Coluna da terça-feira

Governo refém do Congresso

O presidente Lula voltou a despachar, ontem, no Palácio do Planalto, após quase um mês de recuperação de duas cirurgias, uma no quadril e outra nas pálpebras. Terá pela frente uma agenda cheia de complicações, principalmente na área econômica, a depender da boa vontade do Congresso.

Em entrevista a uma TV, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, revelou que tem, aproximadamente, oito semanas para aprovar projetos prioritários até 23 de dezembro, quando o Congresso entra em recesso e que vai correr contra o tempo para fazer avançar propostas que podem dar ao menos R$ 63 bilhões em receitas em 2024.

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A Polícia Federal registrou 86 ocorrências relacionadas a possíveis crimes eleitorais durante o segundo turno das Eleições 2026, realizado neste domingo (25). Os dados constam do balanço final divulgado pela corporação, na manhã de hoje.

Ao todo, 74 pessoas foram conduzidas a unidades da PF para procedimentos e prestar esclarecimentos. Segundo a PF, foram:

  • 13 inquéritos policiais instaurados
  • 64 Termos Circunstanciados de Ocorrência assinados
  • 6 situações de flagrante de crime, que estão sob análise.

Principais infrações

Por Marcus Prado*

Num grande baile, a quem o leitor estenderia a mão para dançar? À escritora chinesa Can Xue ou à canadense Anne Carson, galardoada com o Nobel de Literatura de 2026? Com Can Xue, seria aceitar um convite para o absurdo e para o sonho. Sua prosa não obedece às leis da gravidade ou da lógica; é um rodopio hipnótico no qual o chão muda de textura a cada passo. Seu estilo é de vanguarda, frequentemente comparado ao de Kafka e Borges. Esse convite ao absurdo e ao sonho lembra o escritor e filósofo português Agostinho da Silva ao refletir sobre a essência do povo russo e a literatura de Máximo Gorki (e de outros grandes autores russos, como Dostoiévski e Tolstói).

Ela o conduzirá por passagens subterrâneas, labirintos emocionais e metáforas, sem lhe dar qualquer ponto fixo de apoio. Com Anne Carson, seria a dança do “Vazio e do Tempo”, ao som de uma orquestra que alterna o silêncio da Grécia Antiga – a lembrar o instrumento de cordas associado ao deus Apolo, feito com a carapaça de tartaruga – com acordes modernistas, semelhantes aos da “Melodia Sentimental”, de Heitor Villa-Lobos. Com um estilo híbrido de poesia, ensaio e tradução clássica (famosa por “Autobiografia do Vermelho”), Carson mede o espaço entre os corpos – o desejo e a perda –, dançando com os fragmentos do que sobrou da memória e do tempo.

A força política do prefeito Caíque (PSB), juntamente com outras lideranças do município, ampliaram a votação do presidente Lula em Angelim. O petista teve pouco mais de 74% dos votos no primeiro turno e neste domingo, chegou a 77,14%, exatos 5.769 votos, contra apenas 1.710 (22,86%) do adversário.

Angelim tem histórico de cidade progressista, tendo colocado na prefeitura políticos com perfil de esquerda, como Samuel Salgado (três mandatos) e Douglas Duarte (dois mandatos). O vice de Caíque, Oliveira, é filiado ao PT desde os tempos de vereador.

Caíque mostrou sua liderança no primeiro e no segundo turno e neste domingo garantiu ao presidente um dos maiores percentuais de votação do interior de Pernambuco. As informações são do blog do Roberto Almeida.

Caruaru - Minha rua nova

Por Rudolfo Lago – Correio da Manhã

Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, está reeleito para um quarto mandato como presidente. Mas o que se verá no Brasil a partir de agora alterará a lógica política do país desde 1945, que era baseada na tríade PSD, PTB e UDN. Como mostra a cientista política Lúcia Hippolito em seu obrigatório “PSD, de Raposas e Reformistas”, até 1964 a estabilidade política brasileira baseou-se numa aliança entre o PSD e o PTB.

O PSD era o partido de centro que unia boa parte da antiga elite agrária que governou o país na República Velha com novos rostos surgidos entre profissionais liberais com o crescimento das cidades, como Juscelino Kubitschek. O PTB reuniu a classe trabalhadora que ascendia com o fortalecimento dos sindicados. Na oposição, a UDN tornou-se o partido dos conservadores, empresários, mundo financeiro e parte também dos novos profissionais liberais nas cidades.

Ipojuca - Na palma da sua mão

Editorial Poder360

O Brasil foi às urnas. Elegeu 1.035 deputados estaduais, 24 deputados distritais, 27 governadores, 54 senadores e 1 presidente da República. Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito para comandar o país pelos próximos 4 anos. Começa seu 4º mandato a partir de 5 de janeiro de 2027.

A atual fase democrática brasileira começou em 15 de março de 1985, há 41 anos, quando deveria ter tomado posse como presidente Tancredo Neves (1910-1985) – ele foi internado às pressas com uma diverticulite e, no seu lugar, assumiu José Sarney.

Olinda - Refis 2026

O ex-candidato à Presidência Renan Santos (Missão) atribuiu a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à “arrogância da família Bolsonaro” e criticou a estratégia do bolsonarismo nas redes sociais.

Em vídeo, Renan afirmou que a direita precisa mudar de postura para voltar a derrotar o PT. Lula foi reeleito com mais de 64 milhões de votos, contra 59 milhões de Flávio Bolsonaro (PL). Clique no vídeo e confira!

Palmares - Creche Quilombo II

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) desmentiu na noite de domingo, 25, a declaração do candidato Flávio Bolsonaro (PL) de que fiscais do seu partido teriam sido “retirados” da sala-cofre da Corte. “A afirmação é falsa”, garantiu o TSE, em nota, esclarecendo que a sala não é um espaço aberto à visitação.

Segundo a Corte, todas as demais unidades e áreas podem ser visitadas por fiscais de partidos, observadores internacionais, advogados e membros do Ministério Público, entre outros. “Neste domingo, dois fiscais do PL estiveram no TSE para acompanhar o Teste de Integridade das Urnas, realizado no subsolo do prédio, e a totalização e divulgação dos resultados, na Sala de Totalização. Também visitaram a Sala dos Partidos Políticos, no 5º andar”, afirmou.

Cabo de Santo Agostinho - Hospital das praias

Um grande evento do Jornalismo brasileiro terá a cidade do Recife como sede, na próxima quarta-feira, das 13h às 20h. Será o Festival de Jornalismo Recife, organizado pela jornalista e ativista Kátia Cubel.

Direcionada principalmente aos estudantes de Jornalismo, a iniciativa vai reunir 15 palestrantes de primeiro nível, entre os grandes nomes da comunicação em Pernambuco, e nomes nacionais do Jornalismo brasileiro. Entre eles, Basília Rodrigues, Breno Pires, Rodrigo Rangel, Eldo Gomes e Patrícia Blanco. A conferência magna será realizada por Chico José.

Com muita honra, também integro a programação do evento e vou participar do painel “Os desafios do Jornalismo em Pernambuco” com os jornalistas Carol Santos, do Marco Zero; Leusa Santos, da Folha de Pernambuco; Laurindo Ferreira, do Sistema Jornal do Commercio.

Nesta edição, o Festival de Jornalismo Recife tem o patrocínio do Banco do Nordeste, do Governo do Brasil, da Fiepe, da Alepe e o apoio da Prefeitura do Recife, do Instituto Palavra Aberta, da RXZ, do Jornalistas&Cia e da OAB-PE.

Camaragibe - IPTU Verde 2026

Por Cláudio Soares*

Minas Gerais protagonizou uma das reviravoltas mais intrigantes da disputa presidencial de 2026. No primeiro turno, realizado em 4 de outubro, Flávio Bolsonaro havia vencido no estado, com 48,24% dos votos válidos, contra 43,33% de Lula. No segundo turno, em 25 de outubro, o resultado teria sido invertido: Lula alcançou 50,43%, enquanto Flávio ficou com 49,57%.

A diferença final teria sido de apenas 109.313 votos, aproximadamente 0,87 ponto percentual. O comparecimento informado foi de 13.044.203 eleitores, com abstenção de 20,33%.

O cientista político Rubens Figueiredo é o convidado do meu podcast em parceria com a Folha de Pernambuco, o Direto de Brasília, de amanhã. Dois dias após o segundo turno da eleição presidencial entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), ele fará uma análise sobre a vitória de Lula e os desafios para o quarto mandato. Entre os assuntos previstos estão a configuração das forças políticas após a disputa, o comportamento do eleitorado, a polarização e as perspectivas para as relações entre o Executivo e o Congresso Nacional.

Formado em Ciências Sociais e pós-graduado em Ciência Política pela Universidade de São Paulo (USP), Figueiredo é diretor do Centro de Pesquisa e Comunicação (Cepac), empresa especializada em pesquisas e consultoria política. Com experiência na análise de cenários eleitorais e da opinião pública, também atua como consultor da Fundação Espaço Democrático, ligada ao PSD, e integra o Conselho Superior de Estudos Avançados da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Se há um grande perdedor nestas eleições são os institutos de pesquisas. Erraram feio, tanto no primeiro turno, quando davam Lula (PT) em primeiro lugar, quanto no segundo, apontando, em sua grande maioria, uma vitória de Flávio Bolsonaro (PL).

Em geral, não captaram o efeito do vermelhão que tomou as ruas do País nem o massacre que Flávio sofreu de Lula no debate da Globo, dias antes. Aliás, o comportamento cafajeste de Flávio tratando Lula de nove dedos também tirou uma enxurrada de votos do candidato oposicionista.

O Instituto Media Inteligência em Pesquisa acertou o resultado do segundo turno para o Governo do Rio Grande do Norte. Divulgada na véspera da votação, no sábado (24), a pesquisa Media/O Potengi apontou Cadu de Lula (PT) com 50,7% dos votos válidos, contra 49,3% de Allyson Bezerra (União Brasil).

O resultado oficial da apuração confirmou a vitória de Cadu de Lula, com 50,77% dos votos válidos, enquanto Allyson Bezerra obteve 49,23%.

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