Por Arnaldo Santos*
No curso do Advento, primeira quinzena de dezembro de 2023, decidiu o Criador que os leitores do nosso País experimentassem o ensejo de acolher, feito extremado regalo natalino, esta maravilha dupla, conformada na obra O Estilo Marco Maciel, e de agricultura do celebrado escritor, festejado jornalista afogadense (Afogados de Ingazeira – PE) Magno Martins, pós-graduado em Ciência Política e produtor exímio de dez obras de alçada estimação para o Conhecimento Histórico e a Literatura pátrias, bem assim, de todos os continentes e ilhas da Geografia global.
O conjunto sob relação se enuncia magnificamente nutrido de multíplices informações, dilatadas e precisas, recolhidas, principalmente, no convívio íntimo, em seu mister de periodista, com a personalidade retratada nesta sua Magnum Opus – pois, no meu sentir, desbanca, sem o deslustrar, é claro – seu recente exemplar Histórias de Repórter (2021) – máxime em razão da matéria de cobertura, de universo mais ampliado, do livro ora sob glosa.
Leia maisExpresso-me como leitor frequente desse grandioso Autor, bem assim de acompanhante, na minha carreira de cidadão e jornalista, do estalão de pessoa fotografada, Marco Antônio de Oliveira Maciel (1940-2021), e em exemplar didático tão espesso, ex-vi da massa de razões passíveis de propagação coletiva.
Assim, o dúplex portento da edição, consoante sugerido no título deste comentário, repousa no fato de serem considerados dois motos para avaliação da história aqui reproduzida: a) a personalidade do primeiro MM, Magno Martins – e b) a extraordinária estampa do segundo MM, Marco Maciel – espelho de nobreza humana em todos os sentidos e cânone de político/homem público que desempenhou variadas funções e exerceu todos os múnus de celagem federativa possíveis de exercício por um brasileiro, inclusive de Presidente da República, provisionalmente, por cerca de oitenta ocasiões.
Evidentemente, por ser despropositado, o leitor não aguarda que eu forneça detalhamentos atinentes à peça inteligente agora editada, o que lhe retiraria o apetite da leitura. Impõe-se, todavia, evidenciar os adornos adicionados a esta singular produção do compositor de Reféns da Seca, os quais lhe conferem valia remanescente de imensa consideração, segundo configuram os aditamentos capitulares:
a) A Lição do Doutor Marco, da assinatura do jornalista Marcelo Tognozzi; b) Marco Maciel, o Grande Líder da Transição Democrática, firmado pelo ex-governador de Santa Catarina, ex-senador e ex-ministro da Educação, Jorge Bornhausen; c) Maciel, um Gigante de Perfil e Honradez Multidimensional, com a chancela do homem de jornal e escritor de Pernambuco, Luís Costa Pinto; e d) Marco Maciel, um Conciliador, módulo subscrito por parte de Houldine Nascimento, profissional dos veículos de propagação coletiva.
No meio de centenas de informes de sobeja relevância, o primeiro MM, em transparente elocução, dotado da profundez dos literatos de mister, aplicando português escorreito, nobre e assente na veracidade das narrações, patenteia o completo argumento de vida do outro MM, o qual mourejou na Política por mais de cinquent’anos, nos contextos do Estado de Gilberto Freyre, do qual foi Governador (1979-1982), e do Brasil feito um todo, Vice-Presidente do sociólogo de escol, Prof. Dr. Fernando Henrique Cardoso, de 1995 a 2003.
Que os leitores se dirijam, obstinadamente, à decodificação deste extraordinário impresso de 218 páginas, em letra miúda, uma das mais valiosas e necessárias edições que agora adentram, ad aeternam, o recheio das bibliotecas e lugares de registros eletrônicos, para consultas ininterruptas pelo povo de nossa Nação e dos estrangeiros que preservam simpatia por Pátria tão distinta – desde que avessa a atos impatrióticos, inditosamente tão comuns no tempo fluente.
Na qualidade de cidadão interiorano, também (Juazeiro do Norte-CE), congratulações dirijo ao meu colega e amigo, demandista de O Nordeste que Deu Certo, medida-padrão da atividade jornalística e da intelectualidade nacionais, pela continuidade de sua já bem cerrada e valorosa operação literocientífica, cuja continuação parece explícita, haja vista a multiplicação constante e tematicamente diversificada do seu produto editorial.
*Jornalista e sociólogo. Doutor em Ciência Política pela Universidade Nova de Lisboa. Pós-doutorando em Ciência Política pela Universidade Federal do Ceará.
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