A seleção brasileira cumpriu seu papel, na noite de sexta-feira (19), e conquistou uma vitória muito tranquila sobre o Haiti. Diante de um adversário que jamais pontuou na história da Copa do Mundo, impôs sua evidente superioridade técnica para triunfar por 3 a 0, no Lincoln Financial Field, na Filadélfia, placar definido ainda no primeiro tempo.
Em busca de seu primeiro título mundial em 24 anos, a equipe verde-amarela de futebol busca o sucesso que os atletas do Brasil vêm obtendo no surfe, com oito dos últimos 11 troféus no circuito masculino. E foi subindo em uma prancha imaginária que Matheus Cunha celebrou as duas primeiras bolas na rede. As informações são da Folha de S. Paulo.
Leia maisAmigo de Italo Ferreira –campeão olímpico e mundial no mar–, o meia-atacante foi uma das apostas de Carlo Ancelotti após o decepcionante empate com Marrocos na estreia. O camisa 9 teve ótimo desempenho em uma jornada na qual também marcou Vinicius Junior. A má notícia foi a saída de Raphinha por lesão.
Com a goleada, a equipe canarinho chegou aos quatro pontos e assumiu a liderança do Grupo C da Copa, com dois gols de vantagem sobre Marrocos –que fez 1 a 0 na Escócia. Na rodada final da chave, na próxima quarta (24), o Brasil enfrentará a Escócia, em Miami Gardens, e Marrocos terá pela frente o Haiti, em Atlanta.
Diante do Haiti, 83º colocado no ranking da Fifa (Federação Internacional de Futebol), além de Cunha, ganhou uma chance entre os titulares o lateral direito Danilo. Dessa forma, foram para o banco Ibañez e Igor Thiago, mudanças que deram maior mobilidade à equipe em relação ao que foi visto no último sábado (13).
Não surpreendeu a formação defensiva adotada pelos haitianos, com uma linha de cinco marcadores apoiada por outra de quatro. Porém o técnico Sebastién Migné gosta de atuar com essas linhas adiantadas, e Ancelotti soube tirar proveito do posicionamento, o que ajudou a deixar o triunfo praticamente garantido ainda no primeiro tempo.
Sem nenhum jogador enfiado na área, o Brasil escolheu povoar o meio de campo, deixando os zagueiros centrais do Haiti sem função. Quando eles avançavam à procura de alguém para caçar perto da linha do meio-campo, abria-se o espaço para bolas longas que buscavam Raphinha e Vinicius Junior às suas costas –Raphinha chegou a marcar, lance anulado por impedimento.
Mas foi em roubadas de bola que a vitória começou a ser construída. Aos 23 minutos, Matheus Cunha conseguiu desarme no meio-campo. A bola passou por Bruno Guimarães e chegou a Vinicius Junior, que encarou a marcação. O goleiro Placide deu rebote no chute do camisa 7, e Cunha apareceu para aproveitá-lo.
O paraibano surfou pela primeira vez no Lincoln Financial Field, acompanhado por alguns de seus colegas, e não demoraria e pegar mais uma onda. Aos 36, foi Paquetá quem fez o desarme. Vinicius Junior conduziu bem o contra-ataque pelo meio e deixou Cunha na cara de Placide para o segundo gol.
Àquela altura, Raphinha já dava sinais de desconforto, aparentemente com dores na coxa direita. Substituído por Rayan aos 40, viu do banco de reservas dar resultado a bola longa, nas costas dos defensores. Vinicius Junior recebeu o lançamento preciso de Paquetá –que fez bom jogo, após péssima estreia– e bateu na saída do arqueiro.
“A gente é raiz, a gente é feliz” era a música tocada no estádio, na voz da cantora Ludmilla, com a torcida verde-amarela em festa. A partida estava efetivamente decidida, e, para efeito de tabela, passou a valer só pelo saldo de gols, que tem boa possibilidade de definir o primeiro colocado da chave.
A seleção voltou do intervalo em ritmo um pouco mais lento e chegou a oferecer uma oportunidade para o Haiti: Alisson fez boa defesa em cabeceio de Ricardo Adé, Danilo afastou. Então, aos 19 minutos, Ancelotti resolveu dar novo gás ao ataque, com as entradas de Endrick e Martinelli nos lugares de Cunha e Paquetá.
“Aleluia, c…!”, berrou um torcedor no setor oeste da arena, para risos daquele ao seu redor. Ele vibrava com a presença de Endrick, que chegou a levar o público brevemente ao delírio, em gol anulado por impedimento. Ainda foram acionados Danilo Santos e Éderson, sem porém que o placar voltasse a ser movimentado.
Leia menos



















