O agora presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) prometeu criar 13 ministérios durante sua campanha. Descontados os desmembramentos, a Esplanada sob Lula deve ter ao menos 34 ministérios. O petista proibiu seus aliados de discutir espaços no governo durante a campanha presidencial. Dizia que isso era assunto para se tratar depois de ganhar a eleição. Agora, o debate será desinterditado. As informações são do portal Poder360.
A aposta do entorno de Lula é que ele se cercará de ex-governadores de partidos aliados. As maiores especulações são sobre quem comandará a área econômica. São cotados o deputado Alexandre Padilha (PT), o senador eleito Wellington Dias (PT) e o senador Jaques Wagner (PT) – esse, porém, diz que prefere cumprir tarefas do novo governo no Senado.
O vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin (PSB), foi por um tempo a pedida do mercado para comandar a área. Ele disse que não deve ter essa função. As especulações do PIB agora são sobre a possibilidade de Henrique Meirelles (União Brasil) assumir a área econômica.
Brasil demorou a negociar tarifaço e não ganhará nada com retaliação, diz ex-presidente da CNI
O Brasil demorou a reagir ao tarifaço imposto pelos Estados Unidos e agora tenta reduzir os prejuízos de uma crise que poderia ter sido enfrentada mais cedo pela via diplomática. Esse foi o diagnóstico apresentado ontem pelo ex-presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Andrade, durante entrevista ao podcast Direto de Brasília. Para o empresário, o governo Lula (PT) perdeu tempo diante de uma ameaça concreta e deveria ter aberto imediatamente um canal de negociação com o presidente americano Donald Trump.
“Eu sou a favor da negociação. Acho que é o único caminho que temos para realmente resolver essa questão do tarifaço, que foi decidida de maneira unilateral e baseada em levantamentos ou em informações que não são corretas”, declarou Robson. Segundo ele, justamente por considerar frágeis os argumentos usados pelos Estados Unidos, o Brasil teria condições de contestá-los de maneira objetiva. “Acho que estamos agindo tarde, já devíamos ter agido desde antes, quando havia uma ameaça concreta. Não era uma ameaça que a gente poderia relegar”, acrescentou.
Na visão do ex-presidente da CNI, faltou ao governo brasileiro uma reação mais pragmática antes da adoção das tarifas. O país, sustentou, poderia ter colocado suas razões sobre a mesa, conhecido as exigências de Washington e contestado os pontos levantados pelo governo americano. “Essas questões poderiam ter sido refutadas de maneira elegante e concreta, e a gente poderia hoje estar numa situação em que não teríamos esse tarifaço de 25% que foi imposto pelo governo americano”, argumentou.
Robson também se posicionou contra o uso da Lei da Reciprocidade como resposta aos Estados Unidos. Embora o instrumento permita a adoção de contramedidas comerciais e diplomáticas diante de barreiras consideradas injustificadas, ele avaliou que uma retaliação não produziria ganhos para a economia brasileira. “Não sou a favor de adotar a Lei da Reciprocidade, porque não vai nos levar a absolutamente nada. Não vai trazer nenhum benefício para a economia brasileira”, advertiu.
A crítica, segundo o empresário, não significa defender uma postura passiva diante de Trump. Robson sustentou que o Brasil deve negociar com firmeza, mas reconhecendo que uma negociação envolve concessões dos dois lados. “Temos que chegar, colocar na mesa o que podemos ceder e o que nós queremos em troca”, frisou. Ele citou questionamentos americanos sobre o Pix como exemplo de tema que poderia ser esclarecido diretamente pelo governo brasileiro, sem a escalada de medidas retaliatórias.
O ex-presidente da CNI também relativizou o alcance do Plano Brasil Soberano 3, lançado pelo governo Lula para atender empresas atingidas pelas novas tarifas e pela crise no Oriente Médio. O programa prevê R$ 18,5 bilhões em crédito, com recursos do Tesouro Nacional e do BNDES, mas, para Robson, atua apenas sobre parte dos efeitos imediatos da crise. “É um paliativo, porque, na realidade, a taxa de juros do Brasil é enorme. É a segunda ou terceira maior do mundo, realmente um absurdo”, observou.
Para ele, o crédito pode ajudar empresas a atravessar um período de dificuldade, mas não enfrenta os problemas de produção, produtividade e acesso a mercados. “O Brasil Soberano é um remédio que não vai resolver o problema da doença da indústria nesse momento. Se ela sair da UTI, ficará no hospital e poderá voltar para a UTI”, concluiu.
A esperança é a última que morre – Com o Republicanos e a federação União Brasil-PP fora da aliança nacional, Flávio Bolsonaro (PL) admitiu que tentará até o último minuto encontrar um vice de outro partido. O interesse, segundo o próprio candidato à Presidência, é ampliar o tempo de propaganda no rádio e na televisão. “Estou tentando até o último minuto que eu puder, isso é importante e eu vou tentar porque me dá tempo de televisão”, declarou, ontem, durante sabatina promovida pelo G4 e por O Antagonista. Flávio pretende prolongar a escolha até 15 de agosto, prazo final para o registro das candidaturas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), enquanto diminuem as alternativas para evitar uma chapa puro-sangue.
União neutro – O União Brasil anunciou, ontem, durante a convenção nacional do partido, neutralidade para a eleição presidencial deste ano. A reunião ocorreu na sede da sigla, em Brasília, de forma híbrida. O presidente do União, Antônio Rueda, participou de forma remota. A decisão acompanha o posicionamento do Partido Progressistas (PP), que formou uma federação com o União neste ano. Como as duas legendas formam uma federação, elas precisam atuar, na prática, como um só partido, seguindo, assim, programas semelhantes. O União possui 52 deputados em exercício e três senadores, sendo o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), uma das principais lideranças da legenda.
Candidatura com digitais de Raquel – O lançamento da candidatura de Mendonça Filho (PL) ao Senado ampliou as especulações sobre sua articulação política. Embora aliados da governadora Raquel Lyra (PSD) neguem seu envolvimento, a presença de prefeitos do PSD, da líder do Governo na Alepe, Débora Almeida, e de símbolos que aproximavam Raquel e o PL durante o evento reforçou a percepção de que o projeto conta com respaldo do Palácio do Campo das Princesas. O cenário também levanta dúvidas sobre o posicionamento de aliados, como Túlio Gadelha (PSD), que se nomeia candidato da esquerda em uma chapa completamente direitista, e sobre a reação de Eduardo da Fonte (PP) diante do surgimento de mais um concorrente na disputa por uma vaga no Senado.
Apoios – Após o anúncio de sua candidatura ao Senado, Mendonça Filho (PL) recebeu, imediatamente, o apoio do grupo Coelho, liderado pelo presidente estadual do União Brasil e ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho. Além dele, os partidos Novo e Podemos também manifestaram apoio à candidatura de Mendonça. O deputado anunciou que irá participar de ato ao lado de mais de 70 candidatos do Partido Novo hoje (5) e do Podemos amanhã (6). “Vocês verão que essa candidatura vai ganhar cada vez mais reforços”, enfatizou.
Girão vice de Zema – O senador Eduardo Girão (Novo) foi anunciado, ontem, como vice na chapa de Romeu Zema (Novo) à Presidência da República. A decisão foi tomada após uma série de conversas entre os dois e integrantes da direção nacional do partido. Com o anúncio, Girão deverá desistir da candidatura ao governo do Ceará, lançada no início de julho. A escolha forma uma chapa inteiramente composta por integrantes do Novo. A aproximação entre Girão e Zema começou antes da campanha presidencial. Eleito senador em 2018 pelo Pros, Girão ingressou no Podemos no início do mandato e permaneceu na sigla até fevereiro de 2023, quando se filiou ao Novo e se tornou o primeiro senador do partido.
CURTAS
MIGUEL 2030 – Ao receber o apoio do grupo de Miguel Coelho (União Brasil) para sua candidatura ao Senado, Mendonça defendeu uma possível candidatura de Miguel ao governo de Pernambuco em 2030. “Quando ele (Miguel) assume algo, eu não preciso escrever. Sei que ele vai cumprir. O projeto de Miguel foi adiado. Ele ainda será governador de Pernambuco”, enfatizou Mendonça. As informações são do Blog da Folha.
PM – Levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostra que Pernambuco tem apenas 1,6 policial militar para cada mil habitantes, ocupando a terceira pior posição do país no indicador, ao lado de Maranhão, Rio Grande do Sul e Goiás. O índice está abaixo da média nacional, de 1,9 PM por mil habitantes.
PM 2 – O estudo aponta ainda que Pernambuco conta com 15.738 policiais militares, apenas 56,3% do efetivo previsto de 27.953. Em resposta ao déficit, o Governo do Estado formou 2.157 PMs em abril e autorizou, em julho, um novo concurso com 1.320 vagas para a corporação.
Perguntar não ofende: De onde sairá o vice de Flávio?
O senador Eduardo Girão (Novo) afirmou, nesta terça-feira (4), que fez uma ligação telefônica para a ex-primeira dama Michelle Bolsonaro (PL) após aceitar convite para concorrer como vice ao lado de Romeu Zema (Novo) em chapa à Presidência da República. Girão elogiou a “coragem” de Michelle em expor o acordo do PL com Ciro Gomes (PSDB) para formar chapa nas eleições do Ceará. As informações são do g1.
“Ela teve a coragem de expor esse acordão indecoroso que aconteceu aqui no estado do Ceará, do PL com as pessoas que estão querendo voltar para o poder, que colocaram o PT no poder”, falou o candidato durante convenção do Novo em Fortaleza.
“É água e óleo. A gente vê que não se sustenta. É um erro histórico que aconteceu no PL, e ela teve a coragem de enfrentar”, reforçou o senador.
Na convenção do Novo, foi lançado o advogado Pedro Brito como candidato ao governo do estado. Girão era cotado a ser o candidato do partido, mas desistiu ao aceitar ser o vice da chapa de Zema para a Presidência.
O senador era apoiado pela ex-primeira dama ao governo do Ceará, mas o PL decidiu apoiar Ciro Gomes, em movimento orquestrado pelo deputado federal André Fernandes, presidente do partido no Ceará.
Girão disse ainda que a ex-primeira dama foi uma das primeiras pessoas para quem ele ligou após aceitar fazer parte da chapa de Zema.
“Foi a primeira pessoa que eu liguei particularmente, depois da minha família, foi a Michelle. Uma mulher autêntica, de valores, de princípios, que eu admiro demais […] Da mesma forma que eu fui surpreendido, ela também. Mas a gente conversou, e ela, como uma amiga, uma pessoa que é uma irmã para mim, desejou boa sorte”, comentou Girão.
O governo brasileiro decidiu rebaixar o nível das relações diplomáticas com a Argentina após novos ataques do presidente Javier Milei ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Com a decisão, o embaixador Julio Bitelli não voltará para Buenos Aires.
A representação diplomática do Brasil no país passará a ser comandada por um encarregado de negócios. A informação foi revelada pelo jornal argentino Clarín e confirmada pelo GLOBO com um integrante do governo brasileiro.
No domingo, durante entrevista à emissora local LN+, Milei retomou os ataques contra Lula e chamou o petista de “ladrão” e “corrupto”.
Na mesma entrevista,o argentino também defendeu o tom das declarações dadas durante a convenção de lançamento da candidatura de Flávio Bolsonaro a presidente no dia 25 de julho, em São Paulo.
— O que é agressivo é quando alguém rouba. É muito menos grave chamar um ladrão de ladrão do que o próprio ato de roubar.
Milei falou das condições econômicas de seu país quando assumiu o cargo, atrelando isso ao socialismo. Ele criticou o Foro de São Paulo “criado por Lula da Silva e Fidel Castro, uma rede internacional chave para a disseminação do comunismo no continente”.
— O que quero dizer é que o Brasil ainda não viveu as consequências mais nefastas e profundas deste modelo, mas pode vivê-las se não der uma volta de rumo. Confiamos em você, Flávio, para conseguir parar o socialismo — falou.
O presidente argentino ainda chamou Lula de “presidiário”e Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), de “lixo careca” por ter negado pedido de visita a Jair Bolsonaro.
No mesmo dia, o governo decidiu convocar o embaixador Julio Bitelli para vir ao Brasil em uma das atitudes tomadas para demonstrar insatisfação com as declarações de Milei.
A outra foi a convocação do embaixador da Argentina no Brasil, Daniel Raimondi, pelo ministro de Relações Exteriores, Mauro Vieira. No encontro, o chanceler transmitiu a repulsa do governo às críticas dirigidas a Lula, às instituições brasileiras e a Moraes.
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) divulgou uma nota nesta terça-feira (4) repudiando a decisão dos Estados Unidos de revogar o visto da embaixadora do Brasil nos Estados Unidos e afirmou que as justificativas usadas são “falsas”.
“A decisão de hoje não é um fato isolado. Faz parte de uma escalada deliberada de medidas hostis ao Brasil, motivadas por razões ideológicas incompatíveis com uma parceria bilateral que sempre foi pautada pelo respeito mútuo. Fica óbvio também o interesse descabido de interferir na próxima eleição para presidente”, diz a nota. As informações são do g1.
Os Estados Unidos anunciaram nesta terça-feira (4) que revogaram o visto da embaixadora do Brasil em Washington, Maria Luiza Ribeiro Viotti.
Segundo o Departamento de Estado, a medida é uma resposta à demora das autoridades brasileiras em conceder o aval diplomático para que Daniel Perez assuma a embaixada dos EUA no Brasil.
Diplomatas classificaram a decisão uma forma de “chantagem” do governo americano para pressionar aprovação de embaixador.
A medida foi anunciada 10 dias após o Itamaraty negar vistos a dois diplomatas do Departamento de Estado. Eles foram apontados pelo jornal The Washington Post como integrantes de uma estratégia para questionar o sistema eleitoral brasileiro, o que os EUA negam. O governo brasileiro já esperava retaliações.
O governo brasileiro afirmou que o processo de concessão de agrément é confidencial e que o nome do embaixador indicado, neste caso, Daniel Perez, só deveria ter sido tornado público depois da anuência do Brasil.
O governo dos EUA anunciou publicamente o nome de seu candidato antes de apresentar o pedido formal às autoridades brasileiras.
O agrément é a aprovação formal dada por um Estado receptor ao aceitar que um diplomata estrangeiro assuma o cargo de chefe de missão (embaixador) em seu território.
O governo também reforçou que não há regra, no direito internacional, prazo para a concessão do agrément.O pedido norte-americano ainda se encontra em análise.
Na nota, o governo Lula relembrou ainda que os EUA colocaram uma série de sanções individuais sobre autoridades brasileiras, como cancelamento de vistos, “com base na alegação infundada de perseguição política ao ex-presidente Bolsonaro”.
As medidas atingiram ministros do STF e do Poder Executivo, como Alexandre Padilha, da Saúde.
“O governo brasileiro não poupou esforços para resolver essas diferenças. O próprio presidente Lula, em sua visita a Washington em maio último, entre outros assuntos, solicitou ao presidente Trump o levantamento das sanções individuais”, diz a nota.
Leia a íntegra da nota:
O Governo brasileiro repudia a decisão anunciada hoje pelo Departamento de Estado dos EUA de alterar o visto da embaixadora do Brasil em Washington. As duas justificativas apresentadas são falsas.
O processo de concessão de agrément é confidencial e o nome designado só deveria vir a público depois de concedida a anuência, conforme estipula o artigo 4 da Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas.
O governo dos Estados Unidos anunciou publicamente o nome de seu candidato antes de apresentar o pedido formal de agrément ao governo brasileiro.
O Brasil segue estritamente o direito internacional. Não há regra na Convenção de Viena estipulando prazo para a concessão do agrément. O pedido norte-americano ainda se encontra em análise.
Os dois funcionários do governo norte-americano que tiveram seus vistos de entrada no Brasil negados planejavam visitar o país para colocar em dúvida a integridade do sistema eleitoral brasileiro, em tentativa inaceitável de interferir no processo político nacional.
Vale recordar que seguem em vigor sanções individuais sobre autoridades brasileiras, notadamente o cancelamento de vistos para os EUA, com base na alegação infundada de perseguição política ao ex-presidente Bolsonaro. Entre essas autoridades estão ministros da Suprema Corte e funcionários de primeiro escalão do Poder Executivo.
O governo brasileiro não poupou esforços para resolver essas diferenças. O próprio presidente Lula, em sua visita a Washington em maio último, entre outros assuntos, solicitou ao presidente Trump o levantamento das sanções individuais.
A decisão de hoje não é um fato isolado. Faz parte de uma escalada deliberada de medidas hostis ao Brasil, motivadas por razões ideológicas incompatíveis com uma parceria bilateral que sempre foi pautada pelo respeito mútuo.
Fica óbvio também o interesse descabido de interferir na próxima eleição para presidente.
Em linha com sua tradição diplomática, o governo brasileiro se opõe à lógica de confrontação e reitera a defesa do diálogo e da negociação em todas as suas relações internacionais.
O candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, vai anunciar nesta quarta-feira sua candidatura a vice. Em nota, a campanha do presidenciável disse que “foi definido o nome do candidato ou da candidata à vice-Presidência da República na chapa encabeçada pelo senador Flávio Bolsonaro”.
Flávio havia dito em discursos públicos nas últimas semanas que tinha preferência para uma mulher como candidata a vice. A escolha passa por tentar reduzir resistências que o candidato sofre entre o eleitorado feminino. As informações são do jornal O GLOBO.
Apesar disso, o PL passou a considerar outro perfil para o posto nos últimos dias e os senadores Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha, e Marcos Pontes (PL-SP), passaram a ser apontados como opções.
As deputadas Julia Zanatta (PL-SC) e Priscila Costa (PL-CE) também estiveram entre os nomes avaliados.
Na semana passada, o presidenciável chegou a convidar a senadora Tereza Cristina (PP-MS) para ser sua companheira de chapa, mas o partido dela divulgou uma nota em que decidiu pela neutralidade na disputa presidencial. O União Brasil, que forma uma federação com o PP, também aderiu à neutralidade.
Ele também cogitou a ex-presidente da Caixa Daniella Marques (Republicanos) como possibilidade. O partido dela, porém, também declarou neutralidade na eleição presidencial.
Diante das dificuldades com a federação União Brasil- PP e Republicanos, uma parte do entorno do candidato do PL passou a avaliar ter a presidente do Podemos, deputada Renata Abreu (SP), como vice. A legenda, no entanto, também decidiu pela neutralidade.
A maior parte dos principais candidatos a presidente já definiram seus vices. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva já tem confirmada a candidatura do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) à reeleição, o candidato do PSD, Ronaldo Caiado, tem o presidente de seu partido, Gilberto Kassab, como companheiro de chapa, e o candidato do Missão, Renan Santos, terá o militar Aroldo Medina, também de sua sigla, como candidato a vice.
O candidato do Novo, Romeu Zema, definiu mais cedo nesta quarta-feira que o candidato a vice é o senador Eduardo Girão (Novo-CE).
A jornalista e pesquisadora Juliana Romão lança, nesta quinta-feira (6), às 19h, na Livraria do Jardim, no Recife, o livro “A Linguagem das Mulheres Políticas: desmecanizar o pensamento é emancipar a fala pública”. A obra analisa a relação entre linguagem, poder e participação feminina e reúne reflexões desenvolvidas a partir de oficinas realizadas com candidatas, mulheres eleitas, ativistas e lideranças políticas.
Organizado em três eixos — conceitos, práticas e provocações —, o livro aborda como gênero, raça, classe e território interferem na credibilidade atribuída à fala pública. “A proposta é promover uma reflexão mais profunda sobre a relação entre linguagem, poder e participação política feminina e plural”, afirma Juliana. O lançamento terá um bate-papo com a jornalista Ana Veloso e será realizado na Avenida Manoel Borba, 292, no bairro da Boa Vista.
No final de julho, o governo Lula (PT) lançou o Plano Brasil Soberano 3, oferecendo R$ 18,5 bilhões em crédito para empresas afetadas pelo novo tarifaço imposto pelos Estados Unidos, além da crise com o Oriente Médio. Instituído por medida provisória, o programa terá recursos advindos do Tesouro Nacional e do BNDES. Apesar de elogiado, o ex-presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Andrade, classificou a iniciativa como um “paliativo” e disse que “não resolve” o problema da economia brasileira.
“É um paliativo, porque, na realidade, a taxa de juros do Brasil é enorme. É a segunda ou terceira maior do mundo, realmente um absurdo. Esse paliativo diminui um pouco esse custo financeiro, mas não resolve o problema, que é de produção e estrutural. Ajuda as empresas a se manterem durante algum tempo com o financiamento, mas vai ter um custo, que é mais baixo do que os juros hoje, mas também não é sem custo. Se você considerar uma empresa que não está conseguindo produzir nem vender seu produto e que tem uma margem pequena, esse custo é muito alto ainda”, afirmou Robson, em entrevista ao podcast Direto de Brasília.
Segundo o ex-presidente da CNI, o Plano Brasil Soberano 3 pode contribuir “por um escasso período” com essas empresas, mas o problema só será resolvido com um conjunto de outras medidas. “Temos que aumentar a produtividade, a produção, o mercado. Nós temos que ter outras medidas dentro do programa da indústria nacional, do programa da nova indústria. Temos que ter outras ações além dessas, um conjunto de ações que precisam ser tomadas. O Brasil Soberano é um remédio que não vai resolver o problema da doença da indústria nesse momento. Se ela sair da UTI, ficará no hospital e poderá voltar para a UTI”, completou.
O Mobiliza passou a integrar a Frente Popular, que apoia a candidatura de João Campos ao Governo de Pernambuco. A adesão foi discutida nesta terça-feira (4), durante reunião de João com o presidente estadual do partido, Belarmino Silva, e o secretário de Articulação Política, Paulinho Patriota, e será oficializada na convenção da legenda.
“A chegada do Mobiliza fortalece ainda mais esse projeto coletivo que estamos construindo para Pernambuco”, afirmou João Campos. Com a entrada do partido, o grupo liderado pelo candidato passa a reunir 13 legendas, entre elas PSB, Republicanos, PDT, MDB e as federações PT/PCdoB/PV, PRD/Solidariedade e PSDB/Cidadania.
O CNJ (Conselho Nacional de Justiça) decidiu nesta terça-feira (4) afastar a juíza Gabriela Hardt de suas funções. A magistrada atuou como substituta de Sergio Moro na 13ª Vara Federal de Curitiba durante a Operação Lava Jato.
Por maioria, os conselheiros fixaram a duração da punição em dois anos, conforme o voto do relator. Parte do colegiado defendia que a magistrada permanecesse afastada por um ano. Durante a disponibilidade, a juíza continuará recebendo remuneração proporcional ao tempo de serviço. As informações são da CNN.
A punição foi aplicada no julgamento do processo administrativo disciplinar (PAD) que apurou a participação da magistrada na tentativa de criação de uma fundação privada com cerca de R$ 2,5 bilhões recuperados pela Lava Jato.
Segundo as investigações, a 13ª Vara Federal de Curitiba classificou a Petrobras como “vítima” dos crimes investigados para justificar o repasse de recursos de acordos de leniência e de colaboração premiada à fundação, que seria administrada por integrantes da própria força-tarefa da Lava Jato.
Hardt foi investigada principalmente por ter homologado o chamado “acordo de assunção de compromissos”, que permitiria a criação dessa fundação.
Os relatórios apontam que a juíza discutiu previamente os termos do acordo com procuradores da Lava Jato, entre eles Deltan Dallagnol, por meio de mensagens de WhatsApp, antes mesmo de o pedido ser apresentado oficialmente à Justiça.
Também foi questionada a rapidez com que o acordo foi homologado, além de não ter havido a participação da União, apontada como a verdadeira titular dos recursos.
Ao votar pela condenação, o conselheiro relator Rodrigo Badaró afirmou que a homologação do acordo deveria ter sido precedida de “diligências institucionais mínimas”.
Ele disse concordar com os argumentos da defesa de que não há provas de que Hardt tenha buscado enriquecimento próprio, mas afirmou que isso não afasta sua responsabilidade funcional.
Segundo o relator, a magistrada recebeu informações antecipadas de uma das partes, teve acesso à minuta do acordo por um canal informal e baseou sua decisão na justificativa de urgência apresentada pelos interessados, sem ouvir os demais envolvidos nem consultar os órgãos competentes. Com isso, o conselheiro considerou o PAD procedente e concluiu que Gabriela Hardt cometeu “grave violação dos deveres do cargo”.
Nas últimas semanas, o Governo Lula (PT) anunciou que usaria a Lei da Reciprocidade como instrumento de pressão contra os Estados Unidos, em função do tarifaço imposto pelo presidente Donald Trump. No entanto, na avaliação do ex-presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Andrade, a estratégia não é a mais correta, porque “não trará nenhum benefício” ao país.
“Não sou a favor de adotar a Lei da Reciprocidade, porque não vai nos levar a absolutamente nada. Não vai trazer nenhum benefício para a economia brasileira. E isso não é adotar uma postura passiva, é ser realista. Temos que adotar uma postura de negociar. Os motivos alegados pelo governo americano para esse tarifaço são frágeis, não são consistentes, podem ser rebatidos, demonstrados, discutidos. Quando você entra numa negociação, você está disposto a levar suas ideias, mas também a aceitar algumas colocações. Então essa negociação é importante”, afirmou Robson, em entrevista ao podcast Direto de Brasília.
“Quais são os problemas que os americanos alegam? São os problemas do PIX, essas coisas. Então nós temos que chegar lá e mostrar para eles a realidade econômica brasileira. Agora, tem que negociar, e negociar quer dizer dar alguma coisa e receber outra coisa. Me parece que o governo do presidente Trump quer negociar. Isso depende de nós também termos essa intenção e partirmos para essa discussão”, completou.
A Lei da Reciprocidade foi aprovada pelo Congresso Nacional em abril de 2025 e regulamentada por decreto. Ela permite ao Brasil adotar contramedidas comerciais e diplomáticas a países ou blocos econômicos que imponham barreiras, restrições ou tarifas alfandegárias unilaterais e injustificáveis aos produtos nacionais. O uso da medida foi anunciado pelo Governo Lula como resposta ao novo tarifaço de 12,5% aos produtos brasileiros, comunicado por Trump no mês passado. Todavia, o Brasil também informou que não deixaria a mesa de negociações com o governo americano.
O presidente estadual do União Brasil, Miguel Coelho, anunciou, nesta terça-feira (4), apoio à candidatura de Mendonça Filho ao Senado. A adesão inclui o grupo político liderado por Miguel, formado por mais de 20 prefeitos de diferentes regiões de Pernambuco. “Onde estivermos, no Sertão, Agreste, Mata ou RMR, levaremos o nome de Mendonça”, afirmou durante reunião realizada no escritório da família Coelho, em Boa Viagem, no Recife.
O encontro contou com a participação dos deputados Fernando Filho e Antônio Coelho, além de prefeitos, candidatos e outras lideranças. Mendonça agradeceu o apoio e afirmou que a adesão amplia sua articulação política no Estado. “A cada dia que passa vocês verão o fortalecimento da nossa caminhada”, declarou.
O prefeito de Petrolina, Simão Durando, declarou apoio à candidatura de Mendonça Filho ao Senado durante ato realizado ao lado de Miguel Coelho. Segundo o gestor, a decisão mantém a unidade do grupo político e direciona para Mendonça o apoio que antes estava concentrado na possível candidatura de Miguel. “Mendonça, inclusive, apoiava o projeto de Miguel ao Senado e agora está recebendo o nosso apoio”, afirmou.
Simão também destacou a trajetória política do ex-ministro e defendeu que o Sertão tenha representação no Senado. “Nossa região precisa continuar tendo protagonismo e um senador preparado para defender as pautas do interior, buscar investimentos e trabalhar pelo desenvolvimento de Pernambuco”, disse. Ao final, afirmou: “O nome dele é Mendonça Filho. O Sertão estará com ele”.