Por José Adalberto Ribeiro*
MONTANHAS DA JAQUEIRA – Que tal a Venezuela antes e depois da intervenção de Tramp? Não precisa responder. A pergunta contém a própria resposta. Adelante!
Gravamos na memória as informações de que a ilha-presídio de Cuba é um regime comunista falido e cuja população é submetida a perseguições, prisões e torturas. Verdade. Mas também existe um lado oculto de Cuba, assim como existe um lado oculto na lua.
Uma elite corrupta e secreta controla, por meio do conglomerado Gaesa — Grupo de Administración Empresarial S.A., as principais atividades econômicas da ilha, a começar pelo turismo, hotéis, transportes, finanças. São transas bilionárias. A holding pertence às Forças Armadas Revolucionárias de Cuba.
Leia maisPontificam na organização os familiares e aderentes de Raúl Castro e Fidel Castro, com licença da palavra, alguns generais e agregados da máfia comunista. O homem mais poderoso de Cuba atualmente é uma múmia de 94 anos chamada Raúl Castro. É conhecido como o aiatolá Raúl. O fantasma de Fidel Castro continua assustando os cubanos.
A organização mafiosa não publica balanços, não tem sites na Internet, não presta nenhuma informação ao mercado nem à sociedade. Os levantamentos e documentos foram garimpados pelo jornal americano Miami Herald. A Gaesa possui bens no valor de 17,9 bilhões de dólares, inclusive contas bancárias. A holding funciona como um polvo e se apropriou de grande parte da economia cubana nos últimos 15 anos.
Ao longo de quase seis décadas, a Nação cubana enfrentou duas guerras: a guerra da ditadura contra seus compatriotas e a guerra do embargo dos EUA contra o governo. A guerra do fanatismo comunista é a mais perniciosa.
O embargo serviu como pretexto para a ditadura comunista justificar a sua própria degradação. Sem sofrer nenhum embargo, a Venezuela navegava num mar de petróleo e foi à bancarrota. A degradação é inerente aos regimes comunistas. Vide bula os governos da antiga Alemanha Oriental, do Camboja, da Nicarágua e da própria Venezuela. Há sempre uma mistura de corrupção, repressão e incompetência.
Afora o turismo, Cuba só tem para vender os charutos do tipo Romeo y Julieta e Cohiba, caros e fedorentos. Esses charutos faziam a cabeça dos intelectuais de esquerda de antigamente. Miguel Arraes nunca comprou charutos cubanos, mas adorava receber de presente. Dava umas baforadas e usava para espantar mosquitos em Casa Forte. Eu mesmo, quando era pobre e tirava onda de intelectual, tentei degustar um puro Romeo y Julieta e me engasguei com a fumaça. Rompi com a esquerda e desisti de ser revolucionário.
A longa manus do cowboy Donald Tramp mantém tratativas com agentes da ditadura de Cuba na busca de aggiornamento do regime. A caixa-preta da organização mafiosa Gaesa vai entrar no inventário. O secretário-ministro de Estado Marco Rubio tem o mapa da mina nas mãos.
O ditador de plantão Díaz-Canel funciona como um fantoche, símbolo do regime fracassado. Vai pegar o beco.
Quando o gladiador Donald Tramp proclamar “Cuba libre!”, os cubanos vão adorar.
*Periodista, escritor e quase poeta
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