A ministra das Mulheres, Márcia Lopes (PT), é a convidada do meu podcast em parceria com a Folha de Pernambuco, o Direto de Brasília, da próxima terça-feira (28). No programa, ela deve comentar as ações recentes da pasta, com foco no enfrentamento à violência de gênero, especialmente no combate ao feminicídio, além de iniciativas voltadas à proteção e garantia de direitos das mulheres.
À frente do Ministério das Mulheres, Márcia Lopes tem defendido a ampliação de políticas públicas de prevenção à violência, o fortalecimento da rede de atendimento e a articulação com estados e municípios para ampliar o alcance dessas ações. A ministra também tem participado de campanhas e mobilizações nacionais voltadas à proteção das mulheres e à promoção da igualdade de gênero.
Assistente social de formação, Márcia Lopes é natural de Londrina, no Paraná, e tem longa trajetória na gestão pública e nas políticas sociais. Foi ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome em 2010, no segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, além de ter atuado como secretária-executiva da pasta e secretária nacional de Assistência Social.
Também coordenou o grupo interministerial do programa Fome Zero e integrou conselhos nacionais nas áreas de segurança alimentar, assistência social e direitos da criança e do adolescente.
Filiada ao PT desde 1982, foi vereadora em Londrina entre 2001 e 2004 e secretária municipal de Assistência Social. Ao longo da carreira, atuou na formulação de políticas para mulheres e na articulação de redes de proteção social no Brasil e na América Latina. Em maio de 2025, retornou ao governo federal como ministra das Mulheres.
O Direto de Brasília vai ao ar das 18h às 19h, com transmissão pelo YouTube da Folha de Pernambuco e do meu blog, e também em cerca de 165 emissoras de rádio no Nordeste. Retransmitem o programa a Gazeta News, do Grupo Collor, em Alagoas; a Rede Mais Rádios, com 25 emissoras na Paraíba; a Mais-TV, do mesmo grupo, sob o comando do jornalista Heron Cid; a Rede ANC, do Ceará, formada por mais de 50 emissoras naquele Estado; além da LW TV, de Arcoverde.
Os parceiros neste projeto são o Grupo Ferreira de Santa Cruz do Capibaribe, a Autoviação Progresso, o Grupo Antonio Ferreira Souza, a Água Santa Joana, a Faculdade Vale do Pajeú e o grupo Grau Técnico.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a defender a soberania dos países e o princípio da não interferência em assuntos internos, no discurso de abertura do debate geral da 81ª Assembleia Geral da ONU. As informações são do portal G1.
“Este Conselho [de Segurança da ONU] agora deve se debruçar sobre temas determinantes sobre o futuro da humanidade. Somos chamados a optar entre o multilateralismo e o unilateralismo. Soberania ou subordinação?”, afirmou Lula.
Segundo Lula, o Brasil “não cabe no quintal de ninguém” e precisa de parceiros com agenda positiva, que fomente o desenvolvimento. “Diferenças ideológicas não devem ser obstáculo para maior integração entre vizinhos. A democracia está novamente em cheque. Voltamos a presenciar a ingerência externa em processos eleitorais”, prosseguiu.
A fala de Lula ocorre em um momento de tensão diplomática entre Brasil e Estados Unidos. As relações entre os dois países estão atravessadas pelo cenário eleitoral, em meio à reta final da eleição presidencial brasileira, marcada para 4 de outubro.
Lula disputa a Presidência da República com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que, em maio, foi recebido por Trump na Casa Branca durante uma viagem aos Estados Unidos.
Lula e integrantes do governo têm demonstrado preocupação com uma eventual interferência externa no processo eleitoral, especialmente por parte dos Estados Unidos, e defendido que a escolha do próximo presidente cabe exclusivamente aos brasileiros.
O governo de Donald Trump também impôs tarifas adicionais sobre produtos brasileiros, medida contestada pelo governo Lula.
A Assembleia Geral é o principal órgão deliberativo das Nações Unidas e reúne representantes dos 193 Estados-membros. Durante o debate geral, chefes de Estado e de governo apresentam as posições e prioridades diante dos principais temas internacionais.
O Brasil, por tradição, abre os discursos do debate geral. A tradição é mantida desde 1955 e, neste ano, Lula foi seguido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Meio ambiente
Na área ambiental, Lula afirmou que o Brasil tem condições de conciliar desenvolvimento econômico, redução de emissões e preservação. O presidente destacou a queda do desmatamento, disse que o país é referência em energia limpa e defendeu que “a floresta vale mais em pé”.
Ao mesmo tempo, afirmou que o governo seguirá buscando explorar recursos naturais, como os da Margem Equatorial e as terras raras necessárias à transição energética, sem abandonar a agenda ambiental e o processo de descarbonização. Segundo Lula, as riquezas naturais brasileiras pertencem ao povo brasileiro e devem ser exploradas em benefício da população.
O Correio da Manhã está finalizando mais uma rodada do levantamento que faz desde as eleições municipais agregando as pesquisas mais recentes em cada estado para ter um panorama de como anda a disputa. Preliminarmente, é possível se afirmar, no entanto, como está a disputa para o Senado. E ela aponta para um quadro bastante acirrado entre governo e oposição quanto à composição dos dois terços de senadores que serão renovados no ano que vem.
Com base nas pesquisas mais recentes encontradas nas 27 unidades da Federação, podem vir a ser eleitos até 38 senadores oposicionistas. E 36 alinhados ao governo. Oito declaram uma posição independente. Esse número, naturalmente, é bem maior do que a quantidade de senadores (dois por estado) que será eleita, porque há muitos casos de empate. A mesma disputa apertada na corrida presidencial se repete para o Senado.
Em termos de partido, o PL de Flávio Bolsonaro como candidato a presidente, aparece com a maior chance de eleger senadores. Pode chegar a até 18. O PT pode eleger até 11 senadores. Mas, se vier a ser reeleito, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva conta a força pendular do MDB, que também pode eleger até 11. No caso, com alguns nomes declaradamente aliados de Lula, como Renan Calheiros (AL) ou Eduardo Braga (AM). Lula tem ainda aliados em partidos do Centrão, como André Fufuca (PP-MA).
Mesmo em alguns estados tidos como mais conservadores, aliados do governo têm chances de eleger senadores. Embora as pesquisas mais recentes apontem avanço dos oposicionistas. No Rio Grande do Sul, por exemplo, Marcel Van Hatten (Novo) aparece à frente de Manuela D’Ávila (Psol). Mas ela continua com boas chances de se eleger. No Paraná, lidera Deltan Dallagnol (Novo). Mas Gleisi Hoffmann (PT) se coloca no páreo numa situação de empate. No Rio de Janeiro, lidera Benedita da Silva (PT).
Houve, porém, um avanço conservador em Minas e São Paulo. Em Minas Gerais, Marília Campos (PT) lidera, mas em empate na margem de erro com Domingos Sávio (PL) e Carlos Viana (PSD). E em São Paulo, as senadoras governistas Simone Tebet (PSB) e Marina Silva não mais lideram, segundo a Real Time Big Data. Guilherme Derrite (PL) aparece à frente. Simonte Tebet empata com André do Prado (PL).
Mesmo no Nordeste, há alguns movimentos que precisam ser observados. Na Bahia, seguem firmes Rui Costa (PT) e Jaques Wagner (PT). Mas em Pernambuco Mendonça Filho (PL) cresceu sobre Humberto Costa (PT), na Real Time Big Data de 16 de setembro. Lidera Marília Arraes (PDT). Mas Mendonça aparece empatado com Humberto Costa.
Por outro, lado as pesquisas mostram crescimento de dois candidatos que colaram de fato suas imagens em Lula. Para o governo no Rio Grande do Norte, aparece em segundo lugar Cadu de Lula (PT). E para o Senado, o segundo nome é Samanta de Lula, atrás de Styvenson Valentin, do Podemos, um nome que faz oposição a Lula.
O Piauí pode reeleger o governador Rafael Fonteles (PT) no primeiro turno. Mas essa vantagem não se reflete de forma tão clara na corrida para o Senado. Ciro Nogueira (PP) está empatado na margem de erro com Marcelo Castro (MDB). Ciro um dia já foi aliado. Mas hoje é um dos principais líderes da oposição. Marcelo Castro é governista.
No Ceará, há uma disputa apertada pelo governo entre o governador Elmano de Freitas (PT) e Ciro Gomes (PSDB). Numa situação inusitada: Ciro é oposição a Lula. Mas seu irmão, Cid Gomes (PSB), que lidera para o Senado, é governo. Também governista, Luiziane Lins (Rede) é a segunda, com o oposicionista Capitão Wagner (União) logo atrás.
Santa Catarina é um dos perfis mais conservadores. Jorginho Mello (PL) pode ser eleito no primeiro turno. Mas Esperidião Amin (PP) pode tirar um Bolsonaro da disputa. Caroline de Toni (PL) lidera, conforme Real Time Big Data de 17 de setembro. Ela tem 24%. Amin está empatado com Carlos Bolsonaro, ambos com 20%.
No Distrito Federal, Michelle Bolsonaro (PL), com 21%, aparece à frente, mas numa situação de empate na margem de erro com Leila do Vôlei (PDT), que tem 18%, segundo a última Datafolha. Leila também empata com Bia Kicis (PL), que tem 15%. Que empata com Erika Kokay (PT), que tem 14%. Anda acirrada a disputa.
Parte do teto da Sala de Saúde do Trabalhador do Hospital da Restauração (HR), na área central do Recife, caiu, expondo mais uma vez os problemas estruturais enfrentados pela principal emergência pública de Pernambuco. A engenharia da unidade já foi acionada e esteve no local, mas, segundo informações repassadas à equipe, informou que não dispõe, neste momento, do material necessário para realizar o reparo.
O episódio ocorre em meio à ampla reforma anunciada pelo Governo de Pernambuco para o HR. Em junho deste ano, a governadora Raquel Lyra (PSD) afirmou que a unidade passa pela maior transformação estrutural de sua história, com investimento de cerca de R$ 168 milhões em obras de ampliação e recuperação.
A convidada do podcast ‘Direto de Brasília’ de hoje é a presidente da Associação Brasileira de Pesquisadores Eleitorais (ABRAPEL), Mara Telles. Cientista política e professora da UFMG, Mara vai falar sobre a influência das pesquisas eleitorais, a reta final da campanha, do quadro nacional e a repercussão da crise no judiciário nas campanhas presidenciais.
Helcimara de Souza Telles, conhecida como Mara Telles, é cientista política, professora universitária e pesquisadora na área de comportamento eleitoral. Graduada em História pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), é também doutora em Ciência Política pela Universidade de São Paulo (USP) e realizou pós-doutorado na Universidad Complutense de Madrid, na Espanha.
Ao longo da carreira acadêmica, dedicou-se a estudos sobre opinião pública, eleições, comunicação e comportamento político. Com trajetória destacada na academia e em pesquisas eleitorais, Mara ganhou projeção nacional ao participar do Big Brother Brasil 18, em 2018. A cientista política foi a primeira eliminada da edição, após disputar o primeiro ‘paredão’ do programa.
A passagem pelo reality ampliou sua exposição pública, sem afastá-la da carreira acadêmica, à qual retornou posteriormente como professora da UFMG. Atualmente, preside a Associação Brasileira de Pesquisadores Eleitorais (ABRAPEL), entidade que reúne pesquisadores e especialistas dedicados ao estudo das eleições e da opinião pública no país.
Em parceria com a Folha de Pernambuco, o podcast ‘Direto de Brasília’ vai ao ar amanhã, das 18h às 19h, com transmissão pelo YouTube da Folha de Pernambuco e do meu blog, e mais 165 emissoras de rádio no Nordeste.
Retransmitem a Rede Nordeste de Rádio, a Rede Mais Rádios, da Paraíba; a Rede ANC, no Ceará; a revista Mais Nordeste, em Fortaleza; e a TV LW, em Arcoverde.
Entram como parceiros na mídia institucional a Autoviação Progresso, o Grupo Antonio Ferreira Souza, a Água Santa Joana, a Faculdade Vale do Pajeú e o grupo Grau Técnico.
A Polícia Federal cumpriu, na manhã de hoje, doze mandados de busca e apreensão no âmbito da Operação Mendazes, deflagrada para apurar, em tese, a falsificação de comprovantes de residência e a promoção de transferências fraudulentas de domicílio eleitoral para Belém de Maria, município localizado na Mata Sul do Estado de Pernambuco, no contexto das Eleições Municipais de 2024.
As medidas foram autorizadas pelo Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco e executadas por equipes de policiais federais em endereços residenciais e institucionais, incluindo dependências da sede de Prefeitura Municipal e de órgãos públicos relacionados aos investigados.
Segundo os elementos coligidos ao inquérito policial, o esquema teria envolvido a captação de eleitores residentes em outros municípios para que transferissem seus títulos eleitorais para a localidade investigada, embora, em tese, não possuíssem vínculo que justificasse a alteração do domicílio eleitoral. A finalidade investigada seria ampliar artificialmente o contingente de eleitores aptos a votar no município nas Eleições Municipais de 2024, com possível repercussão sobre a disputa eleitoral local.
Para viabilizar as transferências, os investigados teriam recebido documentos pessoais e fotografias dos eleitores, confeccionado comprovantes de residência falsificados e realizado o protocolo dos respectivos requerimentos por meio da rede institucional do Poder Executivo municipal. Também são apurados indícios de atuação coordenada para a inserção e a ratificação de informações no sistema eleitoral.
As diligências tiveram como objetivo localizar e apreender aparelhos celulares, computadores, notebooks, comprovantes de endereço, requerimentos de alistamento ou transferência eleitoral, listas, anotações e outros documentos ou dispositivos potencialmente relacionados aos fatos investigados.
A investigação teve origem em notícia de fato encaminhada à Procuradoria Regional Eleitoral de Pernambuco e reúne, entre outros elementos, áudios submetidos a exame pericial, certidões, depoimentos, registros fotográficos e dados técnicos relacionados a endereço de protocolo vinculado à rede institucional municipal.
Os trabalhos prosseguem com a análise do material arrecadado, a fim de esclarecer a dinâmica dos fatos, a extensão das condutas investigadas, a finalidade das transferências eleitorais promovidas e a eventual participação de outras pessoas. Informações que possam comprometer o andamento das diligências ou a preservação da intimidade dos envolvidos não serão divulgadas.
O nome da operação faz referência ao caráter supostamente fraudulento dos documentos que teriam sido utilizados para instruir os requerimentos de transferência eleitoral.
Na eleição presidencial de 2024 nos Estados Unidos o economista Paul Krugman, em artigos no New York Times, criticou os analistas e assessores políticos do presidente Joe Biden por aconselharem o então candidato a não enaltecer na campanha os fatos positivos da economia americana no seu governo.
Os artigos tiveram grande repercussão, não tanto pela autoridade do articulista, Nobel de Economia, mas por chamarem a atenção para o inusitado fato de que a assessoria presidencial, “estranhamente”, recomendava ao presidente não reivindicar créditos pelos dados econômicos reais que, de acordo com Krugman, eram sólidos.
Mas, o que embasava esse “conselho muito estranho”? O argumento dos assessores era de que grassava na população americana um notório sentimento de desânimo, apatia, desconfiança com as instituições etc., enfim, uma percepção psicológica negativa generalizada (vibecession). Nessa senda, a população não estava sentindo melhorias no seu dia a dia e que tecer loas aos feitos do governo seria projetar imagem de um presidente desconectado com a realidade dos eleitores.
Esse introito serve de ponte, mutatis mutandis, para explorar, neste brevíssimo espaço, o que se passa no Brasil atualmente em termos de conversão de políticas públicas em percepção eleitoral.
Para esse mister, faça-se, inicialmente, um filtro nas políticas públicas, circunscrevendo-as àquelas medidas anunciadas ou implementadas pelo governo federal, de maior apelo popular e/ou eleitoral, tais como: isenção de imposto de renda, jornada 6 x1, programa Desenrola, fim da taxa das blusinhas, subsídios para a gasolina, aumento do Bolsa Família etc. Depois, mensure-se a percepção eleitoral pelas intenções de voto manifestadas nas pesquisas nacionais e pelo desempenho avaliativo do governo, comparando junho com setembro (até a primeira quinzena) deste ano, sempre na média das pesquisas em cada mês.
Pois bem, em termos eleitorais, as intenções de voto do presidente- incumbente no 1º turno decresceram de 40,3% em junho para 38,5% em setembro. No 2º turno, as médias respectivas registraram diminuição de 45,8% para 44,4%, no confronto direto do presidente com seu principal adversário. Já a rejeição eleitoral, um dos itens determinantes de sucesso nas urnas, variou para cima, de 48,5% a 49,3%, entre junho e setembro.
No que concerne ao desempenho do governo, a avaliação positiva (ótimo + bom) decresceu de 35,6% para 34,9%, entre junho e setembro, enquanto a avaliação negativa (ruim + péssimo) subiu de 41,4% para 44,2%. A aprovação do presidente Lula governar involuiu de 46,0% em junho para 44,5% em setembro, ao passo que a desaprovação cresceu de 49,8% a 50,9%, no espaço de tempo em lide.
Então, inobstante grande reverberação política, eleitoral e midiática, as medidas do governo não tiveram impactos na apreensão cotidiana da população, não sendo percebidas como entregas que merecessem retribuição de intenção de voto ou manifestações de apreço avaliativo de desempenho da gestão governamental.
No artigo “Inércia Eleitoral” (Capa Brasil) se explorou um pouco sobre algumas razões pelas quais a sociedade está como que anestesiada e não reage às medidas governamentais que se sucedem. No fundo, tudo se resume ao desalento da população com o estado de coisas imperante, em que prevalece sentimento extremamente negativo com a política e com as instituições.
Nesse ambiente psicológico, mesmo políticas públicas percebidas como positivas, com poder de afetar diretamente as condições de vida da população, não influenciam corresponde retorno do eleitorado. É o fenômeno da vibecession!
*Ph.D. em Economia pela Universidade de Illinois, nos Estados Unidos
O presidente Lula (PT) abre, hoje, os discursos da 81ª Assembleia Geral da ONU, em Nova York. A fala ocorre a menos de duas semanas do primeiro turno das eleições brasileiras. Lula deve abordar temas como multilateralismo, soberania e defesa da democracia, além do processo eleitoral brasileiro diante de suspeitas e acusações de interferência estrangeira.
Será a 10ª participação de Lula na Assembleia Geral e seu último discurso do atual mandato. Pela tradição, o Brasil fala primeiro, seguido pelo país anfitrião, representado por Donald Trump. A fala do presidente está prevista para ter início às 10h. As informações são do portal Vero Notícias.
Um dia após reassumir o cargo como prefeito em Belém de Maria, o prefeito Beto do Sargento (PSD) foi alvo, novamente, de uma ação da Polícia Federal. A cidade amanheceu com viaturas e agentes da PF fazendo buscas na casa do gestor. A Polícia Federal também faz buscas na casa de Rolph Casale, ex-prefeito de Belém de Maria, assessor da Casa Civil e aliado da governadora Raquel Lyra.
Beto reassumiu o comando do Executivo municipal no início da noite de ontem, após ter sido afastado por determinação da Justiça Federal em 26 de agosto, em um desdobramento da Operação Mamon, da Polícia Federal. Os motivos específicos da medida não foram divulgados porque o processo tramita em segredo de Justiça. Nas redes sociais, Beto comemorou o retorno ao cargo. “Graças a Deus a verdade foi restabelecida e estamos de volta pra fazer mais pela população”, declarou.
João propositivo diante de uma Raquel sem respostas
O debate da TV-Guararapes, ontem, protagonizou, mais uma vez, um cenário que os pernambucanos vêm acompanhando ao longo da campanha: o candidato do PSB a governador, João Campos, extremamente propositivo, afirmativo e seguro ao apresentar caminhos para o futuro de Pernambuco. Do outro lado, a governadora Raquel Lyra (PSD), candidata à reeleição, fugindo das respostas para as questões importantes que chegam ao centro da disputa.
O episódio da laqueadura, com forte repercussão nacional, foi de largada abordado pelo candidato do Psol, Ivan Moraes, para uma governadora apática, que foi logo pedindo desculpas, revelando dificuldades em responder aos questionamentos que estão sendo colocados pela sociedade.
A diferença ficou clara: enquanto João procurou apresentar propostas, compromissos e uma visão de futuro para Pernambuco, Raquel tentou resgatar uma memória do passado, sem conseguir oferecer respostas convincentes para as questões do presente e, principalmente, sem apresentar com clareza as perspectivas para o futuro.
A reta final exige mobilização, presença e, sobretudo, capacidade de apresentar aos pernambucanos um caminho para os próximos anos.
De um lado, João Campos apresenta um Pernambuco que pode avançar, com propostas e compromissos. Do outro, Raquel tenta explicar o passado, responder ao presente e projetar um futuro que ainda não conseguiu apresentar de forma clara.
Diferentemente do debate anterior, em Caruaru, o modelo adotado pela TV Guararapes não permitiu um confronto mais direto, contundente e emocionante entre João e Raquel. A réplica e a tréplica são engessadas, enfadonhas e até chatas. O modelo do debate da rádio Cultura, de Caruaru, abrindo um confronto direto de seis minutos entre os candidatos, com três minutos para cada um, foi inovador, excelente. Devia ser seguido pela Globo, no grande e último debate da campanha.
CRIME GRAVÍSSIMO – Fazer laqueadura sem informar ou ter o consentimento da mulher é crime no Brasil, com pena de até oito anos de prisão e multa, segundo a vice-presidente da Comissão de Direito Médico e da Saúde da Ordem dos Advogados do Brasil em Pernambuco, Luciana Pimentel. “A laqueadura sem consentimento é crime no Brasil. A Lei do Planejamento Familiar (Lei 9.263/1996) só permite a esterilização voluntária. A mulher precisa manifestar a vontade por escrito, depois de ser informada sobre riscos, efeitos, dificuldade de reversão e métodos reversíveis, e a cirurgia só pode ser feita após 60 dias dessa manifestação”, explicou.
Respeito às mulheres, indireta de João – Sem citar em nenhum momento o crime da laqueadura, cometido pela governadora, João Campos foi inteligente. Destacou políticas de proteção voltadas às mulheres e reafirmou que pretende retomar o 13º estadual do Bolsa Família e ampliar o atendimento às mães atípicas. “Nós vamos voltar o 13º do Bolsa Família. Cinco milhões de pernambucanos e pernambucanas serão beneficiados com essa medida. Nós vamos também melhorar programas existentes, porque governar com maturidade é isso: é respeitar as mulheres pernambucanas”, afirmou.
Desculpas não resolvem – No debate, a governadora voltou a pedir desculpas por sugerir uma laqueadura sem consentimento. O assunto foi abordado em uma pergunta do candidato Ivan Moraes (PSOL) a respeito de violência obstétrica. “Circulou um vídeo na internet e quando eu vi o vídeo, de fato, eu não me reconheci. Não é sobre o que eu falo nem sobre o que eu penso. Eu peço sempre que me julguem pelas minhas atitudes, pelo resultado do meu trabalho. Foi uma fala infeliz e por isso eu peço desculpas. E por mais que eu peça desculpa, eu creio que serei sempre devedora nesse assunto”, disse uma apática Raquel.
Veja como foi a declaração do crime – A declaração da governadora sobre laqueadura ocorreu em maio de 2025. Na ocasião, ela participava da inauguração da UTI pediátrica do Hospital Regional Dom Moura, em Garanhuns, no Agreste. “Aí, a gente tem que fazer laqueadura, visse? Aí, a gente bota na fila da laqueadura”, disse Raquel ao ouvir sobre uma mulher que já teria sete filhos.Em seguida, uma interlocutora respondeu algo inaudível, e Raquel acrescentou: “Mas faz sem ela saber. Vai”.
Flávio e Lula rejeitados – O senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lideram a rejeição entre os eleitores segundo a nova pesquisa Quaest divulgada ontem. O senador aparece numericamente à frente, rejeitado por 56%, enquanto 55% afirmam que não votariam de jeito nenhum no petista. Os dois, porém, estão empatados tecnicamente dentro da margem de erro, em cenário praticamente sem alterações desde meados de agosto. O presidente manteve o percentual de 55% de rejeição observado no último levantamento, de 14 de setembro. Já o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) oscilou um ponto percentual para cima.
CURTAS
MASTER 1 – O crescimento de Lula entre o eleitorado feminino e nos estratos de menor renda, apontado na Pesquisa Quaest, tem sido motivo de comemoração nos bastidores do governo. Mas o aspecto que mais foi celebrado internamente foram os números relacionados à crise do Banco Master, envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
MASTER 2 – Segundo o levantamento, aumentou para 21% o percentual de entrevistados que acreditam que o escândalo afeta principalmente a família Bolsonaro. Na semana anterior, esse número era de 15%. Por outro lado, caiu de 46% para 37% o grupo que acredita que a crise repercute de forma generalizada, atingindo todos. Já os que apontam o Supremo Tribunal Federal (STF) como o mais prejudicado diminuíram de 17% para 16%, enquanto a parcela que vê Lula como o principal afetado subiu de 9% para 11%.
PODCAST – A professora e cientista política mineira Mara Telles, presidente da Associação Brasileira de Pesquisadores Eleitorais (Abrapel), é a entrevistada do podcast Direto de Brasília de hoje. Na pauta, a influência das pesquisas eleitorais, a reta final da campanha presidencial e os efeitos da crise do Judiciário nas eleições.
Perguntar não ofende: A governadora vai pagar pelo crime que cometeu?
A atriz Deborah Secco publicou, nesta segunda-feira (21), uma manifestação em suas redes sociais sobre o procedimento da laqueadura. Sem citar nomes, a artista criticou a fala da governadora Raquel Lyra (PSD) em um vídeo publicado pelo portal Metrópoles, neste domingo (20).
A declaração sobre o procedimento ocorreu em maio de 2025. Na ocasião, ela participava da inauguração da UTI pediátrica do Hospital Regional Dom Moura, em Garanhuns, no Agreste, e sugeriu a realização da laqueadura em uma mulher sem seu consentimento. As informações são do Diario de Pernambuco.
No vídeo compartilhado, Deborah Secco afirma estar “completamente indignada” com a fala de uma “moça sugerindo que fosse feita uma laqueadura numa paciente sem que ela soubesse”.
“Amores, vim falar com vocês sobre um tema muito importante para mim, que é a liberdade. A liberdade de uma mulher para que ela possa escolher os caminhos dela, para que ela possa decidir sobre o corpo dela, para que ela possa decidir se ela quer ser mãe ou se ela não quer ser mãe. E eu vi um vídeo que me deixou completamente indignada na internet, que foi uma moça sugerindo que fosse feita uma laqueadura numa paciente sem que ela soubesse. Ela fala: ‘Faz ela saber’. Vocês sabem o quão grave é isso?”, questiona a atriz.
“A gente precisa saber, a gente precisa ser informada e a gente precisa querer. Isso é muito importante. Recentemente a gente teve aí um avanço enorme. Hoje as mulheres não precisam mais da autorização dos seus cônjuges para realizar essa cirurgia, né, para fazer essa esterilização. Essa é uma decisão que cabe somente a ela, a mulher. Eu acho isso muito importante”, completa a artista no vídeo.
Dominada pelo clima de “já ganhou”, a campanha de Flávio Bolsonaro esperava que a pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (21) reproduzisse o movimento da semana passada, quando o senador aparecia em crescimento enquanto Lula registrava queda. A previsão, porém, não se concretizou, mostrando que o cenário continua mais acirrado do que nunca.
O levantamento de hoje mostrou Flávio estável, com 42% das intenções de voto, enquanto Lula oscilou positivamente 1% em relação à semana anterior, alcançando 41%, configurando empate técnico.
A pesquisa foi a primeira após a sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) apelidada de “fim do mundo”, marcada por troca de ofensas e acusações entre ministros da corte.
A campanha de Flávio acreditava que, após o desgaste causado pela sessão — que acabou paralisada por um pedido de vista e sem definição sobre a abertura de uma investigação contra Alexandre de Moraes —, iria angariar mais votos. A Quaest, no entanto, indicou estabilidade para Flávio e um leve crescimento para Lula.
Um dos fatores que preocupa a campanha do filho de Jair Bolsonaro é a recuperação do petista no eleitorado feminino. Lula ganhou três pontos percentuais entre as mulheres, enquanto Flávio caiu um ponto.
Após debate promovido pela TV Guarapes, no Recife, o candidato ao governo de Pernambuco, João Campos (PSB), falou sobre o caso do vídeo vazado da governadora e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), em que ela fala sobre laqueadura sem consentimento.
“Quero aqui manifestar a minha solidariedade a todas as mulheres pernambucanas. Lugar de mulher é onde ela quiser. O corpo de cada mulher deve ser respeitado, e a decisão do que deve ser feito ou não é da mulher. Qualquer coisa diferente disso não pode ser aceita. Então fica aqui o meu respeito e dizer, como eu disse no debate, em lugar nenhum do mundo, muito menos em Pernambuco, é terra de ‘faz sem ela saber'”, disse João Campos. As informações são do JC.