O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) soltou um comunicado, hoje, em que anuncia a devolução de R$ 292.699.250,33 para aposentados e pensionistas entre os dias 26 de maio e 6 de junho.
Segundo o instituto, esse valor é referente às mensalidades de abril que, mesmo após o bloqueio, foram descontadas por sindicatos e associações, porque a folha do mês já havia sido rodada. “O dinheiro foi bloqueado pelo INSS e será devolvido aos beneficiários na folha de maio”, afirmou o INSS.
O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) afirmou, ontem, que vai notificar, na terça-feira (13), os 9 milhões de aposentados e pensionistas que tiveram descontos em seus benefícios nos últimos anos e que, portanto, podem ter sido prejudicados pela fraude dos descontos irregulares. Essas pessoas terão de informar se as operações foram autorizadas por elas ou não para receberem o ressarcimento dos valores.
Sealion 7, o forte e possante novo SUV cupê da BYD
Por Walberto Maciel Especial para a coluna
O mercado brasileiro de SUVs provavelmente vai dar um salto com a chegada do Sealion 7, apresentado pela BYD no autódromo Ayrton Senna, em Goiânia, Goiás. Com 531 cavalos de potência, 70,36kgfm de torque e uma performance de 0 a 100 km/h em 4.2 segundos, esse novo SUV cupê tem muitas das qualidades que um carro dessa categoria precisa: rápido, excelente dirigibilidade, sistema Adas 2 Plus, nove airbags, (o mais novo fica entre os bancos do motorista e do carona) e um preço até surpreendente.
O leão marinho da BYD, em uma tradução ao pé da letra, que poderia custar até R$ 560 mil se o parâmetro adotado fosse R$ 1.220 por cavalo de potência, que normalmente é adotado por algumas fábricas, ou R$ 443.990 se a montadora chinesa aplicasse uma política de preço para ficar dentro do mercado de SUVs no mesmo padrão (como Volvo, outras chinesas e até algumas alemãs), vai custar R$ 340 mil. Não é barato, mas por tudo que entrega, ele entra na briga bem competitivo.
A BYD escolheu o Ayrton Senna para lançar o Sealion 7 exatamente para mostrar como o SUV seria diferente. A começar pelo estilo cupê, sem a cara de carro do tiozão. Afinal, tem força e apelo esportivo de sobra. No autódromo, o carro mostrou toda sua potência, agilidade e segurança nas frenagens, mesmo nas curvas fechadas da recém-inaugurada pista. O carro tem 4,8 metros de comprimento, muita tecnologia embarcada. A central multimídia é a maior da categoria com 15,6″ , conectividade sem fio Apple e Android, 12 auto-falantes de última geração e GPS nativo BYD – além do ajuste de modo de direção, com opções Conforto e Sport.
Mercado das picapes – Até o fim de 2027, o segmento de picapes médias vai ganhar três produtos. A primeira é Niagara, da Renault. Em seguida, vêm a BYD Mako e a Volkswagen Tukan em 2027. As duas últimas produzidas no Brasil, enquanto a Niagara será fabricada na Argentina. Hoje, os consumidores têm à disposição a Fiat Toro, praticamente dona do segmento, a RAM Rampage e a Chevrolet Montana. A Renault Oroch sai para dar lugar à Niagara.
Zeekr chega a 1000 unidades no Brasil – A marca global de veículos premium do Grupo Geely registrou, em maio, a milésima venda de carros no Brasil, mostrando o constante interesse do público em veículos elétricos. Desde a chegada ao país no fim de 2024, a Zeekr acumula pouco mais de um ano de operação no mercado e rapidamente expandiu a rede e já conta com concessionárias em diversos estados, além das principais capitais. Este ano, por exemplo, a marca de veículos premium seguiu com o plano de capilarização e firmou parcerias com grupos automotivos em Belo Horizonte (MG), Campinas (SP) e Brasília (DF). Para alcançar a milésima venda no Brasil, o X aparece como o modelo mais vendido, com 454 vendas realizadas até maio de 2026, entre concessionárias da rede e de forma direta, seguido pelos modelos 7X e 001. O Zeekr 001, com 400kW de potência (544 cv) e mais de 420 km de autonomia, inaugurou a presença da marca no Brasil, seguido pelo Zeekr X, que possui 315 kW (428 cv) e alcance superior a 320 km. Completando a linha atual, o Zeekr 7X oferta 475 kW (646 cv) e maior autonomia da frota.
Novidades e descontos no Move Brasil – Várias montadoras estão entrando com força no programa Move Brasil, direcionado para táxis e carros usados em aplicativos. Por exemplo: a GWM entrará com o Ora 03, seu modelo elétrico de entrada. A versão BEV58 terá descontos de até R$ 19 mil para motoristas elegíveis, saindo por cerca de R$ 150 mil. O modelo traz um mix de itens tanto da antiga versão de entrada quanto da versão de topo — e é um dos maiores hatches elétricos em sua faixa de preço. Ao todo, são 4.235 mm de comprimento e distância entre os eixos de 2.650 mm. A configuração também adiciona itens como teto solar panorâmico, carregador de celular por indução, acabamento interno escurecido e detalhes exclusivos de acabamento. A bateria de 58 kWh garante até 315 km de autonomia no padrão Inmetro, superando com folga os 232 km da versão de entrada. Já no conjunto mecânico, mantém o motor elétrico dianteiro de 171 cv e 25,5 kgfm, com diferentes modos de condução e pacote ADAS de assistência à condução nível 2+.
Peugeot – A marca francesa pertencente à Stellantis está oferecendo descontos de até R$ 57.368 para taxistas com direito à isenção fiscal (IPI/IMCS) e de até R$ 35.657 para profissionais para os motoristas de aplicativos. A oferta vale na compra dos modelos Peugeot 208 Allure T200 AT e Peugeot 2008 Allure T200 AT – e apenas até dia 19 de junho. O 2008 Allure T200 AT para taxistas sai de R$ 168.990 por R$ 111.622, mais de R$ 57 mil de desconto. Já para motoristas de aplicativo e taxistas sem isenções fiscais, o modelo é comercializado por R$ 133.333. O modelo tem motor 1.0 turbo flex, aliado ao câmbio automático CVT com sete marchas simuladas.
Para os taxistas que já contam com isenções fiscais, o 208 Allure T200 automático sai de R$ 126.990 por R$ 92.440 – um desconto de mais de R$ 34 mil. Já para motoristas de aplicativo e taxistas sem isenções, o modelo sai por R$ 111.624. O modelo chega de 0 a 100 km/h em até 8,6 segundos. Para motoristas de aplicativo e taxistas, o conjunto favorece uma condução mais confortável e prática na rotina intensa, principalmente em cidades de grande movimento, com respostas rápidas.
Entre os destaques da versão estão a central multimídia Peugeot i-Connect Advanced de 10,3”, painel digital i-Cockpit 2D de 10”, pacote Peugeot Driver Assist e espelhamento sem fio para Android Auto e Apple CarPlay. Também traz o volante SportDrive com comandos de som, e para elevar o design apresenta costuras cinzas, detalhe que reforça a sofisticação e o acabamento refinado da cabine.
Outras ações – Além da Peugeot, a Citroën, Jeep e a Fiat – também do grupo Stellantis — também baixaram o preço de seus modelos e conseguiram melhores taxas de financiamento. Entre os modelos da Fiat contemplados na ação comercial estão Mobi Like, Argo Drive MT, Pulse Drive 1.3 AT, Cronos Drive 1.3 AT e Fastback T200 com Pack Smart.
A Citroën participa com C3 Live Go, C3 Live Plus, C3 You, Basalt Feel AT e Basalt Dark Edition. Já a Jeep oferece Renegade Longitude T270 MHEV 4X2 e Compass Sport T270, enquanto a Peugeot disponibiliza os modelos 208 Allure Turbo AT e 2008 Allure Turbo AT.
Para ter acesso às condições especiais, taxistas e motoristas de aplicativo devem procurar uma concessionária das marcas participantes em todo o Brasil e apresentar a documentação correspondente à sua categoria para obter os descontos por meio de faturamento direto da fábrica.
E mais – Volkswagen e Honda também aproveitaram o empurrão do governo federal para oferecer descontos para motoristas de aplicativo e taxistas. A medida oficial, vale lembrar, prevê até R$ 30 bilhões em crédito para compra de carros de até R$ 150 mil que sejam flex, híbridos flex, elétricos ou movidos exclusivamente a etanol. Esses profissionais poderão financiar carros novos com juros abaixo dos praticados no mercado.
Por exemplo: a marca alemã pôs no pacote de descontos os seguintes modelos (à vistA):
Polo Track: de R$ 96.690 por R$ 87.987,90
Virtus 170 TSI AT: de R$ 134.390 por R$ 119.607,10
Tera MPI: de R$ 107.190 por R$ 101.830,50
Tera Comfort: de R$ 133.190 por R$ 126.530,50
T‑Cross 200 TSI: de R$ 161.490 por R$ 142.111,20
É claro que os preços podem variar conforme versão, acessórios, impostos, região e políticas de concessionárias. Por isso, vale pesquisar.
A Honda, por sua vez, informou que os modelos que se enquadram no programa são os:
A resposta da análise será enviada por meio da caixa postal do portal gov.br em até cinco dias após o cadastro.
Depois da confirmação da elegibilidade, os motoristas poderão escolher, a partir de 19 de junho, veículos de até R$ 150 mil, de montadoras habilitadas no Mover. Os trabalhadores deverão procurar uma instituição financeira credenciada para pedir o financiamento.
Contratação:O banco escolhido pelo motorista fará a análise de crédito e, se aprovada, concluirá a contratação com as condições do programa.
A chegada do Chevrolet Sonic – O modelo chega ao mercado brasileiro com grande responsabilidade estratégica para a Chevrolet. Afinal, é do segmento talvez mais relevante e competitivo da indústria. Ao ingressar no universo dos SUVs compactos, a marca quer marcar presença em uma categoria de forte apelo junto ao consumidor. Produzido no Brasil e posicionado entre Onix Activ e Tracker, o Sonic inaugura um novo capítulo para a marca na América do Sul. O Sonic é um projeto global liderado pela engenharia da GM América do Sul, com uso intensivo de ambiente virtual, inteligência artificial e ferramentas digitais avançadas.
A volta do Onix Activ – A Chevrolet, sete anos depois, trouxe de volta o Onix Activ – já como linha 2027. Ele tem suspensão elevada, motor 1.0 turbo flex, câmbio automático, pacote de conectividade atualizado e nova distribuição de versões. O preço sugerido vai ficar na casa dos R$ R$ 116 mil. As versões LT e LTZ devem sair de linha. Além do Onix Activ, a linha 2027 também terá uma configuração chamada Eco, movida apenas a etanol, que será aplicada tanto ao hatch quanto ao sedã Onix Plus. A versão usará motor 1.0 turbo abastecido exclusivamente com etanol e câmbio automático de seis marchas, com preço sugerido de R$ 103 mil para o hatch e R$ 107 mil para o sedã.
Voge: ‘invasão chinesa’ chega às motos – O mercado brasileiro de motos vai ganhar concorrência: a chinesa Voge acaba de lançar oficialmente a marca no país. Ela pesquisou o Brasil por mais de 3 anos e começa suas operações na Zona Franca de Manaus (AM). Os planos são ambiciosos, principalmente pelo valor inicial investido: R$ 10 milhões em parceria com a Dafra, que vão resultar no lançamento de quatro modelos já a partir do meio do ano. Os produtos são premium e com garantia de 5 anos: as motos DS900X e Voge SR4 MAX e os scooters SR 3 e SR4. A DS900X, a mais cara, de 895 cc, custará entre R$ 75 mil e R$ 79 mil. A Scooter mais barata, de 244,3 cc, a SR3, terá preço entre R$ 35 mil e 39 mil.
No momento, a Voge tem três concessionárias — nas capitais paulista, paranaense e do Rio de Janeiro —, o projeto é abrir mais três ainda este ano — Belo Horizonte, Brasília e Campinas, São Paulo. Até 2030 pretende ter 32 abertas. Para o biênio 2027/2028, a marca vai se expandir ainda mais no Sul e Sudeste e para os estados do Norte e Nordeste.
Honda Biz 2027: evolução técnica na versão de entrada – A Biz estreou em 1998 sendo herdeira direta da pioneira Honda CUB, lançada em 1958 – simplesmente o veículo a motor mais vendido do planeta. Em seguida, a Biz substituiu a Honda C100 Dream, vendida por aqui de 1992 a 1998. Agora, se consolidou como o segundo modelo mais vendido do Brasil, atrás apenas da campeã Honda CG — à qual consegue confrontar em vendas especialmente nas pequenas cidades, onde é o veículo preferencial de famílias que desejam de um meio de locomoção prático, ideal para deslocamentos curtos, mas que não desdenha trajetos mais longos por estradas muitas vezes não pavimentadas.
O sucesso da Biz se dá, também, pela facilidade de uso do câmbio semi-automático, o baixo peso e a altura reduzida do assento. Para 2027 a grande novidade é a chegada das rodas de liga-leve equipadas com pneus sem câmara na Biz125 ES, equiparando-a neste aspecto à Biz125 EX, a mais desejada da família, que se diferencia da Biz125 ES por incorporar a tecnologia FlexOne, que permite ao sistema de alimentação utilizar gasolina e/ou etanol.
A Biz125 EX é o único veículo com motor bicombustível em sua categoria, um diferencial que em determinadas regiões do, como Sudeste e Centro-Oeste, se revela muito vantajoso. Outros diferenciais da Biz125 EX são as luzes de posição frontais em LED e o quadro de instrumentos tipo blackout. Ambas estarão disponíveis na rede de concessionários Honda a partir de junho. Os preços públicos têm como base São Paulo/SP e não incluem despesas com frete e seguro: Biz125 EX – R$ 16.849 e Biz 125 ES — R$ 13.505
Personalização automotiva cresce no Brasil – A personalização de veículos tem ganhado cada vez mais espaço no Brasil, acompanhando o desejo dos consumidores de transformar o carro em uma extensão do seu estilo ou até mesmo em uma ferramenta estratégica de comunicação. Entre as principais tendências está o envelopamento automotivo, técnica que permite mudar completamente a aparência do veículo sem a necessidade de uma repintura tradicional. Versátil, o envelopamento pode ser aplicado tanto em carros populares quanto em modelos de luxo, oferecendo desde acabamentos foscos até metalizados. Mais do que estética, a prática combina criatividade, proteção e praticidade, atendendo diferentes perfis de consumidores. O avanço da personalização automotiva acompanha um cenário econômico robusto. Inserido no aftermarket automotivo, o setor, que engloba reposição e customização, movimentou cerca de US$ 34,45 bilhões no Brasil em 2023, com crescimento contínuo nos últimos anos.
Dentro desse universo, a customização se destaca pelo dinamismo e pela diversidade de aplicações. No segmento de veículos de luxo, por exemplo, a personalização cresce cerca de 18% ao ano, refletindo a busca por exclusividade e diferenciação. Segundo diretores da Alltak, líder no mercado de customização em vinil automotivo, o interesse crescente também se reflete em eventos automotivos realizados em todo o país, que reforçam a cultura de customização entre diferentes perfis de consumidores, desde entusiastas até proprietários de veículos do dia a dia.
Mudança de cor – Um dos grandes atrativos do envelopamento automotivo é a possibilidade de alterar a cor do carro de forma rápida e reversível. Diferente da pintura, que exige um processo mais invasivo e permanente, a aplicação de películas adesivas permite testar novas tonalidades, acabamentos e até combinações exclusivas. Cores sólidas, efeitos especiais e acabamentos premium ampliam as possibilidades de personalização. Além disso, a técnica permite envelopamentos parciais, como teto, retrovisores ou detalhes específicos, criando contrastes e identidades únicas. Outro ponto relevante é a possibilidade de retorno à cor original, o que preserva o valor de revenda do veículo. Essa flexibilidade tem impulsionado a adesão tanto por consumidores finais quanto por empresas, que podem adaptar a identidade visual de suas frotas com mais agilidade.
Proteção e durabilidade – Além da mudança visual, o envelopamento também atua como uma camada protetora para a pintura original. A película ajuda a reduzir danos causados por riscos, sujeiras, raios UV e pequenas agressões do dia a dia.
Alternativa estratégica – A aplicação do envelopamento costuma ser mais econômica do que uma repintura completa. Os custos variam conforme o tamanho do veículo, o tipo de material e a complexidade da aplicação, podendo ir de alguns milhares de reais até valores mais elevados em projetos premium. Para empresas, o recurso também se destaca como ferramenta de branding, transformando veículos em mídia itinerante e ampliando a visibilidade das marcas nas ruas.
Atenção à qualidade – Apesar das vantagens, especialistas alertam que o sucesso do envelopamento depende diretamente da qualidade dos materiais e da aplicação profissional. Filmes de alto desempenho oferecem melhor acabamento, maior durabilidade e maior adaptação às curvas do veículo.
Atenção à legislação – Alterações devem seguir rigorosamente o Código de Trânsito Brasileiro e as normas do Contran. Mudanças que alterem mais de 50% da cor do veículo exigem regularização no documento, além da obtenção do Certificado de Segurança Veicular (CSV) por meio de uma Instituição Técnica Licenciada (ITL) e atualização junto ao Detran. O descumprimento pode resultar em multa, pontos na CNH e retenção do veículo.
Renato Ferraz, ex-Correio Braziliense, tem especialidade em jornalismo automobilístico.
O pré-candidato João Campos (PSB) declarou que, se eleito governador, vai propor que a gestão estadual assuma a construção do trecho pernambucano da ferrovia Transnordestina como forma de contribuir com o Governo do Brasil no destravamento da obra. A proposta foi assumida neste sábado (30), durante visita a Salgueiro, no Sertão Central. Na cidade, o pessebista também destacou a necessidade de avançar em temas como a garantia do acesso à água e o enfrentamento ao vazio assistencial na saúde.
Os assuntos foram abordados em entrevistas concedidas pelo pré-candidato a três rádios locais. João exaltou o posicionamento estratégico de Salgueiro como “coração do semiárido”, já que é na cidade que estão localizados os entroncamentos das BRs-232 e 116 e dos ramais cearense e pernambucano da Transnordestina. “Fica aqui um compromisso: se for preciso, enquanto governador de Pernambuco, eu pedirei ao Governo Federal que ele transfira a responsabilidade da construção e da concessão da Transnordestina para o estado de Pernambuco, porque não podemos deixar que Pernambuco perca tempo”, afirmou.
Durante a visita, João caminhou pela feira do centro da cidade e promoveu mais uma edição do “Anote Aí!”, iniciativa de escuta popular. Da tribuna montada no meio da rua, o pré-candidato foi provocado a reverter, como governador, a suspensão dos atendimentos a gestantes de alto risco no Hospital Regional Inácio de Sá, em Salgueiro, medida que tem levado pacientes a terem que percorrer mais de 200 quilômetros em busca do serviço. “Salgueiro deixou de fazer parto de alto risco. Isso não é justo com Salgueiro. Salgueiro é o coração do semiárido brasileiro, que tem mais de 1.300 municípios. Temos que abrir uma unidade de alto risco. Digo porque sei fazer. Reformei todas as maternidades do Recife e construí um hospital específico para a criança”, argumentou.
Depois da programação na cidade, João Campos foi à zona rural, onde encontrou agricultores que veem a água da transposição do Rio São Francisco passar perto de casa, mas não conseguem abastecimento. “Vocês conheceram Miguel Arraes, meu bisavô, que apagou os candeeiros e levou a eletrificação para todo canto. A gente precisa fazer o que ele fez, só que com a água da transposição. A gente precisa garantir a ligação das comunidades, por meio de obras complementares”, declarou, acrescentando que “Pernambuco precisa de força, pressa e urgência”. “Me sinto preparado para governar o estado porque a vida me preparou muito cedo. Estamos prontos para colocar Pernambuco no mapa do futuro”, disse.
As agendas foram acompanhadas pelo ex-prefeito de Salgueiro, Dr. Marcones Sá (PSB), pelo presidente estadual do PSB, deputado Sileno Guedes, pelo ex-deputado Gonzaga Patriota (PSB) e outros nomes da política da região. Ainda em Salgueiro, João Campos deve participar, nesta noite, de um encontro com lideranças femininas, com condução da ex-prefeita e ex-deputada Creuza Pereira (PSB).
Voltei ao mesmo lugar. Não sei bem dizer o que esperava encontrar, talvez o vento com o mesmo ângulo, as mesmas sombras ocupando os mesmos tijolos, a tarde estendida sobre as coisas com aquela leveza particular que eu havia guardado como quem guarda uma folha seca entre as páginas de um livro. O banco de madeira continuava lá, um pouco mais desgastado, como tudo que permanece à chuva e ao sol sem que ninguém se lembre de abrigar. Sentei no mesmo canto. E aconteceu algo que, na sua aparente simplicidade, foi capaz de me abrir por dentro com uma delicadeza quase cirúrgica: eu não me lembrei dela. Eu pensei nela.
Há uma diferença imensa entre essas duas coisas, e estranhamente levei toda uma vida para percebê-la com clareza. Lembrar é um acontecimento do lado de fora. É o mundo batendo na porta da memória e dizendo: olha, eu trouxe algo que é seu. Uma música toca numa loja ao passar pela calçada, e de repente alguém surge completo dentro de nós, como se tivesse estado o tempo todo aguardando aquela nota específica para entrar.
Um perfume escapa de uma janela aberta e nos transporta para um quarto que nem existe mais. O cheiro de chuva sobre o asfalto quente, a penugem de uma nuvem numa tarde de inverno, a curvatura de uma rua que de repente não é mais uma rua mas uma memória com endereço, tudo isso é lembrança. A lembrança é uma visita. Ela chega, nos toca, nos perturba ou nos consola, e depois vai embora como a onda que toca a areia e recua, sem pedir licença e sem deixar escolha.
Mas naquele banco de madeira, naquela tarde que repetia a geometria de uma tarde anterior sem conseguir repeti-la de fato, eu não precisei de nenhum gatilho. Não foi um detalhe do cenário que a invocou. Ela simplesmente estava lá, não como visão, não como saudade aguda, mas como uma presença difusa e constante, como o murmúrio de um rio que a gente só percebe quando para de falar. Pensar em alguém é diferente de lembrá-lo. Pensar é quando a pessoa encontrou um cômodo dentro de nós e não saiu mais. É quando ela não precisa ser convocada porque nunca foi embora. É uma chama que continua acesa mesmo nas noites em que ninguém a visita — não para queimar, não para consumir, mas apenas para continuar sendo luz dentro de um espaço que ela aprendeu a habitar.
Existe uma beleza triste nisso. Uma beleza que não pede permissão para existir. A lembrança, por mais preciosa que seja, tem a natureza fugaz do pássaro que pousa um instante na beira da janela: você o observa, segura a respiração para não assustá-lo, sente alguma coisa se expandir dentro do peito, e então ele vai, porque pássaros são feitos de ir. Já o pensamento é diferente em sua essência. O pensamento não pousa. Ele habita. É a estrela que insiste em brilhar depois do crepúsculo, quando todas as outras se apagaram e aquela ainda pulsa, teimosa e serena, como se tivesse decidido que o céu escuro era o seu lugar definitivo. Não nos pediu que a víssemos. Está ali de qualquer modo.
Fui tentando nomear essa distinção enquanto o vento deslocava algumas folhas secas pela calçada, e cada folha era uma lembrança indo embora, levada pela corrente do tempo para algum lugar que não sabemos identificar. A memória é generosa na sua brevidade, ela nos devolve o que foi, nos empresta o passado por alguns instantes, nos deixa roçar com os dedos a textura de um momento que já não existe. Mas ela tem limites que são seus. Ela vem e vai. Ela obedece aos ventos do acaso, às armadilhas involuntárias que o mundo espalha pelo caminho, uma canção, uma cor, o jeito como a luz dobra numa esquina às cinco da tarde. A lembrança é filha do acaso. O pensamento, porém, é filho da escolha, ou melhor: é filho do amor, que é a mais sofisticada forma de permanência que o ser humano conhece.
Havia pessoas que eu havia amado e que agora me chegavam apenas como lembrança. Surgiam às vezes, completas e vívidas, convocadas por algum detalhe insignificante do mundo, e eu as recebia com gratidão, como se recebe uma carta inesperada. Mas ela, ela era outra coisa. Ela era a casa iluminada por dentro que a gente enxerga do lado de fora numa noite de inverno e que, mesmo sem estar dentro dela, faz a gente se sentir menos à deriva no mundo. Não importava se eu estava naquele banco ou num trem ou numa fila de farmácia ou olhando sem ver para o teto às duas da manhã: ela estava lá, no pensamento, quieta como o rio que continua correndo longe dos olhos — continua correndo, diga-se de passagem, mesmo que ninguém esteja lá para ouvi-lo.
Compreendi, naquela tarde repetida e irrepetível, que há dois tipos muito distintos de pessoas que passam pela nossa vida. As primeiras passam pela memória como pássaros de estação — e que bênção são elas, que visitam a gente com sua fugacidade e seu canto, e que nos lembram que a beleza não precisa ser permanente para ser real. As segundas, porém, fazem do pensamento a sua morada. Constroem qualquer coisa dentro de nós sem pedir licença, sem anunciar a chegada, sem tampouco anunciar que ficaram. São as que a memória não precisa trazer de volta porque nunca partiram de verdade. São as que habitam o espaço mais íntimo da consciência com a mesma naturalidade silenciosa com que a respiração habita o corpo, sem esforço, sem ruído, sem a menor intenção de ir embora.
Levantei-me do banco quando a tarde começou a perder sua cor. O lugar continuava igual, o mesmo desgaste, as mesmas sombras inclinando-se para o lado certo, o vento repetindo seu velho gesto de varrer o que não tem raiz. E eu ia embora pensando nela, como havia chegado pensando nela, como chegaria amanhã, como chegaria sempre, não porque o lugar me lembrasse dela, mas porque ela nunca havia saído de mim o suficiente para precisar voltar. Algumas pessoas voltam à lembrança. Outras nunca saem do pensamento.
Mas naquele banco de madeira, naquela tarde que repetia a geometria de uma tarde anterior sem conseguir repeti-la de fato, eu não precisei de nenhum gatilho. Não foi um detalhe do cenário que a invocou. Ela simplesmente estava lá — não como visão, não como saudade aguda, mas como uma presença difusa e constante, como o murmúrio de um rio que a gente só percebe quando para de falar. Pensar em alguém é diferente de lembrá-lo. Pensar é quando a pessoa encontrou um cômodo dentro de nós e não saiu mais. É quando ela não precisa ser convocada porque nunca foi embora. É uma chama que continua acesa mesmo nas noites em que ninguém a visita — não para queimar, não para consumir, mas apenas para continuar sendo luz dentro de um espaço que ela aprendeu a habitar.
Existe uma beleza triste nisso. Uma beleza que não pede permissão para existir. A lembrança, por mais preciosa que seja, tem a natureza fugaz do pássaro que pousa um instante na beira da janela: você o observa, segura a respiração para não assustá-lo, sente alguma coisa se expandir dentro do peito — e então ele vai, porque pássaros são feitos de ir. Já o pensamento é diferente em sua essência. O pensamento não pousa. Ele habita. É a estrela que insiste em brilhar depois do crepúsculo, quando todas as outras se apagaram e aquela ainda pulsa, teimosa e serena, como se tivesse decidido que o céu escuro era o seu lugar definitivo. Não nos pediu que a víssemos. Está ali de qualquer modo.
Fui tentando nomear essa distinção enquanto o vento deslocava algumas folhas secas pela calçada, e cada folha era uma lembrança indo embora, levada pela corrente do tempo para algum lugar que não sabemos identificar. A memória é generosa na sua brevidade, ela nos devolve o que foi, nos empresta o passado por alguns instantes, nos deixa roçar com os dedos a textura de um momento que já não existe. Mas ela tem limites que são seus. Ela vem e vai. Ela obedece aos ventos do acaso, às armadilhas involuntárias que o mundo espalha pelo caminho, uma canção, uma cor, o jeito como a luz dobra numa esquina às cinco da tarde. A lembrança é filha do acaso. O pensamento, porém, é filho da escolha, ou melhor: é filho do amor, que é a mais sofisticada forma de permanência que o ser humano conhece.
Havia pessoas que eu havia amado e que agora me chegavam apenas como lembrança. Surgiam às vezes, completas e vívidas, convocadas por algum detalhe insignificante do mundo, e eu as recebia com gratidão, como se recebe uma carta inesperada. Mas ela, ela era outra coisa. Ela era a casa iluminada por dentro que a gente enxerga do lado de fora numa noite de inverno e que, mesmo sem estar dentro dela, faz a gente se sentir menos à deriva no mundo. Não importava se eu estava naquele banco ou num trem ou numa fila de farmácia ou olhando sem ver para o teto às duas da manhã: ela estava lá, no pensamento, quieta como o rio que continua correndo longe dos olhos, continua correndo, diga-se de passagem, mesmo que ninguém esteja lá para ouvi-lo.
Compreendi, naquela tarde repetida e irrepetível, que há dois tipos muito distintos de pessoas que passam pela nossa vida. As primeiras passam pela memória como pássaros de estação, e que bênção são elas, que visitam a gente com sua fugacidade e seu canto, e que nos lembram que a beleza não precisa ser permanente para ser real. As segundas, porém, fazem do pensamento a sua morada. Constroem qualquer coisa dentro de nós sem pedir licença, sem anunciar a chegada, sem tampouco anunciar que ficaram. São as que a memória não precisa trazer de volta porque nunca partiram de verdade. São as que habitam o espaço mais íntimo da consciência com a mesma naturalidade silenciosa com que a respiração habita o corpo, sem esforço, sem ruído, sem a menor intenção de ir embora.
Levantei-me do banco quando a tarde começou a perder sua cor. O lugar continuava igual, o mesmo desgaste, as mesmas sombras inclinando-se para o lado certo, o vento repetindo seu velho gesto de varrer o que não tem raiz. E eu ia embora pensando nela, como havia chegado pensando nela, como chegaria amanhã, como chegaria sempre, não porque o lugar me lembrasse dela, mas porque ela não havia saído de mim o suficiente para precisar voltar. Algumas pessoas voltam à lembrança. Outras nunca saem do pensamento.
Lembrar é um ato da memória; pensar é um ato da alma sobre aquilo que a memória trouxe.
*Jornalista, poeta, escritor e membro da Academia Pernambucana de Letras
Gilson Vieira da Silva, cantor e compositor famoso pela música “Casinha Branca”, morreu aos 73 anos. A informação foi confirmada pela viúva. Giani Carla Aguiar Braga, radialista e produtora cultural, lamentou a morte do artista.
Giani não deu grandes detalhes sobre o falecimento do marido e nem abriu a causa da morte. Ela escreveu: “Gratidão, meu marido Gilson Vieira Silva, por tudo. Para sempre em meu coração”. O enterro de Gilson aconteceu hoje. Ele foi velado no distrito de Boa Família em Muriaé, em Minas Gerais. As informações são do UOL.
Nascido em Macau, no Rio Grande do Norte, ele trabalhou como compositor de MPB. Um dos trabalhos de maior sucesso de Gilson foi a faixa “Casinha Branca”, da qual foi coautor ao lado de Joran, além de ter sido o primeiro intérprete da obra, eternizada em sua voz. A canção alcançou enorme sucesso nacional no fim da década de 1970 e integrou a trilha sonora da novela Marron Glacê (1979), da TV Globo, tornando-se um clássico regravado por diversos artistas ao longo dos anos, como Roberta Campos.
Outras composições marcantes foram “Verdade Chinesa”, gravada por Emilio Santiago, “Fim de Solidão”, registrada por José Augusto, e “I Love You”, sucesso na voz da cantora Adriana.
O governo lançou oficialmente neste sábado (30) a plataforma Tela Brasil, o streaming público e gratuito de audiovisual brasileiro. A iniciativa tem o objetivo de democratizar o acesso da população à cultura brasileira, a partir da ampliação do alcance da produção nacional.
A plataforma coordenada pelo Ministério da Cultura e desenvolvido em parceria com a Universidade Federal de Alagoas vai disponibilizar filmes brasileiros sob demanda, com acesso integrado ao site Gov.br.
No lançamento do streaming, na Cidade das Artes, na zona Oeste do Rio de Janeiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou que a plataforma é uma ferramenta de soberania cultural para que os brasileiros conheçam a si mesmos. “[A Tela Brasil} vai contribuir para a elevação da compreensão de um país chamado Brasil. Por que nós somos assim? Por que nós fazemos assim?”
O presidente também criticou o excesso de conteúdos estrangeiros nas telas do país, que ele considera de baixa qualidade. “A quantidade de enlatados de má qualidade que a gente é obrigado a assistir toda noite, porque não tem outra coisa para a gente ver. O que não permite que a juventude brasileira tenha acesso à plenitude da cultura brasileira”, lamentou Lula.
O presidente também chamou a atenção para o desconhecimento sobre o peso econômico e a quantidade de empregos gerados pelo setor cultural brasileiro para o desenvolvimento econômico e profissional. “O mais importante é a gente conhecer o nosso país por dentro, conhecer a nossa cultura, a razão das coisas que fizeram a gente chegar onde nós chegamos”, disse Lula.
Por fim, o presidente fez a conexão com outras políticas públicas de sua gestão, como o recém-lançado MEC Livros, que já conta com o acervo de mais de 25 mil livros. Ele destacou que o acesso à cultura, agora, faz parte da política de habitação do governo. “Todo o conjunto habitacional que a gente entregar, nesse país, vai ter uma biblioteca para que a pessoa tenha acesso à cultura.”
O projeto contou com um investimento de R$ 9 milhões entre 2024 e 2025. Segundo o governo, o valor garantiu o licenciamento de um catálogo diversificado, desenvolvimento tecnológico próprio e ferramentas completas de acessibilidade.
Histórias ainda não contadas
Presente no lançamento, a ministra da Cultura, Margareth Menezes disse que a motivação de criar a plataforma foi fazer com que o povo brasileiro tenha acesso ao direito cultural. “Na questão do audiovisual, nós temos um gargalo ainda muito grande na questão da distribuição. Como fazer o povo ter acesso a tudo o que se produz, às coisas que são importantes, que referenciam o nosso país?
Ela destacou que o audiovisual agrega todas as outras artes como a música, o desenho. “Todo mundo trabalha e tem essa representatividade. A nossa diversidade está no que a gente produz, só que o povo não tinha acesso.”
Em sintonia com o discurso do presidente Lula, a ministra celebrou a soberania, a miscigenação e a necessidade de resgatar o protagonismo das figuras históricas do país. “O povo que se conhece, o povo que se vê, ele se fortalece, porque nossas histórias são lindas. Temos os povos originários, os povos africanos, os povos europeus, as pessoas que construíram esse país, as histórias que nunca foram contadas.”
Acervo da nova plataforma
O acervo inaugural une conteúdos financiados pelo Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), obras guardadas por instituições do Sistema MinC, como a Cinemateca Brasileira, o Centro Técnico Audiovisual (CTAv), a Funarte e a Fundação Cultural Palmares.
O foco é a diversidade, englobando o cinema negro, o cinema indígena, produções dirigidas por mulheres, e temas urgentes como justiça climática e sustentabilidade. A Tela Brasil já chega com acervo que cobre desde clássicos históricos de 1910 até produções contemporâneas, de 2025. Ao todo, a plataforma inicia com 555 obras audiovisuais brasileiras, divididas em:
267 curtas-metragens;
139 longas-metragens;
85 médias-metragens ou telefilmes;
64 obras seriadas.
Entre elas: “A Hora da Estrela”, de Suzana Amaral; “Xica da Silva”, de Cacá Diegues; “Central do Brasil”, de Walter Salles; e “Cidade de Deus”, de Fernando Meirelles. “Deus e o Diabo na Terra do Sol” (1964), de Glauber Rocha; “Carandiru” (2003), de Hector Babenco; e “Olga” (2004), de Jayme Monjardim, são outras obras de destaque.
O catálogo inicial inclui 19 títulos que já representaram o Brasil na disputa pelo Oscar ao longo da história. Entre as categorias listadas pelo Ministério da Cultura estão obras para a infância, juventude, de artes e de brasilidade.
Na parte de diversidade cultural, entrou a categoria Africanidades, que reúne obras audiovisuais que narram trajetórias, memórias e experiências da população negra no Brasil, entrelaçando ancestralidade e contemporaneidade.
Acessibilidade é outro ponto central do projeto: todos os títulos selecionados via edital público contam com audiodescrição, legendagem descritiva e interpretação em Língua Brasileira de Sinais (Libras).
“Importante destacar que tem pesquisa no meio sobre acessibilidade. São obras com três recursos de acessibilidade, que envolvem também discussão sobre preservação e memória. Há soluções tecnológicas e soluções jurídicas sobre regulamentação. É política pública baseada em pesquisa e evidência”, disse a professora Luciana Peixoto Santa Rita, que participou do projeto pela UFAL.
Perfis de atualização
Para começar a navegar, o usuário precisa de uma conta ativa no sistema de login único do governo federal, o Gov.br. A plataforma tem duas formas de navegação:
Perfil Cidadão: qualquer pessoa pode acessar de forma individual e gratuita a filmes, séries e documentários organizados por gêneros, formatos e categorias, além de criar uma lista de favoritos.
Perfil Direcionado: criado especialmente para exibições coletivas e sem fins comerciais em salas de aula, cineclubes, pontos de cultura, bibliotecas e museus de todo o país.
Numa primeira fase, a plataforma funciona diretamente no navegador de computadores (com opção de transmissão para Smart TVs). Os aplicativos para celulares (Android e iOS) serão disponibilizados em um prazo de 30 dias.
Parcerias
Durante o evento, também foi assinado um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) entre o Ministério da Cultura (MinC) e a TV Brasil, emissora pública da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) para expandir a oferta, a circulação de conteúdos e a integração das políticas públicas para o audiovisual brasileiro.
A Tela Brasil foi desenvolvida com tecnologia brasileira, pelo Ministério da Cultura (MinC) com o apoio da Universidade Federal de Alagoas (UFAL).
O prefeito de Caruaru, Rodrigo Pinheiro (PSD), reuniu, na tarde deste sábado (30), dezenas de representantes do esporte caruaruense em um encontro político realizado no município. O grupo foi recebido pelo secretário de Educação, Gilvan Calado, e pelo secretário executivo de Esportes, Adson Leonel. A reunião contou com a presença do pré-candidato a deputado estadual Anderson Luiz (PSD), do deputado federal Fernando Monteiro (PSD), da vice-prefeita Dayse Silva, além de atletas, treinadores e representantes de diversas modalidades esportivas. O encontro também reforçou o apoio à reeleição da governadora Raquel Lyra (PSD).
Durante a reunião, Anderson Luiz destacou a importância do esporte como ferramenta de inclusão social, educação e geração de oportunidades para crianças e jovens. O pré-candidato afirmou que pretende ampliar o apoio às iniciativas esportivas em Pernambuco, fortalecendo projetos e investimentos que contribuam para a formação de atletas e para a melhoria da qualidade de vida da população.
O deputado federal Fernando Monteiro ressaltou os avanços alcançados por Caruaru nos últimos anos e destacou os investimentos realizados na área esportiva. “O esporte transforma vidas, promove cidadania e abre portas para milhares de jovens. Rodrigo tem demonstrado sensibilidade ao fortalecer essa área, investindo em equipamentos, competições e projetos que aproximam ainda mais a população da prática esportiva”, afirmou o parlamentar.
Encerrando o encontro, Rodrigo Pinheiro agradeceu a participação dos desportistas e ressaltou a importância do esporte para o desenvolvimento social do município. “O esporte é uma das ferramentas mais importantes para transformar vidas, promover inclusão e criar oportunidades para a nossa juventude. Caruaru tem avançado muito nessa área e vamos continuar trabalhando para fortalecer cada vez mais os nossos atletas, projetos e espaços esportivos. E é por isso que somos oficialmente a Cidade Americana do Esporte 2026”, afirmou o prefeito.
Na mira da Polícia Federal (PF), que enviou parecer à Procuradoria-Geral da República (PGR) para abertura de investigação sobre a remessa de milhões de dólares para o fundo Havengate, supostamente para financiar o filme Dark Horse — que narra a versão da extrema direita sobre Jair Bolsonaro (PL) —, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) conta com a blindagem de Donald Trump para evitar a quebra de sigilo que pode revelar um esquema de lavagem de dinheiro do clã nos EUA.
Mensagens reveladas pelo The Intercept Brasil mostram que o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) pediu para Thiago Miranda, que atuava junto com Daniel Vorcaro, para “enviar o máximo possível ainda neste sistema atual, com o remetente atual”. As informações são da Revista Fórum.
“Se a empresa brasileira a enviar aos EUA não tiver aquele grande orçamento que mencionamos como exemplo, será problemática”, escreveu Eduardo, colocando Altieris Santana, sócio de Paulo Calixto no Havengate, “à disposição, inclusive voa para fazer reunião pessoal com quem quer que seja”.
Em fevereiro, Santana e Calixto abriram a offshore MCC-4 Equity Fund GP LLC em Delaware, paraíso fiscal nos EUA que está na mira das investigações da PF também no caso Refit, de Ricardo Magro.
Por se tratar de um senador, a PF enviou solicitação à PGR e dependerá do Supremo Tribunal Federal (STF) para obter aval para investigar Flávio Bolsonaro. O caso deve cair com André Mendonça, que é relator do escândalo do Master na corte.
Blindagem
No entanto, André Mendonça não é o único obstáculo para a PF investigar Flávio Bolsonaro. Caso a abertura do inquérito seja autorizada, os investigadores devem enviar um pedido de quebra de sigilo do fundo Havengate aos EUA para detectar suposta lavagem de dinheiro por Vorcaro. A suspeita é que parte da cifra milionária tenha sido usado para bancar a vida de luxo e a conspiração de Eduardo Bolsonaro contra o Brasil.
Pelas vias diplomáticas, o pedido de quebra de sigilo terá de ser feito pelo Ministério da Justiça diretamente ao governo Donald Trump, dos EUA, que decidirá se colabora ou não com os investigadores brasileiros.
Além disso, o envolvimento de facções na investigação sobre o caso Master, que inclui suposta lavagem de dinheiro ao PCC, poderia retardar ainda mais o pedido de quebra de sigilo, que teria que passar também pela CIA, agência de inteligência dos EUA.
Diferentemente do Brasil, que tem um Ministério Público independente, nos EUA os procuradores são vinculados ao mesmo Departamento de Justiça e também dependem do aval do governo Trump para troca de informações com outros países.
Deputados federais do PSOL e da Rede Sustentabilidade acionaram a PGR (Procuradoria-Geral da República) para pedir a apuração da atuação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nos Estados Unidos.
Na representação, os parlamentares afirmam que o senador teria atentado contra a soberania nacional ao solicitar ao governo norte-americano a classificação das facções PCC (Primeiro Comando da Capital) e CV (Comando Vermelho) como organizações terroristas. As informações são da CNN Brasil.
O documento, protocolado ontem (29), é assinado pelas deputadas Fernanda Melchionna (PSOL-RS), Sâmia Bomfim (PSOL-SP), Duda Salabert (PSOL-MG), Luiza Erundina (PSOL-SP), Heloísa Helena (Rede-RJ) e Luizianne Lins (Rede-CE), além do deputado Chico Alencar (PSOL-RJ).
Na representação, os parlamentares relatam que Flávio Bolsonaro esteve em Washington D.C. entre os dias 26 e 29 de maio, onde se reuniu com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e com o secretário de Estado, Marco Rubio. Segundo o documento, durante os encontros o senador solicitou que o governo norte-americano classificasse o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas.
Os autores citam reportagens da imprensa nacional e internacional que associam a decisão anunciada pelos Estados Unidos à articulação dos Bolsonaro junto ao governo Trump. Também mencionam publicações do próprio senador nas redes sociais, nas quais ele afirma ter atuado para que as facções fossem enquadradas como grupos terroristas e agradece ao presidente norte-americano e ao secretário de Estado pelo atendimento do pedido.
Os parlamentares sustentam que a atuação de Flávio Bolsonaro representaria uma interferência indevida na condução das relações internacionais do país, atribuição que a Constituição reserva ao presidente da República. Para eles, a iniciativa configuraria uma tentativa de provocar interferência estrangeira em assuntos internos do Brasil.
A representação também argumenta que a classificação das facções como organizações terroristas poderia produzir efeitos concretos para o país. Segundo o documento, a medida abre a possibilidade de sanções econômicas e de ações previstas pela legislação norte-americana relacionadas ao combate ao terrorismo.
Com base nesses argumentos, os deputados pedem à PGR a instauração de inquérito policial federal para apurar eventual prática do crime de “atentado à soberania nacional, previsto no artigo 359-I do Código Penal”. Também solicitam que os fatos sejam comunicados ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para análise da existência de possíveis elementos relacionados a abuso de poder ou influência estrangeira no processo eleitoral.
Em nota enviada à CNN, a pré-campanha de Flávio Bolsonaro afirmou que a representação é “mais uma demonstração de que a esquerda brasileira tenta utilizar o Judiciário como extensão de seu projeto político”. A nota diz ainda que “é inaceitável que, enquanto o Brasil sofre sob o domínio de facções criminosas, parlamentares se mobilizem para criminalizar o esforço de buscar cooperação internacional contra o terrorismo”.
Segundo a pré-campanha, “se o crime que nos acusam é o de buscar apoio de nações amigas para asfixiar as finanças das facções e unir forças para proteger a população do terror e da violência, assumimos essa culpa com convicção”. O texto conclui afirmando que o grupo político de Flávio continuará focado em “desarticular as organizações que hoje dominam territórios e fazem reféns milhões de brasileiros” e que “a soberania nacional serve para garantir a segurança do cidadão de bem, e não para servir de escudo a quem aterroriza o povo”.
Veja também pedido de Lindbergh
Ainda neste sábado, o deputado federal Lindbergh Farias (PT) pediu ao STF que a decisão dos EUA seja incorporada, como fato novo, ao processo em que o ex-deputado Eduardo Bolsonaro responde na suprema corte. O pedido do petista ocorre na esteira das investigações que apuram o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, por suposta coação contra autoridades brasileiras.
Para o deputado, a ação norte-americana reforça a conexão entre a atuação internacional de Eduardo Bolsonaro, Flávio Bolsonaro, Jair Bolsonaro e do jornalista Paulo Figueiredo com uma suposta tentativa de pressionar instituições brasileiras e dificultar a cooperação penal internacional. Segundo Lindbergh, a classificação das facções teve como objetivo atrapalhar as investigações financeiras em andamento e evitar a transparência sobre o caso.
A pré-candidata ao Senado, Marília Arraes (PDT), chega neste sábado (30) ao Sertão Central onde cumpre agendas com mulheres da região, reforçando seu compromisso com pautas ligadas à proteção, autonomia e garantia de direitos.
Em Salgueiro, Marília se reúne, logo mais à noite, com lideranças femininas, trabalhadoras, mães e representantes de diversos segmentos da sociedade. Entre os temas que estarão no centro das discussões estão o combate à violência contra a mulher e o debate sobre o fim da escala 6×1, defendendo condições de trabalho mais dignas e maior qualidade de vida para as trabalhadoras.
“Não podemos aceitar que as mulheres continuem enfrentando a violência em suas diversas formas nem que sejam submetidas a jornadas exaustivas que comprometem sua saúde, sua convivência familiar e seu bem-estar. O combate à violência contra a mulher e a discussão sobre a escala 6×1 são pautas que dialogam diretamente com a defesa da dignidade e dos direitos das trabalhadoras”, afirma Marília. “Ouvir as mulheres e construir soluções a partir da realidade de cada região é fundamental para avançarmos na garantia de direitos e na construção de um Pernambuco mais justo para todas”, destaca a pré-candidata.
A agenda integra a série de encontros que a a pedestista vem realizando em todas as regiões do estado, reafirmando sua presença no interior e sua conexão histórica com as demandas das mulheres pernambucanas.
O engenheiro Nielsen Christianni oficializou sua candidatura à presidência do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Pernambuco (CREA-PE) para as eleições do Sistema Confea/Crea/Mútua, marcadas para 3 de julho. Com trajetória ligada ao sistema profissional, ele afirma que pretende dar continuidade a ações implementadas nos últimos anos e ampliar iniciativas voltadas à modernização administrativa e à valorização das categorias representadas pelo conselho.
Natural de Joaquim Nabuco, na Mata Sul de Pernambuco, Nielsen acumula passagens por cargos de direção no CREA-PE e no Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), onde atuou como conselheiro federal, diretor de Planejamento Estratégico, diretor Financeiro e vice-presidente. Durante esse período, participou de projetos relacionados à digitalização de serviços e à simplificação de procedimentos para profissionais da área.
No CREA-PE, também exerceu a função de superintendente. Segundo sua candidatura, participou da implantação de programas de qualificação profissional, do fortalecimento das inspetorias regionais e de medidas voltadas à modernização dos serviços oferecidos pelo conselho.
A campanha é apresentada sob o slogan “Continuar Avançando” e tem como uma das principais propostas a ampliação da transformação digital do CREA-PE. Entre as medidas defendidas estão a redução da burocracia, a modernização dos canais de atendimento e a diminuição dos prazos para emissão de registros, Anotações de Responsabilidade Técnica (ARTs) e certidões.
Nielsen também afirma que pretende fortalecer a fiscalização educativa e preventiva, defender o piso salarial das categorias e ampliar a atuação institucional junto a órgãos públicos e empresas para garantir o cumprimento das atribuições profissionais das áreas de Engenharia, Agronomia e Geociências.
Na área de capacitação, o candidato propõe a ampliação de programas de qualificação, a oferta de cursos gratuitos e o fortalecimento de parcerias com universidades e empresas. Outra proposta é ampliar a presença do conselho no interior do estado, por meio do fortalecimento das inspetorias regionais e da criação de canais permanentes de diálogo com os profissionais.
O candidato também defende uma maior participação das áreas de Engenharia, Agronomia e Geociências na formulação de políticas públicas e em projetos de desenvolvimento regional. “Acredito que o CREA-PE avançou nos últimos anos, mas ainda existem oportunidades importantes de evolução. Nosso compromisso é continuar avançando com mais eficiência, mais tecnologia, mais valorização profissional e mais proximidade com quem faz a engenharia acontecer todos os dias em Pernambuco”, defende Nielsen.
As eleições do Sistema Confea/Crea/Mútua serão realizadas de forma on-line no dia 3 de julho. Profissionais registrados poderão votar para escolher os representantes que ocuparão os cargos de direção das instituições no próximo mandato.
A notícia do envenenamento de 64 cachorros no município de Teixeira, na Paraíba, causa revolta, indignação e profundo sentimento de impotência diante de tamanha crueldade. Trata-se de uma verdadeira chacina contra animais indefesos, um ato bárbaro que não pode ser tratado como mera ocorrência policial ou estatística.
A sociedade não pode normalizar atrocidades dessa natureza. Quem é capaz de espalhar veneno e provocar uma morte lenta e dolorosa a dezenas de animais demonstra absoluto desprezo pela vida e pelos valores mais básicos da convivência humana.
Especialistas das áreas da psicologia e da criminologia há muito alertam para a relação existente entre a violência praticada contra animais e comportamentos agressivos dirigidos a pessoas vulneráveis. A crueldade contra seres indefesos desperta um sinal de alerta que não pode ser ignorado pelas autoridades e pela sociedade.
Por isso, é indispensável que as forças de segurança, os órgãos de proteção animal e o Ministério Público atuem com rigor para identificar, investigar e responsabilizar os autores desse crime. A população espera respostas concretas, não apenas notas de repúdio ou promessas de apuração.
É preciso saber quem fez, como fez e por que fez. E, sobretudo, é preciso garantir que os responsáveis sejam punidos dentro dos limites da lei. A impunidade, em casos como este, transmite a perigosa mensagem de que a crueldade compensa.
O massacre de 64 cães em Teixeira não é apenas uma agressão contra os animais. É uma agressão contra toda a comunidade, contra o senso de humanidade e contra o direito à vida. O silêncio e a omissão não podem prevalecer.
A sociedade paraibana tem o dever de cobrar uma investigação séria e célere. E as autoridades têm a obrigação de dar uma resposta à altura da gravidade dos fatos. Crimes dessa natureza não podem ser esquecidos, relativizados ou arquivados na memória coletiva. Quem pratica tamanha perversidade precisa ser encontrado e responsabilizado.
Porque a civilização se mede, também, pela forma como protege os mais vulneráveis. E não há nada mais vulnerável do que um animal indefeso diante da crueldade humana.
O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, negou o novo pedido do presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, Douglas Ruas, para assumir o governo do Estado interinamente. Fux destacou que há uma “determinação expressa” do plenário do STF no sentido de que o presidente do Tribunal de Justiça, Ricardo Couto, deve continuar como governador em exercício até uma nova decisão do colegiado.
Segundo Fux, tal ordem, do Plenário, impede que ele analise o pedido de Ruas e assim não era possível acolher o pedido. O ministro ainda indicou que “fatos novos” comunicados ao gabinete, como a eleição de Ruas para a presidência da Alerj, serão “oportunamente submetidos ao conhecimento do Plenário da Corte”. As informações são do jornal O Globo.
A ponderação consta de despacho assinado ontem (29), no qual Fux ainda negou um pedido do PDT para participar do processo que trata das regras para eleições indiretas no Rio de Janeiro em casos de dupla vacância —quando ambos os cargos de governador e vice estão em aberto ao mesmo tempo.
No documento, Fux citou dois pedidos semelhantes feitos por Ruas, um no final de abril, logo após sua eleição, e outro nesta quinta. Quando a primeira solicitação foi feita, o ministro Cristiano Zanin determinou, no bojo da ação sobre o formato das eleições suplementares no Rio, que o presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, deve continuar como governador do estado até a conclusão do caso.
Zanin sinalizou que, apesar do pedido do PSD, não havia “nada a ser atendido” vez que hoje Couto está como governador interino do Estado em razão de uma decisão colegiada do STF — e não uma decisão individual. O ministro lembrou que, quando foi suspenso o julgamento da Corte máxima sobre as eleições no Rio, o colegiado assinalou que o presidente do Tribunal de Justiça permaneceria no exercício do cargo até uma nova deliberação do Supremo.