O deputado federal Lula da Fonte (PP) foi designado relator da Medida Provisória 1.248, que aloca R$ 1,4 bilhão para enfrentar o estado de calamidade pública no Rio Grande do Sul. A MP destina recursos para restaurar a infraestrutura e apoiar as comunidades afetadas pelos desastres naturais. A decisão, anunciada pela Comissão Mista de Orçamento, sublinha a urgência das ações necessárias para a recuperação do estado.
Lula da Fonte enfatizou a importância da MP para garantir a continuidade das atividades essenciais e promover a recuperação econômica e social no Rio Grande do Sul. “É um desafio importante para ajudar o estado a superar as consequências dos eventos climáticos extremos. Nosso objetivo é assegurar que os recursos sejam bem utilizados e que todas as áreas necessitadas recebam o apoio adequado”, afirmou o deputado.
Os recursos serão distribuídos conforme as necessidades específicas de cada setor. O Ministério da Educação, por exemplo, receberá uma parte significativa dos fundos para reparar e reconstruir infraestruturas educacionais, incluindo telhados, calhas, pisos e pintura em Universidades Federais e Institutos Federais. Além disso, o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação será apoiado para reconstruir escolas e creches, além de adquirir ônibus escolares e materiais didáticos.
A Bahia gosta de celebrar sua cultura, sua história e sua identidade negra. Mas há uma pergunta que precisa ser feita com muito menos festa e muito mais indignação: que futuro estamos oferecendo à população que representa quase 80% dos baianos?
Os números do IDEB 2025, divulgados nesta semana pelo MEC e pelo Inep, ajudam a explicar por que a Bahia permanece entre os estados socialmente mais vulneráveis do país.
Houve melhora. Negar isso seria desonesto. O problema é comparar a Bahia consigo mesma e esquecer que os outros estados também avançaram.
Considerando todas as redes, a Bahia chegou a 5,7 nos anos iniciais do ensino fundamental, 4,5 nos anos finais e apenas 4,0 no ensino médio. As médias brasileiras foram, respectivamente, 6,3, 5,3 e 4,5. Na rede estadual, o ensino médio ficou ainda pior: 3,8.
Não estamos falando apenas de notas escolares. Estamos falando de desenvolvimento.
Educação, renda e longevidade formam a base do Índice de Desenvolvimento Humano. O próprio PNUD acaba de demonstrar que a educação foi a dimensão que mais impulsionou o avanço recente do desenvolvimento humano brasileiro. Onde a escola fracassa, diminuem as oportunidades, a produtividade e a renda, enquanto se reproduzem pobreza e desigualdade. (PNUD)
A Bahia tem IDH de 0,691 e rendimento domiciliar per capita de apenas R$ 1.465, diante de uma média brasileira de R$ 2.316. (IBGE) É impossível separar esses números.
E existe uma dimensão racial que torna o problema ainda mais grave. Segundo o Censo, 79,7% da população baiana é preta ou parda, e a Bahia possui a maior proporção de pessoas pretas entre todos os estados brasileiros: 22,4%.
Portanto, quando a educação pública baiana fracassa, não fracassa sobre uma população abstrata. Ela atinge principalmente crianças e jovens negros. E aqui a responsabilidade política precisa ser cobrada.
O grupo que governa a Bahia está há cerca de duas décadas no poder. Jerônimo Rodrigues foi secretário estadual da Educação entre 2019 e 2022 e governa o Estado desde 2023. Portanto, conhece o problema por dentro, administrou a pasta e hoje ocupa o cargo de onde poderia liderar sua transformação.
Construir escolas é necessário. Ampliar tempo integral é importante. Investir bilhões em infraestrutura também. Mas escola bonita sem aprendizagem não altera o destino de uma geração.
Depois de tantos anos, já não basta anunciar investimento. É preciso entregar resultado.
Porque talvez uma das maiores dívidas da política baiana com seu povo — e especialmente com sua maioria negra — não esteja apenas na renda que falta hoje. Está na educação que lhe foi negada ontem e continua insuficiente amanhã.
A Prefeitura do Recife, por meio da Empresa Municipal de Informática (Emprel), alcançou o topo da tecnologia pública do país ao conquistar, ontem, a maior honraria do Prêmio ABEP-TIC de Excelência em Governo Digital (GOV.Digital 2026). A cerimônia de entrega ocorreu durante o encerramento do 53º Seminário Nacional de TIC para Gestão Pública (SECOP), no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), em Brasília, consagrando o projeto “Absens: A Inteligência Artificial que transforma a ausência do paciente em gestão eficiente no SUS” como o grande vencedor do evento.
A solução recifense garantiu o primeiro lugar na categoria Melhor Solução de Governo Digital Baseada em Inteligência Artificial e, ao atingir a maior nota global entre todos os finalistas, arrematou o prêmio máximo da edição e o valor de R$ 20 mil concedido pela Associação Brasileira de Entidades Estaduais e Municipais de Tecnologia da Informação e Comunicação (ABEP-TIC).
O Absens foi criado em julho de 2022 após vencer o 1º Ciclo de Inovação Aberta da Prefeitura do Recife, sendo desenvolvido para enfrentar um desafio histórico da rede de saúde: o absenteísmo em consultas e exames especializados no SUS. Sua implantação ocorreu de forma gradual, começando a operar parcialmente em agosto de 2022 e alcançando a operação completa em toda a rede municipal em março de 2023. Por meio do uso de inteligência artificial, análise preditiva de dados e automação de contatos diretamente pelo WhatsApp oficial do município, o sistema confirma agendas preventivamente, facilita cancelamentos ou reagendamentos e remaneja os horários ociosos. Com a solução, já foram recuperadas mais de 280 mil vagas na saúde da capital pernambucana, gerando uma economia de cerca de R$20 milhões aos cofres públicos, além de reduzir filas de espera e otimizar os recursos do SUS.
Representando a Emprel e o Recife no evento estiveram Adeildo Barros, gerente de Inovação e Novos Negócios, e o servidor Iderval Araújo, que receberam os troféus em nome de toda a equipe envolvida na concepção e operacionalização da ferramenta. A conquista reforça o papel estratégico da Emprel em posicionar a cidade como referência nacional e internacional em inovação urbana e transformação digital na administração pública.
A solução é fruto direto do pioneirismo da cidade em novos modelos de gestão e contratação de tecnologia. A iniciativa foi desenvolvida pela Govtech Beyond Company, e contou com apoio da Emprel, secretaria de Transformação Digital, Ciência e Tecnologia (SECTI) e da secretaria de Saúde do Recife. Ao utilizar instrumentos do Marco Legal das Startups, como o Contrato Público de Solução Inovadora (CPSI), a capital pernambucana tornou-se pioneira no país ao conectar desafios da gestão municipal ao ecossistema de startups e universidades, encurtando o tempo de desenvolvimento de tecnologias com alto retorno social.
“Esse reconhecimento no SECOP mostra que a tecnologia no setor público só cumpre seu papel quando transforma a vida das pessoas de forma prática. O Absens nasceu do EITA! Recife com o propósito de resolver uma dor real da população e da rede de saúde, sem desperdiçar recursos. Conquistar a maior nota global e o prêmio máximo do país reforça a vocação da Emprel em liderar processos que unem segurança jurídica, inteligência artificial e impacto social direto”, destacou o gerente de Inovação e Novos Negócios da Emprel.
Na mesma linha, Iderval Araújo destacou o orgulho em ver o trabalho desenvolvido na capital pernambucana ser apontado como o principal case de tecnologia pública do Brasil. “Estar em Brasília representando a Emprel e o Recife entre tantos projetos de altíssimo nível do país inteiro é um privilégio. Esse prêmio pertence a toda a equipe técnica e aos servidores que acreditam no poder da tecnologia para transformar o serviço público”, afirmou.
Criado em 2002 e reformulado para a atual marca em 2022, o Prêmio GOV.Digital é promovido anualmente pela ABEP-TIC durante o SECOP para valorizar e dar visibilidade a iniciativas das esferas federal, estadual e municipal que modernizam a gestão pública e aprimoram a vida dos cidadãos.
O avanço da inteligência artificial (IA) tem provocado mudanças significativas na forma como as informações são produzidas, compartilhadas e consumidas. No contexto eleitoral, essas transformações exigem atenção especial dos operadores do Direito, das instituições públicas e da sociedade, especialmente diante da crescente utilização de conteúdos sintéticos capazes de reproduzir imagens, vozes e vídeos com elevado grau de realismo.
Com o período eleitoral em curso, a observância das normas que disciplinam a propaganda eleitoral no ambiente digital torna-se ainda mais relevante. A utilização responsável da tecnologia constitui importante instrumento para a preservação da lisura do processo eleitoral, da igualdade de oportunidades entre os participantes e da livre formação da vontade do eleitor.
A Justiça Eleitoral brasileira vem aperfeiçoando a regulamentação sobre o uso da inteligência artificial nas campanhas eleitorais, estabelecendo parâmetros voltados à transparência, à autenticidade das informações e ao combate à desinformação. O objetivo é compatibilizar a inovação tecnológica com os princípios constitucionais que regem o processo democrático.
Entre os principais pontos disciplinados pela regulamentação eleitoral destacam-se:
a vedação da utilização de conteúdos sintéticos manipulados (deepfakes) para induzir o eleitor a erro ou comprometer a autenticidade da comunicação política;
a exigência de transparência quanto ao uso da inteligência artificial nos casos previstos pela regulamentação da propaganda eleitoral;
a possibilidade de adoção de medidas céleres pela Justiça Eleitoral para determinar a remoção de conteúdos considerados ilícitos, observadas as garantias do devido processo legal e da liberdade de expressão;
a responsabilização dos agentes envolvidos, quando configuradas infrações à legislação eleitoral.
Em Pernambuco, assim como em todo o país, a ampla utilização de redes sociais e aplicativos de mensagens instantâneas reforça a importância da educação digital e da verificação das informações antes de seu compartilhamento. A velocidade de circulação dos conteúdos amplia a necessidade de atuação preventiva por parte de instituições, profissionais da comunicação e cidadãos.
Nesse cenário, a orientação da Justiça Eleitoral possui caráter não apenas fiscalizador, mas também educativo. A divulgação de boas práticas contribui para reduzir riscos relacionados à desinformação e incentiva o uso ético e responsável das ferramentas tecnológicas.
Entre as recomendações amplamente divulgadas pela Justiça Eleitoral destacam-se:
verificar a autoria, a fonte, a data e o contexto das informações antes de compartilhá-las;
utilizar a inteligência artificial como ferramenta de apoio, mantendo supervisão humana sobre os conteúdos produzidos;
evitar a divulgação de materiais manipulados ou capazes de induzir terceiros a erro;
observar rigorosamente a legislação eleitoral e as normas aplicáveis à propaganda em ambiente digital;
adotar medidas de proteção de dados e de segurança da informação durante toda a produção e divulgação de conteúdos.
A evolução tecnológica representa uma oportunidade para aprimorar a comunicação e ampliar o acesso à informação. Entretanto, seu uso deve estar permanentemente associado aos princípios da legalidade, da transparência, da boa-fé e da responsabilidade.
No âmbito eleitoral, a confiança da sociedade depende da circulação de informações autênticas, da observância das normas jurídicas e do compromisso de todos os envolvidos com a integridade do processo democrático. Mais do que um desafio tecnológico, a inteligência artificial impõe um constante aperfeiçoamento das práticas jurídicas e institucionais, reafirmando o papel da Justiça Eleitoral na proteção da legitimidade das eleições e da soberania popular.
*Procuradora municipal, diretora Acadêmica da Associação Pernambucana dos Procuradores Municipais e advogada
Seria cômico se não fosse trágico ver o ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (UB), confirmar que sai candidato a deputado federal em alinhamento automático, leal e firme com a governadora Raquel Lyra (PSD), a mesma que prometeu a ele o que não podia entregar: uma postulação ao Senado pela federação União Progressista.
Trágico porque Miguel não será atendido pelo seu eleitorado fiel, que, diferente dele, não disfarça. O que se observa em Petrolina é um eleitor que sempre votou em Miguel profundamente desapontado com a governadora. Depois do ex-prefeito ser rifado para o Senado, o eleitor petrolinense só se refere a governadora como traidora.
Traiu, segundo o sentimento na cidade, não apenas a pessoa de Miguel, mas a região sertaneja, especialmente o São Francisco. Há tempos Petrolina queria voltar a ter voz no Senado, perdida com a “aposentadoria” precoce do ex-senador Fernando Bezerra Coelho (MDB).
Petrolina teve ainda, lá atrás, um leão que rugia com uma força indiscutível na Casa Alta: o saudoso Nilo Coelho, tio de Fernando Bezerra Coelho. Foi governador, senador e presidente do Senado, tendo exercido o mandato de senador no período de 1979 a 1987.
Faleceu no exercício da presidência do Senado em 9 de novembro de 1983, depois de um episódio firme em defesa da soberania do Congresso Nacional, ficando imortalizado na história com a seguinte frase, da tribuna do Senado: “Não sou presidente do Congresso do PDS; sou presidente do Congresso do Brasil”.
Miguel vai pregar no deserto o voto em Raquel. Petrolina e o Sertão não engoliram a traição da governadora. Ande por lá, converse com qualquer eleitor de Miguel, para constatar esse sentimento que já colhi e aqui traduzo com fidelidade.
A partir de hoje, em Araripina, a charmosa capital Araripe, a rádio ‘Ativa 87,9 FM’ passa a integrar a Rede Nordeste de Rádio, transmitindo com exclusividade no município o Frente a Frente, programa que ancoro para 52 emissoras na região nordestina, tendo como cabeça de rede a Rádio Folha 96,7 FM, no Recife.
A Ativa está sob a gestão de um novo grupo, à frente Elias Batista, da TV Ativa. Se você é proprietário de emissora de rádio no Nordeste e deseja participar da Rede Nordeste de Rádio é só enviar uma mensagem neste número: (81) 9.8222-4888.
Até o último momento, o candidato do PT ao Governo do Distrito Federal tentou conseguir unir os partidos de esquerda, a exemplo do que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva faz nacionalmente. Chegou a adiar por um dia sua convenção com esse intuito. Não conseguiu. O PSB, com Ricardo Capelli, disputará com ele os votos do segmento.
Esse, porém, não parece ser o único problema de Grass, que na pesquisa Correio/Opinião Inteligência, divulgada na quarta-feira (5), aparece em terceiro na disputa, com 9,8%, 14,2 pontos atrás de José Roberto Arruda (PSD), que tem 24%. Se hoje o avanço político de um candidato depende de seu desempenho nas redes sociais, esse é também um problema para ele, segundo aponta o Índice Brasil de Impacto Digital (iBR), realizado pelo DSC Lab. Dos candidatos pesquisados, Grass é quem tem o pior desempenho.
O Índice Brasil de Impacto Digital analisa mensalmente o desempenho nas redes sociais dos candidatos, atribuindo pontos a eles a partir de uma métrica que analisa diversos aspectos. No caso do DF, o iBR mede os desempenhos da governadora Celina Leão (PP), de José Roberto Arruda (PSD), Paula Belmonte (PSDB) e Kiko Caputo (Novo), além de Grass e Capelli. De todos, quem tem a menor nota é Grass. Com um agravante para ele: seu desempenho piorou. Foi o único candidato a perder visualizações em julho.
No iBR, Grass está quase 57 pontos atrás do desempenho de Celina Leão, que lidera. A governadora, que disputa a reeleição, teve em julho uma pontuação de 81,04. Grass, no sexto lugar, ficou com 24,4 pontos. Depois de Celina, vêm Arruda, com 46,15; Ricardo Capelli, com 41,08; Kiko Caputo, com 35, e Paula Belmonte, com 25,9. No geral, Capelli foi o único a perder pontos entre junho e julho, ficou com 5,02 pontos a menos. Grass, embora tenha perdido visualizações, melhorou na pontuação geral, com mais 8,04 pontos.
Na avaliação feita pelo diretor do DSC Lab, Tiago Falqueiro, a divisão com a candidatura concorrente de Ricardo Capelli no campo da esquerda fica visível nas interações e comentários das redes de Leandro Grass. “De um lado, aclamação de futuro governador, lulismo e capital de educador. De outro, endosso à denúncia contra Ibaneis e Celina (…) e um bloco menor que tensiona a hierarquia interna da esquerda”.
Celina Leão lidera o ranking. Centra suas postagens em tentar mostrar as realizações do governo, especialmente na área da saúde. E faz enorme esforço para se descolar do ex-governador Ibaneis Rocha, de quem herdou a crise do BRB/Master. Nos posts de Celina, o passado fica de fora e a gestão se apresenta como “novo governo”.
Celina, no entanto, precisa se preocupar com o desempenho de Arruda, que parece hoje ser seu principal adversário. Celina está 34,89 pontos à frente de Arruda. Mas o candidato do PSD aumentou em 22,5 pontos o seu dempenho desde maio, passando de 23,7 pontos para 46,15. Em junho, ele tinha perdido o segundo lugar para Capelli.
As visualizações de Arruda subiram 7,5 vezes, passando de 900 mil para 6,8 milhões. O jornalista Ricardo Capelli parece ter uma boa presença nas redes. Mas perdeu espaço. “O socialista perdeu cerca de 30% das interações e ainda sobre com a temperatura mais alta no debate em seus comentários, com forte presença de ataques e oposição”.
Se Celina tenta se descolar de Ibaneis Rocha, de quem foi vice-governadora, seus adversários esforçam-se para fazer o caminho oposto. Kiko Caputo usa nas suas redes para a governadora o apelido “Celineis”, reforçando que a tentativa da governadora de se apresentar como “um novo governo” esconde que ela foi vice de Ibaneis.
Caputo se apresenta com um “candidato de renovação” e “combate à velha política”. “A tese recorrente é que ao DF não faltaria dinheiro, e sim gestão e caráter, sob o governo Ibaneis-Celina”, observa Tiago Falqueiro. Finalmente, o iBR observa o comportamento de Paula Belmonte. Ela aparece com a maior base de seguidores.
A candidata do PSDB, porém, mostra baixo engajamento. “Paula Belmonte manteve a maior base, mas segue sem conseguir movimentar seus seguidores”, considera o diretor do DSC Lab”. Assim, se hoje, em vez dos antigos comícios, a campanha se faz pela internet, é assim que se comportam os candidatos ao GDF.
O senador Rogerio Marinho (PL-RN), coordenador-geral da campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência, protocolou, ontem, uma petição ao ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça. O documento pede a quebra dos sigilos bancário e fiscal do ex-chefe de gabinete da Presidência Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, além da expedição de um mandado de busca e apreensão. Marinho também solicita a apuração de um suposto vazamento de informações da Polícia Federal ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A petição tem 7 páginas, é sigilosa e foi assinada pela advogada Maria Claudia Bucchianeri, coordenadora jurídica da campanha de Flávio Bolsonaro. O caso envolve pagamentos feitos pela empresária Roberta Luchsinger, amiga de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente. Roberta, que trabalhava com o empresário Antonio Camilo, o Careca do INSS, teria arcado com despesas pessoais de Marcola. As informações são do portal Poder360.
O ex-chefe de gabinete permaneceu no cargo durante todo o atual governo e deixou o posto em 21 de julho de 2026. O Palácio do Planalto informou que a saída tinha como objetivo reforçar a campanha pela reeleição de Lula. Fontes ouvidas pela CNN, porém, afirmaram que o real motivo teria sido a descoberta dos pagamentos. Em nota, Marcola disse ter recebido R$ 249 mil de Roberta Luchsinger, mas afirmou que o valor foi quitado e que não há irregularidade.
Preocupada com o avanço de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) entre os evangélicos, a campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL), também candidato à Presidência da República, decidiu produzir vídeos específicos para diferentes segmentos do eleitorado evangélico.
Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (5) aponta que Flavio tem 35% das intenções de voto entre evangélicos. Lula tem 28%. A margem de erro para este recorte é de 4 pontos percentuais. Ou seja, ambos estão tecnicamente empatados. No levantamento de julho, Flavio tinha 39% e Lula 26%. Não havia empate técnico.
Diferentes denominações evangélicas usam diferentes saudações entre seus integrantes. A Assembleia de Deus, por exemplo, usa “a paz do Senhor” como cumprimento. Já a Igreja Vitória em Cristo opta por “a paz de Cristo”. Entre as igrejas batistas, os fiéis se cumprimentam com “graça e paz”. E na Congregação Cristã do Brasil, a preferência é por “a paz de Deus”.
A ideia é que, portanto, Flávio Bolsonaro grave vídeos personalizados para ser disseminado entre essas diferentes denominações. Além dos cumprimentos, temas mais caros a cada igreja também devem ser destacados. A reunião apontou também a necessidade do próprio candidato fazer gestos a líderes de cinco igrejas para pedir apoio e aumentar a aproximação.
Uma delas é o Ministério de Madureira, do bispo Manoel Ferreira, que chegou a anunciar apoio ao candidato Ronaldo Caiado (PSD). Outra denominação da qual a coordenação evangélica quer se aproximar é a Igreja Universal do Reino de Deus, do bispo Edir Macedo, ligada ao Republicanos, partido que optou por neutralidade nas eleições para a presidência.
O primeiro encontro já deve acontecer neste o próximo fim de semana. É esperado um encontro entre Flávio Bolsonaro e o bispo Valdomiro Santiago, líder da Igreja Mundial do Poder de Deus.
A Lei Maria da Penha completa 20 anos, hoje, consolidando-se como um dos principais instrumentos de combate à violência contra a mulher no Brasil. Apesar dos avanços legais, os índices de violência seguem preocupantes e reforçam a necessidade de fortalecer toda a rede de proteção às vítimas, incluindo a atuação da Perícia Criminal e da Medicina Legal.
Para a presidente da Associação de Polícia Científica de Pernambuco (APOC-PE), Camila Reis, o enfrentamento à violência contra a mulher exige uma atuação integrada e investimentos em prevenção. “A violência doméstica costuma começar com agressões morais, psicológicas e físicas, podendo evoluir para violência patrimonial e, em sua forma mais extrema, para o feminicídio. Embora a Lei Maria da Penha represente um marco fundamental, esse é um problema multidisciplinar e nenhuma medida isolada será suficiente para enfrentá-lo”, disse.
Camila Reis destaca que a Perícia Criminal e a Medicina Legal têm um papel estratégico antes mesmo dos casos chegarem ao desfecho mais grave. “A atuação pericial deve ser vista também como uma ferramenta de prevenção. Os laudos produzidos pela Medicina Legal podem fornecer elementos técnicos essenciais para embasar medidas protetivas e outras decisões judiciais capazes de interromper a escalada da violência. Por isso, é fundamental ampliar equipes especializadas e incorporar psicólogos forenses, profissionais que já atuam em diversos países com protocolos internacionalmente validados, mas cuja presença ainda é muito incipiente no Brasil”, afirmou.
A presidente da APOC-PE também destaca a importância da perícia patrimonial na produção de provas em casos de violência doméstica. “As equipes de perícia patrimonial também contribuem com provas materiais que fortalecem as investigações e auxiliam a Justiça na adoção de medidas de proteção às vítimas. É um trabalho pouco conhecido, mas que faz diferença no enfrentamento desse tipo de crime”.
Nos casos de feminicídio, a presidente da APOC-PE ressalta que a produção da prova pericial é determinante para a responsabilização dos autores. “É a Perícia Criminal e a Medicina Legal que fornecem provas técnicas capazes de responsabilizar o agressor de forma inequívoca. No entanto, ainda enfrentamos equipes mal distribuídas e subdimensionadas diante da demanda. Enquanto a perícia não receber os investimentos necessários para acompanhar a urgência desses casos, sua contribuição continuará aquém do potencial que poderia ter na proteção das mulheres”, afirmou.
Por fim, Camila reforça que a violência contra a mulher ultrapassa o âmbito individual e deve ser tratada como um problema de toda a sociedade. “A violência contra a mulher não afeta apenas a vítima. Ela é um problema social que alimenta a criminalidade e perpetua ciclos de violência. Precisamos fortalecer a cultura da prevenção e reconhecer a perícia criminal e a medicina legal como partes essenciais desse processo, atuando desde os primeiros sinais de violência e não apenas quando o crime já se consumou”, concluiu.
Corri meus 8 km diários, hoje, no Parque Municipal Euclides Dourado, em Garanhuns. Criado na década de 1920, durante a gestão do prefeito Euclides da Costa Dourado, que governou o município entre 1924 e 1930, o parque passa por uma bela reforma na gestão do prefeito Sivaldo Albino (PSB).
Vai receber em breve novos equipamentos de lazer e de atividades físicas, mas a pista de cooper, que tinha menos de 1 km, já foi ampliada. Adoro este parque. Correr na sombra e o cheiro de eucaliptos não tem preço.
Quando construído, já era um horto de eucaliptos. Depois o espaço foi transformado em parque público municipal, graças ao visionário prefeito Euclides da Costa Dourado, que marcou a época como um dos grandes responsáveis por melhorias urbanas na cidade.
O senador Jaques Wagner (PT-BA) não será ouvido pela Polícia Federal (PF), hoje, no âmbito das investigações da Operação Compliance Zero, que investiga o caso Master. O depoimento foi desmarcado, segundo investigadores.
Esta é a segunda oitiva cancelada nesta semana no inquérito que investiga as relações entre Wagner e Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro – dono do Banco Master. O próprio Augusto Lima também teve um depoimento desmarcado no início da semana. As informações são do portal G1.
Em 21 de julho, a Polícia Federal intimou Wagner a prestar depoimento no âmbito das investigações da Compliance Zero. A operação investiga um esquema bilionário de fraudes financeiras envolvendo o banco de Vorcaro, liquidado pelo Banco Central em novembro do ano passado. O depoimento havia sido marcado para esta sexta-feira.
A governadora Raquel Lyra (PSD) passou a semana promovendo uma verdadeira engenharia política para reorganizar o campo da centro-direita e dos conservadores em Pernambuco. No movimento, acabou empurrando Túlio Gadelha (PSD) para ser percebido por parte do eleitorado como um neodireitista, agregou Eduardo da Fonte (PP) ao mesmo campo e consolidou Mendonça Filho (PL) como a principal referência do eleitorado de extrema direita e bolsonarista na disputa pelo Senado.
O resultado dessa articulação produziu, ao mesmo tempo, um efeito devastador sobre Miguel Coelho (UB). Depois de alimentar a expectativa de integrar a chapa majoritária, o ex-prefeito de Petrolina assistiu à construção de um cenário que muitos já classificam como a maior humilhação política imposta à família Coelho desde que o grupo se tornou protagonista da política pernambucana.
O paradoxo é que, enquanto reúne em torno de si lideranças identificadas com a direita e o conservadorismo, Raquel continua tentando preservar um discurso de proximidade com o campo progressista e com o eleitorado lulista.
É uma tentativa de ocupar espaços políticos que, em algum momento da campanha, podem se tornar incompatíveis. Há quem avalie que esse ponto de inflexão chegará quando Lula desembarcar em Pernambuco e deixar claro, mais uma vez, qual será o seu palanque prioritário no Estado.
Quando isso ocorrer, a estratégia de transitar entre dois campos opostos poderá encontrar seu maior teste. E o desfecho dessa equação política pode transformar a construção da semana no verdadeiro “beijo da morte”.
BERNARDES VAI DANÇAR – Até onde os grupos do presidente da federação União Progressista, Eduardo da Fonte, e do ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, estão falando a mesma linguagem em relação ao acordo para o Senado, no qual Eduardo abre bases para Miguel e este apoia a candidatura dele (Dudu) para o Senado? A pergunta é oportuna, uma vez que só existem duas vagas para o Senado. Como Miguel já assumiu compromisso com a surpreendente candidatura de Mendonça Filho (PL), quem vai dançar é o candidato queridinho de Raquel, o deputado Túlio Bernardes, que deu uma guinada à direita, trocando o PSOL pelo PSD.
Mentira tem pernas curtas – Um fato no mínimo curioso chamou atenção no registro da candidatura de Raquel Lyra (PSD) à reeleição: no sistema DivulgaCand, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ela alegou ter apenas R$ 1 em sua conta bancária, o que levou internautas a ironizar a situação. “Conta de fachada?”, questionou um usuário das redes sociais, utilizando um termo que passou a ser associado a Raquel após reformas na fachada de hospitais ganharem destaque na publicidade do governo, ao mesmo tempo em que desabamentos do teto de unidades de saúde foram registrados. Outros internautas avaliaram como estranha a declaração, partindo de alguém que, além de governadora, tem cargo efetivo de procuradora do Estado, com salário acima de R$ 40 mil. “E o TSE aceitou uma mentira dessas?”, escreveu outro usuário.
Nem o clube de tiro escapa – A violência campeia no Estado: cerca de 10 criminosos invadiram o clube de tiro, na BR-408, em São Lourenço da Mata. O crime aconteceu na madrugada da última quarta-feira (5). Segundo informações preliminares, pelo menos 15 pistolas foram levadas. Após a ocorrência, o clube suspendeu as atividades. Antes de invadir o local, os criminosos danificaram a rede elétrica para impedir o funcionamento das câmeras de segurança. Ao perceber a ação, a equipe de segurança do clube acionou a Polícia Militar.
Mais violência – A Polícia Civil investiga a denúncia de estupro coletivo contra duas adolescentes de 14 anos dentro de uma escola municipal de tempo integral, no bairro da Charnequinha, no Cabo de Santo Agostinho. Segundo a advogada que acompanha o caso, os abusos teriam ocorrido em dias diferentes e vieram à tona após uma das vítimas relatar o que havia acontecido. De acordo com a advogada Luanny Porto, um dos casos ocorreu na última segunda-feira, por volta das 12h, durante o intervalo das aulas. “Uma das meninas teria entrado na sala de aula e cinco ou seis jovens que estavam no local deram uma rasteira nela, a derrubaram no chão e começaram a praticar os atos”, afirmou a advogada. Ainda segundo ela, a adolescente também teria sido agredida com socos na região dos seios.
Independência da Federal – O ministro André Mendonça, do STF, se reuniu, ontem, com o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington Lima e Silva, em um movimento para reduzir o desgaste na relação entre o gabinete do magistrado e a Polícia Federal. O encontro contou também com a presença do advogado-geral da União, Jorge Messias, que articulou a reunião. Durante a conversa, Mendonça manifestou preocupação com a necessidade de preservar a independência da Polícia Federal na condução das investigações.
CURTAS
CONDENADO – O Pleno do Superior Tribunal de Justiça (STJ) condenou, ontem, o ministro Marco Buzzi à pena de disponibilidade, com proposta de perda do cargo, em razão de acusações de importunação sexual e assédio. Em decisão inédita, a medida abre caminho para que o ministro seja o primeiro a ser excluído dos quadros da magistratura após o fim da aposentadoria compulsória.
MUDANÇA – Romeu Zema, candidato do Novo ao Planalto, defendeu, ontem, uma “mudança profunda no Judiciário” e afirmou que o país vive um “regime de exceção”. A declaração foi proferida pelo presidenciável durante uma sabatina realizada pela Globonews. Na ocasião, ele também sugeriu a implementação de um modelo de segurança pública baseado no sistema criado pelo presidente Nayib Bukele, em El Salvador, alvo de questionamentos por violações dos direitos humanos. O ex-mandatário também subiu o tom contra o governo Lula (PT) pela reação ao tarifaço e defendeu a privatização de todas as estatais do país.
EXAME – Em documento assinado por advogados da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), o candidato a vice-presidente na chapa, deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), propôs à Procuradoria-Geral da República (PGR) a coleta de seu material genético para que seja realizado um exame de DNA, como forma de rebater a acusação de estupro de vulnerável apresentada por parlamentares. O órgão de acusação avalia se vai endossar um pedido da Polícia Federal para abrir um inquérito sobre o caso. Gaspar nega ter cometido crime e disse que o teste provará sua inocência.
Perguntar não ofende: Mendonça é ou não invenção de Raquel para o Senado?