Ouvir um Sextou como esse é um prazer, uma satisfação, uma alegria e, acima de tudo, um grande reconhecimento à cultura nordestina e brasileira. O programa valoriza, propaga e prestigia grandes artistas que, infelizmente, muitos nordestinos ainda não conhecem.
O Sextou em tributo a Vital Farias é de enorme importância para destacar a genialidade desse paraibano arretado que nos deixou há poucos dias. Como bem enfatizado no programa, Vital pertence à mesma linhagem de mestres como Xangai, Geraldo Azevedo e Elomar. Sua obra também nos faz lembrar do brilhante Sebastião Dias, do Rio Grande do Norte.
Tenho dó dos amantes do tal “tchê tchererê tchê tchê”, que não contribuem para o crescimento cultural e desconhecem a riqueza de artistas como esses. Parabéns a Magno pela extraordinária homenagem, digna de arquivo, e pela narração excelente!
Com uma abertura prestigiada, o lançamento da quarta edição da Revista Folha Energia, realizado na manhã de hoje, reúne representantes do setor público, da indústria, do agronegócio, da bioenergia, da navegação e do setor portuário, no Mar Hotel Conventions, no Recife. O evento é promovido pela Folha de Pernambuco e pelo Grupo EQM.
Ao longo da programação, serão discutidos temas como a transição energética na navegação, a versatilidade do etanol e seu potencial de aplicação no mercado de motores estacionários. O encontro busca estimular o diálogo, aproximar os setores, compartilhar conhecimento e contribuir para a construção de novos caminhos para a energia brasileira.
“Quando a gente fala em energia, o resultado final que queremos é um futuro mais sustentável. E o nosso papel, por meio do jornalismo e desses encontros, é ajudar a traduzir essas discussões e fazer com que elas possam gerar resultados efetivos”, afirmou Eduardo de Queiroz Monteiro, presidente do Grupo EQM.
“A gente vai ver novas informações, inovações e, se Deus quiser, com muita notícia boa para setor”, disse o líder setorial sobre as palestras que farão parte do evento. De acordo ele, o Nordeste vivencia um estágio crucial de perspectivas de evolução, consolidando este como o momento mais importante para a região refletir sobre o segmento sucroenergético. Contudo, o alcance desse debate já superou as fronteiras regionais.
A secretária de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco, Danielle Jar Souto, reafirmou o papel estratégico do estado na articulação de novas matrizes produtivas e na segurança energética. “Este evento traz um potencial importante para discussão e pensa na perspectiva de futuro, não só do nosso estado, mas de toda a nação. É um tema extremamente relevante para o mundo inteiro”, disse.
Já o secretário-executivo de Energia de Pernambuco, Guilherme Sá, destacou a relevância estratégica do estado e o papel crucial dos combustíveis sustentáveis de baixo carbono na continuidade da transição energética global. De acordo com o secretário, esses combustíveis desempenham uma função indispensável não apenas por promoverem a descarbonização das fontes energéticas, mas por atenderem a setores de difícil eletrificação, tais como o transporte pesado, a navegação marítima e a aviação.
A abertura contou com a participação do presidente do Grupo EQM e fundador da Folha de Pernambuco, Eduardo de Queiroz Monteiro; da governadora de Pernambuco, Raquel Lyra; da vice-governadora de Pernambuco, Priscila Krause; do prefeito do Recife, Victor Marques; dos ministros André de Paula (Agricultura e Pecuária) e Luciana Santos (Ciência, Tecnologia e Inovação); da ministra em exercício de Portos e Aeroportos, Thairyne Oliveira; do senador Fernando Dueire; e do presidente do Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool no Estado de Pernambuco (Sindaçúcar-PE) e presidente-executivo da NovaBio, Renato Cunha.
Painéis
O primeiro painel, “Transição energética da navegação: desafios e oportunidades para o etanol brasileiro”, será mediado pelo presidente e CEO da Datagro Consultoria, Plínio Nastari, e reunirá representantes da Maersk, União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica), Bioenergia Brasil, Sindaçúcar-AL e Sindaçúcar-PE.
Na sequência, o painel “Versatilidade do etanol e biometano” terá mediação do presidente do Sindicato das Indústrias de Fabricação de Etanol do Estado de Goiás (Sifaeg), André Rocha, e contará com a participação de representantes da Marinha do Brasil, Grupo EQM, Ministério de Minas e Energia, Wärtsilä e Copersucar.
O terceiro e último debate, sobre o “Mercado de motores estacionários com uso de etanol”, será mediado pelo vice-presidente do Conselho Superior do Agronegócio (Cosag) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Jacyr Costa Filho, e reunirá representantes de Suape, Unica, Porto do Recife e Energética Suape II.
A quarta edição da Revista Folha Energia tem o patrocínio de Banco do Nordeste, Copersucar, Copergás, Fertine, Maersk e Suape Energia. O evento conta com o apoio da Prefeitura do Recife, da NovaBio, do Sindaçúcar-PE e do Sindaçúcar-AL.
A candidata ao Senado Marília Arraes (PDT) recebeu mais um importante apoio político na Mata Sul de Pernambuco. A prefeita de Escada, Mary Gouveia, anunciou sua adesão à candidatura da pedetista, levando para o palanque de Marília o grupo político liderado por Jandelson Gouveia, ex-prefeito do município por dois mandatos consecutivos e uma das principais lideranças políticas da região.
A chegada do grupo de Escada amplia uma sequência de adesões conquistadas por Marília, nos últimos dias, em diferentes regiões do estado. Neste fim de semana, anunciaram apoio à pedetista o prefeito de Tamandaré, Carrapicho (Republicanos), e o prefeito de São Caetano, Josafá Almeida (PRD) e seu irmão, o candidato a deputado estadual Jobson Almeida (republicanos). Na última sexta-feira, a vice-prefeita de Camaragibe, Comandante Débora (PT), oficializou sua adesão, e, na semana passada, o prefeito de Bonito, Dr Ruy (PSB), também declarou apoio à candidatura de Marília ao Senado.
À frente da Prefeitura de Escada, Mary Gouveia destacou a confiança na capacidade de Marília de representar os municípios pernambucanos em Brasília. “Marília tem experiência, conhece a realidade do nosso estado e tem capacidade para defender os municípios e ajudar a trazer investimentos e oportunidades para a população. Nossa parceria política nasce dessa confiança no trabalho e no compromisso que ela tem com a nossa gente”, comentou a prefeita.
O ex-prefeito Jandelson Gouveia ressaltou que a decisão foi construída coletivamente e destacou a trajetória política da candidata. “Nosso grupo conhece a história de Marília, sua capacidade de diálogo e a forma como ela constrói a política estando próxima das pessoas. Ela reúne experiência, força política e compromisso para representar Pernambuco no Senado. Por isso, Mary, eu e todo o nosso grupo estamos juntos com Marília nessa caminhada”, afirmou o ex-prefeito.
Marília destacou o peso político do grupo no fortalecimento de sua candidatura na Mata Sul. “Receber o apoio de Mary, de Jandelson e de todo esse grupo político tão importante para Escada e para a Mata Sul é motivo de muita alegria. É uma chegada que fortalece muito a nossa caminhada e mostra que estamos construindo um projeto cada vez mais amplo, reunindo lideranças de diferentes partidos e regiões. Vamos seguir dialogando e somando forças para representar Pernambuco no Senado e trabalhar pelos nossos municípios e pela nossa gente”, destacou.
A governadora Raquel Lyra (PSD), candidata à reeleição, se mantém neutra na disputa para presidente da República. Repete o que fez em 2022 e está dando certo, pelo menos até agora. Raquel fez (faz) um governo de resultados. Massificou a ideia de que o PSB destruiu Pernambuco e que ela está reconstruindo o Estado. Quem lê, acompanha os fatos, tem memória, sabe que não é bem assim.
Essa versão é tão falsa que esconde o fato de a atual governadora ter sido deputada e secretária estadual filiada ao PSB. Se foram 16 anos (às vezes falam em 20) de governos do Partido Socialista, ela e o pai, João Lyra, fizeram parte desse período. Essa neutralidade, a meu ver, faz parte da negação da política.
E isso sempre foi perigoso. Foi o que deu em Fernando Collor e Jair Bolsonaro, os dois piores presidentes da história do Brasil. Quando está em jogo a democracia versus fascismo os eleitores, principalmente os governantes, não podem se omitir. Tem de ter peito como Arraes, em 1964, que preferiu ser deposto e preso a compactuar com os golpistas.
Há quatros anos, como agora, se luta pela democracia, pela manutenção de programas que beneficiam os mais pobres, pela soberania nacional, por um salário mínimo digno, por mais empregos, liberdade, respeito aos poderes e a Constituição.
Até uma criança sabe que Lula representa os valores democráticos e seu principal adversário é um político carreirista com projeto pessoal, que atende a interesses escusos, inclusive dos Estados Unidos.
Ser neutro em relação a esse confronto é não ter compromisso com a democracia, é privilegiar seu próprio projeto de poder. E Raquel, ainda mais este ano, não é tão neutra assim.
Caso contrário não teria ao seu lado companhias como as de Mendonça Filho, Gilson Machado, Clarissa Tércio, Eduardo Moura, Eduardo da Fonte, Miguel Coelho e a própria vice, Priscila Krause.
Alguns democratas reclamam de João Campos por não ser tão de esquerda quanto Arraes. E não perdoam o PSB pela participação decisiva no impeachment de Dilma. Ora, o Partido Socialista, especialmente em Pernambuco, já pagou pelo seu erro.
A candidatura de Danilo Cabral em 2022 foi um fiasco sobretudo pelo seu voto entusiasmado, em 2016, pelo impeachment. Lula, que é sábio, não faz política como se fizesse parte de diretório estudantil, tanto perdoou os socialistas pelo posicionamento equivocado, no passado, que tem como vice Geraldo Alckmin, filiado ao PSB e que vem sendo correto com ele.
João Campos, em 2016, devia estar com 22 anos, ainda nem tinha estreado na vida pública. Não dá para culpá-lo pelo erro de Danilo Cabral ou Paulo Câmara. Aliás Paulo, que apoiou o processo contra Dilma, hoje faz parte do governo Lula.
Nesse contexto que estamos examinando, a “neutra” Raquel está à direita, cercada pela velha e nova direita pernambucana, praticando a antiguíssima política do toma lá dá cá, cooptando prefeitos, deputados e jornalistas como nunca se fez no estado.
João, que trabalhou muito no Recife, com uma capacidade de entregas maior do que a da governadora, está aliado com o PT, está com Lula, está contra as forças do atraso e isso precisa ser levado em consideração na escolha de quem vai governar Pernambuco.
Se Raquel vence continuará mais do mesmo. Se João Campos ganha há uma perspectiva de avanços e poderemos ter novos hospitais, mais investimento na educação, além de mais respeito aos municípios que não podem ser discriminados simplesmente porque o prefeito é da oposição, como acontece com Garanhuns, cidade esquecida até quando da nomeação de policiais militares.
A neutralidade faz parte de um teatro. Ela na verdade não existe.
O que existe mesmo é um projeto de poder nos moldes do praticado pela velha Arena, PDS, PFL, ideário político que sobrevive com nova roupagem.
Faleceu, há pouco, no Recife, Socorro Ramos, esposa do ex-governador de Pernambuco, José Ramos. Segundo as informações iniciais, ela foi vítima de um infarto. Detalhes sobre o velório e o sepultamento ainda não foram divulgados. Mais informações em instantes.
No lançamento da 4ª edição da revista Folha Energia, na manhã de hoje, em Boa Viagem, a governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD) avaliou o posicionamento do estado produção de energia limpa. As informações são do Blog da Folha.
Sob o tema “Matriz de Oportunidades”, o evento reúne autoridades e representantes de diferentes segmentos da economia para discutir como o etanol, o biometano e outras fontes renováveis podem ampliar sua participação na matriz energética e abrir novas oportunidades para a indústria brasileira.
“Acho que esse tema de hoje é mais que uma possibilidade, é super propício porque Pernambuco está pronto para, nos próximos quatro anos, liderar não só a transição de energia, mas a nova economia no nordeste e no Brasil. É importante a gente ter falado sobre isso porque é o Brasil inteiro que está ligado no que está acontecendo aqui no nosso estado”.
MONTANHAS DA JAQUEIRA – Saibam todos que lerem estes papiros ou deles forem informados que o Reino de Pindorama tem caleidoscópios nos olhos e no coração. Eu vos direi: o coração desta Terra de Vera Cruz, a terra da verdadeira Cruz, tem catedrais imensas, nas orações do poeta dos Anjos e pecadores, Augusto. E também tem capelas humildes, feito a Capela dos Aflitos e a Capela da Jaqueira.
Os brasileiros debulham suas aflições na Capela azul dos Aflitos e na capela da Jaqueira. As aflições da vida são debulhadas a cada dia feito grãos de milho e grãos de feijão. “Miserere nobis”, Senhor, tende misericórdia de nós! Repreendei o coração dos homens perversos que censuram, roubam e infelicitam nosso Brazil! Meu coração é vermelho, dirão os lobisomens do cordão encarnado. Paciência.
As pessoas contemplam a vida com os olhos do coração, como diria o poeta Alvacir Fox, guru da Freguesia de Apipucos, Jaqueira et Orbi.
Haverá um momento de inflexão ideológica na América Latina este ano. Cá entre nós, se a seita vermelha for vitoriosa, irá consolidar a hegemonia das esquerdas no País. Caso contrário, o bloco conservador será fortalecido com o poder na Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai e Peru. O Brazil é fator dominante na hegemonia política do Continente.
A longa manus do cowboy Donald Tramp está de olho nas sístoles e diástoles do coração auriverde. Esquerda, volver! Direita, volver! Tum-tum-tum! O guru vermelho desafiou o tremendão e falou: Não vem que não tem. Em 2022 a longa manus globalista de Joe Biden deu uma colher de sopa para a vitória das esquerdas. Os vermelhos adoraram.
A nova versão da Doutrina Monroe – América para os americanos – no império de Donald Tramp, a “Doutrina Donroe está no ar. O cowboy aciona o “Big Stick”, o grande porrete. A intervenção mais explícita aconteceu na Venezuela. O regime escravagista-comunista de Cuba sobrevive em clima de velório.
Organização de conquista ideológica das esquerdas, o Foro de São Paulo foi criado em 1990 pelo energúmeno Fidel Castro, com licença da palavra, e o guru da seita encarnada, entre outros feiticeiros. O momento histórico aconteceu pós queda do maldito muro de Berlim. A ideia era compensar na América Latina e Caribe as perdas do comunismo no Leste Europeu. Haverá uma peleja entre os imperialistas do Big Stick de Tramp e os zumbis da caterva vermelha.
Feito o morcego da covid, Fidel voava nos ares e inoculava, via lavagem cerebral, o vírus do comunismo na cabeça dos intelectuais que veneravam o regime de Cuba. A doença venérea do comunismo causou mais aleijões cerebrais que as viradas de trem, de ônibus e caminhões nas décadas de 1960, 1970 e 1980 na América Latina. O comunismo é uma virada de trem.
O ímpio Donald Tramp é fazedor de mil pecados neste vale de lágrimas e de silício, mas também possui uma virtude proverbial: é anticomunista de nascença. Por isso será perdoado de todos os pecados no Dia do Juízo.
Aquarta edição da Revista Folha Energia, sob o tema “Matriz de Oportunidades”, iniciou, há pouco, no Mar Hotel Conventions, em Boa Viagem, Zona Sul do Recife. O encontro é uma realização da Folha de Pernambuco e do Grupo EQM, com patrocínio de Banco do Nordeste, Copersucar, Copergás, Fertine, Maersk e Suape Energia.
Estão presentes no evento a governadora Raquel Lyra (PSD), a vice-governadora Priscila Krause (PSD), o prefeito do Recife, Victor Marques (PCdoB), a ministra de Ciência e Tecnologia, Luciana Santos (PCdoB), o ministro da Agricultura, André de Paula (PSD), o presidente do Sindaçúcar-PE, Renato Cunha, além do senador Fernando Dueire (PSD).
O debate sobre os caminhos da transição energética ganha espaço, hoje, no Recife, com a quarta edição da Revista Folha Energia. Sob o tema “Matriz de Oportunidades”, o evento reúne autoridades e representantes de diferentes segmentos da economia para discutir como o etanol, o biometano e outras fontes renováveis podem ampliar sua participação na matriz energética e abrir novas oportunidades para a indústria brasileira.
Realizado no Mar Hotel Conventions, em Boa Viagem, Zona Sul do Recife, a partir das 8h30, o encontro é uma realização da Folha de Pernambuco e do Grupo EQM, com patrocínio de Banco do Nordeste, Copersucar, Copergás, Fertine, Maersk e Suape Energia.
O evento tem apoio da Prefeitura do Recife e da NovaBio e apoio técnico do Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool no Estado de Pernambuco (Sindaçúcar-PE).
A programação é dividida em três painéis, que conectam os biocombustíveis a áreas como navegação, geração de energia e infraestrutura portuária. Para a vice-presidente da Folha de Pernambuco, Mariana Costa, reunir diferentes setores é fundamental para discutir os desafios e as oportunidades da transição energética.
“O Nordeste tem um enorme potencial quando a gente fala em transição energética e na produção de fontes renováveis. Por isso, é importante reunir diferentes setores para entender os desafios que precisam ser enfrentados e quais oportunidades de negócios e de soluções podem surgir a partir dos investimentos nesse segmento”, afirma.
Painéis
O primeiro painel, “Transição energética da navegação: desafios e oportunidades para o etanol brasileiro”, coloca em discussão o potencial dos biocombustíveis na descarbonização do transporte marítimo. O assunto será apresentado pelo vice-presidente da América Latina de Políticas Públicas e Regulatórias da Maersk, Danilo Veras.
A mesa será mediada pelo presidente e CEO da Datagro Consultoria, Plínio Nastari, e terá a participação do presidente da Unica, Evandro Herrera Bertone Gussi; do presidente da Bioenergia Brasil e da Siamig-MG, Mário Campos Filho; do presidente do Sindaçúcar-AL e vice-presidente da Coagro CNI, Pedro Robério de Melo Nogueira; e do presidente do Sindaçúcar-PE, vice-presidente da Fiepe e da Bioenergia Brasil, Renato Cunha.
Para Cunha, Pernambuco pode ocupar posição estratégica na expansão das novas aplicações do etanol, especialmente pela estrutura portuária e localização do estado. “Pernambuco tem um papel por tradição, pela centralidade geográfica e pela importância socioeconômica que sempre teve na região. Suape tem uma relevância muito grande e está procurando criar as condições para ser um grande abastecedor das rotas marítimas”, ressalta.
Segundo o presidente do Sindaçúcar-PE, o uso do etanol no chamado biobunker, combustível marítimo que incorpora fontes renováveis, pode conectar a produção sucroenergética a novas cadeias de negócios.
O segundo painel, “Versatilidade do etanol e biometano”, com o diretor de Relações Institucionais da Copersucar, Henrique Araújo, amplia a discussão para diferentes aplicações dos combustíveis renováveis.
A mesa será mediada pelo presidente do Sifaeg-GO, André Rocha, e terá a participação do chefe do Estado-Maior da Armada da Marinha do Brasil, Almirante de Esquadra José Augusto Vieira da Cunha de Menezes; do presidente do Grupo EQM, Eduardo de Queiroz Monteiro; do diretor do Departamento de Biocombustíveis do Ministério de Minas e Energia, Marlon Arraes; e do gerente-geral de Vendas da Wartsila, Mario Barbosa.
O terceiro painel é dedicado ao “Mercado de motores estacionários com uso de etanol”, discutindo a aplicação do combustível na geração de energia, ficará sob o comando do diretor da Energética Suape II S.A., José Faustino da Costa Cândido.
A mediação será do vice-presidente do Conselho Superior do Agronegócio do COSAG/FIESP, Jacyr Costa Filho, com participação do presidente do Complexo Portuário de Suape, Armando Monteiro Bisneto; do presidente da UDOP, Hugo Cagno Filho; do diretor de Economia e Inteligência Setorial da Unica, Luciano Rodrigues; e do presidente do Porto do Recife, Wagner Maciel.
Agenda sobre sustentabilidade
Para Mariana Costa, a proposta da Folha Energia é fazer com que o debate ultrapasse o momento do evento e contribua para a construção de uma agenda permanente sobre inovação e sustentabilidade.
Segundo ela, a discussão sobre energia precisa ser traduzida para a sociedade e resultar em avanços concretos.
“Quando a gente fala em energia, o resultado final que queremos é um futuro mais sustentável. E o nosso papel, por meio do jornalismo e desses encontros, é ajudar a traduzir essas discussões e fazer com que elas possam gerar resultados efetivos”, completa.
Lula ouviu a diretório cearense do PT e pediu que Mauro Benevides Filho (União-CE) deixe o posto de vice-líder do governo na Câmara. O deputado declara abertamente apoio ao petista e até pede votos, mas coordena o programa de governo de Ciro Gomes (PSDB), que tenta se eleger governador do Ceará.
Esta coluna apurou que o senador Camilo Santana e o ministro José Guimarães (Relações Institucionais) atuaram incansavelmente para destituir Benevides do posto de vice-líder.
Meu filho Magno Martins Filho, de 18 anos, estudante do terceiro ano do ensino médio do colégio Saber Viver, ganhou Medalha Ouro na Olimpíada Nacional de Matemática. Feliz e honrado, acompanhei a entrega, há pouco, no auditório da sua escola, ao lado do irmão dele e meu filho caçula João Pedro, de 13 anos.
Lula e Flávio Bolsonaro devem ter respirado aliviados ao fim do debate da Band, realizado em pool com outros veículos. O nível da discussão foi tão pobre que o eleitor de ambos teve razões de sobra para trocar uma decepção com a ausência dos favoritos por uma solidariedade com sua decisão.
O desafio de Ronaldo Caiado, Renan Santos e Augusto Cury era se tornarem conhecidos para, no decorrer da campanha, quem sabe, despontarem como uma terceira via possível diante da polarização bastante consolidada. Nesse sentido, falharam miseravelmente.
O show de Renan para a machosfera, as pílulas de autoajuda lançadas por Cury e uma mal ajambrada coletânea de realizações de seu governo em Goiás produzida por Caiado não chegaram, em nenhum momento, a configurar um debate de fato, em que os candidatos —a presidente da República! — formulassem propostas viáveis para problemas concretos do país e dos eleitores.
As medidas extremas metralhadas por Renan entre uma ofensa de boteco e outra a Lula, Flávio e, de forma bastante gratuita, à primeira-dama Janja da Silva são todas inviáveis à luz da Constituição, e ele não falou em nenhum momento como pretende lidar com o Congresso para aprová-las.
Caiado não conseguiu se distinguir de dois oponentes alheios à política e fazer da experiência que tem um trunfo capaz de conquistar os eleitores independentes, que oscilam entre os favoritos ausentes, ou os indecisos.
É lamentável que os favoritos fujam do confronto de ideias faltando menos de dois meses da eleição. Ainda mais diante de uma lista importante de esqueletos nos armários de ambos, como o escândalo Dark Horse do filho de Bolsonaro e as traficâncias de Lulinha, filho do presidente.
Vai ficar para em cima da hora do voto, no debate da Globo, o único momento de tête-à-tête entre Lula e Flávio, o que é um desserviço para o eleitor.
Dito isso, há que se alterar as regras dos debates de forma que candidatos a lacradores não capturem a discussão, como aconteceu com Pablo Marçal em 2024 e de novo ontem.
Esse tipo de comportamento de circo acaba por dar aos fujões uma justificativa com a qual o eleitor comum, que não está interessado em espetáculo, é capaz de se identificar.
Diante do que se viu — dois favoritos que não se dignam a debater, e um outro conjunto de candidatos fracos e sem propostas consistentes —, não admira que a disputa de 2026 esteja baseada, mais do que nunca, numa batalha de rejeições.
Em Pernambuco, a corrida para o Senado, com duas vagas em aberto nas eleições deste ano, está completamente indefinida, segundo a última pesquisa do Datafolha. E vai tomando um rumo que pode quebrar o paradigma do candidato a governador puxar os seus candidatos à Casa Alta, como se deu lá atrás, na eleição de Miguel Arraes, depois com Jarbas Vasconcelos e Eduardo Campos.
Marília Arraes (PDT) e Humberto Costa (PT), que lideram, numericamente, integram a chapa do candidato da oposição, o socialista João Campos, que apareceu com 7 pontos percentuais abaixo da governadora Raquel Lyra – 47% a 40%, na mesma pesquisa. Ambos usam como estratégia uma vinculação direta com o presidente Lula (PT).
Como Teresa Leitão foi eleita senadora pela força e o prestígio de Lula no pleito de 2022, numa chapa em que o candidato dela a governador, Danilo Cabral (PSD), não chegou ao segundo turno, Humberto e Marília deixam claro que apostam na influência de Lula como cabo eleitoral, mesmo João sendo extremamente competitivo, numa eleição que segue aberta para o Palácio do Campo das Princesas.
Já entre os candidatos da chapa da governadora, Túlio Gadelha (PSD) foca mais em Lula do que em Raquel, mesmo a governadora estando em cima do muro sem assumir se vota em Lula, Ronaldo Caiado, do partido dela, ou Flávio Bolsonaro, do PL, cujo partido e forças bolsonaristas estão atrelados ao palanque de Raquel.
Eduardo da Fonte, da federação União Progressista, o segundo postulante ao Senado na chapa da governadora, adotou como estratégia mostrar o que fez e faz por Pernambuco como deputado em Brasília, alavancando recursos, via emendas federais, principalmente na área de saúde, com destaque para a instalação de equipamentos ultramodernos no tratamento do câncer.
Apresenta-se como o senador da saúde, enquanto Mendonça Filho, que de última hora trocou o União Brasil pelo PL, faz suas apostas como azarão tentando atrair os votos do eleitorado de direita, dos conservadores e bolsonaristas. Vai dar certo? Segundo o Datafolha, está no páreo, empatado com Eduardo da Fonte.
Mas não tem perfil nem histórico bolsonarista. Se o segundo candidato de Raquel tivesse sido Miguel Coelho (UB), Mendonça não teria entrado na disputa para o Senado. Topou a parada porque acha que pode tirar a vaga de Eduardo da Fonte, que julga menos competitivo do que o ex-prefeito de Petrolina.
Não é bem assim, como os números vão mostrando. A última pesquisa Datafolha mostra Mendonça com apenas um ponto à frente de Eduardo, 12% e 11%, respectivamente, com uma vantagem para Da Fonte: o seu exército de prefeitos, vereadores e deputados trabalhando por ele, além de ser o candidato oficial da governadora.
CARTA FORA – Dos postulantes ao Senado, Túlio Gadelha (PSD), embora na forçação de barra para colar no prestígio de Lula no Estado, é o único que ainda não decolou. Mesmo sendo o queridinho da governadora, que conseguiu convencê-lo a não desistir na véspera da convenção, estagnou na faixa dos 5% e tudo indica que não sairá disso, por falta de propostas e não ter perfil que convença o eleitorado. Enquanto estiver fazendo loas a Lula a um eleitorado conservador e bolsonarista, não chegará a lugar nenhum.
Eleitos fora da chapa de governador – Esta eleição para o Senado também pode quebrar outro paradigma: eleger dois senadores de chapas distintas, no caso um aliado de João Campos e outro de Raquel. Se nenhum dos candidatos a governador tiver a força eleitoral para puxar os dois, a tendência é João eleger Humberto ou Marília e Raquel Eduardo da Fonte, que disputa ainda com Mendonça. Qualquer candidato que emplacar 25% dos votos nessa disputa imprevisível tem chances de ser eleito, independentemente de estar vinculado ao candidato A ou B a governador.
A força de Lula – Pelos números do Datafolha em Pernambuco na corrida presidencial, Lula continua dando um banho em Flávio Bolsonaro: 56% a 24% das intenções de voto. Se João Campos conseguir, numa campanha casada com Lula, avançar nesse eleitorado cativo do presidente da República, a partir da propaganda eleitoral que começa na próxima sexta-feira, tem amplas chances de virar o jogo, ultrapassando Raquel, que está com 7 pontos de vantagem na pesquisa Datafolha. É aí que reside a aposta dos aliados do ex-prefeito do Recife.
Impeachment tem embasamento e sustentação indiscutível – Do presidente da Assembleia Legislativa, Álvaro Porto (MDB), ao reafirmar, ontem, que o pedido de impeachment da vice-governadora tem amparo legal e está embasado em desvio de recursos: “É claro que tem movimentação política, mas o que a gente está vendo é o que o DenaSUS confirmou com a fiscalização. A gente sabe das transferências que foram feitas através da vice-governadora quando ela assumiu o governo, onde todo mundo sabe que teve um benefício próprio, teve um benefício de dinheiro repassado para o hospital do seu marido”.
Rui Costa conspira 24 horas – Mas para que João possa dar de fato uma alavancada na sua campanha, Lula terá que não apenas falar na propaganda do seu aliado no Estado, mas marcar presença num grande ato na Região Metropolitana, no Agreste ou Sertão. Tem forças poderosas junto ao presidente conspirando para ele não incluir Pernambuco na sua agenda de campanha, uma delas o ex-ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), que virou o grande defensor e amiguinho da governadora.
CURTAS
TENSÃO 1 – O andamento da investigação de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, elevou a tensão entre o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), e o procurador-geral da República, Paulo Gonet.
TENSÃO 2 – De um lado, o chefe do Ministério Público afirma que o inquérito contra o filho do petista deve ser enviado à primeira instância da Justiça por não haver elementos envolvendo autoridades com prerrogativa de foro na Corte. Do outro, há um entendimento de pessoas próximas a Mendonça de que a conexão com o escândalo do INSS, que revelou o envolvimento de um parlamentar, e as citações a Lula em mensagens de celular encontradas ao longo da apuração podem manter o caso por ora no STF.
PODCAST – O ministro da Fazenda, Dario Durigan, é o entrevistado do meu podcast Direto de Brasília, em parceria com a Folha. Excepcionalmente, devido à agenda do ministro, irá ao ar na quarta-feira, e não na terça. Na pauta, o que vem fazendo para manter o controle das despesas obrigatórias, mantendo as diretrizes fiscais caso haja continuidade do atual projeto político.
Perguntar não ofende: Quem o Datafolha terceirizou para fazer o campo das suas pesquisas em Pernambuco?