A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), vai conduzir o inquérito aberto a pedido do governo federal para investigar a disseminação de notícias falsas envolvendo as enchentes no Rio Grande do Sul. As informações são do blog do Fausto Macedo.
A investigação, que tramita em sigilo, foi distribuída ao gabinete da ministra por sorteio. Como relatora, ela tem a atribuição de analisar todos os pedidos de produção da prova – como depoimentos, buscas, quebras de sigilo e prisões – que venham a ser apresentados pela Polícia Federal (PF) e pela Procuradoria-Geral da República (PGR).
Embora o ministro Alexandre de Moraes já esteja à frente do inquérito das fake news, que se debruça sobre notícias falsas e ameaças antidemocráticas, a nova investigação sobre desinformação envolvendo as enchentes foi instaurada como um processo autônomo.
O inquérito foi aberto a partir de um pedido da Secretaria de Comunicação da Presidência da República (Secom), que cobrou providências do Ministério da Justiça para contra “narrativas desinformativas e criminosas” que estariam afetando a “credibilidade” de instituições como as Forças Armadas e o governo federal.
“Solicito que providências cabíveis sejam tomadas pelos órgãos competentes desse Ministério, tanto para a apuração dos ilícitos ou eventuais crimes relacionados à disseminação de desinformação e individualização de condutas quanto para reforçar a credibilidade e capacidade operacional das nossas instituições em momentos de crise”, diz um trecho do ofício assinado pelo ministro Paulo Pimenta, chefe da Secom.
O documento menciona publicações do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) e de influenciadores de direita. Opositores do governo reagiram e acionaram a PGR. Eles alegam que há uma tentativa de “censura” a críticas legítimas.
O combate à desinformação tem sido um dos temas prioritários do trabalho da ministra no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ela assume a presidência da Corte em junho, para organizar as eleições municipais. Foi Cármen Lúcia quem elaborou, por exemplo, a resolução que proibiu a disseminação de fake news manipuladas por inteligência artificial, as chamadas deep fakes, e abriu caminho para punir plataformas que não removerem conteúdos falsos com agilidade.
Coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL) ao Planalto, o senador Rogério Marinho (PL-RN) deve ser o vice na chapa do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, diante do impasse gerado com o veto do PL ao nome da senadora Tereza Cristina (PP-MS) pela cúpula do partido dela. Para a crise não se estender, Marinho já teria aceitado o convite de Flávio, abrindo mão do papel de coordenador.
Em um ambiente político marcado pela renovação constante de nomes e discursos, poucas lideranças pernambucanas acumulam uma trajetória tão extensa na vida pública quanto a de Mendonça Filho. Com passagens pelos Poderes Executivo e Legislativo, ele construiu uma carreira marcada pela atuação em diferentes áreas da administração pública, reunindo experiência em funções estratégicas nos âmbitos estadual e federal.
Poucos nomes na política pernambucana reúnem uma trajetória tão consistente quanto a de Mendonça Filho.
Homem inteligente, íntegro e experiente, foi governador de Pernambuco, ministro da Educação e construiu uma atuação destacada no Poder Legislativo, acumulando conhecimento sobre os principais desafios do Estado e do Brasil.
Pela experiência, capacidade de diálogo e preparo para o debate nacional, Mendonça Filho representa uma excelente opção para o Senado Federal. Pernambuco precisa de parlamentares com independência, competência e compromisso com o interesse público, qualidades que marcam sua vida pública.
Administrador por formação, Mendonça iniciou sua vida pública ainda jovem, tornando-se deputado estadual aos 20 anos. Posteriormente, exerceu os cargos de secretário de Estado, deputado federal, vice-governador, governador de Pernambuco e ministro da Educação, além de retornar à Câmara dos Deputados em diferentes legislaturas. Essa trajetória lhe proporcionou conhecimento sobre os principais desafios relacionados ao desenvolvimento econômico, à educação, à infraestrutura e à gestão pública.
Durante sua passagem pelo Ministério da Educação, esteve à frente de políticas voltadas para a área educacional e participou de debates nacionais sobre o ensino brasileiro. No Congresso Nacional, teve atuação em comissões e discussões de temas de interesse para Pernambuco e para o país.
Ao longo de sua carreira, Mendonça Filho consolidou uma imagem de político experiente, com capacidade de diálogo e trânsito entre diferentes setores da sociedade e da administração pública. Seu currículo reúne experiências administrativas e legislativas que o colocam entre os nomes mais conhecidos da política pernambucana.
Com as eleições se aproximando, seu nome volta a ser citado nos debates sobre a representação de Pernambuco no Senado Federal. O histórico de cargos exercidos e a experiência acumulada fazem dele um dos protagonistas do cenário político estadual, cabendo ao eleitor avaliar, nas urnas, as propostas e os perfis apresentados pelos diferentes candidatos.
Durante décadas, o futebol brasileiro foi tratado como o verdadeiro ópio do povo – uma cortina de fumaça capaz de esconder as mazelas de um país desigual. Hoje, porém, nem essa paixão nacional consegue anestesiar a realidade. O declínio da Seleção Brasileira não é apenas esportivo; tornou-se o retrato de um país que perdeu referências, abandonou valores, planejamento e compromisso com a excelência.
Se outrora a seleção simbolizava a inesquecível “pátria de chuteiras”, hoje parece representar uma “pátria de tornozeleira”, onde criminalidade, impunidade e inversão de valores convivem com a resignação de uma sociedade que já não se surpreende com o absurdo.
Dentro de campo, falta o espírito de quem carregava o orgulho de representar milhões de brasileiros. Fora dele, prevalece a lógica do mercado. Muitos atletas milionários, acostumados à bolha de riqueza e privilégios da Europa, enxergam a convocação mais como um fardo do que como uma honra nacional. A camisa amarela perdeu a mística construída por gerações que transformaram a ginga, a criatividade, o talento e a garra em patrimônio do futebol mundial.
Há uma inquietante semelhança entre o conformismo da seleção diante das derrotas e a passividade com que o país assiste aos sucessivos escândalos políticos, descalabros econômicos e abusos institucionais. Em ambos os casos, a indignação foi substituída pela indiferença. A perda da identidade da camisa canarinho reflete um Brasil que desaprendeu a planejar o futuro, desprezou o mérito e se acomodou à cultura do improviso. O futebol reproduz o que tantas vezes se observa nas instituições públicas: desfile de vaidades, exibição de poder, ausência de planejamento e falta de compromisso com resultados duradouros.
A CBF, por sua vez, tornou-se símbolo desse modelo. Em vez de priorizar a formação de talentos, a gestão eficiente e o mérito esportivo, frequentemente transmite a imagem de uma estrutura dominada por interesses políticos, corporativos e econômicos. O sucesso beneficia poucos; o fracasso recai sobre milhões de torcedores. Enquanto isso, multiplicam-se vexames diante de seleções antes consideradas tecnicamente inferiores.
Esses resultados extrapolam o esporte. Revelam um país acostumado ao improviso, incapaz de estabelecer objetivos de longo prazo e resistente às reformas estruturais de que tanto necessita. Preferimos soluções imediatas à construção paciente de um futuro sólido.
O Brasil que encantava o mundo pela alegria, criatividade e ousadia do seu futebol perdeu essa essência. A bola murchou porque, antes dela, esvaziaram-se valores como responsabilidade, disciplina, respeito ao mérito e compromisso com o interesse coletivo.
O futebol brasileiro atravessa uma grave crise. O Brasil, porém, enfrenta algo ainda mais profundo: uma crise de identidade. Enquanto não recuperarmos a seriedade, a competência e o senso de responsabilidade na vida pública, continuaremos procurando explicações para as derrotas nos gramados, quando a verdadeira derrota começou muito antes do apito inicial.
O entrevistado do podcast ‘Direto de Brasília’ de hoje, meu projeto em parceria com a Folha de Pernambuco, é o ex-presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI) Robson Andrade. Hoje, atuando como empresário em Minas, Robson vai falar sobre o impacto da nova taxação americana aos produtos exportados para os EUA, a economia nacional, o Governo Lula, as altas taxas de juros e as eleições deste ano.
Eleito por unanimidade como presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), em maio de 2010, foi empossado oficialmente em outubro deste mesmo ano, substituindo Armando Monteiro Neto. Robson é mineiro de São João Del Rei e engenheiro mecânico formado pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
Há 30 anos, preside a Orteng Equipamentos e Sistemas Ltda, empresa sediada em Contagem, cidade da Região Metropolitana de Belo Horizonte, que produz equipamentos para os segmentos de energia, petróleo, gás, mineração, siderurgia, saneamento, telecomunicações e transportes.
O Direto de Brasília vai ao ar das 18h às 19h, com transmissão pelo YouTube da Folha de Pernambuco e do meu blog, incluindo também cerca de 165 emissoras de rádio no Nordeste.
Retransmitem o programa a Gazeta News, do Grupo Collor, em Alagoas, a Rede Mais Rádios, com 25 emissoras, na Paraíba, e a Mais-TV, do mesmo grupo, sob o comando do jornalista Heron Cid. Ainda a Rede ANC, do Ceará, formada por mais de 50 emissoras naquele Estado, além da LW TV, de Arcoverde.
Os parceiros neste projeto são o Grupo Ferreira de Santa Cruz do Capibaribe, a Autoviação Progresso, o Grupo Antonio Ferreira Souza, a Água Santa Joana, a Faculdade Vale do Pajeú e o grupo Grau Técnico.
A Polícia Federal (PF) investiga uma transferência financeira feita pela empresária Roberta Luchsinger, apontada como lobista e amiga de Fábio Luís Lula da Silva, ao ex-chefe do Gabinete Pessoal da Presidência da República Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, que deixou o cargo há duas semanas. Procurado, Marcola negou qualquer ilícito no pagamento. Ele diz que recebeu os valores, sem especificar quanto, na forma de um empréstimo, posteriormente quitado.
Roberta é investigada pela PF em casos que envolvem Lulinha, como é conhecido o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O primogênito do petista é alvo de três inquéritos abertos desde a semana passada por suspeita de cometer o crime de tráfico de influência. Oficialmente, o auxiliar de Lula deixou o cargo no Palácio do Planalto para dedicar-se à campanha à reeleição do petista. Procurada, a defesa de Roberta Luchsinger não se manifestou.
Lulinha é suspeito de ter atuado com Roberta junto ao Ministério da Saúde e ao gabinete presidencial com o objetivo de ser beneficiado no ramo da cannabis medicinal. O filho do presidente da República e Roberta também mantiveram relações com o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, suspeito de comandar um esquema de fraudes envolvendo descontos indevidos no contracheque de aposentados.
Os investigadores buscam esclarecer a origem e a finalidade dos recursos transferidos por Roberta. A empresária é apontada pela PF como uma pessoa responsável por prospectar contratos governamentais. Em depoimento prestado em um dos casos nos quais é investigada, Roberta afirmou que nunca repassou recursos ao filho do presidente e negou qualquer irregularidade em sua atuação profissional.
Em nota publicada pela coluna de Lauro Jardim, do GLOBO, Marcola confirmou ter recebido um empréstimo e alegou que a operação não teve relação com suas funções no governo. “Recebi com surpresa a matéria que trata um empréstimo pessoal contraído e já quitado como algo ilegal. Nunca tive nenhuma relação que caracterize qualquer ilegalidade no exercício de minha função”, diz a nota.
Na semana passada, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a abertura de um novo inquérito contra Lulinha após a PF fazer citações ao gabinete presidencial. Lulinha nega qualquer irregularidade, enquanto o seu pai, o presidente da República, afirmou que, “se for culpado”, o filho “vai ter que pagar como todo mundo”.
A suspeita que recai sobre o filho do presidente é ter utilizado ligações com o governo federal para benefício próprio. A representação encaminhada ao Supremo, que resume o caso ao longo de 34 páginas, também faz referência a contatos de um dos envolvidos com uma pessoa descrita como de “grande influência” no gabinete presidencial. Lulinha começou a ser investigado a partir do avanço da Operação Sem Desconto, escândalo que gera grande preocupação no governo desde o ano passado.
Quem inventou a candidatura do deputado Mendonça Filho ao Senado a ser referendada, hoje, em convenção do Partido Liberal (PL), legenda bolsonarista raiz, que banca Flávio Bolsonaro na corrida presidencial? Não precisa ir muito longe, mesmo os neófitos em política, para matar a charada: a governadora Raquel Lyra (PSD), mentora e madrinha.
Ela prepara o segundo golpe de trairagem em cima do deputado Eduardo da Fonte, escolhido para o Senado representando a federação União Progressista, depois de apunhalar mortalmente pelas costas o ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, que virou um poço de mágoa.
Raquel é malvada. Estimulou enquanto foi possível três candidatos ao Senado: Miguel, Eduardo e Fernando Dueire, mas não queria nenhum deles, porque, nos bastidores, o que se sabe é que o seu candidato in pectoris é o senador Humberto Costa (PT), que não está oficialmente na sua chapa, mas agregado na do adversário João Campos, candidato a governador pelo bloco da Frente Popular.
Política tem dessas coisas: o faz de conta e os acertos secretos. Raquel fez de contas que queria Miguel, faz de contas que aceitou Eduardo. O que deseja, na verdade, é eleger Túlio Gadelha em sua chapa e Humberto no outro lado do balcão.
Mendonça Filho devia ler Maquiavel ou buscar uma lição básica do velho Agamenon Magalhães, que dizia que a ilusão da política é pior do que a do amor. Entra para o Senado iludido que terá o apoio indireto de Raquel, que galvaniza os eleitores bolsonaristas.
Nem uma coisa nem outra. Será a próxima vítima de Raquel!
Em alerta laranja de chuvas da Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac), municípios da Região Metropolitana do Recife (RMR), Mata Norte e Mata Sul de Pernambuco já sofrem com as precipitações hoje. Paulista, cidade onde mais choveu nas últimas 24 horas, por exemplo, teve um volume de 104 mm.
A lista segue com Goiana (91 mm), Abreu e Lima (79 mm), Camaragibe (72 mm) e Recife (70 mm). Os dados são do painel de monitoramento da Apac.
O alerta laranja, que prevê pancadas com intensidade moderada a forte, é válido até às 14h30 desta terça (4). De acordo com a agência, a atualização aconteceu por conta da “intensificação do sistema meteorológico”. Além do alerta laranja, a região do Agreste também segue com aviso amarelo de precipitações moderadas.
Alerta do Inmet
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) também emitiu um alerta de “perigo potencial” de chuvas intensas na Região Metropolitana do Recife (RMR) e Zona da Mata de Pernambuco. O aviso é válido até as 10h da terça-feira (4), com precipitação entre 20 e 30 mm/h ou até 50 mm/dia, com ventos intensos (40-60 km/h).
O instituto também fornece orientações para a população impactada por chuvas. Veja abaixo:
· Em caso de rajadas de vento: (não se abrigue debaixo de árvores, pois há leve risco de queda e descargas elétricas e não estacione veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda).
· Evite usar aparelhos eletrônicos ligados à tomada.
· Obtenha mais informações junto à Defesa Civil (telefone 199) e ao Corpo de Bombeiros (telefone 193).
O presidente Lula (PT) mapeia a agenda eleitoral. Na campanha, a prioridade é eleger Fernando Haddad (PT) governador de São Paulo, que aparece 15 pontos em desvantagem em relação ao governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). Regressei ontem da capital paulista, onde cobri a convenção que homologou a candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para tentar o quarto mandato.
Por mais que volte suas atenções para o maior colégio eleitoral do País, dificilmente Lula se converterá em um bom cabo eleitoral para Haddad. Fiz minha pesquisa pessoal. Conversei com taxistas, motoristas de aplicativos, porteiros, advogados, empresários e jornalistas. Constatei que Tarcísio emplaca a reeleição facilmente.
Não tem lá uma avaliação positiva nas estrelas, mas o seu adversário é fraco, tem fama de péssimo gestor pela fracassada passagem como prefeito de São Paulo. Lula já esteve nas convenções de governadores do PT no Nordeste, como os da Bahia e Ceará. Não foi à de João Campos no Recife porque a data coincidiu com a do governador baiano, que é do seu partido, no sábado passado.
Mas é certo como dois mais dois são quatro que irá a Pernambuco reforçar o palanque do aliado João Campos, com quem esteve recentemente em duas oportunidades: na convenção do PSB, quarta-feira passada, em Brasília, e na própria convenção que homologou a candidatura de Lula à reeleição, domingo passado, em São Paulo.
Na convenção paulista, aliás, Lula se derramou em elogios ao convívio que teve com o ex-governador Eduardo Campos, pai de João, ao próprio João, a Renata, viúva de Eduardo, e Miguel Arraes, a quem considerou aliado correto, transparente e leal. Abriu espaços também para uma fala de João na convenção em um telão, quando o ex-prefeito recifense afirmou que não tinha dúvidas do tetra de Lula, a quarta eleição para o Palácio do Planalto.
Lula irá a Pernambuco na primeira semana da campanha de rua, que começa no próximo dia 15. O presidente fará um grande ato de rua no Recife e pode ir até Caetés, sua terra natal, numa agenda para “encher a bola” do seu candidato, aliado e parceiro João Campos, a quem se referiu na convenção do PSB como seu candidato do coração.
TROPEÇO VERBAL – No discurso que proferiu na convenção que homologou sua candidatura à reeleição, sábado passado, em São Paulo, o presidente Lula (PT) cometeu um ato falho, mas não se sabe se proposital ou não, ao citar Fernando Haddad como seu sucessor em 2030. Ao perceber a suposta mancada, citou que o candidato que viria a lhe suceder também poderia sair da Bahia, da Paraíba, do Ceará e, por fim, de Pernambuco. Talvez tenha sido proposital, porque, na sexta-feira, em Fortaleza, na convenção do governador Elmano de Freitas (PT), um poeta fez trocadilhos com o senador Camilo Santana presidente em 2030.
Reflexo das desigualdades – A tentativa de assalto que sofri, ontem, em São Paulo, por trombadinhas que quebraram o vidro lateral do táxi que me conduzia até o aeroporto para levar meu celular foi um dos maiores sustos que vivi no trânsito em toda a minha vida. Nunca imaginei algo tão violento e traumático. Tudo, claro, consequência das desigualdades sociais que assolam o País, sem brevidade de solução.
Tá afoito – Não é ensaio nem blefe: o deputado federal Mendonça Filho (PL) criou coragem para disputar uma das vagas ao Senado nas eleições de outubro próximo. Tudo por conta da última pesquisa Quaest, na qual desponta com 10% das intenções de voto. Também porque enxerga um vácuo na representação do universo bolsonarista na disputa por uma das duas cadeiras na chamada Casa Alta do Congresso Nacional. De largada, além do seu novo partido, o PL de Bolsonaro, já conta também com a promessa de apoio do Podemos, conforme palavra empenhada por Ricardo Teobaldo, principal líder da legenda no Estado.
Já candidato – Segundo o blog de Wellington Ribeiro, Mendonça Filho decidiu encarar a disputa por uma das vagas ao Senado Federal nas eleições deste ano. A decisão foi sacramentada ontem após uma intensa rodada de articulações políticas que consolidou um amplo bloco de apoio em torno da sua candidatura. “Ao longo do dia, Mendonça se reuniu com o ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, o deputado federal Fernando Filho e o deputado estadual Antônio Coelho, todos do União Brasil. Durante o encontro, o grupo não apenas confirmou apoio ao projeto, como também colocou à disposição toda a sua estrutura política para fortalecer a candidatura ao Senado”, relatou Wellington.
Bola cheia – Durante a convenção de João Campos, sábado passado, o deputado federal Lucas Ramos (PSB), candidato à reeleição, reafirmou o compromisso com as pautas prioritárias da população pernambucana e destacou que a continuidade da sua atuação no Congresso Nacional é fundamental para a manutenção de conquistas e avanços sociais. “O mandato em Brasília permitirá dar continuidade à maior e mais nobre missão, que é mudar para melhor a vida das pessoas, inaugurar novas possibilidades e criar mais oportunidades para os brasileiros, em especial as famílias pernambucanas”, afirmou. Lucas sairá de Petrolina com uma votação expressiva. Será um dos mais votados da Frente Popular.
CURTAS
NEUTRALIDADE – O presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, disse, ontem, ao candidato do PL, Flávio Bolsonaro, que 17 dos 27 diretórios estaduais do partido decidiram pela neutralidade na disputa presidencial. Presidente estadual em Pernambuco, o ex-ministro Sílvio Costa Filho já tinha cantado essa bola.
MAIS UM – A Polícia Federal pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a abertura de um terceiro inquérito contra Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula (PT), para investigar a suposta ocorrência do crime de tráfico de influência. Ainda não há informação sobre quem é o relator do caso. Outros dois pedidos de investigação, também por tráfico de influência, caíram por sorteio com o ministro do STF André Mendonça, que decidiu instaurar os procedimentos.
CONFLITOS – O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Edson Fachin, apresentará, hoje, uma proposta de resolução para instituir uma política nacional de prevenção e gestão de conflitos de interesses no Judiciário. O texto estabelece diretrizes para que tribunais identifiquem e tratem previamente situações que possam colocar em dúvida a imparcialidade de magistrados e servidores, como a participação em eventos custeados por terceiros, o recebimento de presentes e as relações com grandes litigantes. O STF, por não ser subordinado ao conselho, fica fora das regras.
O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Kassio Nunes Marques, disse, nesta segunda-feira (3), que a urna eletrônica é patrimônio da democracia brasileira. A declaração foi feita durante a abertura dos trabalhos do segundo semestre da Corte e da primeira edição da Semana Nacional do Sistema Eletrônico de Votação.
“O objetivo é ampliar o conhecimento da sociedade acerca das diversas etapas do processo eleitoral e reafirmar, por meio da transparência, da informação qualificada e da participação cidadã, a robustez, auditabilidade e a permanente evolução tecnológica de um sistema que constitui um patrimônio da democracia brasileira”, afirmou o magistrado. As informações são da CNN.
Como parte da programação, o TSE realizou nesta segunda a abertura pública de uma urna eletrônica. No ato simbólico, transmitido ao vivo pela internet, o equipamento foi desmontado para que seus componentes internos e seu funcionamento fossem apresentados à população.
Foi a primeira vez que a Corte realizou o procedimento publicamente.
Segundo o TSE, a iniciativa busca ampliar o conhecimento da população sobre o funcionamento das urnas e os mecanismos de transparência, segurança e auditoria do sistema eletrônico de votação.
Em outubro, mais de 158 milhões de eleitores vão às seções eleitorais para escolher candidatos a seis cargos diferentes, o que exige um esforço logístico por parte da Justiça Eleitoral. No total, 563 mil urnas serão usadas nas Eleições de 2026.
A volta dos trabalhos legislativos na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) foi marcada pela homenagem ao ex-deputado estadual Waldemar Borges, falecido no início de julho, em decorrência de um câncer.
O presidente da Casa de Joaquim Nabuco, deputado Álvaro Porto (MDB), solicitou um minuto de silêncio em memória do parlamentar. A sessão plenária desta segunda (3) foi a primeira do deputado estadual Cayo Albino (PSB), após ter assumido a vaga deixada por Borges. As informações são do Blog da Folha.
Votação Na retomada dos trabalhos, os parlamentares aprovaram, em primeira discussão, um substitutivo da Comissão de Administração reunindo os projetos de lei (PLs) nº 1936/2024 e nº 2742/2025, dos deputados João Paulo Costa (PT) e Romero Albuquerque (PSB), respectivamente.
A proposição obriga bares e restaurantes a disponibilizarem internet gratuita para acessar o menu digital, além de prever uma cota mínima de cardápios físicos para os clientes.
Também recebeu aval a criação da Política de Atenção Integral à Saúde da Mulher em Pernambuco. O texto é um substitutivo da Comissão de Justiça unificando os PLs nº 222/2023, da Delegada Gleide Ângelo (PP), e nº 1855/2024, de William Brigido (PSD). A proposição busca atender às necessidades de saúde física e mental das pernambucanas nas diversas fases da vida.
O Republicanos recusou, nesta segunda-feira, 3, o convite para compor aliança e indicar a candidata a vice-presidente na chapa do senador Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pela Presidência da República. A decisão foi comunicada pelo presidente nacional da sigla, Marcos Pereira, ao partido dos Bolsonaros e será formalizada na convenção nacional da legenda nesta terça-feira. O PL trabalhava para ter Daniella Marques, ex-presidente da Caixa, como vice.
Como antecipou a Coluna do Estadão, numa reunião com Flávio, o coordenador de sua campanha ao Planalto, senador Rogério Marinho (PL-RN) e o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, Pereira apresentou o resultado de uma consulta realizada junto a todos os diretórios estaduais do partido. O levantamento constatou que a maioria absoluta dos diretórios — 17 deles — optou pelo caminho da independência institucional no pleito nacional.
Nove unidades da Federação manifestaram preferência por Flávio Bolsonaro. Entre estas está São Paulo, maior colégio eleitoral do País, comandado pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), candidato à reeleição.
Apenas em um Estado, Pernambuco, o Republicanos defendeu fechar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O apoio ao petista inclusive já foi anunciado pelo comando local da legenda.
Na conversa com a equipe de Flávio, Marcos Pereira disse que não se trata de omissão, nem representa ausência de princípios ou de posicionamento político do partido Para ele, a neutralidade é necessária por reconhecer a realidade de uma legenda que cresceu de forma expressiva em todas as unidades da federação e que precisa respeitar os acordos locais.
Além disso, ele destacou que a prioridade agora é eleger mais deputados federais e senadores, para fortalecer sua representação no Congresso Nacional, ter mais peso nas votações e ajudar na governabilidade.
Como mostrou a Coluna, nos bastidores, a cúpula do Republicanos coleciona mágoas dos Bolsonaros. Além disso, não vê nenhuma vantagem em entrar em bola dividida numa eleição tão radicalizada.
Decisão sobre o segundo turno não está em discussão ainda O partido prepara uma nota conjunta das Executivas nacional, estaduais e das bancadas na Câmara dos Deputados e no Senado, para anunciar publicamente a decisão.
No texto, a legenda vai reiterar seu compromisso com pautas institucionais e econômicas, destacar a defesa da democracia, da liberdade, da responsabilidade fiscal, da segurança jurídica, da família e do desenvolvimento econômico e social.
Também vai reforçar que a decisão é resultado de “um processo coletivo, transparente e democrático”, que respeita a diversidade de um partido de dimensão nacional sem abrir mão de sua unidade e de sua responsabilidade com o Brasil.
Por ora não está em discussão como o partido vai se posicionar no eventual segundo turno da corrida ao Planalto.
Federação PP-União Brasil ficará neutra
As opções para vice na chapa de Flávio Bolsonaro ficam cada vez mais limitadas. O PP, um dos principais partidos do Centrão, virou as costas para o senador e anunciou na última sexta-feira, 31, que manterá neutralidade na disputa presidencial.
A decisãofrustrou os planos do senador de ter a ex-ministra da Agricultura Tereza Cristina (PP-MS) como candidata a vice e de ampliar o tempo de rádio e TV de sua campanha.
Lideranças do PP afirmam que a decisão de rejeitar uma aliança com Flávio Bolsonaro decorre da estratégia eleitoral da legenda. O objetivo do Progressistas é, ao lado do União Brasil, com quem forma uma federação, eleger a maior bancada da Câmara.
O PL ainda tenta diálogo com o Podemos. Convidada para compor como vice a chapa, a presidente nacional da legenda, Renata Abreu, deixou nas mãos da Executiva Nacional da legenda a decisão. O colegiado tem até quarta-feira, 5, para bater o martelo.
O Podemos, entretanto, tem situação similar ao do Republicanos. Tem como meta ampliar sua bancada no Congresso e possui arranjos locais heterogêneos, o que pressiona a sigla para a neutralidade.
Se confirmado esse quadro, restará a Flávio uma chapa puro sangue do PL. O que, consequentemente, gera risco de ter o viés bolsonarista mais radical incrustrado na campanha do filho “Zero Um” de Jair Bolsonaro.
Em entrevista ao programa Frente a Frente, do UOL, na noite desta segunda-feira (3), o candidato ao governo de Pernambuco, João Campos (PSB), afirmou que apoiadores da governadora e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), montam um “verdadeiro gabinete do ódio” e perseguem ele e sua família.
A conversa foi intermediada pela colunista do UOL Daniela Lima e pelo editor da coluna Painel, da Folha de S.Paulo, Fábio Zanini.
Ao ser questionado sobre o avanço de Raquel Lyra, principal adversária na corrida eleitoral, nas pesquisas, o candidato faz uma análise sobre o principal desafio a ser combatido.
“A gente está enfrentando um desafio de reeleição. A reeleição, como algumas pessoas falam, é uma das instituições mais poderosas do Brasil. Eu enfrentei a reeleição aqui para prefeito e tive 78% dos votos; o segundo colocado teve 12%. Então, é natural. O estranho seria se um governo não reagisse minimamente perto de uma reeleição”, diz.
Além disso, o ex-prefeito do Recife afirma que o eleitorado da atual gestão de Pernambuco está utilizando uma estratégia muito popular na extrema-direita desde as últimas eleições: a de informações sensacionalistas e ataques de ódio.
“Foi montada uma estrutura de ódio, de ataque e de fake news, um verdadeiro gabinete do ódio, lastreado pelos apoiadores da governadora, possivelmente financiado de alguma forma não esclarecida. Isso foi utilizado há mais de um ano e meio, diariamente, mentindo, caluniando e difamando não só o meu mandato como prefeito, mas também a minha família, minha esposa, sem medir nenhum limite na ordem dos ataques”, ressalta.