Exatos 2 milhões e 86 mil reais destinados a instituições de saúde do Recife, Jaboatão dos Guararapes, Garanhuns, Palmares, Nazaré da Mata, Passira, Ribeirão, Itambé, Lajedo e Custódia ainda não foram liberadas pelo Governo de Pernambuco.
O montante foi destinado pelo deputado estadual Coronel Alberto Feitosa , através de emendas parlamentares em 2023, e até hoje não foi repassado a essas instituições. Por meio de um vídeo, Feitosa voltou a cobrar a governadora Raquel Lyra.
O deputado é autor de uma Lei que determina que 50% desses recursos, em Pernambuco, devem ser destinados à área da saúde. Mais de 80% das emendas de Feitosa estão direcionadas para instituições como Hospital da Polícia Militar, Hospital Getúlio Vargas, Fundação Altino Ventura, Hospital Regional Dom Moura, Hospital Armindo Moura entre outros.
Confira o vídeo
A emenda parlamentar é um instrumento que cada deputado e senador tem direito, tanto no Congresso Nacional quanto nas Assembleias Legislativas, a destinar aos setores da sociedade. O deputado indica o valor para a instituição beneficiada e o governo federal ou estadual são responsáveis pelo repasse.
Relação das emendas do deputado Coronel Alberto Feitosa ainda não liberadas pelo Governo Raquel Lyra:
– Hospital PMPE em Recife: R$ 200 mil
– Hospital Vale do Una em Palmares : R$ 50 mil
– Itambé : transporte TFD R$ 142 mil
– Lajedo: ambulância R$ 136 mil
– Custódia: ambulância R$ 136 mil
– Passira: ambulância R$ 136 mil
– Hospital Armindo Moura em Moreno: R$ 300 mil
– Associação Proteger Mãos em Recife: R$ 50 mil
– Hospital Guararapes em Jaboatão: R$ 200 mil
– SOS MÃOS em Recife : R$ 200 mil
– Hospital Getúlio Vargas em Recife: R$ 100 mil
– Associação Pernambucana de Apoio aos Doentes de Fígado:R$ 100 mil
– Hospital Ermírio Coutinho em Nazaré da Mata: R$ 60 mil
– Associação Comunitária em Ribeirão: R$ 136 mil
– Hospital Infantil Palmira Sales em Garanhuns: R$ 80 mil
– Hospital Regional Dom Moura em Garanhuns : R$ 80 mil
O candidato a governador João Campos (PSB) usou as redes sociais para dar uma invertida em Raquel Lyra (PSD) sobre a requalificação de estradas em Pernambuco. Depois de a governadora postar um vídeo em que diz que até o adversário reconhecia seus feitos nesse tema, o ex-prefeito do Recife avisou que as imagens que aparecem em seu guia eleitoral são de duas rodovias federais, sob responsabilidade do Governo Lula.
“Para que tá feio. Não adianta querer esconder. Aqui é BR-232, em Serra Talhada, e BR-316, em Araripina. E depois entre Floresta e Belém do São Francisco. Estão querendo se meter até nas estradas do presidente Lula”, afirma o locutor em vídeo postado por João Campos, chamando de fake a tentativa de Raquel de configurar o eleitorado.
A postagem ainda termina fazendo uma provocação sobre o uso de aeronaves do Governo do Estado no transporte VIP de autoridades, ao mesmo tempo em que pacientes deixam de contar com o serviço de transporte aeromédico. “Mas isso é coisa de quem não pega estrada, né? Gosta mesmo é de andar de helicóptero e comprar avião”, finaliza.
Com a perspectiva de votação do projeto que extingue a escala 6×1 na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado na próxima semana, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e 34 federações e sindicatos filiados lançaram neste fim de semana uma campanha para adiar a votação da proposta.
O mote da campanha é “A conta já está alta demais. Mudança das regras do trabalho às vésperas da eleição? Agora não”. O comunicado da entidade diz que se trata de um apelo por “sensatez e serenidade” aos senadores que discutem a proposta de emenda constitucional (PEC) que limita a carga horária nacionalmente. As informações são do jornal O Globo.
O argumento é que a economia brasileira já enfrenta um quadro de “juros altos, crédito caro e restritivo, endividamento recorde das famílias, inadimplência sem precedentes entre as empresas, desinvestimento e saída de empresas estrangeiras do país”, diz a nota.
O texto cita ainda outra proposta que faz parte do chamado pacote eleitoral do presidente Lula, candidato à reeleição, o fim da “taxa das blusinhas”. De acordo com a entidade, trata-se de um agravante na concorrência desleal para o varejo nacional. E pondera que o país está diante de um “período sensível em que interesses políticos atravessam escolhas econômicas”.
O empresariado avalia que a mudança no regime de jornada em um setor com mais de 90% da mão de obra no regime 6×1 levaria a um aumento nos custos operacionais, que seria repassado ao consumidor como inflação, causando redução de vagas e aumento da informalidade.
“O setor terciário não se opõe ao debate sobre o bem-estar do trabalhador, mas uma decisão dessa magnitude exige análise técnica, diálogo e profunda responsabilidade. A conta para quem produz e emprega no Brasil já está alta demais”, afirmou presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros.
O presidente da Fecomércio RJ, Antonio Florencio de Queiroz junior, afirma que uma mudança no modelo sem considerar a realidade de cada setor pode produzir efeito contrário ao desejado. “Precisamos ter cuidado para que uma medida que busca melhorar as condições de trabalho não termine provocando a redução de postos de trabalho”, afirmou em nota.
Nesta semana, após o anúncio de um acordo entre o presidente Lula e os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB) e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), projetos de interesse do governo que integram a pauta eleitoral começaram a avançar no Congresso.
O relator da proposta pelo fim da escala 6×1 é o senador Omar Aziz (PSD-AM) apresentou parecer à CCJ sem modificações no texto aprovado na Câmara, numa forma de acelerar a proposta. A expectativa é que o texto seja apreciado na CCJ na quarta-feira, no que significa a última janela de votações do Congresso antes do primeiro turno, mas há dúvidas em relação à apreciação do tema pelo plenário do Senado.
Por Andreza Matais e Eduardo Militão Do Metrópoles
A empresa controlada por um suposto operador de “gabinete do ódio” recebeu R$ 642 mil do governo de Pernambuco entre 2023 e 2026, mostram dados oficiais. Amisadai Andrade Silva afirma ter sido contratado para atuar em favor da gestão da governadora Raquel Lyra (PSD) e contra seu adversário, o ex-prefeito de Recife João Campos (PSB).
Apenas de janeiro a agosto de 2026, ano eleitoral, foram R$ 186 mil. Isso significou um aumento de 21% em relação aos R$ 153 mil pagos no mesmo período do ano passado.
Como mostrou o Metrópoles, Amisadai Andrade Silva é servidor da Caixa cedido à Secretaria de Turismo de Pernambuco. Em depoimento em vídeo obtido pela TV Record, ele contou que operava um “gabinete do ódio” para atacar a campanha do ex-prefeito de Recife, João Campos (PSB), adversário de Raquel Lyra na corrida ao governo estadual. Ele coordenava 300 perfis de redes sociais para criticar Campos e elogiar Raquel. Raquel Lyra nega as acusações, chamando-as de “velhas práticas” do PSB.
Segundo o depoimento em vídeo, os pagamentos pelo chamado “gabinete do ódio” seriam feitos por meio de despesas de publicidade. Amisadai é o responsável pelo registro do site Portal de Prefeitura, que seria usado na rede do suposto “gabinete do ódio”.
A empresa que administra o site, a Portal Comunicação e Marketing Ltda – que está em nome de duas pessoas – recebeu pagamentos crescentes do governo pernambucano ao longo dos anos, mostram portais de transparência e diários da administração estadual. Conforme os ataques escalavam, os valores aumentavam.
Os pagamentos a Amisadai
Valores pagos à empresa, sem salários do servidor
Ano ……….. Valor pago (R$) 2023 …..….. 44.452,00 2024 ……..… 81.422,00 2025 …….… 330.287,00 (sendo 153.727,00 de janeiro a agosto) 2026* ……… 186.413,00 Total ….… 642.574,00
*Valores de janeiro a agosto. Fontes: Dados oficiais compilados pelo Metrópoles
Amisadai participou de reuniões na sede do governo, mostrou o Metrópoles. Parte dos pagamentos à empresa controlada por ele foi registrada após essas reuniões. A governadora Raquel Lyra exonerou Amisadai no dia da veiculação da reportagem da Record. Ela negou as acusações.
“É fato que vocês conhecem muito bem as velhas práticas que infelizmente hoje o PSB lidera se apresentando como nova política. Não faço política desse jeito. Para mim, a eleição não é um vale-tudo. Não abro mão dos valores que me trouxeram até aqui de defesa incansável da democracia”, disse Raquel Lyra.
Ao ler esta notícia no Metrópoles, site de maior sucesso em Brasília, fiquei feliz com o sucesso do garoto Lauro Christakou, filho do meu amigo publicitário André Gustavo Vieira. Ele e os sócios têm visão de mercado. Confira!
OJE Group chega a Brasília com propósito de conectar jovens empreendedores
Do Metrópoles
“Nós queremos mudar o mercado de empreendedorismo de Brasília”, destaca Luiz Eduardo Estevão Lira. Na noite dessa sexta-feira (28/8), ele e Lauro Christakou promoveram um encontro para apresentar a OJE (Organização de Jovens Empreendedores) Group a um grupo seleto de convidados na capital federal. O evento teve por objetivo fomentar e impulsionar negócios da cidade. Fundada por Henrique Pace, Pedro Pace Costa e Gustavo Paolinelli De Castro, a iniciativa surgiu há quase um ano em Belo Horizonte (MG).
Durante o evento da OJE Brasília, realizado no Lago Sul, três nomes de sucesso do mercado brasiliense — Diomédio Santos, Pedro Piquet e Allan 7×7 — compartilharam grandes momentos da trajetória pessoal e profissional, além de experiências que os impulsionaram à frente do próprio negócio.
Presidente do Jovens Progressistas do Distrito Federal e filiado do partido PP, Luiz Eduardo abriu a residência em que mora para receber os 20 convidados, com faixa etária até os 25 anos, escolhidos por ele e Lauro. Após o bate-papo e troca de experiências com Henrique Pace, Pedro Pace, Diomédio Santos, Pedro Piquet e Allan 7×7, foi oferecido um jantar aos presentes.
OJE em Brasília
Mineira, a OJE Group nasceu em setembro do ano passado com 32 membros, a maioria entre 17 e 24 anos, com a proposta de ser uma rede de formação, relacionamento e acesso ao meio empresarial para jovens que empreendem, sucedem negócios de família ou têm interesse em começar. Segundo os fundadores, o projeto funciona como um “private club” voltado a quem “quer fazer negócio” e está disposto a ajudar os demais membros a crescer. “Praticamente não existe um mercado de empreendedorismo jovem em Brasília. São poucos exemplos, porque realmente há muitas falhas”, garantiu o anfitrião.
Ao trazer a OJE para a capital federal, a dupla vai adaptar o know-how de Belo Horizonte para a realidade brasiliense. Lauro Christakou afirmou que a iniciativa “tem tudo para dar certo”. “Aqui na cidade não existe algo que tenha um modelo de negócio parecido”, atestou Lauro.
Henrique Pace, também fundador da OJE Group, salienta que “sem conexões e forças é possível empreender, mas demora muito mais”. “Sempre empreendi desde os meus 15 anos. Ver que estamos ajudando, formando líderes e sendo um braço direito dos empreendedores em Belo Horizonte e, agora, em Brasília, é muito gratificante”, alega. Ele complementa: “Conectar-se com outros que estão na mesma jornada, é sensacional.”
Referências brasilienses no varejo, social media e esporte com empreendedorismo
No discurso de abertura do evento voltado a jovens empreendedores, Luiz Eduardo Estevão Lira resumiu o espírito do encontro: “É um dia pra gente valorizar e realmente tirar muito potencial disso. E eu queria que vocês saíssem daqui hoje pelo menos 10% melhores.”
Com a palavra, Diomédio Santos contou que começou como faxineiro em um shopping de Brasília e, agora, está prestes a abrir uma loja de joalheria com o próprio nome, no Partage Lago Sul, no próximo dia 15. Antes disso, foi sócio por 10 anos da operação da Grifith Joalheiros. “Comecei como empacotador de supermercado, vigiei carro na feira, tudo”, relembrou, atribuindo a trajetória a uma inquietação constante: “Eu gosto de estar sempre na zona de conflito.”
Para jovens presentes, Diomédio deu um conselho: “Você tem de conhecer todos os setores da sua empresa. Tem de conhecer desde as pessoas que fazem a faxina até a diretoria. Você precisa saber o que cada colaborador faz, porque senão não terá sucesso ao empreender”, sustentou. Na horas das perguntas, ele foi questionado a respeito da maior dificuldade como gestor. Após uma reflexão, respondeu: “É não saber delegar”.
“Eu queria deixar essa mensagem. Se vocês acreditam, podem ir atrás. Tenham fé que vai dar certo. Se você tem vontade de fazer algo diferente do que foi criado pelo seu pai? Faça. Você tem que fazer a sua história, porque a do seu pai já está toda feita”, instruiu Diomédio Santos.
Criador do canal do YouTube Allan 7×7, Allan Lopez defendeu a exposição pessoal como estratégia de marca. “Se você não mostrar a cara, alguém colocá-la e depois você vai ter sua empresa na mão dessa pessoa”, ressaltou, citando constância e autenticidade como pilares de seu trabalho. O especialista em relógios e social media posta vídeos diariamente há anos e credita o crescimento do canal à conexão direta com o público. “Mostrar a cara passa identidade, a pessoa vê você”, argumenta Allan.
Piloto que chegou à Fórmula 2 antes de migrar para o empreendedorismo, Pedro Piquet dividiu com os presentes os bastidores da decisão de deixar o automobilismo e assumir a empresa de tecnologia da família, onde atuou em diversas áreas, como contabilidade. Na análise dele, deve-se pensar em opções na vida profissional: “Não só viver em cima de uma coisa”. Com coragem para fazer algo diferente, ele comprou um apartamento antigo na Asa Sul, dando início ao próprio negócio no mercado imobiliário.
Piquet resumiu em três pontos o que considera essencial ao decidir empreender: disciplina de horários, cuidado com o corpo e trabalho em equipe. Ao público jovem reunido, ele fez mais um apontamento. “Faça muito contato pessoal. Vocês precisam conhecer as pessoas da própria cidade e de outros locais. Isso vai gerar resultados”, ponderou Pedro.
Projetos com a OJE
Em entrevista, Luiz Eduardo e Lauro explicaram que a chegada da OJE a Brasília partiu de uma conexão pessoal com os fundadores de BH, sem planejamento prévio, e da percepção de que a capital federal carecia de um espaço de empreendedorismo jovem. Conforme a dupla, o grupo rejeita o conceito tradicional de networking: “A pessoa vai para uma palestra que tem 10 mil pessoas, vai ficar forçando uma conversa que não tem profundidade nenhuma”. De acordo com eles, a proposta da OJE é substituir esse modelo por encontros e contatos contínuos, além de mentoria entre pares.
A comunidade funciona por assinatura, com processo seletivo — Pedro Pace afirmou ter entrevistado mais de 150 candidatos ao longo de um ano em Belo Horizonte — e limite de idade de até 25 anos para ingresso. Na capital mineira, o grupo soma hoje 35 membros e já resultou em quatro negócios fechados entre eles, além de parcerias e aprendizados que, segundo os fundadores, não se resumem ao fechamento de contratos. Para o fundador, trazer a iniciativa para Brasília só tende a alavancar o projeto.
“A OJE Brasília aumenta o nível da OJE ainda mais. Vamos crescer juntos. Não existe OJE BH nem OJE Brasília. É tudo um grande time”, avalia Pedro Pace.
Futuro
Para os próximos passos, os empreendedores citam a expansão para outras cidades — São Paulo, Rio de Janeiro e Goiânia estão entre os planos —, sempre com um representante local responsável pela curadoria dos encontros, como Luiz Eduardo e Lauro fazem em Brasília. O grupo também manterá viagens e imersões, incluindo uma ida programada ao Vale do Silício. Os fundadores da OJE também mantêm um projeto social em Belo Horizonte. Eles e a dupla brasiliense pretendem trazer a ação para a capital federal.
Questionados sobre a presença feminina, os fundadores reconheceram que as mulheres ainda são minoria na OJE. “A proporção é de cerca de oito mulheres para 35 homens no projeto. Sempre destaco que as portas estão abertas para elas”, pontuou Pedro.
Ele atribuiu o desequilíbrio a uma barreira cultural mais do que a uma exclusão deliberada. Ao convidar uma empreendedora mineira de sucesso para promover um evento específico a esse público, notou uma maior participação delas. Em Brasília, Lauro e Luiz Eduardo já estudam possíveis nomes que podem representar a potência feminina.
Apesar dos temas variados discutidos durante a noite — negócios, redes sociais, esporte —, os fundadores resumiram o fio condutor do encontro em uma única palavra: relacionamento.
Para eles, o critério de seleção não é apenas talento ou patrimônio, mas disposição genuína de ajudar os demais membros a crescer. “Aqui não é lugar de passeio, aqui é lugar de todo mundo se ajudar, as pessoas com o mesmo objetivo, com as mesmas metas e todo mundo crescer junto”, concluiu Luiz Eduardo.
Jovens empreendedores e os mentores presentes no encontro
A dor neuropática é um tipo de dor relacionada a uma lesão ou alteração no funcionamento do sistema nervoso. Ela pode envolver os nervos periféricos, a medula espinhal ou estruturas do sistema nervoso central. Diferentemente de dores causadas principalmente por inflamações, traumas musculares ou alterações articulares, na dor neuropática o próprio sistema nervoso passa a transmitir sinais dolorosos de maneira inadequada.
Esse tipo de dor pode apresentar características bastante particulares. Muitas pessoas descrevem uma sensação de queimação ou ardência, enquanto outras relatam choques elétricos, formigamento, dormência, agulhadas ou pontadas. Também pode ocorrer aumento da sensibilidade na região afetada, fazendo com que estímulos normalmente inofensivos, como o contato da roupa ou da roupa de cama, provoquem dor. Em algumas situações, a pessoa pode apresentar simultaneamente dor e redução da sensibilidade.
Diversas condições podem estar associadas à dor neuropática. O diabetes é uma das causas mais conhecidas, podendo provocar neuropatia periférica, especialmente nos pés. Nesses casos, é comum a presença de queimação, formigamento e dor que podem se intensificar durante a noite. Alterações na coluna, como hérnias de disco e outras formas de compressão das raízes nervosas, também podem provocar dor com características neuropáticas, muitas vezes irradiada para os braços ou para as pernas.
Outra causa conhecida é o herpes-zóster. Algumas pessoas permanecem com dor na região afetada mesmo depois do desaparecimento das lesões na pele, condição conhecida como neuralgia pós-herpética. Traumas, cirurgias, determinadas doenças neurológicas, deficiências nutricionais, consumo excessivo de álcool e alguns medicamentos também podem estar relacionados ao desenvolvimento de neuropatias e dor neuropática.
O diagnóstico é principalmente clínico. Durante a consulta, o médico avalia as características da dor, sua localização, duração, intensidade e os fatores que podem desencadeá-la ou aliviá-la. O exame físico e neurológico também são importantes para avaliar alterações de sensibilidade, força muscular e reflexos. Dependendo da situação, exames laboratoriais, eletroneuromiografia e exames de imagem podem ser solicitados para investigar a causa.
É importante compreender que um exame de imagem normal não necessariamente significa que a pessoa não tenha dor neuropática. O diagnóstico deve levar em consideração a história clínica, os sintomas apresentados e o exame realizado pelo médico.
O tratamento depende da causa e das características da dor. Quando existe uma doença responsável pela alteração dos nervos, tratar essa condição é fundamental. No caso da neuropatia relacionada ao diabetes, por exemplo, o controle adequado da doença é parte importante da estratégia terapêutica. Dependendo de cada situação, podem ser utilizados medicamentos específicos para o tratamento da dor neuropática, além de fisioterapia, exercícios, reabilitação, cuidados com o sono e outras medidas destinadas a reduzir a dor e recuperar a funcionalidade.
Em alguns pacientes, principalmente quando a dor é persistente ou apresenta resposta insuficiente ao tratamento convencional, podem ser considerados procedimentos intervencionistas e outras terapias especializadas. A escolha do tratamento deve ser individualizada, levando em consideração a causa da dor, as condições clínicas do paciente e o impacto dos sintomas sobre sua qualidade de vida.
A possibilidade de cura depende diretamente da causa. Em algumas situações, o tratamento da doença responsável pela alteração nervosa pode levar à resolução ou a uma grande melhora dos sintomas. Em outras, quando existe uma lesão permanente do sistema nervoso, o objetivo passa a ser controlar a dor, preservar a função e proporcionar a melhor qualidade de vida possível.
Por isso, sintomas como queimação, choques, formigamento, dormência ou dor persistente não devem ser simplesmente ignorados. Quando esses sintomas são frequentes, progressivos ou interferem no sono, no trabalho e nas atividades cotidianas, é importante buscar avaliação médica.
A dor neuropática pode ser complexa, mas existem diferentes estratégias para seu tratamento. Reconhecer seus sinais e investigar adequadamente sua causa são passos fundamentais para estabelecer uma abordagem individualizada.
*Médico com pós-graduação em Psiquiatria, Neurologia Clínica e Medicina da dor | Instagram: @drsilvinoteles
Quando cheguei ao Recife para cursar Jornalismo no início dos anos 80, o Bar Savoy ainda fazia sucesso. Fui lá uma ou duas vezes, no máximo. Estudante pobre, tangido pela seca em Afogados da Ingazeira, vivi o Recife do sucesso de outros bares, como o Mustang, na Conde da Boa Vista, que servia o chope da irresistência, mas sem o caldo cultural do Savoy.
Meu amigo Carleone, dos Falcão das Alagoas, que corre comigo na Jaqueira, me presenteou com uma obra de arte, que achou num sebo: Bar Savoy, de Edilberto Coutinho, advogado, jornalista e professor universitário paraibano de coração recifense. Na verdade, coração savoyano, sustentado pelo sangue das emoções poéticas que pulsavam em cada chope no Savoy.
Nascido em Bananeiras, na região do brejo paraibano, Edilberto era advogado, jornalista, professor universitário e escritor dedicado ao folclore nordestino. Filho do Dr. Francisco Coutinho Filho e D. Otília Cirne Coutinho, passou a infância e a juventude em constantes mudanças entre os estados de Pernambuco e Paraná, acompanhando o pai que, sendo funcionário federal, estava sempre prestando serviço a qualquer Estado para o qual fosse designado.
Era formado em Direito pela Faculdade do Recife, porém nunca exerceu a profissão de advogado. Sempre teve atração pelas letras, principalmente, pelo folclore nordestino, influenciado que era pelas histórias do cotidiano desse povo que lhe eram contadas pelo pai, folclorista de renome. Era jornalista, diplomado pelo World Press Institute (Instituto Mundial de Imprensa) dos Estados Unidos, tendo escrito nos principais jornais e revistas do Brasil. Durante algum tempo, foi correspondente, na Europa, do Jornal do Brasil e da Revista Manchete e, nos Estados Unidos, dos Diários Associados (O Jornal e O Cruzeiro).
Em 1970, transferiu-se, definitivamente, para o Rio de Janeiro. O Savoy, na visão dele, não era um bar. Era uma academia da poesia, da literatura brasileira. Seus frequentadores faziam poesia em guardanapos e os declaravam para suas amadas depois que perdiam a conta dos chopes, o mais famoso da então chamada Veneza Brasileira. Carlos Pena Filho foi o maior deles.
“Nas mesas do Bar Savoy/o refrão tem sido assim/São trinta copos de chopp/são trinta homens sentados/trezentos desejos presos/trinta mil sonhos frustrados”. Esta obra de arte do poeta do Savoy saiu de improviso em 1959, num guardanapo puxado em cima da mesa. Nunca mais o Savoy foi mesmo! Ganhou o mundo, atraiu curiosos da literatura nacional.
O baiano Jorge Amado, de Gabriela, cravo e canela, saia de Salvador para beber chope e se embriagar com a poesia de Carlos Pena Filho no Bar Savoy. Pena morreu aos 31 anos em 1960, em um acidente de automóvel. No livro, li uma saudação do escritor baiano ao poeta do Savoy.
“Era o seu poeta (de Recife), o irmão mais novo de Joaquim Cardoso, o amigo do general e do pobre da esquina, da aeromoça e do folião do carnaval, do prefeito e da rainha do maracatu, do poeta Ascenso e do compositor Capiba, do pintor Brennand e do fabuloso Ariano, do ateu e do católico, do protestante e do espírita, do rico e do pobre, era a doce fantasia e a densa realidade, o ar, a chuva e o sol dessa cidade, seu cotidiano de beleza, eras o seu poeta.”
O poeta do Savoy só tinha amigos e admiradores famosos: Gilberto Freyre, Ariano Suassuna, Mauro Mota, Marcus Accioly, Murilo Costa Rêgo e João Cabral de Melo Neto. A cada página, o livro de Edilberto nos apresenta um bar que as pessoas não iam apenas degustar o melhor chope da cidade. Iam tomar literatura na veia.
O Savoy funcionou no coração da cidade boêmia do Recife, na Avenida Guararapes, número 147, nascido em 1944. O livro foi lançado em 1995, um ano depois do cinqüentenário do bar e poucos meses depois do falecimento de Edilberto.
Edilberto entregou ao Pais a memória de um bar. Nele passaram gerações de intelectuais, escritores e artistas que honram qualquer cidade do mundo. Os broncos acudiriam logo pelos nomes de Sartre e Rosselini, que um dia foram às mesas do Savoy. Sartre saiu encantado com o peso-pluma Carlos Pena Filho.
Que não era tão suave quanto parecia, a julgar por uma das anedotas saborosas do livro. Carlos Pena, o anjo, assim aconselhou ao deputado Murilo Costa Rego, que estava em apuros diante do reacionarismo dos colegas na Assembleia, porque o deputado viajara a Cuba.
“Responda-lhes: hospedei-me num hotel escaleno, defronte a uma praça isósceles”. O livro é uma viagem ao mundo encantado da boemia recifense, com histórias engraçadas. O jornalista Esmaragdo Marroquim, do JC, cliente fiel, chegou a presentear uma paquera com uma poesia num vidrinho de perfume.
Mauro Mota não perdoou e saiu-se com essa: “Esmaragdo Marroquim/ faz de otário o papel/não se dá perfume assim/dá-se perfume em motel.” O Savoy foi fundado em 1944 pelo espanhol Alvarez, passando para os irmãos Simões e, por fim, para o português Joaquim Esteves Pereira, que inaugurou o Canto do Poeta. Esteves, a quem Gilberto Freyre chamava “o bom Esteves”, abandonou o Recife.
Na sua gestão, o Savoy transformou-se em uma verdadeira entidade cultural, promovendo concursos, cursos, palestras e adquirindo um magnífico acervo de excelentes obras de arte. Carlos Pena Filho também fez músicas. A mais famosa em parceria com Capiba: “A Mesma Rosa Amarela”. Virou sucesso nacional na voz de uma das maiores estrelas da MPB nos anos 1960: Maísa Matarazzo.
Mas o poema inesquecível de Pena Filho é o Guia Prático da Cidade do Recife, no qual mostra as várias faces da capital, incluindo a da boemia, ao referir-se ao Bar Savoy.
Irmão do ex-governador Eduardo Campos, o advogado Antônio Campos é um dos principais estudiosos, curadores e difusores da vida e da obra do poeta pernambucano Carlos Pena Filho. Já promoveu a exposição “Carlos Pena Filho – 50 anos de memória”, dividida em módulos para exaltar a poesia e a sensibilidade do artista.
Campos costuma descrever Carlos Pena Filho como o “poeta do azul” ou um “pintor cujos pincéis eram as letras”, ressaltando a forte ligação do escritor com as artes visuais, a boemia recifense e nomes da lusofonia. Tudo porque uma das suas mais famosas poesias tem a ver com o azul.
“Então, pintei de azul os meus sapatos / por não poder de azul pintar as ruas, / depois, vesti meus gestos insensatos / e colori as minhas mãos e as tuas.
Para extinguir em nós o azul ausente / e aprisionar no azul as coisas gratas / enfim, nós derramamos simplesmente / azul sobre os vestidos e as gravatas.
E afogados em nós, nem nos lembramos / que no excesso que havia em nosso espaço / pudesse haver de azul também cansaço.
E perdidos de azul nos contemplamos / e vimos que entre nós nascia um sul / vertiginosamente azul. Azul.”
A picape média Ram Dakota chegou aos concessionários da marca em janeiro de 2026. Mesmo assim, rapidamente conquistou espaço em um segmento tradicional e, no acumulado de janeiro a julho, já aparece entre os modelos mais vendidos da categoria. Foram 2.566 unidades emplacadas no período, à frente de concorrentes tradicionais como Volkswagen Amarok e Nissan Frontier. Ainda está, porém, distante das três líderes do mercado: Toyota Hilux, com 25.933 unidades; Ford Ranger, com 19.261; e Chevrolet S10, com 16.588. Juntas, elas respondem por quase 75% do segmento.
Os compradores de picapes médias são, em geral, mais conservadores do que os consumidores de automóveis. Valorizam marca, confiabilidade, capacidade de trabalho e, claro, valor de revenda. Mas isso não significa que rejeitem novidades. Desde que sejam interessantes. É justamente na avaliação do conjunto de benefícios oferecidos ao comprador que a Dakota começa a surpreender. A picape tem uma relação entre preço e equipamentos bastante competitiva e, em vários aspectos, oferece mais que concorrentes tradicionais, como a Hilux.
A coluna testou durante uma semana a Dakota na versão Laramie. É uma picape média de cabine dupla, construída sobre chassi, com motor turbodiesel, câmbio automático e tração 4×4. Tem boa capacidade de carga, de até 1.020 kg, e pode rebocar até 3,5 toneladas. Sua proposta está claramente mais próxima da tradição das picapes de trabalho do que de modelos destinados prioritariamente ao uso urbano. Não é uma picape de grandes dimensões, como a Ram 2500, nem utiliza a construção monobloco da Rampage. E pode funcionar como uma porta de entrada para quem deseja ingressar no universo das picapes a diesel da Ram.
Atributos – Mas será que esses atributos são suficientes para convencer o consumidor a mudar de marca? Aí, só o tempo dirá. Afinal, só daqui a alguns anos será possível avaliar com precisão a depreciação, o custo de manutenção e a liquidez da Dakota no mercado de usados. Para quem utiliza a picape como ferramenta de trabalho, também será necessário observar sua durabilidade e os custos de operação ao longo do tempo.
Por enquanto, a Dakota entra na disputa com uma combinação interessante: motor 2.2 turbodiesel de 200 cv e 45,9 kgfm de torque, câmbio automático de oito marchas e tração 4×4 com reduzida e bloqueio do diferencial traseiro. É uma receita que reforça sua capacidade para enfrentar terrenos de baixa aderência e situações de uso mais severo. O sistema de tração pode distribuir automaticamente o torque entre os eixos de acordo com as condições de aderência. O motorista também pode selecionar diferentes modos de funcionamento, incluindo 4×2, 4×4 e 4×4 com reduzida.
A escolha é feita por meio de um comando giratório localizado no console central, próximo ao seletor do câmbio. Este, por sua vez, é do tipo joystick e retorna automaticamente à posição P (Park) quando a picape é desligada. Para uso fora de estrada, a Dakota Laramie ainda oferece bloqueio mecânico do diferencial traseiro, acionado por um botão no console central. Há também quatro modos de condução: Normal, Sport, Snow (neve) e Sand/Mud (areia/lama). A direção tem assistência elétrica e três níveis de peso — leve, normal e firme — que podem ser escolhidos pelo motorista.
Equipamento x preço – A versão testada, a Laramie, é a mais sofisticada da linha e tem acabamento externo com detalhes cromados. Seu preço parte de R$ 323 mil na cor preta; outras opções de pintura acrescentam R$ 2 mil. Mesmo nessa faixa de preço, a Dakota entrega equipamentos que, em algumas concorrentes, aparecem apenas nas versões mais caras. Entre eles estão a central multimídia de 12,3 polegadas, ar-condicionado de duas zonas com saída para os passageiros traseiros, bancos revestidos em couro, controle adaptativo de velocidade, frenagem autônoma de emergência, monitoramento de ponto cego, assistente de permanência em faixa e alerta de tráfego cruzado.
O ar-condicionado pode ser comandado tanto pela central multimídia quanto pelos controles físicos no painel — uma solução simples, mas que facilita a operação durante a condução. A Dakota não tem o motor mais potente do segmento. Seu 2.2 turbodiesel produz 200 cv, potência semelhante à de boa parte das concorrentes, embora existam diferenças importantes entre elas. A Ford Ranger V6, por exemplo, é uma exceção, com 250 cv e 61,2 kgfm. A Chevrolet S10 também se destaca pelo torque de 52 kgfm. Em consumo, a Dakota apresenta números competitivos: 9,7 km/l na cidade e 10,8 km/l na estrada, segundo os dados oficiais. Seu desempenho também é adequado à proposta: acelera de 0 a 100 km/h em 9,9 segundos e atinge 180 km/h. Portanto, a Dakota não tenta necessariamente vencer as concorrentes em potência, consumo ou desempenho. Seu argumento é outro: reunir capacidade de trabalho, tecnologia, acabamento e imagem de marca em um único produto.
Irmã da Fiat Titano? – A Dakota compartilha boa parte da base mecânica com a Fiat Titano, outro modelo do grupo Stellantis. As duas utilizam o motor 2.2 turbodiesel de 200 cv e 45,9 kgfm e têm proposta semelhante de utilização fora do asfalto. Isso poderia fazer algum interessado desistir da Ram? É possível. Mas a marca tem um argumento que não aparece na ficha técnica: imagem e percepção de prestígio. A Dakota também se diferencia pelo acabamento, pelo nível de equipamentos e pela experiência proporcionada ao motorista. Por outro lado, a pouca história da Ram nesse segmento específico e o valor de revenda ainda desconhecido são pontos que podem pesar contra o modelo para o consumidor mais conservador.
E mais
Equipamentos — A caçamba é revestida, tem iluminação interna e terceira luz de freio em LED. Há ainda ganchos de carga e capota marítima. A tampa traseira é amortecida e possui trava elétrica.
Conjunto óptico — A Laramie possui uma barra frontal de LED que une os faróis e apresenta uma animação ao travar ou destravar a picape. As luzes indicadoras de direção também são dinâmicas, tanto na dianteira quanto na traseira.
Central multimídia — A tela de 12,3 polegadas oferece Apple CarPlay e Android Auto sem fio, navegação embarcada, páginas específicas para uso fora de estrada e assistente virtual.
Câmeras — O sistema de câmeras 540° permite visualizar a picape de cima e em perspectiva tridimensional. Há ainda a possibilidade de tornar virtualmente transparente a carroceria para visualizar obstáculos que estejam sob o veículo.
Segurança — A Dakota Laramie tem seis airbags, freios a disco ventilados nas quatro rodas e controle eletrônico de estabilidade, além de assistentes de rampa e de descida. O freio de estacionamento é eletrônico e há sensores de chuva e crepuscular e retrovisor interno eletrocrômico. Os retrovisores externos têm rebatimento elétrico e desembaçador.
Conveniência — São três portas USB, sendo duas do tipo C e uma do tipo A. Há também carregador de smartphone por indução com sistema de refrigeração integrado.
No fim das contas, a Dakota não precisa ser a picape mais potente, mais econômica ou mais vendida para justificar sua existência. Seu trunfo está justamente na combinação de atributos que oferece: é uma picape de trabalho, mas não abre mão de conforto; tem capacidade para o fora-de-estrada, mas oferece bom nível de tecnologia; e tenta conquistar um público tradicional com uma marca que carrega forte apelo entre os admiradores de picapes. Enfim: para quem procura uma média a diesel 4×4 e está disposto a olhar além das escolhas tradicionais, a Dakota Laramie tem argumentos suficientes para entrar na lista de opções.
Conheça a VW Tukan, a rival da Toro – A Volkswagen anunciou que abriu as vendas para um novo capítulo na história das picapes da marca. Ela anunciou a inédita Tukan, em dose dupla: uma com configuração de cabine simples e outra com cabine dupla. “As picapes dobraram sua participação no mercado brasileiro na última década. E a Tukan abre uma nova frente para a Volkswagen do Brasil”, comentou Ciro Possobom, presidente e CEO da Volkswagen do Brasil.
A estreia da Tukan e o início da ofensiva de picapes integram a estratégia de 21 novos lançamentos da Volkswagen para a América do Sul até 2028, sustentada por um investimento de R$ 20 bilhões na região. Produzida em São José dos Pinhais (PR), a nova picape será lançada oficialmente no mercado brasileiro no primeiro semestre de 2027. A Tukan inaugura um segmento até então inédito para a marca no Brasil. A VW não é neófita: ao longo de seus 73 anos por aqui, participou de diferentes momentos da mobilidade e do desenvolvimento brasileiro. Parte dessa história foi construída com veículos que ajudaram a transportar pessoas, cargas, negócios e a produção pelo Brasil.
E as picapes têm protagonismo nessa trajetória. Tudo começou em 1967, com a Kombi Pick-up, que levou a reconhecida versatilidade do utilitário para o transporte de cargas. Em 1982, chegou a Saveiro. Nascida da família Gol, há mais de quatro décadas a picape carrega o Brasil e acompanha diferentes gerações no trabalho e no lazer. Hoje, segue como a picape mais longeva do mercado nacional, acumulando 44 anos de produção ininterrupta. A história ganhou uma nova dimensão em 2010, com a Amarok, que levou a Volkswagen ao universo das picapes médias.
Duas cabines, duas missões – Um dos maiores desafios para o time de design foi desenvolver duas Tukan com propostas distintas sobre uma mesma base e, ao mesmo tempo, preservar uma identidade claramente reconhecível entre elas. Na dupla, a vocação para diferentes momentos de utilização. Já na cabine simples, a grande surpresa da família Tukan revelada em Barretos, a função assume ainda mais protagonismo. Cabine mais curta e caçamba mais longa deixam evidente sua proposta voltada ao trabalho. Antes da estreia comercial, a plataforma da Tukan já passou dos 2 milhões de quilômetros rodados em testes. E o programa de desenvolvimento inclui uma iniciativa inédita para a Volkswagen do Brasil: clientes participam de avaliações de uma picape em condições reais de uso, levando o produto para a realidade de quem efetivamente utiliza esse tipo de veículo no dia a dia.
Vem aí o Corolla de 304 cavalos – A Gazoo Racing confirmou a chegada do novo GR Corolla no Brasil. Ele desembarcará por aqui com visual renovado e o motor 1.6 turbo de três cilindros aprimorado — com 304 cv de potência e 40,8 kgfm de torque, sempre associado ao câmbio manual de seis marchas. O público poderá conferir a novidade em primeira mão no estande da Gazoo no Festival Interlagos 2026, que termina neste domingo (30/8) em São Paulo.
O espaço da marca no evento ainda contará com exibição do GR Yaris, hot hatch lançado aqui em março deste ano, e de um Stock Car da equipe oficial da marca na principal categoria do automobilismo brasileiro. Para além das exibições estáticas, o público poderá sentir a pura adrenalina da pista ao acelerar o Corolla Sedan GR-Sport e o Corolla Cross GR-Sport em um test-drive no lendário circuito de Interlagos.
Ambos os modelos contam com calibração de chassi e suspensão ajustadas pela divisão de competição da marca, garantindo uma dinâmica de condução esportiva e precisa, diretamente conectada às raízes de alta performance da Gazoo Racing. A Lexus, marca de luxo do Grupo Toyota, levará para seu estande o RX 500h F-Sport, modelo topo de linha da marca no mercado brasileiro; o RZ 500e, primeiro modelo 100% elétrico do portfólio no país, além de a nova geração do ES, que teve a chegada confirmada nas versões híbrida e elétrica até o fim deste ano.
Tiggo 7 muda visual. Confira preços – A Caoa Chery acaba de apresentar o novo Tiggo 7, uma espécie de best-seller da marca no Brasil. Além da atualização visual, o SUV promete melhorias na calibração, no desempenho, em tecnologia e em conforto e segurança. O modelo já mais de 110 mil unidades produzidas em Anápolis (GO), tornando-se um dos principais sucessos da empresa no Brasil. Para marcar a sua chegada, o novo Tiggo 7 Sport será oferecido por R$ 140 mil; o Tiggo 7 Pro chega por R$ 170 mil — pelo menos, até ontem (29/8). O novo Tiggo 7 recebe mudanças significativas na dianteira e na traseira, com novos para-choques, faróis, lanternas e rodas de 18” no Sport e 19” no Pro.
As dimensões também foram ampliadas: são 4.553 mm de comprimento, 53 mm a mais, e 1.862 mm de largura, aumento de 20 mm. O porta-malas passa a oferecer 565 litros. Na cabine, a transformação é completa. O destaque é o novo cockpit digital integrado de 24,6 polegadas, formado por duas telas de 12,3”, além do novo console central, novo volante multifuncional e novos bancos dianteiros. O modelo também ganha maior refinamento acústico com para-brisa Silent Glass, GPS off-line nativo e novas soluções de conforto. O motor do Tiggo 7 Sport, turbo, foi otimizado para entregar 143 cv e 22,8 kgfm de torque, permitindo aceleração de 0 a 100 km/h em 9,92 segundos — ou 0,71 segundo mais rápido que o modelo anterior. A versão também passa a oferecer ventilação para o banco do motorista. Já o 7 Pro mantém o turbo de 180cv e 28 kgfm, com aceleração de 0 a 100 km/h em 8,27 segundos – mas ganha câmera 540°, sistema de som Sony com 8 alto-falantes, teto solar panorâmico, porta-malas elétrico, ar-condicionado dual zone com proteção N95 e pacote completo Adas.
Toda a linha passa a contar com 7 airbags de série, incluindo o airbag central entre os bancos dianteiros. As novas versões Sport e Pro passam a integrar o portfólio ao lado do recém-lançado Tiggo 7 PHEV, ampliando o alcance da família Tiggo 7. As versões têm diferentes propostas de motorização, tecnologia, equipamentos e posicionamento de preço. Em tese, a linha passa a atender desde o consumidor que busca uma relação altamente competitiva entre espaço, equipamentos e preço até aquele que procura mais tecnologia, desempenho ou uma solução híbrida plug-in.
Vêm aí a nova F-150 Raptor e o novo Mustang GT – A Ford apresentou no Festival Interlagos, em São Paulo, dois veículos que chegarão em breve ao Brasil: a inédita F-150 Raptor e o Mustang GT Performance 2026. Os modelos são exibidos em primeira mão para o público no evento que vai até 30 de agosto. Outra novidade exibida pela Ford no festival é o Mustang Dark Horse SC. Revelado pela Ford Racing no começo do ano em Detroit, a versão especial do esportivo tem motor V8 Supercharged de 795 cavalos e várias tecnologias compartilhadas com o Mustang GT3 e o Mustang GTD — como freios Brembo de carbono-cerâmica e rodas de fibra de carbono, que o aproximam ainda mais de um carro de pista sem perder a homologação para as ruas.
O Mustang GT Performance 2026 chega como nova opção do esportivo ao lado do Dark Horse. Equipado com motor V8 5.0 Coyote de 492cv, transmissão automática de 10 marchas e freios Brembo de alta performance na dianteira e na traseira, ele se diferencia no visual pelos elementos escurecidos na carroceria — incluindo rodas, emblemas, teto, retrovisores e aerofólio.
“O Mustang GT Performance de sétima geração chegou ao Brasil em 2024, com o motor Coyote V8 mais potente já usado em um Mustang GT. O novo GT Performance 2026 leva adiante esse legado, com um desempenho empolgante e visual único, como os fãs do ícone esperam a cada nova edição”, diz Marcel Bueno, diretor de Marketing da Ford América do Sul.
O executivo destacou o foco renovado da Ford nas competições, com a volta à Fórmula 1 este ano e à categoria de Hypercars em Le Mans em 2027. A F-150 Raptor chega ao Brasil no começo de 2027, dando continuidade à trajetória de sucesso da picape esportiva com recursos inéditos off-road que revolucionou o segmento em todo o mundo. Equipada com motor V6 3.5 EcoBoost Biturbo e suspensão com amortecedores FOX Racing, ela amplia ainda mais o legado de história e paixão das picapes Série F.
A chegada dessas novas versões da F-150 e do Mustang dá continuidade à renovação do portfólio da marca, que tem sido bem recebida pelo mercado e trazido um desempenho de vendas acima da indústria nos últimos anos. No primeiro semestre de 2026, a Ford cresceu mais de 21%. O principal destaque foi a Ranger, que assumiu a liderança do segmento de picapes médias em julho, com mais de 25% de participação. No acumulado do ano ela cresceu quase 7%, bem acima da média de pouco mais de 1% do segmento.
GWM apresenta Tank 400 – Para celebrar um ano de produção no Brasil, a GWM foi ao Festival Interlagos – que acaba neste domingo (30/8) – com um portfólio completo. A montadora fez, por exemplo, a avant-première do SUV Tank 400. E ainda fez a estreia da nova submarca off-road com a série limitada Tank 300 TerraForce e a tecnologia do primeiro caminhão a hidrogênio a realizar transporte de carga no Brasil. O Tank 400 é SUV de luxo com lançamento oficial e início de vendas confirmados para o segundo semestre de 2026. O modelo chega equipado com conjunto híbrido plug-in flex acoplado à transmissão automática de 9 velocidades com conversor de torque.
O grande diferencial do modelo está na arquitetura Hi4-T. Diferentemente dos híbridos urbanos convencionais, que costumam utilizar motores elétricos independentes no eixo traseiro para simular a tração integral, o Tank 400 preserva a construção sobre chassi com tração mecânica via eixo cardã. Nesse arranjo, o motor a combustão e o motor elétrico trabalham integrados, enviando o torque mecanicamente às quatro rodas para garantir tração máxima em terrenos severos. O conjunto conta ainda com reduzida e bloqueios eletrônicos de diferencial dianteiro e traseiro, o que permite manter a tração e desatolar o veículo mesmo que três rodas percam completamente a aderência.
“O Tank 400 vai surpreender o segmento de SUVs de luxo no Brasil. Ao unir a eficiência da tecnologia híbrida plug-in flex com a robustez mecânica da arquitetura Hi4-T, entregamos um veículo capaz de oferecer alto requinte no uso urbano e capacidade off-road extrema para os desafios mais exigentes”, destaca Diego Fernandes, diretor de Operações da GWM Brasil.
A GWM também faz a primeira apresentação ao público do Tank 300 TerraForce, modelo que oficializa a chegada de sua nova submarca 4×4 ao mercado nacional. A série especial é limitada a 300 unidades e traz um pacote estético e funcional construído sobre a versão híbrida PHEV flex de 394 cv. O veículo recebeu rack de teto para expedições, rodas com design exclusivo e emblemas personalizados. Os bancos dianteiros ganharam ventilação no encosto, que se soma à ventilação nos assentos do GWM Tank 300 tradicional, enquanto o banco do motorista passou a contar com oito modos de massagem, contra apenas seis da versão convencional.
Caminhão a hidrogênio – A GWM também usou o Festival Interlagos para promover o primeiro caminhão movido a célula a combustível de hidrogênio (FCEV) a rodar no Brasil. O veículo fez a sua estreia em operação real ao transportar parte da frota da marca apresentada no evento, realizando o primeiro frete de carga da história da América Latina com essa tecnologia. O caminhão gera sua própria energia a bordo por meio da reação entre o hidrogênio armazenado e o oxigênio do ar, emitindo exclusivamente vapor d’água. O conjunto entrega expressivos 400 kW (544cv) de potência e 234,53 kgfm de torque, alimentado por tanques de fibra de carbono para até 40 kg de hidrogênio a 350 bar e uma bateria de 105 kWh. O modelo entrega autonomia de até 500 km, suporte a operação contínua por mais de dez horas e reabastecimento em poucos minutos.
Yamaha e a série limitada da R1 GYTR – A Yamaha Motor do Brasil acaba de anunciar a chegada ao país da série limitada da R1 GYTR, moto de uso exclusivo em pista concebida para colocar nas mãos de pilotos profissionais e amadores a mesma base técnica utilizada nas competições de mais alto nível. As unidades desta edição especial são importadas oficialmente pela marca e preparadas em parceria com a equipe JDM78, responsável por toda a customização. A iniciativa é conduzida em formato de venda casada: cada motocicleta é comercializada já acompanhada da preparação assinada pela JDM78, que aplica acabamentos e componentes de competição adicionais às unidades trazidas pela Yamaha.
A configuração base da R1 GYTR by JDM78 tem preço de R$ 278 mil. No momento há algumas unidades disponíveis para entrega imediata no Brasil. O modelo tem motor de 4 tempos de 998cc e integra a linha GYTR (Genuine Yamaha Technology Racing), construída com especificações de corrida testadas e desenvolvidas a partir das motocicletas da marca vencedoras no WorldSBK. A R1 GYTR conta com carenagem de competição em fibra de vidro e carbono; nova geração de suspensão dianteira invertida KYB de 43 mm, com ajustes independentes de compressão e retorno; sistema de freios dianteiro Brembo, com cilindro-mestre e pinças Stylema combinadas a pastilhas de competição Z04; linha de escape Akrapovic Race em titânio, com sistema de silenciador central; e o pack eletrônico GYTR, que permite configurar com precisão o controle de deslizamento da roda, elevação, efeito do freio-motor e conta com emulador de ABS para desativar o sistema em pista. Por se tratar de uma motocicleta voltada exclusivamente à competição, a R1 GYTR não é passível de emplacamento e seu uso é restrito a circuitos fechados, áreas privadas e eventos específicos em que a participação com veículos não matriculados seja permitida. O modelo está disponível exclusivamente pela equipe JDM78.
Scooter Yadea GS70 Pro chega ao Brasil – Apresentada no Festival Interlagos 2026, a scooter elétrica GS70 Pro combina tecnologia, conectividade e segurança. Com torque de 10.7kgfm, suspensão calibrada para as vias brasileiras e rodas de 12” e 10”. O modelo é equipado com tecnologias avançadas de controle e pilotagem. O painel TFT com navegação, GPS, aplicativo e Bluetooth amplia a experiência conectada. A versão apresentada tem motor de 1.000 W, bateria de 60 V/30 Ah e autonomia de até 70 km. A Yadea é líder mundial em mobilidade elétrica de duas rodas apresentou também no evento o modelo GT80, com foco em design moderno, alta autonomia e conectividade inteligente. Ele tem motor de 5.000 W e autonomia que pode chegar a 170 km por carga.
Os detalhes da série especial 85 Anos da Jeep – A Jeep aproveitou a presença no Festival Interlagos, que acaba neste domingo (30), em São Paulo, para mostrar a série especial que celebra o aniversário de 85 anos da marca. Além do novo Avenger, a série é complementada por Renegade, Compass e Commander. O primeiro, por exemplo, chega com teto bicolor preto, rodas Preto Opaco e emblemas comemorativos. modelo E conta ainda com faróis Matrix, câmera 360°, rodas aro 18”, grade iluminada, sensor de estacionamento frontal e Jeep Adventure Intelligence com assistente de voz ChatGPT embarcado.
No interior, a nova versão do Avenger recebe acabamentos em Mayan Gold, que oferece toque mais sofisticado nas costuras de bancos, etiquetas e demais detalhes do painel. As edições de Renegade, Compass e Commander também contam com itens exclusivos, como a grade e a placa de proteção em Preto Onyx, no Compass, e em Dark Chrome, no Commander. Por sua vez, os logos escurecidos em preto brilhante são exclusivos no Commander. Internamente, as versões recebem volante preto, acabamento em preto na manopla de câmbio e costuras em Mayan Gold no painel de portas, painel e assentos. Acabamentos em suede também ampliam o caráter especial da série, no Commander. A edição 85 Anos terá um número limitado e exclusivo de até 500 unidades, dependendo do modelo. Nos casos do Jeep Avenger, Renegade e Compass, a base é a versão Longitude. No caso do Jeep Commander, será a versão Limited. Todos os modelos da série especial estarão disponíveis em setembro, em todas as concessionárias do Brasil.
Quando o carro é uma fonte portátil de energia – A chinesa Leapmotor, do grupo Stellantis, acaba de lançar um adaptador V2L (Vehicle-to-Load). O acessório transforma qualquer modelo da marca em uma fonte portátil de energia, ampliando as possibilidades de uso da bateria em atividades cotidianas, viagens, momentos de lazer e situações emergenciais. A tecnologia V2L permite o uso da energia armazenada na bateria do Leapmotor para alimentar dispositivos externos.
Dessa forma, o cliente pode conectar celulares, notebooks, modens Wi-Fi, projetores de imagem, equipamentos de som, fogão elétrico, sistemas de iluminação portátil e outros equipamentos elétricos diretamente ao veículo. A solução — disponível nas concessionárias da marca — proporciona mais liberdade para trabalhar remotamente, realizar atividades fora de casa, aproveitar viagens e acampamentos ou manter itens essenciais em funcionamento durante uma queda pontual de energia. O uso é prático. Primeiro, o cliente conecta o acessório à interface de energia do veículo. Em seguida, liga o equipamento elétrico compatível à tomada disponível no adaptador. A funcionalidade V2L é ativada automaticamente e o veículo passa a fornecer energia, sempre dentro dos limites técnicos do sistema.
Mecânica de garagem em carro moderno: paixão e prejuízo – Durante gerações, passar o fim de semana na garagem com o pai para mexer no carro, abrir o capô e tentar diagnosticar barulhos foi uma tradição comum entre brasileiros. No entanto, a rápida evolução da engenharia automotiva transformou essa tradição em risco. Hoje, a manutenção preventiva e corretiva depende diretamente de diagnósticos precisos e equipamentos especializados. A Niterra, detentora das marcas NGK e NTK, destaca as principais ameaças das manutenções caseiras.
1 – O avanço da tecnologia dos componentes automotivos ampliou o valor agregado dos componentes. Qualquer dano a injetores de combustível e sensores modernos, por exemplo, pode representar um prejuízo importante. A eletrônica presente nos veículos, levou a necessidade de uso de equipamentos de diagnósticos e uso de scanners modernos, muitas vezes sendo necessário a desmontagem de travas e chicotes elétricos. Por isso, a Niterra recomenda que qualquer reparo seja realizado por um mecânico profissional, em ambiente adequado e com as ferramentas corretas para o trabalho.
2 – Identificar o problema de um carro moderno baseando-se apenas na intuição e em conteúdo da internet é praticamente impossível. Conteúdos de internet podem ser superficiais ou apresentar uma simplificação nos testes e edição, não representando todas as fases do diagnóstico e testes envolvidos, bem como raciocínio lógico do diagnóstico. Sem equipamentos essenciais como scanners automotivos, osciloscópios, esquemas elétricos e a verificação de sensores e atuadores do sistema, somado à interpretação de um profissional, corre-se o risco de trocar peças em bom estado e não resolver a falha real.
3 – O sistema de ignição e o gerenciamento eletrônico trabalham em conjunto com a calibração do motor utilizando sensores de alta precisão. Intervenções inadequadas podem afetar diretamente o desempenho do veículo, resultando em quebras inesperadas que podem levar a custos mais altos no seu reparo.
4 – A manutenção preventiva com profissional especializado e os recursos adequados é sempre o melhor caminho. Esperar o componente quebrar ou tentar uma solução caseira pode representar transtornos na rotina e, no caso de motoristas profissionais, como entregadores, motoristas de aplicativos e taxistas, perda direta de faturamento, devido a imobilização do veículo.
“A paixão por carros deve permanecer presente entre as gerações, mas os automóveis modernos contam com uma arquitetura eletrônica complexa. Tentar solucionar problemas na garagem com base em tutoriais de internet ou sem equipamentos e ferramentas adequadas pode comprometer todo o sistema e levar a custos desnecessários devido ao reparo inadequado”, destaca Hiromori Mori, consultor de Assistência Técnica da Niterra.
5 – Quando e como realizar a manutenção adequada? A manutenção preventiva do veículo deve ser um hábito contínuo, pautado pelas especificações do manual do proprietário e pelo plano de revisões estabelecido pela montadora. Em vez de aguardar o surgimento de falhas visíveis, falhas de funcionamento ou barulhos no motor, o condutor deve respeitar os intervalos de tempo e de quilometragem indicados pelo fabricante para a checagem de itens de alto desgaste. Esse comportamento garante a eficiência do sistema de ignição e do gerenciamento eletrônico. A revisão deve ser feita por uma oficina mecânica qualificada, com as ferramentas adequadas, profissionais especializados e utilizando componentes de alta qualidade.
É possível analisar o estado de componentes, identificando os sinais de desgastes possibilitando a troca do componente antes da ocorrência de uma quebra ou agravamento da situação. “A paixão pelos carros não mudou, mas sim a forma de cuidar deles. Transmitir esse carinho para as próximas gerações significa priorizar a segurança, a manutenção preventiva e a confiança em oficinas e profissionais qualificados”, complementa Hiro. Quando o diagnóstico técnico indicar a necessidade real de substituição de peças, a escolha do componente de reposição torna-se decisiva para a longevidade e o desempenho do veículo.
Renato Ferraz é especializado em jornalismo automobilístico. Além da coluna “De Bigu com a Modernidade”, também assina a “Multieixos”, no Correio Braziliense.
A produtora Karina Ferreira da Gama, dona da Go Up Entertainment, adiou para a semana que vem a entrega para a Polícia Federal de documentos sobre o filme Dark Horse. O motivo, segundo ela, é que o levantamento de dados e documentos ainda está em curso e não foi possível terminá-lo a tempo de encaminhar nesta semana.
É possível que seus advogados peçam formalmente um prazo suplementar para o encaminhamento de dados. A Polícia Federal procurou a produtora pedindo que ela contribuísse voluntariamente com informações sobre o filme. As informações são da CNN Brasil.
O e-mail, segundo relatos, foi encaminhado há uma semana, no dia 18 de agosto, por um delegado da Polícia Federal lotado em Brasília, ao qual foi anexado um ofício detalhando o pedido.
Nele, é solicitada “a apresentação voluntária da documentação comprobatória da produção cinematográfica”, como faturas pagas, invoices realizados dentro e fora do país, contratos, aditivos, demonstração de despesas, comprovantes das origens dos recursos empregados e dos financiamentos.
Nas eleições de 2026, ao menos 30 candidaturas registradas incluem “Bolsonaro” no nome de urna. A maioria não tem parentesco com o ex-presidente Jair Bolsonaro, mas o nome reúne apoiadores que buscam se associar intencionalmente à sua imagem. As informações são do Nexo Jornal.
O total é menor que o registrado em 2022, quando 39 candidatos adotaram “Bolsonaro” no nome de urna. Parte deles precisou alterar o registro após questionamentos na Justiça Eleitoral. A legislação proíbe nomes capazes de confundir o eleitorado.
Oito desses candidatos em 2026 são familiares do ex-presidente, um recorde em eleições gerais. Embora Jair Bolsonaro esteja inelegível e fora da disputa, estão na lista: os filhos Carlos, Flávio e Jair Renan; a esposa, Michelle; a ex-esposa, Rogéria; o irmão, Renato; o primo, Marcelo; e Valéria, esposa de outro primo. Todos são candidatos pelo PL.
A prefeita de Serra Talhada, Márcia Conrado, realizou neste sábado (29) a entrega de 10 casas do programa Minha Casa, Minha Vida Rural para famílias do Quilombo Ponta da Serra. As novas residências fazem parte de um total de 49 unidades que serão entregues na localidade.
“Hoje estamos entregando sonhos, segurança e dignidade. Cada família que recebe a chave de sua casa passa a ter um lugar para chamar de seu, onde poderá construir novas histórias e planejar o futuro. E fazer isso aqui na Ponta da Serra tem um significado ainda maior, porque valorizar uma comunidade quilombola é também valorizar sua história, sua cultura, suas raízes e a força de um povo que preserva sua identidade há gerações”, destacou Márcia Conrado.
Além das moradias, a gestão municipal também entregou um novo sistema simplificado de abastecimento de água para atender 50 famílias da comunidade. O equipamento recebeu investimento de R$ 50 mil e vai garantir o acesso à água diretamente nas torneiras das residências. Com a nova entrega, Márcia Conrado chega a mais de 15 sistemas simplificados de abastecimento de água implantados durante sua gestão.
“Não basta entregar uma casa se não garantirmos também as condições para que essa família viva com dignidade dentro dela. Água é direito, é qualidade de vida e é cuidado com as pessoas. Por isso, hoje a Ponta da Serra recebe casas e recebe água, mas, acima de tudo, recebe reconhecimento. Estamos cuidando das famílias e valorizando uma comunidade que tem uma história tão importante para Serra Talhada”, concluiu a prefeita.
O PL, partido do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro, terá à disposição mais R$ 31,4 milhões para investir nas eleições deste ano. A verba extra é fruto de uma manobra realizada com recursos de uma fundação da sigla, em prática questionada por técnicos do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) em 2023 e 2024.
Mecanismo envolve devolução às contas do PL de verba que deveria ser usada pela fundação do partido, o IAV (Instituto Álvaro Valle). A Lei dos Partidos Políticos determina que cada sigla gaste pelo menos 20% dos recursos do fundo partidário na “criação e manutenção de instituto ou fundação de pesquisa e de doutrinação e educação política”.
O PL recebeu R$ 208 milhões do fundo partidário em 2025. Considerando o que diz a lei, a legenda deveria ter gasto, no mínimo, R$ 41,6 milhões (20% do fundo) com o IAV. A fundação, no entanto, declarou à Justiça Eleitoral em janeiro deste ano ter devolvido R$ 31,4 milhões aos cofres do partido a título de “sobras financeiras não utilizadas”. Ou seja, o instituto devolveu mais recurso do que gastou.
O dinheiro devolvido foi parar no fundo partidário do PL. Com isso, a verba extra poderá ser usada para a campanha eleitoral dos candidatos do partido em todo o país neste ano.
PL foi questionado pelo UOL e não se manifestou sobre o uso do dinheiro. O partido é procurado por e-mail e WhatsApp pela reportagem desde quinta-feira passada.
Até agosto deste ano, o PL recebeu R$ 129 milhões de fundo partidário. Para cumprir a norma, a sigla deve enviar ao menos R$ 25,8 milhões ao IAV. Até o momento, o partido mandou R$ 13,4 milhões para o instituto.
Devolução de recursos da fundação ao PL tem sido constante, incluindo em anos eleitorais. Entre 2024 — última disputa municipal — e 2026, a prática acrescentou aos cofres do partido cerca de R$ 114,6 milhões. O valor pode ser ainda maior, já que o partido declarou ter recebido R$ 34,8 milhões em 2023 com a justificativa de “outras receitas diversas – Fundo Partidário”, sem especificar de onde veio parte do dinheiro.
Os dados foram levantados pelo UOL a partir da prestação de contas de 2026 do PL. O balanço ainda é parcial, e a sigla tem parcelas do fundo partidário a receber neste ano. A área técnica do TSE vem apontando indícios de irregularidades no mecanismo. Parecer sobre a prestação de contas de 2023 do PL, que ainda não foi julgada pela corte, apontou possível “desvio de finalidade” no uso dos recursos do instituto:
“Nos termos do § 6º do art. 44 da Lei n. 9096/1995, recursos não aplicados pelas fundações ou institutos, a título de eventual sobra financeira, podem ser revertidos para o partido e utilizados em outras atividades partidárias. Entretanto, constata-se que o IAV [Instituto Alvaro Valle] tem devolvido, reiteradamente, montantes superiores aos recebimentos do partido, o que representa que os recursos do IAV não foram utilizados para a finalidade legal de pesquisa, doutrinação e educação política”.
“Observa-se da análise do histórico supracitado que os recursos devolvidos pelo IAV não se caracterizam como eventual sobra, uma vez que extrapolam o montante recebido. Nos exercícios demonstrados acima, o IAV não comprovou que despende recursos para os fins previstos, o que caracteriza desvio de finalidade”, diz trecho de parecer de área técnica do TSE.
O UOL não encontrou manobra semelhante em outros partidos, até o momento. A reportagem levantou a prestação parcial de contas de PT, União Brasil, Republicanos e PSD — junto ao PL, são as siglas que mais recebem recursos do fundo partidário.
A lei autoriza a devolução de sobras não utilizadas ao partido. Gastos de anos anteriores mostram que a legenda não cumpriu seguidamente a regra mínima de 20% do fundo partidário para o IAV. Em 2025, o PL investiu R$ 5 milhões na entidade, equivalente a 2,4% do fundo recebido. Em 2024, apenas 1,7% (R$ 3,6 milhões) da verba foi usada para custear o instituto.
Especialista em direito eleitoral avalia que prática pode gerar desequilíbrio no processo eleitoral. Jamile Coelho Vieira, advogada e ex-desembargadora do TRE-AL (Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas), afirmou que a verba extra pode gerar mais recursos para a campanha do partido.
“Esse dinheiro pode ser usado em qualquer despesa. Quando você tem mais dinheiro, tem mais chance de aparecer mais, se mostrar mais, fazer mais campanha e conquistar o voto do eleitor”, diz Jamile Coelho Vieira, ex-desembargadora do TRE-AL.
Há três formas de financiamento de campanha no Brasil atualmente. Por meio do fundo partidário, que é repassado às siglas anualmente para custear suas despesas e também pode ser aplicado nas eleições; o FEFC (Fundo Especial de Financiamento de Campanha), distribuído às legendas em ano eleitoral; e as doações de pessoas físicas.
O que é uma fundação partidária
As fundações são instituições sem fins lucrativos vinculadas a partidos políticos. Funcionam como uma espécie de “centro de inteligência” das legendas.
Organizações promovem educação política, além de realizar estudos e formular projetos ideológicos. Para isso, oferecem seminários, capacitações, estudos e diagnósticos sobre a realidade do país para militantes, líderes e simpatizantes. A criação dos planos de governo de candidatos, por exemplo, costuma ter o suporte técnico das fundações. Entre as mais tradicionais estão a Fundação Perseu Abramo, vinculada ao PT, e a Fundação Teotônio Vilela, ligada ao PSDB.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República, participa de uma motociata em Angra dos Reis neste sábado (29). Em breve transmissão ao vivo que fez em suas redes sociais, Flávio disse que quer “destravar amarras ambientais e burocráticas, sempre respeitando o meio ambiente, mas desenvolvendo” a cidade.
“Vamos falar de propostas para Angra dos Reis, que tem que viver cada vez mais do turismo. Destravar amarras ambientais e burocráticas, sempre respeitando o meio ambiente, mas desenvolvendo”, disse o candidato.
Flávio estava acompanhado de seu candidato a vice, Alfredo Gaspar (PL), do candidato ao governo do Rio de Janeiro Douglas Ruas (PL), dos candidatos ao Senado Carlos Portinho (PL) e Carlos Jordy (PL), além do candidato a deputado federal Renato Araújo (PL-RJ).
Na transmissão, foi possível ver motociclistas acompanhando Flávio e seus aliados. Em seguida, deve haver também um cortejo de barcos na cidade em demonstração de apoio a Flávio.