Pernambuco se consolidou como um dos principais polos de energia solar do Brasil. São mais de 109 mil sistemas de geração distribuída, além de dezenas de usinas de grande porte, responsáveis por bilhões em investimentos, milhares de empregos e uma parcela importante do futuro energético do Estado.
Mas esse potencial está ameaçado pela ação recorrente de quadrilhas especializadas em roubo de equipamentos de usinas fotovoltaicas. Cabos, inversores, transformadores e outros equipamentos de alto valor são furtados, deixando empreendimentos inteiros paralisados por dias ou semanas.
Leia maisO problema é que os crimes estão se repetindo. Há usinas que já foram invadidas mais de uma vez. E a falta de uma resposta proporcional por parte do poder público começa a produzir um efeito ainda mais grave: empresários já avaliam suspender operações e deixar de investir em Pernambuco.
Não é apenas uma questão de segurança patrimonial. É uma ameaça direta a um setor estratégico para a economia pernambucana. A falta de combate efetivo ao crime organizado está colocando em risco empregos, investimentos, arrecadação e a expansão de uma atividade em que Pernambuco tem enorme potencial.
Se Pernambuco não oferecer segurança para quem investe, os recursos irão para outros estados. O que deveria ser uma das grandes fronteiras de desenvolvimento econômico e energético de Pernambuco pode acabar migrando para lugares onde o patrimônio e os investimentos recebem a proteção que deveriam ter aqui.
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