Mal deu tempo de repercutir o susto vivido por pacientes e profissionais no Hospital da Restauração (HR), na última quarta-feira (29), quando parte do teto voltou a ceder e atingiu uma paciente que se recuperava de uma cirurgia, e a rede estadual de saúde já registra um novo episódio preocupante.
Na manhã de hoje, uma paciente ficou presa em um elevador do Hospital Agamenon Magalhães (HAM), em Casa Amarela, na Zona Norte do Recife, após uma pane no equipamento. O incidente provocou momentos de tensão e mobilizou médicos, enfermeiros e outros profissionais em uma operação para retirar a paciente.
Leia maisAs imagens impressionam. O corredor ficou completamente tomado por funcionários, enquanto uma maca foi posicionada em frente ao elevador. Em um hospital, onde segundos podem definir o destino de um paciente, qualquer falha deixa de ser apenas um problema de manutenção.
O mais grave é que o episódio não é um fato isolado. Nos últimos meses, o Hospital Agamenon Magalhães tem acumulado ocorrências que colocam em xeque a infraestrutura da unidade. Houve desabamentos de teto, infiltrações e outros problemas estruturais que atingiram até áreas utilizadas por profissionais de saúde, além da circulação de ratos na unidade de saúde.
O cenário também se repete em outros hospitais estaduais. Em maio, parte do teto do Hospital da Restauração desabou no sétimo andar da unidade. Pouco depois, funcionários flagraram um timbu caindo do teto do refeitório e circulando entre as mesas durante o horário das refeições. E, na última quarta-feira (30), parte do forro caiu novamente dentro do HR e atingiu uma paciente que havia acabado de passar por cirurgia.
Enquanto isso, fiscalizações e denúncias continuam apontando a superlotação em hospitais da rede estadual, como o próprio Hospital da Restauração, o Hospital Getúlio Vargas (HGV) e o Hospital Otávio de Freitas (HOF), onde pacientes frequentemente enfrentam corredores lotados e unidades operando acima da capacidade.
Separadamente, cada episódio pode ser tratado como uma intercorrência. Juntos, eles desenham um retrato cada vez mais preocupante da infraestrutura da rede estadual de saúde de Pernambuco na gestão da governadora Raquel Lyra.
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