A corridinha diária de 8 km, hoje, foi em Brasília, nas quadras residenciais entre a 202 e a 212 Norte. O frio já foi embora e a umidade relativa do ar baixou muito, em média 10%, só comparado a um verdadeiro deserto.
A corridinha diária de 8 km, hoje, foi em Brasília, nas quadras residenciais entre a 202 e a 212 Norte. O frio já foi embora e a umidade relativa do ar baixou muito, em média 10%, só comparado a um verdadeiro deserto.
Por Agência O Globo
A carta golpista publicada pelo candidato derrotado à Presidência Flávio Bolsonaro foi ignorada por três em cada quatro políticos eleitos pelo PL no pleito deste ano, ampliando o isolamento do senador na direita. Levantamento do jornal O Globo com os 155 escolhidos para representar o partido no Congresso e nos governos estaduais mostra que 117 ignoraram o texto (75%), enquanto 38 compartilharam ou defenderam o conteúdo do documento.
A baixa adesão reflete o movimento concreto de dirigentes partidários, que buscam convencer o filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro a largar a tese de que houve fraude nas urnas, já que não há qualquer indício de que isso ocorreu. Insistir no tema, segundo essas pessoas, compromete a agenda da oposição e pode desgastar a imagem da legenda, além de provocar possíveis reações institucionais.
Leia maisFlávio, por sua vez, planeja ir à capital dos Estados Unidos, Washington, na próxima semana. Após uma operação de fuga, o parlamentar desembarcou em Miami, com o apoio de integrantes do governo Donald Trump e Javier Milei, da Argentina. A ideia é iniciar uma interlocução direta com integrantes do governo americano.
Após descumprir uma determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para entregar seus passaportes, Flávio divulgou uma carta na qual alegou fraude nas urnas e chegou a se declarar o “verdadeiro presidente eleito”.

Manifestações públicas
O candidato do PL foi derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva por uma diferença de 4,4 milhões de votos. Logo depois da publicação do documento, pressionado por aliados no Brasil, Flávio alterou o termo para “líder do Brasil”. Ele manteve, porém, os questionamentos ao resultado da disputa presidencial.
O levantamento do Globo revela, por outro lado, que 86% dos eleitos pelo partido não reconheceram publicamente a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva na eleição em suas manifestações.
O universo analisado engloba 121 deputados federais, 28 senadores e seis governadores. O Globo analisou publicações em redes, entre vídeos e mensagens dos eleitos pelo PL após o segundo turno.
Neste segundo recorte, o levantamento considera de um lado a ausência de manifestações públicas e o questionamento ao resultado das urnas; e do outro o reconhecimento da vitória de Lula. Entre os que não se manifestaram publicamente, portanto, há os que aceitam o resultado das urnas, mas optaram pelo silêncio.
Na direção oposta a de Flávio, um grupo reconheceu publicamente a vitória de Lula. Entre eles estão o senador Marcio Bittar (AC), os deputados André Fernandes (CE), Major Vitor Hugo (GO) e Rosangela Moro (PR).
Ex-líder do governo Bolsonaro na Câmara, Major Vitor Hugo afirmou que a diferença de votos e o reconhecimento do resultado pelas instituições tornavam improvável uma reversão. “Nós somos 60 milhões de brasileiros que votaram no Flávio, somos uma grande bancada. O TSE e vários chefes de Estado já reconheceram a eleição, não importa o que você ou eu achamos. Foram mais de quatro milhões de votos de diferença e é muito difícil haver uma reversão deste resultado”, declarou.
André Fernandes também descartou alimentar questionamentos sobre as urnas, embora tenha atribuído a derrota à campanha adversária. “O resultado foi esse. Eu não vou aqui falar sobre urna, golpe, não vou falar sobre isso. Porque eu sei que muita gente votou sim no Lula porque acreditou em mentiras, em promessas vazias que não serão cumpridas”, afirmou.
Entre os que endossaram a carta de Flávio estão os senadores Magno Malta (ES) e Jorge Seif (SC), o senador eleito Gustavo Gayer (GO) e os deputados José Medeiros (MT) e Nikolas Ferreira (MG). A adesão de integrantes próximos ao ex-candidato evidencia as dificuldades da direção partidária para afastar a legenda do discurso de contestação.
Uma das manifestações mais enfáticas foi a da deputada Magda Mofatto (GO), que compartilhou o documento e incentivou sua divulgação no Brasil e no exterior. “Essa carta estará nos livros de história e é um relato sincero e puro do momento que vivemos em nosso país”, escreveu.
Gayer sustentou que o resultado seria matematicamente impossível e divulgou um vídeo no qual leu a carta de Flávio. Magno Malta também levantou acusações de fraude e questionou a vitória de Lula. Nikolas, apesar de ter comentado sobre a carta, reconheceu a dificuldade de reverter o resultado eleitoral. “Conhecendo o nosso país, a chance de anular é praticamente nula, então temos que seguir”, afirmou.
Preocupação
Integrantes do PL temem que o senador reforce as acusações de fraude ou faça novas declarações que ampliem o desgaste da legenda. A avaliação é que o discurso adotado por Flávio pode comprometer os esforços para reorganizar a oposição e dificultar a construção de alianças no Congresso, especialmente num momento em que o partido tenta ampliar sua influência nas duas Casas.
O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, criticou publicamente a manifestação na quinta-feira, após visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo o dirigente, a carta não foi aprovada pelo partido, que pretende concentrar seus esforços na reorganização da oposição e na atuação no Congresso.
Segundo aliados, um dos principais objetivos de Flávio em viagem à capital americana é conseguir uma reunião com o secretário de Estado, Marco Rubio, que participou das negociações para permitir sua entrada no país. Uma audiência com o próprio Trump também chegou a ser considerada, mas interlocutores do senador avaliam que seria difícil viabilizar a reunião neste momento.
Flávio pretende aproveitar os contatos construídos durante a campanha para ampliar sua articulação política com integrantes do governo republicano. Além de Rubio, aliados mencionam possíveis encontros com representantes do Departamento do Tesouro, comandado por Scott Bessent, e parlamentares republicanos.
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Uma colisão entre veículos na madrugada deste sábado (31) acabou com uma vitima fatal: João Caio Pereira Rodrigues Melo, filho do ex-prefeito de Triunfo, no sertão pernambucano, João Batista Rodrigues. O acidente ocorreu nas imediações do distrito de Jatiúca, em Santa Cruz da Baixa Verde. João Caio tinha apenas 26 anos. As informações são do Farol de Notícias.
Segundo informações da Polícia Militar, um automóvel modelo Wolkswagen Polo, de cor branca, com a placa da Bahia, teria colidido frontalmente com a motocicleta conduzida por João Caio.
Segundo informações de populares, o acidente ocorreu por volta das 00h06 e o condutor do Polo fugiu sem prestar socorro. A vítima morreu ainda no local do acidente.
Por Anthony Santana e Maysa Sena
Do Blog da Folha
A eleição brasileira realizada no último domingo desmontou o roteiro desenhado pelo primeiro turno e transformou o Brasil em assunto nos países de todo o mundo. A disputa culminou na vitória do presidente Lula (PT), com 51,79% dos votos válidos, o equivalente a mais de 64 milhões de votos, contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), que teve 48,21%, cerca de 59 milhões de votos.
Um quadro bastante distinto do primeiro turno do pleito, realizado no dia 4 de outubro, o senador havia terminado na frente, com 47,03% contra 45,16%. Foi a primeira virada em um segundo turno presidencial na história do Brasil.
Leia maisA reação internacional veio em poucas horas. Os chefes de estado Emmanuel Macron (França), Pedro Sánchez (Espanha), Narendra Modi (Índia), Cyril Ramaphosa (África do Sul) e Claudia Sheinbaum (México) estiveram entre os líderes que saudaram o resultado.
Por outro lado, os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da Argentina, Javier Milei, que haviam declarado apoio a Flávio, ficaram em silêncio. Derrotado, Flávio Bolsonaro disse que não reconhecia o resultado e que pediria a anulação da eleição.
O resultado da eleição brasileira representou um freio ao avanço da direita na América Latina acendendo um alerta para líderes políticos de direita. Enquanto movimentos de esquerda de outros países sinalizam intenção de replicar estratégias adotadas pela campanha de Lula. Além disso, a estratégia de questionamento do resultado das urnas pode embasar movimentos semelhantes em outros países como os Estados Unidos e Israel.
Mobilização
O reconhecimento de líderes da esquerda no mundo não se restringiu à vitória nas urnas. A experiência brasileira de mobilização política nas redes sociais tem despertado interesse no exterior. Na Espanha, o primeiro-ministro Pedro Sánchez convidou o deputado federal André Janones (Rede-MG) para contribuir com a campanha política, em uma tentativa de absorver a estratégia de comunicação digital que o parlamentar capitaneou no Brasil.
Inspirados no chamado “Exército de Lula”, grupo de WhatsApp da campanha petista, canais criados por movimentos de esquerda na Espanha, França e Argentina registraram crescimento expressivo de integrantes, replicando a lógica adotada no Brasil.
Análise
Especialistas ouvidos pela Folha de Pernambuco leem o episódio por ângulos distintos: há quem veja na vitória um freio à onda conservadora que vem ocupando países da América do Sul; e há quem enxergue a conquista petista como um caso de eficiência na conversão de apoio em votos, sustentada pela máquina de governo e por uma campanha de medo e de retenção do eleitorado.
O professor e colunista da Folha de Pernambuco Luiz Otavio Cavalcanti apresenta duas principais leituras. A primeira é de que a direita avançou na Europa, nos Estados Unidos e na América Latina, e havia a expectativa de que o Brasil, país mais importante sul-americano, entrasse nessa roda. Segundo ele, a vitória da esquerda frustrou a estratégia de Donald Trump, que busca fazer o Brasil virar à direita.
“Imagine se Flávio Bolsonaro tivesse ganhado e o Brasil se inscrevesse na roda da direita: teria sido um fator de desequilíbrio continental. Com a vitória de Lula, estabeleceu-se uma simetria de poder. A geopolítica continental e a mundial reconhecem que o Brasil encarou o modismo da direita e se saiu muito bem, porque estabeleceu essa simetria na América Latina e enfrentou o poder dos Estados Unidos”, afirma.
Outro ponto levantado pelo especialista é sobre Lula. Cerca de 90 países teriam enviado mensagens ao petista, segundo Luiz Otávio, que vê nisso uma “chuva de rosas”. “É uma coisa muito expressiva no mundo de hoje, um mundo tão dividido e tão complexo”, avaliou, ao lembrar que Lula, aos 80 anos, é eleito pela quarta vez presidente.
Direita
Entre os que saudaram o resultado houve também governos de direita, como o do Equador, de Daniel Noboa, aliado de Trump. O silêncio de Trump e de Milei, que até agora não reconheceram a vitória de Lula, foi a exceção que mais chamou a atenção para Cavalcanti. Trump foi além: na segunda-feira (26), disse que a eleição “pareceu mais uma eleição fraudada”, embora a declaração não represente uma decisão formal dos Estados Unidos de não reconhecer o resultado proclamado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Em outro movimento, o senador Flávio Bolsonaro recebeu autorização do governo americano para permanecer por 1 ano nos Estados Unidos. A iniciativa incomodou aliados do presidente reeleito, que vem mantendo uma relação de desencontros com o governo Trump.
Luiz Otávio interpreta a postura de Milei como “extravagância” política. Sobre Trump vê “no fundo, um pouco de ciúme” de Lula, que, de idade semelhante ao republicano, conquista novo mandato. O professor resume as lições entre a vitória da democracia e a vitória da qualidade política. “Que lição o Brasil está dando ao mundo: num momento em que o mundo está conflagrado, açoitado pelos autoritarismos, o Brasil exibe uma democracia forte, de vigor democrático”, analisou.
Repercussão
Para a cientista política Priscila Lapa, a repercussão internacional está ligada à força da agenda em defesa da democracia e à capacidade de mobilização política vista no Brasil. O momento de questionamento sobre o quão estáveis são as instituições democráticas ao redor do mundo fizeram o resultado da eleição brasileira ganhar destaque, segundo ela.
“A eleição brasileira foi um indicativo de que é possível resistir a essa onda e fortalecer a democracia pela representação de um sentimento de esperança”, pontuou.
Embora o movimento provocado pela esquerda no Brasil esteja relacionado a questões políticas e históricas particulares ao país, a especialista acredita que a experiência pode ser levada como referência por outros países.
“Existe uma conjuntura no Brasil de resistência democrática que pode ser espelhada para o mundo. Mas essas questões também estão, de alguma forma, presentes em outros países e continentes, de modo que podem ganhar força, a partir da experiência brasileira, outros movimentos semelhantes ao redor do mundo”, frisou.
Peso
Já para o cientista político e professor do Departamento de Ciência Política da Universidade Federal do Piauí (UFPI), Elton Gomes, o resultado surpreende porque contraria o que os instrumentos de aferição da opinião pública indicavam. Segundo ele, a maior parte das pesquisas públicas apontavam Flávio à frente na disputa.
“Foi surpreendente porque quebrou uma tendência que se verificou no primeiro turno e que não se manteve no segundo”, avalia. Gomes chama atenção para a posição do Brasil no mapa político latino-americano. Para o cientista político, o tamanho da economia e a influência do país na região impedem que o resultado seja analisado nos mesmos moldes aplicados aos vizinhos. Ele observa que Brasil e México permanecem sob governos de esquerda, enquanto outras nações registraram vitórias de candidatos de direita, de espectro populista ou moderado.
O professor pondera, no entanto, que a permanência de Lula no Planalto não representa uma virada completa do eleitorado brasileiro. O desempenho da oposição nas eleições para o Congresso e as assembleias legislativas, segundo o especialista, demonstra que essas correntes também têm força no país. A diferença aparece na escolha para o comando do Executivo, cargo que concentra a identificação mais direta da população com o governo.
Elton Gomes afirma que essa combinação faz do Brasil um caso particular na região, sem que seja possível classificá-lo simplesmente como contrário à tendência dos países vizinhos. Ainda segundo ele, a comparação precisa considerar as nuances próprias de cada país.
“Mesmo os países mais comparáveis com o Brasil na região, que são essencialmente três, Argentina, Chile e México, são países com características muito próprias. A escala da economia, da política, da importância do Brasil supera esses todos”, avalia.
Redes sociais
Ao analisar a estratégia das campanhas nas redes sociais que vem ganhando destaque no mundo, Elton Gomes compara a organização digital do bolsonarismo com a do petismo, destacando que, diferentemente da estrutura descentralizada e pulverizada da direita, o petismo conseguiu transferir para as redes sociais práticas de comunicação consolidadas nas mídias tradicionais. Segundo ele, essa estratégia foi fundamental para reter eleitores e reduzir deserções durante a disputa eleitoral.
“A força de uma candidatura não pode ser medida apenas pela intensidade da sua militância, nem pela popularidade nas redes sociais, ou somente pela rejeição adversária. Os dois (candidatos) eram muito rejeitados. O que importa é a capacidade de transformar apoio político em votos efetivos, especialmente entre os eleitores menos ideologizados”, definiu o especialista.
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Dos perdedores, a quem Raquel vai estender a mão?
Quando a governadora Raquel Lyra (PSD) voltar do seu passeio pela Europa encontrará um ambiente de muita ansiedade entre seus aliados que não lograram êxito nas urnas e que sonham acordados com um lugar ao sol para sobrevivência política. Pela primeira vez no Estado uma gestora é reeleita sem puxar um só senador da sua chapa.
Enquanto João Campos (PSB), derrotado por ela, comemora com Lula em Brasília a eleição dos seus dois senadores – Humberto Costa (PT) e Marília Arraes (PDT) – a governadora se vê diante de um cenário desafiador para abrigar em sua gestão políticos da dimensão de Eduardo da Fonte (PP), não eleito senador, e Túlio Gadelha (PSD), que trocou uma reeleição de federal certa por uma aventura ao Senado.
Leia maisAventura, diga-se de passagem, criada, estimulada e fomentada pela própria governadora, na tentativa inútil de dar uma conotação mais à esquerda na sua chapa, pela ligação de Túlio com o presidente Lula e segmentos da base de apoio do presidente no Congresso.
Há também Miguel Coelho (UB), que não conseguiu chegar à Câmara dos Deputados. Isso sem falar de “aliados” que complicaram a chapa majoritária governista, como é o caso de Mendonça (PL), às turras com o deputado Lula da Fonte (PP), filho de Eduardo. Raquel não apoiou oficialmente Mendonça, mas nada fez para convencê-lo a retirar a candidatura ao Senado, para não prejudicar, como assim o fez, o projeto de Eduardo da Fonte rumo à Casa Alta.
Essas lideranças e também deputados federais e estaduais não reeleitos aguardam uma palavra de Raquel para entender a equação que ela vai armar na acomodação dos aliados derrotados em sua gestão.
Muitos políticos e ex-integrantes do governo que apostaram na continuidade do seu projeto político estão desempregados. A comemoração de uma vitória pessoal de Raquel contrasta com o insucesso nas urnas de tanta gente próxima. No seu primeiro mandato, ela concentrou as decisões, com pouca disposição para compartilhar responsabilidades. Na reta final da campanha, porém, precisou abrir espaços e assumir compromissos para garantir o apoio necessário à reeleição.
Agora, todos querem saber se essas concessões serão mantidas ou se, passada a eleição, tudo voltará a ser como antes. Conhecendo o histórico da governadora, há motivos para desconfiar. Raquel nunca demonstrou grande disposição para dividir o protagonismo. O desafio, agora, é transformar os compromissos eleitorais em participação efetiva no governo, com espaço para os aliados nas decisões e na gestão.
Enquanto isso, a vitória de Lula abre novas perspectivas para lideranças pernambucanas que poderão ocupar espaços relevantes na estrutura federal, fortalecendo uma oposição que saiu da eleição com motivos para se reorganizar.
Raquel volta do exterior com uma conta política para administrar. Muitos dos que trabalharam por sua vitória estão sem mandato e dependem de suas decisões para continuar na vida pública. A pergunta é se a governadora mudou ou se continuará governando como antes. Afinal, ela pode até não gostar de encostos, mas não faltam políticos encostados à espera de uma decisão sua.
Por enquanto, todos aguardam. E o milagre que esperam é simples: que Raquel finalmente compreenda que vencer uma eleição não significa ter o direito de governar sozinha.
TIMING NO PASSEIO – Raquel deu, ontem, um timing nos passeios pela Europa e se reuniu com diretores da Agência Francesa de Desenvolvimento, em Paris, para tratar de propostas relacionadas à modernização da frota de ônibus da RMR. Conheceu também alternativas de descarbonização dos veículos, para reduzir a emissão de gases do efeito estufa, além de possibilidades para a ampliação do abastecimento de água em todo o estado. “Quero agradecer muito pela recepção para tratar de temas tão relevantes, que irão assegurar maior desenvolvimento para nossa região. Vamos ter um encontro em Recife também para continuar avançando e garantir um Pernambuco cada vez mais forte”, disse Raquel, ao final do encontro.

Silvio Filho na Articulação – Depois de servir ao Governo 3 de Lula na pasta de Portos e Aeroportos, o deputado pernambucano Sílvio Costa Filho (Republicanos) está cotadíssimo para uma outra missão na era 4 do petista: tentar desatar o nó da articulação política do Governo, no Ministério das Relações Institucionais. Silvinho, como é tratado, é muito habilidoso, tem um estilo muito parecido com o de Marco Maciel e com certeza terá êxito na nova função.
João cotado para Cidades – Já o presidente nacional do PSB, João Campos, também será convocado pelo presidente Lula. Fala-se que pode ocupar o Ministério das Cidades ou o de Ciência e Tecnologia. Como se revelou excelente gestor de uma cidade complexa de se administrar como a capital pernambucana, João pode ser muito mais útil a Lula e ao País na condução de políticas públicas direcionadas aos grandes centros urbanos e também às pequenas cidades.
Sombra e água fresca – Já o ministro José Múcio Monteiro, também pernambucano, há muito tempo tem pensado em encerrar a sua missão no Ministério da Defesa, pasta que ocupa na cota pessoal do presidente Lula, que não quer perdê-lo. O petista tem lá suas razões: extremamente hábil, Múcio pacificou as Forças Armadas, que viveram momentos de muita tensão, divisão e conflitos na gestão Bolsonaro. Múcio, entretanto, alega que já deu a sua contribuição e quer, a partir de agora, sombra e água fresca.

Lula insiste em Jorge para o STF – Na semana em que venceu as eleições numa virada histórica, Lula mandou um recado para ministros do Supremo Tribunal Federal: vai insistir na indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para a vaga que está em aberto na corte. Apesar do lobby feito por ministros do tribunal, entre eles Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Gilmar Mendes, para a indicação de Rodrigo Pacheco para o lugar de Luís Roberto Barroso, o presidente deixou claro que tem outros planos, como informou o colunista Lauro Jardim, de O Globo.
CURTAS
ESCLARECIMENTOS – O Ministério das Relações Exteriores convocou a encarregada de negócios da embaixada da Argentina no Brasil, María Emilia Cortés, para pedir esclarecimentos sobre a passagem do senador Flávio Bolsonaro pelo país vizinho durante sua fuga para os Estados Unidos.
INFORMAÇÕES – A diplomata compareceu ao Itamaraty na quinta-feira e foi recebida pelo responsável por assuntos relacionados à América do Sul. Durante o encontro, foram solicitadas informações e esclarecimentos sobre a recente passagem do candidato derrotado pelo território argentino e seus desdobramentos.
INCÔMODO – Segundo interlocutores da diplomacia brasileira, a convocação tem, por si só, o significado de demonstrar um incômodo do governo Lula com o episódio. Apesar disso, a reunião transcorreu normalmente, seguindo as práticas diplomáticas habituais para esse tipo de contato. Ainda não há informações sobre como o governo argentino responderá ao pedido de esclarecimentos.
Perguntar não ofende: Onde Raquel vai abrigar tanta gente desempregada?
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O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) destacou interlocutores para buscar uma aproximação com partidos do Centrão com o objetivo de discutir a governabilidade em seu quarto mandato e o espaço dessas siglas na Esplanada. Aliados do petista dizem, no entanto, que o Palácio do Planalto pretende exigir uma nova postura dessas legendas e cobrará fidelidade integral, o que não aconteceu neste terceiro mandato.
Na formação de seu atual ministério, Lula distribuiu pastas para partidos que se declararam independentes ao longo dos anos e não necessariamente votavam com o governo no Congresso. Além disso, no segundo turno, legendas com assento na Esplanada aderiram à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), adversário do presidente nas eleições. As informações são do jornal O GLOBO.
Leia maisEssa postura foi alvo de queixas do Planalto e levou à exoneração de indicados políticos de lideranças desses partidos na máquina federal, como aliados do ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL).
De acordo com duas pessoas que acompanham esse diálogo com o Centrão, a ideia é cobrar “fidelidade total” desses partidos como premissa para ter espaço no primeiro escalão do petista. Um deles afirma que é melhor uma base menor no Congresso, mas coesa e leal, do que uma composição que não esteja alinhada com os interesses do Planalto. Outro diz que só terá ministério quem votar 100% com o governo.
Essa avaliação foi compartilhada por dirigentes petistas em reunião da executiva do partido nesta quinta-feira. Governistas reconhecem, no entanto, a dificuldade de impor um apoio unânime dessas siglas, já que muitas delas têm representantes da oposição a Lula.
Segundo relatos, estão marcadas para os próximos dias conversas com representantes de PSD, Republicanos, MDB, Podemos e Progressistas. Também está no radar buscar o diálogo com PSDB, Avante e União Brasil.
Em entrevista ao GLOBO, o presidente do PT, Edinho Silva, disse que as conversas vão se dar com os comandos das legendas, e não com as alas dessas siglas.
— Nós vamos conversar com os partidos. Os partidos que queiram estar conosco têm que ter lealdade a esse projeto liderado pelo presidente Lula.
O Planalto também aposta na relação de proximidade estabelecida com os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), para buscar arregimentar uma base de apoio às propostas de interesse do próximo governo.
A busca por uma base de apoio ganha forças no próximo ano, diante de um crescimento expressivo do PL no Congresso, além de aliados do bolsonarismo que estão em outros partidos. A sigla de Flávio Bolsonaro terá as maiores bancadas nas duas Casas, com 121 deputados e 28 senadores. A federação do PT (com PV e PC do B) e os demais partidos de esquerda (PSOL, Rede, PSB e PDT) juntos têm 124 deputados e 15 senadores.
Apesar desse cenário desfavorável no Congresso, aliados de Lula dizem apostar na pressão popular e na mobilização da juventude, que tomou as ruas no segundo turno, além da atuação nas redes sociais — sobretudo por meio do canal de WhatsApp “Exército do Lula”, criado por André Janones (Rede-MG) e que reúne mais de 10 milhões de integrantes— para fazer esse enfrentamento no Parlamento.
Lideranças petistas também defendem que Lula abra espaço nos ministérios que possuem gabinete no Palácio do Planalto a partidos aliados, como forma de sinalizar um governo mais amplo que reflita os apoios recebidos no segundo turno da disputa contra Flávio Bolsonaro. No atual mandato, essas pastas ficaram restritas ao PT e ao PSOL.
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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) voltou a questionar o resultado das eleições presidenciais durante uma transmissão ao vivo no Instagram, feita de Miami, nos Estados Unidos, nesta sexta-feira (30/10).
Derrotado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno, o parlamentar afirmou que há situações “matematicamente impossíveis” de serem explicadas sem uma suposta interferência no processo eleitoral, mas não apresentou provas de fraude. As informações são do Metrópoles.
Leia mais“A gente tá falando de uma atuação política partidária na mais alta Corte desse país. Então, é aquela situação que você não tem a quem recorrer caso você se sinta vítima de uma injustiça. Eu acho que até muitos de vocês estão me assistindo aqui agora se coloca no meu lugar e talvez tivessem tomado a mesma iniciativa”, afirmou.
Na sequência, o senador voltou a levantar suspeitas sobre o processo eleitoral, sem apresentar elementos que sustentassem as acusações.
“Muitas coisas estão sem explicação dessas eleições matematicamente impossíveis de terem ocorrido no mundo real sem que houvesse como eu falei algum gol de mão”, declarou.
Foi a primeira manifestação ao vivo do senador desde a divulgação de uma carta, na quarta-feira (28/10), na qual se declarou o “verdadeiro presidente eleito do Brasil“.
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Após críticas de aliados, a senadora eleita Michelle Bolsonaro (PL) disse que Bolsonaro pediu união da direita e orientou o grupo a não procurar culpados pelo resultado da eleição.
Em uma publicação nas redes sociais, Michelle também agradeceu aos políticos que se engajaram na campanha do enteado e pediu que os aliados não caiam em “enganações daqueles que sempre semeiam o ódio, a mentira e provocam a nossa divisão em troca de likes e engajamento”. As informações são do g1.
Leia maisDesde o segundo turno, no domingo (25), Michelle vem sendo criticada nas redes sociais por apoiadores e aliados por, supostamente, ter ignorado a derrota de Flávio Bolsonaro no segundo turno.
No post desta sexta, Michelle diz que conversou com o marido, Jair Bolsonaro, sobre o assunto.
“Vivemos tempos difíceis. Precisamos refletir e, só depois, agir. O meu marido ressalta que é momento de união e não de procurar culpados”.
Essa foi a primeira vez que a senadora eleita pelo Distrito Federal se pronunciou após a derrota do enteado na campanha à presidência da República.
Flávio Bolsonaro perdeu a eleição presidencial por 4,4 milhões de votos e foi embora para os Estados Unidos. Após a fuga, o senador divulgou uma carta em que se autoproclamou “presidente eleito”. Depois, publicou uma nova versão em que se autodeclarou “líder do Brasil”.
“Vivemos tempos difíceis. Precisamos refletir e, só depois, agir.
Eu e o Jair (meu galego e nosso líder) temos conversado sobre isso. Ele sempre diz que é muito grato pelo empenho e sacrifício que – dentro das possibilidades – cada um fez em prol da campanha do Flávio. Ele lembra de cada um e reconhece com muita gratidão a mobilização de todos.
Em nossas conversas, o Jair sempre manifesta um carinho e uma gratidão especial a todas os apoiadores que se doaram porque acreditam em um futuro melhor para o Brasil e para os brasileiros.
Por outro lado, ele se entristece quando vê notícias falsas, atribuindo a ele manifestações mentirosas, que pregam a divisão, apontam injustamente supostos “culpados” e afirmam exatamente o contrário do que ele verdadeiramente sente por pessoas como Damares, Tarcísio, Nikolas, Silas Malafaia e outros que estão sendo atacados: muito respeito, carinho e gratidão.
O meu marido ressalta que é momento de união e não de procurar culpados.
Não caiamos nas enganações daqueles que sempre semeiam o ódio, a mentira e provocam a nossa divisão em troca de likes e engajamento.
Deus está conosco e a Ele cabe o Julgamento e a Justiça!”
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O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, se encontraram nesta sexta-feira (30). Os dois participam de um encontro de chanceleres do G20, que acontece em Atlanta, no estado da Geórgia, nos Estados Unidos.
Segundo fontes do Itamaraty ouvidas pela GloboNews, o chanceler brasileiro e o secretário de Estado norte-americano conversaram e acertaram um novo encontro antes da cúpula do G20, marcada para dezembro deste ano. As informações são do g1.
Leia maisO encontro aconteceu durante a recepção de boas-vindas à Reunião de Ministros das Relações Exteriores do G20. Data e local do novo encontro ainda serão definidos.
O encontro acontece em meio à tensão diplomática provocada pela recusa do presidente Donald Trump em reconhecer o resultado das eleições brasileiras.
Nesta terça-feira (27) o presidente Donald Trump voltou a insinuar, sem provas, que houve fraude na eleição no Brasil.
Nesta quinta-feira (29), Trump disse que não tomou partido nas eleições do Brasil a pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O presidente norte-americano também afirmou que falará com Lula, mas, novamente não disse se reconhece a vitória do presidente brasileiro. Questionado sobre quem, para ele, havia vencido as eleições no Brasil, ele respondeu que “não quero comentar isso agora”.
O resultado do 2º turno foi confirmado pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, ainda na noite de domingo (25).
Lula (PT) derrotou Flávio Bolsonaro (PL), aliado de Trump, no segundo turno da eleição presidencial no último domingo (25). O petista recebeu 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% do senador, com uma vantagem de 4,4 milhões de votos.
Além disso, outro episódio intensificou a instabilidade entre os dois países. O senador Flávio Bolsonaro (PL) deixou o país com a família rumo aos Estados Unidos, contrariando a proibição do Supremo Tribunal Federal (STF).
Flávio recebeu autorização do governo americano para permanecer por 1 ano no país, segundo aponta consulta ao sistema U.S. Customs and Border Protection – CBP (Alfândega e Proteção de Fronteiras dos Estados Unidos).
Os registros mostram que o senador foi admitido em uma categoria identificada com o código “DT” e que pode ficar no país até 27 de outubro de 2027. O CBP identifica DT como “autorizado a entrar temporariamente” (Paroled). O g1 procurou a agência para esclarecer o status do senador no país, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem.
Em uma operação secreta, Flávio Bolsonaro, derrotado nas eleições de domingo, deixou o Brasil após descumprir a ordem do STF.
Deputados democratas da bancada progressista do Congresso americano (CPC, na sigla em inglês) vão emitir uma nota condenando o “negacionismo eleitoral” do presidente Donald Trump e exigindo que os EUA reconheçam o resultado da vitória de Lula (PT) no Brasil.
A coluna teve acesso antecipado à nota, assinada pelo presidente da bancada, Greg Casar, pela vice-presidente, Ilhan Omar, e pelo líder da bancada, o deputado Jesús G. “Chuy” García. As informações são da Folha de S. Paulo
Leia mais“Trump continua intensificando seu negacionismo eleitoral. No domingo, o presidente Lula da Silva venceu de forma decisiva a eleição no Brasil, com uma vantagem de mais de 4 milhões de votos. Ainda assim, Trump chamou a eleição de ‘fraudada’ e ‘corrupta’ e se recusou a reconhecer o resultado”, diz o início do texto.
A nota lembra ainda que o candidato derrotado, Flávio Bolsonaro (PL), divulgou carta em que agradece a Trump pelo apoio e se declara como o “verdadeiro presidente eleito” do Brasil —posteriormente, em outra versão, ele trocou o título de presidente eleito por “líder do Brasil”.
“A parceria entre Trump e Bolsonaro na negação dos resultados eleitorais deve acabar imediatamente. Exigimos que os Estados Unidos se juntem ao restante do mundo no reconhecimento dos resultados da eleição no Brasil”, dizem os democratas.
“Nas duas maiores democracias do hemisfério, não podemos tolerar iniciativas autoritárias para negar resultados eleitorais, reverter a vontade de centenas de milhões de eleitores ou interromper violentamente a transferência pacífica de poder”, prossegue o texto.
A nota afirma ainda que os parlamentares estão “empenhados em usar todos os instrumentos do Congresso à nossa disposição para defender a integridade eleitoral em nosso país e impedir a interferência e o negacionismo eleitoral de Trump no exterior”.
Existente desde 1991, a CPC reúne quase cem parlamentares.
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A Polícia Civil continua as buscas para prender o deputado estadual eleito Emerson Freitas (MDB), que é investigado por crime de extorsão em um caso de violência doméstica. O pedido de prisão preventiva foi expedido pelo juiz da 15ª Vara Criminal da Capital, Albérides Nicéas de Albuquerque Filho, na quinta-feira (29). Nesta sexta, uma liminar foi concedida para a defesa do emedebista ter acesso ao processo, conforme esclareceu o advogado Weryd Simões ao repórter Rodrigo de Luna, da TV Jornal.
“O TJPE põe fim às ilegalidades praticadas contra Emerson Freitas. É importante destacar que este processo, que este mandado de prisão, que foi expedido após o encerramento do expediente forense, nada tem a ver com a política e atividade partidária. Mas chama a atenção que esse inquérito teve início, justamente, no período eleitoral. A quem interessa calar a voz de Emerson Freitas? Por que o inquérito instaurado no dia 13 de julho em plena campanha política partidária, quando ele estava nas comunidades? Esse inquérito foi instaurado porque Emerson estava nas redes sociais denunciando a invasão e o toque de recolher por parte do crime organizado”, assinalou o advogado. As informações são do Blog Dantas Barreto.
Leia maisDe acordo com ele, “a Polícia Civil não apresentou nenhuma decisão que determine a prisão de Emerson”. “A polícia diz que existe uma decisão. Onde está a decisão? Quem tomou ciência dessa decisão”, questionou Weryd Simões.
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A senadora Teresa Leitão (PT-PE), líder do governo no Senado, recebeu, na quinta-feira (29), o Colar Pedro Jorge, condecoração criada pela Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) para homenagear personalidades que contribuíram para o engrandecimento do Ministério Público Federal (MPF). A parlamentar foi a primeira pessoa viva a receber a honraria, entregue durante a abertura do 41º Encontro Nacional dos Procuradores da República (ENPR), na Bahia.
A homenagem reconhece a iniciativa de Teresa que garantiu a inscrição do nome do procurador da República Pedro Jorge de Melo e Silva, assassinada em Pernambuco, no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria, por meio do Projeto de Lei 3.663/2023, que foi aprovado pelo Congresso Nacional e transformado na Lei nº 15.446, de 30 de junho de 2026, sancionada pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, no exercício da Presidência da República. As informações são do Blog da Folha.
Leia maisHonraria
Instituído em 2026, o Colar Pedro Jorge é a primeira condecoração criada pela ANPR para reconhecer pessoas que tenham contribuído de maneira significativa para o fortalecimento do Ministério Público Federal. Segundo a entidade, a escolha dos homenageados segue critérios seletivos, levando em consideração a relevância das contribuições prestadas, e não apenas o exercício de cargos ou funções de autoridade.
Antes da homenagem à senadora, a condecoração havia sido concedida apenas a Pedro Jorge de Melo e Silva (em memória). Teresa Leitão se tornou, assim, a primeira personalidade viva agraciada com o Colar, em reconhecimento à atuação para assegurar que o nome do procurador integrasse oficialmente a memória nacional.
Pedro Jorge de Melo e Silva
O procurador da República Pedro Jorge de Melo e Silva foi assassinado em 1982, aos 35 anos, em Olinda, na Região Metropolitana do Recife, três meses depois de denunciar um esquema de corrupção conhecido como “Escândalo da Mandioca”. As fraudes ocorreram entre 1979 e 1981, no município de Floresta, no Sertão pernambucano, e envolveram a obtenção irregular de empréstimos e seguros agrícolas do Banco do Brasil. Mesmo diante de ameaças, o procurador manteve sua atuação na investigação e na denúncia dos envolvidos, tornando-se um símbolo da defesa do interesse público e do combate à corrupção.
Por Cláudio Humberto*
Na repressão que se seguiu ao golpe de 1964, houve uma verdadeira caça às bruxas. A crônica daquele tempo registrou a história de um agricultor pernambucano ligado ao movimento sindical fotografado em um comício do governador. “O sr. conhece Miguel Arraes?” perguntou o policial. “Conheço não, doutor. Só conheço ele de vista. Nunca falei com ele, não.” O policial, inquisidor: “E esta foto do senhor com ele, num comício?” O camponês olhou assustado para seus interrogadores e jurou: “Vixe, seu major! E não é que o dr. Miguel Arraes estava perto mesmo! Eu nem notei, juro! Se fosse uma cobra, tinha me mordido”.
*Jornalista
