Ceará avança, Pernambuco espera: a hora de a bancada federal defender a Transnordestina

Por Antônio Campos*

A Ferrovia Transnordestina está no centro do debate. O anúncio, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, da liberação de mais R$ 600 milhões para o trecho cearense da obra, enquanto Pernambuco permanece sem autorização para o reinício do trecho Salgueiro-Suape, reacendeu uma preocupação legítima: estaria Pernambuco perdendo espaço na principal estratégia logística do Nordeste? O tema também foi objeto de Ação Popular nº 0804040-39.2023.4.05.8300, que é por mim movida sobre a anulação do aditivo que tirou Pernambuco, entre outras iniciativas.

Pedi hoje ao Juiz federal que solicite a União e a Infra S.A que informe nos autos a situação jurídica e de alocação de recursos e previsão de início do trecho Salgueiro/Suape, Transnordestina Pernambuco. 

Os fatos são objetivos. No Ceará, as obras avançam, novos lotes são inaugurados e há cronograma de execução. Em Pernambuco, permanece a indefinição sobre o reinício das obras, embora o trecho seja considerado estratégico para conectar o interior ao Porto de Suape, um dos maiores complexos portuários da América Latina. A diferença de ritmo produz um desequilíbrio regional que merece reflexão.

Não se trata de defender um estado contra outro. O Ceará tem pleno direito de celebrar seus investimentos e sua capacidade de articulação institucional. O problema surge quando Pernambuco permanece sem respostas concretas sobre um empreendimento igualmente relevante para o desenvolvimento regional.

A própria discussão nacional sobre a logística brasileira está mudando. A integração ferroviária entre a Transnordestina, a Ferrovia Norte-Sul e os corredores bioceânicos podem redefinir o mapa econômico do país nas próximas décadas, na estratégia via Peru, que é a que a China quer. Nesse cenário, perder protagonismo significa perder investimentos, empregos, competitividade industrial e capacidade exportadora.

É justamente por isso que Pernambuco precisa agir politicamente. Mais do que discutir responsabilidades passadas, chegou o momento de construir uma agenda institucional capaz de recolocar o Estado na prioridade nacional.

Nesse contexto, ganha especial importância o papel da bancada federal pernambucana. Deputados e senadores, independentemente de posições partidárias, possuem a responsabilidade constitucional de defender os interesses permanentes do Estado perante o Governo Federal.

Essa responsabilidade torna-se ainda mais relevante diante da nova posição ocupada pela senadora Teresa Leitão, que passou a exercer a liderança do Governo no Congresso. A liderança amplia sua capacidade de interlocução junto ao Executivo Federal e cria uma oportunidade institucional para buscar soluções concretas para o trecho pernambucano da Transnordestina.

Não se trata de confronto político nem de disputa federativa. Trata-se de representar Pernambuco. A liderança governista pode funcionar como ponte para destravar decisões administrativas, acelerar definições técnicas, promover o diálogo com a Infra S.A., o Ministério dos Transportes, a ANTT e os órgãos de controle, permitindo que o Estado volte a integrar efetivamente a estratégia logística nacional.

Também é importante que o Governo Federal esclareça, com transparência, qual é o cronograma previsto para o trecho Salgueiro-Suape, quais recursos estão programados, quais obstáculos jurídicos permanecem e quais medidas estão sendo adotadas para superá-los. A previsibilidade é fundamental para investidores, para o setor produtivo e para a sociedade.

Pernambuco não pode assistir passivamente ao redesenho dos grandes corredores ferroviários brasileiros. A Transnordestina representa muito mais do que uma ferrovia: ela simboliza desenvolvimento regional, integração econômica, redução de custos logísticos e fortalecimento do Porto de Suape.

O momento exige união institucional. Governo estadual, bancada federal, setor produtivo, universidades e sociedade civil precisam atuar de forma coordenada para garantir que Pernambuco participe, em igualdade de condições, da nova geografia econômica do Brasil.

O desenvolvimento do Ceará é uma boa notícia para o Nordeste. Mas o desenvolvimento regional somente será completo quando Pernambuco também voltar aos trilhos.

*Advogado

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José Múcio revisita trajetória política, relembra disputa com Arraes e reforça desejo de deixar a Defesa

Quarenta anos depois de enfrentar Miguel Arraes na disputa pelo Governo de Pernambuco, em 1986, José Múcio Monteiro atribui àquela derrota um papel decisivo na trajetória que o levaria à Câmara dos Deputados, ao Governo Federal, ao Tribunal de Contas da União e, hoje, ao Ministério da Defesa. Em entrevista, ontem, ao podcast Direto de Brasília, o pernambucano revisitou uma das eleições mais duras da política pernambucana e afirmou não se arrepender do caminho percorrido. “Eu existo por causa daquela derrota”, resumiu.

Múcio tinha 37 anos quando disputou o Palácio do Campo das Princesas contra Arraes, então com 70. O resultado abriu, segundo ele, uma trajetória diferente daquela que imaginava naquele momento. “Tudo valeu a pena naquela eleição. Não me arrependo de nada do que fiz. Depois dali, fui deputado federal por cinco mandatos, líder do governo Lula, ministro das Relações Institucionais, ministro do Tribunal de Contas da União e agora ministro da Defesa. Se não tivesse perdido aquela eleição, não teria a história política que construí ao longo dos anos”, afirmou.

Sebrae - Fazer dar certo

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) acatou a AIJE (Ação de Investigação Judicial Eleitoral) ajuizada pela coligação Brasil Pronto Para Mais, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que alegou suposto abuso de poder econômico do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) e de seu vice, Alfredo Gaspar (PL), ao realizarem campanha no Festival de Barretos (SP).

A coligação aponta que, entre os dias 20 e 30 de agosto, no Palco Estádio da 71ª Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos, Flávio teria ocupado o palco de shows musicais custeado por pessoas jurídicas de direito privado diante de uma plateia estimada em 60 mil pessoas, discursando como candidato à Presidência. As informações são da CNN.

Jaboatão dos Guararapes - Saúde nas escolas 2026

O ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), deu 72 horas para o ministro André Mendonça, também do STF, se manifestar sobre pedido da Advocacia-Geral da União (AGU) para suspender afastamento do diretor-geral da Polícia Federal (PF).

A AGU pediu nesta terça-feira (8) ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, para contestar a decisão monocrática do ministro André Mendonça que determinou o afastamento preventivo do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.

Caruaru - Transparência 2026

O senador Humberto Costa (PT), candidato à reeleição, defendeu, durante sabatina promovida pela Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe), o avanço do trecho pernambucano da Ferrovia Transnordestina e apontou a entrada da Petrobras como sócia do empreendimento como alternativa para viabilizar a obra. Segundo ele, a estatal poderia utilizar a ferrovia para escoar a produção de óleo diesel, instalar uma central de distribuição em Salgueiro e, com a expansão da malha, alcançar outras regiões do país pela Ferrovia Norte-Sul.

Humberto afirmou ainda que estudos já realizados apontam viabilidade para o projeto e citou análise da Sudene que estima ganho social de R$ 4,7 bilhões. O senador também defendeu a criação de um comitê estadual permanente, com participação de empresários, representantes do Governo de Pernambuco, da bancada federal, pesquisadores e sociedade civil, para acompanhar o andamento da obra. “A Petrobras pode entrar como sócia temporária desse projeto. Mais à frente, quando houver interesse de outros grupos em assumir a concessão, ela pode vender sua participação ou seguir utilizando”, afirmou.

Durante a sabatina, Humberto também se posicionou a favor do fim da escala 6×1. Segundo ele, as empresas teriam condições de se adaptar à mudança e o modelo em discussão prevê um período de transição. “O importante é destravar a obra agora, porque a Transnordestina não é só importante para Pernambuco, é estratégica para todo o Nordeste”, declarou.

Ipojuca - Na palma da sua mão

O candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB) cumpriu agenda nesta terça-feira (8), em Serra Talhada, no Sertão. Durante a passagem pelo município, prometeu implantar um Centro de Diagnóstico e Tratamento de Câncer e participou da procissão de encerramento da 236ª Festa de Nossa Senhora da Penha.

A promessa foi feita durante uma roda de conversa com quatro mulheres que realizam tratamento oncológico pela rede pública. Segundo João, o centro seria implantado a partir da ampliação dos serviços de oncologia do Hospital Governador Eduardo Campos (HEC), com diagnóstico, quimioterapia, radioterapia e exames especializados. As pacientes relataram que chegam a enfrentar cerca de sete horas de viagem de ônibus até o Recife para realizar o tratamento. “Nosso compromisso é implantar, a partir do próximo ano, o Centro de Diagnóstico e Tratamento de Câncer do Sertão, aqui em Serra Talhada”, afirmou.

Na sequência da agenda, João acompanhou a procissão de Nossa Senhora da Penha ao lado da prefeita Márcia Conrado (PT), do candidato a vice-governador Carlos Costa (Republicanos), do candidato a deputado estadual Breno Araújo e de lideranças locais. A celebração, realizada entre 29 de agosto e 8 de setembro, encerrou nesta terça-feira a programação dedicada à padroeira de Serra Talhada, que incluiu missas, novenas e procissões.

Olinda - Trabalhando para superar desafios

Por Míriam Leitão – O GLOBO

São homens, filiados majoritariamente a partidos do campo da direita, a maioria dos candidatos que fazem uso de termos religiosos no nome de urna. Estudo da série Perfil do Poder, produzido pelo Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc) em parceria com o Common Data, identificou 445 candidaturas com esse perfil. O levantamento aponta que 66,3% são homens e que 56,6% concorrem por partidos classificados como de direita.

O estudo mostra ainda uma concentração desse tipo de designação entre candidatos a deputado estadual, que representam 51,5% dos registros, e a deputado federal, com 40,7%. Juntas, as duas categorias correspondem a 92,2% das 445 candidaturas identificadas. Regionalmente, a maior parte dos registros está concentrada no Nordeste (33,9%) e no Sudeste (32,4%).

Palmares - Forró Mares 2026

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou de um evento no Palácio do Planalto nesta terça-feira, dia em que o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, mas não fez qualquer menção ao episódio durante seu discurso.

Lula discursou em uma cerimônia sobre unidades de conservação, realizada em alusão ao Dia da Amazônia. Ao longo da fala, o presidente se concentrou em temas ambientais e nas ações de seu governo para a proteção da floresta. As informações são do jornal O GLOBO.

O silêncio se repetiu nas redes sociais. Lula fez publicações ao longo do dia, mas, até o fim da tarde, não havia se pronunciado diretamente sobre o afastamento de Andrei ou sobre a decisão de Mendonça.

Cabo de Santo Agostinho - Hospital das praias

Titular do Ministério da Defesa desde o primeiro dia do governo Lula (PT), o pernambucano José Múcio Monteiro comemora os avanços na área, embora reconheça que há muito o que fazer. Defensor desde o primeiro momento de que o país precisa ampliar seu investimento na área da segurança e soberania, ele ressalta que o tema tem sido abordado por todos os candidatos à Presidência da República nesta eleição.

“A questão da Defesa melhorou muito. Veja que todos os candidatos a presidente estão falando em defesa, o que não se falava. O presidente Lula (PT) disse que uma das pastas prioritárias no segundo mandato será a Defesa. A grande vitória nossa foi trazermos para a discussão. Temos excelentes soldados no Exército, na Marinha, nas Forças Armadas, mas precisamos de instrumentos. Não para enfrentar ninguém, mas para defender o nosso país”, disse José Múcio, em entrevista ao podcast Direto de Brasília.

Camaragibe - IPTU Verde 2026

Há três anos e nove meses comandando o Ministério da Defesa, o pernambucano José Múcio Monteiro conseguiu o que parecia impossível no início do Governo Lula (PT): pacificar a relação da classe política com as Forças Armadas, que foi ainda mais abalada logo na primeira semana de gestão, após os ataques de 8 de janeiro de 2023.

Em entrevista ao podcast Direto de Brasília, ele afirmou que sua intenção era apenas passar uma chuva na Esplanada, mas já é o segundo mais longevo na missão, atrás apenas de Nelson Jobim, que ficou entre junho de 2007 e agosto de 2011, entre as presidências de Lula e Dilma Rousseff (PT).

A Advocacia-Geral da União (AGU) pediu, nesta terça-feira (8/9), em caráter de urgência, que o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, suspenda a decisão de André Mendonça que determinou o afastamento preventivo do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência, Leandro Almada.

O documento, assinado pelo advogado-geral da União, Jorge Messias, e por outros integrantes da direção da AGU, sustenta a existência de grave lesão à ordem pública e administrativa. As informações são do Metrópoles.

Se Pernambuco vive hoje uma disputa polarizada, a situação não é uma novidade. Quarenta anos atrás, o atual ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, viveu um momento parecido, enfrentando o ex-governador Miguel Arraes numa das eleições mais duras da história do estado. Em entrevista ao podcast Direto de Brasília, o atual auxiliar de Lula relembrou com carinho aquele momento. “Eu existo por causa daquela derrota”, afirmou.

“Tudo valeu a pena naquela eleição. Não me arrependo de nada do que fiz. Depois dali, fui deputado federal por cinco mandatos, líder do governo Lula, ministro das Relações Institucionais, ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) e agora ministro da Defesa. Se não tivesse perdido aquela eleição, não teria a história política que construí ao longo dos anos”, reconhece o pernambucano.

Se o leitor não conseguiu assistir a exibição ao vivo do podcast ‘Direto de Brasília’ com o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, clique no link abaixo e confira. Está imperdível!