Apesar da véspera do feriadão, o lançamento da biografia de Marco Maciel, ontem, em Caruaru, foi um sucesso. O evento teve como cenário o auditório da Câmara de Vereadores. Políticos, secretários municipais, empresários, jornalistas e formadores de opinião estiveram presentes. Muita gente discursou para prestar homenagem ao ilustre brasileiro biografado, a começar pelo ex-presidente e decano da Câmara, Leonardo Chaves.
Diogo Cantarelli, ex-vereador, autor da proposta de concessão do meu título de cidadão caruaruenseSecretário especial Anderson LuizSecretário de Governo Lino Portela, que falou em nome do prefeito Rodrigo PinheiroDiretor da Rádio Cultura Jonas Cristian e Edsangela MunizJornalista Jaciara FernandesJornalista Risoni SantosLino Portela, Thiago Azevedo, Jaciara Fernandes, Anderson Luiz e Diogo Cantarelli
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Mais dois empréstimos solicitados por Raquel podem enfrentar resistência na Comissão de Justiça da Alepe
Por Larissa Rodrigues – Repórter do blog
Um dos projetos enviados pelo Governo do Estado para a Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) em caráter de urgência para ser analisado durante o período extraordinário em vigor pede autorização à Casa para que o Poder Executivo contrate mais dois empréstimos bilionários. A matéria é a de número 3693/2026 e pode sofrer resistência na Comissão de Constituição, Legislação e Justiça (CCLJ) da Alepe.
O colegiado tem reunião confirmada para amanhã (veja aqui), às 11h, com o propósito de distribuir as matérias para os relatores. Se cair na mão da oposição, o Governo do Estado não terá vida fácil para aprovar o texto.
Os deputados oposicionistas questionam há meses a necessidade de Pernambuco contratar mais empréstimos, porque alegam que a máquina pública sob gestão de Raquel Lyra (PSD) foi incapaz, até o momento, de captar todos os recursos de empréstimos anteriores já aprovados na Casa.
Pelo Regimento Interno da Assembleia, cabe ao presidente da CCLJ, deputado Alberto Feitosa (PL), que é da oposição, escolher os relatores dos projetos no colegiado. Mas os demais parlamentares podem solicitar que a distribuição seja por meio de sorteio eletrônico, como já realizado em outras ocasiões.
A Comissão de Justiça tem cinco deputados titulares da oposição, além do presidente. São eles: Sileno Guedes (PSB); Waldemar Borges (MDB); Diogo Moraes (PSDB); Edson Vieira (UB) e Mário Ricardo (RP). Os outros três são da base governista: Antônio Moraes (PP); João Paulo (PT) e Wanderson Florêncio (SD). Em tese, são cinco chances de parecer por rejeição contra apenas três para aprovação dos empréstimos.
Na justificativa do projeto, a governadora argumenta: “A proposição tem por finalidade viabilizar a reestruturação e a recomposição do principal das dívidas do Estado, medida essencial para o fortalecimento do equilíbrio fiscal, a melhoria do perfil da dívida pública e a ampliação da capacidade financeira do Estado para honrar seus compromissos, sem prejuízo da continuidade das políticas públicas prioritárias”.
Raquel também afirma que os novos empréstimos não implicam propriamente um novo endividamento, “mas sim a racionalização e adequado gerenciamento das obrigações financeiras estaduais”. Porém, o deputado Waldemar Borges, por exemplo, já foi às redes sociais criticar o pedido.
Em vídeo postado nos últimos dias no Instagram, Borges lembrou que desde o início da gestão de Raquel Lyra a Alepe já autorizou empréstimos que somados chegam ao valor de aproximadamente R$ 13 bilhões de reais. “Desses R$ 13 bilhões, o Governo do Estado não foi capaz de colocar efetivamente nos cofres nem R$ 4 bilhões”, apontou.
“Ruim de serviço” – Na opinião do deputado, que pode acabar sendo o relator dos novos empréstimos, ao não captar os recursos dos empréstimos aprovados pela Alepe o governo de Raquel se mostra “ruim de serviço”. “A sua gestão é amarrada, a sua incapacidade gerencial é absurda. Por isso, chega ao seu terceiro ano conseguindo apenas concluir algumas obras que vinham em andamento e entregar como algo novo uma creche, em três anos. E olhem vocês que a bandeira das creches foi a principal da campanha da atual governadora”, disparou Borges.
Banco do Brasil e Caixa Econômica – Caso sejam aprovados, os novos empréstimos de Pernambuco serão contraídos em bancos públicos, sendo um deles junto ao Banco do Brasil, no valor de R$ 2,5 bilhões, e o outro na Caixa Econômica Federal, de R$ 2,7 bilhões, ambos com garantia da União. “Diante da relevância da matéria para a sustentabilidade fiscal do Estado de Pernambuco e para a manutenção da capacidade de investimento público, solicito a observância do regime de urgência”, diz Raquel ao justificar os pedidos.
“Guarda-chuva de palanque” – O presidente estadual do PL em Pernambuco, Anderson Ferreira, afirmou que a sigla não aceitará ser feita de “guarda-chuva de palanque” nas eleições de 2026, porque o PL tem densidade suficiente para não aceitar ser coadjuvante e sim protagonista de qualquer projeto político. Em entrevista à Rádio Folha FM 96,7, ele disparou: “Andando pelo estado de Pernambuco todo, conversando com várias lideranças políticas, vejo esse jogo de montagem de palanques para ver o que é que a gente pode compor e ajudar. Mas eu quero até dar um recado que a direita em Pernambuco não vai ser usada, né? Quem pensa que vai usar a direita para poder servir de guarda-chuva, não vai”.
Efeito Porto de Galinhas – Para evitar casos como o de Porto de Galinhas, praia pernambucana na qual barraqueiros espancaram turistas, gerando repercussão negativa nacional, a Prefeitura do Recife, por meio do Procon, em parceria com a Secretaria Executiva de Controle Urbano, realiza, hoje, às 9h, no Compaz Leda Alves (Pina), uma palestra educativa voltada aos comerciantes da orla de Boa Viagem. A palestra será ministrada por Cristiane Moneta, secretária-executiva do consumidor do município. Ela abordará os direitos e deveres nas relações de consumo nas praias, além de orientações práticas sobre a legislação vigente e as responsabilidades dos comerciantes e permissionários que atuam em áreas públicas.
Sem definição de apoio – Numa demonstração de que as relações em Brasília não estão lá essas coisas neste início de ano, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (RP-PB), afirmou, ontem (12), que aguarda “gestos concretos” do presidente Lula (PT) antes de definir se apoiará a reeleição do petista. A declaração foi dada à imprensa durante evento em João Pessoa, na Paraíba. As informações são da CNN. “A política se constrói com reciprocidade. Nós temos que nessa construção política entender o que vamos ter de apoios e de gestos para decidir quem vamos apoiar. É isso que temos que construir de maneira muito tranquila e respeitosa para com a população do nosso Estado”, disse Motta, ao ser questionado sobre um possível apoio ao presidente.
CURTAS
Lula “sarado” 1 – Uma foto do presidente Lula (PT) alterada por inteligência artificial para deixá-lo mais musculoso foi compartilhada por aliados nas redes sociais nos últimos dias e acabou virando meme na internet. Usuários da rede fizeram brincadeiras, ontem (12), com a foto editada do presidente, ironizando a tentativa da base lulista de rejuvenescer o chefe do Executivo.
Batalha pela anulação – A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) entrou com um novo recurso no Supremo Tribunal Federal (STF), ontem (12), voltando a pedir que o voto do ministro Luiz Fux, que absolveu o ex-presidente, prevaleça e a condenação dele seja anulada. No pedido, os advogados também tentam levar o caso para o plenário do STF.
Chefe de férias – De hoje (13) até o início de fevereiro, o chefe curtirá as merecidas férias e esta jornalista substituta ficará responsável pela coluna do Blog do Magno, um espaço prestigiado pela classe política e de repercussão nacional. Às fontes e a todo o público leitor, gratidão pela audiência e sugestões de nota e que tenhamos uma excelente experiência.
Perguntar não ofende: Raquel Lyra vai conseguir aprovar mais dois empréstimos na Alepe?
A Prefeitura do Recife, por meio do Procon Recife, em parceria com a Secretaria Executiva de Controle Urbano, promove nesta terça-feira (13), às 9h, uma palestra educativa voltada aos comerciantes e permissionários da orla de Boa Viagem. A atividade será realizada no Compaz Leda Alves.
A palestra será ministrada pela secretária executiva do consumidor do município, Cristiane Moneta, e vai tratar dos direitos e deveres nas relações de consumo nas praias, além de orientações práticas sobre a legislação vigente e as responsabilidades de comerciantes e permissionários que atuam em áreas públicas. A iniciativa busca orientar os participantes sobre procedimentos corretos e prevenir conflitos nas relações de consumo.
“Nosso objetivo é dialogar com os comerciantes, esclarecer o que pode e o que não pode ser cobrado e reforçar que cumprir o Código de Defesa do Consumidor protege o consumidor, o comerciante e a imagem da cidade”, afirmou Moneta.
Depois de ouvir ministros e aliados, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve nomear o atual advogado-geral da Petrobras, Wellington César Lima e Silva, para o Ministério da Justiça e da Segurança Pública ainda nesta semana. Com bom trânsito entre ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), ele assumirá a vaga de Ricardo Lewandowski, que pediu demissão e deixou o cargo na sexta-feira (9). Apesar da pressão de alas do PT, Lula não vai dividir o ministério. A eventual criação da pasta da Segurança Pública entrará como proposta da campanha à reeleição.
Uma das preocupações de Lula para escolher o novo titular do MJ era que o indicado tivesse bom relacionamento com ministros do STF, que era um dos atributos de Lewandowski, egresso da Corte. O Valor confirmou que Wellington tem bom trânsito com magistrados do STF. Um ministro do Supremo o definiu como “culto, cordato e conciliador”. As informações são do Valor Econômico.
Wellington aproximou-se do STF no exercício do cargo de subsecretário de Assuntos Jurídicos (SAJ) da Casa Civil, que exerceu de janeiro de 2023 a maio de 2024, quando deixou o posto para assumir o cargo na Petrobras. A função de SAJ é uma das mais prestigiadas, pela convivência próxima do presidente da República e interlocução com autoridades do meio jurídico, do Advogado-Geral da União até titulares do STF. No convívio frequente com Lula, ele também conquistou a confiança do mandatário.
Wellington já foi ministro da Justiça na gestão de Dilma Rousseff pelo curtíssimo período de 11 dias em 2016. Egresso do Ministério Público da Bahia, Wellington tem como padrinhos o ministro da Casa Civil, Rui Costa, e o líder do governo no Senado, Jaques Wagner. Quando Wagner era governador da Bahia, em 2010, nomeou Wellington para o cargo de procurador-geral da Justiça, onde o indicado permaneceu até 2014. Naqueles anos, conviveu com Rui Costa, que era secretário estadual da gestão de Wagner.
A se confirmar, a chegada de Wellington no primeiro escalão reforça o time de ministros baianos, que já contempla, além de Rui, Sidônio Palmeira (Secom) e Margareth Menezes (Cultura).
Outra qualidade de Wellington, lembrada por fontes do palácio, foi a demonstração de lealdade ao PT quando aceitou ser nomeado pela presidente Dilma Rousseff para a pasta em março de 2016, durante o processo de impeachment. Poucos aliados permaneceram do lado dela e com o PT naquele período.
Ele foi titular do MJ de 3 de março a 14 de março de 2016. Teve de pedir demissão, entretanto, depois que o STF decidiu que para continuar ministro, ele teria de renunciar à carreira do Ministério Público estadual, perdendo bônus e aposentadoria, porque ingressou na instituição em 1991 – após a Constituição Federal de 1988. Ele foi sucedido na pasta naquele ano pelo procurador Eugênio Aragão.
Com a saída de Lewandowski, outros nomes também passaram a ser cotados. Dentre eles, estava o do ministro da Educação, Camilo Santana. Ele foi defendido por uma ala importante do PT, especialmente pela experiência na área de segurança pública acumulada durante o período em que governou o Ceará, entre 2015 e 2022. Porém, na visão de interlocutores, Camilo está fazendo um bom trabalho à frente do MEC, e ao indicá-lo à Justiça, Lula teria que buscar um novo auxiliar para comandar a Educação.
Ainda, apareceu como cotado para chefiar o ministério o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Integrantes da gestão federal, no entanto, ponderam que a possível escolha de Andrei estaria atrelada a um desmembramento da pasta entre Justiça e Segurança Pública. Segundo aliados de Lula, a divisão do ministério não deve ser oficializada no curto prazo, mas pode virar um desenho para um possível novo mandato do chefe do Executivo, caso seja reeleito neste ano.
A defesa de Jair Bolsonaro (PL) entrou com um novo recurso no do STF (Supremo Tribunal Federal) nesta segunda-feira (12) voltando a pedir que o voto do ministro Luiz Fux que absolveu o ex-presidente prevaleça e a condenação dele seja anulada.
No pedido, os advogados também tentam levar o caso para o plenário completo da corte, com os 11 ministros —atualmente, o colegiado tem dez ministros, com a cadeira vaga de Luís Roberto Barroso.
Fux, único a votar pela absolvição de Bolsonaro na fase da análise do mérito da ação, deixou a Primeira Turma a seu pedido e não participa da análise dos recursos. As informações são da Folha de S. Paulo.
Num dos pontos levantados pela defesa em referência ao voto de Fux, os discursos de Bolsonaro contra outros Poderes não poderiam ser considerados criminosos.
“O voto proferido pelo eminente Ministro Luiz Fux também destacou o disposto no art. 359-T do Código Penal, que afasta qualquer tipicidade penal de discursos ou ‘bravatas’ proferidas contra os membros de outros poderes e reiterou o que a defesa apontou diversas vezes quanto ao veto ao art. 359-O, que buscava criminalizar ‘campanha ou iniciativa para disseminar fatos que sabe inverídicos, e que sejam capazes de comprometer a higidez do processo eleitoral'”, disseram os advogados.
A peça alega que as condutas imputadas, como críticas ao sistema eleitoral, configuram liberdade de expressão ou meros atos preparatórios impuníveis. Não seriam, assim, atos de execução de crimes contra o Estado Democrático de Direito.
No agravo, os advogados pedem a reconsideração de decisão anterior que negou o último pedido. A defesa apresentou os chamados embargos infringentes em 28 de novembro. O relator, Alexandre de Moraes, rejeitou o pedido em 19 de dezembro.
No documento de 73 páginas, eles afirmaram que o STF cometeu “erro judiciário” ao antecipar o trânsito em julgado enquanto ainda transcorria prazo para a oposição de embargos.
A defesa afirma ainda que o que ocorreu é uma “exceção inadmissível”. O recurso é assinado pelos advogados Celso Vilardi, Paulo da Cunha Bueno, Daniel Tesser, Renata Kalim, Domitila Kohler e Eduardo Ferreira da Silva.
O ministro Alexandre de Moraes declarou o trânsito em julgado da ação penal em 25 de novembro. Na mesma data, o magistrado oficializou a condenação definitiva do ex-presidente a 27 anos e 3 meses de prisão pela acusação de liderar uma trama golpista.
Agora, a defesa retoma argumentos anteriores, como os de que a minuta golpista eram “esboços rudimentares”, ou de que as ações de Bolsonaro não têm nexo causal com os ataques de 8 de janeiro de 2024 e que não é possível caracterizar participação em organização criminosa nos fatos julgados.
Antes disso, a Primeira Turma já havia rejeitado, no início de novembro, por unanimidade, o recurso do ex-presidente e dos demais réus do núcleo central da trama golpista contra a condenação imposta a eles pelo colegiado.
Ainda, dizem conhecer o precedente que Moraes usou pra negar o pedido anterior, mas que o caso merece evolução do entendimento.
Segundo os advogados, o regimento interno do Supremo permite embargos infringentes em caso de decisão não unânime, e o STF fixar um número mínimo de votos para aceitar esses recursos seria invadir competência legislativa do Congresso. Ainda, que todos têm o direito de recorrer de sentença.
O julgamento dos embargos de declaração marcaram o início de uma nova fase no processo, a partir de quando se começou a especular sobre o início do cumprimento de pena dos condenados.
Tiveram também seus pedidos rejeitados Walter Braga Netto (ex-ministro da Casa Civil), Almir Garnier Santos (ex-chefe da Marinha), Paulo Sérgio Nogueira (ex-ministro da Defesa), Alexandre Ramagem (ex-diretor da Abin e deputado federal), Augusto Heleno (ex-ministro do GSI) e Anderson Torres (ex-ministro da Justiça).
O único que não recorreu foi o tenente-coronel Mauro Cid. Como benefício do acordo de colaboração premiada, o ex-ajudante de ordens de Bolsonaro não ficará preso pela participação na trama golpista, pois foi condenado a apenas dois anos de reclusão em regime aberto.
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou nesta segunda-feira que vai aguardar “gestos concretos” do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) antes de definir se apoiará o projeto de reeleição do petista no pleito deste ano.
A declaração foi dada à imprensa durante evento em João Pessoa em que o ministro do Turismo e aliado do deputado, Gustavo Feliciano, oficializou o apoio do governo federal ao pré-carnaval da capital paraibana. As informações são da CNN.
— A política se constrói com reciprocidade. Nós temos que nessa construção política entender o que vamos ter de apoios e de gestos para decidir quem vamos apoiar. É isso que temos que construir de maneira muito tranquila e respeitosa para com a população do nosso estado — disse Motta, ao ser questionado sobre um possível apoio ao presidente.
Em dezembro, durante café com jornalistas em Brasília, Motta adotou tom parecido ao afirmar que ainda é cedo para falar de endossos. Na ocasião, porém, garantiu que sua posição não será de neutralidade na disputa presidencial.
Apesar de evitar cravar apoio a Lula, Motta indicou que o Republicanos estará alinhado, no estado, ao projeto do grupo governista liderado pelo governador João Azevêdo (PSB). Segundo ele, a prioridade é consolidar um projeto que “represente aquilo que o estado precisa” e dê continuidade ao atual modelo administrativo, que avalia ter aprovação popular.
— Isso primeiro depende do presidente, depende do partido do presidente. O que nós temos procurado dialogar no âmbito do Republicanos e da aliança que nós temos com o governador João Azevêdo, com o vice-governador Lucas, é poder ter um projeto que verdadeiramente represente aquilo que o estado precisa — afirmou.
Motta citou como prioridades da aliança a pré-candidatura do vice-governador Lucas Ribeiro (PP), o apoio à continuidade do projeto de João Azevêdo e a tentativa de viabilizar o pai do deputado, o prefeito de Patos Nabor Wanderley (Republicanos), como candidato ao Senado. Como obstáculo, a chapa governista já tem em campo os nomes dos senadores Efraim Filho (União) e Veneziano Vital do Rego (MDB).
Veto à dosimetria Questionado sobre o veto do presidente Lula ao projeto que altera regras de dosimetria das penas para condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro, Motta disse que trata o tema “com tranquilidade” e afirmou que o Congresso analisará a decisão do Executivo.
— Olha, (vejo) com muita tranquilidade. Esse é um assunto que acabou dividindo o Brasil durante todo o ano de 2025. A proposta votada na Câmara dos Deputados foi uma proposta bastante dialogada. Ela teve quase 300 votos. Agora nós temos que, respeitando o direito e a prerrogativa do presidente de vetar as matérias que são aprovadas pelo Congresso, o Congresso irá também, na sua prerrogativa, analisar o veto do presidente — afirmou.
Na semana passada, líderes partidários da oposição e do Centrão avaliaram que o veto tende a ser derrubado, citando o placar folgado na votação da Câmara e a leitura de que o Planalto optou por transformar o gesto em marca política em ano eleitoral. A expectativa é de que a decisão seja pautada em sessão do Congresso, possivelmente em fevereiro, mas ainda sem prazo definido. Interlocutores do Parlamento afirmam que caberá ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), bater o martelo sobre a data.
O republicano Donald Trump informou nesta segunda-feira (12) que os Estados Unidos irão aplicar tarifas de 25% sobre países que realizarem comércio com o Irã.
A medida terá efeito imediato, escreveu o presidente em uma postagem na Social Truth. As informações são da CNN.
O anúncio mostra uma nova escalada nas relações entre Teerã e Washington, em meio ao aumento dos protestos contra lideranças no país persa.
Mais cedo, o Irã afirmou estar preparado para um possível conflito armado com os Estados Unidos, mas também se mostrou aberto a negociações diplomáticas. A apuração é de Américo Martins, ao Bastidores CNN.
“O governo do Irã fez uma declaração de que o país estaria preparado para a guerra em uma resposta às pressões dos americanos, que ameaçam atacar pontos do Irã, como disse o próprio presidente Trump, mas, o ministro também disse que existe espaço para o diálogo”, apontou Martins sobre declaração feita pelo ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi.
A situação no país persa tem se agravado nas últimas semanas, com manifestações populares sendo duramente reprimidas pelas autoridades. Segundo relatos, centenas de pessoas teriam sido mortas e presas durante os protestos, embora seja difícil confirmar os números exatos devido às restrições de informação impostas pelo regime.
“Essa situação do Irã está começando a sair do controle das próprias autoridades iranianas”, disse Martins: “Com elevado número de pessoas sendo mortas, reprimidas e também presas, embora seja impossível confirmar os números”.
As manifestações, que começaram com reivindicações econômicas, rapidamente evoluíram para protestos políticos contra o regime dos aiatolás. Os manifestantes têm protestado contra o alto custo de vida, a inflação elevada e a desvalorização da moeda nacional, mas também pedem o fim da ditadura que governa o país desde a Revolução Islâmica de 1979.
Ameaças americanas e postura iraniana O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem ameaçado realizar ataques contra pontos estratégicos do Irã caso a repressão aos manifestantes continue. “O Irã tenta por um lado resistir a essa possibilidade de ataques dos Estados Unidos, mas, também deu mostras de que poderia dialogar com Washington”, afirmou o analista.
Apesar da aparente abertura para conversações, analistas apontam que não está claro quais seriam os termos de uma possível negociação entre Washington e Teerã. O regime iraniano acusa agentes ligados aos Estados Unidos e a Israel de tentarem ampliar os protestos para desestabilizar o governo.
“O problema é que não está claro quais seriam os termos de uma negociação entre os Estados Unidos e o Irã. Essas são revoltas populares que acontecem de tempos em tempos no Irã, sempre são reprimidas com mão de ferro pela ditadura”, refletiu Américo Martins, explicando: “Esses são protestos pela queda do regime, são protestos para mudanças na economia, porque o custo de vida é muito alto […] Está se transformando cada vez mais em um protesto político e não haveria algum tipo de negociação a ser feito com o presidente Donald Trump que resolvesse essa questão”.
“Trump pode fazer algum tipo de negociação com os aiatolás, por exemplo, em troca do petróleo iraniano, mas, isso não vai resolver a questão dos manifestantes”, apontou.
O presidente estadual do Partido Liberal em Pernambuco, Anderson Ferreira, afirmou que, este ano, a sigla não aceitará ser feita de “guarda-chuva de palanque”. Para o líder do diretório estadual do PL, o partido tem densidade o suficiente para não aceitar ser coadjuvante e sim protagonista de qualquer projeto político. As informações são do Blog da Folha.
“Andando pelo estado de Pernambuco todo, conversando com várias lideranças políticas, vejo esse jogo de montagem de palanques para ver o que é que a gente pode compor e ajudar. Mas eu quero até dar um recado que a direita em Pernambuco não vai ser usada, né? Quem pensa que vai usar a direita para poder servir de guarda-chuva, não vai”, disse em entrevista á Rádio Folha 96,7.
Neste ano, a disputa pelo Senado Federal integra um dos principais eixos do projeto eleitoral do partido. “ Vamos ter sim candidatura ao Senado e dentro do estado de Pernambuco, se não houver espaço para dentro do compor uma chapa, a gente tem condições de sair independente, alinhado com a candidatura nacional.”
Segundo ele, o objetivo do PL é eleger o maior número possível de senadores para combater o que descreveu como “perseguição política no Supremo Tribunal Federal”. “O Partido Nacional quer aumentar o maior número de candidatos ao Senado para ajudar o futuro presidente, que será, não tenho dúvida nenhuma, presidente de direita no nosso país”.
O presidente destacou a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL), que deve vir como nome da direita após a prisão e impossibilidade de candidatura do ex-presidente Jair Bolsonaro e que não tem dúvidas que o eleitor deve protestar nas urnas contra a prisão do ex-mandatário.
Além disso, para 2026 o presidente do PL projeta eleger oito deputados estaduais, um crescimento em relação aos cinco eleitos na legislatura anterior. Já na bancada federal, a expectativa é que cinco liberais sejam eleitos.
Ainda sobre o nome que o partido deve seguir no caminho ao Palácio do Campo das Princesas, Anderson endossou que o eleitor de direta não vai tolerar falta de postura do candidato.
A disputa para o governo do estado que se constrói apresenta atualmente o possível candidato pelo PSB, o atual prefeito do Recife, João Campos (PSB) com o apoio declarado ao lado oposto do PL, ao presidente Lula (PT). Já a atual governadora Raquel Lyra (PSD), até o momento não fala sobre quem apoiará no pleito da presidência da República.
“O eleitor de direita vai querer essa postura e nós vamos sim dar nomes, buscando direcionamento para que a direita possa ser bem representada em Pernambuco”, afirmou.
Embora o partido finque nessa decisão, Anderson afirma que o PL não deve fechar a porta para nenhum tipo de interlocução, com tanto que a sigla tenha a devida representatividade dentro da chapa.
“A gente tem um cenário que pode compor uma chapa se o partido, o PL e a direita tiverem representatividade dentro dessa chapa. Então a gente indicaria o candidato ao governo que acomodaria e que iria compor essa chapa”, disse
A Comissão de Constituição, Legislação e Justiça (CCLJ) da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) se reúne na próxima quarta-feira (14), às 11h, com a finalidade de distribuir três dos quatro projetos enviados pelo Governo do Estado à Casa durante o período extraordinário. No encontro, serão definidos os relatores de cada proposta. O edital de convocação deve ser publicado no Diário Oficial desta terça-feira (13), 24 horas antes da reunião.
A quarta matéria encaminhada pelo Poder Executivo é a Lei Orçamentária Anual (LOA), mas a orientação da Procuradoria da Alepe é de que a LOA passe apenas pela Comissão de Finanças, porque é de natureza orçamentária. Ainda não há data para o colegiado se reunir. O grupo é presidido pelo deputado Antônio Coelho (UB), da oposição.
Já a Comissão de Justiça é presidida pelo deputado Alberto Feitosa (PL), também oposicionista. De acordo com o Regimento Interno da Alepe, cabe a ele escolher os relatores de cada projeto, mas os deputados governistas podem pedir sorteio, como já ocorreu em outras votações. O sorteio é feito de forma eletrônica.
Projetos
Um dos projetos a serem distribuídos solicita autorização para contratação de mais empréstimos para Pernambuco, um no valor de R$ 2,7 bilhões, junto à Caixa Econômica, e R$ 2,5 bilhões com o Banco do Brasil.
As outras matérias alteram textos aprovados em 2025, um deles o empréstimo de R$ 1,7 bilhão e a matéria que autoriza, em caráter excepcional, repasse de recursos pelo Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) ao Estado. No caso desses dois projetos, o objetivo da governadora Raquel Lyra (PSD) é vetar as mudanças realizadas pelos parlamentares.
Diversos líderes europeus e latino-americanos pediram para falar por telefone com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para saber qual é a posição do Brasil acerca da atual situação na Venezuela, após a captura de Nicolás Maduro. As informações são da CNN.
Auxiliares do petista afirmaram à CNN Brasil que entre os pedidos estão os do presidente francês, Emmanuel Macron, e do português Marcelo Rebelo de Sousa, que devem ligar para Lula nesta semana.
A bateria de telefonemas, que promete uma agenda agitada nesta semana para Lula, dá sequência a diversos contatos do presidente com outros líderes estrangeiros nos últimos dias.
No próprio sábado em que Maduro foi capturado, dia 3 de janeiro, Lula falou com a agora presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez.
Durante a semana passada, ele também teve telefonemas com a presidente do México, Claudia Sheinbaum, com Gustavo Petro, da Colômbia, e com os premiês Pedro Sánchez e Mark Carney, de Espanha e de Portugal, respectivamente.
O chanceler Mauro Vieira também recebeu uma série de ligações de ministros das relações exteriores de outros países.
Além do ministro venezuelano das Relações Exteriores, Yván Gil, ele conversou com seus homólogos do México, da Colômbia, da França, da África do Sul, da Espanha, do Irã, do Uruguai, do Canadá, da Noruega, da Holanda e da União Europeia.
A maioria dos pedidos de ligação para Lula e para o chanceler brasileiro Mauro Vieira são de países europeus e latino-americanos.
Segundo fontes do Planalto e do Itamaraty, esses governos buscam saber a visão do Brasil para, a partir das informações obtidas no contato, definirem suas próprias posições acerca da atual situação venezuelana após os ataques dos EUA.
Essas mesmas fontes afirmam que o Brasil é visto como uma referência e como um país que liderou esforços para evitar a escalada bélica.
Segundo as fontes, a procura pelo Brasil também se deve à percepção de que o presidente Lula mantém interlocução tanto com o governo de Delcy Rodríguez como com Donald Trump.
O presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), ministro Vital do Rêgo, disse que o Banco Central concordou com a inspeção da Corte e dará acesso aos documentos sobre a liquidação do Banco Master.
Vital do Rêgo reuniu-se com o presidente do BC, Gabriel Galípolo, nesta segunda-feira (12), após a repercussão envolvendo a inspeção determinada pelo ministro Jhonatan de Jesus. O relator voltou atrás e mandou o caso ao Plenário, que deve julgar os embargos do BC na quarta-feira (21), primeira sessão após o recesso. As informações são do Metrópoles.
“Hoje saio do Banco Central profundamente feliz com o resultado da reunião. O presidente Galípolo nos recebeu muito bem. Fizemos reunião com objetivos claros de dizimar qualquer tipo de dúvida sobre a nossa competência”, declarou o presidente do TCU. “O Banco Central quer o selo de qualidade do TCU e a segurança jurídica que o TCU pode dar, porque esse processo é administrativo e criminal”, completou.
Segundo Vital do Rêgo, ficou decidido na reunião desta segunda-feira que a inspeção será realizada. “Ela já está acontecendo, pela reunião que fizemos hoje. Definimos que o TCU vai ter acesso aos documentos do Banco Central que foram base para o processo liquidatório – que só quem poderia liquidar era o Banco Central –, que estão à disposição já a partir de hoje. Nós temos um calendário que será ajustado pelas unidades técnicas”, informou o presidente do TCU.
Segundo Vital do Rêgo, o encontro afasta a possibilidade de determinação de uma medida cautelar contra o Banco Central. “O Banco Central entendeu que o TCU é um colaborador”, declarou.
O ministro disse que “o ato de liquidação é administrativo e regulatório”. “É um modelo técnico que o TCU está acostumado a fazer”, completou. Segundo o presidente da Corte de Contas, o BC manifestou que quer dar segurança jurídica à liquidação do Master.
“Vamos fazer um calendário muito rapidamente entre as nossas unidades. O compromisso da Corte é terminar esse processo o mais breve possível”, declarou. A previsão do presidente do TCU é de que a inspeção dure menos de um mês.
Não se fala em outra coisa no mercado de trabalho. A inteligência artificial já faz parte da realidade de muitos profissionais. O Brasil é o 3º maior usuário de inteligência artificial no mundo. Apesar disso, observo que muitos profissionais ainda não exploram o potencial que essas novas ferramentas podem ter em sua atuação. O conhecimento limitado sobre como funciona uma IA generativa faz com que muitas pessoas percam a oportunidade de ter um trabalho mais produtivo e leve.
Essa é a hora em que muitos podem pensar que falo sobre terceirizar nossas habilidades e competências profissionais para esses robôs. Admito que isso não é verdade. Pelo contrário, a ideia é usar nossas habilidades com sabedoria e deixar a IA fazer a parte mais mecânica do processo. Atualmente, um jornalista, por exemplo, tem a possibilidade de usar uma ferramenta de IA para pesquisar notícias atuais com fontes seguras relacionadas a um assunto que pode virar pauta.
Isso reduz o tempo de pesquisa do profissional, que pode dedicar mais tempo ao planejamento da escrita. Já um profissional de marketing consegue conversar com uma IA generativa e fazer boas perguntas e comandos que ajudem na organização de um plano estratégico para uma campanha. Nesse mesmo sentido, ele pode reunir dados de clientes de uma empresa e fornecê-los à IA para uma análise mais rápida e eficaz, que ofereça segurança para tomar decisões.
Ou seja, as possibilidades vão além do uso rotineiro, com perguntas básicas e respostas generalizadas. O estudo e o debate sobre a inteligência artificial precisam ser aprimorados, de modo que as pessoas entendam que, para usar essas ferramentas de maneira eficaz, é preciso seguir ao menos alguns passos básicos. O primeiro é conhecer a melhor ferramenta para a tarefa que você deseja executar.
Todos os dias surgem novas tecnologias no mercado, com funções aprimoradas. O segundo é saber realizar os comandos corretos nessas ferramentas. Às vezes, a resposta ruim é consequência de uma pergunta ou comando mal formulado. E o terceiro passo é analisar de que modo você pode ser mais produtivo na sua profissão, delegando à IA tarefas operacionais que tomam o seu tempo, como, por exemplo, produzir um relatório com base nos pontos discutidos em uma reunião.
Assim, penso que é preciso abrir janelas de oportunidades para usar a IA como aliada da sua profissão. Deixe a inquietude tomar conta de você e explore essas novas ferramentas para que sua expertise seja valorizada juntamente com o seu tempo. Esse renascimento tecnológico exige dos profissionais a busca por novas habilidades para se manter à frente no mercado de trabalho. E você? Como tem usado essas ferramentas para potencializar o impacto da sua profissão?
Em um dos últimos atos de Ricardo Lewandowski à frente da pasta, o Ministério da Justiça encaminhou à Polícia Federal um pedido de uma deputada do PT para investigar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
O motivo foi uma publicação nas redes sociais de Flávio, pré-candidato à Presidência em 2026, associando o presidente Lula ao ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, que preso em uma operação dos Estados Unidos. As informações são do Metrópoles.
A denúncia, feita pela deputada Dandara (PT-MG), aponta um suposto crime contra a honra de Lula.
O documento é assinado por Eliza Pimentel da Costa Simões, coordenadora-geral de Administração no gabinete do ministro e foi enviado para o gabinete do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, para “apreciação”.
“Encaminhe-se à PF para apreciação, rogando-se a gentileza de retornar os autos ao gabinete do Ministro, caso haja necessidade, além de enviar resposta diretamente à SAL (Secretário Nacional de Assuntos Legislativos)”, diz o ofício.
O ministério ainda pede que a PF retorne os autos, caso necessário, ao gabinete do ministro da Justiça, além de informar a Secretaria de Assuntos Legislativos sobre o andamento do caso, para repasse à parlamentar petista.
Pedidos da deputada Na requisição enviada pela deputada ao Ministério da Justiça, Dandara pede que a pasta acione a PF para a preservação de provas digitais e a apuração dos fatos relacionados ao suposto crime contra a honra cometido por Flávio.
“A democracia exige liberdade de expressão. Mas exige também compromisso com a verdade, respeito às instituições e responsabilidade no debate público”, diz a deputada em postagem nas redes sociais.