O ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, afirmou, hoje, que reivindicações do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), em Petrolina, já foram atendidas pelo governo. Com isso, segundo ele, as reivindicações estão resolvidas. O ministro deu a declaração em evento no Palácio do Planalto, enquanto comentava a invasão do MST em terrenos da Embrapa na cidade pernambucana.
Segundo o MST, 2.400 famílias participam das ocupações em Petrolina. De acordo com a Embrapa, duas áreas, que são utilizadas como campos experimentais, foram ocupadas. Teixeira informou que o governo fará transferências para a Embrapa, que permitirão que o órgão produza sementes para os integrantes do MST, uma das reivindicações do movimento, segundo o ministro.
“Sobre a Embrapa de Petrolina, vamos assinar nesta semana com a Embrapa um conjunto de transferência de recursos, que a gente chama de TED. Transferir para a Embrapa de Petrolina, para que a Embrapa possa produzir sementes para os agricultores familiares desta região, que é uma das reivindicações”, afirmou o ministro.
Teixeira participou, ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de um evento no Palácio do Planalto sobre um programa voltado para a reforma agrária. O ministro listou outras reivindicações do MST em Petrolina que foram atendidas pelo governo.
“Uma segunda reivindicação é o assentamento no perímetro irrigado, também estamos atendendo. E a terceira é sobre abertura de um escritório do Incra em Petrolina, já que Petrolina fica a 600 km [do Recife] e lá tem, realmente, alta demanda de movimentos sociais. Essas três questões já estão equacionadas no âmbito do Incra. Assim, entendemos que atendemos [as reivindicações]. E, ao atender a finalidade do protesto, está atendida e resolvida [a reivindicação]” disse Teixeira.
O que era esperado aconteceu: a grande expectativa gerada pela sessão de ontem do STF, destinada a discutir se o ministro Alexandre de Moraes seria investigado pelos áudios vazados que o envolvem com o banqueiro Daniel Vorcaro, não entrou na discussão do seu mérito porque o ministro Flávio Dino pediu vista. Dino terá um prazo de 90 dias para devolver o caso ao plenário da Corte.
Uma das questões levantadas por Dino é que o relatório sobre Moraes foi feito a pedido de Mendonça, então relator do caso Master. No entanto, Fachin afastou o colega da investigação, tomando-a para si. Segundo Dino, essa não seria uma prerrogativa do presidente do Supremo.
“Houve um sacrifício dos ritos, sacrifício das formas, sacrifício do devido processo legal. Se você não tem rito, você tem dois pesos e duas medidas, que é a negação da Justiça”, argumentou Dino.
Em seu voto, Moraes afirmou que os relatórios referentes a ele e a Mendonça se sobrepõem. “Não há razão para que a instrução e o julgamento não sejam conjuntos. As delegações são bases fáticas e probatórias comuns, se sobrepõem, porque uma anula a outra, uma afasta a outra”, destacou o magistrado, que é ele próprio assunto do julgamento.
Alexandre de Moraes ganha tempo com pedido de vista de Flávio Dino, que, em tese, tem 90 dias para devolver o processo. Ou seja, a conclusão do tema fica para depois das eleições. Ainda que, até o pleito, o assunto vá render bastante e tenda a favorecer as movimentações bolsonaristas.
Além dos bate-bocas lamentáveis, a sessão foi marcada por insinuações de que há outros ministros na mesma situação de Moraes, em termos de ilações sobre supostas relações com Vorcaro.
Dino citou os ministros Mendonça e Luiz Fux — que reagiu de forma veemente dizendo que não há nada contra ele. Com sessão na semana que vem para discutir a atuação de Mendonça no processo de Moraes, a crise institucional continuará a todo vapor e servindo de combustível para uma eleição cada dia mais imprevisível. A Corte, na prática, sai perdendo, porque ficará sangrando perante a sociedade brasileira.
PRECEDENTE DA LAVA JATO – Após o presidente do STF, Edson Fachin, reiterar sua decisão de assumir o caso sobre Moraes e votar para manter a sessão de ontem, o ministro Flávio Dino alegou falta de clareza no rito e criticou o que disse ser um “sacrifício” do devido processo legal, citando a operação Lava Jato como exemplo. Ele é da ala próxima a Moraes e que defende um adiamento do julgamento. “Se você não tem rito, você tem dois pesos e duas medidas, que é a negação da Justiça”, disse. “Nós tivemos a experiência da Lava Jato. Onde nós chegamos com a Lava Jato? Provavelmente a decisões de altíssima importância do ponto de vista jurídico, mas também a desastres institucionais, e não é possível que não haja uma curva de aprendizado quanto a isso”, completou.
Diálogo entre divergentes – Em alas opostas na divisão de forças do STF, os ministros Flávio Dino e André Mendonça tiveram uma conversa durante o intervalo da sessão histórica de ontem. De acordo com interlocutores de ambos, eles não entraram no mérito do que estava sendo julgado no plenário, mas debateram sobre os procedimentos da sessão, definidos pelo presidente do STF, Edson Fachin. Antes da sessão, Dino pediu a Fachin que investigue uma possível correlação entre o Banco Master, o Instituto Iter (ligado a Mendonça) e contratos de serviços cemiteriais no município de São Paulo.
Sem pedido de investigação – O ministro Alexandre de Moraes afirmou, durante a sessão do STF, que não existe pedido de investigação contra ele e questionou ao presidente do tribunal, Edson Fachin: “Vossa Excelência, vai votar o quê?”. O magistrado disse que foi intimado a prestar informações a respeito do que consta na petição que o aponta como interlocutor de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Segundo ele, o que existe no documento é um pedido de nulidade e arquivamento. “Consta pedido de investigação feito pela Polícia Federal? Não. Consta pedido de investigação feito pelo Ministério Público? Não. Consta pedido de investigação feito pelo ministro André Mendonça? Não. Consta algum pedido de investigação em relação a mim? Não”, disse.
Pegou fogo – Em um dos momentos mais duros e tensos da sessão de ontem, o ministro André Mendonça afirmou existir uma “PF paralela” e disse que ministros do Supremo são monitorados. Moraes reagiu questionando “quem tem medo da Polícia Federal?” e acusou o colega de ter pressionado a corporação para incluir seu nome em uma colaboração premiada. A sessão também expôs divergências sobre a decisão de Edson Fachin de assumir a relatoria do processo que estava com Mendonça. Flávio Dino e Gilmar Mendes questionaram a mudança, enquanto Fachin rebateu os dois e afirmou que não retirou o processo do colega.
Quem mente? – O ministro Alexandre de Moraes acusou André Mendonça de ter determinado que a Polícia Federal incluísse seu nome em uma colaboração premiada relacionada a Vorcaro. O ministro afirmou ainda que poderia levar testemunhas ao plenário para sustentar a acusação. “Presidente, quem tem medo da Polícia Federal? Quem chamou a Polícia Federal e exigiu que a Polícia Federal colocasse um colega na colaboração premiada. E vamos trazer aqui, presidente, vamos trazer aqui e chamar aqui testemunhas que eu vou indicar. Não só policiais, advogados, testemunhas. Eu tenho testemunhas”, afirmou Moraes. Mendonça rebateu a acusação e afirmou que Moraes estava mentindo: “Isso é mentira”. Moraes então reforçou que indicaria testemunhas.
CURTAS
DELAÇÃO 1 – O ministro André Mendonça disse, durante a sessão, que recebe advogados “de todas as partes”, mas não trata de delação. “A única coisa que eu sempre disse é que se tiver uma delação, eu vou analisar os critérios”, declarou.
DELAÇÃO 2 – Mais cedo, Alexandre de Moraes acusou o colega de ter pedido, durante reunião com a Polícia Federal, que ele fosse incluído em um acordo de colaboração premiada de Daniel Vorcaro. Mendonça deu a declaração após Gilmar Mendes dizer que ele teria afirmado que recebe advogados para “conduzir as delações”.
DESTITUIÇÃO – Do ministro Flávio Dino: “Em nenhum tribunal do país, um presidente pode destituir um relator. Aceitar essa prática abriria uma avenida de autoritarismo, de despotismo, de tirania nos tribunais que ninguém vai controlar.”
Perguntar não ofende: Para acelerar, Fachin pode mudar o prazo de 90 dias para o pedido de vista?
O ex-prefeito do Recife e candidato ao governo de Pernambuco, João Campos (PSB), percorreu, nesta terça-feira (15), ruas e avenidas de Jaboatão dos Guararapes em uma carreata que passou pelos bairros do Curado, Cavaleiro, Pacheco e Monte Verde. A agenda reuniu apoiadores, moradores e lideranças políticas do município.
Ao lado dos candidatos ao Senado Humberto Costa (PT) e Marília Arraes (PDT), o João Campos destacou a importância de aproximar o governo estadual dos municípios e ampliar a capacidade de investimento em áreas como infraestrutura, saúde e mobilidade. As informações são do Blog da Folha.
“Eu quero ser governador para cuidar de Pernambuco inteiro. O que a gente fez no Recife, com planejamento, investimento e capacidade de realizar, precisa chegar a Jaboatão, às demais cidades da Região Metropolitana e ao interior. A gente quer um governo presente, que conheça a realidade de cada município e faça as obras que o povo precisa”, afirmou.
ive no final deste domingo (13) — Foto: Reprodução O presidente Luiz Inácio Lula da Silva subiu o tom nesta terça-feira contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e, numa referência indireta ao caso do magistrado, disse que parentes de membros não podem advogar na Corte. A declaração foi dada depois do julgamento sobre a abertura de uma investigação contra Moraes ser adiado.
— Chegamos a um momento determinante na história deste país. Não há ninguém que possa fugir do julgamento quando tem suspeita e acusação contra ele. A Suprema Corte agora já está dotada de todas as informações. O sigilo já foi quebrado — disse Lula, em entrevista à TV Record.
Lula fez uma referência indireta ao caso de Moraes ao dizer que parentes de ministros não podem advogar na Corte e defendeu uma “reforma profunda” do Poder Judiciário. O escritório da mulher do magistrado, Viviane Barci de Moraes, tinha um contrato de R$ 131 milhões com o Banco Master.
— Quem for ministro ou estiver no Poder Judiciário não pode querer ficar rico. As pessoas não podem estar no Poder Judiciário e um filho advogando, ou a mulher advogando, ou pai advogando, na própria Suprema Corte.
O presidente, que disputa a reeleição, lembrou da reforma do Judiciário promovida em seu primeiro mandato, entre 2003 e 2006, e afirmou que, caso vença, fará uma nova reforma.
— Eu acho que nós temos que ter uma reforma profunda no Poder Judiciário em que se discuta o tempo de mandato, o critério que a pessoa pode ser escolhida.
Lula ainda falou que ninguém no Supremo pode ficar sob suspeita.
— É preciso criar critério de moralização do Poder Judiciário brasileiro. Porque se as instâncias que vão julgar a sociedade padecem de desconfiança, que mundo a gente vai criar? Então, a Suprema Corte tem que ser o exemplo magnânimo deste país. Na Suprema Corte, ninguém pode ficar sob suspeita. É importante apurar, e quem tiver cometido erro que pague o preço que o povo brasileiro exige.
O petista afirmou também que o presidente do Supremo, Edson Fachin, está com as condições para tocar as investigações.
— Portanto o Fachin tem agora a faca e o queijo na mão para abrir tudo e saber quem fez o que na Suprema Corte. E quem fez o que tem que ser punido, tem que ser julgado. O povo brasileiro não pode ficar vendo a Suprema Corte perder credibilidade na sociedade. A instância máxima da justiça brasileira precisa ser exemplo.
Lula disse que agora, com as quebras de sigilo, tudo será revelado. Acusou novamente, como já havia feito no sábado, o ministro André Mendonça de divulgar informações de seu interesse.
— Ora então, que se apure com todo rigor. Abra o sigilo de telefone de todo mundo. Aquilo que o André Mendonça tinha guardado como segredo de Estado e só estava soltando aquilo que interessava para ele, agora pode ser aberto para toda sociedade saber quem estava mentido.
O presidente também questionou o fato de Dias Toffoli e Kassio Nunes Marques terem decidido não votar no julgamento desta terça-feira e afirmou que o esquema do banqueiro Daniel Vorcaro envolveu várias pessoas da classe política.
— Por que que o Toffoli não votou? Por que o Kássio não votou? Quem levou dinheiro, quem participou dessa trama do Vorcaro? Porque o Vorcaro é uma quadrilha que envolveu muita gente de várias istâncias do Poder Judiciário, da classe política. Vamos colocar o Brasil a nu, investigar para ver se a gente consegue fazer o Brasil ser melhor para o povo brasileiro. Portanto, não tem trégua, é preciso investigar todos.
O prefeito de Cabrobó, Galego de Nanai (Avante), anunciou, nesta terça-feira (15), apoio à reeleição do senador Humberto Costa (PT). A adesão foi oficializada no Recife, durante reunião que também contou com o senador Fernando Dueire (PSD), já alinhado à candidatura petista.
Galego afirmou que a decisão leva em conta a atuação do senador na cidade. “Humberto Costa já tem feito muito por Cabrobó e com certeza vai seguir trabalhando pelo nosso município”, declarou. Dueire também reforçou a parceria: “Com você reeleito, Humberto, vamos ter condições de fazer com que Cabrobó receba o que o município precisa e o povo merece”.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nesta terça-feira (15) que os membros de uma facção criminosa são “terroristas para a população”.
Em entrevista à TV Record, Lula foi questionado se mudaria de opinião e classificaria as facções criminosas como organizações terroristas, como fez o governo de Donald Trump nos Estados Unidos. As informações são da CNN.
“Não é verdade que eu não chamo de terrorista, não confunda. Eu chamo de terrorista para o povo brasileiro, não é o terrorista que o [Donald] Trump fala, porque o Trump fala em terrorismo de Estado”, disse o mandatário.
O petista explicou que existem diferenças entre o que chamou de “terrorismo de Estado” e o “terrorismo do narcotráfico”.
“Uma coisa é o terrorismo de Estado, aquele cara que quer derrubar governo. Outra coisa é o terrorismo do narcotráfico e do crime organizado, que só querem dinheiro e são terroristas para a população, porque eles ocupam bairro que é do povo, a rua que é do povo, a vila que é do povo”, afirmou.
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), irmão do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), afirmou nesta terça-feira, 15, que pretende levar a autoridades em Washington registros do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a possível abertura de uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes. Pelas redes socais, Eduardo disse esperar que o episódio resulte em uma “nova rodada de sanções” dos Estados Unidos.
“Tudo registrado e pronto para expor em DC onde, se Deus quiser, se iniciará uma nova rodada de sanções”, escreveu Eduardo no X, em referência a Washington, D.C., após fazer críticas aos ministros Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Flávio Dino durante a sessão. As informações são do UOL.
Na publicação, Eduardo acusou Moraes de exigir direitos que teria negado a réus em processos sob sua condução, criticou Gilmar por questionamentos ao ministro André Mendonça e chamou Dino de “bobo da corte”.
A declaração ocorre às vésperas de reuniões que Eduardo deve realizar em Washington nesta semana para tratar justamente da aplicação de novas sanções contra Moraes. A agenda foi confirmada pelo jornalista Paulo Figueiredo à Gazeta do Povo, mas os participantes dos encontros não foram divulgados.
Também há movimentação nos Estados Unidos em torno da possibilidade de retomada das punições. Conforme noticiado pelo UOL, autoridades americanas ouvidas sob reserva afirmam que novas sanções com base na Lei Global Magnitsky contra Moraes podem ocorrer a qualquer momento. Segundo a publicação, o processo que embasou as punições anteriores continua sendo considerado válido pelo Departamento do Tesouro e uma nova decisão dependeria do aval do Departamento de Estado.
Moraes foi sancionado pelos Estados Unidos em 2025 com base na Lei Magnitsky. As punições contra o ministro, sua mulher, Viviane Barci de Moraes, e o Instituto Lex foram posteriormente retiradas pelo governo americano.
Eduardo já é acusado de ter atuado nos Estados Unidos para pressionar autoridades americanas a adotar sanções contra autoridades brasileiras com o objetivo de interferir em processos envolvendo seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A ameaça de Eduardo de buscar novas sanções ocorre enquanto uma das frentes das investigações relacionadas ao Banco Master também alcança seu irmão, Flávio Bolsonaro.
Flávio é investigado por suspeitas de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção relacionadas ao financiamento de “Dark Horse”, filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. A apuração foi autorizada pelo ministro André Mendonça e está inserida na investigação que acompanha desdobramentos das suspeitas de fraudes atribuídas ao banqueiro Daniel Vorcaro e suas conexões políticas.
Depois de acompanhar por horas a sessão de hoje no Supremo, saí com uma certeza: a Corte escolheu a pior saída. Em vez de decidir se Alexandre de Moraes deve ou não ser investigado, o pedido de vista de Flávio Dino empurrou a definição por até 90 dias. Num momento de forte desgaste do STF, adiar uma resposta só aumenta a frustração da sociedade.
O Grupo Azul, liderado pelo ex-prefeito Dr. Edson, recebeu, no domingo (13), o candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB) e a candidata ao Senado Marília Arraes (PDT) durante agenda política em Brejo da Madre de Deus, no Agreste. A mobilização ocorreu na Avenida Cleto Campelo e também reuniu o deputado federal Renildo Calheiros, o deputado estadual Rodrigo Farias e a ministra Luciana Santos, além de vereadores e outras lideranças locais. A passagem por Brejo encerrou a agenda de João pelo Agreste no final de semana.
Durante o encontro, Dr. Edson e o grupo apresentaram Renildo Calheiros e Rodrigo Farias como os candidatos a deputado federal e estadual que apoiarão no município. Participaram ainda os vereadores Frailan Mota, Maria José do Tambor, Manoel Bento, Adilson das Motos e Professor Marconi, além do ex-vereador Júnior de Miguelão e de Mamão de Jataúba. Marília também cumpriu agendas no mesmo dia em Sanharó e São Caetano antes de chegar a Brejo da Madre de Deus.
O vereador de Petrolina Gabriel Menezes (PSD) afirmou, nesta terça-feira (15), que considera um “erro” ter apoiado Raquel Lyra (PSD) em 2022 e declarou que não votará na governadora. Em vídeo publicado nas redes sociais, o parlamentar cobrou a execução da PE-630, obra que foi prometida por Raquel durante a pré-campanha daquele ano. “Eu sou o único do PSD, partido de Raquel, a não votar nela”, declarou.
Gravado às margens da rodovia, o vídeo recupera imagens de uma visita feita por Gabriel e Raquel ao local em 22 de junho de 2022, quando ela falou sobre a importância da estrada para a região e disse que trabalharia para viabilizar a obra. Na publicação, o vereador afirmou que o conteúdo é o primeiro de uma série na qual pretende cobrar compromissos assumidos pela governadora na campanha passada.
Kelly Tavares permaneceu menos de um dia no exercício do mandato de vereadora em Paulista. Nesta terça-feira (15), ela ocupou temporariamente a cadeira de Dr. Vinícius Campos e participou de sua primeira sessão na Câmara Municipal. Após a plenária, o parlamentar reassumiu o cargo. O motivo da decisão não foi informado.
A sessão foi marcada por momentos de tensão e discussões. Ex-secretária de Políticas Sociais e Direitos Humanos na gestão do ex-prefeito Yves Ribeiro, Kelly disputou as eleições municipais e ficou na suplência.
O prefeito de Jucati, Clelson Peixoto, e o vice-prefeito Moisés Cordeiro declararam, nesta terça-feira (15), apoio à candidatura do deputado federal Eduardo da Fonte (PP/UP) ao Senado.
Clelson afirmou que a decisão está relacionada à expectativa de ampliar a interlocução dos municípios pernambucanos no Congresso Nacional. “Jucati sabe da importância de ter uma representação que conheça as necessidades dos municípios e esteja disposta a trabalhar para que essas demandas avancem. Eduardo tem experiência no Congresso e uma atuação que nos dá confiança de que ele poderá representar Pernambuco com muita força no Senado. Por isso, estamos colocando nosso apoio nesse projeto”, declarou.
Eduardo da Fonte agradeceu a manifestação do prefeito e do vice e afirmou que pretende manter diálogo com as administrações municipais caso seja eleito. “Quero chegar ao Senado para ampliar a nossa capacidade de articulação, manter o diálogo com os prefeitos e transformar as prioridades de cada região em trabalho e resultado para Pernambuco”, disse.
O ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal, bloqueou seu colega de Corte Gilmar Mendes no aplicativo de mensagens WhatsApp. A decisão de fazer o bloqueio se deu na última terça-feira (8), depois de Gilmar enviar várias mensagens ameaçando e cobrando Kassio a respeito do julgamento sobre abrir ou não uma investigação sobre as relações de Alexandre de Moraes com Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master e hoje preso sob suspeita de corrupção.
A troca de mensagens se deu no dia em que a 2ª Turma do STF julgou o afastamento de Andrei Rodrigues da direção-geral da Polícia Federal. Gilmar estava na Itália quando enviou as mensagens, todas depois das 18h no Brasil. Na Itália, eram mais de 23h.
O Poder360 procurou a assessoria de Gilmar Mendes por meio de aplicativo de mensagem para perguntar se gostaria de se manifestar a respeito das conversas. Não houve resposta até a publicação desta reportagem. O texto será atualizado caso uma manifestação seja enviada a este jornal digital.
Nesta terça-feira (15), Nunes Marques se declarou impedido de participar do julgamento que analisa se deve ser aberta uma investigação contra Alexandre de Moraes por sua relação com Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. Antes do início da sessão, informou a sua decisão ao presidente do STF, Edson Fachin, e a André Mendonça. O ministro justificou a decisão pela condição de presidente do TSE e afirmou que, a 19 dias das eleições, o caso poderia ter impacto no cenário político-eleitoral.
A decisão veio no mesmo dia em que foram divulgadas mensagens extraídas do celular de Daniel Vorcaro que mencionam seu filho, o advogado Kevin Marques, e fazem referência a pagamentos de R$ 500 mil mensais por meio da empresa Consult Inteligência Tributária. Durante a sessão, Nunes Marques negou que o filho tenha prestado serviços ao Banco Master ou recebido dinheiro do banco. Negou, também, ter relação com Master. Disse ter “absoluta isenção“.
Na quarta-feira (16), a PF apontou indícios de venda de influência envolvendo o deputado Cezinha de Madureira (PL-SP), com menções a Kassio Nunes Marques e André Mendonça. Segundo a investigação, mensagens encontradas no celular de Mariângela Fialek, a Tuca, indicam que o deputado afirmava ter acesso aos ministros e poderia fazer pedidos diretamente a eles. Os ministros não são investigados no caso.