O presidente Lula (PT) decidiu se encontrar com o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), e o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), na próxima semana. A definição aconteceu após reunião emergencial com os principais nomes da área política, em almoço hoje.
Na reunião, Lula ouviu dos ministros e líderes do Congresso quais vetos o governo sairá derrotado. Ele também ouviu uma ponderação: a crise com Lira é superestimada e Pacheco não é tão aliado do governo como faz parecer ser. As informações são do blog da Julia Duailibi.
Questionado sobre a posição crítica em relação a Pacheco, uma pessoa que participou da reunião fez uma analogia com o futebol. Disse que Lira é aquele tipo de zagueiro que grita muito, e que Pacheco é aquele que leva a mão ao calcanhar e, quando você pergunta se aconteceu alguma coisa, ele finge que não foi nada.
As críticas a Pacheco vieram dos dois interlocutores mais próximos a Lira: Rui Costa e Zé Guimarães. A história que foi contada é a de que Pacheco é tido sempre como bom moço, enquanto o Lira é tratado como vilão da história.
Lula demonstrou incômodo com a atuação apagada das bancadas aliadas no Congresso, sobretudo do PT. Vai ser feita uma reunião com a presidente do partido, Gleisi Hoffmann, provavelmente na semana que vem, pra tratar do assunto. O presidente quer uma bancada mais atuante e combativa na defesa do Governo. Um episódio que incomodou Lula foi a discussão do “PL das Saidinhas”.
O presidente avalia que as bancadas aliadas são muito passivas, esperam pelo aval do governo para agir e que, para ele, precisam ter mais autonomia e serem mais propositivas.
O encontro foi convocado pelo presidente e um encontro com Lira foi uma das pautas. A reunião foi encarada como emergencial. Tanto que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que estava nos Estados Unidos, antecipou a volta para o Brasil.
Lira vem reclamando da articulação política do governo e chamou Padilha de incompetente durante uma entrevista coletiva. O presidente da Câmara também chegou a falar sobre a instalação de CPIs, embora tenha descartado a CPI do Judiciário.
A entrevista do senador Hamilton Mourão (Republicanos/RS), nesta edição do Correio da Manhã, traz, nas suas entrelinhas, diversos esboços sobre como eram os bastidores das relações pessoais no Palácio do Planalto. Mostram que Mourão, que era então o vice-presidente da República, não gozava da confiança do ex-presidente Jair Bolsonaro, especialmente naqueles últimos momentos do governo, após a derrota para o hoje presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições de 2022.
Assim, diz Mourão, nenhuma das conversas que Bolsonaro teve então sobre o resultado das eleições, sua inconformidade com esse resultado, e o que cogitava fazer a respeito tiveram a participação do seu vice-presidente. Para Mourão, ele diz, não teria havido então uma tentativa de golpe. Por outro lado, ele passa a impressão de que, diante das sondagens de Bolsonaro, a elas também teria dito “não”.
Ao declarar que o então comandante do Exército, general Freire Gomes, “agiu corretamente” no episódio, Mourão parece dizer que agiria de forma parecida. Vale lembrar. Segundo os relatos, na ocasião Bolsonaro sondou os comandantes militares quanto à possibilidade de uma intervenção militar. O comandante da Marinha, Almir Garnier, colocou suas tropas à disposição. Se negaram Freire Gomes e o comandante da Aeronáutica, Baptista Júnior, que agora lança um livro sobre o episódio.
Segundo Baptista Júnior e o seu livro “Eu Disse Não – Uma Trincheira Antigolpista”, quando Bolsonaro insinuou a hipótese de intervenção militar, Freire Gomes o teria ameaçado com voz de prisão. Diga-se, porém, que Hamilton Mourão não endossa a opinião de Baptista Júnior de que teria havido uma tentativa de golpe. Para o general e senador, tentativa de golpe precisaria ter de fato tropa na rua num ensaio de interrupção institucional frustrada. Teria havido, então, uma cogitação, um plano que não avançou?
Isso Mourão afirma não saber. Porque não participou das conversas. E não participou porque, àquela altura, Bolsonaro não teria confiança nele. Por que a desconfiança? Mourão avalia que por diferenças de estilo. Bolsonaro, mais sanguíneo, ele mais ponderado. O hoje senador parece o tempo todo dizer, então, que não cometeria eventuais erros cometidos por precipitação.
Quando ele diz que caso prosseguisse como candidato a vice nas eleições de 2022, Bolsonaro venceria, porque ele seria “mais preparado” que o general Braga Netto, que o substituiu no posto e acabou derrotado, novamente Hamilton Mourão sinaliza que não repetiria determinadas atitudes que foram tomadas e determinadas declarações feitas.
Os três pedidos que Mourão afirma ter feito a Bolsonaro nas duas únicas conversas que afirma ter tido são outras sinalizações no sentido de evitar o que depois, ainda que ele com isso não concorde, foi chamado de “trama golpista”: criticar a atuação do TSE, tirar as pessoas da frente dos quarteis e passar a faixa para Lula.
Um protesto à atuação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o comando então de Alexandre de Moraes caberia. Até porque, hoje, potencializada com outras atitudes dele que a oposição ao governo Lula critica, tal protesto viria a ser endossado. A contestação do resultado eleitoral, porém, não seria possível porque não se encontraram indícios.
A retirada dos acampamentos em frente aos quarteis provavelmente diminuiria o clima de tensão política daqueles dias. E Mourão tem razão: as áreas próximas a instalações militares não se prestam a manifestações políticas. São áreas de segurança nacional. Os acampamentos não deveriam, por essa ótica, ter sido permitidos.
Finalmente, passar a faixa presidencial para Lula significaria a confirmação da institucionalidade. Serviria, talvez, para acalmar as bases bolsonaristas mais radicais. Talvez evitasse a invasão e depredação dos prédios dos três poderes no dia 8 de janeiro de 2023. Devolveria o país a uma situação de normalidade política. Vida que segue.
No fundo, tudo isso parece ajudar a entender por que Mourão foi perdendo espaço no governo até chegar à situação final que ele narra de estar, segundo ele, alijado de qualquer discussão política. Uma curiosa trajetória. Porque, quando ainda estava na ativa, antes de ser candidato, em alguns momentos ele parecia até ser mais radical que Bolsonaro.
O deputado federal e candidato à reeleição Lucas Ramos (PSB) e o pré-candidato a deputado estadual Elismar Gonçalves visitaram a Fazenda Velho Chico, localizada no Projeto Maria Tereza, na zona rural de Petrolina. A agenda atendeu ao convite do produtor rural Chiquinho do Muquém, e reuniu trabalhadores e representantes do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Assalariados Rurais de Petrolina.
Durante a reunião, Lucas Ramos pontuou sua atuação parlamentar em Brasília voltada ao fortalecimento da agricultura familiar, ao impulsionamento do agronegócio e a garantia dos direitos trabalhistas no campo. Entre as iniciativas debatidas, o parlamentar ressaltou a defesa e a aprovação da manutenção do pagamento do Bolsa Família para trabalhadores safristas mesmo com a carteira de trabalho assinada.
O deputado também citou sua luta em defesa do fim da escala de trabalho 6×1, investimentos em saúde e construção de creches para as famílias que moram na zona rural. Em pauta também a retomada de programas de habitação rural e construção de casas para os trabalhadores. “Esse é o time que tem compromisso real com o trabalhador. Nos ajudem para que possamos continuar em Brasília defendendo os anseios do povo petrolinense e pernambucano”, destacou Lucas Ramos.
Histórico de irrigação e fortalecimento de bases
Anfitrião do encontro, Chiquinho do Muquém relembrou a relação histórica da família de Lucas com o desenvolvimento agrícola da região do Vale do São Francisco, citando investimentos estruturadores viabilizados pelo Governo de Pernambuco na gestão de Eduardo Campos:
“Lucas é presente na nossa região desde antes de entrar para a política. Lá atrás, o pai dele, Ranilson Ramos, junto ao saudoso ex-governador Eduardo Campos, implantou mais de 300 hectares de irrigação nos projetos Muquém, Pedra Grande e Porto de Palha — os primeiros projetos de irrigação de Petrolina realizados pelo governo estadual. Hoje, essa área já passa dos 500 hectares irrigados gerando renda e sustento para as famílias”, ressaltou Chiquinho.
Apoios sindicais e alianças regionais
O encontro contou com a participação de Adelina, vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Assalariados Rurais de Petrolina, que declarou apoio à dupla: “Lucas e Elismar são os meus candidatos a deputados. Com Lucas, já venho caminhando desde 2022. Ele é, de fato, quem tem compromisso com a agricultura e com a valorização do trabalhador rural”, afirmou Adelina.
Elismar Gonçalves enfatizou o alinhamento político e a atuação conjunta pelo Sertão.”Caminhar ao lado de Lucas Ramos é motivo de muito orgulho. Ele é uma liderança dedicada, que conhece a fundo as demandas do homem e da mulher do campo e entrega resultados para Petrolina. Nossa união reforça a representação do povo sertanejo”, pontuou Elismar.
Diante da publicação veiculada pelo Blog do Magno, considero necessário esclarecer que minha manifestação na Câmara Municipal do Recife não foi, em nenhum momento, uma crítica à Jurema Sagrada, à Mestra Ritinha ou às religiões de matriz africana. O meu posicionamento foi direcionado à condução política e à defesa parlamentar da proposição apresentada. A fé e a ancestralidade merecem respeito e justamente por reconhecer a seriedade desses temas, entendo que eles não podem ser reduzidos a disputas políticas ou à produção de recortes para repercussão nas redes sociais.
A expressão “lacração e busca por likes”, utilizada por mim, não qualificou a homenagem, a Jurema Sagrada ou a importância de Mestra Ritinha. Ela se referiu à maneira como o debate político passou a ser conduzido. Durante a apreciação da matéria, manifestei que esperava da autora do projeto uma defesa à altura da relevância da própria proposição. Essa distinção é fundamental para que uma divergência parlamentar não seja apresentada ao público como se fosse uma manifestação de intolerância religiosa.
Também causa preocupação que o exercício legítimo do voto e da crítica parlamentar seja associado a acusações tão graves quanto racismo ou intolerância religiosa. Combater o racismo religioso é uma responsabilidade de todos e uma pauta séria demais para ser banalizada em razão de uma divergência política. Discordar da condução de um projeto não significa atacar a fé que ele pretende homenagear.
Respeito a Jurema Sagrada, sua história, seus mestres, mestras e toda a sua ancestralidade. Ao mesmo tempo, não abro mão da independência do meu mandato, do direito de questionar proposições e de me posicionar de acordo com a minha consciência. Minha crítica foi política e continuará sendo tratada nesse campo. Qualquer interpretação diferente disso não corresponde ao conteúdo nem ao sentido da minha manifestação.
Enquanto o presidente Lula (PT) diz ter orientado o filhote Lulinha a se apresentar à Justiça para responder sobre os rolos dos quais é acusado no Supremo Tribunal Federal (STF), a coluna apurou que, alvo de três inquéritos da Polícia Federal, ele não cogita retornar ao Brasil tão cedo, com medo de ser preso.
Eventual apresentação de Lulinha à Justiça só ocorreria sob a garantia de que não será preso e poderá pegar o primeiro avião de volta para Madri, blindado de PF batendo à porta às 6h da matina.
O Sextou, programa musical que ancoro às sextas-feiras no lugar do Frente a Frente, recebe, hoje, o ator, cantor, compositor e violeiro Jackson Antunes, mineiro que construiu uma carreira de destaque na televisão sem deixar de lado a ligação com a música e suas origens no campo.
Na TV, Jackson deu vida a personagens que ficaram na memória do público. Estreou nas novelas da Globo como o jagunço Damião, na primeira versão de Renascer, em 1993, trabalho que lhe rendeu reconhecimento como ator revelação. Depois, participou de produções como O Rei do Gado, Terra Nostra, A Favorita e A Regra do Jogo. Em A Favorita, viveu Léo, marido violento e abusivo de Catarina, personagem que provocou forte repercussão entre os telespectadores.
No Sextou, Jackson fala também de outra vertente de sua carreira: a música. Cantor, compositor e violeiro, ele relembra gravações de clássicos de Luiz Gonzaga e conta como a música sempre esteve ligada à sua história de vida e às raízes no interior de Minas Gerais.
A conversa passa ainda por episódios marcantes de sua trajetória pessoal. Jackson se emociona ao falar da infância em uma família numerosa e de poucos recursos, da perda do irmão gêmeo logo após o nascimento e da homenagem que fez a ele anos depois ao dar seu nome a um dos filhos. O ator também relata a luta contra um câncer no pâncreas, do qual conseguiu se recuperar.
O Sextou vai ao ar das 18h às 19h, pela Rede Nordeste de Rádio, que reúne 48 emissoras em Pernambuco, Paraíba, Alagoas e Bahia, tendo como cabeça de rede a Rádio Folha 96,7 FM, no Recife. Para ouvir pela internet, acesse o link do Frente a Frente no topo desta página ou baixe o aplicativo da Rede Nordeste de Rádio na Play Store.
O contrato de aluguel da mansão em Brasília que a lobista Roberta Luchsinger alugou para Fábio Luís da Silva, o Lulinha, foi fechado em nome de outra pessoa e teve exigência de contrato de confidencialidade. De acordo com informações da imobiliária que alugou a casa, a documentação foi assinada por Rafael Nicolau Arbex, dentista que foi testemunha de Fernando Bittar no processo da Operação Lava-Jato relacionado ao sítio de Atibaia, no qual Lula foi condenado a 17 anos e 1 mês de prisão em 2019.
Bittar era o dono formal do sítio, que foi reformado pela Odebrecht com as empreiteiras OAS e Schahin e o pecuarista José Carlos Bumlai para que Lula o utilizasse. As obras custaram R$ 1,2 milhão em valores da época, segundo perícia da Polícia Federal (PF). Lula alegou não ter relação com a propriedade, mas acabou condenado por corrupção e lavagem de dinheiro. A sentença, porém, foi anulada em 2021 pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
No depoimento à 13ª Vara Federal de Curitiba, em 2018, Arbex afirmou que morava na propriedade de Atibaia de graça a convite de Bittar, mas negou que a família de Lula frequentasse o local. Na ocasião, ele disse conhecer Fábio Luís e Fernando Bittar há 25 anos. A mulher de Fernando, Lilian, é inclusive prima do dentista.
Rafael é também sócio de duas empresas, Tex Serv e Texsaúde, foi procurado em diversos telefones que constam de cadastros públicos mas não foi localizado. De acordo com a imobiliária TRK, que fechou a primeira locação da casa de três quartos e 2.110 metros quadrados em um condomínio fechado à beira do Lago Sul, Roberta Luchsinger visitou o imóvel e participou das reuniões para discutir o aluguel, mas quem assinou foi Rafael.
“Em 2024, nós da TRK fizemos apenas a intermediação da locação da casa, e o locatário no contrato intermediado por nós foi o Rafael Nicolau Fioruci Arbex. A Roberta nunca foi locatária em nenhum contrato intermediado pela TRK. Depois dessa locação, todas as tratativas e eventuais novos contratos foram feitos diretamente entre o proprietário e os envolvidos, sem qualquer participação da TRK”, informou a imobiliária à equipe da coluna.
Nós também procuramos o proprietário da casa, que de acordo com a colunista Bela Megale foi alugada por R$ 28 mil reais. Mas ele se negou a dar informações alegando que assinou um contrato de confidencialidade. Procurado, o advogado Roberto Podval, que representa Roberta, não respondeu até o fechamento da matéria. O espaço segue aberto.
Já a defesa de Lulinha, encabeçada por Marco Aurélio Carvalho, tem sustentado que o filho do presidente da República nunca morou na mansão do Lago Sul e nem cometeu qualquer irregularidade ou participou de reuniões com empresários ligados à lobista. Em 18 de dezembro de 2025, quando foi alvo de uma das etapas da Operação Compliance Zero, que investiga as fraudes do INSS, Roberta Luchsinger publicou em um story no Instagram uma foto dos pés cruzados diante da piscina da casa. “Aos mentirosos, apenas a justiça”, dizia a legenda.
Três funcionários de Roberta relataram que a lobista realizava reuniões discretas no local e que ninguém morava lá. Uma empregada doméstica que trabalhou por sete meses na residência relatou que ela e Lulinha frequentavam a casa pelo menos duas vezes por mês. Zildeni Souza afirmou ainda que o ex-chefe de gabinete de Lula Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, teria participado de um desses encontros.
Roberta, segundo as investigações, também comprou joias de R$ 9 mil para Marcola dar de presente no dia das mães. Elas estão entre as despesas do ex-chefe de gabinete de Lula pagas pela lobista, que de acordo com a própria defesa dele somaram R$ 249 mil reais. Marcola também disse já ter devolvido o dinheiro à lobista.
O Governo de Pernambuco já convocou e colocou nas ruas 4.456 novos policiais militares, distribuídos em diferentes batalhões do Estado. Em agosto de 2025, foram formados 2.257 novos policiais militares, os chamados “laranjinhas”. Já em maio de 2026, mais 2.199 policiais concluíram a formação e foram incorporados às forças de segurança.
Mas um fato chama a atenção: nenhum desses novos policiais foi destinado ao 9º BPM, em Garanhuns, batalhão responsável pelo policiamento de 15 municípios do Agreste Meridional. Enquanto isso, Garanhuns vem registrando ocorrências de assaltos, arrombamentos e roubos, aumentando a preocupação da população com a segurança.
Não se trata apenas de números. Estamos falando de efetivo, presença policial e segurança para milhares de pessoas. O Agreste Meridional não pode ficar de fora dos investimentos na segurança pública. Garanhuns precisa ser lembrada e o 9º BPM precisa de reforço.
A população quer respostas: por que, depois da formação de 4.456 novos policiais, nenhum foi destinado ao 9º BPM de Garanhuns?
O comitê do candidato a deputado estadual Anderson Luiz ficou lotado de lideranças políticas e apoiadores durante a inauguração, realizada ontem, em Caruaru. O evento contou com a presença do prefeito Rodrigo Pinheiro, do deputado federal Fernando Monteiro e de vereadores. A secretária municipal da Mulher, Luana Marabuco, representou as mulheres, enquanto o presidente da Ceasa, Bruno França, representou a governadora Raquel Lyra.
Durante o ato, Fernando Monteiro destacou o papel do voto e afirmou que iniciou sua quarta caminhada eleitoral de cabeça erguida. Ao falar sobre a parceria com Anderson Luiz, defendeu uma atuação voltada para áreas como saúde, educação e segurança para Caruaru continuar crescendo. O deputado também citou a administração de Rodrigo Pinheiro e afirmou que Caruaru vem avançando em infraestrutura, educação e ações na zona rural. “É prova de competência, de talento, mas é, principalmente, prova de amor à sua gente”, declarou.
Anderson Luiz agradeceu a presença de Fernando Monteiro, de lideranças e destacou sua relação política e pessoal com Rodrigo Pinheiro. Em seu discurso, também mencionou a governadora Raquel Lyra e afirmou que o grupo trabalha com o objetivo de contribuir para o crescimento de Caruaru. Ao falar sobre a caminhada eleitoral, Anderson relatou ainda um conselho recebido da mãe antes de sair de casa: “Cada pessoa que você apertar a mão, é um compromisso que você assume de melhorar a vida daquelas pessoas”.
A Polícia Federal (PF) investiga uma possível “maquiagem contábil” da Casas Bahia em uma apuração que busca identificar se a gigante do varejo alterou dados financeiros para reduzir ou evitar o pagamento de bônus e premiações a gerentes de lojas.
O foco da investigação recai sobre o sistema de metas da companhia, que usa o faturamento das unidades como base para calcular a remuneração variável dos funcionários. As informações são do portal Metrópoles.
A investigação ocorre em meio ao fechamento de quase 300 lojas da varejista em agosto e ao pedido de recuperação judicial apresentado ao Tribunal de Justiça de São Paulo TJSP.
Elementos que embasam a suspeita inicial indicam que a empresa pode ter omitido os juros de vendas parceladas dos relatórios de desempenho, contabilizando apenas o “valor à vista” dos produtos.
Segundo investigadores, a apuração deve avançar sobre a forma como a empresa teria usado sua própria infraestrutura tecnológica para produzir números que não refletiriam integralmente o faturamento das vendas.
Uma importante decisão para os municípios brasileiros foi tomada pela 13ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1). Por unanimidade, os desembargadores acolheram o recurso apresentado pelo Município de Campo Limpo de Goiás e reconheceram seu direito à ampliação dos repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM).
Na ação, o Município é representado pelo advogado Bruno Romero Pedrosa Monteiro (na foto acima), do escritório Monteiro e Monteiro Advogados Associados, por meio de sua filial em Brasília. Estima-se que os créditos a serem recuperados alcancem R$ 21.758.040,00, valor expressivo para um município de pequeno porte e com potencial para fortalecer as finanças locais e os serviços públicos.
O FPM é uma das principais fontes de receita das prefeituras e tem papel essencial no financiamento de serviços públicos, como saúde, educação, assistência social e infraestrutura.
A discussão envolvia a inclusão, no cálculo do Fundo, de valores relacionados a programas de subvenções fomentados pela União. Ao julgar o caso, o TRF1 reconheceu que parte desses valores deve ser considerada na definição dos repasses destinados aos municípios, conforme entendimento do Supremo Tribunal Federal.
Além da revisão dos repasses, o Tribunal assegurou ao Município de Campo Limpo de Goiás o direito de receber as diferenças referentes aos cinco anos anteriores ao ajuizamento da ação. Os valores serão apurados posteriormente e pagos com correção monetária e juros.
A decisão representa uma importante vitória para Campo Limpo de Goiás e pode servir de referência para outros municípios que tenham recebido valores inferiores aos efetivamente devidos. A recuperação desses recursos poderá reforçar os cofres municipais e ampliar os investimentos em serviços destinados à população.
Foi durante o tratamento de um câncer endometrial raro que a jornalista Carol Carvalho começou a olhar para a saúde também a partir da comunicação. Diagnosticada no início de 2019, ela passou a conviver de perto com médicos, hospitais e serviços da área e percebeu, na condição de paciente, a importância da informação durante o diagnóstico e o tratamento. Carol já tinha uma carreira consolidada no jornalismo, especialmente no audiovisual, quando decidiu transformar aquela vivência em um novo projeto profissional. “Se não fosse o câncer, eu não teria criado essa empresa. Foi vivendo muito tempo dentro de hospital, me tratando, que despertou em mim esse interesse de montar uma empresa voltada à área de saúde”, conta.
A ideia ganhou forma ao lado da também jornalista Thayanne Sales, sua sócia e parceira desde o início. Antes de entrar no mercado, as duas passaram seis meses em uma mentoria no Porto Digital para estudar a estruturação de uma agência especializada em comunicação médica. Em 2020, nasceu o Consultório Criativo. Carol destaca o papel da sócia na construção da empresa. “Apesar da diferença de mais de 20 anos de idade, Thayanne foi uma pessoa que acreditou no Consultório, acreditou em mim e segurou a minha mão. Até hoje, a gente não larga a mão uma da outra. Ela foi peça fundamental”, celebrou a parceria.
Parte da equipe do Consultório Criativo ao lado das fundadoras, Carol e Thayanne
Os primeiros clientes tinham uma ligação direta com a história de Carol: eram profissionais e serviços que haviam participado de seu tratamento. “Foram pessoas que cuidaram de mim, pessoas em quem eu acreditava e que acreditavam em mim. A partir deles, outros clientes foram surgindo”, lembra.
A vivência como paciente também influenciou a maneira como Carol passou a enxergar o trabalho. “Eu vivi na prática o que é realmente a comunicação e como a comunicação pode influenciar um paciente”, afirma. Nesses seis anos, o Consultório Criativo ampliou a atuação para produção de conteúdo sobre saúde, gestão de mídias sociais, assessoria de imprensa, posicionamento de imagem, audiovisual, criação de sites e identidade visual.
A agência chega ao sexto aniversário com mais de 60 clientes atendidos, entre grupos e profissionais da saúde, mantendo atuação exclusiva no setor. A equipe, integralmente formada por mulheres, começou com Carol e Thayanne e hoje reúne quatro jornalistas, além de integrantes das áreas de design, audiovisual e comunicação digital. Médicos, clínicas, hospitais e serviços de diferentes especialidades fazem parte da carteira da empresa, que atende profissionais da iniciativa privada e também do Sistema Único de Saúde (SUS).
A relação de Carol com o Consultório Criativo, porém, não se resume à carreira que construiu ao longo desses seis anos. Ao falar sobre o período posterior ao tratamento e o lugar que a empresa passou a ocupar em sua vida, ela é direta: “Essa empresa me salvou. Depois do câncer, eu sobrevivi por conta dela e hoje estou viva e curada”, reconhece.
A governadora Raquel Lyra (PSD) parece ter encontrado uma fórmula curiosa para tratar seus aliados na disputa pelo Senado: distribuir simpatias para todos e deixar cada candidato acreditar que, em algum momento, será o escolhido da vez.
O problema é que, nessa estratégia de abraçar todo mundo, quem acabou ficando sem colo foi justamente Túlio Gadelha (PSD), o suposto candidato predileto da governadora.
Raquel ajudou a afundar Túlio no momento em que o colocou para cumprir uma missão política que talvez tenha sido fatal para sua própria candidatura: articular uma aproximação com a direita e até com setores da extrema-direita.
Ao tentar ocupar um espaço que não era naturalmente seu, Túlio foi perdendo aquilo que ainda lhe conferia alguma identidade política. O resultado está nas pesquisas. O candidato continua estacionado na última colocação, enquanto a governadora, evento após evento, parece trocar de camisa conforme a conveniência do momento.
Um dia acena para um candidato, no outro aparece ao lado do concorrente. Distribui afagos, posa para fotografias e mantém abertas todas as portas. Para Túlio, entretanto, a conta chegou. Que Mainha que nada. Para Túlio, pelo visto, era melhor ter uma madrasta.
NO MURO – A governadora Raquel Lyra (PSD) exaltou, ontem, a parceria de sua gestão com Lula (PT), mas evitou declarar em quem votará para presidente. Sem mencionar Ronaldo Caiado, candidato do seu mesmo partido à Presidência, Raquel afirmou que manterá a campanha concentrada na disputa estadual. “Vão querer me taxar de um lado ou de outro, me rotular, tentar me enquadrar em um lugar ou no outro, dizer que estou em cima do muro, mas não vai ter quem me tire do foco do Estado”, afirmou em sabatina da Rádio Jornal.
Gratidão sem dar o voto – A candidata disse ainda que pediu a Lula que a eleição deste ano não interferisse na relação entre os dois governos. “Sou grata ao presidente Lula, porque ele poderia simplesmente ter fechado as portas. Eu disse a ele: ‘Não deixe o que acontecer na eleição de 2026 atrapalhar o que a gente pode fazer junto por Pernambuco’. E ele tem respondido com isso”, declarou. Apesar de exaltar a parceria com Lula, Raquel voltou a evitar declarar seu voto. “Mais importante do que saber qual o voto que eu vou depositar na urna é saber que eu vou trabalhar dia e noite, de maneira honesta, pelo Estado de Pernambuco”, afirmou.
Processo de impeachment – Os deputados Rodrigo Farias, Romero Albuquerque e Sileno Guedes, da bancada do PSB, protocolaram, ontem, pedido de impeachment da vice-governadora Priscila Krause (PSD) e da secretária estadual de Saúde, Zilda Cavalcanti. Sustentam que ambas cometeram crimes de responsabilidade, atos lesivos ao patrimônio público e supostas irregularidades na aplicação de recursos públicos. A representação tem como um dos principais pontos a relação entre a vice-governadora e a Casa de Saúde e Maternidade Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em Garanhuns, unidade que, segundo os parlamentares, tem como principal sócio e administrador Jorge Branco, marido de Priscila.
Inquérito fica no STF – O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), deve rejeitar o pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) de enviar à primeira instância dois inquéritos que investigam Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Caso confirme esse entendimento, Mendonça manterá sob seu controle não apenas a condução das investigações, mas também o momento em que um eventual recurso da PGR ou da defesa será submetido ao julgamento da Segunda Turma do Supremo.
Lula joga aberto com filho – O presidente Lula e o advogado Marco Aurélio de Carvalho, que representa Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, conversaram no Palácio da Alvorada sobre as investigações que envolvem o filho do presidente. O defensor afirma que reclamou com o chefe do Executivo do que classifica como “vazamentos” de informações sobre os três inquéritos a que Lulinha responde no Supremo Tribunal Federal (STF). O encontro ocorreu na noite de quarta-feira. O defensor afirmou que, após ouvir a queixa, Lula perguntou se há algum procedimento para apurar a divulgação de informações e recebeu resposta positiva. Uma investigação foi aberta por determinação do ministro Flávio Dino, relator de um dos casos na Corte. Ainda de acordo com o advogado, o presidente defendeu que o filho preste depoimento e esclareça tudo que for necessário à PF.
CURTAS
OPERAÇÃO 1 – Uma operação da Polícia Civil cumpriu, ontem, mandados de prisão contra um grupo criminoso ligado à facção Primeiro Comando da Capital (PCC) no interior do Estado. As investigações foram iniciadas em agosto de 2025. A organização é especializada em crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico, com atuação principal no município de Ipubi, mas com ramificações em outras cidades pernambucanas e no Ceará.
OPERAÇÃO 2 – A Operação Salve Geral, como foi denominada, cumpre sete mandados de prisão e oito mandados de busca e apreensão domiciliar, todos expedidos pelo Juízo da Vara Única da Comarca de Ipubi. O grupo apresenta uma estrutura criminosa organizada e hierarquizada, com divisão de funções previamente distribuídas entre seus integrantes, segundo a Polícia Civil.
PODCAST – O ministro da Fazenda, Dario Durigan, confirmou presença no podcast Direto de Brasília da próxima quarta-feira. Entre os assuntos da pauta, a chamada “taxa das blusinhas”, o fim da alíquota federal de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50, os desafios das contas públicas, juros, dívida, reforma tributária e as medidas que o governo pretende levar adiante no Congresso.
Perguntar não ofende: Até quando Raquel vai ficar em cima do muro na disputa presidencial?