Pioneira na área de gestão de resíduos sólidos no Nordeste, a Locar Saneamento Ambiental, do empresário Carlos Buarque, completa, hoje, 33 anos de fundação. Genuinamente pernambucana, a empresa além de operar nos estados do Nordeste, tem forte presença nos municípios do Sul, Sudeste e Norte do Brasil, e no mercado internacional, na cidade de Santa Cruz da Lá Sierra, na Bolívia.
O pré-candidato a governador João Campos (PSB) participou, neste domingo (26), a 56ª Missa do Vaqueiro, em Serrita. Na condição de único concorrente ao Palácio do Campo das Princesas presente no evento, ele saudou o público, recebeu o carinho da população local e destacou a importância do evento como uma representação da resiliência e da força do povo sertanejo.
“Estamos na Missa do Vaqueiro, uma homenagem a Raimundo Jacó e a todos os vaqueiros que representam a força, a luta, a resistência, a resiliência do Nordeste, sobrevivendo à seca, à fome, à intempérie, sempre com fé e com amor no coração. É a cultura do campo, a cultura do Sertão. É bonito de ver essa festa que mistura a fé e a devoção com a cultura, a benção de Deus, a devoção a Nossa Senhora, o aboio, a missa cantada. É lindo de verdade. Eu nunca vi em outro lugar. Só vi aqui no Sertão”, testemunhou.
A participação de João Campos na Missa do Vaqueiro marca o retorno a um lugar também visitado por ele no ano passado, em um dos poucos momentos em que ele fez incursões pelo interior do estado antes de deixar o cargo de prefeito do Recife, já que buscava manter o foco em sua gestão à frente da capital. Desta vez, o agora pré-candidato do PSB voltou acompanhado de todos os integrantes de sua futura chapa para as eleições deste ano — Carlos Costa (Republicanos), candidato a vice-governador, o senador Humberto Costa (PT), candidato à reeleição, e Marília Arraes (PDT), pré-candidata a senadora.
Durante o evento, acompanhado de lideranças locais, João se comprometeu a viabilizar um maior apoio do Governo de Pernambuco à Missa do Vaqueiro de Serrita e a outros eventos similares já a partir de 2027. “São exatamente 50 anos de tradição e, a partir do ano que vem, o estado vai ajudar de verdade, para que as futuras gerações não esqueçam essa tradição, a cultura e as raízes”, completou.
Assim como ocorreu no ano passado, a Missa do Vaqueiro, em Serrita, deve voltar a reunir os dois principais pré-candidatos ao Governo de Pernambuco e se tornar um espaço para medição de forças às vésperas do início da campanha eleitoral. O embate deste domingo (26), no entanto, já começou com desvantagem para a governadora Raquel Lyra (PSD), que ainda não chegou ao local e está deixando que seu oponente, João Campos (PSB), brilhe sozinho no evento.
O pré-candidato do PSB vem registrando sua participação na Missa do Vaqueiro desde as primeiras horas da manhã. “É fé, tradição, é a valorização da cultura sertaneja e é o momento onde a gente consegue valorizar a nossa terra em uma tradição que vem desde os anos 70. É o momento de renovar a fé, a esperança e o cuidado com o Sertão”, afirmou João Campos, em entrevista à imprensa na chegada ao evento.
Já Raquel, que assistiu aos shows da Expocose, em Sertânia, até altas horas da noite do sábado (25), fez a primeira postagem sobre a Missa do Vaqueiro por volta das 9h45 deste domingo, ainda assim, de um registro da participação dela no evento do ano passado. A estratégia revela que ela e sua equipe provavelmente dormiram demais e perderam a hora do início de um dos acontecimentos culturais e religiosos mais tradicionais do Sertão. “Que hoje a gente possa celebrar a nossa maior riqueza: a força inabalável de ser pernambucano”, escreveu a governadora na legenda da foto de arquivo.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, enviou um vídeo de apoio à candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro (PL) que foi exibido durante a convenção nacional do partido ontem (25). Na gravação, Netanyahu deu parabéns ao candidato pelo lançamento oficial da campanha e afirmou ter confiança de que ele “levará o Brasil a patamares cada vez maiores”.
Netanyahu tem histórico de proximidade com a família Bolsonaro construído ao longo dos anos, o que torna o gesto parte de um padrão de alinhamento ideológico. O premiê israelense e o presidente argentino Javier Milei foram os dois entre os líderes de Estado que declararam apoio público à candidatura de Flávio Bolsonaro na convenção. As informações são do Poder360.
Na mensagem exibida no evento do PL, Netanyahu chamou Flávio de “meu amigo” e exaltou a relação entre ele e a família Bolsonaro. “Você é um grande campeão do Brasil. Você é um grande campeão da amizade entre os nossos povos e sei que levará o Brasil a patamares cada vez maiores”, afirmou o premiê, em inglês. “Parabéns pela sua candidatura”, concluiu Netanyahu ao final do vídeo.
A notícia não é boa para Lula. A pesquisa Datafolha divulgada na sexta-feira (24), ao mostrar um cenário inalterado em relação a junho, reforçou uma tendência já detectada por outros institutos. Desde maio, diferentes levantamentos vêm registrando desgaste de Flávio Bolsonaro sem um crescimento correspondente de Lula ou dos demais candidatos.
O que a consistência desses dados sugere é que a disputa continua aberta. Os votos que deixaram o candidato do PL parecem estar sendo absorvidos principalmente pelo contingente de indecisos. Para onde eles migrarão a partir de agora é a questão que pode definir a eleição.
Para alguns analistas, nem sequer é possível dizer que será Flávio o adversário de Lula num eventual segundo turno. Felipe Nunes, CEO da Quaest, diz que o destino dos votos perdidos pelo candidato do PL dependerá em grande medida do início da campanha, em especial da exposição que Flávio terá nos debates. Isso, naturalmente, se houver debates: até agora, nenhum dos mais bem colocados demonstrou entusiasmo pela ideia. Lula, por não ter nada a ganhar como favorito; Flávio, pela notória dificuldade em enfrentar situações do tipo e porque, quanto mais fica conhecido, maior é sua rejeição.
“O brasileiro dá grande importância à performance dos candidatos. Um desempenho muito bom ou muito ruim de um nome pode fazer uma parcela importante do eleitorado mudar seu voto”, diz Nunes.
O economista Maurício Moura, fundador do Instituto Ideia, é mais cético quanto à possibilidade de Flávio ser ultrapassado na corrida pelo segundo turno. Pelo Datafolha, Ronaldo Caiado, por exemplo, teria de tomar dele 15 pontos percentuais. Considerando os mais de 40% de desconhecimento do ex-governador, seu reduzido tempo de TV e tempo de campanha, Moura avalia que o goiano só chegaria ao segundo turno na hoje improvável hipótese de Flávio sair do páreo.
Assim, a situação mais provável continua sendo uma disputa entre Lula e Flávio — uma contenda de assimetria inédita, a começar pelo peso político dos protagonistas. Lula, qualquer que seja o julgamento que se faça dele, pertence ao minúsculo grupo das figuras incontornáveis da história política brasileira. Em larga medida, as disputas nacionais das últimas quatro décadas se organizaram em torno dele, do partido que fundou e das forças que surgiram para enfrentá-lo — sendo o bolsonarismo a mais recente e eloquente delas.
É diante dessa dimensão histórica que a pequenez política de Flávio Bolsonaro se revela em sua plenitude. Senador de trajetória medíocre, o primogênito de Jair chega à convenção do partido sem vice, incapaz de atrair aliados, cercado de denúncias e transformado em candidato por decisão exclusiva do pai. A situação escancara a segunda gritante assimetria da disputa: a diferença de capacidade estratégica das campanhas. Para o PT, disputar eleições é um ofício aperfeiçoado ao longo de 40 anos; para Flávio, tem sido um acúmulo de erros primários — de vídeos desfocados e declarações desastrosas à incapacidade de identificar os segmentos decisivos do eleitorado e falar com eles. Flávio já era o adversário preferido de Lula desde quando não se sabia quem seria o candidato do bolsonarismo. Entende-se agora por quê.
A dez semanas da eleição, o petista chega à campanha em trajetória ascendente e com a máquina de governo trabalhando a seu favor em voltagem máxima. Flávio chega ao período decisivo no limite de suas dificuldades.
Ainda assim — e essa é a notícia ruim para Lula —, se os votos que abandonaram o filho de Bolsonaro dificilmente migrarão para o petista e tampouco serão suficientes para impulsionar um terceiro nome, restam dois destinos possíveis: converter-se em brancos e nulos ou retornar ao próprio Flávio, que, num eventual segundo turno, pode acabar vitaminado pela polarização. Se hoje Lula avança rumo ao quarto mandato, não está sozinho. O antipetismo — como ele, uma sólida força da política brasileira — segue firme ao seu lado.
“Na longa noite em que seria morta, Suzana Marcolino foi ao salão de beleza Liu’s, no centro de Maceió, pintou as unhas na cor renda — discreta variação do branco — e pediu um leve corte nos cabelos”. É assim, com tintas de Garcia Márquez, que Xico Sá inicia a crônica de uma morte anunciada: a de Paulo César Farias, o PC. Ele e a namorada Suzana foram encontrados com balas no peito na manhã de 23 de junho de 1996. Era o fim trágico do maior vilão da Nova República: o tesoureiro responsável pela ascensão e queda do presidente Fernando Collor.
O mistério da praia de Guaxuma nunca foi elucidado. A Justiça descartou a versão de feminícidio seguido de suicídio, mas não apontou culpados pelo duplo assassinato. Trinta anos depois, Xico volta à cena do crime para narrar a saga do homem mais investigado do país na década de 90. “Por acaso, também era minha principal fonte jornalística”, confidencia o autor de “O tesoureiro: o esquema de corrupção, a fuga espetacular e a morte de PC Farias”, que chega às livrarias nas próximas semanas.
Anos antes de se consagrar como cronista, Xico cobriu as bandalheiras da República de Alagoas como repórter da Folha de S.Paulo. Em junho de 1993, aproveitava uma folga no Recife quando ouviu no rádio a notícia de que um juiz havia decretado a prisão de PC por sonegação fiscal. “Só sonegação?”, perguntou-se o jornalista, que abandonou o amigo Chico Science na mesa do bar e pegou a estrada para Maceió.
Em vez de se entregar à polícia, PC contratou uma quadrilha chilena para organizar uma fuga cinematográfica. De peruca e sem o famoso bigode, embarcou num bimotor no sertão alagoano e fez escalas em Bom Jesus da Lapa (BA), Dourados (MS) e Assunção, no Paraguai, até pousar num pequeno aeroporto nos arredores de Buenos Aires, na Argentina. Depois de alguns dias incógnito, o tesoureiro voou rumo ao Caribe, de onde decolou para a Europa.
“Cadê o PC Farias?”, cobravam chefes, leitores e até a mãe do repórter. A resposta seria dada pelo próprio fugitivo. Descoberto por Xico, ele ligou para a redação e confirmou um dos maiores furos daquela cobertura: estava escondido em Londres. No rápido diálogo, o tesoureiro ainda encontrou tempo para se gabar: agora era vizinho de Diana, a recém-separada princesa de Gales.
Para localizar PC, Xico gastou sola de sapato e recorreu a métodos que não se aprendem nas faculdades de jornalismo. Fez valer o diploma de detetive particular, tirado por correspondência, e a leitura de romances policiais. Em Maceió, seguiu a receita de Hunter Thompson e investiu na ronda de bares e inferninhos, transformando seguranças e trabalhadoras da noite em informantes. Uma das espiãs, de codinome Brigitte Montfort, daria a pista definitiva do esconderijo na Inglaterra.
O PC que emerge do livro é um personagem e tanto. Ex-seminarista, leitor ávido de Nelson Rodrigues, despejava citações em latim ao dissertar sobre o esquema de corrupção que montou, com a colaboração de figurões do empresariado nacional. Numa das conversas, revelou a Xico ter subornado o então chefe da Interpol no Brasil, Edson Antônio de Oliveira. Depois de facilitar a fuga, o delegado posou como o responsável pela prisão de PC na Tailândia. Tentou usar os 15 minutos de fama para virar deputado, mas não se elegeu.
O apresentador e streamer Casimiro Miguel transferiu o controle administrativo da CazéTV para a LiveMode, gigantedo do marketing esportivo, cuja holding controladora é sediada nas Ilhas Cayman e tem Cristiano Ronaldo entre os sócios.
A mudança foi anunciada sem que o valor da operação fosse divulgado. Casimiro preserva sua participação societária na holding e segue como principal apresentador e embaixador do canal, que desde 2022 se tornou uma das maiores plataformas de transmissões esportivas do Brasil. A mudança representa uma reestruturação significativa nos bastidores de um canal que, em poucos anos, se tornou referência nacional em transmissões esportivas via streaming.
A CazéTV foi criada durante a Copa do Mundo do Catar, em 2022, e atingiu seu ápice na Copa do Mundo de 2026, quando exibiu todos os 104 jogos do torneio e pulverizou recordes históricos de audiência no streaming brasileiro. A trajetória acelerada do canal tornou a transferência de gestão um passo natural para estruturar o crescimento dentro de uma operação corporativa de maior porte.
Quem é a LiveMode
A LiveMode foi fundada por Edgar Diniz e Sérgio Lopes, os mesmos executivos responsáveis pelo extinto Esporte Interativo. A empresa tem forte atuação na negociação de direitos digitais com a Fifa e liderou a criação do bloco Futebol Forte União (FFU), movimentando mais de R$ 8,5 bilhões em acordos com clubes brasileiros por um período de cinco anos.
A holding controladora da LiveMode é sediada nas Ilhas Cayman, território reconhecido internacionalmente como paraíso fiscal, e conta com o astro português Cristiano Ronaldo entre seus sócios. A presença de uma figura de alcance global no quadro societário ilustra a dimensão do capital e da influência que orbitam a empresa, que se posiciona como um dos maiores players do mercado de mídia esportiva na América Latina.
Consolidação no mercado esportivo
A mudança na gestão da CazéTV integra o canal definitivamente à estrutura da LiveMode num momento em que o grupo atrai investidores de peso. O fundo XP Private Equity II e a gestora estadunidense General Atlantic aportaram recursos no grupo, com investimento estimado pelo mercado em R$ 450 milhões. O volume de capital envolvido evidencia o apetite financeiro pelo setor de transmissões esportivas digitais no Brasil.
Esse movimento se beneficia diretamente das transformações regulatórias do esporte nacional. A Lei do Mandante abriu caminho para negociações descentralizadas de direitos de transmissão, permitindo que plataformas digitais e produtoras independentes construam estruturas de mídia de grande porte sem depender das grades das emissoras tradicionais.
É nesse ambiente que a LiveMode consolidou seu modelo de negócios, e é nele também que a CazéTV encontra agora seu novo endereço corporativo.
Adoro o País de Caruaru, batismo de inspiração do saudoso Nelson Barbalho. Tenho, orgulhosamente, cidadania honorária, aprovada por unanimidade pela Câmara de Vereadores. Quando estou por aqui, o que faço desde ontem, com os meus filhos Magno Filho e João Pedro, me hospedo no City Premium.
Excelente. Está localizado no coração da cidade, por trás do shopping Difusora, bem pertinho do Lacerdão. Tem uma piscina maravilhosa, sempre bem aquecida e cuidada pela equipe de André Melo, proprietário do hotel.
Do City, ando a pé até o centro, corro na Via Parque e ainda faço encontro com amigos no café da manhã, que é divino. Tem de tudo, até tapioca feita na hora.
O que mais gosto em Caruaru? Do restaurante Perua. Almocei lá ontem com meus filhos, que não conheciam e adoraram os pratos mais concorridos, como perua cozinhada, bode assado e galinha de cabidela. De sobremesa, doces caseiros. Indico a mistura de banana com mamão.
Gosto também do Tasquinha, no shopping Difusora e o Tio Armênio, no shopping Caruaru. O mesmo grupo abriu outro belíssimo restaurante no Rooftop do shopping Caruaru. De lá, com uma vista espetacular, dá para ter uma ideia da Caruaru em ritmo alucinante de desenvolvimento, hoje sob o comando de Rodrigo Pinheiro (PSD).
Gosto também da famosa feira de Caruaru. Como na canção de Onildo Almeida, lá encontro de tudo: cesto, balaio, corda, tamanco, peneira boa e mobília de tamborete feita de tronco de mulungu. Tem fumo e tabaqueiro feito de chifre de boi zebu.
Tem calça de arvorada (para o matuto não andar nu), rede e baleeira (estilingue) para menino caçar nambu. Tem maxixe, cebola verde, tomate, coentro, couve, chuchu, almoço feito nas tendas, pirão mexido que nem angu, sorvete de raspa de pai-olho/pajé, caldo de cana gelado e até mandacaru.
Tem louça de barro, ferro velho e os famosos bonecos do Mestre Vitalino, conhecidos até no Sul. O grande Onildo compôs “A feira de Caruaru” e Gonzagão gravou para felicidade geral da Nação e do País de Nelson Barbalho.
Mesmo acumulando 17 anos de vida pública com mandatos, a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), admite que o coração ainda bate mais forte ao se aproximar de um marco importante. No próximo domingo (2), a partir das 9h, no Parador, no Bairro do Recife, próximo ao Marco Zero, será o palco da convenção partidária do grupo governista.
Com uma trajetória política marcada por eleições vitoriosas para deputada estadual e prefeita de Caruaru por duas vezes, a primeira mulher eleita para comandar o Palácio do Campo das Princesas em 2022 encara o novo momento político com a mesma expectativa do início da carreira.
“Tenho 47 anos e, desde os 30, estou em mandatos eletivos. Nesse momento, dá um frio na barriga danado. É meio como se fosse um momento de Ano Novo, onde a gente para para refletir sobre tudo o que fez, o que nos trouxe até aqui e o que nos move daqui em diante”, revelou a governadora, em entrevista ao Blog Cenário e à Folha de Pernambuco, no hotel onde ficou hospedada em Salgueiro, no Sertão Central, e após café da manhã com líderes políticos.
A convenção do PSD pernambucano deve reunir caravanas, militantes, prefeitos e líderes políticos de todas as regiões do estado. Mais do que um rito partidário, a proposta é projetar o simbolismo de convergência regional.
Como mensagem central do ato, a governadora aposta na superação das rivalidades partidárias para focar no desenvolvimento do Estado. O discurso vai enfatizar que a gestão estadual prioriza os interesses de Pernambuco acima de siglas e palanques.
O evento pretende apresentar um retrato de forças políticas alinhadas com o trabalho executado ao longo da gestão; reafirmar os compromissos assumidos e lançar a visão de desenvolvimento para os próximos anos.
A governadora convocou a população para o ato e ressaltou que o momento é de celebrar o trabalho prestado até aqui e programar avanços para a população. “No próximo dia 2, vamos fazer uma linda festa no coração do Recife. Queremos Pernambuco todinho lá para passar uma mensagem, mais do que por palavras, pelo retrato de união pelo nosso Estado”, relatou, ao lado do prefeito de Salgueiro, Fabinho Lisandro (PSD).
A governadora enfatizou a ideia de derrubar divergências. “Cores de bandeira partidária não nos dividem; estamos aqui para somar e cuidar de Pernambuco como um todo”, complementou Raquel Lyra, pouco antes de sair para vistoriar obras de creche, habitacional, complexo de polícia científica e pavimentação de ruas.
Meu amigo Josildo Sá, cantor, compositor e melhor intérprete do chamado forró de latada, tomou seu cafezinho da manhã, hoje, na caneca dos 20 anos do blog lendo a minha crônica domingueira sobre a importância do café nas relações sociais. Adotou e confessou ser adepto de reuniões de trabalho tomando um cafezinho bem quentinho, colhido na roça da sua Tacaratu.
O ex-prefeito do Recife e pré-candidato ao governo de Pernambuco João Campos (PSB) afirmou que estará presente na convenção nacional do Partido dos Trabalhadores. O evento será realizado no dia 2 de agosto e lançará a pré-candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à reeleição.
“No dia 29 (de julho) eu estarei em Brasília presidindo a convenção do PSB, onde vamos homologar o apoio à candidatura de Lula e o nome de Geraldo Alckmin para vice-presidente. E no dia dois estaremos em São Paulo na convenção nacional do presidente Lula que homologa a sua candidatura à presidência da República”, explicou Campos.
O pré-candidato também disse que o presidente Lula deve vir a Pernambuco ainda no primeiro turno das eleições. O socialista admitiu, contudo, que o presidente deve focar suas agendas em estados em que a votação será mais acirrada, como São Paulo e Minas Gerais.
As declarações foram concedidas durante a convenção estadual do MDB de Pernambuco, que ocorreu na manhã deste sábado (25). A legenda homologou o apoio à Frente Popular e à eleição de João Campos para governador do estado.
“A gente tem mais um dia importante para marcar essa trajetória, em que recebemos o apoio do MDB. A Frente Popular de Pernambuco segue crescendo e segue tendo representatividade em todas as regiões”, agradeceu o ex-prefeito do Recife.
Ainda na convenção, João Campos avaliou que alguns filiados do MDB foram perseguidos e ponderou que esse tipo de postura não cabe em um governo democrático.
“Muitos companheiros do MDB foram perseguidos como se persegue um adversário de guerra e na política e na democracia não é assim que se faz. A caneta que o povo dá ou delega ao poder não deve ser utilizada como arma para ferir ninguém, mas sim para poder fazer o bem pelo povo”, defendeu João Campos.
Nos últimos anos, os jogos de aposta virtuais, como o popular “jogo do tigrinho”, além de cassinos online e plataformas de apostas esportivas, tornaram-se extremamente populares. A promessa de ganhos rápidos e a facilidade de acesso pelo celular fazem com que milhares de pessoas iniciem essas atividades como entretenimento. Porém, para algumas, o que parecia uma diversão pode evoluir para um grave problema de saúde.
O vício em jogos de aposta é um transtorno comportamental caracterizado pela dificuldade de controlar o impulso de apostar. A pessoa passa a investir valores cada vez maiores, tenta recuperar o dinheiro perdido realizando novas apostas e continua jogando mesmo diante de prejuízos financeiros, familiares e emocionais.
As consequências financeiras podem ser devastadoras. Dívidas, perda das economias, comprometimento da renda familiar, empréstimos, venda de bens e dificuldades para manter as despesas básicas tornam-se uma realidade. A ilusão de que “na próxima aposta vou recuperar tudo” frequentemente alimenta um ciclo de perdas cada vez maior.
Os impactos vão muito além do dinheiro. O vício em apostas está associado ao aumento da ansiedade, estresse, insônia, irritabilidade, sintomas depressivos, sentimento de culpa e baixa autoestima. Em situações mais graves, pode contribuir para o isolamento social e aumentar o risco de ideação suicida.
No ambiente de trabalho, as consequências também são significativas. A preocupação constante com as apostas prejudica a concentração, reduz a produtividade, favorece erros, aumenta o absenteísmo e pode comprometer a carreira profissional.
A vida familiar e os relacionamentos frequentemente sofrem com mentiras, perda de confiança, conflitos conjugais, afastamento de amigos e familiares e desgaste emocional. Muitas pessoas escondem o problema por vergonha, o que dificulta ainda mais a busca por ajuda.
É importante compreender que o vício em jogos de aposta não é falta de caráter nem ausência de força de vontade. Trata-se de uma condição que pode necessitar de acompanhamento psicológico e, em alguns casos, psiquiátrico.
Se o “jogo do tigrinho” ou qualquer outra plataforma de apostas passou a controlar suas decisões, gerar dívidas, prejudicar seu trabalho ou afetar sua saúde mental, é hora de buscar ajuda. Reconhecer o problema é o primeiro passo para recuperar o controle da própria vida, proteger sua saúde, suas finanças e seus relacionamentos.
*Médico pós-graduado em Psiquiatria e Neurologia Clínica | Instagram: @drsilvinoteles
Mesmo no calorzão do Sertão, o cafezinho das três da tarde, servido com guloseimas inesquecíveis, como broa, tapioca, pãozinho na manteiga e bolo de caco, em Afogados da Ingazeira, onde chorei no ventre da minha mãe, se traduziu em algo tão forte na minha infância e adolescência que segue guardado no melhor cantinho das memórias saudáveis e saudosas.
Grande, de madeira de lei — que cupim não rói, como diz a canção ariana —, a mesa, envernizada pelo amor, cabia todos, igual a coração de mãe. As conversas, divertidas, matavam o tempo que passa lento no chão de vidas secas, como quem não quer ir embora.
Um cafezinho quente tem o poder de deixar a alma mais leve e o dia mais gentil, dizia minha saudosa flor Margarida. Mamãe tinha mãos de fada na cozinha. Seu bolo de caco era um manjar dos deuses. Naquela época, inculto, não tinha a menor ideia do que representava a simbologia do café.
Não sabia que a vida começa a fazer sentido depois do primeiro gole de um cafezinho, que o seu aroma é o abraço que desperta a alma e organiza os pensamentos.
Em Brasília, terra dos meus sonhos e da felicidade, hoje compreendo porque o jornalista Romualdo de Souza criou o seu próprio espaço para uma coluna sobre café. Além de bom cafezeiro, dá aula sobre a cultura do café no Brasil e no mundo.
O jornalista Romualdo de Souza, especialista em café, mantém o quadro Café & Conversa em formato podcast
Anda com um bornal nos ombros levando seu cafezal, com água quente para ele próprio preparar e servir o cafezinho quentinho na hora aos seus convivas, políticos e jornalistas. Um ritual sagrado para ele, que vibra e se emociona, esbanjando charme e sabedoria.
Romualdo é daqueles fanáticos por café que nos convence que entre um gole e outro a conversa flui, o tempo desacelera e a amizade se aquece. Mais do que isso, prova que pequenos momentos podem ser grandes fontes de prazer. Convites inusitados como os dele para um café no meio da tarde, em meio ao turbilhão político do Congresso, nunca é só sobre a bebida.
É sobre quem escolhe sentar do seu lado, para deixar a vida nos levar mais aquecida. Tomar um cafezinho servido por ele representa muito mais do que matar a sede ou consumir uma bebida. É um convite para uma pausa na rotina, um abraço quente em forma de xícara, pretexto perfeito para uma boa conversa, momento de excelência, dedicado a si mesmo ou a quem ele tem o prazer da companhia.
Um cafezinho é sensacional. Na verdade, a gente finge que é só uma xícara de café, mas em certos dias ele é quase um abraço. Um gesto contra a rotina, uma pequena revolução de calma no meio do caos.
Parar para um café é lembrar que o tempo não precisa ser apenas pressa. Vamos tomar um café? Eis o código mais bonito para dizer: eu quero estar um instante com você.
A história do café no Brasil começou em 1727, quando Francisco de Melo Palheta trouxe as primeiras mudas da Guiana Francesa para Belém, no Pará. O cultivo cresceu muito no Sudeste e virou a base da economia e da política do país nos séculos XIX e XX. Coube ao atrevido sargento-mor Francisco de Melo Palheta trazer mudas clandestinas para o Pará.
A planta serviu apenas para consumo interno e vendas pequenas. Só em 1760, o café chegou ao Rio de Janeiro e se espalhou. O cultivo cresceu forte nas serras do Rio, de São Paulo e de Minas Gerais, com mão de obra de pessoas escravizadas e isso com o tempo fez o Brasil virar o maior produtor de café do mundo.
Fiz esta crônica para dizer, enfim, que um bom cafezinho serve para despertar o corpo, acalmar a mente, aproximar pessoas e transformar instantes simples em grandes momentos de prazer. O primeiro gole dá o combustível que desperta a alma, a coragem necessária para enfrentar a maluca rotina do dia.
Entre conversas descontraídas e silêncios confortáveis, o cafezinho aproxima corações e inspira boas amizades. Que, a partir de hoje, depois desta crônica, que cada gole seja também uma nova forma de ver o mundo para você, caro leitor.
Afinal, não tenha a menor dúvida: um bom café nos faz apreciar as coisas simples da vida. É uma obra de arte, assim como a vida bem vivida.