Coluna do sabadão

Cadê a paz, governadora?

Por Juliana Albuquerque – repórter do Blog

Em março deste ano, quando saiu o ranking da violência nos Estados, levando Pernambuco, mais uma vez, ao topo nacional, com 3.470 assassinatos em 2022, alta de 1,5% em relação a 2021, a governadora Raquel Lyra (PSDB) prometeu “devolver a paz ao povo pernambucano”.

Prestes a completar 11 meses de gestão, focada em uma agenda alheia à violência crescente no Estado, a tucana sequer consegue divulgar o seu mirabolante plano de segurança pública, batizado de “Juntos pela Segurança”.

Lançado com pompas no fim de julho, num evento que deixou envergonhada a plateia que lotou o Teatro Guararapes, decorridos 90 dias o Estado continua à espera de medidas para frear a violência. A promessa, na ocasião, era divulgar de fato o plano no dia 28 de setembro, o que não ocorreu. A justificativa dada por ela é que estariam sendo consolidadas as informações obtidas na escuta popular colhidas durante o ‘Ouvir para Mudar’.

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A Comissão Externa sobre Prevenção e Enfrentamento da Violência Sexual Infantojuvenil da Câmara dos Deputados realizará, na próxima segunda-feira, audiência pública para ouvir, presencialmente, o senhor Tim Ballard, ex-agente especial do Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (Homeland Security), fundador da Tim Ballard Foundation e cuja trajetória inspirou o filme Som da Liberdade, produção que levou ao grande público o debate sobre o tráfico de crianças e a exploração sexual infantil.

A audiência será realizada às 14h, no Plenário 3 do Anexo II da Câmara dos Deputados, em Brasília. O encontro foi convocado no âmbito da Comissão Externa, sob coordenação do deputado federal Fernando Rodolfo (PRD/PE).

Sebrae - Esquenta semana do MEI

Pesquisas para consumo interno encomendadas por um grupo de senadores mostrou que o advogado Geral da União, Jorge Messias, teria 75% de aprovação dos eleitores brasileiros para ministro do Supremo Tribunal Federal.

No Encontro Internacional da Indústria da Construção Civil, onde esteve a convite do presidente Lula (PT), Messias foi tratado como uma unanimidade positiva tanto pelos empresários como pelos trabalhadores da construção.

Jaboatão dos Guararapes - Operação Chuvas

Do G1

O presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre (União-AP), rejeitou, hoje, novos requerimentos de parlamentares cobrando a abertura de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar o caso do Banco Master.

“Requerimentos de leituras de matérias devem ser objeto de despacho da presidência. Portanto, o momento da leitura é um ato discricionário [uma escolha] da presidência da mesa do Congresso Nacional”, afirmou Alcolumbre.

Petrolina - Destino

O presidente da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe) e prefeito de Aliança, Pedro Freitas, participou, ontem, em Brasília, de uma reunião com o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, no Palácio do Planalto, dentro da programação da XXVII Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios.

O encontro reuniu também o presidente da Confederação Nacional de Municípios, Paulo Ziulkoski, além dos presidentes das entidades municipalistas estaduais de todo o país. Na pauta, foram discutidas as chamadas “pautas bomba”, temas que vêm gerando preocupação entre os gestores municipais devido aos impactos financeiros nas administrações locais.

Ipojuca - Na palma da sua mão

Por Antonio Magalhães*

Houve um tempo de um passado recente em que o cidadão ou leitor tinha acesso restrito a quem comunicava ou ao jornal da sua cidade para apresentar queixas e sugestões. O que existia era só o espaço de ‘Cartas à Redação’, onde as reclamações dos serviços públicos e privados eram espremidas em poucas linhas de texto com temas relegados na parte nobre dos periódicos. Questões urbanas que pareciam irrelevantes para os governantes estavam registradas nesta seção, num canto de página de pouca visibilidade. Vivia-se a ditadura da falta de espaço jornalístico para quem dava sustentabilidade à imprensa.

Esse tempo ficou para trás. Hoje, a comunicação direta do produtor de conteúdo e o consumidor/leitor deu um poder inimaginável aos que tinham de ler ou ouvir passivamente, com pouca chance de ter voz para uma resposta ou comentário. Agora, as ‘Cartas à Redação’ turbinadas são as redes sociais. Nelas, a mensagem é captada pelo leitor que reclama, contesta e até sugere nova mensagem. Há registros da saga das cartas manuscritas ou datilografadas, que levavam dias ou meses para chegar ao destinatário, até a chegada das redes sociais instantâneas, como o Whats App (o popular Zap), o Telegram, o Facebook, o Instagram e outras. Foi instalada a democracia da palavra: quem fala o que quer, pode ouvir muitas vezes o que não quer. Mas a sua voz será ouvida.

Caruaru - São João na Roça

Por Rudolfo Lago – Correio da Manhã

A essa altura, os investigadores da Polícia Federal (PF) avaliam que nem a delação do banqueiro Daniel Vorcaro, do Master, nem a de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, seriam essenciais para o andamento da apuração sobre o que se já se classifica como uma das maiores crises políticas e financeiras da República brasileira.

Segundo o diretor de Estratégia da Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef), Flávio Werneck, o que já se descobriu a essa altura torna essas delações complementares. Seriam importantes para completar o “follow the money”, o “siga o dinheiro”, facilitar esse roteiro. Até agora, no entanto, segundo ele disse ao Correio Político, nem mesmo para isso a delação de Vorcaro serviria.

Olinda - Trabalhando para superar desafios

Jornal Nacional

A Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que diminui o controle do uso de verba pública pelos partidos políticos e permite o disparo em massa de mensagens em período eleitoral.

O projeto não estava na pauta e foi incluído pelo presidente da Câmara, Hugo Motta, do Republicanos, logo no início da sessão. Em poucos minutos, os deputados aprovaram a urgência. Duas horas depois, começou a discussão do projeto.

Palmares - Casa Azul

Minha amiga Branca Góes, cerimonialista de primeira grandeza, deu mais um show de competência em mais um evento a quem confiei de olhos fechados: o jantar de adesão dos 20 anos do blog, segunda-feira passada, no Sal e Brasa Jardins, da Rui Barbosa, com casa lotada.

Planejamos para 300 pessoas e foram compartilhar comigo cerca de 500 pessoas, exatamente 480, para ser mais preciso. E em nenhum momento, Branca perdeu o controle da situação ou se estressou. Pelo contrário, graças a sua experiência e competência, abriu espaços onde não existia, com criatividade, gentileza e bom humor.

Resultado: a festa foi um estrondoso sucesso, como a dos 18 anos em 2024, também coordenada e planejada por Branca, que já está com outra missão: o 1º Forró do Magno, dia 13 de junho, em Arcoverde, segunda etapa das festividades alusivas ao calendário de comemoração das duas décadas, que se encerram com o terceiro e último evento no dia 11 de agosto, em Brasília.

Cabo de Santo Agostinho - Hospital das praias

A equipe do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quer um Flávio Bolsonaro ferido, mas não a ponto de ele ser obrigado a deixar a campanha presidencial. “Um Flavio Bolsonaro ferido sempre esteve na nossa estratégia, mas não a ponto de forçá-lo a abandonar a disputa”, diz um interlocutor do presidente Lula.

Segundo ele, o ideal é que o senador do PL, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, caia alguns pontos nas pesquisas de intenção de voto, mas não registre uma queda aguda que faça crescer as pressões para sua substituição. Esse é o melhor cenário para Lula na disputa presidencial. As informações são do blog do Valdo Cruz.

A ex-deputada federal e pré-candidata ao Senado, Marília Arraes (PDT), avalia que a eleição desse ano será novamente “crucial para a democracia”. Em entrevista ao podcast ‘Direto de Brasília’, ela analisou o cenário nacional, com escândalos pipocando no palanque do adversário Flávio Bolsonaro (PL), reforçou a importância de união em torno do presidente Lula (PT) e disse que seria importante que a governadora Raquel Lyra (PSD) saía “de cima do muro” para que o petista possa ter mais um palanque em Pernambuco.

A senhora está como pré-candidata ao Senado pelo campo do presidente Lula, que já ressaltou a importância de ter aliados na Casa devido aos tensionamentos, como o caso do Jorge Messias. Como avalia o quadro atual?

Acredito que ficou bem claro para o Brasil o que houve no Congresso Nacional. Foram dois recados em dois dias seguidos, a rejeição do nome de Messias e a derrubada do veto do presidente Lula ao PL da Anistia disfarçada, que eles chamam de dosimetria. E o recado é que a politicagem está acima dos interesses do povo. Isso leva a uma urgência ainda maior de renovação para a Casa. O centrão, que não está preocupado em dar suporte às políticas públicas necessárias para o povo, promoveu uma tentativa de barganha em relação a alguns assuntos que eram de interesses pessoais desses parlamentares. Por exemplo a CPI do Banco Master.

A empresa de publicidade Cálix Propaganda, que pertence ao ex-marketeiro da campanha de Flávio Bolsonaro, Marcello Lopes, já garantiu receber R$ 99.280.384,44 em faturas empenhadas pelo governo federal entre abril de 2022 e maio de 2026. As informações são do portal G1.

Marcello Lopes é ex-policial e amigo pessoal de Flávio Bolsonaro. Nessa quarta-feira (20), o publicitário, conhecido como Marcellão, afirmou que deixará campanha do senador à Presidência. Os dados constam do Portal de Compras do Governo Federal.

A empresa, que foi criada em 2003, obteve seus primeiros contratos com a administração pública federal durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), por meio de duas licitações públicas, e os pagamentos continuaram sendo executados de forma regular na gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O primeiro e mais expressivo contrato da empresa foi assinado em dezembro de 2021 com o então Ministério do Desenvolvimento Regional, na gestão de Rogério Marinho (PL-RN), no valor total de até R$ 55 milhões anuais.

Sob a atual administração do PT, a pasta passou a se chamar Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional.

Titular da pasta no governo Bolsonaro, Marinho é líder da oposição no Senado e coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro ao Palácio do Planalto.

O valor firmado entre a agência e o governo federal é apenas um parâmetro de quanto a prestadora de serviço pode faturar sobre o contrato, uma vez que o faturamento dos serviços de publicidade varia e o sistema orçamentário do governo precisa de um valor para provisionar a cada ano.

Corte de 17% na saúde aprofunda colapso nos hospitais

O corte de 17% nos investimentos destinados aos principais hospitais da rede estadual expõe uma contradição cada vez mais difícil de esconder no discurso do Governo de Pernambuco. Enquanto a governadora Raquel Lyra (PSD) transformou 2026 no chamado “ano da saúde” em peças publicitárias, redes sociais e agendas institucionais, a realidade enfrentada por pacientes e profissionais nas unidades públicas revela um sistema pressionado pela falta de estrutura, manutenção precária e redução de capacidade operacional.

A redução dos recursos atinge justamente hospitais estratégicos da Região Metropolitana do Recife e de Caruaru, que concentram alta demanda e atendimentos de maior complexidade. Em vez de reforçar investimentos diante do aumento da procura por serviços, a gestão estadual promove um enxugamento que impacta diretamente obras, conservação predial, reposição de equipamentos, abertura de leitos e condições básicas de funcionamento.