O escritor Augusto Cury (Avante), terceiro colocado na disputa ao Planalto, afirmou nesta quinta-feira (8/10) que foi “exigente” antes de declarar apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno e cobrou do candidato o compromisso de governar sem ódio e sem vingança.
Cury disse que apresentou propostas ao senador e condicionou o apoio à assinatura de um documento com compromissos para um eventual governo. Segundo o escritor, não houve negociação por cargos. As informações são do Metrópoles.
Leia mais“Quanto a Flávio Bolsonaro, fui exigente. Afirmei que precisamos de um governo para todos. Sem ódio, sem vingança. Fiz perguntas e apresentei várias propostas. Não pedi cargos”, afirmou.
O ex-presidenciável disse que Flávio aceitou suas condições e ressaltou que o apoio não significa um “cheque em branco”.
“Não é um cheque em branco, é um compromisso com o Brasil. Eu e todo o povo brasileiro vamos cobrar”, declarou.
Augusto Cury também explicou por que decidiu não apoiar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O escritor afirmou ser contrário à reeleição e criticou os juros elevados e a condução da economia brasileira.
“Sou radicalmente contra a reeleição. Também sou contra o modelo econômico que vem asfixiando o Brasil com juros altíssimos. Por isso, não posso apoiar Lula. Não é pessoal, é por causa do projeto”, disse.
O Metrópoles, na coluna Igor Gadelha, mostrou nesta quinta que o escritor tinha decidido apoiar Flávio.
Terceiro
Cury recebeu 3,4 milhões de votos no primeiro turno, o equivalente a 2,89% dos válidos. O escritor havia anunciado, logo após a votação de domingo (4/10), que permaneceria em silêncio sobre a disputa entre Lula e Flávio.
A decisão de apoiar o senador foi tomada após uma conversa por videochamada nesta quinta. Flávio afirmou, durante uma transmissão ao vivo, que concordou com todas as propostas apresentadas pelo escritor e assinou o documento.
O apoio de Cury amplia a lista de antigos adversários que passaram a apoiar Flávio no segundo turno. Os ex-governadores Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo), além de Clariana Barão (DC), também declararam voto no senador.
O candidato do PL também conseguiu atrair cinco partidos desde o primeiro turno. União Brasil, PP, Novo e Republicanos anunciaram apoio nos primeiros dias após a votação. Nesta quinta-feira, o Podemos também anunciou endosso ao senador.
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