O primeiro semestre de 2024 deve ser marcado por discussões sobre um pacote de medidas eleitorais no Senado Federal. Desde o ano passado, o presidente do Congresso Nacional, senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), tem demonstrado a intenção de avançar sobre o tema.
Entre as pautas de destaque, consta a minirreforma eleitoral, aprovada na Câmara dos Deputados no fim de 2023. O projeto deve se somar à tramitação do novo Código Eleitoral, em análise na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, sob relatoria do senador Marcelo Castro (MDB-PI).
Além disso, a Casa Alta também deve avançar na discussão sobre o fim da reeleição para presidente da República e outros cargos do Executivo (governador e prefeito), e na ampliação desses mandatos para cinco anos.
Na última semana de atividades legislativas de 2023, Pacheco afirmou que o fim da reeleição será “prioridade” neste ano. “É um desejo muito forte dos senadores. Nós vamos fazer audiências públicas, debater isso”, explicou em café com jornalistas. Pacheco defendeu que a possibilidade da reeleição atrapalha o primeiro mandato e pode gerar gastos desenfreados para garantir um novo mandato.
Depois da reunião de líderes do Senado na última semana, Castro confirmou que vai protocolar, nas próximas semanas, outras duas propostas de emenda à Constituição (PECs) sobre o tema. “As duas PECs põem fim à reeleição e estendem o mandato para cinco anos. A diferença entre as duas PEC é que uma propõe a coincidência de todas as eleições, de vereador a presidente da República, e a outra não”, explicou.
Caso aprovadas ainda neste primeiro semestre, porém, as novas regras só valeriam a partir de 2028. A reeleição para cargos do Executivo foi instituída no Brasil em 1997, após a aprovação da Emenda Constitucional nº 16, durante o governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB).
Na avaliação de Marcelo Castro, a aprovação da emenda “foi um equívoco que se cometeu no passado”. “Não tem trazido benefícios para o país. Achamos que é um malefício a reeleição para cargos executivos no Brasil”, afirmou.
Novo Código Eleitoral e minirreforma
Castro também deve apresentar a Pacheco e aos líderes partidários, na próxima semana, uma lista com as alterações que fez no texto que cria um novo Código Eleitoral. A matéria está parada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado desde 2021, quando foi encaminhada pela Câmara. O objetivo do texto é consolidar a legislação eleitoral e as resoluções do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O relator deve apensar ao texto do novo Código Eleitoral o conteúdo da chamada minirreforma eleitoral, aprovada na Câmara em setembro do ano passado.
Entre os principais pontos do Código Eleitoral, estão a regulamentação de institutos de pesquisa e do fundo partidário. O texto aprovado pela Câmara prevê que propagandas políticas, transporte aéreo e até compra de bens móveis e imóveis poderão ser custeadas com o valor do fundo — ponto considerado polêmico.
“A ideia é que a gente possa votar agora neste semestre, o mais rapidamente possível, o Código Eleitoral, para entrar em vigor nas eleições de 2026, porque nenhuma modificação pode entrar em vigor sem a anterioridade de um ano, é o que rege a Constituição”, afirmou Castro.
Especialistas apoiam propostas
Ruy Samuel Espíndola, membro da Academia Brasileira de Direito Eleitoral e Político (Abradep), defende que eleições unificadas podem fortalecer a estrutura partidária e os partidos políticos. “Exigirá mais coesão da base partidária nacional com as estaduais e as municipais. Imporá mais diálogo entre as instâncias partidárias, e a lei deverá assegurar mais autonomia federativa aos partidos e maior participação dos filiados nas prévias e convenções, assim como deverá reduzir as hipóteses de intervenções autoritárias de uma instância nacional sobre a estadual, ou desta, sobre a municipal”, explica.
Já o professor de direito eleitoral Volgane Carvalho discorda da proposta de unificar as eleições. “Isso vai fazer com que o eleitor vá menos às urnas e diminua seu interesse por questões políticas, pelo debate, pelo próprio envolvimento com a eleição”, expõe.
“O sistema atual com eleição de dois em dois anos faz com que a gente tenha a oportunidade de discutir melhor as questões locais e, depois, as questões nacionais. Eleições municipais têm um foco na vida das pessoas, nos problemas da cidade, e as eleições estaduais e federal têm foco mais amplo, ideológico. Juntar tudo isso acaba enfraquecendo a democracia”, continua.
Carvalho reforça que a reeleição para cargos do Executivo sempre foi um tema polêmico: “Uma das coisas que se fala bastante é que, quando há reeleição, o candidato já parte com alguma vantagem sobre seu concorrente, e o índice de reeleição de prefeitos e governadores é estrondoso no país. E também o fato de que você passa um período muito grande sempre envolvido em questões eleitorais, o que pode atrapalhar o desenvolvimento da própria administração pública”.
Espíndola afirma, também, que o fim da reeleição pode ajudar a diminuir o nível da judicialização das eleições. De acordo com o advogado, a lei que permitiu as reeleições “tornou o Brasil a democracia ocidental que mais cassa candidaturas eleitas pelo devido processo legal”, por problemas no registro de candidatura, no curso da campanha e em decorrência de gastos e fontes de custeio eleitoral, além de ilícitos como abusos de poderes político, econômico e religioso.
Assim como ocorreu no ano passado, a Missa do Vaqueiro, em Serrita, deve voltar a reunir os dois principais pré-candidatos ao Governo de Pernambuco e se tornar um espaço para medição de forças às vésperas do início da campanha eleitoral. O embate deste domingo (26), no entanto, já começou com desvantagem para a governadora Raquel Lyra (PSD), que ainda não chegou ao local e está deixando que seu oponente, João Campos (PSB), brilhe sozinho no evento.
O pré-candidato do PSB vem registrando sua participação na Missa do Vaqueiro desde as primeiras horas da manhã. “É fé, tradição, é a valorização da cultura sertaneja e é o momento onde a gente consegue valorizar a nossa terra em uma tradição que vem desde os anos 70. É o momento de renovar a fé, a esperança e o cuidado com o Sertão”, afirmou João Campos, em entrevista à imprensa na chegada ao evento.
Já Raquel, que assistiu aos shows da Expocose, em Sertânia, até altas horas da noite do sábado (25), fez a primeira postagem sobre a Missa do Vaqueiro por volta das 9h45 deste domingo, ainda assim, de um registro da participação dela no evento do ano passado. A estratégia revela que ela e sua equipe provavelmente dormiram demais e perderam a hora do início de um dos acontecimentos culturais e religiosos mais tradicionais do Sertão. “Que hoje a gente possa celebrar a nossa maior riqueza: a força inabalável de ser pernambucano”, escreveu a governadora na legenda da foto de arquivo.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, enviou um vídeo de apoio à candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro (PL) que foi exibido durante a convenção nacional do partido ontem (25). Na gravação, Netanyahu deu parabéns ao candidato pelo lançamento oficial da campanha e afirmou ter confiança de que ele “levará o Brasil a patamares cada vez maiores”.
Netanyahu tem histórico de proximidade com a família Bolsonaro construído ao longo dos anos, o que torna o gesto parte de um padrão de alinhamento ideológico. O premiê israelense e o presidente argentino Javier Milei foram os dois entre os líderes de Estado que declararam apoio público à candidatura de Flávio Bolsonaro na convenção. As informações são do Poder360.
Na mensagem exibida no evento do PL, Netanyahu chamou Flávio de “meu amigo” e exaltou a relação entre ele e a família Bolsonaro. “Você é um grande campeão do Brasil. Você é um grande campeão da amizade entre os nossos povos e sei que levará o Brasil a patamares cada vez maiores”, afirmou o premiê, em inglês. “Parabéns pela sua candidatura”, concluiu Netanyahu ao final do vídeo.
A notícia não é boa para Lula. A pesquisa Datafolha divulgada na sexta-feira (24), ao mostrar um cenário inalterado em relação a junho, reforçou uma tendência já detectada por outros institutos. Desde maio, diferentes levantamentos vêm registrando desgaste de Flávio Bolsonaro sem um crescimento correspondente de Lula ou dos demais candidatos.
O que a consistência desses dados sugere é que a disputa continua aberta. Os votos que deixaram o candidato do PL parecem estar sendo absorvidos principalmente pelo contingente de indecisos. Para onde eles migrarão a partir de agora é a questão que pode definir a eleição.
Para alguns analistas, nem sequer é possível dizer que será Flávio o adversário de Lula num eventual segundo turno. Felipe Nunes, CEO da Quaest, diz que o destino dos votos perdidos pelo candidato do PL dependerá em grande medida do início da campanha, em especial da exposição que Flávio terá nos debates. Isso, naturalmente, se houver debates: até agora, nenhum dos mais bem colocados demonstrou entusiasmo pela ideia. Lula, por não ter nada a ganhar como favorito; Flávio, pela notória dificuldade em enfrentar situações do tipo e porque, quanto mais fica conhecido, maior é sua rejeição.
“O brasileiro dá grande importância à performance dos candidatos. Um desempenho muito bom ou muito ruim de um nome pode fazer uma parcela importante do eleitorado mudar seu voto”, diz Nunes.
O economista Maurício Moura, fundador do Instituto Ideia, é mais cético quanto à possibilidade de Flávio ser ultrapassado na corrida pelo segundo turno. Pelo Datafolha, Ronaldo Caiado, por exemplo, teria de tomar dele 15 pontos percentuais. Considerando os mais de 40% de desconhecimento do ex-governador, seu reduzido tempo de TV e tempo de campanha, Moura avalia que o goiano só chegaria ao segundo turno na hoje improvável hipótese de Flávio sair do páreo.
Assim, a situação mais provável continua sendo uma disputa entre Lula e Flávio — uma contenda de assimetria inédita, a começar pelo peso político dos protagonistas. Lula, qualquer que seja o julgamento que se faça dele, pertence ao minúsculo grupo das figuras incontornáveis da história política brasileira. Em larga medida, as disputas nacionais das últimas quatro décadas se organizaram em torno dele, do partido que fundou e das forças que surgiram para enfrentá-lo — sendo o bolsonarismo a mais recente e eloquente delas.
É diante dessa dimensão histórica que a pequenez política de Flávio Bolsonaro se revela em sua plenitude. Senador de trajetória medíocre, o primogênito de Jair chega à convenção do partido sem vice, incapaz de atrair aliados, cercado de denúncias e transformado em candidato por decisão exclusiva do pai. A situação escancara a segunda gritante assimetria da disputa: a diferença de capacidade estratégica das campanhas. Para o PT, disputar eleições é um ofício aperfeiçoado ao longo de 40 anos; para Flávio, tem sido um acúmulo de erros primários — de vídeos desfocados e declarações desastrosas à incapacidade de identificar os segmentos decisivos do eleitorado e falar com eles. Flávio já era o adversário preferido de Lula desde quando não se sabia quem seria o candidato do bolsonarismo. Entende-se agora por quê.
A dez semanas da eleição, o petista chega à campanha em trajetória ascendente e com a máquina de governo trabalhando a seu favor em voltagem máxima. Flávio chega ao período decisivo no limite de suas dificuldades.
Ainda assim — e essa é a notícia ruim para Lula —, se os votos que abandonaram o filho de Bolsonaro dificilmente migrarão para o petista e tampouco serão suficientes para impulsionar um terceiro nome, restam dois destinos possíveis: converter-se em brancos e nulos ou retornar ao próprio Flávio, que, num eventual segundo turno, pode acabar vitaminado pela polarização. Se hoje Lula avança rumo ao quarto mandato, não está sozinho. O antipetismo — como ele, uma sólida força da política brasileira — segue firme ao seu lado.
“Na longa noite em que seria morta, Suzana Marcolino foi ao salão de beleza Liu’s, no centro de Maceió, pintou as unhas na cor renda — discreta variação do branco — e pediu um leve corte nos cabelos”. É assim, com tintas de Garcia Márquez, que Xico Sá inicia a crônica de uma morte anunciada: a de Paulo César Farias, o PC. Ele e a namorada Suzana foram encontrados com balas no peito na manhã de 23 de junho de 1996. Era o fim trágico do maior vilão da Nova República: o tesoureiro responsável pela ascensão e queda do presidente Fernando Collor.
O mistério da praia de Guaxuma nunca foi elucidado. A Justiça descartou a versão de feminícidio seguido de suicídio, mas não apontou culpados pelo duplo assassinato. Trinta anos depois, Xico volta à cena do crime para narrar a saga do homem mais investigado do país na década de 90. “Por acaso, também era minha principal fonte jornalística”, confidencia o autor de “O tesoureiro: o esquema de corrupção, a fuga espetacular e a morte de PC Farias”, que chega às livrarias nas próximas semanas.
Anos antes de se consagrar como cronista, Xico cobriu as bandalheiras da República de Alagoas como repórter da Folha de S.Paulo. Em junho de 1993, aproveitava uma folga no Recife quando ouviu no rádio a notícia de que um juiz havia decretado a prisão de PC por sonegação fiscal. “Só sonegação?”, perguntou-se o jornalista, que abandonou o amigo Chico Science na mesa do bar e pegou a estrada para Maceió.
Em vez de se entregar à polícia, PC contratou uma quadrilha chilena para organizar uma fuga cinematográfica. De peruca e sem o famoso bigode, embarcou num bimotor no sertão alagoano e fez escalas em Bom Jesus da Lapa (BA), Dourados (MS) e Assunção, no Paraguai, até pousar num pequeno aeroporto nos arredores de Buenos Aires, na Argentina. Depois de alguns dias incógnito, o tesoureiro voou rumo ao Caribe, de onde decolou para a Europa.
“Cadê o PC Farias?”, cobravam chefes, leitores e até a mãe do repórter. A resposta seria dada pelo próprio fugitivo. Descoberto por Xico, ele ligou para a redação e confirmou um dos maiores furos daquela cobertura: estava escondido em Londres. No rápido diálogo, o tesoureiro ainda encontrou tempo para se gabar: agora era vizinho de Diana, a recém-separada princesa de Gales.
Para localizar PC, Xico gastou sola de sapato e recorreu a métodos que não se aprendem nas faculdades de jornalismo. Fez valer o diploma de detetive particular, tirado por correspondência, e a leitura de romances policiais. Em Maceió, seguiu a receita de Hunter Thompson e investiu na ronda de bares e inferninhos, transformando seguranças e trabalhadoras da noite em informantes. Uma das espiãs, de codinome Brigitte Montfort, daria a pista definitiva do esconderijo na Inglaterra.
O PC que emerge do livro é um personagem e tanto. Ex-seminarista, leitor ávido de Nelson Rodrigues, despejava citações em latim ao dissertar sobre o esquema de corrupção que montou, com a colaboração de figurões do empresariado nacional. Numa das conversas, revelou a Xico ter subornado o então chefe da Interpol no Brasil, Edson Antônio de Oliveira. Depois de facilitar a fuga, o delegado posou como o responsável pela prisão de PC na Tailândia. Tentou usar os 15 minutos de fama para virar deputado, mas não se elegeu.
O apresentador e streamer Casimiro Miguel transferiu o controle administrativo da CazéTV para a LiveMode, gigantedo do marketing esportivo, cuja holding controladora é sediada nas Ilhas Cayman e tem Cristiano Ronaldo entre os sócios.
A mudança foi anunciada sem que o valor da operação fosse divulgado. Casimiro preserva sua participação societária na holding e segue como principal apresentador e embaixador do canal, que desde 2022 se tornou uma das maiores plataformas de transmissões esportivas do Brasil. A mudança representa uma reestruturação significativa nos bastidores de um canal que, em poucos anos, se tornou referência nacional em transmissões esportivas via streaming.
A CazéTV foi criada durante a Copa do Mundo do Catar, em 2022, e atingiu seu ápice na Copa do Mundo de 2026, quando exibiu todos os 104 jogos do torneio e pulverizou recordes históricos de audiência no streaming brasileiro. A trajetória acelerada do canal tornou a transferência de gestão um passo natural para estruturar o crescimento dentro de uma operação corporativa de maior porte.
Quem é a LiveMode
A LiveMode foi fundada por Edgar Diniz e Sérgio Lopes, os mesmos executivos responsáveis pelo extinto Esporte Interativo. A empresa tem forte atuação na negociação de direitos digitais com a Fifa e liderou a criação do bloco Futebol Forte União (FFU), movimentando mais de R$ 8,5 bilhões em acordos com clubes brasileiros por um período de cinco anos.
A holding controladora da LiveMode é sediada nas Ilhas Cayman, território reconhecido internacionalmente como paraíso fiscal, e conta com o astro português Cristiano Ronaldo entre seus sócios. A presença de uma figura de alcance global no quadro societário ilustra a dimensão do capital e da influência que orbitam a empresa, que se posiciona como um dos maiores players do mercado de mídia esportiva na América Latina.
Consolidação no mercado esportivo
A mudança na gestão da CazéTV integra o canal definitivamente à estrutura da LiveMode num momento em que o grupo atrai investidores de peso. O fundo XP Private Equity II e a gestora estadunidense General Atlantic aportaram recursos no grupo, com investimento estimado pelo mercado em R$ 450 milhões. O volume de capital envolvido evidencia o apetite financeiro pelo setor de transmissões esportivas digitais no Brasil.
Esse movimento se beneficia diretamente das transformações regulatórias do esporte nacional. A Lei do Mandante abriu caminho para negociações descentralizadas de direitos de transmissão, permitindo que plataformas digitais e produtoras independentes construam estruturas de mídia de grande porte sem depender das grades das emissoras tradicionais.
É nesse ambiente que a LiveMode consolidou seu modelo de negócios, e é nele também que a CazéTV encontra agora seu novo endereço corporativo.
Adoro o País de Caruaru, batismo de inspiração do saudoso Nelson Barbalho. Tenho, orgulhosamente, cidadania honorária, aprovada por unanimidade pela Câmara de Vereadores. Quando estou por aqui, o que faço desde ontem, com os meus filhos Magno Filho e João Pedro, me hospedo no City Premium.
Excelente. Está localizado no coração da cidade, por trás do shopping Difusora, bem pertinho do Lacerdão. Tem uma piscina maravilhosa, sempre bem aquecida e cuidada pela equipe de André Melo, proprietário do hotel.
Do City, ando a pé até o centro, corro na Via Parque e ainda faço encontro com amigos no café da manhã, que é divino. Tem de tudo, até tapioca feita na hora.
O que mais gosto em Caruaru? Do restaurante Perua. Almocei lá ontem com meus filhos, que não conheciam e adoraram os pratos mais concorridos, como perua cozinhada, bode assado e galinha de cabidela. De sobremesa, doces caseiros. Indico a mistura de banana com mamão.
Gosto também do Tasquinha, no shopping Difusora e o Tio Armênio, no shopping Caruaru. O mesmo grupo abriu outro belíssimo restaurante no Rooftop do shopping Caruaru. De lá, com uma vista espetacular, dá para ter uma ideia da Caruaru em ritmo alucinante de desenvolvimento, hoje sob o comando de Rodrigo Pinheiro (PSD).
Gosto também da famosa feira de Caruaru. Como na canção de Onildo Almeida, lá encontro de tudo: cesto, balaio, corda, tamanco, peneira boa e mobília de tamborete feita de tronco de mulungu. Tem fumo e tabaqueiro feito de chifre de boi zebu.
Tem calça de arvorada (para o matuto não andar nu), rede e baleeira (estilingue) para menino caçar nambu. Tem maxixe, cebola verde, tomate, coentro, couve, chuchu, almoço feito nas tendas, pirão mexido que nem angu, sorvete de raspa de pai-olho/pajé, caldo de cana gelado e até mandacaru.
Tem louça de barro, ferro velho e os famosos bonecos do Mestre Vitalino, conhecidos até no Sul. O grande Onildo compôs “A feira de Caruaru” e Gonzagão gravou para felicidade geral da Nação e do País de Nelson Barbalho.
Mesmo acumulando 17 anos de vida pública com mandatos, a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), admite que o coração ainda bate mais forte ao se aproximar de um marco importante. No próximo domingo (2), a partir das 9h, no Parador, no Bairro do Recife, próximo ao Marco Zero, será o palco da convenção partidária do grupo governista.
Com uma trajetória política marcada por eleições vitoriosas para deputada estadual e prefeita de Caruaru por duas vezes, a primeira mulher eleita para comandar o Palácio do Campo das Princesas em 2022 encara o novo momento político com a mesma expectativa do início da carreira.
“Tenho 47 anos e, desde os 30, estou em mandatos eletivos. Nesse momento, dá um frio na barriga danado. É meio como se fosse um momento de Ano Novo, onde a gente para para refletir sobre tudo o que fez, o que nos trouxe até aqui e o que nos move daqui em diante”, revelou a governadora, em entrevista ao Blog Cenário e à Folha de Pernambuco, no hotel onde ficou hospedada em Salgueiro, no Sertão Central, e após café da manhã com líderes políticos.
A convenção do PSD pernambucano deve reunir caravanas, militantes, prefeitos e líderes políticos de todas as regiões do estado. Mais do que um rito partidário, a proposta é projetar o simbolismo de convergência regional.
Como mensagem central do ato, a governadora aposta na superação das rivalidades partidárias para focar no desenvolvimento do Estado. O discurso vai enfatizar que a gestão estadual prioriza os interesses de Pernambuco acima de siglas e palanques.
O evento pretende apresentar um retrato de forças políticas alinhadas com o trabalho executado ao longo da gestão; reafirmar os compromissos assumidos e lançar a visão de desenvolvimento para os próximos anos.
A governadora convocou a população para o ato e ressaltou que o momento é de celebrar o trabalho prestado até aqui e programar avanços para a população. “No próximo dia 2, vamos fazer uma linda festa no coração do Recife. Queremos Pernambuco todinho lá para passar uma mensagem, mais do que por palavras, pelo retrato de união pelo nosso Estado”, relatou, ao lado do prefeito de Salgueiro, Fabinho Lisandro (PSD).
A governadora enfatizou a ideia de derrubar divergências. “Cores de bandeira partidária não nos dividem; estamos aqui para somar e cuidar de Pernambuco como um todo”, complementou Raquel Lyra, pouco antes de sair para vistoriar obras de creche, habitacional, complexo de polícia científica e pavimentação de ruas.
Meu amigo Josildo Sá, cantor, compositor e melhor intérprete do chamado forró de latada, tomou seu cafezinho da manhã, hoje, na caneca dos 20 anos do blog lendo a minha crônica domingueira sobre a importância do café nas relações sociais. Adotou e confessou ser adepto de reuniões de trabalho tomando um cafezinho bem quentinho, colhido na roça da sua Tacaratu.
O ex-prefeito do Recife e pré-candidato ao governo de Pernambuco João Campos (PSB) afirmou que estará presente na convenção nacional do Partido dos Trabalhadores. O evento será realizado no dia 2 de agosto e lançará a pré-candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à reeleição.
“No dia 29 (de julho) eu estarei em Brasília presidindo a convenção do PSB, onde vamos homologar o apoio à candidatura de Lula e o nome de Geraldo Alckmin para vice-presidente. E no dia dois estaremos em São Paulo na convenção nacional do presidente Lula que homologa a sua candidatura à presidência da República”, explicou Campos.
O pré-candidato também disse que o presidente Lula deve vir a Pernambuco ainda no primeiro turno das eleições. O socialista admitiu, contudo, que o presidente deve focar suas agendas em estados em que a votação será mais acirrada, como São Paulo e Minas Gerais.
As declarações foram concedidas durante a convenção estadual do MDB de Pernambuco, que ocorreu na manhã deste sábado (25). A legenda homologou o apoio à Frente Popular e à eleição de João Campos para governador do estado.
“A gente tem mais um dia importante para marcar essa trajetória, em que recebemos o apoio do MDB. A Frente Popular de Pernambuco segue crescendo e segue tendo representatividade em todas as regiões”, agradeceu o ex-prefeito do Recife.
Ainda na convenção, João Campos avaliou que alguns filiados do MDB foram perseguidos e ponderou que esse tipo de postura não cabe em um governo democrático.
“Muitos companheiros do MDB foram perseguidos como se persegue um adversário de guerra e na política e na democracia não é assim que se faz. A caneta que o povo dá ou delega ao poder não deve ser utilizada como arma para ferir ninguém, mas sim para poder fazer o bem pelo povo”, defendeu João Campos.
Nos últimos anos, os jogos de aposta virtuais, como o popular “jogo do tigrinho”, além de cassinos online e plataformas de apostas esportivas, tornaram-se extremamente populares. A promessa de ganhos rápidos e a facilidade de acesso pelo celular fazem com que milhares de pessoas iniciem essas atividades como entretenimento. Porém, para algumas, o que parecia uma diversão pode evoluir para um grave problema de saúde.
O vício em jogos de aposta é um transtorno comportamental caracterizado pela dificuldade de controlar o impulso de apostar. A pessoa passa a investir valores cada vez maiores, tenta recuperar o dinheiro perdido realizando novas apostas e continua jogando mesmo diante de prejuízos financeiros, familiares e emocionais.
As consequências financeiras podem ser devastadoras. Dívidas, perda das economias, comprometimento da renda familiar, empréstimos, venda de bens e dificuldades para manter as despesas básicas tornam-se uma realidade. A ilusão de que “na próxima aposta vou recuperar tudo” frequentemente alimenta um ciclo de perdas cada vez maior.
Os impactos vão muito além do dinheiro. O vício em apostas está associado ao aumento da ansiedade, estresse, insônia, irritabilidade, sintomas depressivos, sentimento de culpa e baixa autoestima. Em situações mais graves, pode contribuir para o isolamento social e aumentar o risco de ideação suicida.
No ambiente de trabalho, as consequências também são significativas. A preocupação constante com as apostas prejudica a concentração, reduz a produtividade, favorece erros, aumenta o absenteísmo e pode comprometer a carreira profissional.
A vida familiar e os relacionamentos frequentemente sofrem com mentiras, perda de confiança, conflitos conjugais, afastamento de amigos e familiares e desgaste emocional. Muitas pessoas escondem o problema por vergonha, o que dificulta ainda mais a busca por ajuda.
É importante compreender que o vício em jogos de aposta não é falta de caráter nem ausência de força de vontade. Trata-se de uma condição que pode necessitar de acompanhamento psicológico e, em alguns casos, psiquiátrico.
Se o “jogo do tigrinho” ou qualquer outra plataforma de apostas passou a controlar suas decisões, gerar dívidas, prejudicar seu trabalho ou afetar sua saúde mental, é hora de buscar ajuda. Reconhecer o problema é o primeiro passo para recuperar o controle da própria vida, proteger sua saúde, suas finanças e seus relacionamentos.
*Médico pós-graduado em Psiquiatria e Neurologia Clínica | Instagram: @drsilvinoteles
Mesmo no calorzão do Sertão, o cafezinho das três da tarde, servido com guloseimas inesquecíveis, como broa, tapioca, pãozinho na manteiga e bolo de caco, em Afogados da Ingazeira, onde chorei no ventre da minha mãe, se traduziu em algo tão forte na minha infância e adolescência que segue guardado no melhor cantinho das memórias saudáveis e saudosas.
Grande, de madeira de lei — que cupim não rói, como diz a canção ariana —, a mesa, envernizada pelo amor, cabia todos, igual a coração de mãe. As conversas, divertidas, matavam o tempo que passa lento no chão de vidas secas, como quem não quer ir embora.
Um cafezinho quente tem o poder de deixar a alma mais leve e o dia mais gentil, dizia minha saudosa flor Margarida. Mamãe tinha mãos de fada na cozinha. Seu bolo de caco era um manjar dos deuses. Naquela época, inculto, não tinha a menor ideia do que representava a simbologia do café.
Não sabia que a vida começa a fazer sentido depois do primeiro gole de um cafezinho, que o seu aroma é o abraço que desperta a alma e organiza os pensamentos.
Em Brasília, terra dos meus sonhos e da felicidade, hoje compreendo porque o jornalista Romualdo de Souza criou o seu próprio espaço para uma coluna sobre café. Além de bom cafezeiro, dá aula sobre a cultura do café no Brasil e no mundo.
O jornalista Romualdo de Souza, especialista em café, mantém o quadro Café & Conversa em formato podcast
Anda com um bornal nos ombros levando seu cafezal, com água quente para ele próprio preparar e servir o cafezinho quentinho na hora aos seus convivas, políticos e jornalistas. Um ritual sagrado para ele, que vibra e se emociona, esbanjando charme e sabedoria.
Romualdo é daqueles fanáticos por café que nos convence que entre um gole e outro a conversa flui, o tempo desacelera e a amizade se aquece. Mais do que isso, prova que pequenos momentos podem ser grandes fontes de prazer. Convites inusitados como os dele para um café no meio da tarde, em meio ao turbilhão político do Congresso, nunca é só sobre a bebida.
É sobre quem escolhe sentar do seu lado, para deixar a vida nos levar mais aquecida. Tomar um cafezinho servido por ele representa muito mais do que matar a sede ou consumir uma bebida. É um convite para uma pausa na rotina, um abraço quente em forma de xícara, pretexto perfeito para uma boa conversa, momento de excelência, dedicado a si mesmo ou a quem ele tem o prazer da companhia.
Um cafezinho é sensacional. Na verdade, a gente finge que é só uma xícara de café, mas em certos dias ele é quase um abraço. Um gesto contra a rotina, uma pequena revolução de calma no meio do caos.
Parar para um café é lembrar que o tempo não precisa ser apenas pressa. Vamos tomar um café? Eis o código mais bonito para dizer: eu quero estar um instante com você.
A história do café no Brasil começou em 1727, quando Francisco de Melo Palheta trouxe as primeiras mudas da Guiana Francesa para Belém, no Pará. O cultivo cresceu muito no Sudeste e virou a base da economia e da política do país nos séculos XIX e XX. Coube ao atrevido sargento-mor Francisco de Melo Palheta trazer mudas clandestinas para o Pará.
A planta serviu apenas para consumo interno e vendas pequenas. Só em 1760, o café chegou ao Rio de Janeiro e se espalhou. O cultivo cresceu forte nas serras do Rio, de São Paulo e de Minas Gerais, com mão de obra de pessoas escravizadas e isso com o tempo fez o Brasil virar o maior produtor de café do mundo.
Fiz esta crônica para dizer, enfim, que um bom cafezinho serve para despertar o corpo, acalmar a mente, aproximar pessoas e transformar instantes simples em grandes momentos de prazer. O primeiro gole dá o combustível que desperta a alma, a coragem necessária para enfrentar a maluca rotina do dia.
Entre conversas descontraídas e silêncios confortáveis, o cafezinho aproxima corações e inspira boas amizades. Que, a partir de hoje, depois desta crônica, que cada gole seja também uma nova forma de ver o mundo para você, caro leitor.
Afinal, não tenha a menor dúvida: um bom café nos faz apreciar as coisas simples da vida. É uma obra de arte, assim como a vida bem vivida.
EX5 EM-i: SUV híbrido da Geely veio para ser protagonista
Há 10 anos, o jornalismo automotivo costumava anunciar que um novo modelo Chevrolet chegava para incomodar a Volkswagen, a Toyota, a Fiat ou outra qualquer. Era algo nessa linha, apenas se invertendo de montadora. Este ano, com a comercialmente benéfica até agora ‘invasão’ chinesa ao Brasil, as atenções se voltam para o que a Geely, a BYD ou a GWM aprontam para se superar entre elas.
E uma das melhores contendas de 2026, onde quem estrebucha são as marcas tradicionais, está entre a Geely e a BYD no subsegmento de SUVs médios híbridos, com seus EX5 e Song Pro e Plus, respectivamente. Sem falar na GWM, já consolidada por aqui no mercado eletrificado e assustando empresas tradicionais como Toyota e Volkswagen com o seu Haval H6. Ainda bem que, nessa litiga, quem se dá bem é o consumidor com poder de compra na faixa dos R$ 200 mil. Este colunista testou por uma semana o híbrido Geely EX5 EM-i, um dos protagonistas desta peleja. A unidade avaliada foi a Ultra, cotada a R$ R$ 235 mil e responsável pela façanha da Geely emplacar no país neste momento pelo menos um em cada cinco carros eletrificados vendidos.
Antes de tudo, vale o registro: a Geely não é pouca coisa, não. É dona, por exemplo, da Volvo, da Zeekr, da Polestar, da Lotus… No Brasil, ela se associou à Renault (comprou 26%) e usa toda a excelente estrutura da francesa em São José dos Pinhais, na Grande Curitiba (PR). Por enquanto, seus carros são importados da China. Mas a companhia já anunciou que vai montar o EX5 no Paraná. E ainda este ano. Ao nacionalizá-lo, a empresa sobe ao patamar da BYD e da GWM, que fizeram o mesmo, reduzindo assim ou até eliminando a desconfiança dos brasileiros com os chineses no processo de pós-venda e de oferta de peças, afinal.
O que tem de bom – Mas falemos, enfim, somente do SUV. Sua faixa de preço começa (versão Pro) em R$ 190 mil. A intermediária, a Max, custa R$ 210 mil. A testada, a Ultra, é recheada de equipamentos tecnológicos, de segurança, de conforto e mimos. O sistema de som é premium, Flyme, com 16 alto-falantes – que, por sinal, são integrados ao encosto de cabeça do motorista. A tela do sistema de entretenimento é de 15,4 polegadas – maior do que a de um iPad.
Obviamente, o pareamento com o Apple e o Android é sem fio. A versão tem ainda teto solar panorâmico com cortina elétrica, porta-malas também elétrico e por aí vai. O melhor do EX5 EM-i, porém, está na condução. No período de avaliação, pelo menos uns 60% do tempo foram em vias urbanas. Isso resultou, além da possibilidade de percepção no uso urbano, em prazer de sobra. É uma rodagem macia, tranquila, suave. Sem falar que, neste modelo especificamente, a suspensão é na medida certa. O carro é, como os híbridos e elétricos, extremamente silencioso. O acabamento é de boa qualidade. Há materiais emborrachados no painel e nas portas, mas ajustados, sem rebarbas.
Os bancos parecem abraçar os passageiros, principalmente o motorista. Apenas na versão Ultra, testada, o revestimento interno é na cor caramelo — e mesmo assim apenas naqueles de pintura externa verde ou preta. O sistema de entretenimento, levando-se em conta a usabilidade e a conectividade, é bem interessante. A começar pelo tamanho de 15,4 polegadas. A qualidade do equipamento, que oferta seis alto-falantes, faz espalhar um som cristalino, na medida do bom senso. É intuitivo: mesmo quem não está acostumado consegue seguir todos os passos sem ter necessariamente habilidade de nerd. O quadro de instrumentos também é de bom tamanho, com suas 10,2 polegadas. O ar-condicionado é digital, mas apenas de uma zona.
Design – Visualmente, e isso não é rabugice, o EX5 parece em termos gerais com todos os demais de porte semelhante. A versão híbrida (plug-in) testada tem uma longa faixa de led por toda a base dianteira. Ela serve para interligar os faróis de led afilados, meio que escondidos no para-choque. As linhas laterais são lisas e combinam com as cromadas das janelas. A versão Ultra traz bonitas rodas de 19 polegadas. A traseira, por sua, tem lanternas em led também cruzando de ponta a ponta a tampa do porta-malas. O SUV conta com seis airbags de série – alguns concorrentes oferecem sete, sendo um especialmente voltado para a proteção dos joelhos do condutor. Os freios são a disco nas quatro rodas, claro. O freio de estacionamento é eletrônico – e que seria normal para o preço, mas lembrei de um concorrente que ainda põe o velho freio-de-mão manual. A câmera de ré é nítida, de resolução acima da média.
O conjunto de propulsão é bem eficiente mesmo. O motor 1.5 aspirado que conduz o completo híbrido é bem calibrado, digamos assim. Suave até. Sozinho, produz 100 cv e 12,7 kgfm de torque. Ele também serve de gerador para todo o sistema. Mas aí entra a ajuda dos elétricos, que faz o modelo gerar 262cv de potência combinada, com torque de 38,7kgfm. A transição entre os dois nem é perceptível: basta acelerar. Reforçando: o sistema híbrido plug-in (PHEV) usa três motores. O principal tracionar as rodas dianteiras.
Enfim: juntos, fazem o modelo de 1,8 mil quilos ir de 0 a 100 km/h em 7,8 segundos. O SUV usa dois tipos de bateria. As das versões de entrada são de Lítio Ferro Fosfato de 18,4 kWh, com autonomia de 65km no modo. A Ultra testada traz bateria ampliada de 29,8 kWh, estendendo o alcance elétrico para 112 km. O modelo oferta três modos de condução: Electric (tração elétrica), Hybrid (gerenciamento automático de ambos os motores) e Sport (foco em desempenho). No modo híbrido, segundo dados do Inmetro, a Ultra consome na cidade 14,8 km/l – na estrada, 13,1 km/l. Assim, somando tudo, o tanque de 60 litros garante uma autonomia total de até 1,3 mil quilômetros.
E mais –
Garantia: a Geely oferece, para a bateria, 8 anos ou 150.000 km; para o veículo, 6 anos ou 150.000 km
Segurança: são seis airbags de série, freios a disco nas quatro rodas, freio de estacionamento eletrônico, além de câmera de ré e sensores de estacionamento traseiros.
Dimensões: o SUV mede 4,74 metros de comprimento, 1,90 metro de largura e tem entre-eixos de 2,75 metros. O porta-malas oferece 428 litros, podendo chegar a 2.065 litros com os bancos traseiros rebatidos
LCD: a Geely faz sempre questão de lembrar que tela central do modelo usa um tipo avançado de LCD que emprega silício policristalino para controlar os pixels e, assim, permitir uma mobilidade de elétrons até 100 vezes superior à de telas convencionais, garantindo que cada pixel responda com mais precisão e rapidez. Isso resulta em imagens mais nítidas, textos mais legíveis, gráficos mais detalhados etc
Campo sonoro: o sistema de som do carro tem quatro modos configuráveis, que direcionam o áudio para o veículo inteiro, centrado no motorista, focado nos assentos traseiros ou personalizado. Ele cria uma experiência de áudio imersiva, semelhante ao de cinemas.
Carregador: é sem fio, tem 15 watts de potência e avisa o motorista em caso de esquecimento
Assistente: esta versão do EX5 vem com assistente de voz inteligente com o comando: “Olá, Geely!”. A interface compreende até 200 comandos e funciona em 10 idiomas, tudo sem a intervenção manual.
Aplicativo: é possível se conectar com o carro por meio de um app, que possui serviços como controle e planejamento remoto do veículo, monitoramento do status e rastreamento e localização online. Atualizações podem ser feitas pela nuvem
Modo acampamento: o EX5 EM-i traz uma função inteligente chamada de “Modo Acampamento”. Ela ajusta automaticamente os planos de fundo da tela, a música e a iluminação ambiente para criar uma atmosfera relaxante.
Fonte de energia: essa versão pode atuar como gerador portátil para dispositivos (V2L), podendo alimentar eletrônicos e outros dispositivos, e V2V, para carregar outros veículos.
Novo Argo X é o nome do próximo modelo da Fiat – Está definido: Argo X é o nome do próximo modelo da Fiat a ser produzido no Polo Automotivo Stellantis de Betim (MG) ainda em 2026. Ele é o primeiro produto inédito, em Betim, a compor o plano da Stellantis, que prevê investimento de R$ 32 bilhões na América do Sul, até 2030, sendo R$ 14 bilhões destinados ao Polo de Betim. Vale dizer ainda que o atual Argo, segundo modelo mais vendido da Fiat no Brasil e o quarto do mercado brasileiro em 2026, seguirá sendo vendido.
A Fiat lidera o mercado brasileiro de automóveis há cinco anos consecutivos. Também possui o veículo mais vendido do país, a Strada, que é a número um em vendas no país desde 2021. Tanto a marca quanto a Strada seguem líderes em 2026 e se encaminham para o sexto ano no lugar mais alto do pódio. Hoje, um a cada cinco veículos e uma a cada duas picapes comercializadas no Brasil são Fiat. A força local da marca contribui de forma substancial para o desempenho comercial global da companhia.
O Brasil emplacou 270.955 unidades da Fiat no primeiro semestre deste ano, sendo o mercado brasileiro responsável por 40% das vendas mundiais da marca e posicionando a operação nacional como a número um do mundo. Cinco décadas depois de iniciar a produção do Fiat 147, primeiro modelo fabricado em Betim (MG), o complexo industrial continua moldando a mobilidade no país. O legado construído ao longo de 50 anos mantém o Polo Automotivo como protagonista da indústria automotiva nacional, reunindo tradição, inovação e uma produção que continua impulsionando a evolução do setor. Atualmente, o Polo Automotivo Stellantis de Betim ocupa uma área total de 2,2 milhões de m², dos quais mais de 900 mil m² são de área construída, e conta com capacidade instalada para produzir até 650 mil veículos por ano.
Strada bate recorde de produção – A picape da Fiat, líder de vendas no mercado brasileiro e sul-americano em 2025, celebra mais um marco. Em junho, a Strada registrou o número recorde de 19.261 unidades produzidas no Polo Automotivo Stellantis de Betim (MG). Com o resultado, a Fiat Strada demonstrou mais uma vez sua força, superando a marca de 18.287 unidades fabricadas em um único mês, registrada em setembro de 2025. A Strada vem sendo exemplo de protagonismo desde seu lançamento, em 1998. Com inovação e tecnologia, a picape se destacou no setor ao introduzir a cabine estendida em 1999, a cabine dupla em 2009 e a revolucionária terceira porta em 2013.
Em 2020, a Nova Strada chegou ao mercado ainda mais competitiva e, em 2021, foi a primeira em sua categoria no Brasil a oferecer transmissão automática CVT. Já na linha 2024, a picape ganhou novidades como um novo motor turbo flex, atualizações no design e a inédita versão Ultra, ampliando ainda mais o portfólio do modelo e da marca. Em sua linha atual, a Fiat Nova Strada está disponível em 4 versões.
Nas opções cabine plus, a Nova Strada transporta até 720 kg e 1.354 litros, já as de cabine dupla oferecem 650 kg e 844 litros, ambas com capacidade de reboque de 400 kg. Equipada com quatro ganchos inferiores e seis superiores, a caçamba garante segurança e flexibilidade, reforçando a parceria da picape com o consumidor nas diversas situações do dia a dia.
Começam as vendas do novo Hyundai i20 – As vendas do novo Hyundai i20 começam oficialmente nesta quinta-feira (23/7) em todo Brasil. Segundo os diretores da empresa, o modelo inédito está posicionado estrategicamente para preencher o espaço entre os segmentos de hatchbacks e SUVs compactos no país. Ele foi desenvolvido em versão exclusiva para o mercado nacional e vem com pacotes de segurança e tecnologia. É uma opção para aqueles que estão em transição rumo ao mundo dos SUVs.
Com preços a partir de R$ 100 mil, o veículo é produzido na fábrica da Hyundai em Piracicaba (SP), na mesma linha de montagem do compacto HB20 e do SUV Creta. Chega em seis versões, sendo quatro delas com motorização 1.0 turbo. O novo Hyundai i20 estreia no Brasil um novo conceito de design da marca: o “Art of Steel”. Nesta ideia, o visual do modelo traz mais referências aos cortes retos característicos do trabalho com o aço. O modelo tem 4.130mm de comprimento, 1.495mm de altura, 1.780mm de largura e 2.580mm de distância entre eixos. O porta-malas tem capacidade para 346 litros, que pode ser ampliada para 1.152 litros com o banco traseiro rebatido.
O espaço interno, principalmente no banco traseiro, é vendido com um ponto forte do novo i20. São 917 mm de espaço para as pernas, 961 mm de espaço vertical para a cabeça e 1.391 mm de espaço “de ombros” para os três ocupantes. Segundo a Hyundai, todas estas medidas são referência nos veículos de sua faixa de preço. Outro ponto característico do Novo Hyundai i20 são as saídas de ar verticais, que contribuem para a sensação de dinamismo dentro do veículo. Sem comprometer o fluxo de ar na comparação com as saídas tradicionais, esta versão converge com a proposta de design do painel, para maximizar a utilização do espaço interno e permitir a entrega de uma ampla multimídia integrada ao painel de instrumentos e diversos compartimentos de armazenamento.
Tecnologia – O i20 foi pensado para tornar mais fácil o dia a dia do condutor. E a ideia vai desde coisas simples, como a grande variedade de espaços para armazenamento de itens, até a estreia da tecnologia OTA (Over The Air) em modelos da Hyundai fabricados no Brasil. Na prática, trata-se de um sistema que permite a atualização remota do software do carro, assim como já acontece com os smartphones.
Com ela, o carro recebe novos recursos, correções de segurança ou melhorias de desempenho, usando a interface da rede de dados embarcada no veículo, sem a necessidade de ir a uma concessionária. Destaque também para a oferta do Bluelink, sistema de carro conectado da Hyundai, como item de série em todas as versões. As funcionalidades variam conforme a versão e estão descritas no manual do proprietário.
Conveniência – Integram o pacote de itens de conveniência o freio de estacionamento eletrônico, as saídas de ar para o banco traseiro, as alavancas smartshift para trocas de marcha no volante, o botão de partida com chave presencial, alerta de presença no banco traseiro, bancos de couro bipartidos, volante com ajuste de altura e profundidade e as telas integradas em tamanho de destaque: 12,3 polegadas para o painel de instrumentos e 12,3 polegadas para a multimídia.
Ar-condicionado digital e automático, volante revestido em couro sintético, controle eletrônico de pressão dos pneus, sensor de estacionamento traseiro, câmera de ré, espelhamento para Apple CarPlay e Android Auto sem fio que, junto ao conjunto de seis alto falantes, completam o leque de soluções de conforto e conveniências oferecido pelo Novo Hyundai i20.
Segurança – Traz o pacote SmartSense, com itens para proteger o condutor e os passageiros no dia a dia das ruas. Um dos destaques é o assistente de tráfego cruzado traseiro, que ajuda a evitar colisões ao sair de uma vaga em ré, usando radares que detectam quando um veículo se aproxima, emitindo um aviso sonoro e até mesmo freando o carro, se necessário. Outros recursos são os assistentes de manutenção e centralização em faixa, o detector de fadiga e o assistente de frenagem autônoma, que além de outros veículos, mapeia ciclistas e pedestres, alertando para possíveis colisões.
Segurança 1 – Outro item importante é o alerta de saída segura, que impede acidentes que podem ser causados por portas abertas quando outros veículos se aproximam. O sistema emite avisos se um carro, ao se aproximar por trás, for detectado quando um ocupante abre a porta para sair. Além disto, também está disponível o assistente de ponto cego, que usa sensores para indicar ao motorista a existência de veículos nos ângulos sem visibilidade.
Essa indicação é feita diretamente nos espelhos retrovisores externos, como uma função ativa para reduzir o risco de colisão. Todas as versões do Novo Hyundai i20 contam com seis airbags de série, incluindo airbags de cortina laterais. Também fazem parte da lista padrão freios ABS com EBD, controles de estabilidade eletrônico e tração, sinalização de frenagem de emergência e assistente de partida em rampa.
Motorização – O i20 conta com os motores 1.0 e 1.0 turbo de 3 cilindros com 12 válvulas. Este último vem com injeção direta e potência de 115 cv. O torque é de 17,5 kgfm já a 1.500 rpm. O aspirado oferece até 80 cv (com etanol) e torque de 10,2kgfm. São cinco anos de garantia sem limite de quilometragem para veículos de uso particular.
Confira os preços de todas as versões do Novo Hyundai i20
Modelo
Ano-modelo
Motor
Versão
Preço (R$)
Novo Hyundai i20
2026/2027
1.0 MPI
Comfort
R$ 99.990
Limited
R$ 104.990
1.0 TGDI
Limited
R$ 125.990
X Line
R$ 128.990
Platinum
R$ 134.990
Ultimate
R$ 139.990
Ora 5: novo lote, nova cor – A GWM Brasil decidiu ampliar as opções de personalização do Ora 5. Mas só garantiu uma nova combinação de cores para seu SUV 100% elétrico. O modelo passa a contar com a inédita pintura Cinza Quartzo, combinada ao acabamento interno Cinza Urbano. Agora, são cinco opções de pintura externa e duas de acabamento interno. A novidade faz parte do novo lote do SUV, cujas reservas foram abertas na segunda-feira (20/7). O primeiro lote do modelo, com mais de 2 mil unidades, teve todas as reservas esgotadas em apenas 24 horas após o lançamento. As reservas do novo lote poderão ser realizadas no site da GWM, no Mercado Livre e na rede de concessionárias da marca em todo o Brasil. O preço do Ora 5 permanece em R$ 160 mil.
GAC é habililtada para o Mover Brasil – A chinesa GAC foi habilitada no Programa Mobilidade Verde e Inovação (Mover) do governo federal. O programa incentiva descarbonização e eficiência energética e destina R$ 3,9 bilhões em créditos às empresas que cumprirem metas de inovação e agregação de valor no Brasil. A GAC pretende investir US$ 1,3 bilhão na produção de seus veículos na fábrica da parceira HPE Automotores, em Catalão, interior de Goiás, a partir de 2027.
Capital Moto Week, o maior da América Latina – Brasília está recebendo um dos maiores eventos turísticos do país. Até o próximo dia 1º de agosto, o Capital Moto Week (CMW) atrai mais de 150 mil turistas à capital federal. Reconhecido como o maior festival de motos e rock da América Latina, o CMW reúne música, gastronomia, cultura, entretenimento e experiências ao ar livre em uma estrutura de mais de 400 mil metros quadrados instalada no Parque Granja do Torto.
Ao longo de dez dias, a chamada Cidade da Moto recebe cerca de 800 mil visitantes, mais de 350 mil motocicletas e aproximadamente 1,8 mil motoclubes vindos de diversas regiões do Brasil e do exterior. Além da programação com mais de 100 shows nacionais e internacionais, o festival impulsiona diversos setores da economia, como hotelaria, alimentação, transporte, comércio e serviços turísticos. Durante o período do evento, a ocupação da rede hoteleira costuma atingir índices próximos de 98%, refletindo o impacto positivo do festival na economia local.
Mulheres e oficinas: dicas para não cair em armadilhas – Ir a uma oficina mecânica ainda é, para muitas mulheres, uma experiência marcada por insegurança. O diagnóstico que não se entende, o termo técnico que intimida e o orçamento que parece alto demais. Mas como questionar sem saber o que está errado? O desconforto enfrentado por muitas mulheres em oficinas mecânicas está longe de ser um caso isolado. Ele faz parte de um contexto mais amplo de desigualdade de gênero que ainda persiste em diversas esferas da sociedade.
Segundo o Relatório Global de Disparidade de Gênero 2025, do Fórum Econômico Mundial, a equidade entre homens e mulheres deve levar cerca de 123 anos, o equivalente a cinco gerações, para ser, efetivamente, uma realidade em todo o mundo. “A desigualdade que ainda existe no mercado de trabalho, na remuneração e no acesso a posições de liderança tem um reflexo direto no dia a dia, inclusive na hora de levar o carro à oficina. Quando a mulher não tem informação, ela fica vulnerável. E a vulnerabilidade, em qualquer ambiente, tem um custo”, afirma Vittória Gabriela, engenheira mecânica e fundadora do Dona do Meu Destino, uma comunidade criada para ajudar na forma como as mulheres se relacionam com o próprio carro.
Entendendo o próprio carro – Por isso, conteúdos sobre mecânica, manutenção e segurança são repassados de forma simples e acessível a mais de 892 mil seguidores, sendo mais de 90% mulheres. “Cada vez mais mulheres chegam até nós querendo entender o próprio carro. Não para virar mecânica, mas para não depender de ninguém para tomar uma decisão. Para se ter uma ideia, mais de 3,5 mil mulheres aguardam uma vaga nos cursos presenciais, um indicativo de que existe uma demanda crescente por conhecimento nessa área”, conta Vittória Gabriela, fundadora do Dona do Meu Destino.
Segundo Vittória, houve uma mudança clara no perfil das participantes ao longo do tempo. “No começo, a maioria chegava depois de um problema, um mau atendimento, um susto na estrada, um prejuízo. Hoje, muitas vêm por escolha, para aprender antes que qualquer problema aconteça. Sai do ‘preciso me defender’ para ‘quero dominar isso. Elas entenderam e que tem informação tem poder de escolha, e poder de escolha é autonomia”, afirma.
Conhecendo o carro
Entender o mínimo sobre o carro muda completamente a postura da mulher diante de uma oficina. “A mulher passa a questionar, a pedir explicações e a não aceitar qualquer diagnóstico sem entender”, diz Vitória. Com base nas dúvidas mais frequentes, Vittória reuniu cinco orientações práticas para evitar problemas na hora de levar o carro para manutenção:
1 . Peça explicações claras e, se possível, veja a peça
Diagnósticos vagos devem ser questionados. Pergunte o que está acontecendo, por que a troca é necessária e peça para ver a peça danificada. “Se não consegue explicar de forma simples, é um sinal de alerta”, afirma.
2 . Evite decidir sob pressão
Frases como “precisa trocar agora” podem gerar uma urgência desnecessária. Sempre que possível, busque uma segunda opinião antes de autorizar serviços mais caros.
3 . Pesquise preços antes de ir à oficina
Ter uma noção básica de valores de peças e serviços ajuda a identificar cobranças fora da realidade e dá mais segurança na hora de aprovar um orçamento.
4 . Desconfie de diagnósticos amplos demais
A indicação de múltiplas trocas sem explicação consistente é um dos relatos mais comuns. “Às vezes, o problema é simples, mas vira um orçamento alto porque a cliente não tem referência”, explica.
5 Comece pelo básico: conhecimento evita prejuízo
Entender sinais do painel, reconhecer barulhos incomuns e conhecer a função de itens essenciais já reduz a vulnerabilidade. “Não é sobre virar mecânica, mas sobre não ficar vulnerável”, resume.
História da Comunidade
Além das suas quase um milhão de seguidoras, a iniciativa da comunidade Dona Meu Destino também ganhou força nas redes sociais. Em 2026, a comunidade realizou três turmas presenciais do curso de mecânica básica para mulheres, reunindo cerca de 100 participantes em cada edição, totalizando 300 mulheres atendidas. A proposta agora é expandir.
Renato Ferraz, ex-Correio Braziliense, tem especialidade em jornalismo automobilístico.