Na abertura da sessão conjunto do Congresso para analisar o veto de Lula ao PL da Dosimetria, nesta quinta-feira (30), a deputada Fernanda Melchionna (PSOL-RS), expôs o suposto acordo capitaneado por Flávio Bolsoanro (PL-RJ) e pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que teria unido bolsonaristas ao Centrão para barrar a CPI do Master.
Coautora, com Heloísa Helena (Rede-AL), de um dos pedidos de criação da CPI sobre o escândalo financeiro, que envolve diretamente políticos do centrão à ultradireita, ainda reagiu ao discurso falso moralista de Sergio Moro (PL-PR), que voltou para o colo do clã Bolsonaro para angariar apoio para disputar o governo do Paraná após deixar o “super” Ministério da Justiça acusando o ex-presidente de interferência na Polícia Federal para proteger Flávio. As informações são da Revista Fórum.
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“A cantilena enfadonha da extrema direita e dos bolsonaristas chega a doer o ouvido. Um juiz que foi um juiz ladrão, como mostrou a Vaza Jato, vem aqui tentar se mostrar como o paladino da moral, como se lutasse contra a corrupção. É muita falta de vergonha na cara, senador Sergio Moro”, disparou a deputada.
Em seguida, Fernanda falou da manobra na Câmara para aprovação da chamada PEC da Blindagem – a “PEC da Bandidagem” -, que foi derrubada no Senado após manifestantes irem às ruas em todo o país, e denunciou o acordão para barrar a CPI do Master.
“Fazem um acordão para não ter investigação do caso Master. As coisas tem que ficar claras para o povo brasileiro. Vocês que andaram nos jatinhos do Vorcaro, que usaram o apoio desse que é um dos maiores corruptos da república para tentar a reeleição do Bolsonaro em 2022. Vocês que tem um elo histórico endêmico com corruptos como esse negociaram a pauta escandalosa da Anistia pelo silêncio, porque nós sabemos que vocês nunca quiseram investigar. Por isso eu e a deputada Heloísa Helena estamos coletando, sim, as assinaturas para garantir a instalação da CPMI do caso Master. Porque nós sabemos que a extrema direita não quer investigar”, afirmou.
Por fim, Fernanda voltou a denunciar o “Congresso inimigo do povo”, que se alia a ultradireita e Flávio Bolsonaro para retomar a tentativa de golpe.
“Vocês querem de novo manter o silenciamento daqueles e daquelas que estão dizendo: ‘existe uma extrema direita que quer fechar as liberdades democráticas para manter a ditadura do capital, para manter corruptos como cargo, suprimindo as liberdades do povo brasileiro. Mas nós acreditamos na capacidade de mobilização do povo. Foi essa mesma Câmara, Congresso inimigo do povo, a Câmara dos Deputados que votou por ampla maioria para dar salvo conduto para bandidos e criminosos, com votou a favor de Nikolas [Ferreira], de Sóstenes [Cavalcante], de todo o PL”.
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