O ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, afirmou, hoje, que reivindicações do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), em Petrolina, já foram atendidas pelo governo. Com isso, segundo ele, as reivindicações estão resolvidas. O ministro deu a declaração em evento no Palácio do Planalto, enquanto comentava a invasão do MST em terrenos da Embrapa na cidade pernambucana.
Segundo o MST, 2.400 famílias participam das ocupações em Petrolina. De acordo com a Embrapa, duas áreas, que são utilizadas como campos experimentais, foram ocupadas. Teixeira informou que o governo fará transferências para a Embrapa, que permitirão que o órgão produza sementes para os integrantes do MST, uma das reivindicações do movimento, segundo o ministro.
“Sobre a Embrapa de Petrolina, vamos assinar nesta semana com a Embrapa um conjunto de transferência de recursos, que a gente chama de TED. Transferir para a Embrapa de Petrolina, para que a Embrapa possa produzir sementes para os agricultores familiares desta região, que é uma das reivindicações”, afirmou o ministro.
Teixeira participou, ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de um evento no Palácio do Planalto sobre um programa voltado para a reforma agrária. O ministro listou outras reivindicações do MST em Petrolina que foram atendidas pelo governo.
“Uma segunda reivindicação é o assentamento no perímetro irrigado, também estamos atendendo. E a terceira é sobre abertura de um escritório do Incra em Petrolina, já que Petrolina fica a 600 km [do Recife] e lá tem, realmente, alta demanda de movimentos sociais. Essas três questões já estão equacionadas no âmbito do Incra. Assim, entendemos que atendemos [as reivindicações]. E, ao atender a finalidade do protesto, está atendida e resolvida [a reivindicação]” disse Teixeira.
Em eleição para o Senado, suplente também é mensagem política. Humberto Costa (PT) foi buscar Luciano Bivar (MDB) para a primeira suplência. Ex-deputado federal e ex-presidente nacional do UB, Bivar é um nome com peso próprio, uma escolha que amplia a chapa e demonstra capacidade de articulação, além de trânsito nacional incontestável.
Mendonça Filho (PL) também não ficou apenas no preenchimento de uma vaga. Escolheu Adriana Ferreira, irmã de Anderson Ferreira, do seu partido, para a primeira suplência. É um nome ligado a uma família com forte presença política estadual e com uma trajetória de atuação junto a segmentos sociais e religiosos.
Eduardo da Fonte (PP), por sua vez, buscou para sua chapa um nome de maior confiança da governadora Raquel Lyra (PSD), reforçando a conexão política com o grupo que hoje comanda o Estado. Já Marília Arraes, líder das pesquisas, está em uma posição que exige mais do que estar à frente: exige demonstrar força, capacidade de articulação e poder de atração.
Mas, mesmo assim, escolheu para a primeira suplência um ex-vereador do Cabo de Santo Agostinho. Para a segunda, a esposa de um ex-prefeito de Ipubi. Não há aqui qualquer qualificação ou desqualificação pessoal. O problema é outro: o tamanho político da escolha.
Pernambuco tem prefeitos, ex-prefeitos, deputados, ex-deputados, lideranças empresariais, sociais, sindicais, religiosas e partidárias. Uma candidatura ao Senado que aparece na liderança deveria, em tese, ter capacidade de atrair nomes que ampliem sua força. Suplente não é decoração. É senador em potencial.
Por isso, a pergunta não é se os escolhidos têm qualidades pessoais, que certamente têm, mas se a escolha dá uma demonstração clara de saber ser líder política, líder nas pesquisas e na sua própria campanha. Falar não é tudo em política, é preciso mostrar-se capaz.
O que essas escolhas dizem sobre a capacidade de articulação de cada candidato? Humberto foi buscar um ex-deputado federal. Mendonça, a irmã de Anderson Ferreira. Eduardo da Fonte, um nome de confiança de Raquel Lyra. E Marília? Um ex-vereador do Cabo e a esposa de um ex-prefeito de Ipubi.
Em política, até escolha de suplente manifesta competência e compromisso. Quem não tem esses requisitos acaba inexoravelmente fazendo escolhas atabalhoadas e extravagantes.
IMPLOSÃO DA CHAPA – O senador Fernando Dueire (PSD) anunciou, ontem, no Recife, ao lado de um batalhão de prefeitos beneficiados com emendas e projetos do parlamentar, apoio formal ao senador Humberto Costa (PT), que disputa a reeleição na chapa da oposição, liderada pelo candidato do PSB a governador, João Campos. Como Miguel Coelho (UB), Dueire foi rifado pela governadora Raquel Lyra (PSD) no apagar das luzes do fechamento da chapa governista. Alimentou por um bom tempo expectativas para disputar a reeleição. Por confiar na promessa da governadora, não traçou um plano B, uma candidatura a deputado federal e, portanto, deve pendurar as chuteiras.
No colo de Raquel – Dueire sai de cena deixando um problemão no colo da governadora. Além de Humberto, que não integra a coligação oficial, deve optar também pela segunda candidatura ao Senado contrariando os planos da governadora: a postulação do deputado Mendonça Filho (PL), que ela já declarou não contar com o seu apoio, ao reiterar que seus candidatos são Túlio Gadelha (PSD) e Eduardo da Fonte (PP). Se os prefeitos, mais de 40, segundo a assessoria do senador, seguirem também o mesmo caminho de Dueire, a governadora não vai conseguir conter a insatisfação dos seus dois candidatos oficiais ao Senado, porque, naturalmente, sofrerão um grande baque. Ninguém quer perder votos, sobretudo numa eleição difícil como se apresenta esta para o Senado.
Sem ser retrucado – Se a chapa implodir, a única culpada será a própria governadora, que demorou demais a costurar o entendimento. Perdeu as rédeas do processo no seu start por falta de habilidade e liderança. Na verdade, Raquel entra na disputa pela reeleição com uma chapa que nunca foi escolha sua, mas imposição. Ao responder, ontem, uma pergunta de jornalista sobre como se deu o encontro dele com a governadora quanto à decisão que tomou em apoio ao nome de Humberto Costa ao Senado, o senador Fernando Dueire (PSD) não contemporizou: “Eu comuniquei à governadora na semana passada. Procurei e comuniquei a ela, eu não perguntei a ela. Eu comuniquei a ela que o nosso senador seria Humberto Costa. Ela defendeu os nomes de sua chapa e eu não fui retrucado”.
Mais um teto desaba – Um pedaço do teto do Hospital Agamenon Magalhães, no Recife, caiu, ontem, sobre uma paciente e um acompanhante. O acidente aconteceu menos de um mês após uma ocorrência semelhante no Hospital da Restauração (HR). Em um vídeo que circula nas redes sociais, uma das vítimas relata que o material que caiu do teto a atingiu e atingiu um homem que estava ao seu lado. “Caiu pedaço de pedra e de lixo. Atingiu minha costela e minha perna”, disse o homem, que aparece sentado em uma maca. Há menos de um mês, parte do forro do teto da sala de recuperação do HR Recife caiu sobre uma paciente recém-operada.
Destravar escola –O ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, esteve, ontem, no Palácio do Campo das Princesas, numa audiência com a governadora. Segundo uma fonte, teria comunicado o início das obras da Escola de Sargentos, em Aldeia, projeto que ainda não conseguiu sair do papel simplesmente porque há movimentos contrários devido ao impasse gerado pela dificuldade na liberação da obra pelos órgãos de proteção ao meio ambiente.
CURTAS
O MENOR – O custo da cesta básica no Recife registrou alta de 0,74% nos últimos 12 meses, a menor entre as 22 capitais brasileiras que também tiveram aumento no período. Em outras cinco capitais, houve redução no valor. Ainda na comparação de 12 meses, Cuiabá teve a maior alta entre as capitais, de 8,33%, enquanto Natal registrou o maior recuo, de 2,26%.
SEGURANÇA 1 – O candidato do PSD à Presidência, Ronaldo Caiado, convidou o promotor Lincoln Gakiya para assumir o Ministério da Segurança, pasta a ser criada caso seja eleito ao Planalto.
SEGURANÇA 2 – Principal nome do combate ao Primeiro Comando da Capital (PCC) no país, o promotor de Justiça Lincoln Gakiya já foi alvo de mais de um plano de assassinato da facção.
Perguntar não ofende: Quando Dueire anuncia que Mendonça será seu segundo candidato ao Senado?
O prefeito de Feira Nova, Joel Cândido, e o ex-prefeito Danilson Gonzaga declararam, nesta segunda-feira (10), apoio à candidatura de Eduardo da Fonte (PP) ao Senado. O anúncio foi feito durante encontro na sede do partido, no Recife.
“Esse apoio mostrou que o nosso projeto está crescendo com base no diálogo e na confiança de quem conhece de perto a realidade dos municípios”, afirmou Eduardo da Fonte. Segundo ele, a adesão amplia a presença de sua candidatura no Agreste de Pernambuco.
O presidente da Argentina, Javier Milei, voltou a atacar o o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva no domingo. O argentino compartilhou um post de um parlamentar americano, apoiador de Donald Trump, no qual o petista é chamado de porco.
“O ódio e o desprezo com que o criminoso Lula da Silva, do Brasil, se manifesta em relação ao nosso secretário de Estado, Marco Rubio, vêm diretamente de seus chefes na ditadura castro-comunista”, escreveu o deputado republicano Carlos A. Giménez, que completou: “Os brasileiros merecem muito mais do que esse porco”. As informações são do jornal O GLOBO.
A crise diplomática entre Brasil e Argentina se agravou após Milei participar da convenção nacional do Partido Liberal (PL), que oficializou a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República. Na ocasião, Milei criticou Lula e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Depois, durante entrevista à emissora local LN+, Milei voltou aos ataques. Chamou Lula de “ladrão” e “corrupto”. Na ocasião, Milei rejeitou as críticas feitas pelo governo brasileiro.
— Ele é um ladrão, um corrupto. Não é inocente. Foi liberado por uma falha no processo jurídico — disse Milei ao questionar a anulação das condenações do petista no âmbito da Operação Lava-Jato.
O argentino também defendeu o tom das declarações anteriores durante a entrevista. Milei rejeitou as críticas vindas do governo brasileiro.
— O que é agressivo é quando alguém rouba. É muito menos grave chamar um ladrão de ladrão do que o próprio ato de roubar.
Entenda a escalada da tensão
No evento de lançamento da candidatura de Flávio, Milei falou das condições econômicas de seu país quando assumiu o cargo, atrelando isso ao socialismo. Ele criticou o Foro de São Paulo “criado por Lula da Silva e Fidel Castro, uma rede internacional chave para a disseminação do comunismo no continente”.
— O que quero dizer é que o Brasil ainda não viveu as consequências mais nefastas e profundas deste modelo, mas pode vivê-las se não der uma volta de rumo. Confiamos em você, Flávio, para conseguir parar o socialismo — falou.
O presidente argentino ainda chamou Lula de “presidiário”e Moraes de “lixo careca” por ter negado pedido de visita a Jair Bolsonaro.
Neste domingo, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, disse que a Argentina precisa interromper as agressões contra o Brasil para normalizar as relações entre os dois países. A declaração foi dada em entrevista ao jornal argentino Clarín. O chanceler classificou como graves as ofensas feitas por Milei.
Vieira disse que a “Argentina precisa valorizar a relação com o Brasil da mesma maneira que o Brasil a valoriza com a Argentina”. O chanceler destacou ao jornal argentino que “é necessário interromper imediatamente esse tipo de agressão e trabalhar pela relação bilateral, que é tão importante”.
O ministro também ressaltou que a relação entre os dois países é primordial. “Essas ofensas foram muito graves. Portanto, é preciso preservar essa relação, suspender as agressões e retomar o caminho da normalidade no vínculo bilateral”, afirmou.
O chanceler destacou que a relação entre Brasil e Argentina “chegou ao ponto de ser administrada por encarregados de negócios devido às agressões não apenas contra pessoas por parte do presidente argentino, mas também contra o Brasil, as instituições brasileiras, os Poderes e o responsável pelo Supremo, que teve um papel fundamental para impedir um golpe militar e punir os responsáveis”.
O candidato ao governo do estado de São Paulo Fernando Haddad (PT) disse nesta segunda-feira (10), em entrevista à CNN, que a “taxa das blusinhas” foi um pedido do varejo. De acordo com o ex-ministro da Fazenda, a medida não partiu do governo federal.
“O presidente Lula não queria cobrar (a “taxa das blusinhas”), a federal. Quem introduziu foi o Congresso Nacional. O presidente Lula não queria e ainda falou: ‘vou vetar se vocês aprovarem'”, disse. “Qual o objetivo disso? Não era arrecadatório. Era um pedido do varejo nacional para equilibrar o que vendido numa loja e o que vem de fora. Não tem nada a ver comigo”. As informações são da CNN.
Haddad afirmou também ter sido procurado por governadores, incluindo atual governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), para cobrar ICMS das importações.
“E por que procuraram o Ministério da Fazenda? Por que vinha pelos correios e se os correios não fossem parceiros, não tinha condição de cobrar na entrada. Hoje o Tarcísio cobra a taxa das blusinhas. O que a oposição fez, usou esse negócio para carimbar o governo. Tanto é verdade que os governadores mantém”, afirmou.
Ainda de acordo com Haddad, esse movimento foi uma articulação de governadores de um lado e congresso do outro.
O patrimônio declarado pelo ex-vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro (PL-SC) cresceu 27% em comparação à eleição de 2024, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Para o pleito de 2026, Carlos Bolsonaro transferiu o domicílio eleitoral para Santa Catarina e irá tentar conquistar nas urnas um dos assentos para o Senado.
Neste ano, Carlos declarou à Justiça Eleitoral um total de R$ 2.784.065,08. Cerca de R$ 1, 9 milhão correspondem a investimentos diversos, enquanto R$ 463 mil estão em um depósito bancário. Ele também declarou ser dono de um carro Hyundai HB20X e um Nissan Kicks, além de duas motos. Ele também registrou ter participações societárias nas empresas Bolsonaro Digital e WF Advisory. As informações são do jornal O GLOBO.
Em 2024, quando conquistou a reeleição à Câmara de Vereadores do Rio, Carlos Bolsonaro declarou ter R$ 1.982.689,43. Corrigidos pela inflação, os valores correspondem a R$ 2, 1 milhão, resultando em um crescimento de 27% na comparação com este ano. Em 2024, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) havia declarado ser dono de um apartamento de R$ 85 mil, além de aplicações em renda fixa, ações de empresas como Netflix e McDonald Corporation e criptomoedas.
Também candidato por Santa Catarina, o irmão de Carlos e vereador de Balneário Camboriu, Jair Renan Bolsonaro (PL-SC), disse ter R$ 187 mil à Justiça Eleitoral neste ano. Ele declarou ser dono de um carro Jetta, avaliado em R$ 65 mil, e uma conta bancária de R$ 70 mil. O parlamentar também afirmou ser dono de R$ 52 mil na Caixa Econômica.
O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) escolheu um cenário já conhecido do bolsonarismo para fazer sua primeira demonstração de força na campanha. O senador dará a largada oficial na corrida ao Planalto no próximo domingo, dia 16, na Praia de Copacabana, palco usado repetidas vezes por Jair Bolsonaro para reunir apoiadores. Com previsão de sol no Rio, a cúpula estadual do PL prepara um ato ao ar livre inspirado no modelo das manifestações realizadas pelo ex-presidente na orla nos últimos anos.
A escolha acrescenta uma dimensão simbólica à decisão de Flávio de iniciar a campanha em seu berço político. Além de lançar a candidatura no estado onde construiu sua trajetória eleitoral e que o elegeu senador em 2018, o presidenciável fará seu primeiro ato em um espaço diretamente associado às mobilizações do pai. Desde a Presidência e, sobretudo, depois de deixar o Palácio do Planalto, Bolsonaro recorreu a Copacabana em diferentes momentos políticos, em eventos marcados por bandeiras do Brasil, discursos em carros de som e convocação pelas redes sociais. As informações são do jornal O GLOBO.
A organização ficará a cargo da cúpula do PL no Rio, responsável por mobilizar dirigentes, parlamentares, candidatos e militantes. A opção por uma manifestação aberta na orla, em vez de um lançamento restrito a convidados, também funcionará como um primeiro teste da capacidade de Flávio de levar às ruas a base política construída pelo pai.
Copacabana se tornou um dos principais palcos dessas mobilizações. Ainda presidente, Bolsonaro levou apoiadores à orla nas comemorações do Bicentenário da Independência, em 7 de setembro de 2022. Fora do poder, voltou ao local em abril de 2024, para uma manifestação com foco na defesa da liberdade de expressão, e em março de 2025, para um ato centrado no pedido de anistia aos condenados pelos ataques de 8 de Janeiro.
Em setembro daquele ano, uma nova manifestação em Copacabana reuniu cerca de 42 mil pessoas, segundo levantamento do Monitor do Debate Político da Universidade de São Paulo (USP), e teve entre suas principais bandeiras a anistia e as críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF). Em março deste ano, já com Bolsonaro preso, outro ato bolsonarista na região registrou público menor, de cerca de 4,7 mil pessoas, segundo monitoramento acadêmico.
Berço político
O lançamento em Copacabana faz parte de uma estratégia mais ampla de Flávio para concentrar esforços no Sudeste no início da corrida eleitoral. A campanha planeja dedicar cerca de 60% da agenda do candidato à região, onde estão os três maiores colégios eleitorais do país. São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro somam 63,3 milhões de eleitores, o equivalente a 39,9% dos 158 milhões de brasileiros aptos a votar.
No mesmo domingo, Lula também começará a campanha retornando às próprias origens políticas. O presidente escolheu São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, onde construiu sua trajetória sindical e iniciou sua carreira política, para o primeiro ato da tentativa de reeleição. Os dois principais candidatos, portanto, abrirão a disputa no Sudeste e em territórios associados às trajetórias políticas de seus respectivos campos.
A fotografia atual da eleição ajuda a explicar a atenção dada à região. Segundo as pesquisas mais recentes da Quaest, Flávio aparece com 40% contra 35% de Lula em São Paulo e com 38% ante 35% do petista no Rio. Em Minas, o cenário se inverte: Lula tem 38%, contra 35% de Flávio. No Rio e em Minas, as diferenças estão dentro da margem de erro.
Para Flávio, o Rio tem ainda uma função particular. Foi no estado que o senador construiu sua carreira política e é ali que a campanha pretende começar a tentativa de preservar a vantagem conquistada pelo pai há quatro anos. No segundo turno de 2022, Jair Bolsonaro recebeu 56,53% dos votos válidos entre os fluminenses, ante 43,47% de Lula.
Desta vez, porém, Flávio chega à disputa com um cenário estadual menos confortável do que o encontrado pelo pai. Em 2022, Bolsonaro tinha como candidato ao governo Cláudio Castro (PL), reeleito ainda no primeiro turno. Agora, o PL terá Douglas Ruas na corrida ao Palácio Guanabara, numa chapa pura e sem alianças, enquanto o ex-prefeito Eduardo Paes (PSD) inicia a campanha consolidado na dianteira.
O candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB) participou, neste domingo (9), de uma caminhada e de um ato político em Panelas, no Agreste, ao lado do prefeito Ruben Lima (PSB). Durante o discurso, João acusou o atual Governo do Estado de perseguir prefeitos filiados a partidos de oposição e prometeu ampliar a parceria com os municípios caso seja eleito. “A partir do ano que vem, vocês vão contar comigo e ter um governador presente”, afirmou.
Ruben Lima também criticou a gestão da governadora Raquel Lyra e disse que se decepcionou após apoiá-la no segundo turno de 2022. Segundo o prefeito, municípios da região enfrentam falta de ações do Governo do Estado por causa da posição política de seus gestores. “Panelas diz não ao lado de lá e sim a João Campos”, declarou.
O ato também contou com a presença do candidato a vice-governador Carlos Costa (Republicanos), da candidata ao Senado Marília Arraes (PDT) e do presidente estadual do PSB, Sileno Guedes. O grupo político de Ruben declarou apoio a Marília e ao senador Humberto Costa (PT) na disputa pelas duas vagas ao Senado.
O vice-prefeito de Barra de Guabiraba, Eugênio Filho (MDB), declarou apoio, nesta segunda-feira (10), à candidatura de João Campos (PSB) ao Governo de Pernambuco. A adesão representa uma baixa no grupo político da governadora Raquel Lyra, que contava com o apoio do vice-prefeito no município. O anúncio foi feito durante reunião acompanhada pelo presidente estadual do MDB, Raul Henry.
“Recebo com muita alegria o apoio do vice-prefeito Eugênio. É uma liderança que conhece de perto a realidade de Barra de Guabiraba e que chega com a força do Agreste para somar ao nosso projeto”, afirmou João Campos.
A adesão amplia a presença da campanha do socialista no Agreste Central e se soma a outros apoios anunciados nas últimas semanas. Eugênio Filho passa a integrar o grupo de lideranças municipais que apoiam a candidatura de João ao Governo do Estado.
O prefeito de Goiana, Marcílio Régio, participou, nesta segunda-feira (10), da Procissão do Carrego da Lenha, realizada na Povoação de São Lourenço, em homenagem a São Lourenço Mártir. O cortejo reuniu moradores e visitantes, que percorreram as ruas carregando galhos secos e pedaços de madeira até a Igreja Matriz de São Lourenço, onde é formada a fogueira tradicional.
A celebração ocorreu após o reconhecimento do Carrego da Lenha como Patrimônio Cultural Imaterial de Pernambuco, aprovado pelo Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural e formalizado pelo Governo do Estado. “O Carrego da Lenha não é apenas uma festa; é parte da história de Povoação de São Lourenço e da identidade de Goiana”, afirmou Marcílio Régio.
O projeto Mulheres que Pensam o Brasil realiza, nesta quarta-feira (12), das 17h às 22h, uma edição na Assembleia Legislativa de São Paulo. O encontro reunirá representantes da política, do setor empresarial, do Direito e da sociedade civil para discutir propostas da Carta das Mulheres para a Política – Agenda Nacional para as Eleições de 2026, documento elaborado por mais de 400 participantes e que está sendo apresentado a candidaturas à Presidência.
A programação terá painéis sobre participação política, economia, ESG e inovação, além de uma reunião com candidatas. Entre os nomes confirmados estão Simone Tebet, Clariana Barão, Marina Helou, Marta Lívia Suplicy, Daniela Magalhães, Silvia Melo, Karim Miskulin, Camila Camargo e Mônica Monteiro. “Nosso objetivo é construir uma agenda nacional que dialogue com todas as forças políticas”, afirmou Gabriela Rollemberg, idealizadora do movimento.
O prefeito de Surubim, Cleber Chaparral (União Brasil), anunciou apoio à candidatura de Batista Cabral (PSB), irmão do prefeito do Cabo de Santo Agostinho, Lula Cabral (PDT), para deputado estadual. Em contrapartida, o grupo de Lula apoiará Juliana de Chaparral (União Brasil) na disputa por uma vaga na Câmara dos Deputados. A parceria foi oficializada em vídeo publicado nas redes sociais pelos dois prefeitos.
“Em Surubim, o nosso deputado estadual será Batista Cabral. E no Cabo de Santo Agostinho, Juliana de Chaparral é a nossa deputada federal”, afirmou Chaparral. Lula Cabral também confirmou o acordo: “É um projeto só, que vai levar Juliana à Câmara Federal e Batista à Assembleia Legislativa. É Surubim e Cabo de Santo Agostinho juntos por Pernambuco”.
O governo dos Estados Unidos respondeu nesta segunda-feira (10) ao pedido de consultas apresentado pelo Brasil à Organização Mundial do Comércio (OMC) e informou estar “à disposição” para discutir o tarifaço.
“Os Estados Unidos aceitam o pedido do Brasil de realização de consultas. Estamos à disposição para nos reunirmos com os representantes de sua missão em uma data mutuamente conveniente para a realização das consultas”, afirma o documento. As informações são do g1.
O Brasil acionou a OMC para contestar duas novas tarifas anunciadas pela Casa Branca:
uma de 25%, aplicada sob o argumento de que o Brasil adota práticas econômicas consideradas desleais pelos EUA em relação a empresas americanas;
outra de 12,5%, aplicada sob o argumento de que o Brasil, assim como dezenas de outros países, falhou na fiscalização da importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado.
Ao acionar a organização, o governo brasileiro argumentou que as novas tarifas impostas pelo governo de Donald Trump são discriminatórias, unilaterais e violam os compromissos assumidos pelos Estados Unidos junto à própria entidade internacional.
Embora não tenha feito essa afirmação à OMC, o governo brasileiro tem dito — por meio de declarações do chanceler Mauro Vieira e de comunicados oficiais — que o tarifaço tem motivação política e desconsidera os argumentos técnicos apresentados pelas autoridades brasileiras ao longo das negociações com os responsáveis pelo comércio americano.
Governo não espera reversão
Embora o governo tenha acionado a OMC, diplomatas dizem que a medida tem caráter simbólico. Ou seja, não acreditam que uma eventual decisão da organização tenha capacidade de reverter o tarifaço americano.
Segundo eles, diante da tradição da diplomacia brasileira de defender o chamado multilateralismo, o governo considerou necessário acionar a OMC para reforçar a defesa da solução de conflitos entre países — sejam políticos, econômicos ou militares — por meio de organismos internacionais.
Os diplomatas afirmam ainda que o recurso à OMC “marca posição” do Brasil em relação aos EUA e registra a tentativa do país de buscar caminhos para reverter a medida.