A pesquisa Genial/Quaest revelou um empate técnico entre Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um eventual segundo turno, com o senador apresentando crescimento significativo enquanto o presidente registra queda. Segundo análise do Instituto, Flávio tem conseguido avançar especialmente entre o eleitorado que se considera independente.
De acordo com o analista Pedro Venceslau, CNN 360°, a estratégia adotada por Flávio Bolsonaro tem sido chamada de “nem-nem”, buscando furar a bolha do bolsonarismo tradicional para alcançar novos públicos. O senador tem adotado posturas que surpreendem o eleitorado mais conservador, chegando até mesmo a utilizar linguagem neutra como a expressão “todes”, em tentativa de dialogar com públicos mais jovens.
Segundo Venceslau, o Felipe Nunes, responsável pela Quaest, explicou que houve um avanço de seis pontos percentuais de Flávio Bolsonaro entre os eleitores que se declaram independentes. Os números mostram que o senador tem 32% das preferências deste grupo, contra 27% do presidente Lula entre aqueles que não se identificam nem como lulistas nem como bolsonaristas.
Cenário econômico e noticiário negativo impactam percepção Outro aspecto destacado na pesquisa foi o impacto do noticiário negativo das últimas semanas, que colocou o tema corrupção no centro do debate político. “A corrupção saltou para a segunda posição entre os temas considerados mais importantes para o eleitorado”, explicou Venceslau. Segundo o analista, o fato foi impulsionada por casos como o do Banco Master e a CPI do INSS.
A percepção sobre a economia também apresenta dados preocupantes para o governo atual. Segundo a pesquisa, 48% dos entrevistados afirmaram que a economia piorou, enquanto apenas 24% disseram que melhorou. Este cenário pode se agravar com os reflexos da guerra no Oriente Médio, que apenas começou a produzir efeitos na economia global.
A isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, medida que era vista por petistas como potencial “plano real” do terceiro mandato de Lula, não produziu o efeito esperado. Apenas 31% dos beneficiados pela medida afirmaram ter sentido uma mudança significativa após a isenção, um crescimento de apenas 1% em relação à pesquisa anterior.
Aliados do governo argumentam que o Instituto foi a campo em um momento especialmente desfavorável, com a repercussão de polêmicas do carnaval e o início do conflito no Oriente Médio. Para eles, a tendência é de melhora nos próximos levantamentos, considerando que a eleição está apenas começando e a pré-campanha sequer foi oficialmente iniciada.
Sete em cada dez brasileiros pretendem comprar um carro este ano
A Webmotors fez a tradicional Pesquisa de Intenção de Compra e acaba de revelar os dados recolhidos. Em sua quarta edição, ela aponta que 68% dos brasileiros pretendem adquirir um veículo em 2026, sendo que 45% do total de respondentes planeja realizar a aquisição ainda no primeiro semestre de 2026. A pesquisa do Webmotors Autoinsights, ferramenta que fornece dados e informações sobre o mercado automotivo brasileiro, colheu as respostas de mais de 1,8 mil brasileiros entre novembro de 2025 e fevereiro de 2026.
O levantamento revela um interesse remanescente com relação a 2025, visto que o percentual de consumidores interessados em comprar se manteve igual (68%). A grande diferença para a edição de 2026 está na antecipação da demanda. Isso porque a intenção de comprar ainda no primeiro semestre cresceu 8 pontos percentuais com relação a 2025, quando 37% dos respondentes demonstravam interesse em efetuar a compra nos seis primeiros meses. Entre as razões apontadas para a aquisição, a atualização do modelo foi a mais mencionada em uma lista de múltipla escolha, com 37%.
Na sequência, estão o costume de trocar de carro periodicamente (29%), a necessidade de trocar o atual por já estar velho (23%), a demanda por um veículo mais econômico (15%), a busca por um modelo mais potente (15%), a aquisição de um segundo veículo (13%), crescimento da família e a necessidade de mais espaço (12%), problemas com o carro atual (7%), entre outras razões. O levantamento também revela que a maior parte das transações acontecerá por meio de trocas. Isso porque 73% dos respondentes interessados em comprar um automóvel este ano já possuem um veículo, enquanto 27% não possuem e realizarão, portanto, uma aquisição.
“A alta intenção de compra do consumidor brasileiro é um recado direto para montadoras e lojistas de que existe demanda e espaço para crescer. Quem souber oferecer um portfólio adequado, com condições de pagamento atrativas, especialmente para a troca, que concentra a maior parte dos interessados, tende a capturar esse movimento do mercado”, afirma Eduardo Jurcevic, CEO da Webmotors. Quanto à forma de pagamento pretendida pelos respondentes para viabilizar a compra, o financiamento parcial foi a mais mencionada, com 46% do total de respostas. Na sequência, estão a modalidade à vista (31%), financiamento total (17%) e leasing ou consórcio (6%).
Crescem empréstimos com garantia de veículo – O banco BV, uma das maiores instituições financeiras do país, manteve a liderança no Empréstimo com Garantia de Veículo (EGV). Esta carteira cresceu 30,5% em 2025 e alcançou R$ 5,3 bilhões. O desempenho do produto segue a tendência de crescimento constante dos últimos anos e reforça a estratégia de diversificação do portfólio de Varejo do BV.
“O EGV desempenha papel central no propósito de democratização do acesso ao crédito, ao oferecer taxas competitivas, menor risco e soluções mais adequadas às necessidades dos clientes”, afirma Jamil Ganan, vice-presidente de Varejo do banco BV. O EGV permite que o cliente use um automóvel quitado como garantia para obter financiamento junto à instituição financeira. As taxas de juros costumam ser menores do que outras opções de crédito e os prazos para pagamento podem ser mais longos.
Chevrolet, com vendas em queda, apresenta o SUV Sonic – A General Motors, dona da marca Chevrolet, tinha em 2020 uma participação de 17,3% do mercado brasileiro de automóveis. No final do ano passado, o market share (porcentagem das vendas, receita ou clientes em relação ao total do setor) havia despencado para pouco mais de 10,8%. No primeiro trimestre deste ano, porém, a Chevrolet tem reagido e melhorando sua aceitação, com alta de uns 10%. E agora chega mais um motivo para ela tentar se recuperar: o novo Chevrolet Sonic.
O nome é velho, de um modelo que fracassou por aqui. Mas o SUV compacto, apresentado globalmente no Brasil, vem para disputar espaço em um segmento altamente competitivo, com 25% da venda total de veículos leves — e no qual tem o Volkswagen Tera como líder. As vendas começam em maio. A GM diz que o modelo foi desenvolvido integralmente em ambiente virtual, com inteligência artificial para otimizar o trabalho conjunto de engenheiros e designers desde as etapas iniciais. A referência é Equinox EV. Como este, adota a mais recente linguagem dos SUVs globais da Chevrolet, com a grade dividida em dois níveis bem marcados: a porção inferior concentra o maior volume visual e a superior se conecta às luzes diurnas de LED. Essa assinatura luminosa reforça a identidade do modelo e traz funções como a DRL e o indicador de direção — em um único elemento.
O Sonic estreia a gravata atualizada da Chevrolet, mais horizontalizada e com aplicação em preto. Na traseira, as lanternas de LED, com construção tridimensional, avançam levemente para fora do plano da carroceria e formam uma barra seccionada, criando uma assinatura luminosa de caráter técnico. O vidro traseiro mais inclinado não compromete a visibilidade, enquanto o prolongamento da tampa otimiza a capacidade do porta-malas. O painel em linhas horizontais ajuda a ampliar visualmente a largura do interior, marcado pela atmosfera high-tech.
O destaque fica por conta do Virtual Cockpit System da Chevrolet, que une o painel digital e o multimídia de conectividade avançada. Os assentos têm capa premium, com uma camada extra de espuma, herdado do Tracker. Essa solução ajuda a moldar melhor o corpo, ampliando a sensação de conforto, principalmente em deslocamentos prolongados. A motorização, assim como os preços, não foram divulgados. Mas ele deve usar o velho 1.0 adotado em outros modelos da marca.
Mercado local – O Sonic foi idealizado na América do Sul e criado para acompanhar as novas necessidades do mercado local. Durante seu desenvolvimento, o produto foi submetido a diversas clínicas com consumidores, em momentos distintos do projeto. O carro se destacou principalmente entre aqueles de espírito jovial, que valorizam produtos com design inovador para expressar sua personalidade marcante, em linha com um estilo de vida urbano e conectado.
Embora derive de uma arquitetura modular global da GM, o Sonic adota proporções próprias — comprimento de 4,23m, largura de 1,77m e altura de 1,53m — definidas especificamente para este projeto, de forma a fazer do inédito SUV cupê da Chevrolet uma referência dentro do segmento em aproveitamento de espaço interno, ergonomia e prazer ao dirigir. O Sonic ocupa o espaço entre o Onix Activ e o Tracker no portfólio da Chevrolet. Sua produção se concentra na fábrica da GM em Gravataí (RS), especializada em veículos de alto volume e voltados também para exportação.
Nissan revela dois novos conceitos de SUVs – A japonesa Nissan usou o salão Auto China para mostrar dois novos SUVs conceito de novas energias (chamadas de NEV). A ideia é acelerar os lançamentos de produtos e reforçar o papel da China como um de seus mercados-chave e como um hub global de inovação e exportação que apoia o crescimento de longo prazo. O Urban SUV PHEV Concept foi projetado para jovens consumidores chineses.
Seu design inspira-se nas filosofias do NX8 e da futura linha de SUVs da Nissan, combinando tecnologia avançada de eletrificação com desempenho adequado ao uso urbano diário. O Terrano PHEV Concept marca o retorno de um nome icônico. Equipado com a mais recente tecnologia híbrida plug-in, o Terrano baseia-se na tradição off-road da Nissan, ao mesmo tempo em que atende às necessidades duais de aventura ao ar livre e deslocamento urbano. As versões de produção de ambos os conceitos estão programadas para serem reveladas dentro de um ano.
BMW, a mais vendida do segmento premium – A BMW do Brasil celebra o fato de que, nos primeiros meses do ano, tenha mantido a liderança no segmento premium. O BMW X1, o BMW 320i e o BMW X3 se destacaram. Com 1.034 unidades vendidas até o fim do mês de março, o X1 é o carro premium mais vendido do Brasil. O SUV está disponível em três versões (sDrive 20i GP, sDrive 20i X-Line e sDrive 20i M Sport), com preços que começam em R$ 330.950. Logo na sequência, com ampla vantagem para o terceiro lugar, está o BMW 320i.
O tradicional sedã vendeu 917 unidades no primeiro trimestre e segue sendo um dos modelos mais desejados da marca. Disponível em três versões (GP, Sport GP e M Sport), o BMW 320i, assim como o BMW X1, é produzido em Araquari, em Santa Catarina. Além do BMW 320i, a gama do Série 3 é completada pelo BMW 330e, um híbrido plug-in que reforça a abertura tecnológica da marca de oferecer opções de sistemas de propulsão para os clientes. O BMW X3 se tornou o terceiro modelo BMW mais vendido do país, com 608 unidades.
Vem aí o Jeep Avenger – O irmão menor do Renegade, o Avenger, deve mesmo chegar aos concessionários da marca agora em maio. O modelo é uma espécie de mistura de ingredientes das marcas do grupo Stellantis: é Jeep, será produzido na fábrica da Citroën em Porto Real, no Rio de Janeiro, e vai usar um motor Fiat que debutou no Pulse (1.0 turbo com sistema híbrido leve de bateria lítio de 12 volts, além do câmbio automático do tipo CVT).
Esse conjunto produz 130 cv (etanol) e 125 cv (gasolina). Como é do subsegmento compacto, vai bater de frente com o Volkswagen Tera, Nissan Kait e Renault Kardian. O modelo tem 4,08m de comprimento e 380 litros de capacidade no porta-malas. Deve vir, de série, com o pacote semi autônomo Adas nível 2 (frenagem automática de emergência, assistente de faixa, monitoramento de ponto cego).
Dois Opala preparados vão a leilão – Depois de o Omega CD 1994 Irmscher inaugurar a série de leilões do projeto Vintage Chevrolet em dezembro, agora é a vez do segundo lote de veículos comemorativos aos 100 anos da marca no país ser ofertado. Nele estão os dois Opala caracterizados SS dos anos 1970 e a S10 de competição que venceu o Rally dos Sertões, uma das provas off-road mais importantes da América do Sul.
Os três veículos vão estar entre os automóveis clássicos e especiais do leilão do Carde, que acontece em 2 de maio nas dependências do museu, que fica em Campos do Jordão — os lances também podem ser dados de forma virtual. Parte da renda arrecadada será destinada a ações filantrópicas. Quem quiser ver os carros de perto poderá fazê-lo a partir de sábado, dia 18 de abril, no museu, juntamente com outros veículos do leilão.
O projeto Vintage resgata e restaura clássicos da Chevrolet que marcaram época. Ao todo, dez modelos icônicos produzidos no Brasil entre as décadas de 1960 e 2000 foram escolhidos para receber uma reconstrução criteriosa, garantindo autenticidade e qualidade em cada detalhe. O Opala é o clássico mais cultuado da Chevrolet e por isso o escolhido para ter duas unidades selecionadas pelo Vintage, um amarelo 1976 e um verde 1979, em homenagem às cores predominantes da bandeira brasileira. Ambos são caracterizados SS e trazem as mesmas especificações mecânicas, no melhor estilo restomod, quando o veículo preserva sua identidade visual e emocional, mas traz atualizações mecânicas e de estilo.
“Big Three” dos caminhões estão atrasando a eletrificação – Um novo relatório da Idle Giants, iniciativa internacional para impulsionar a eletrificação de caminhões pesados aponta que as montadoras tradicionais correm o risco de serem ultrapassadas por novas concorrentes — especialmente chinesas — caso não consigam ampliar a produção de caminhões elétricos.
Os três maiores fabricantes de caminhões do mundo – Daimler Truck (Mercedes-Benz), Traton (Volkswagen Caminhões e Ônibus, Scania) e Grupo Volvo (Renault Trucks, Volvo Trucks) —, que detêm uma participação de mercado global superior a 80%, desempenham um papel significativo na aceleração da eletrificação desses veículos, mas precisam ampliar sua produção e oferecer preços competitivos para que essa transição realmente ocorra.
Ao mesmo tempo, concorrentes chineses estão aumentando rapidamente a produção e lançando caminhões elétricos acessíveis e econômicos no mercado, o que os coloca em uma posição privilegiada para capturar o crescimento. A Sany, por exemplo, entrou no mercado brasileiro no final de 2025 com caminhões com preços entre R$ 1,8 milhão e R$ 1,9 milhão. Modelos comparáveis de fabricantes tradicionais como a Scania custam em torno de R$ 2,5 milhões.
Outras empresas também estão se expandindo, como a XCMG — que lançou uma linha completa de caminhões elétricos. Esse movimento está alinhado com tendências regionais mais amplas: o mercado de ônibus elétricos da América Latina está crescendo rapidamente, mas permanece altamente concentrado, com a BYD liderando quase 44% da frota, seguida pela Foton e Yutong. No geral, as fabricantes chinesas respondem por aproximadamente 85% de todos os ônibus elétricos em operação na região.
O Brasil continua sendo uma grande oportunidade para o crescimento do setor de caminhões elétricos. Embora a adoção desses veículos ainda esteja em estágio inicial, a maioria das distâncias percorridas por eles ocorre em rotas de 100 a 600 km, distâncias que já estão dentro do alcance dos caminhões elétricos atualmente disponíveis.
Triton ganha versão 4×2 – A Mitsubishi acaba de apresentar a linha 2027 da Triton. Há poucas mudanças. A versão Tarmac, que no ano passado era apenas uma edição limitada, passou a ser fixa na gama. Ele agora usa novas rodas de 20 polegadas — também adotadas na topo de linha Katana. Toda a linha continua usando o motor 2.4 biturbodiesel, que gera 204cv e 47,9kgfm de torque. A versão GL MT é a única com câmbio manual, enquanto a Tarmac é a única 4×2 — esta última sendo a picape diesel mais econômica do Brasil, com média de 10.2 km/l na cidade e 12.3 km/l na estrada.
Todas as versões contam com direção elétrica, sete airbags, sensores de chuva e crepuscular, câmera de ré, farol de neblina, central multimídia, cruise control e volante multifuncional. O modelo GLS adiciona as rodas de liga leve aro 16″, grade cromada e o sistema de alívio de peso na tampa da caçamba. O modelo HPE inclui o ar-condicionado automático de duas zonas com recirculador no teto, bloqueio no diferencial traseiro, carregador por indução, conjunto óptico full-LED, rodas de 18 polegadas.
A Triton HPE-S utiliza a tração 4×4 Super Select II com diferencial central, bancos em couro, seletor de modos de condução, aviso de saída de faixa e alerta de tráfego cruzado traseiro. A topo de linha Katana soma o pacote ADAS, santantônio integrado, rodas de 20 polegadas, câmera 360° central multimídia com tela de 9 polegadas com navegador GPS nativo, rack de teto e protetor de caçamba. A versão Savana é baseada na Katana e adiciona rodas de 8 polegadas com pneus todo terreno, protetores nos para-lamas, rack de teto tubular, rock sliders e snorkel. Confira preços:
GL MT 4×4: R$ 249.990
GL AT 4×4: R$ 259.990
Tarmac 4×2: R$ 264.990
GLS 4×4: R$ 271.590
HPE 4×4: R$ 303.890
HPE-S 4×4: R$ 330.790
Katana 4×4: R$ 349.890
Savana 4×4: R$ 354.990
Toyota registra melhores valores de revenda – A japonesa Toyota é a fabricante brasileira com o maior número de veículos leves com melhor valor de revenda em 12 meses no Brasil, de acordo com estudo da Suiv, empresa de big data do setor automotivo, encomendado pela revista Quatro Rodas. A marca alcançou o primeiro lugar em quatro categorias na tradicional premiação Melhor Revenda 2026. Corolla, Corolla Hybrid, Hilux e SW4 lideram em seus respectivos segmentos, considerando a comparação entre os preços de tabela Fipe de veículos 0km em janeiro de 2025 e os valores praticados no mercado de seminovos um ano depois.
Já Corolla Cross, Corolla Cross Hybrid e RAV4 Hybrid também apresentaram resultados melhores que a média de mercado, reforçando a consistência do portfólio Toyota em valor de revenda. O sedã Corolla, por exemplo, não teve desvalorização no período analisado; a média de perda de valor do segmento, por sua vez, foi de -6%. O Corolla Cross ficou em segundo, com desvalorização de -9%, sendo que a média do segmento foi de -14%. O SUV grande SW4 teve perda de -3%; os concorrentes, em média -14%.
Mentiras que te contam sobre vender um carro usado – O mercado de veículos seminovos e usados vive um dos seus melhores momentos no Brasil. Entre janeiro e março, o acumulado de vendas atingiu mais de quatro milhões de automóveis — o que representa um crescimento de 12,7% sobre o mesmo período de 2025. Na comparação direta entre os meses de março de 2025 e 2026, a alta foi de 21,5%. Apesar do cenário favorável, ainda há muita desinformação que prejudica quem decide vender um carro. Miguel Henrique Souza, CEO da Vaapty, rede de franquias especializada no segmento de intermediação de venda de veículos, explicou quais são as cinco principais mentiras que contam sobre a venda de seminovos e o que diz o mercado na prática.
Carro só desvaloriza? – Embora a depreciação exista, o comportamento recente mostra o contrário em vários casos. A alta demanda por usados, impulsionada pelo encarecimento dos modelos zero-quilômetro, fez com que os preços subissem de forma consistente nos últimos anos, tornando o carro um ativo mais resiliente. “O carro deixou de ser apenas um bem de consumo e passou a ter papel estratégico no patrimônio das famílias”, afirma Miguel Henrique Souza, CEO da Vaapty.
Vender por conta própria é mais vantajoso? – Outro mito recorrente é que vender por conta própria sempre garante mais lucro. Na prática, o CEO da Vaapty aponta que não é bem assim, já que existem custos ocultos, tempo de negociação, riscos de inadimplência e falta de conhecimento sobre precificação. “Muita gente não calcula o custo do tempo, da insegurança e da negociação mal feita. No fim, pode sair mais caro do que parece e fazer com que a pessoa perca dinheiro. Na maioria dos casos, optar pela intermediação é muito mais seguro e torna o processo bem mais rápido”, diz Souza.
Intermediadora sempre paga menos? – O cenário mudou com a profissionalização do setor e o uso de dados. Existem plataformas e redes estruturadas que conseguem gerar concorrência entre compradores e oferecer propostas mais alinhadas ao valor real de mercado. “Hoje, a tecnologia usada permite que a gente tenha acesso a uma plataforma com mais de 25 mil compradores simultaneamente, o que aumenta a transparência e a competitividade. Vale lembrar que tempo também é dinheiro: então, quanto antes esse carro for negociado, maior é o valor dele. Por outro lado, quanto mais demorar a vender, mais desvalorizado ele fica”, afirma o executivo.
Quanto mais anúncios, melhor? – Segundo o especialista, excesso de exposição pode gerar efeito contrário, desvalorizando o veículo ao transmitir urgência ou dificuldade de venda. Estratégia e posicionamento são mais relevantes do que volume. “Não é sobre estar em todos os lugares, mas estar nos lugares certos, com a precificação correta”, diz Souza.
Será que o melhor momento para vender já passou? – Essa ideia não se sustenta diante dos dados. O mercado segue aquecido, com demanda consistente e oferta ainda limitada em algumas faixas de veículos. “O Brasil vive um ciclo positivo para seminovos. Quem entende o momento e usa informação a seu favor consegue fazer ótimos negócios”, conclui o CEO da Vaapty.
Em um mercado cada vez mais profissional e competitivo, vender um seminovo deixou de ser apenas uma transação simples e passou a exigir estratégia, informação e escolha dos canais adequados.
Renato Ferraz, ex-Correio Braziliense, tem especialidade em jornalismo automobilístico.
Dar nome de pessoas vivas a espaços públicos fere a Constituição por contrariar princípios como impessoalidade e moralidade administrativa. Com esse entendimento, o advogado Allan de Andrade Ferreira entrou com duas ações populares contra a Câmara de Vereadores de Caruaru. Ele questiona resoluções, aprovadas em 2024, que autorizam a homenagem a políticos ainda vivos em espaços da nova sede do Legislativo municipal.
Segundo o advogado, o principal problema é o uso da máquina pública para promoção individual. “Ao dar o nome de uma obra a uma pessoa viva, na prática, é uma promoção com dinheiro público”, afirmou.
Uma das ações, que trata da nomeação do auditório em homenagem ao vereador Lula Torres, já teve decisão favorável na Justiça em primeira instância. A sentença declarou a nulidade da resolução e determinou que a Câmara não instale nem mantenha placas ou identificações com o nome do parlamentar, sob pena de multa. Na prática, a decisão impede a homenagem, embora ainda caiba recurso.
Na decisão, o juiz entendeu que a homenagem viola a Constituição Federal, a Lei Federal nº 6.454/1977 e a Lei Orgânica de Caruaru, que vedam a atribuição de nome de pessoa viva a bens públicos. A ação também afasta a participação da Prefeitura, por se tratar de iniciativa exclusiva da Câmara.
A outra ação, que questiona a denominação do plenário com o nome de Leonardo Chaves, vereador há 48 anos consecutivos, ainda não foi julgada e aguarda manifestação do Ministério Público.
As resoluções foram aprovadas pelo Legislativo municipal para nomear espaços da nova sede da Casa, ainda em construção. A Câmara defende que a nomeação dos espaços da nova sede é uma decisão interna do Legislativo. A Justiça não aceitou esse argumento. Para o juiz, mesmo decisões desse tipo podem ser revistas quando desrespeitam regras e princípios da Constituição.
A Federação Brasil da Esperança, composta pelos partidos PT, PV e PCdoB, protocolou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma ação em que pede a suspensão do perfil intitulado “Dona Maria”. A representação, protocolada na última quarta-feira (22), solicita que o perfil seja indisponibilizado no Instagram, TikTok, Facebook, YouTube e X.
A página em questão utiliza tecnologias de inteligência artificial (IA) para gerar a imagem e a voz de uma personagem negra, idosa, que comenta temas da política nacional. O pedido se baseia na acusação de que o perfil opera para disseminar propaganda eleitoral antecipada negativa, além de promover conteúdos falsos e desinformação.
O gerenciamento da conta é feito por um motorista de aplicativo, que utiliza ferramentas de IA para criar vídeos de crítica à gestão do atual Poder Executivo. Os advogados da federação argumentam na petição que a simulação de uma pessoa real por meio de algoritmos tem o objetivo de produzir legitimidade popular a ataques direcionados ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
“É um perfil voltado a propagar desinformação contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, falar mal do Supremo Tribunal Federal, sobretudo de seus ministros, além de se manter elogioso a Jair Bolsonaro e a seus apoiadores”, sustenta a representação.
“Se trata de clara ferramenta de propaganda política, utilizada consciente e deliberadamente por determinada pessoa desconhecida para, sob o anonimato, publicar inverdades, descontextualizações, praticar crimes contra a honra, ao tempo que se mostra elogiosa com determinadas figuras políticas de outro espectro político”, argumenta a federação de partidos.
A representação aponta que o formato do conteúdo busca confundir o eleitorado ao apresentar opiniões como se fossem depoimentos espontâneos de uma cidadã. Na fundamentação enviada à Corte Eleitoral, a coligação argumenta que o perfil fere as resoluções vigentes sobre o uso de inteligência artificial em contextos políticos. A defesa afirma que a ausência de sinalização clara informando que a personagem não existe fisicamente constitui uma omissão deliberada.
De acordo com o texto da petição, a tecnologia é empregada para amplificar narrativas descontextualizadas, o que compromete o equilíbrio e a transparência necessários ao processo democrático de 2026. A representação protocolada rebate o argumento da liberdade de expressão, declarando que o anonimato ou a criação de identidades fictícias para fins eleitorais é vedado pela legislação brasileira.
Os advogados do PT, PV e PCdoB indicam que a manutenção do perfil em funcionamento gera prejuízos imediatos à imagem do governo, uma vez que o alcance das publicações atinge milhares de usuários diariamente. A federação solicita que as plataformas digitais sejam notificadas para remover o perfil de forma compulsória até o julgamento do mérito.
Além da suspensão da conta, o pedido inclui a identificação de possíveis fontes de financiamento para o impulsionamento dos vídeos produzidos pela inteligência artificial. “Providências eficazes para impedir nova circulação, replicação, reupload, compartilhamento ou impulsionamento de conteúdo idêntico ou substancialmente equivalente ao já reconhecido como ilícito”, diz a peça jurídica.
A petição sugere que a produção técnica e a regularidade das postagens indicam uma estrutura que vai além da iniciativa individual e isolada de um usuário comum. A investigação sobre o fluxo financeiro por trás da personagem é apontada como necessária para verificar se houve abuso de poder econômico ou uso indevido de meios de comunicação.
“A questão econômica é um ponto de necessária atenção. No mesmo primeiro vídeo fixado no perfil da ‘Dona Maria’, o dono do perfil propaga mensagem em que afirma que já recebeu ‘diversas propostas’ para “ganhar dinheiro em cima dos seguidores”, sobretudo de ‘casas de apostas’. E, apesar de afirmar no Instagram que não faz esse tipo de parceria, em seu perfil no TikTok, o mesmo oferece o perfil para divulgação de empresas ou outros canais”, explicam os partidos.
A Assembleia Legislativa de Pernambuco aprovou na última quinta-feira (23), de forma unânime, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que institui o Orçamento da Juventude no estado. A autoria é do então deputado estadual Cayo Albino (PSB), parlamentar mais jovem da legislatura no momento da proposição.
“No discurso, muitos colocam os jovens como aposta do futuro, mas precisam entender que também somos o presente. Com a inclusão da juventude no orçamento do estado, estamos criando obrigações para investimentos em políticas públicas para os jovens de todas as regiões do estado”, explica Cayo Albino.
A PEC aprovada tem como objetivo destinar recursos específicos, alocados devidamente no orçamento estadual, para iniciativas voltadas para os jovens, sendo um fato histórico no estado, para que a temática juvenil tenha uma dotação orçamentária própria e vinculada no planejamento financeiro de Pernambuco, dando a oportunidade de ouvir, discutir e apresentar políticas públicas específicas.
Cayo Albino agradeceu aos parlamentares à aprovação unânime e defendeu a proposta: “Não se trata de promessa nem demagogia, a aprovação do Orçamento da Juventude levará à investimentos que vão melhorar a qualidade de vida dos jovens, na saúde, educação, assistência social e gerando oportunidades, com qualificação profissional, abrindo portas de universidades e campo de trabalho no mercado para empregos melhores qualificados”, concluiu o parlamentar, de 28 anos de idade.
O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes determinou que os réus do “núcleo 2” da trama golpista comecem a cumprir as penas que receberam. O julgamento terminou em 16 de dezembro do ano passado e os envolvidos tentavam questionar trechos da decisão.
O grupo tem como membros o ex-diretor da PRF (Polícia Rodoviária Federal) Silvinei Vasques, a quem foi determinada pena de 24 anos e seis meses de prisão; Filipe Martins, ex-assessor internacional da Presidência; o coronel Marcelo Costa Câmara, ex-assessor de Jair Bolsonaro (PL); Marília Ferreira, que integrou o Ministério da Justiça; e o general Mário Fernandes, ex-secretário-executivo da Secretaria-Geral da Presidência.
No processo, as defesas dos integrantes do núcleo alegaram não haver provas suficientes para uma condenação. Também apontaram inconsistências na denúncia da PGR (Procuradoria-Geral da República) e defenderam que seus clientes não tinham competência para agir de acordo com o que foram acusados.
A acusação afirma que os integrantes teriam ajudado a elaborar a “minuta do golpe”, planejado o assassinato de autoridades e utilizado a estrutura da PRF no segundo turno de 2022, para dificultar o deslocamento de eleitores favoráveis a Luiz Inácio Lula da Silva (PT) até os locais de votação.
Mario Fernandes
Ex-secretário-executivo da Secretaria-Geral da Presidência, Fernandes é acusado de coordenar as ações mais violentas da organização criminosa. Em interrogatório, ele admitiu ter elaborado o Plano Punhal Verde e Amarelo, que previa o assassinato de Lula, Alckmin e Moraes. Segundo a acusação, também atuou como interlocutor dos bolsonaristas acampados que pediam intervenção militar.
Marília Ferreira de Alencar
Ex-diretora de Inteligência do Ministério da Justiça, Marília teria solicitado o projeto de BI para mapear regiões onde Lula venceu no primeiro turno, visando orientar operações da PRF no segundo turno que dificultassem o deslocamento de eleitores contrários a Bolsonaro. Em janeiro de 2023, assumiu a Subsecretaria de Inteligência da Segurança Pública do DF, indicada por Anderson Torres. Segundo a acusação, estava ciente da escalada de violência e dos riscos do 8 de janeiro e foi omissa.
Silvinei Vasques
Ex-diretor-geral da PRF, Silvinei teria coordenado o emprego das forças policiais para dificultar que eleitores considerados desfavoráveis a Bolsonaro chegassem a seus locais de votação no dia do segundo turno das eleições de 2022. Depoimentos de testemunhas relatam que o ex-diretor teria dito que era “hora de a PRF tomar um lado”.
Filipe Martins
Ex-assessor de Assuntos Internacionais da Presidência, Martins teria apresentado a Bolsonaro a minuta de decreto que instauraria medidas excepcionais para mantê-lo no poder. Também teria ajustado o texto a pedido do ex-presidente, incluindo um pedido de prisão de Alexandre de Moraes, e participado de reuniões com comandantes das Forças para tentar convencê-los do golpe.
Marcelo Câmara
Ex-assessor de Bolsonaro, Câmara teria coordenado as ações de monitoramento e assassinato de autoridades públicas, principalmente do ministro Alexandre de Moraes. Segundo a acusação, ele também teria sido responsável por atuar na coleta de dados e de informações sensíveis para subsidiar as ações mais violentas do grupo.
O deputado federal Felipe Carreras (PSB) esteve, ontem (24) e hoje (25), no Agreste de Pernambuco cumprindo agenda institucional ao lado de prefeitos, vice-prefeitos, deputados estaduais, vereadores e lideranças locais.
Em São Bento do Una, Carreras foi recebido pelo prefeito Alexandre Batité (MDB), o vice-prefeito Paulo Renato, o deputado estadual Diogo Moraes (PSB) e vereadores do município durante a ExpoLeite. Ele também participou da primeira edição da Serenata do Vale do Una.
Em Garanhuns, ao lado do prefeito Sivaldo Albino (PSB) e do deputado estadual Cayo Albino (PSB), o parlamentar tratou de pautas para o município, entre elas o andamento das obras do Hospital de Amor, voltado ao atendimento oncológico. Carreras também se reuniu com a prefeita de Jupi, Rivanda Freire (PSD), para discutir ações e investimentos.
Já em Lajedo, o deputado visitou, ao lado do prefeito Erivaldo Chagas (Republicanos), ruas da Vila dos Prazeres que recebem pavimentação com recursos destinados por seu mandato. Ainda neste sábado (25), Carreras segue para o Sertão do São Francisco, com destino a Orocó, onde participa da assinatura da ordem de serviço da Escola de Referência em Ensino Fundamental José Bento, ao lado do prefeito Ismael Lira (PSD).
A noite de ontem (24) no Festival do Jeans de Toritama registrou casos de furto em meio ao público estimado em 30 mil pessoas na Arena do Jeans. Um homem de 29 anos, identificado como Pedro Vitor Lima Bezerra, foi preso em flagrante após ser abordado por policiais. Segundo a ocorrência, ele tentou descartar celulares no lixo ao perceber a aproximação do patrulhamento e teria resistido à abordagem antes de ser detido pela Cavalaria.
De acordo com a polícia, o veículo utilizado pelo suspeito (um Jeep Compass estacionado fora da arena) foi localizado durante a ação. No interior do carro, foram encontrados outros aparelhos, somando oito celulares recuperados.
A ocorrência contou com a participação de equipes da Polícia Militar, do Batalhão Especializado de Policiamento do Interior (BEPI), da Polícia Rodoviária Federal (PRF), da Guarda Civil Municipal (GCM), da ROMU, da Polícia Civil e da CTTU.
O suspeito, o veículo, os aparelhos apreendidos e duas vítimas foram encaminhados para a Delegacia de Polícia Civil de Santa Cruz do Capibaribe (17ª DESEC), onde o caso foi registrado. A orientação é que pessoas que tiveram celulares furtados durante o evento procurem a unidade para reconhecimento e eventual recuperação dos aparelhos.
Candidato a presidente em quatro eleições, o ex-ministro e ex-governador Ciro Gomes (PSDB) prometeu, neste sábado (25), decidir até o fim da primeira quinzena de maio se disputará a Presidência da República ou o governo do Ceará em 2026. Mesmo sem a confirmação, o tom do discurso foi predominantemente nacional, citando temas como economia, judiciário e a polarização entre PT e PL.
Ciro falou para correligionários durante encontro de pré-candidatos do PSDB, na primeira agenda pública do ex-ministro após receber o convite formal do presidente nacional da legenda, o deputado federal Aécio Neves, para encabeçar a chapa presidencial do partido. As informações são do jornal O Globo.
Ao justificar a disposição de voltar à disputa nacional, Ciro revisitou a derrota de 2022, quando teve seu pior desempenho nas quatro eleições presidenciais que disputou. O político disse ter sido impedido de competir em condições justas e que, não fosse a “gravidade do momento”, evitaria a política. Ciro afirmou ainda sentir-se “obrigado pelo apelo” de seu partido a considerar o convite.
“Na última eleição eu me senti profundamente humilhado por uma campanha fascista que me negou o próprio direito de participar. E eu, se tivesse juízo mesmo, não chegaria mais perto dessa quadra política fascista de lado a lado nem para dar os parabéns nem os pêsames. Nesse pleito é presidente ou governador. Um dos dois. No fim da primeira quinzena de maio, eu tomo a decisão.”
A ausência de Aécio Neves não passou despercebida. O presidente nacional do PSDB, que em 14 de abril fez o convite público a Ciro para encabeçar a chapa presidencial, enviou uma mensagem em vídeo aos pré-candidatos reunidos no Clube Juventus, na Mooca, zona leste de São Paulo — mas não citou o nome de Ciro Gomes em nenhum momento da gravação.
Na ocasião em que recebeu o convite de Aécio, Ciro já havia sinalizado que não descartava a candidatura, mas ponderou que a decisão precisaria ser amadurecida com sua base política no Ceará, estado pelo qual construiu sua trajetória e onde havia se posicionado como principal nome da oposição ao governo de Elmano de Freitas (PT).
Crítica à polarização
Para embasar a volta ao palanque, Ciro enumerou o que chamou de “pior momento histórico, sob o ponto de vista estrutural, da vida republicana brasileira”.
O ex-ministro também criticou o que considera convergência entre PT e PL na condução da política econômica — câmbio flutuante, metas de inflação e autonomia do Banco Central — e cobrou dos dois campos uma posição sobre as terras raras, setor que classificou como “o petróleo do século XXI”.
“Que polarização é essa em que os dois defendem a mesma política econômica? É tudo igual: Lula 1, Lula 2, Lula 3, Dilma 1, Dilma 2, Bolsonaro, Michel Temer.”
Sobre o Judiciário, Ciro evitou a retórica de adversários que prometem reformas imediatas ou anistias, mas criticou o que chamou de “compadrio” nas nomeações para o Supremo. Disse também que fazer CPI para investigar um ministro e em seguida votar a favor de uma indicação política para a corte é “puro oportunismo”. Ao ser perguntado sobre suas bandeiras prioritárias, Ciro defendeu uma agenda ampla, mas com ênfase na economia.
“O Brasil precisa de uma ruptura. Será que nós estamos com base social para promover essa ruptura? Porque eu não quero decepcionar as pessoas. O Brasil precisa de uma alternativa. Agora, eu não sei se sou eu, porque eu cansei. Eu perdi a crença nas mediações brasileiras.”
O evento foi organizado pela Executiva Estadual do PSDB de São Paulo e reuniu pré-candidatos da legenda a deputado estadual e federal, além de parlamentares, prefeitos e vereadores tucanos do estado. Entre as lideranças presentes estavam o presidente estadual do PSDB paulista e pré-candidato ao governo de São Paulo, Paulo Serra, ex-prefeito de Santo André; a deputada estadual Ana Carolina Serra; o ex-senador José Aníbal; e o prefeito de Marília, Vinícius Camarinha.
O racha no Ceará
A eventual migração de Ciro para a disputa nacional deixaria sem nome de peso a oposição a Elmano no Ceará — e complicaria ainda mais a relação já rompida com o irmão, o senador Cid Gomes (PSB). Em entrevista publicada pelo Globo em 8 de abril, Cid disse ser “muito constrangedor ter um irmão e não votar nele”, ao comentar a possibilidade de enfrentar Ciro em chapas opostas no estado.
Cid, aliado do governador Elmano, avaliou que seria “quase incontornável” a candidatura do irmão ao governo cearense, dados o alinhamento de Ciro com PL e União Brasil e a ausência de outro nome capaz de liderar a chapa de oposição. O senador disse que apoiaria Ciro caso ele fosse candidato à Presidência, mas que na disputa pelo governo do Ceará os dois estariam em lados opostos.
O afastamento entre os irmãos remonta a 2022, quando discordaram sobre o candidato do PDT ao governo estadual. Ciro bancou Roberto Cláudio, ex-prefeito de Fortaleza, enquanto Cid defendia a então governadora Izolda Cela. A ruptura aprofundou-se em novembro de 2023, quando Cid deixou o PDT e migrou para o PSB junto com dois outros irmãos e cerca de 50 prefeitos municipais, esvaziando politicamente a base de Ciro no estado.
Com cinco dias de programação, iniciada na última quarta (21), a 47ª edição da Expocarpina, tradicional feira agropecuária da Mata Norte de Pernambuco, segue até amanhã (22). Segundo a organização do evento, a estimativa de público para os cinco dias de programação é de 40 mil pessoas, dentre elas estiveram presentes Gilson Machado, pré-candidato a deputado federal, e Gilson Machado Filho, pré-candidato a deputado estadual.
“Sempre venho prestigiar a Expocarpina e, inclusive, já fui expositor aqui também. É um setor que emprega milhares de pessoas em nosso Pernambuco e merece atenção. Hoje, eu vim escutar os colegas da agropecuária, atento às suas necessidades”, destacou o ex ministro de Turismo e Cultura. “É um lugar para vir com a família, com as crianças e você ainda vai conhecer o touro Bolsonaro que é uma atração na Exposição”, disse Gilson Filho. “Me sinto num lugar de memórias afetivas porque sempre vim com meu pai nessas exposições desde criança e hoje venho para ouvir o que os trabalhadores precisam”, concluiu.
Ontem (24), foram disponibilizados nas contas do município de Serra Talhada os valores referentes às diferenças do extinto Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental (Fundef), encerrando uma espera de aproximadamente 21 anos desde o início da ação na Justiça Federal.
A conquista é resultado de uma articulação iniciada ainda em 2021, quando a gestão da prefeita Márcia Conrado (PT) definiu como prioridade a conclusão do processo. A Procuradoria do Município atuou junto aos tribunais superiores, solicitando celeridade e alinhamento processual. Após o trânsito em julgado, no final de 2024, teve início a etapa para garantir o depósito integral dos valores, que contou com apoio institucional, incluindo a atuação do deputado federal Fernando Monteiro, contribuindo para a liberação definitiva do crédito.
Os recursos depositados são compostos por duas partes: o valor principal, que possui vinculação com a educação, e os juros. Conforme entendimento do Supremo Tribunal Federal, a parcela principal deve seguir a subvinculação de 60% para os profissionais da educação e 40% para investimentos na área. Já os juros têm natureza indenizatória e não possuem vinculação obrigatória, podendo ser aplicados em outras áreas da gestão municipal.
O município já concluiu o levantamento dos profissionais que têm direito ao rateio da parcela vinculada à educação. A Secretaria de Educação solicitou à contabilidade a finalização dos cálculos para definição dos valores individuais, e um edital de convocação será publicado para informar os beneficiários, que deverão indicar seus dados bancários para recebimento.
“Esse é o resultado de uma prioridade que estabelecemos desde o início da gestão, destravando um processo histórico e garantindo que esse recurso chegue a quem tem direito. Já estamos com toda a estrutura organizada para iniciar a comunicação e o pagamento aos profissionais”, destacou a prefeita Márcia Conrado.
Os palestinos da Cisjordânia e de uma zona central de Gaza comparecerão às urnas neste sábado (25) para eleger prefeitos e vereadores nas primeiras eleições desde o início da guerra, caracterizadas pelo desânimo e um panorama político reduzido.
Cerca de 1,5 milhão de pessoas estão registradas para votar neste pleito municipal na Cisjordânia, ocupada por Israel, bem como 70.000 pessoas na área de Deir al Balah, em Gaza, segundo a Comissão Eleitoral Central com sede em Ramallah.
A maioria das listas eleitorais está alinhada com o partido Fatah, nacionalista, laico e liderado pelo presidente Mahmoud Abbas, ou concorre como independente.
Não há listas vinculadas ao movimento islamista Hamas, o arquirrival do Fatah que controla quase a metade da Faixa de Gaza. Na maioria das cidades, as candidaturas apoiadas pelo Fatah enfrentarão listas independentes lideradas por candidatos de facções como a Frente Popular para a Libertação da Palestina (marxista-leninista).
Mahmoud Bader, um empresário da cidade de Tulkarem, no norte da Cisjordânia, onde dois campos de refugiados adjacentes estiveram sob controle militar israelense por mais de um ano, disse que votaria embora tivesse poucas esperanças de uma mudança significativa.
“Sejam candidatos independentes ou partidários, não tem nenhum efeito e não terá nenhum efeito nem benefício para a cidade”, opinou ele para a AFP. “A ocupação [israelense] é quem governa Tulkarem. Seria apenas uma imagem exibida para a mídia internacional, como se tivéssemos eleições, um Estado ou independência.”
Em muitas cidades, incluindo Nablus e Ramallah, sede da Autoridade Palestina, apenas uma lista foi apresentada, o que significa que será a vencedora automaticamente, sem necessidade de votação.
As seções eleitorais na Cisjordânia permanecerão abertas das 7h às 21h locais (de 1h às 15h em Brasília), enquanto em Deir al Balah as urnas fecharão às 17h (11h em Brasília) para que a apuração seja feita sob a luz do dia pela falta de eletricidade nesse território devastado pela guerra, informou a comissão eleitoral à AFP.
O coordenador da ONU, Ramiz Alakbarov, elogiou a comissão por organizar um “processo crível”. “As eleições deste sábado representam uma oportunidade importante para que os palestinos exerçam seus direitos democráticos durante um período excepcionalmente difícil”, disse Alakbarov em comunicado.
‘Confirmação de que seguimos existindo’
Controlada pelo Hamas desde 2007, Gaza realizará sua primeira votação desde as eleições legislativas de 2006, vencidas pelo movimento islamista.
Nesse território, a Autoridade Palestina liderada por Abbas participa do pleito de Deir al Balah apenas “como um experimento” para colocar à prova o seu próprio “sucesso ou fracasso, pois não há pesquisas de opinião no pós-guerra”, explicou à AFP Jamal al Fadi, cientista político da Universidade Al Azhar do Cairo, no Egito.
Abbas, que atualmente tem 90 anos e está há mais de 20 no poder sem nunca ter sido reeleito, promete com frequência eleições legislativas e presidenciais que nunca ocorreram.
Deir al Balah foi escolhida porque era um dos únicos lugares de Gaza onde “a população se manteve majoritariamente no local e não foi deslocada” por mais de dois anos de guerra promovida por Israel, disse Fadi.
Farah Shath, de 25 anos, estava emocionada de votar pela primeira vez. “Embora não se pareça com nenhuma outra eleição no mundo, é uma confirmação de que seguimos existindo na Faixa de Gaza apesar de tudo”, disse ela à AFP.
A comissão eleitoral assegurou que recrutou pessoal de organizações da sociedade civil e contratou “uma empresa de segurança privada para proteger os centros de votação” em Gaza, assinalou o porta-voz Fared Tamala à AFP.
No entanto, uma fonte dentro da comissão em Gaza, que pediu anonimato, afirmou que “a polícia do Hamas insistiu em garantir a segurança do processo eleitoral em Deir al Balah”.
A queda de parte do teto da emergência do Hospital da Polícia Militar de Pernambuco, no Derby, reacendeu críticas à situação estrutural da unidade e motivou posicionamento do deputado estadual Coronel Alberto Feitosa (PL) na tribuna da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe).
O incidente ocorreu no último dia 16 e, segundo relatos, por pouco não atingiu pacientes que estavam no local. Para Feitosa, o episódio escancara um problema antigo que segue sem solução. Durante o pronunciamento, o parlamentar, que é policial militar da reserva, demonstrou indignação e apresentou registros de outros problemas estruturais no hospital, como infiltrações, novos pontos com risco de queda, elevador com fiação exposta e extintores de incêndio vencidos.
“Um local que atende bombeiros militares estar com extintores de incêndio vencidos é um completo contrassenso. É um verdadeiro absurdo”, afirmou. Além das falhas na estrutura física, o deputado também denunciou a falta de profissionais de saúde e a demora no atendimento, com consultas ambulatoriais levando meses para serem realizadas.
Feitosa destacou que os problemas não são recentes. Em maio do ano passado, uma comitiva de deputados estaduais realizou vistoria na unidade e identificou as mesmas irregularidades. Na ocasião, o Governo do Estado anunciou a liberação de R$ 60 milhões para reestruturação e reforço no atendimento, medidas que, segundo o parlamentar, parece que não saíram do papel. “Um ano depois, a situação continua praticamente a mesma. Agora, com agravante: o risco deixou de ser teórico e passou a colocar vidas em perigo”, criticou.
O deputado afirmou que irá formalizar um Pedido de Informação ao Governo do Estado, encaminhando também as imagens apresentadas na tribuna, e cobrando explicações sobre a aplicação dos recursos anunciados e as medidas adotadas até agora. Feitosa também reforçou o posicionamento em suas redes sociais.