memórias”, escreveu a prefeita.
O candidato à Presidência da República pelo PSD e ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, criticou, em entrevista ao canal MyNews, o adversário Flávio Bolsonaro (PL), disputando com ele o espaço de “candidato do agro” e questionando a legitimidade do rival para representar o setor. As informações são do portal G1.
Perguntado sobre por que parte do agronegócio apoia Flávio, Caiado disse: “Eu sou a raiz, eu não sou sabor agro.” O ex-governador listou o currículo dele no tema e disse que o rival “não entende” do assunto para um debate. “Onde você tem agricultura investindo e abrindo fronteira, a renda per capita, a saúde, a escolaridade e a condição de vida das pessoas são melhores”, afirmou, citando o Matopiba, Goiás e Mato Grosso como exemplos.
Caiado criticou o que chamou de desmonte de políticas estruturantes para o setor sob governos do PT, incluindo a Embrapa, e disse que o agronegócio “não aguenta produzir” com a taxa de juros atual – um problema que, segundo ele, o governo Lula não resolveu.
Questionado sobre por que não consegue converter esse discurso em votos do setor, hoje mais alinhado a Flávio, respondeu que seu eleitorado do agro “ainda não acordou” e defendeu que fatores como estrutura de campanha explicam a diferença: lembrou não ter tido partido até receber o apoio de Gilberto Kassab, presidente do PSD, enquanto Flávio conta com organização política montada há mais de oito anos.
Ao ser questionado se seu maior desafio é vencer Lula ou vencer Flávio, Caiado disse que precisa estar à frente do candidato do PL no primeiro turno porque a candidatura de Flávio seria o “peru de Natal” que Lula deseja enfrentar no segundo turno. Nas palavras do candidato do PSD, Flávio no segundo turno seria um “presente” para o petista, já que Flávio chegaria à etapa final “tendo que ficar se explicando” de denúncias”.
Caiado ainda questionou a capacidade de gestão do rival, dizendo que “não se aprende a governar na Presidência da República” e que a experiência em cargos públicos que ele diz ter e o adversário não seria o que separa quem apenas vence uma eleição de quem consegue entregar resultados ao cidadão.
Ao ser questionado sobre milícias, disse que quem usa uma estrutura de proteção para praticar crime é “mais bandido ainda” e que não existe diferença entre bandidos “de direita” ou “de esquerda”.
Na entrevista, Caiado também abordou segurança pública, citando o trabalho dele como governador de Goiás; defendeu medidas mais duras contra feminicídio, incluindo confisco de bens de agressores; criticou o crédito extraordinário liberado pelo governo Lula como causa dos juros altos; e disse que fará anistia “ampla, geral e irrestrita” a condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro no primeiro dia de mandato, caso eleito.
O episódio envolvendo a jornalista Rachel Sheherazade e um motorista de aplicativo despertou um debate importante: até onde vai o direito de um passageiro pedir para trocar a sintonia do rádio ou reclamar de uma prestação de serviço e onde começa o direito do motorista à honra, à imagem e ao devido processo legal?
Independentemente de quem tenha razão no caso concreto, é fundamental que os fatos sejam apurados com base em provas, e não apenas por versões divulgadas nas redes sociais. Se houver gravações da corrida, elas poderão esclarecer o que realmente aconteceu e servirão como importante elemento para a Justiça.
Motoristas de aplicativo não abrem mão de seus direitos fundamentais ao iniciar uma corrida. Eles têm direito ao respeito, à dignidade, à integridade física, à honra e à preservação de sua imagem. Da mesma forma, passageiros também têm o direito de registrar reclamações quando entenderem que foram vítimas de condutas inadequadas.
No entanto, em tempos de redes sociais, a exposição pública precipitada pode produzir consequências irreversíveis. Uma acusação divulgada para milhões de pessoas, antes da conclusão de qualquer investigação, pode comprometer a reputação e a fonte de renda de um trabalhador.
Caso a versão do motorista seja confirmada pelas provas, especialmente pelas gravações da corrida, ele poderá avaliar, com assistência jurídica, a adoção de medidas nas esferas cível e criminal. Na área cível, poderá buscar indenização por danos morais e, se houver prejuízos financeiros decorrentes da exposição, também por danos materiais. Na esfera criminal, a depender do conteúdo das acusações e da forma como foram divulgadas, poderá ser analisada a propositura de queixa-crime por eventuais crimes contra a honra.
Se a frase atribuída à jornalista – “eu vou acabar com sua vida profissional na rede social” – realmente tiver sido pronunciada e estiver registrada nas gravações, esse elemento poderá ser considerado na análise do conjunto probatório, assim como eventual divulgação da identidade do motorista que tenha resultado em ataques, perda de renda ou danos à sua reputação. Da mesma forma, as imagens da câmera veicular, o comparecimento espontâneo do motorista à delegacia e os depoimentos de testemunhas poderão contribuir para o esclarecimento dos fatos.
A orientação aos motoristas é agir sempre com equilíbrio. Havendo situação de conflito, o mais prudente é encerrar a viagem em local seguro, comunicar imediatamente a plataforma, registrar a ocorrência às autoridades competentes e preservar todas as provas, especialmente gravações da corrida, publicações em redes sociais e demais registros que possam ser úteis em eventual processo judicial.
O Estado Democrático de Direito exige que ninguém seja condenado pela pressão da opinião pública. A verdade deve ser construída por meio da prova, assegurando o contraditório, a ampla defesa e o devido processo legal. A Justiça não pode ser substituída pelo tribunal das redes sociais, e a reputação de qualquer cidadão merece a mesma proteção garantida pela Constituição Federal.
A 26ª ExpoSerra, maior feira de negócios do interior de Pernambuco, preparou uma programação especial de palestras voltada para empresários, empreendedores, profissionais, estudantes e pessoas interessadas em aprimorar conhecimentos nas áreas de comunicação, marketing, inovação, inteligência artificial e relacionamento com clientes.
As atividades acontecerão nos dias 14 e 15 de agosto, no Auditório da ExpoSerra, reunindo especialistas com ampla experiência no mercado para compartilhar estratégias e tendências capazes de impulsionar negócios em um cenário cada vez mais competitivo.
MONTANHAS DA JAQUEIRA – O continente latino-americano está contaminado por ideologias malsãs. O epicentro da metástase foi a ilha-presidio de Cuba na década de 1960. A partir de então o energúmeno Fidel Castro exportava contêineres de serpentes comunistas, piolhos, gafanhotos, charutos fedorentos, lombrigas e Streptococcus marxistas para todo o continente.
O psicopata Ernesto Guevara assassinava pessoalmente gays (maricones) e campesinos “reacionários” em nome da limpeza ideológica. Os gays de hoje tão nem aí.
O Brazil exportou, de graça, centenas de milhões de dólares para construir o porto de Mariel em Cuba e o metrô de Caracas na Venezuela.
Devido ao impulso da idade, jovens são propensos a contrair alguma doença venérea ideológica. O tempo às vezes cura. Se não cura, vira fanatismo, uma doença incurável. O genial Roberto Campos falava numa espécie de gonorreia ideológica na juventude. Muitos sujeitos barbados ainda hoje são portadores de infecção crônica desse tipo de bactéria. Não tem inseticida que dê jeito.
O cowboy Donald Tramp decretou guerra, Urbi et Orbi, contra a cultura Woke, o globalismo, comunismo camuflado ou não, ideologia de gênero, os lobisomens e serpentes comunistas. O galego tem milhões de defeitos e uma virtude seminal, é anticomunista de nascença. Por esta singela razão é odiado pelos devotos das seitas vermelhas em todas as latitudes do globo terrestre e até em Marte, o planeta vermelho.
Eu sou pequenininho do tamanho de um pé de coentro, mas também renego a ideologia da caterva comunista com todas as proteínas da minha alma. Estou com o cowboy Tramp e não abro nem para o trovão azul.
As eleições presidenciais deste ano serão Trans — trans americanas, transoceânicas, transcontinentais. O comissário Dirceu havia avisado que não haverá eleições sem a presença dos ianques, a saber, sem a presença do cowboy Donald Tramp. Aliás, os americanos sempre estiveram presentes nos embates geopolíticos continentais. Lembrai-vos do contragolpe de 1964, como diz o chavão. As esquerdas bem conhecem esta realidade.
Em 2022, na era globalista de Joe Biden, a CIA e a USAID atuaram nos bastidores para favorecer as esquerdas latino-americanas, a começar pelo Brazil.
Jair agora está preso em sua caverna, proibido de usar rádio, televisão, celular, micro ondas, de falar com os filhos. Há suspeitas de que esteja tentando se comunicar por telepatia com Marco Rubio, por isso também está impedido de fazer meditação. Foi proibido de morrer até as eleições sob o argumento de que seria um defunto falante. Depois, poderá morrer à vontade, e se quiser pode até fazer haraquiri.
Um dia eu perguntei a um papangu da caterva vermelha, ali na Jaqueira: Qual é a tua, bicho? Ele respondeu: Eu defendo a democracia. Eu disse A tua democracia não é a minha democracia. Daí eu mordi a orelha dele, a la Mike Tyson. Ele desmaiou. Eu chamei o Samu. O cara do Samu disse que eu cometi um atentado antidemocrático. Eu desmaiei, emocionado. Depois, acordei. Agora estou dormindo de olhos acesos. Hasta la vista, meninas e meninos!
Aos que não acreditam ainda na hipótese da candidatura de Mendonça Filho (PL) ao Senado: tão logo acabou a convenção, ontem, que homologou Raquel Lyra (PSD) à reeleição, ele foi visto almoçando com a cúpula do Podemos no Estado, entre eles o ex-deputado Ricardo Teobaldo, candidato a federal, que goza de prestígio com a presidente nacional da legenda, Renata Abreu.
Durante o encontro, o Podemos garantiu apoio oficial a Mendonça na disputa ao Senado. Ex-governador e atualmente no exercício de mandato federal na Câmara, Mendonça articula nos bastidores o apoio de outros partidos.
Agora filiado ao PL, depois de miliar no DEM e União Brasil, Mendonça acredita que tem condições de se eleger senador numa candidatura avulsa, sem cabeça de chapa (Raquel tem o seu apoio), atraindo o voto dos bolsonaristas e de eleitores que não se mostram entusiasmados com os nomes postos para representar o Estado na chamada Casa Alta do Congresso.
Com o objetivo de orientar os municípios pernambucanos sobre os impactos da legislação eleitoral na administração pública, a Associação Municipalista de Pernambuco (AMUPE) promove, amanhã, das 9h às 13h, em sua sede, a capacitação “Condutas Vedadas 2026: Os Limites da Gestão Pública Municipal nas Eleições Gerais”.
A iniciativa é uma propositura do presidente da AMUPE, Pedro Ermírio, reafirmando o compromisso da entidade em oferecer suporte técnico aos municípios pernambucanos e contribuir para que prefeitos, gestores e servidores públicos atuem com segurança jurídica durante o período eleitoral.
Embora as Eleições de 2026 sejam destinadas à escolha de presidente da República, governadores, senadores, deputados federais e deputados estaduais, a legislação eleitoral impõe uma série de restrições à atuação da administração pública municipal. O desconhecimento dessas normas pode acarretar graves consequências para agentes públicos e para os próprios municípios.
A capacitação terá caráter prático, abordando as principais situações enfrentadas pelas administrações municipais e apresentando orientações para prevenir irregularidades, assegurar o cumprimento da legislação e garantir uma atuação administrativa pautada pela legalidade, impessoalidade e transparência.
O evento é direcionado a prefeitos, vice-prefeitos, procuradores municipais, assessores jurídicos, controladores internos, secretários municipais, dirigentes de autarquias e fundações, além de servidores públicos que atuam diretamente na gestão administrativa dos municípios. Entre os temas que serão abordados estão:
Eventos e inaugurações;
Uso da máquina pública;
Contratações e nomeações;
Participação de agentes públicos em campanhas eleitorais;
Condutas vedadas e abuso de poder;
Publicidade institucional;
Redes sociais dos órgãos públicos e gestores;
Orientações práticas para prefeitos, secretários e servidores públicos.
A programação contará com a participação de especialistas em Direito Eleitoral e Administração Pública, proporcionando uma visão técnica e atualizada sobre os principais desafios enfrentados pelos municípios durante o período eleitoral. Os palestrantes serão: Diana Câmara, Giorgio Gonzalez, João Batista, Marcílio Cumaru, Marcus Alencar e Vadson Almeida.
O ex-governador de Pernambuco e atual presidente do Banco do Nordeste, Paulo Câmara, partiu para o ataque, hoje, e rebateu as críticas recorrentes feitas pela governadora Raquel Lyra à situação financeira do Estado quando assumiu a gestão.
Em entrevista à Folha de Pernambuco, Paulo Câmara afirmou que a governadora deveria reconhecer que recebeu Pernambuco em condições de governabilidade e com capacidade de investimento, sustentando que a realidade encontrada por ela foi completamente diferente daquela que ele enfrentou ao assumir o Palácio do Campo das Princesas, em 2015.
Segundo o ex-governador, quem recebeu um Estado efetivamente quebrado foi ele, após a gestão de João Lyra Neto. De acordo com Paulo, Pernambuco passou praticamente um ano funcionando como um “departamento de contabilidade”, concentrando esforços apenas no pagamento de fornecedores, com projetos e investimentos paralisados e sem qualquer capacidade de planejamento. “Um ano parado é muita coisa. Um ano só pagando contas é muita coisa”, ressaltou.
Paulo Câmara também contestou a narrativa de que Raquel Lyra promoveu uma grande recuperação financeira do Estado. Para ele, essa versão não resiste aos fatos. O ex-governador argumentou que nenhum Estado considerado quebrado teria condições de mobilizar mais de R$ 10 bilhões para investimentos, o que, segundo ele, demonstra que as finanças públicas já estavam organizadas ao final de sua administração.
Na avaliação do ex-governador, o problema enfrentado pela atual gestão não foi falta de recursos, mas de continuidade administrativa. Segundo ele, havia recursos disponíveis e projetos estruturados, mas muitos deles deixaram de ser executados por decisão do novo governo.
Paulo Câmara afirmou ainda que tem a consciência tranquila sobre sua gestão. Lembrou que assumiu Pernambuco em meio a dificuldades financeiras, reorganizou as contas públicas, foi reeleito ainda no primeiro turno e entregou o Estado em condições de seguir avançando.
Por fim, afirmou que o debate político será decidido pela população. Segundo ele, caberá aos pernambucanos avaliar, nas urnas, se as críticas feitas por Raquel Lyra correspondem à realidade ou se os resultados apresentados por sua gestão falam por si.
O ex-senador Fernando Bezerra Coelho (MDB), pai do ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (UB), rifado por Raquel Lyra (PSD) na chapa dela para o Senado, ainda não se manifestou sobre o convite para ser suplente de Marília Arraes (PDT) porque a família trabalha com outro cenário.
Segundo apurei, os Coelho estão nas tratativas para o deputado Mendonça Filho (PL) disputar o Senado em faixa própria e com o apoio do grupo em Petrolina e Miguel sair candidato a deputado federal herdando as bases de Mendonça.
No último dia do meu regresso maravilhoso a São Paulo, corri meus 8 km diários, hoje, sob uma temperatura de 14 graus, no Parque do Horto Florestal, na Zona Norte da capital paulista. Muito bom também. Fica aos pés da Serra da Cantareira e tem um ótimo espaço verde para caminhar, ver animais e fazer piquenique.
O Horto Florestal é uma unidade de conservação e possui 73,9 hectares de áreas abertas à visitação pública. O Parque foi criado com a desapropriação do Engenho Pedra Branca e a instalação de um Horto Botânico, em 1896, para pesquisas de espécies arbóreas e produção de mudas de crescimento rápido para recuperar a cobertura florestal do Estado.
Apresenta uma rica biodiversidade e atributos naturais, cênicos e históricos de grande relevância para o cenário da conservação ambiental em regiões metropolitanas, protegendo remanescentes de vegetação de Mata Atlântica.
Poucos estados brasileiros têm uma identidade cultural tão forte quanto Pernambuco. E essa característica sempre foi incorporada às campanhas eleitorais. Ao longo das últimas décadas, candidatos dos mais diferentes partidos recorreram ao frevo, maracatu, forró, coco, à ciranda. Nos últimos anos, o brega e o brega-funk também passaram a ocupar espaço nas campanhas, assim como referências ao manguebeat. Cada eleição acaba encontrando seu próprio ritmo, mas sempre com o sotaque de Pernambuco.
O jingle apresentado por Raquel Lyra vai na direção oposta. Divulgada nas redes sociais da governadora, ontem, e preparada para tocar durante a convenção no Parador, a música aposta numa levada que lembra muito mais o axé e o pagode baiano do que qualquer um dos ritmos que fazem parte da identidade cultural do estado.
Quem ouve não associa a música a Pernambuco. A condução da melodia e o próprio clima da música remetem muito mais aos grandes trios elétricos de Salvador do que ao Carnaval do Recife e de Olinda.
Pode parecer apenas um detalhe. Mas, em política, detalhe quase nunca é detalhe. Jingle não serve apenas para ficar na cabeça do eleitor. Ele também ajuda a dizer quem a campanha quer ser, com quem pretende conversar e quais símbolos escolhe carregar.
E foi justamente aí que a campanha de Raquel abriu mão de uma das marcas mais fortes de Pernambuco, que é a identidade musical.
Por maior que tenha sido a convenção da governadora Raquel Lyra (PSD), ontem, no Recife, o que vai pesar no jogo da sua sucessão será a tomada de posicionamento do grupo Coelho, mais uma vez traído por ela, quando não cumpriu a palavra de escolher o ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (UB), candidato ao Senado na sua chapa.
Liderado pelo ex-senador Fernando Bezerra Coelho, pai de Miguel, o clã virou um poço de mágoa com a governadora. Sequer compareceu à convenção que referendou a chapa com o deputado Eduardo da Fonte candidato ao Senado ao lado do também deputado Túlio Gadêlha.
Sabidamente, a candidata ao Senado pelo PDT na chapa de João Campos, Marília Arraes, convidou de imediato o cacique FBC para ser o seu primeiro suplente. Soube que Fernando se animou, mas está tomando a maçaranduba do tempo, como dizia o saudoso senador-boiadeiro Ney Maranhão.
É compreensível, porque o grupo ainda está remoendo a traição da governadora. Mas a esta altura do campeonato, com as pesquisas apontando empate técnico entre Raquel e João Campos (PSB), candidato a governador pela oposição, os Coelho podem ser o fiel da balança.
Em política, fiel da balança é a força, o grupo ou o partido político que ocupa uma posição de centro e decide uma disputa muito equilibrada. Quando dois lados dividem o poder ou os votos de forma igual, esse elemento escolhe para qual lado a balança vai inclinar. Nas eleições de 2022, os Coelho deram à Raquel em Petrolina 86 mil votos no segundo turno contra Marília. Uma votação e tanto, uma vez que no primeiro turno ela teve apenas 6 mil votos no primeiro turno.
ESTRELA DE BANDEIRA – Do advogado Henrique Rosa, de Petrolina, em artigo, ontem, no meu blog, ao avaliar a trairagem da governadora com os Coelho: “Raquel esteve aqui e prometeu. Petrolina hoje enterrou as Cinzas da sua promessa. Raquel prometeu que o Sertão seria uma estrela na sua chapa de governadora. Na sua convenção, o Sertão se convenceu que a estrela que ela prometeu é uma estrela da manhã, onde está a estrela da manhã? Meus amigos, procurem a estrela da manhã. É a mesma estrela da poesia do escritor Manoel Bandeira, da imaginação e que nunca existiu.”
Vaia estrondosa – O neodireitista Túlio Gadelha (PSD) foi vaiado durante a convenção da governadora Raquel Lyra, logo após citar o presidente Lula. Também chamou atenção sua entrada no palco vestido de vermelho, numa tentativa de associar sua imagem ao campo progressista, apesar de sua recente guinada à direita. A reação do público foi imediata. Embora a plateia presente não seja formada majoritariamente por eleitores identificados com o lulismo ou com a esquerda, as vaias evidenciaram o desconforto de parte dos presentes com o reposicionamento político do parlamentar. A insistência de Túlio Bernardes em citar Lula em discursos para plateias bolsonaristas vai ter um custo caro para Raquel.
Mais vulneráveis – Em seu discurso como candidato ao Senado na chapa da governadora Raquel Lyra, ontem, na convenção, o deputado Eduardo da Fonte, da federação União Progressista, afirmou que a chapa formada pela governadora Raquel Lyra (PSD), pela vice-governadora Priscila Krause (PSD) e pelo também candidato ao Senado Túlio Gadelha (PSD) tem como compromisso atender à população mais vulnerável. “O que nos une é enxergar por aqueles que não são enxergados, é levar aos quatro cantos do Estado de Pernambuco a saúde, a comida, o respeito, a dignidade e poder tornar possível a força da política na vida das pessoas”, declarou.
Lulinha porreta – O presidente Lula disse, ontem, na convenção em São Paulo, que, na tentativa de mudar o país, vai focar em mais do que programas sociais — “não quero ser mais o presidente só do Bolsa Família”. Pretende também brigar com o Legislativo por causa das emendas. “Vai ter briga com emenda parlamentar. Vai ter briga com o papel que tem o Poder Legislativo”, reforçou. Em tom descontraído, disse que em um possível quarto mandato não será um “Lulinha paz e amor”, mas sim um “Lulinha porreta”.
Milagre nordestino – Num longo discurso, ontem, em São Paulo, na convenção que homologou a sua candidatura à reeleição, o presidente Lula afirmou ser “resultado de um milagre”. “Olha a felicidade da dona Lindu quando percebeu que estava me parindo. Eu sou o resultado de um milagre. Essa fotografia bonita de quando eu tinha cinco anos de idade existe porque eu escapei de morrer de fome até os cinco anos de idade”, declarou. E continuou: “Foi um milagre eu vir para São Paulo, foi um milagre meu pai ter traído minha mãe com outra mulher, foi um milagre a minha mãe sozinha criar os 8 filhos. E criou decentemente, uma mulher que não sabia fazer um O com um copo, mas tinha o caráter tão grande e uma força de vontade maior que o oceano Pacífico”.
CURTAS
CEDEU – O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, autorizou que Geovanna Lima, cunhada do ex-presidente Jair Bolsonaro, entre e permaneça na casa onde ele cumpre prisão domiciliar, em Brasília, enquanto a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro passa por exames em um hospital da capital federal. Segundo a defesa, a irmã de Michelle prestará auxílio à sobrinha Laura e ao ex-chefe do Executivo.
DEMOCRACIA – Com Flávio Bolsonaro (PL), principal rival de Lula, estagnado nas pesquisas, a campanha do petista investe no binômio democracia e soberania. As palavras são vistas em camisetas, bonés e faixas levadas por militantes ao evento do PT.
SOBERANIA – Primeiro a discursar na convenção, Edinho Silva, presidente nacional do PT, defendeu que o país precisará “fazer uma escolha” nas urnas entre a “pequenez política”, representada por Flávio, e um “grande líder” da democracia no mundo, que seria Lula. “O Brasil do presidente Lula vai enfrentar o intervencionismo, o autoritarismo e defender a soberania do povo”, disse.
Perguntar não ofende: FBC aceitará a suplência de Marília para o Senado?
A decisão que deixou o ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho fora da chapa majoritária da governadora Raquel Lyra (PSD) continua repercutindo nas redes sociais. Neste domingo (2), uma publicação feita por Lara Coelho, esposa de Miguel, chamou atenção pelo tom.
Lara compartilhou uma reflexão sobre como uma “mentira sutil” pode levar alguém a acreditar em uma verdade. Logo em seguida, publicou um trecho do discurso de Raquel Lyra no qual a governadora fala em um futuro de sucesso e projetos para Miguel. As informações são do Correio de Notícias.
A sequência das publicações provocou interpretações e levantou questionamentos sobre o real sentimento do grupo diante da decisão. Afinal, entre o discurso político de unidade e aquilo que se manifesta nas redes sociais, existe uma diferença que não passou despercebida.
Entre o discurso de aceitação e os sinais de frustração, a escolha de Raquel ainda rende. A definição da chapa da governadora Raquel Lyra deixou marcas e os sinais nas redes sociais indicam que o episódio pode estar longe de ser completamente digerido pelo grupo de Miguel Coelho, eleitores e admiradores.
O fato é que após o grande espetáculo que marcou o ato da convenção da governadora Raquel Lyra, agora ela terá que digerir mais um episódio em que protagonizou um novo constrangimento público em desfavor ao ex-prefeito Miguel Coelho, visivelmente abalado com mais essa iminente surpresa.