O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu neste sábado (10), em Brasília, uma comitiva de lideranças Guarani-Kaiowá para tratar sobre os sucessivos conflitos fundiários no Mato Grosso do Sul. Desde o início do mês de agosto, os indígenas denunciam ataques na região da Terra Indígena (TI) Panambi-Lagoa Rica, na cidade de Douradina, já delimitada, mas ainda sem homologação no processo de demarcação.
Após o encontro, o presidente publicou nas redes sociais foto do grupo indígena com mensagem: “Ao lado dos ministros Sonia Guajajara, Marcio Macedo, Paulo Pimenta e da presidenta da Funai Joenia Wapichana recebi uma comitiva de lideranças Guarani-Kaiowá para tratar do conflito no Mato Grosso do Sul, que se intensificou nos últimos dias.”
O grupo pede a desmobilização de um acampamento ocupado por ruralistas que estariam promovendo os atos de violência, mais segurança para a região e a conclusão do processo de demarcação da TI. Na última quinta-feira (8), 45 representantes dos povos Guarani e Guarani-Kaiowá realizaram um ato em frente ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP),“pelo fim do massacre em curso, na Terra Indígena Panambi – Lagoa Rica”.
Um grupo menor foi recebido pelo secretário Nacional de Segurança Pública, Mario Luiz Sarrubbo, e pela secretária nacional de Acesso à Justiça, Sheila de Carvalho, no Palácio da Justiça. Foram anunciadas medidas de segurança, como reforço do efetivo da Força Nacional e a criação de uma sala de situação para atuar nas demandas na região. “A nossa intenção é acompanhar de forma constante as políticas de proteção e segurança pública no território e dar celeridade para as nossas respostas, além de analisar todas as denúncias que chegarem pelos atores locais”, informou Sheila.
Em nota, o MJSP informou que o documento que identifica a área como de ocupação tradicional indígena segue válido, mas o andamento do processo de demarcação está suspenso por ordem judicial. Com superfície aproximada de 12.196 hectares e perímetro de cerca de 63 km, os limites da Terra Indígena Panambi-Lagoa Rica foram estabelecidos pela Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), em 2011.
O ex-ministro do Turismo e pré-candidato a deputado federal, Gilson Machado, potencializou a agenda de ida ao Festival Viva Garanhuns com uma visita e conversa com o empresário Michel Moreira Leite, da vinícola Vale das Colinas.
Pernambuco está indo além da fruticultura de exportação. Produz mais rápido, colhe o ano inteiro e está transformando o Sertão e o Agreste em destino turístico nacional. “O Rio Grande do Sul ainda é o maior produtor de vinhos, mas Pernambuco é o vice que inventou um jeito próprio de fazer vinho. Se continuar crescendo no Agreste, o estado pode sair da briga por volume e entrar na briga por diferenciação”, avalia Gilson Machado.
Gilson traz à tona o que tem sido o maior empecilho de crescimento desse marcado. “O Brasil encara o vinho como bebida alcoólica e não como alimento e isso encarece o preço final com os altos impostos cobrados que são transferidos ao consumidor final”, alerta Gilson Machado.
O meu podcast ‘Direto de Brasília’ de amanhã, em parceria com a Folha de Pernambuco, será com o novo ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, que sucedeu a Silvio Costa Filho. Franca confirmou que o governo federal estuda zerar impostos federais (PIS/Cofins) sobre o querosene de aviação (QAV) para conter o aumento no preço das passagens aéreas.
Ele anunciou também medidas em análise para auxiliar companhias aéreas, incluindo linhas de crédito com recursos do Tesouro, via Banco do Brasil, com limite de até R$ 400 milhões. Tomé assumiu a pasta no início de abril passado com o objetivo de consolidar o Brasil como um hub logístico na América Latina. Antes de ser ministro, ele foi secretário-executivo, nacional de aviação civil e chefe de gabinete de Sílvio Filho, que deixou a pasta para disputar a reeleição de deputado federal pelo Republicanos.
Tomé acumula passagens por secretarias estaduais e municipais, além de ter atuado no Legislativo e no Judiciário. É formado em Direito e mestre em Gestão Pública pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), além de cursar MBA em Concessões e Parcerias Público-Privadas pela Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP).
Ao longo da carreira, ocupou cargos como secretário de Desenvolvimento Urbano e Habitação de Pernambuco, secretário de Saneamento do Recife e secretário-executivo de Turismo do Estado. No Congresso, atuou como assessor parlamentar no Senado e na Câmara dos Deputados. No Judiciário, chefiou a assessoria de desembargador federal no Tribunal Regional do Trabalho da 6ª Região (TRT6). Também lecionou disciplinas como Direito Constitucional, Direito Ambiental e Processo Legislativo.
O Direto de Brasília vai ao ar das 18h às 19h, com transmissão pelo YouTube da Folha de Pernambuco e do meu blog, e também em cerca de 165 emissoras de rádio no Nordeste. Retransmitem o programa pela Gazeta News (Grupo Collor) em Alagoas; pela Rede Mais Rádios, com 25 emissoras na Paraíba; pela Mais-TV, sob o comando do jornalista Heron Cid; ainda pela Rede ANC, no Ceará, com mais de 50 emissoras; e pela LW TV, de Arcoverde.
Os parceiros neste projeto são: Grupo Ferreira de Santa Cruz do Capibaribe, Autoviação Progresso, Grupo Antonio Ferreira Souza, Água Santa Joana, Faculdade Vale do Pajeú e o grupo Grau Técnico.
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lança, hoje, o Desenrola 2.0, novo programa de renegociação de dívidas que visa tirar os brasileiros do sufoco. A equipe econômica vai apresentar os detalhes do projeto em uma coletiva de imprensa, no Palácio do Planalto. As informações são do portal Metrópoles.
Na quinta-feira (30/4), o presidente Lula deu alguns detalhes do programa em pronunciamento na TV, em alusão ao Dia do Trabalho. Segundo o petista, será possível negociar dívidas de cartão de crédito, cheque especial, crédito rotativo, crédito pessoal e até do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).
Os juros do programa de renegociação serão de até 1,99% ao mês, e os descontos poderão variar de 30% a 90% do valor devido. “Assim, você vai ter uma parcela bem menor e mais tempo para pagar sua dívida”, pontuou Lula. O uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para quitar dívidas também foi confirmado. De acordo com o presidente, cada pessoa poderá sacar até 20% do saldo do fundo.
Dedico este artigo ao meu colega o lindo cosmonauta Carl Sagan, que descreveu nosso planeta Terra como “um pálido ponto azul” na imensidão do universo
MONTANHAS DA JAQUEIRA – Ressoa a sentença bíblica sob testemunho do evangelista Mateus: “Eu não vim trazer a paz, vim trazer a espada”. Nos tempos heroicos a espada flamejava nas patas dos cavalos, em nome dos impérios, das religiões, de Deus e do diabo, Vade retro!
Caim matou Abel com um tiro no coração e nunca mais houve paz na face da terra.
Santo Tomás de Aquino criou o conceito de guerra justa com base em três condições da Suma Teológica: autoridade legítima, causa justa e busca da paz e do bem comum. Um santo homem, Tomás de Aquino não imaginava a maldade no coração das criaturas. Nenhuma guerra no mundo atual seria considerada justa. No caso da Venezuela não houve guerra, houve uma invasão para capturar o gangster Nicolas Maduro.
O guru da seita vermelha contou que todas as noites vai dormir tristonho quando lembra as cenas de Maduro sendo preso e levado para uma prisão em New York, onde será julgado como parceiro do cartel de Los Soles. O Foro de São Paulo está se desmilinguindo na América Latina. Há prenúncios de fim da dinastia da seita vermelha nesta Terra de Santa Cruz, a terra da verdadeira Cruz. O velhinho cansou a beleza.
O aiatolá do Senado, Davi Alcolumbre, impôs derrota ao guru da seita vermelha na indicação de Jorge Messias para o STF.
Os trogloditas das cavernas descobriram o fogo. O mundo moderno descobriu a pólvora, a dinamite, as armas de fogo. A ciência descobriu a bomba atômica, penetrou no âmago do átomo, no coração do átomo. O cogumelo atômico é capaz de editar o Apocalipse e exterminar a humanidade Adâmica por artes da besta fera de sete cabeças.
Existe um conceito de que a estupidez humana é mais infinita de que as fronteiras do universo. A invenção do homem-bomba comprova esta assertiva. Eis o paroxismo da condição humana, a negação de cinco mil anos de civilização. O grupo terrorista Hezbollah anunciou solenemente a criação de pelotões de homens-bombas na guerra contra os inimigos de Israel.
As esquerdas ortodoxas simpatizam com os terroristas do Hamas e do Hezbollah. Simpatia é quase amor. Diante do homens-bombas, os trogloditas das cavernas e os bárbaros medievais hoje seriam pacifistas, exemplares da fina flor da civilidade. Saudades das cavernas!
Ao navegar no espaço sideral a milhões de léguas de distância, os astronautas da Artemis nem lembram que neste “pálido ponto azul” hominídeos que desfrutam da dádiva divina de respirar oxigênio promovem guerras, matam e morrem em busca do poder e de riquezas.
O Criador concedeu oxigênio de graça para todos os habitantes do planeta Terra, uma raridade no sistema solar, e os Sapiens nem agradecem por essa dádiva. Obrigado, bom Deus, por me conceder a graça de respirar oxigênio todo dia desde que nasci. Agradeço publicamente ao meu anjo da guarda por sua bendita proteção. Amém!
Federação Progressista, o impasse na chapa de Raquel
Maio chegou, daqui a pouco os festejos juninos batem à porta sem a governadora Raquel Lyra (PSD) bater o martelo em relação a montagem da sua chapa. Enquanto João Campos (PSB), com quem polariza a disputa, já percorre o Estado com o vice e seus dois candidatos ao Senado, nem o vice Raquel escolheu.
A única sinalização que deu seria a presença do deputado Túlio Gadelha, que fez a travessia da Rede para o PSD, na disputa por uma das vagas ao Senado. Mesmo assim, nada de oficial. Nem mesmo a vice-governadora Priscila Krause tem certeza da sua candidatura à reeleição.
A governadora atrasou o anúncio da chapa porque não consegue desatar um nó: a escolha do candidato a senador pela Federação Progressista entre Miguel Coelho, ex-prefeito de Petrolina, e Eduardo da Fonte, presidente estadual da federação. Nem Dudu, como é mais conhecido o deputado Eduardo da Fonte, apoia Miguel, nem este fecha com a indicação do concorrente.
Uma briga de foice, como se diz na gíria política. O engraçado disso tudo é que Dudu manda na federação, detentora de um latifúndio de fundo eleitoral, maior tempo de TV e a maior bancada na Alepe. Mas para a governadora isso parece não ser um critério que a convença a colocar um ponto final nas desavenças dentro da federação.
Muitas vezes os políticos falam por gestos. No congresso estadual da Amupe, que reuniu mais de 120 prefeitos, Raquel apareceu com Túlio e o senador Fernando Dueire, fez fotos e passou a impressão que já há havia decidido em apostar para o Senado na dobradinha Túlio-Dueire.
Se assim fosse, só restaria a poderosa federação Progressista a vaga de vice. E quem dançaria também seria Priscila, porque o nome mais especulado para vice é o do deputado estadual Antônio Coelho, irmão de Miguel.
MAIS UMA SUPLÊNCIA? – O que corre também nos bastidores é que a governadora gostaria de ter o senador Fernando Dueire como candidato à reeleição. Sem condições, entretanto, de realizar seu propósito por causa do espaço natural da Federação Progressista, só restaria a Dueire a vaga de primeiro-suplente do candidato Túlio Gadelha. Isso seria uma sina triste para Dueire, que chegou ao Senado como suplente de Jarbas Vasconcelos depois deste renunciar ao mandato em setembro de 2023.
O calendário político – Como as convenções partidárias estão marcadas bem mais na frente, de 20 de julho a 5 de agosto, a governadora terá ainda bastante tempo para costurar a sua chapa. Marco Maciel dizia que quem tem tempo, não tem pressa. Mas Raquel tem que correr para definir a chapa antes do fechamento deste calendário eleitoral por um motivo muito simples: existe o calendário dos arranjos políticos, nomes cogitados para a chapa majoritária vão exigir clareza para que possam escolher alternativas, como é o caso de Priscila, que tende a ser candidata a deputada federal, se sobrar na chapa, obviamente.
Ajuda federal – A propósito do dilúvio que caiu no Estado, o presidente Lula (PT) disse que conversou por telefone com o ex-prefeito de Recife, João Campos, e com o senador pernambucano Humberto Costa (PT). “Determinei imediatamente o pronto apoio federal às autoridades locais. O ministro da Integração Regional, Waldez Góes, acionou a Defesa Civil Nacional para prestar todo suporte às cidades atingidas, Inclusive com o reconhecimento da situação de emergência e o deslocamento de técnicos para a área”, disse o petista em uma rede social.
Nova estratégia de Lula – A sete meses do fim do seu terceiro mandato e pressionado pelas pesquisas que mostram um cenário incerto para a reeleição, o presidente Lula (PT) ensaia o tom que adotará daqui para a frente a fim de superar o que tem sido considerado por interlocutores como o pior momento de sua relação com o Congresso. A avaliação no governo é que o rompimento com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), pode comprometer o avanço de pautas consideradas estratégicas para o Palácio do Planalto em ano eleitoral, como o fim da escala 6×1 e a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública. Além disso, temem que uma guerra aberta possa resultar em retaliações, como a aprovação de pautas-bomba no segundo semestre.
De olho no algoz – Alcolumbre foi apontado por interlocutores de Lula como algoz nos episódios da rejeição histórica da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF) e na derrubada do veto presidencial ao projeto que trata da dosimetria de penas e que poderá beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O senador nega ter atuado para derrotar o governo. As duas votações ampliaram a pressão sobre o Planalto, abrindo oportunidade para que a oposição explore a imagem de um Executivo enfraquecido.
CURTAS
CONSCIÊNCIA – O líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (AP), afirmou em entrevista ao O Globo, que o presidente Lula tinha consciência do risco de derrota na indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF), mas decidiu manter o nome até o fim. O parlamentar disse ter alertado o próprio presidente, o indicado e a coordenação política mais de uma vez de que o governo não tinha votos assegurados.
DELAÇÃO 1 – A proposta de delação premiada de Paulo Henrique Costa começa a ganhar forma. O ex-presidente do BRB elencou inicialmente 20 situações de negócios heterodoxos e esquemas de fraudes de que participou ou de que tem conhecimento em transações com o Banco Master — e naturalmente as pessoas que estariam envolvidas nelas.
DELAÇÃO 2 – Alguns nomes do cardápio não surpreendem. Ibaneis Rocha é um exemplo. Já a atual governadora Celina Leão deve aparecer como uma das novidades da lista. A relação inclui ainda um ministro do TCU, um dirigente partidário do Centrão, funcionários de carreira do BC e deputados distritais de Brasília. Parlamentares federais, como deputados e senadores, ficarão de fora.
Perguntar não ofende: Qual será o destino do senador Fernando Dueire na chapa de Raquel?
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) abriu uma frente delicada ao admitir, por meio do ministro da Fazenda, Dario Durigan, o uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para quitar dívidas. A proposta ainda não foi fechada, mas já serve de senha para os oligarcas do sistema financeiro rondarem mais uma vez o dinheiro do trabalhador sob a fantasia de “solução de crédito”.
Trata-se de um verdadeiro pacote de bondades para beneficiar oligarcas do sistema financeiro, barões da velha mídia corporativa e ricaços da Faria Lima. Evidentemente, contra os interesses dos trabalhadores e da sociedade brasileira.
O governo diz que o pacote mira famílias endividadas, trabalhadores informais, microempreendedores individuais (MEIs) e pequenas empresas. Também fala em garantia da União para renegociação, migração para linhas mais baratas e descontos de até 80% em certas dívidas. No papel, parece socorro. Na política real, o risco é outro: usar uma poupança trabalhista para desengasgar o circuito privado da inadimplência sem mexer no coração do problema.
Esse coração tem nome e sobrenome. Chama-se juro alto. Em 18 de março, o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a Selic para 14,75% ao ano. Continua sendo um patamar sufocante para a economia popular, para o consumo e para a renegociação honesta da vida de quem caiu no rotativo, no cheque especial ou no crédito pessoal.
A fotografia social ajuda a desmontar a conversa “doce” dos oligarcas do sistema financeiro e da velha mídia, que têm interesses e propriedades cruzadas entre si.
A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) informou no dia 7 de abril que 80,4% das famílias brasileiras estavam endividadas em março, recorde da série, e que 29,6% tinham contas em atraso. A própria CNC vinculou esse aperto ao efeito dos juros altos e ao peso dos combustíveis sobre o orçamento.
É nesse ponto que o debate deixa de ser técnico e vira luta de classe em linguagem financeira. Os oligarcas do sistema financeiro nada dizem sobre a redução estrutural do custo do dinheiro. Não fazem campanha diária por crédito barato, nem por reforma do spread, nem por regulação pesada sobre abusos bancários. Quando o povo se endivida, a saída apresentada é sempre a mesma: abrir mais um compartimento da renda popular para salvar a engrenagem do andar de cima.
O FGTS não é caixa de conveniência da Faria Lima. Em 2026, o fundo sustenta R$ 160,5 bilhões em habitação, saneamento básico e infraestrutura urbana, dos quais R$ 144,5 bilhões vão para habitação. Não se trata de dinheiro ocioso largado numa gaveta. Trata-se de uma reserva do trabalho com função social definida e impacto direto sobre moradia popular e investimento urbano.
A contradição dentro do próprio governo salta aos olhos. Dario Durigan confirmou que o uso do FGTS está em discussão, mas o Ministério do Trabalho e Emprego, comandado por Luiz Marinho, demonstra preocupação com os impactos sobre o fundo. A hesitação existe porque o problema é real: mexer no FGTS para aliviar a inadimplência pode produzir ganho imediato para bancos e financeiras e custo difuso para a política social do fundo.
A velha mídia entra em cena como sempre entra, patrulhando o Estado quando a intervenção ameaça beneficiar a maioria e silenciando quando a mesma máquina pública pode ser capturada pelos privilegiados. Em editorial publicado no dia 8 de abril, a Folha enquadrou as medidas de Lula contra a alta dos combustíveis como “tentação intervencionista”. A mensagem é cristalina: quando o governo tenta amortecer diesel, gás e inflação no bolso do consumidor, vira heresia. Quando a engenharia oficial pode ajudar a reorganizar o crédito e blindar o sistema financeiro, a retórica do mercado muda de tom.
Esse é o ponto político central. O papel do governo não é administrar o Estado para a comodidade dos ricaços, dos especuladores e dos barões da velha mídia. O papel do governo é intervir, regular e proteger a sociedade quando o mercado empurra a conta da crise para quem vive de salário, frete, boleto, aluguel e prestação. Isso vale para o diesel, para o gás, para o crédito e para a comida.
Por isso, usar o dinheiro do trabalhador para azeitar o sistema financeiro não parece boa ideia. O país precisa reduzir o endividamento, sim. Mas com juros menores, crédito menos predatório, regulação mais dura e renda circulando na base. Se a saída for tungar o FGTS para entregar alívio ao mercado, os oligarcas ganham duas vezes: preservam seus privilégios e ainda vendem a operação como política social.
No fundo, o conflito é simples. Quando a velha mídia fala em “intervencionismo”, ela não está defendendo neutralidade econômica. Está defendendo quem pode intervir, para quem e com qual dinheiro. E, dessa vez, o alvo voltou a ser o bolso do trabalhador.
O sucessor de Silvio Costa Filho (Republicanos) no Ministério dos Portos e Aeroportos, Tomé Franca, confirmou há pouco participação no meu podcast em parceria com a Folha de Pernambuco, o Direto de Brasília, da próxima terça-feira (5). Na pauta, os desafios de dar continuidade à gestão do antecessor.
Franca está à frente da pasta desde abril. Antes, foi nomeado secretário-executivo do ministério, em agosto do ano passado. Iniciou a trajetória pública ao lado de Silvio Costa Filho, como chefe de gabinete quando ele foi eleito vereador, em 2004, após atuação conjunta no movimento estudantil.
Também já comandou a Secretaria Nacional de Aviação Civil e acumula passagens por secretarias estaduais e municipais, além de ter atuado no Legislativo e no Judiciário. É formado em Direito e mestre em Gestão Pública pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), além de cursar MBA em Concessões e Parcerias Público-Privadas pela Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP).
Ao longo da carreira, ocupou cargos como secretário de Desenvolvimento Urbano e Habitação de Pernambuco, secretário de Saneamento do Recife e secretário-executivo de Turismo do Estado. No Congresso, atuou como assessor parlamentar no Senado e na Câmara dos Deputados. No Judiciário, chefiou a assessoria de desembargador federal no Tribunal Regional do Trabalho da 6ª Região (TRT6). Também lecionou disciplinas como Direito Constitucional, Direito Ambiental e Processo Legislativo.
O Direto de Brasília vai ao ar das 18h às 19h, com transmissão pelo YouTube da Folha de Pernambuco e do meu blog, e também em cerca de 165 emissoras de rádio no Nordeste. Retransmitem o programa pela Gazeta News (Grupo Collor) em Alagoas; pela Rede Mais Rádios, com 25 emissoras na Paraíba; pela Mais-TV, sob o comando do jornalista Heron Cid; ainda pela Rede ANC, no Ceará, com mais de 50 emissoras; e pela LW TV, de Arcoverde.
Os parceiros neste projeto são: Grupo Ferreira de Santa Cruz do Capibaribe, Autoviação Progresso, Grupo Antonio Ferreira Souza, Água Santa Joana, Faculdade Vale do Pajeú e o grupo Grau Técnico.
O ex-ministro Fernando Haddad, pré-candidato ao governo de São Paulo pelo PT, atribuiu o empate técnico entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nas pesquisas de intenção de voto à Presidência da República a uma “lavagem cerebral coletiva”.
Segundo ele, há um “contraste grande” entre ambos, o que torna o atual cenário “inadmissível”. As declarações foram concedidas nesta sexta-feira em discurso na sede da Força Sindical, em São Paulo, em evento comemorativo ao Dia do Trabalhador. As informações são do jornal O Globo.
“Nós estamos num ano que é inadmissível o que está se vendo nas pesquisas eleitorais. Inadmissível. O contraste é tão grande, tão grande, que só uma lavagem cerebral coletiva explica uma comparação impossível entre dois personagens (Lula e Flávio) da história do Brasil”, discursou o ex-ministro.
“Nós temos um desafio cívico para cumprir, que é na defesa das prerrogativas dos trabalhadores, da democracia conquistada pelos trabalhadores. Essa agenda de democracia é nossa”, continuou.
Conforme a última pesquisa Genial/Quaest, divulgada em abril, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro possui 42% das intenções de voto em um eventual segundo turno ao Palácio do Planalto, enquanto Lula marca 40%. Foi a primeira vez que Flávio apareceu numericamente à frente do principal adversário. Devido à margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos, no entanto, o cenário configura empate técnico.
‘Derrota no combate à corrupção’
Ainda na sexta-feira, no mesmo evento, Haddad também afirmou a jornalistas que as duas recentes derrotas da gestão Lula no Congresso foram “derrotas no combate à corrupção”. O ex-ministro se referiu à rejeição da indicação de Jorge Messias, Advogado-Geral da União, ao Supremo Tribunal Federal (STF), além da derrubada do veto presidencial ao PL da Dosimetria por parte do Congresso.
“Eu sou da opinião que essa derrota, essa dita derrota no Congresso, foi uma derrota do combate à corrupção. Hoje eu mesmo estava vendo analistas políticos dizendo que, por trás dessa derrota, tinha uma pretensão de um grande acordo em torno da impunidade daqueles responsáveis por alguns escândalos recentes no Brasil”, disse Haddad, em alusão às articulações em torno do escândalo do Banco Master na votação.
Haddad também afirmou “lamentar” as recentes decisões do Congresso devido à “desfaçatez dos criminosos envolvidos”: “Tudo o que as pessoas desse país desejam, os cidadãos comuns, é que as responsabilidades sejam todas elas apuradas até o fim. Então eu penso que essa suposta derrota da indicação do presidente para o Supremo, na verdade, é uma derrota de todos nós”, completou.
Também participaram as ex-ministras Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB), pré-candidatas ao Senado. A segunda já tem a vaga assegurada para a campanha. Ao contrário de outros anos, as centrais sindicais não fizeram grandes atos em conjunto, mas eventos menores em suas sedes.
Haddad foi questionado pelo jornal O Globo sobre a montagem da chapa em São Paulo, objeto de disputa interna entre Marina Silva e Márcio França, ambos postulantes à vaga que resta para concorrer ao Senado.
“Nós estamos com um bom problema, porque são quatro ex-ministros do presidente Lula aqui representados em São Paulo, cada um com uma visão de mundo convergente, mas com as suas especificidades que têm que ser consideradas pelo eleitor. Nós temos pessoas aqui, todo mundo aqui é ficha limpa, serviços prestados ao país, compromisso com ética na política, pessoas que têm anos e anos de vivência política”, avaliou.
Após a justiça determinar que Sivaldo Albino (PSB) parasse de se promover em eventos públicos, o prefeito de Garanhuns subiu no palco do Festival Viva Garanhuns, na noite de ontem (2), para anunciar cinco atrações da edição de 2027 do evento.
“Sempre que eu subo ao palco é para anunciar atrações do ano que vem. A gente faz o evento com programação, com planejamento”, afirmou o gestor. Sivaldo anunciou cinco atrações para o Festival Viva Garanhuns do próximo ano: Rey Vaqueiro, Geraldo Azevedo, Mano Walter, Solange Almeida e Calcinha Preta. As informações são do Diário de Pernambuco.
Segundo a decisão, publicada em abril, o prefeito deveria evitar falas públicas que caracterizem a “exaltação de sua figura pessoal ou de sua gestão em detrimento do caráter institucional da publicidade”
Em nota enviada ao Diario, Sivaldo afirmou que “entende não haver qualquer proibitivo legal para subir ao palco e anunciar atrações do próximo Festival Viva Garanhuns 2027”. Ele também declarou que não é candidato este ano e que seus “pronunciamentos têm caráter de divulgação dos festivais realizados pela prefeitura de Garanhuns”.
“Diferente de outros diversos eventos no estado onde prefeitos e pré-candidatos têm subido aos palcos com frequência, inclusive a governadora, em eventos realizados ou patrocinados pelo Governo do Estado, com claro objetivo eleitoral”, finaliza a nota.
Entenda
No último dia 13 de abril, o juiz Glacidelson Antônio da Silva, da Vara da Fazenda Pública da Comarca de Garanhuns, do Tribunal de Justiça de Pernambuco, determinou que o gestor se abstenha de realizar promoção pessoal em eventos custeados pelo município.
A decisão atende a uma ação popular que alega que o prefeito teria utilizado o palco do evento para promover sua imagem pessoal e política, anunciando atrações futuras do festival e dando declarações que misturariam a figura pessoal com a gestão pública.
A ação também afirmou ter ocorrido nova publicidade pessoal do prefeito no festival Viva Jesus, em setembro de 2023, quando ele anunciou pessoalmente as atrações do Festival de Inverno de Garanhuns (FIG) de 2024.
Leia a nota completa
“O prefeito de Garanhuns, Sivaldo Albino, entende não haver qualquer proibitivo legal para subir ao palco e anunciar atrações do próximo Festival Viva Garanhuns 2027, exclusivamente para promoção do evento, que este ano, mais uma vez tem alcançado excelentes números de público, visitação turística e movimentação econômica no município, com a Praça Mestre Dominguinhos lotada todas as noites.
Vale ressaltar que o prefeito já é reeleito e não é candidato a nada este ano, e seus pronunciamentos, como se pode conferir nas redes sociais, têm caráter de divulgação dos festivais realizados pela prefeitura de Garanhuns, diferente de outros diversos eventos no estado onde prefeitos e pré-candidatos têm subido aos palcos com frequência, inclusive a governadora, em eventos realizados ou patrocinados pelo Governo do Estado, com claro objetivo eleitoral.”
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) participou neste domingo de um culto na igreja do pastor Silas Malafaia, na Assembleia de Deus Vitória em Cristo, na Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro. O encontro marca a reaproximação entre os dois depois de atritos acumulados no início, quando o pastor se manifestou contrário à indicação de Flávio como sucessor do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Antes, Malafaia já havia demonstrado preferência por uma chapa presidencial formada pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, na liderança, e da ex-primeira dama Michelle Bolsonaro (PL) na vice. O ex-presidente, no entanto, anunciou Flávio na frente como presidenciável, deslocando Tarcísio para disputar a reeleição em São Paulo e prevendo Michelle como candidata ao Senado no Distrito Federal (DF). Depois do anúncio, Malafaia chegou a dizer que Flávio “não empolgou a direita”. As informações são do jornal O Globo.
Depois do mal-estar, eles voltaram a se encontrar em uma manifestação na Avenida Paulista no início do ano. No encontro de hoje, no entanto, é esperada uma sinalização de apoio mais explícita do pastor a Flávio e uma possível pacificação da relação entre os dois.
“É um amigo nosso, estou vindo aqui prestigiar o culto dele (de Malafaia) para que ele possa fazer uma oração por nós que estamos aqui, pelo nosso Brasil”, disse Flávio.
Antes do início do culto, eles se reuniram em uma sala de café da manhã e foram recepcionados pelo pastor Silas Malafaia. Também participaram do encontro o ex-governador Cláudio Castro (PL-RJ), o presidente da Assembleia Legislativa, Douglas Ruas, que tenta assumir o comando do governo e deve concorrer ao mandato-tampão. Além deles, estava presentes o ex-prefeito do Rio de Janeiro e pré-candidato ao Senado Marcelo Crivella (Republicanos), o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), o senador Bruno Bonetti (PL-RJ) e o vereador do Rio de Janeiro Alexandre Isquierdo (PL), que presenteou o senador com uma camisa do Vasco, três dias depois de seu aniversário.
O senador Bruno Bonetti (PL-RJ) também esteve no encontro e chegou ao local com uma caminhonete satírica, com a estampa da bandeira do Brasil e com os dizeres “patrocinado pelo Banco Master”. Ao jornal O Globo , o parlamentar disse que a relação entre Flávio e Malafaia estava em bons termos. “O pastor não traria ninguém para dentro da igreja se não estivesse pacificado”, disse o senador.
No dia 19 de março, Ivan Valente subiu à tribuna da Câmara para pedir a cassação de deputados do PL que desviaram dinheiro de emendas. Conhecido pelo tom combativo, aproveitou para provocar os “capachos da elite”, criticar as guerras de Donald Trump e descer a lenha em Flávio Bolsonaro e Nikolas Ferreira.
O deputado do PSOL não mencionou, mas era seu último discurso após oito mandatos em Brasília. Suplente da federação com a Rede, ele teria que devolver a cadeira à titular Marina Silva. Sem alarde, despediu-se dos aliados e avisou que não seria mais candidato. Estava encerrando a carreira parlamentar.
“Outro dia, ouvi o Martinho da Vila dizer que saber parar é uma virtude. Eu também estou nessa”, brinca Valente, que fará 80 anos em julho. “Foi uma decisão bem pensada. A idade pesa, e a política precisa de renovação”, defende.
Em 2023, o veterano se submeteu a um transplante de rim, que o afastou da Câmara por três meses. A doadora foi sua mulher, Vera Lúcia. Perseguidos pela ditadura, os dois se conheceram na clandestinidade. Valente passou sete anos nas sombras até ser capturado em 1977, quando militava no Movimento pela Emancipação do Proletariado (MEP). Preso no DOI-Codi do Rio, apanhou no pau de arara, levou choques elétricos e ficou na geladeira, cubículo onde os presos eram confinados sem luz, água ou comida.
A tortura deixou sequelas físicas, mas não abalou suas convicções socialistas. Depois da Anistia, ele dirigiu o jornal alternativo Companheiro e ajudou a criar o PT. Elegeu-se para o primeiro mandato em 1986, como deputado estadual. Mais tarde, deixaria o partido para participar da fundação do PSOL. Tachado de radical, incorporou a palavra ao slogan de campanha.
Como outros parlamentares de sua geração, Valente andava desanimado com o Congresso. “O nível caiu muito, a mediocridade está grande. Até o convívio com os adversários já foi mais civilizado”, lamenta. “Sempre tive amigos no PSDB. Hoje a Câmara está cheia de deputados toscos, extremistas, napoleões de hospício. Com muita gente, não dá nem para conversar”.
Na quinta-feira, ele assistiu pela TV à derrubada do veto ao projeto que reduz as penas de Jair Bolsonaro e seus comparsas. “É um escárnio. Estão normalizando uma tentativa de golpe que não se consumou por um triz”, indigna-se.
O decano do PSOL prega que o governo dê um “giro à esquerda” para tentar sair da lona. “O Centrão já escolheu seu candidato. Se Lula quiser ganhar a eleição, terá que virar a chave, defender pautas que interessem aos trabalhadores e convocar a militância para voltar às ruas. A gente precisa perder o pudor de fazer o enfrentamento”, defende.
Há três anos, a Comissão de Anistia reabriu o processo de Valente, que havia sido arquivado no governo passado. Ele ouviu um pedido formal de desculpas pela tortura e recebeu indenização de R$ 332 mil pelo período em que foi impedido de trabalhar como engenheiro e professor de matemática. Na cerimônia, quebrou o protocolo e pediu para não discursar no local reservado, à direita da plateia. “Como jacobino, falo sempre pela esquerda”, justificou, arrancando risadas do público.
“Em 29 anos na Câmara, nunca usei a tribuna da direita, nem em sessão solene”, orgulha-se o agora ex-deputado. Sem mandato, ele promete continuar ativo nas redes e nas ruas. Na sexta, participou de live e bateu ponto em ato pelo Dia do Trabalhador. “Posso ficar na retaguarda, mas não vou deixar de fazer política”, promete.
“Muito querido e amado por todos”. Foi assim que Ranielly Santos, 24 anos, descreveu o pai, Edvaldo Pinto dos Santos, 70, encontrado sem vida neste domingo (3). Ele estava desaparecido desde a sexta-feira (1º), quando pulou em uma enchente no bairro do Beberibe, Zona Norte do Recife, e foi arrastado por uma correnteza.
Em entrevista à Folha de Pernambuco, Ranielly informou que, além dela, Edvaldo deixa mais três filhos. Ele era conhecido no bairro por seus personagens e seu bom humor, já que atuava como palhaço e animava celebrações locais.
“Meu pai era muito querido, muito querido mesmo, de verdade. Todo mundo gostava dele, muita gente amava ele. Ele era muito brincalhão. Tinha personagens como o palhaço ‘Pitombinha’, fazia animação em mercados, lojas… só coisas boas”, contou.
‘Foi uma brincadeira e acabou em fatalidade’
O momento em que o idoso foi arrastado pela enchente foi registrado em vídeo que circula nas redes sociais. Nas imagens, é possível ver Edvaldo pulando na água, mas sem encontrar força para retornar.
Segundo Ranielly, o pai morava sozinho e, portanto, a família não estava no local para impedir que ele pulasse. Antes de ser arrastado, inclusive, ele já havia pulado uma vez e conseguido voltar à superfície.
“Ele já tinha feito algumas vezes, algumas enchentes atrás. Ele sempre gostava de pular, fazer essas coisas no meio da vizinhança. Na sexta, ele pulou uma vez, voltou e pulou de novo. Foi uma brincadeira e acabou numa fatalidade”, disse.
Família suspeitava doença de Alzheimer
Segundo a filha, a família suspeitava que Edvaldo tinha princípio da doença de Alzheimer. A família havia, inclusive, marcado exames para o próximo dia 15 de maio, em busca de um laudo que comprovasse a efermidade para que pudessem lhe dar o tratamento devido.
“Eu estava na minha casa e ele morava sozinho. Ele nunca quis morar conosco, morava há mais de 10 anos nessa comunidade. A gente não tinha documentos para interditar ele, mas suspeitávamos da doença. Estava tudo marcado para os exames, mas infelizmente não tinha como fazer nada porque ele não queria nos ouvir. Estávamos tentando conseguir o laudo”, afirmou.
Após dias de angústia, a filha, assim como toda a família, está aliviada em finalmente ter obtido uma resposta para a angústia que sentiam.
“A gente está devastado. Não esperávamos, mas estamos aliviados porque encontramos. Estávamos muito angustiados. Graças a deus encontramos e poderemos dar a ele um enterro digno”, relatou a filha.
Edvaldo Pinto dos Santos era conhecido pelo bom humor e atuava como palhaço em festas e estebelecimentos. – Foto: Cortesia
O que dizem os bombeiros
Procurada, a assessoria de comunicação do Corpo de Bombeiros Militar de Pernambuco (CBMPE) informou que tenta contato com as equipes de resgate e que deve trazer atualizações sobre o caso em breve. O canal segue aberto.