A Compesa disponibilizou dois novos caminhões para agilizar os serviços de manutenção do Sistema de Esgotamento Sanitário de Fernando de Noronha. Dois caminhões hidrojato desembarcaram na ilha e já estão sendo utilizados nos serviços de manutenção das redes coletoras.
Um dos veículos tem capacidade para transportar 11 mil litros de efluentes e possui um reservatório para quatro mil litros de água que será utilizado principalmente nos serviços de desobstrução com jatos de água com alta velocidade e pressão. O novo equipamento será o principal utilizado nas manutenções e é mais robusto, e substituiu o veículo utilizado anteriormente nas atividades de campo, sendo um forte aliado das operações da Compesa e da melhoria dos serviços de esgotamento sanitário prestados no arquipélago.
O caminhão tem potencial para realizar até 200 viagens por mês para limpeza e desobstrução das redes de esgoto e foi locado pela Compesa por meio de um contrato de manutenção que prevê a prestação do serviço (caminhão hidrojato) de forma contínua na ilha.
“Este equipamento seria suficiente para atender às demandas do arquipélago, mas levando-se em consideração as particularidades da ilha, a Compesa optou por utilizar um segundo caminhão como reserva. O veículo atuará eventualmente no apoio à execução das solicitações dos clientes, de acordo com o volume de serviços recebidos”, explica o presidente da Compesa, Alex Campos. O segundo caminhão hidrojato tem capacidade para transportar nove mil litros de efluentes e possui um reservatório também para quatro mil litros de água.
“Os caminhões foram trazidos para atendermos a população de forma ainda mais eficiente. Com o aumento da capacidade de transporte de efluentes e o potencial do jato, vamos conseguir dar celeridade aos chamados, melhorando muito a nossa operação. A prestação do serviço será mais ágil com a chegada dos veículos e a população perceberá as mudanças”, disse o gerente de Unidade de Negócio da Compesa, Antônio Lucena.
Os efluentes coletados no arquipélago são tratados atualmente em duas Estações de Tratamento de Esgoto (ETE) da Compesa, as ETEs Boldró e Cachorro. Juntas, elas tratam cerca de 150 mil metros cúbicos por ano, que chegam através de 9 mil metros de redes coletoras de esgoto.
O pré-candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos (PSB), recebeu ontem (11) o apoio do ex-prefeito de Orocó, Reginaldo Crateú Cavalcante (PDT), conhecido como Dédi. Agricultor e uma das principais lideranças políticas do município, ele administrou a cidade por dois mandatos consecutivos, entre 2009 e 2016, e passa a integrar o movimento em torno da pré-candidatura de João no Sertão do São Francisco.
Localizado a cerca de 140 quilômetros de Petrolina, Orocó possui aproximadamente 14 mil habitantes e tem sua economia fortemente ligada à agricultura e às atividades desenvolvidas às margens do Rio São Francisco.
Ao comentar a aliança, João Campos destacou a importância de construir um projeto coletivo para o Estado. “Recebo esse apoio com muita alegria e responsabilidade. Dédi conhece a realidade do Sertão e chega para somar na construção de um Pernambuco que cuide das pessoas e gere oportunidades em todas as regiões do Estado.”
O número de mortes provocadas pelo duplo terremoto que atingiu a Venezuela em 24 de junho superou 4.300, informou ontem (11) o presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez. “O número de venezuelanos e venezuelanas que faleceram por ação direta dos terríveis terremotos de 24 de junho é de 4.333”, disse Rodríguez em uma entrevista coletiva.
O balanço anterior era de 4.118 mortos e 16.740 feridos — o número de feridos não foi alterado. Os terremotos potentes afetaram Caracas e principalmente o estado vizinho de La Guaira, onde os acampamentos de famílias que ficaram sem casa estão espalhados por estádios, praças e calçadas.
De acordo com Rodríguez, mais de 19.000 desabrigados estão nos acampamentos. Voluntários venezuelanos e estrangeiros prestam atendimento médico em unidades instaladas em áreas abertas e distribuem alimentos. Rodríguez evitou falar sobre o número de desaparecidos, uma cifra que, segundo a ONU, pode chegar a 50.000.
O pré-candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos (PSB), prometeu ontem (11), durante entrevista à imprensa em sua chegada a Petrolina, realizar a construção do Hospital Regional do São Francisco, voltado para atendimentos de alta complexidade, e criar o Vale AgroTech, um centro de pesquisa, inovação e desenvolvimento tecnológico para impulsionar o agronegócio da região.
Ao apresentar suas propostas para o setor, João declarou que Petrolina e o Vale do São Francisco já se consolidaram como referência nacional na fruticultura irrigada, mas defendeu que o momento agora é abrir um novo ciclo de crescimento, baseado em inovação, tecnologia e formação de mão de obra qualificada.
“A gente já tem conquistas importantes. Ao longo de muitos anos houve uma consolidação da produção aqui em Petrolina e no Vale do São Francisco, que é uma referência. O desafio agora é criar um novo ciclo de expansão e poder levar essa produção e esse modelo para outras regiões.”
Vale AgroTech
Para impulsionar essa nova etapa de desenvolvimento, João anunciou a criação do Vale AgroTech do São Francisco, iniciativa inspirada em polos internacionais de inovação que pretende integrar tecnologia, pesquisa, universidades, produtores rurais e instituições de fomento para desenvolver soluções voltadas aos desafios da agricultura irrigada no Semiárido.
“Nós vamos lançar um centro de pesquisa e desenvolvimento ligando tecnologia, formação e agro. Vamos reunir instituições como a Embrapa, as universidades e criar um modelo integrado de financiamento para desenvolver soluções para os desafios da produção do Semiárido.”
Segundo o pré-candidato, a proposta permitirá que o Vale do São Francisco fortaleça sua posição não apenas como referência na produção de frutas, mas também como um polo de desenvolvimento tecnológico voltado ao agronegócio.
Hospital Regional
Na área da saúde, João afirmou que o porte de Petrolina e sua importância para o Sertão do São Francisco exigem uma estrutura hospitalar capaz de atender à demanda da cidade e dos municípios vizinhos.
Por isso, assumiu o compromisso de construir o Hospital Regional do São Francisco, unidade de alta complexidade que contará com mais de 200 leitos e serviços especializados em cardiologia, cirurgia cardiovascular, neurologia, tratamento de AVC, terapia intensiva, exames e reabilitação.
“Nós vamos construir o Hospital Regional do São Francisco. Será um hospital de grande porte para dar suporte não apenas à saúde de Petrolina, mas de toda a região.”
O plano também contempla a ampliação do Hospital Universitário, em parceria com o Governo Federal, e a requalificação do Hospital Dom Malan, fortalecendo a rede pública de saúde e ampliando a oferta de especialidades médicas para a população do Vale do São Francisco.
“Hoje alguns serviços especializados são encaminhados para Serra Talhada. Uma cidade do porte de Petrolina precisa ter uma hemodinâmica mais forte, ampliar a cirurgia cardiovascular e outras especialidades de alta complexidade. Além disso, vamos fortalecer o Dom Malan e trabalhar pela expansão do Hospital Universitário. O Estado precisa ter uma estrutura de grande porte aqui.”
As propostas foram anunciadas durante entrevista coletiva concedida por João Campos à imprensa na chegada ao município. A agenda em Petrolina marca mais uma etapa da construção do programa de governo para Pernambuco e reuniu lideranças da Frente Popular, entre elas a pré-candidata a deputada federal Eliane Soares, o pré-candidato a deputado estadual Ricardo Rocha, o deputado estadual Rodrigo Farias, o deputado federal Lucas Ramos, o ex-deputado federal Gonzaga Patriota, a pré-candidata Socorro Lacerda, a pré-candidata ao Senado Marília Arraes, o pré-candidato a vice-governador Carlos Costa e o senador Humberto Costa.
O publicitário Thiago Miranda se tornou alvo da Polícia Federal dois dias depois de anunciar o encerramento de sua sociedade no Grupo Léo Dias de Comunicação. A PF cumpriu dois mandados de busca e apreensão contra ele na última quinta-feira (9), por determinação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, na 10ª fase da operação Compliance Zero.
As investigações apuram a existência de uma estrutura organizada para intimidar jornalistas e pagar influenciadores para atuar de forma coordenada contra o Banco Central, a favor do Banco Master. Miranda já vinha sendo citado durante as investigações por conversas com Daniel Vorcaro, fundador do Master. As informações são do Poder360.
Investigadores da PF encontraram diálogos de março e abril de 2025 em que Vorcaro pedia que o publicitário buscasse informações pessoais sobre a jornalista Malu Gaspar, colunista do jornal O Globo. As mensagens vieram a público cinco dias antes de Miranda anunciar a venda da sua participação societária no Grupo Leo Dias.
No comunicado, publicado na terça-feira (7), em seu perfil oficial no Instagram, o publicitário afirmou que encerrava “um importante ciclo” de sua trajetória profissional. Ele atuou como CEO do Grupo Leo Dias até junho de 2025. Depois, afastou-se do portal, mantendo apenas a participação societária.
“Levo comigo os aprendizados, as amizades, as conquistas e a convicção de que empreender é, acima de tudo, transformar ideias em impacto”, afirmou. Miranda era sócio do portal e, de acordo com a jornalista Samara Schwingel, do Metrópoles, iniciou o processo de transferência da participação societária no final de 2025.
10ª fase
As operações realizadas no meio da tarde da quinta-feira (9), diferentemente das anteriores realizadas no início da manhã, definiram que Miranda era responsável por coordenar um núcleo para espionar pessoas que contrariavam os interesses de Vorcaro.
Em depoimento à PF, Miranda afirmou que conheceu Vorcaro quando o ex-banqueiro ofereceu R$ 3,5 milhões para comprar o Portal de Notícias Léo Dias. Vorcaro teria o interesse de montar um grupo de mídia. Logo depois, o publicitário ofereceu serviços para “gerenciamento de imagem”, com a contratação de influenciadores para defender os interesses de Vorcaro.
Em nota, a defesa do publicitário nega que tenha agido com ilegalidade e que “sempre pautou sua atuação profissional pela legalidade, pela transparência e pelo respeito às instituições e pelo livre exercício da liberdade de expressão, não tendo praticado qualquer ato criminoso, tampouco participado de conduta destinada a intimidar, coagir, constranger ou violar direitos de terceiros”.
Alvos de Vorcaro
As mensagens trocadas com Vorcaro indicam que Miranda buscou informações sigilosas com base em serviços de venda ilegal de dados pessoais sigilosos. Entre os alvos estão:
• Malu Gaspar: Teve dados sobre sua movimentação bancária violados, com o levantamento de informações de familiares, como seus filhos, bem como de dados patrimoniais e cadastrais;
• Milton Maluhy Filho: Vorcaro pediu um levantamento sobre o executivo do Itaú, alegando que ele estaria “causando muito problema”. Foram colhidas informações financeiras e pessoais de Maluhy;
• Consuelo Dieguez: A jornalista se recusou a retirar as reportagens da Revista Piauí sobre o banco, deixando Vorcaro contrariado. Segundo a decisão, ela orientou que os executivos do banco encaminhassem uma carta à Revista Piauí com os termos que achassem que iriam “refletir a verdade”. Vorcaro mandou os prints das conversas com a jornalista para Miranda;
• Renato Breita: Sócio da consultoria Nord Investimentos, que acabou aceitando remover o conteúdo solicitado. Depois do sucesso da abordagem, Thiago enviou um print da conversa para Daniel Vorcaro, comemorando com a frase: “Mais um arquivado!”
Pouca gente sabe, mas um dos desafios enfrentados por Raquel Lyra desde o início de seu governo sempre foi a percepção de distanciamento e a dificuldade de transmitir espontaneidade e empatia.
Para tentar enfrentar esse problema, a governadora passou a contar, há alguns anos, com o trabalho da especialista em comunicação Olga Curado. Conhecida por sua atuação na preparação de lideranças políticas, Olga participou do treinamento de Dilma Rousseff para debates e apresentações públicas.
Seu trabalho, porém, vai além da preparação para entrevistas: envolve comportamento, linguagem corporal, comunicação não verbal e a identificação de características pessoais que podem ser ajustadas para melhorar a conexão com o público.
É dentro dessa estratégia que muitos observadores interpretam a mudança de postura da governadora. Ainda assim, entre analistas e integrantes dos bastidores da política, há quem avalie que essas demonstrações de simpatia nem sempre parecem naturais, transmitindo a impressão de serem resultado de treinamento — e não de verdadeira espontaneidade.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou na reunião sobre minerais críticos, na sexta-feira (10), que os materiais podem conceder uma soberania financeira e tecnológica para o Brasil.
Segundo o presidente, a reunião foi feita para que o governo tomasse uma decisão sobre como será a condução da política sobre o tema daqui em diante. “Nós precisamos tomar uma decisão do que o governo vai fazer com esse material estratégico, que pode dar ao Brasil, não apenas a soberania do minério, mas pode dar soberania também financeira, pode dar soberania tecnológica e de conhecimento numa área em que a gente já sabe o que fazer”, declarou o presidente.
O discurso de Lula divulgado pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom) foi marcado por recados para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
O presidente afirmou que o republicano teria “inveja” do conhecimento chinês sobre minerais críticos e que agora ele também precisará estar preocupado com o Brasil. “Se o Trump está preocupado com a China, pode começar a estar preocupado com o Brasil, que nós vamos ser detentores de fazer as mesmas coisas, ou mais qualificadas, que o chinês faz”, disse o presidente.
O presidente disse também que imaginava que o Brasil era “analfabeto” sobre minerais críticos, mas que a reunião de sexta deixou claro o potencial brasileiro na produção de tecnologias de valor agregado no País.
Em crítica a empresários, o petista disse que a elite brasileira é americanizada, mas também depende de outros países. “A elite é muito americanizada, mas a agricultura depende do fertilizante russo e o comprador depende do povo chinês, então a gente compra fertilizante da Rússia e vem para a gente, minério de ferro também, não são os Estados Unidos que compram o nosso minério de ferro, é a China”, declarou.
Ele defendeu também a participação governamental, dizendo que todas as inovações do tipo, como a do petróleo no século passado, tiveram a participação do Estado. Para isso, ele cobrou da Petrobras, dizendo que a empresa tem que ser a financiadora da inovação brasileira.
Imagine acordar todos os dias como se você não tivesse descansado nem por uma hora. Levantar da cama já exige esforço. O corpo inteiro dói, os músculos parecem pesados, as articulações estão rígidas e até um simples toque pode causar desconforto. Ao longo do dia, a fadiga aumenta, a concentração diminui e a sensação é de que seu próprio corpo trabalha contra você.
Essa é a realidade de milhares de pessoas que convivem com a fibromialgia.
Engana-se quem acredita que a fibromialgia causa apenas dores musculares. Ela é uma síndrome complexa que pode comprometer praticamente todos os aspectos da vida. A dor é difusa, persistente e pode migrar de um local para outro. Em muitos momentos, ela é acompanhada por uma sensação intensa de queimação, peso, pressão ou pontadas, tornando até as atividades mais simples um verdadeiro desafio.
Mas talvez o sintoma mais incapacitante seja a fadiga extrema. Não é um cansaço comum. É uma exaustão profunda que não melhora com o descanso e faz com que pequenas tarefas, como trabalhar, cuidar da casa ou brincar com os filhos, pareçam enormes obstáculos.
As noites também costumam ser difíceis. Mesmo dormindo várias horas, o sono frequentemente não é reparador. O paciente desperta cansado, sem energia e com a sensação de que o corpo não conseguiu se recuperar. Com o passar do tempo, esse ciclo de dor, insônia e fadiga torna-se cada vez mais intenso.
Além disso, muitos pacientes apresentam a chamada “névoa mental”: dificuldade para manter a atenção, lapsos de memória, lentidão de raciocínio e dificuldade para encontrar palavras durante uma conversa. Esses sintomas podem gerar insegurança, reduzir o desempenho profissional e afetar a autoestima.
Dores de cabeça frequentes, sensibilidade exagerada ao toque, ao frio, ao calor, aos ruídos ou às luzes, alterações intestinais, ansiedade, sintomas depressivos e crises de estresse também são comuns. É como se o organismo permanecesse em estado constante de alerta, amplificando os estímulos dolorosos.
Infelizmente, além do sofrimento físico, muitos pacientes ainda enfrentam outro tipo de dor: a incompreensão. Como os exames geralmente não mostram alterações importantes, é comum ouvirem frases como “isso é psicológico”, “você precisa reagir” ou “é exagero”. Essa falta de reconhecimento faz com que muitos se sintam sozinhos e desacreditados.
A fibromialgia é uma doença real. Ela merece atenção, acolhimento e tratamento adequado. O diagnóstico precoce e uma abordagem individualizada podem transformar a qualidade de vida. O tratamento pode envolver medicamentos, atividade física orientada, mudanças no estilo de vida, estratégias para melhorar o sono e o acompanhamento multiprofissional, sempre respeitando as necessidades de cada paciente.
Conviver com a dor não deve ser encarado como algo normal. O objetivo do tratamento não é apenas aliviar os sintomas, mas devolver autonomia, disposição e qualidade de vida para que o paciente volte a fazer aquilo que a dor o impediu de viver.
*Médico pós-graduado em Psiquiatria e Neurologia Clínica | Instagram: @drsilvinoteles
Os brasileiros choraram com a desclassificação da seleção da Copa pela Noruega, domingo passado. Estou entre os que já esperavam o fiasco do time comandado, estranhamente e de forma inusitada, por um técnico italiano, que, também sem razões, mesmo não dando certo, já está com contrato renovado pela CBF até 2030.
Dá para entender? Veja bem como são as coisas da máfia do futebol: o novo vínculo se estende até a Copa de 2030, totalizando um salário anual de R$ 55,8 milhões, o que dá R$ 5 milhões por mês, o maior da história pago a um técnico da seleção brasileira. Os auxiliares diretos Paul Clement e Francisco Mauri, o preparador físico Mino Fulco e o analista de desempenho Simone Montanaro terão uma valorização, também pedida por Ancelotti.
Apesar de a direção da CBF apostar na continuidade, a decisão gerou debates intensos e críticas, visto que o Brasil teve um de seus piores desempenhos recentes em Copas, caindo logo nas oitavas de final.
Nomes como Luisão e Romário criticaram, e com razão, o fato de a CBF ter optado por renovar o contrato antes de ver o resultado prático da equipe no Mundial. A seleção brasileira passou a ser um produto gerido por cartolas, não mais o maior patrimônio nacional.
Falta o brilho nos olhos, a alegria de jogar. A bola pune quem trata o futebol apenas como negócio. Torcer pela Seleção exigiu mais paciência do que paixão. Dói muito ver o nosso talento desperdiçado e a nossa história sendo manchada.
O peso da camisa amarela parece ter ficado pesado demais para quem carrega a responsabilidade de vencer. Mais do que perder, o que frustra é ver que o Brasil esqueceu como se joga o futebol bonito, de classe, de categoria, do charme de um Pelé, de dribles fenomenais como os de Garrincha.
A distância entre o torcedor brasileiro e a Seleção nunca pareceu tão grande quanto agora. Nos acostumamos tanto com a decepção que a eliminação deixou de ser uma surpresa para se tornar rotina.
Sobre a derrota para a Noruega, foi muito frustrante. Uma nação inteira respirando futebol para no fim sobrar apenas a decepção. Faltou raça, sobrou sofrimento. Não dá para entender. O maior campeão do mundo não merecia passar por isso de novo.
A eliminação ocorreu pela falta de eficiência em momentos decisivos (como o pênalti desperdiçado por Bruno Guimarães) e pela desorganização tática, que resultou em uma posse de bola de apenas 34% e nos dois gols sofridos nos quinze minutos finais, ambos marcados pelo atacante Erling Haaland.
O Brasil já foi sinônimo de alegria no futebol. Hoje, só nos traz lágrimas e frustração. Não chegar sequer às quartas foi o maior vexame da história do futebol mundial. Uma mancada que vai ficar marcada para sempre na história. Sou daqueles céticos, cuja única certeza em Copa do Mundo é a decepção brasileira.
O protocolo político costuma exigir das primeiras-damas sorrisos medidos, acenos cordiais e discursos repletos de obviedades institucionais. Mas quando Camila Mariz Ribeiro assume o microfone, a liturgia do cargo dá lugar a um silêncio sepulcral. Um silêncio que não é de omissão, mas do puro choque de quem a escuta. Ali, diante de plateias que esperam palavras institucionais, a advogada e atual primeira-dama da Paraíba — esposa do governador Lucas Ribeiro — despeja uma verdade incômoda, guardada por quase três décadas: “Quando eu tinha apenas 10 anos, o meu pai matou a minha mãe. E essa é a primeira vez, 26 anos depois, que eu me apresento dessa forma.”
A dolorosa memória, compartilhada por Camila em uma palestra, ganhou contornos de urgência nacional ontem (10). O governador Lucas Ribeiro sancionou a lei que amplia o programa estadual ‘Paraíba que Acolhe’, estendendo o amparo financeiro, psicossocial e educacional justamente a crianças e jovens que ficaram órfãos em decorrência do feminicídio. A partir de agora, a caneta do Estado alcança uma realidade que a própria primeira-dama conheceu na pele, na solidão de sua infância. Não se trata mais da esposa de um político em um evento local; trata-se da voz da principal mulher do Executivo paraibano usando a própria tragédia como um manifesto contra o crime.
Camila e Lucas Ribeiro no evento que ampliou a lei estadual ‘Paraíba que Acolhe’
Naquele dia, o auditório ouviu em transe os detalhes de um crime que moldou a infância de uma criança no interior do estado. Camila relembrou o peso de carregar, aos 10 anos, a maturidade precoce de tentar salvar a mãe: “Minha mãe estava se divorciando do meu pai a pedido meu, porque eu não aguentava mais vê-la sofrer”.
O relato ganha contornos ainda mais assustadores quando a advogada revela a frieza com que o crime foi desenhado. O assassinato não foi um rompante, mas um ato friamente planejado. O pai arquitetou cada passo, monitorou os horários e escolheu o momento exato para o ataque. Ele foi formalmente julgado pelo crime, e a defesa chegou a alegar insanidade mental para tentar livrá-lo da pena – argumento que não prosperou diante do evidente planejamento do crime.
Para a menina de 10 anos, a sentença de abandono foi imediata. “Naquele dia, antes que aquela sexta-feira que parecia comum terminasse, eu enterrei o meu pai e a minha mãe. Minha família se desfez, eu fiquei órfã. E eu me senti abandonada, eu sou filha única”, confessou. A dor na voz da advogada ecoou na lembrança visual que o tempo nunca apagou: “Eu lembro das marcas de sangue no quarto da minha mãe até hoje”.
Com a precisão de sua formação jurídica e o corte dilacerante de quem viveu a ausência, Camila atacou o maior cúmplice desse tipo de crime: a conivência social, o isolamento e a cultura do “não se meter”. “Foi esse silêncio que impediu que a vida da minha mãe fosse poupada. Foi por pelo não falar, pelo não tocar no assunto, que a vida de Sílvia não pôde ser preservada. Porque afinal, só eu sabia o que passava dentro da minha casa, só eu presenciava aquilo que acontecia e que não foi um fato isolado, mas o resultado de uma prática de muitos anos”, desabafou.
O relato atinge o ápice dramático ao dividir o sofrimento com a geração que teve que recolher os pedaços daquela infância interrompida: “Se você acha que para mim foi difícil, imagine pra minha avó, que teve que segurar o corpo da filha quando nada mais podia ser feito”.
Da dor pessoal à política de Estado
O caso de Sílvia Mariz Fernandes, ocorrido no final dos anos 1990, ecoa nas estatísticas monstruosas que o país ostenta até hoje. Dados levados pela própria primeira-dama ao debate apontam que 1.492 brasileiras perderam a vida em apenas um ano — vítimas de homens que decidiram deliberadamente arrancar o véu de suas vidas sem chance de defesa.
Para o cenário político e social brasileiro, o posicionamento de Camila Mariz e a ação do governo estadual neste dia 10 representam um divisor de águas. Ao transformar o trauma que a fazia se afastar de eventos sociais na juventude em combustível para ações concretas, ela desafia frontalmente a omissão coletiva. Uma dessas principais frentes é o programa estadual “Antes que Aconteça”, focado em combater a violência na raiz.
Essa iniciativa estadual, inclusive, reflete uma vitória legislativa nacional: o projeto “Antes que Aconteça” (PL 6.674/2025) é de autoria da senadora Daniella Ribeiro (PP-PB) – que vem a ser mãe do governador Lucas Ribeiro e sogra de Camila. Sancionada como a Lei nº 15.398 em abril de 2026, a proposta instituiu uma política pública nacional unindo educação, saúde e segurança para prevenir o feminicídio, transformando a causa em uma sinergia de propósitos dentro da própria família da primeira-dama.
Ao sancionar a nova lei estadual de amparo aos órfãos, o governador Lucas Ribeiro fez questão de pontuar o peso da vivência familiar nessa decisão: “Conhecendo essa realidade de perto, enviamos à Assembleia Legislativa essa alteração na lei, que foi aprovada e agora sancionamos. Não podemos permitir que crianças e adolescentes fiquem sem assistência e sem o apoio do Estado em um momento de tanta dor. Ao mesmo tempo, seguimos fortalecendo nossas ações permanentes de enfrentamento à violência contra a mulher”.
Ao lado do marido, Camila endossou o impacto da medida com a autoridade de quem sabe exatamente o que significa o dia seguinte à tragédia: “Sei que nenhuma lei é capaz de apagar essa dor ou suprir essa ausência. Mas também sei que o acolhimento e a presença do Estado fazem a diferença na vida de quem fica. Essas crianças terão apoio para permanecer na escola, cuidar da saúde e contar com um auxílio financeiro para reconstruir sua história com mais dignidade e proteção”.
A frase que encerrava suas palestras agora ganha força de realidade prática no estado: “Ninguém quer se meter em briga de marido e mulher. A grande verdade é essa. Mas para a gente construir o futuro que a gente deseja, a gente precisa tomar uma atitude. A violência um dia calou minha mãe para sempre, mas é por causa desse silêncio onde a dor encontrou o propósito que eu estou aqui”, conclama.
A história da primeira-dama da Paraíba é um alerta que sai do Nordeste e bate às portas da capital federal: o feminicídio não escolhe classe social, não poupa infâncias e só prospera onde o silêncio impera. Ao romper o seu, e ao transformar sua dor em amparo legal para os órfãos de hoje, Camila Mariz convoca o país a fazer o mesmo. Antes que a próxima mãe seja calada.
O pré-candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos (PSB), foi recepcionado por uma multidão de apoiadores, lideranças políticas e representantes de diversos municípios do Sertão do São Francisco ao chegar, na noite deste sábado (11), ao Clube Sociedade 21 de Setembro, no Centro de Petrolina, onde participa de mais uma edição do Chega Junto Pernambuco.
Também acompanham o evento o pré-candidato a vice-governador, Carlos Costa (Republicanos), o senador e pré-candidato à reeleição Humberto Costa (PT) e a pré-candidata ao Senado, Marília Arraes (PDT).
O aluno que levou uma faca para a Escola Técnica Estadual (ETE) de Arcoverde, no Sertão, fez referências ao anime Death Note em um grupo de mensagens da turma dias antes do ocorrido. A série é sobre um estudante que encontra um caderno sobrenatural capaz de matar qualquer pessoa cujo nome seja nele escrito. Capturas de tela obtidas pelo Diario de Pernambuco mostram que o estudante comentou possuir o “Caderno da Morte”, em livre tradução.
O jovem, que está matriculado no 3º ano do Ensino Médio, foi flagrado com uma faca na última terça-feira (7). Nas conversas trocadas pelo Whatsapp, o estudante afirma que “Death Note também é bom” se referindo a série. Em seguida, escreve: “Um estudante do ensino médio que achou um caderno que mata pessoas pelo nome”.
Outros colegas respondem comentando sobre o anime e, em outro momento, o aluno que entrou com a faca na escola envia uma foto de um caderno com o nome “Death Note”.
De acordo com um aluno da escola, que pediu para não ser identificado, as mensagens foram enviadas na sexta-feira anterior ao caso. “Temos um grupo da sala e era onde ele estava conseguindo interagir conosco. Na sexta-feira, ele relatou que estava assistindo um anime. Nesse anime, ele comentou que tinha um episódio em que o personagem matava alunos dentro de uma sala”, afirmou.
Apesar da associação feita pelo estudante, o enredo de Death Note é diferente da descrição. Na obra japonesa, o protagonista encontra um caderno sobrenatural capaz de matar qualquer pessoa cujo nome seja escrito nele, desde que o autor conheça o rosto da vítima. A série acompanha o conflito entre o jovem e as autoridades que tentam descobrir a identidade do responsável pelas mortes.
Relato dos colegas
O mesmo aluno relatou ao Diario que o comportamento do estudante teria mudado nas últimas semanas. “Desde o primeiro ano esse aluno sempre foi mais quieto. De um mês para cá começou a se excluir mais.”
Segundo ele, na terça-feira (7), durante uma aula em que havia apenas um monitor na sala, o estudante fez declarações que assustaram os colegas. “Ele perguntou se a gente tinha medo dele e relatou que se sentia sozinho. Depois falou: ‘Vocês sabiam que eu já tive vontade de matar todos vocês? Vocês são os piores espermatozoides que existem na face da Terra’.”
Ainda de acordo com o estudante, pouco depois a vice-diretora entrou na sala para chamá-lo. “Ele disse que tinha uma surpresa para a gente. Essa surpresa era a faca que ele estava portando, uma serrinha. Nessa hora a vice-diretora já tinha chegado e logo depois desceu um vigilante.”
O que diz a SEE-PE
Segundo a Secretaria de Educação, o aluno foi identificado logo ao chegar à escola e a situação foi controlada pela equipe gestora, que acionou os protocolos de segurança da rede estadual.
A pasta informou que a família do estudante foi comunicada, a Patrulha Escolar foi acionada e o caso encaminhado ao Conselho Tutelar, além de registrado no Sistema de Ocorrência Escolar (SOE).
Na quarta-feira (8), a direção promoveu uma reunião com pais e responsáveis para prestar esclarecimentos. A Secretaria de Educação reiterou, em nota, que repudia qualquer forma de violência e mantém o compromisso com a promoção de um ambiente escolar seguro e acolhedor.
A definição da segunda vaga ao Senado na chapa da governadora Raquel Lyra (PSD), ao lado de Túlio Gadelha, que migrou do Rede para o PSD, deixou de ser uma simples novela política. Virou, na verdade, um verdadeiro conclave. Nos bastidores dos direitistas, todos aguardam a fumaça branca sair do Palácio do Campo das Princesas.
O impasse, porém, tem uma explicação clara. De um lado, cresce a força política de Eduardo da Fonte, que reúne o apoio da federação e aparece como o nome que mais concentra respaldo entre as lideranças envolvidas na construção da chapa. Do outro, Miguel Coelho insiste em manter sua candidatura, numa postura que muitos aliados classificam como infantil, por ignorar a correlação de forças e as regras do jogo político.
Enquanto a decisão não sai, a fumaça continua preta. Resta saber quando ela ficará branca e, principalmente, se ouviremos o tradicional “Habemus”. Só que, desta vez, não será para anunciar um papa, e sim um senador.