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O advogado, professor e candidato a deputado federal Maurício Rands participou, nessa segunda-feira (17), do Diálogos IDG, realizado no Paço do Frevo, no Recife, e defendeu a preservação da identidade cultural diante do avanço da inteligência artificial. O encontro integrou as comemorações pelos 25 anos do Instituto de Desenvolvimento e Gestão e marcou o Dia Nacional do Patrimônio Histórico. “O desafio é fazer com que essas ferramentas ampliem a diversidade em vez de produzir uma cultura cada vez mais homogênea. A tecnologia precisa nos ajudar a preservar nossa memória, nossas expressões populares e a identidade das nossas comunidades”, afirmou.
Rands também relacionou o tema a iniciativas apresentadas durante sua passagem pela Câmara dos Deputados, entre elas o projeto que resultou na Lei nº 12.286/2010, que proclamou Olinda Capital Simbólica do Brasil, e a proposta para elevar o Recife à condição de monumento nacional. “Preservar patrimônio não significa simplesmente olhar para o passado. É garantir que aquilo que nos identifica continue chegando às próximas gerações”, declarou. O evento também contou com as presenças de artistas como Lenine, Marrom Brasileiro e Maestro Spok.
Por Luiz Queiroz – Capital Digital
O Banco Central vai ampliar sua capacidade de investigar o que acontece nas redes sociais e em outros ambientes digitais com uma contratação que aproxima duas atividades que até agora apareciam de forma mais separada dentro da instituição: a inteligência de ameaças, tradicionalmente associada à Segurança, e o acompanhamento de imagem, reputação e percepção pública, mais próximo da Comunicação. O novo modelo coloca sob o guarda-chuva da contrainteligência o monitoramento de manifestações contra o BC, discursos sobre suas políticas, influenciadores, campanhas de desinformação, redes de relacionamento e movimentos coordenados nas plataformas digitais.
O Pregão Eletrônico nº 20/2026, publicado nesta terça-feira, 18 de agosto, prevê a contratação de serviços continuados de Inteligência de Fontes Abertas, conhecida pela sigla OSINT, e Social Listening, com foco explícito em contrainteligência. A área requisitante é a Coordenação de Riscos e Inteligência do Departamento de Segurança do Banco Central. O valor total estimado exibido no Portal Nacional de Contratações Públicas é de R$ 11,02 milhões/ano.
Leia maisEmbora a nova contratação já estivesse prevista no planejamento do Banco Central antes do caso Master, o edital chega ao mercado depois de a instituição experimentar na prática um fenômeno que a ferramenta foi desenhada para identificar: uma campanha coordenada nas redes destinada, segundo investigação da Polícia Federal, a comprometer a credibilidade da autoridade monetária.
Em julho, a PF identificou pelo menos 40 perfis envolvidos em uma atuação coordenada nas redes. As investigações apontam para contratação de influenciadores e páginas para divulgar narrativas favoráveis ao Banco Master e críticas ao BC. Em janeiro, a Folha de São Paulo havia identificado pelo menos 46 perfis participando do que classificou como um bombardeio digital contra a instituição e seus dirigentes. Parte significativa deles era ligada a humor, fofoca e entretenimento e não tinha atuação habitual em assuntos econômicos.
Não há nos documentos da licitação evidência de que o caso Master tenha provocado a contratação. Ao contrário, o projeto já constava do Plano de Contratações Anual de 2026 publicado em 9 de maio de 2025, sob o item 254 e com a identificação da futura contratação 179087-20/2026.
O que não é possível descartar é que a experiência do Master tenha reforçado a preocupação do Banco Central ou influenciado o detalhamento final da solução. O Estudo Técnico Preliminar que acompanha o edital somente foi concluído e assinado em 6 e 7 de agosto deste ano, depois, portanto, da campanha contra o BC e das investigações da PF. Não foi localizada até agora uma versão anterior do mesmo ETP que permita estabelecer se as funcionalidades relacionadas a influenciadores, desinformação e redes coordenadas já estavam presentes antes do episódio.
O contexto, porém, ajuda a explicar a dimensão da nova defesa que o BC pretende construir. A instituição já contratava ferramentas de Cyber Threat Intelligence, CTI. No Pregão Demap nº 5/2023, por exemplo, a inteligência estava concentrada na detecção de ameaças cibernéticas. A ferramenta podia vasculhar internet aberta, fóruns, blogs, redes sociais, deep web e dark web e acompanhar pessoas consideradas de interesse, mas a finalidade estava associada à segurança cibernética, ataques direcionados, credenciais, vulnerabilidades, domínios e ativos digitais.
A contratação de 2026 avança sobre outro território. O próprio ETP determina que sejam acompanhadas especificamente “manifestações sociais contra o BCB”, mobilizações em redes sociais e grupos de mensagens, convocações para protestos ou ações hostis e, de maneira ainda mais abrangente, “narrativas e discursos contra a instituição ou suas políticas”. Também prevê identificar indivíduos ou organizações com histórico de ataques e acompanhar campanhas de desinformação, incitação à violência e mobilizações físicas articuladas digitalmente.
O documento inclui, entre os objetivos da contratação, a proteção da imagem institucional, a identificação preventiva de riscos reputacionais, a análise de tendências e comportamentos, a identificação de perfis que possam representar ameaças e a produção de relatórios de contrainteligência. É nesse ponto que duas vertentes que antes tinham objetivos distintos começam a se encontrar.
De um lado está a segurança. Ela procura criminosos, vazamentos, vulnerabilidades, planejamento de ataques, ameaças a sistemas, funcionários e instalações e informações circulando na deep e na dark web. De outro aparece uma vertente informacional e reputacional: discursos contra políticas do Banco Central, manifestações, influenciadores, campanhas de desinformação, sentimento nas redes e propagação de narrativas.
No novo modelo, ambas passam a produzir insumos para a contrainteligência.
O Termo de Referência deixa explícito que o sistema deverá identificar ameaças não apenas físicas, digitais e operacionais, mas também reputacionais. O monitoramento será ininterrupto e deverá procurar comportamentos suspeitos, campanhas de desinformação e manifestações públicas relevantes. Os resultados serão convertidos em inteligência para apoiar decisões estratégicas do BC. A proteção da imagem institucional e da credibilidade da autoridade monetária aparece associada à própria estabilidade do sistema financeiro.
A defesa digital pretendida pelo Banco Central, portanto, vai muito além de contar quantas pessoas falam bem ou mal da instituição.
A solução acompanhará X, Facebook, Instagram, LinkedIn, YouTube e TikTok. Também alcançará grupos públicos de Telegram e WhatsApp, Discord, fóruns, comunidades, blogs, sites de notícias, plataformas de vídeo, repositórios públicos de documentos, deep web e dark web. Serão monitorados palavras-chave, perfis e hashtags. O sistema fará análise de sentimento e engajamento e acompanhará tendências e comportamentos.
A diferença mais relevante está na capacidade de relacionar essas informações. O BC exige análise de redes e conexões, identificação de influenciadores, análise de alcance, detecção de padrões anômalos e análise georreferenciada. Também serão acompanhados vazamentos e exposição de informações sensíveis.
O resultado poderá ser uma espécie de mapa da circulação de determinada informação. O ETP prevê expressamente o “mapeamento detalhado de redes de influência e vetores de propagação” de informações relevantes ou desinformação. A ferramenta também deverá produzir análises preditivas baseadas no histórico dos dados e em tendências comportamentais para antecipar riscos antes que se transformem em crises.
A inteligência artificial terá papel importante nessa estrutura. O Termo de Referência exige profissionais capazes de trabalhar com grandes modelos de linguagem, RAG, GraphRAG, análise de dados, metadados, rastreamento digital, footprinting, geointeligência e análise de redes sociais. Para o social listening, o edital cita como referências ferramentas como Brandwatch, Talkwalker, Pulsar e Meltwater.
A contratação também prevê uma equipe que não se limita a operadores de software. Entre os perfis aparecem gerente de projeto, coordenador de contrainteligência, analistas de dados para contrainteligência, analista de redes, analistas OSINT, analista de ameaças, especialista em Social Listening, especialista em ferramentas OSINT e Social Listening e especialista em inteligência artificial para contrainteligência. A plataforma terá acesso para até 14 usuários do Banco Central e produzirá relatórios diários, semanais e mensais, alertas em tempo real e análises específicas sob demanda.
O caso Master permite compreender concretamente o que uma estrutura desse porte poderá representar.
A PF investiga a contratação de influenciadores e páginas para disseminar conteúdos favoráveis ao Master e atacar o Banco Central. Em março, depoimentos colhidos pela polícia relataram propostas para participar de um projeto de gestão reputacional e de crise. Em julho, a investigação apontou pagamentos que teriam chegado a R$ 2 milhões para influenciadores e uma atuação coordenada destinada a atingir a credibilidade da autoridade monetária.
Documentos do chamado Projeto DV mostraram ainda contratos com influenciadores que, somados, chegariam a R$ 8 milhões, embora boa parte tenha sido interrompida depois que a PF começou a investigar o caso.
Uma plataforma com as características agora exigidas pelo BC poderia, em tese, detectar sinais desse tipo de operação antes mesmo de se conhecer quem a financiava. Um aumento repentino de publicações sobre uma decisão do Banco Central poderia ser identificado. A ferramenta poderia apontar os perfis responsáveis pela propagação, medir alcance e engajamento, identificar influenciadores, estabelecer conexões entre contas, analisar a repetição de narrativas e procurar padrões indicativos de atuação coordenada.
Isso não permitiria concluir automaticamente que os participantes estavam sendo pagos nem substituiria uma investigação policial. Mas forneceria ao BC um sistema próprio para identificar que uma movimentação aparentemente espontânea nas redes apresenta características anormais e merece investigação.
Nesse sentido, o Banco Central chega à nova contratação escaldado pelo Master, ainda que o episódio não possa ser apontado documentalmente como sua causa.
O caso também abriu uma segunda frente de preocupação dentro da instituição. Na semana passada, o diretor de Fiscalização Ailton de Aquino relatou à Polícia Federal que havia receio de vazamentos internos durante o processo de liquidação do Master. Segundo seu depoimento, o ambiente de desconfiança levou a restringir o número de pessoas informadas previamente sobre a decisão.
Assim, a crise colocou o BC diante de duas ameaças de naturezas distintas. Uma estava dentro, relacionada à segurança de informações sensíveis e ao risco de vazamentos. A outra estava fora, na capacidade de grupos organizados utilizarem redes sociais e influenciadores para disputar a narrativa sobre decisões do regulador e atingir sua credibilidade.
A nova estrutura de contrainteligência tem instrumentos que podem atuar nas duas frentes. O edital prevê monitoramento de vazamentos e exposição de informações sensíveis, ao mesmo tempo em que permite acompanhar campanhas de desinformação, redes de influência, manifestações e narrativas contrárias à instituição.
Há, contudo, uma fronteira sensível nessa ampliação. O ETP coloca no mesmo universo de monitoramento criminosos financeiros, ataques cibernéticos, invasões e vazamentos, mas também manifestações sociais, protestos e “narrativas e discursos contra a instituição ou suas políticas”.
Uma campanha clandestinamente financiada para descredibilizar o regulador é uma situação. Uma manifestação contra a taxa de juros, uma reportagem crítica, a opinião de um economista, um discurso parlamentar ou uma publicação de um cidadão contra uma decisão do BC são situações completamente diferentes. O desafio estará nos critérios utilizados para separar crítica legítima de ameaça institucional.
O próprio Banco Central reconheceu esse risco na documentação. O Termo de Referência inclui entre os riscos críticos da contratação a “exposição a dados pessoais em desacordo com a LGPD” e afirma ter incorporado medidas de mitigação aos requisitos do contrato.
A mudança que emerge do Pregão 20/2026, portanto, não é simplesmente a compra de uma ferramenta mais moderna de monitoramento. O Banco Central está construindo uma capacidade em que segurança cibernética, inteligência de fontes abertas, comportamento nas redes e proteção reputacional passam a conversar dentro da contrainteligência.
O projeto nasceu antes da ofensiva digital relacionada ao Master. O Plano Diretor de Segurança 2024-2029 já previa aprimorar o monitoramento automatizado de ameaças e a contratação entrou no planejamento anual em maio de 2025. Mas a especificação definitiva foi concluída depois de a instituição experimentar uma campanha que, segundo a PF, utilizou dezenas de influenciadores para atacar sua credibilidade.
O Master, portanto, não pode ser apresentado como a origem comprovada da contratação. Pode ser apresentado como o episódio que mostrou, na prática, por que uma ferramenta com essas características passou a ser estratégica para o Banco Central.
E há uma mudança conceitual relevante: o BC não pretende apenas saber o que está sendo dito sobre ele. Quer saber quem impulsiona determinadas narrativas, como os participantes se relacionam, por onde a informação se espalha, se há sinais de coordenação e quando uma movimentação digital pode se transformar em ameaça reputacional, cibernética ou física. É esse conjunto de informações que, a partir da nova contratação, passa a alimentar sua estrutura de contrainteligência.
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Entre janeiro e junho, o Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) contratou R$ 26,5 bilhões. O volume representa crescimento de 3,8% em relação ao mesmo período do ano passado e corresponde a 50,4% dos R$ 52,6 bilhões programados para todo o exercício. Administrado pela Sudene e operado pelo Banco do Nordeste (BNB), o fundo regional recebeu as maiores demandas de crédito pelos setores de comércio e serviços, pecuária, agricultura e infraestrutura.
O maior volume de contratações no primeiro semestre foi registrado em comércio e serviços, com R$ 7,46 bilhões, equivalente a 28,2% do total. Na sequência, aparecem a pecuária, com R$ 6,04 bilhões; a agricultura, com R$ 5,06 bilhões; e a infraestrutura, com R$ 4,13 bilhões. Juntos, os quatro setores concentram cerca de 86% das contratações realizadas no período.
Leia maisA indústria respondeu por R$ 2,06 bilhões em financiamentos no primeiro semestre. Também foram contratados R$ 1,07 bilhão para o setor de turismo, R$ 613,5 milhões para a agroindústria e R$ 60,8 milhões em operações destinadas a pessoas físicas por meio dos programas FNE Sol e P-Fies.
O resultado setorial mostra uma distribuição dos recursos entre atividades urbanas e rurais. O comércio e os serviços, por exemplo, ultrapassaram o volume contratado pela agricultura e pela pecuária somadas individualmente, enquanto infraestrutura respondeu por mais de R$ 4 bilhões no semestre.
Na distribuição por estado, a Bahia registrou o maior volume de contratações no primeiro semestre, com R$ 5,68 bilhões, seguida por Ceará, com R$ 3,68 bilhões; Maranhão, com R$ 3,02 bilhões; Pernambuco, com R$ 2,59 bilhões; e Paraíba, com R$ 2,58 bilhões. Depois, aparecem Sergipe, com R$ 2,23 bilhões; Piauí, com R$ 2,21 bilhões; Minas Gerais, com R$ 1,78 bilhão; Alagoas, com R$ 1,07 bilhão; Rio Grande do Norte, com R$ 1,04 bilhão; e Espírito Santo, com R$ 593,9 milhões.
A Bahia responde por aproximadamente 21,4% do total contratado pelo FNE entre janeiro e junho. Ceará, Maranhão, Pernambuco e Paraíba, juntos, representam outros 52% aproximadamente, considerando os valores registrados no período.
Pelas diretrizes do FNE, 62% dos recursos contratados no ano, ou R$ 32,6 bilhões, devem ser destinados a empreendimentos micro, mini e pequeno portes. Os dados do primeiro semestre mostram, entre as categorias de porte disponíveis no levantamento, R$ 6,69 bilhões contratados para empreendimentos classificados como mini, R$ 3,53 bilhões para micro e R$ 3,77 bilhões para pequenos.
Ainda em relação aos portes, foram contratados R$ 2,41 bilhões do FNE por pequenos-médios empreendedores; R$ 3,81 bilhões por médios e R$ 6,27 bilhões para projetos classificados apresentados por empresas classificadas como grandes.
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Em meio à repercussão do caso em que é suspeito de agredir três mulheres após um show de São João em Arcoverde, no Sertão, o presidente da Câmara de Vereadores, Luciano Pacheco (MDB), revidou ao que classificou como um “torpedo” atribuído ao prefeito Zeca Cavalcanti. A este blog, enviou documentos de um processo que aponta para o bloqueio de valores em contas do prefeito em uma execução que tramita na 28ª Vara Federal, em Arcoverde.
De acordo com os documentos apresentados por Luciano, o processo de número 0001446-50.2026.4.05.8310 tem José Cavalcanti Alves Junior, nome civil do prefeito Zeca Cavalcanti, como executado. A ação é classificada como execução de título extrajudicial e tem valor de causa de R$ 294.406,74. Em decisão de 1º de julho, a Justiça Federal determinou, entre outras medidas, a realização de bloqueio de valores por meio do sistema Sisbajud.
O detalhamento do Sisbajud registra que o bloqueio original e suas reiterações alcançaram R$ 93.450,36. Em uma das contas, no Banco do Brasil, foi efetivamente bloqueado o montante de R$ 41.322,58, em 16 de junho de 2026. O documento judicial informa que a ordem foi cumprida parcialmente, por insuficiência de saldo.
Em decisão posterior, a Justiça Federal analisou um pedido de Zeca Cavalcanti para desbloquear R$ 93.450,00. O prefeito alegou que R$ 21.800 correspondiam ao limite de cheque especial e que o restante seria impenhorável. O juiz, porém, indeferiu o pedido de desbloqueio naquele momento e determinou que a parte apresentasse, em cinco dias, documentos para comprovar as alegações.
A divulgação dos documentos por Luciano ocorre no momento em que os dois políticos estão rompidos e após o vereador ter sido alvo de acusações relacionadas ao episódio ocorrido em junho de 2025. Luciano nega ter agredido as produtoras, afirma que nunca foi formalmente intimado sobre o procedimento e sustenta que existem vídeos capazes de demonstrar a dinâmica dos fatos. O caso tramita sob análise do Ministério Público de Pernambuco, em procedimento que corre em sigilo.
Ex-estrategista de Javier Milei na Argentina e aliado do clã Bolsonaro no Brasil, o marqueteiro argentino Fernando Cerimedo foi preso, hoje, na Bolívia, acusado de mandar matar a própria esposa.
Cerimedo foi detido no aeroporto de Santa Cruz de lá Sierra. A prisão ocorreu após uma investigação local apontar que ele teria contratado sicários para matar sua esposa, a engenheira Natalia Belén Basil.
A mulher foi vítima de um ataque a tiros na frente do hotel em que estava hospedada em Santa Cruz. Ao jornal La Nácion, a polícia local disse investigar problemas de relacionamento entre o casal.
“Ele está sob custódia e estamos investigando se ele tem algum envolvimento. Estamos trabalhando com várias hipóteses; a primeira é que Beller tinha algum tipo de problema amoroso com Cerimedo”, disse o comandante da polícia de Santa Cruz, David Gómez.
O aliado de Milei se tornou conhecido no Brasil em 2022, quando membros da família Bolsonaro, como Eduardo Bolsonaro, divulgaram vídeos dele alegando ter um dossiê com provas contra as urnas eletrônicas.
As alegações foram posteriormente refutadas pelo TSE. O ex-estrategista acabou incluído entre os investigados no inquérito da trama golpista, que levou Jair Bolsonaro a ser condenado e preso.
Além de ter ajudado Milei, Cerimedo afirmava ter colaborado com outras campanhas de nomes da direita latino-americana, como a do próprio Bolsonaro, em 2018, e a de José Antonio Kast, no Chile, em 2021.
No próximo dia 22 de agosto, Tabira ganha mais uma importante contribuição para sua literatura, a trilogia “Ser Tão Pra Sempre”, do poeta Jotta Messias. O lançamento será realizado às 19h, no Centro Cultural Poeta Zé de Mariano. A obra reúne 90 poemas, divididos em três livros: Ser Tão Nordestino, Ser Tão Raiz e Ser Tão Muderno. Em seus versos, Jotta percorre as tradições, as memórias e as transformações do sertão, construindo uma poesia que preserva suas raízes sem deixar de olhar para o futuro.
Com uma linguagem que mistura identidade nordestina, inovação e humor, a trilogia apresenta um sertão que vai além dos estereótipos e se reinventa através da poesia. Em “Ser Tão Nordestino”, aparecem elementos como cuscuz, mandacaru, forró e vaqueiro. “Ser Tão Raiz” mergulha nas origens e na memória sertaneja. Já “Ser Tão Muderno” rompe com o passado e apresenta um Nordeste conectado ao presente, com poemas como Drones, PoesI.A. e Oxente online. “O novo sempre vem” é a provocação central da obra — um convite para reconhecer as raízes, celebrar o presente e imaginar o que ainda está por vir.
Ponta de Pedras celebrou, hoje, seus 525 anos com uma programação que reuniu moradores, estudantes, autoridades e representantes da comunidade em momentos de homenagem à história do distrito do município de Goiana e de anúncio de novos investimentos.
As atividades começaram pela manhã, na sede da Subprefeitura de Goiana, com o desfile da Escola Municipal Manuel César de Albuquerque e da Escola de Referência em Ensino Médio Frei Campo Mayor. Em seguida, foram hasteadas as bandeiras do Brasil, de Pernambuco e de Goiana, em uma cerimônia acompanhada pela execução do Hino de Goiana.
Leia maisDa sede da Subprefeitura, a programação seguiu para a orla, onde foi lançada a pedra fundamental do obelisco que será construído em homenagem aos 525 anos de Ponta de Pedras. Como símbolo da memória da comunidade, foram depositados no local documentos relacionados à história do distrito, moedas e outros objetos representativos da trajetória de seus moradores.
A programação também foi marcada pelo anúncio de investimentos em infraestrutura e serviços públicos. Entre eles está a construção de uma nova Unidade Básica de Saúde (UBS) no bairro Malvinas. Atualmente, o atendimento funciona em uma estrutura provisória, e a previsão apresentada durante a solenidade é de que a nova unidade seja entregue nos próximos seis meses. O prefeito Marcílio Régio anunciou, ainda, a retomada da obra da UBS Malvinas. Segundo ele, após o abandono dos serviços pela empresa responsável, a Prefeitura realizou o distrato e providenciou uma nova licitação para viabilizar a conclusão da unidade.
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Quando governador do Piauí, Hugo Napoleão, hoje à frente de um concorrido escritório de advocacia em Brasília, esteve com Luiz Gonzaga em duas oportunidades. Nesta, em Jaicós, nos anos 80, o Rei do Baião fez um belíssimo e emocionante show. A imagem é do acervo de Napoleão. Se você tem uma foto histórica no seu baú, mande agora para o blog através do WhatsApp: (81) 9.8222-4888.
Por Milton Coelho
O Brasil aprendeu a reconhecer no esporte uma poderosa ferramenta de inclusão e transformação social. Em milhares de comunidades, clubes e escolinhas, crianças começam a treinar carregando sonhos que vão muito além dos limites dos espaços esportivos. Sonham com uma carreira, com reconhecimento e com a possibilidade de mudar a vida de suas famílias. O poder público não pode ser indiferente ao que acontece durante esse caminho.
Foi essa convicção que me levou a propor a mudança na Lei Geral do Esporte que resultou na Lei nº 15.387/2026, sancionada pelo presidente Lula em 13 de abril. A nova legislação estabelece que os programas de formação de atletas sejam inscritos no Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA) como requisito para o reconhecimento de uma organização esportiva formadora.
Leia maisA mudança parte de uma ideia simples: antes de formar atletas, estamos formando crianças e adolescentes. E nenhuma promessa de sucesso esportivo pode se sobrepor ao direito à educação, à convivência familiar, ao desenvolvimento humano e, sobretudo, à integridade física e psicológica.
Quem conhece o universo das categorias de base sabe da enorme assimetria existente nessa relação. De um lado, treinadores, dirigentes e instituições com o poder de decidir quem joga, quem permanece e quem terá uma oportunidade. Do outro, crianças e adolescentes que depositam naquele ambiente seus sonhos e, muitas vezes, as expectativas de suas famílias. É dever do Estado estabelecer mecanismos capazes de prevenir humilhações, constrangimentos, violência, assédio e qualquer forma de abuso.
Em 2011, uma alteração na Lei Pelé instituiu o Certificado de Clube Formador, criando mecanismos para reconhecer e proteger as entidades que investem na formação de atletas. Foi um avanço importante. Mas era preciso avançar também na proteção de quem está sendo formado.
É isso que a nova lei acrescenta. Ao envolver os Conselhos Municipais dos Direitos da Criança e do Adolescente, aproximamos a fiscalização da realidade cotidiana desses jovens e reforçamos a responsabilidade das instituições com educação, assistência e proteção.
O Brasil pode e deve continuar formando grandes atletas. Mas quero um país que forme, antes de tudo, cidadãos. Porque talento esportivo algum retira de uma criança a sua condição de sujeito de direitos.
Foi por essa razão que mudei a Lei Geral do Esporte: o sonho de ser campeão jamais pode custar a uma criança o direito de crescer protegida, educada e respeitada.
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No último domingo, quando esteve em Petrolina para a largada oficial da campanha de rua, a governadora Raquel Lyra (PSD) serviu aos dois senhores rivais: o grupo Coelho e seu adversário figadal Júlio Lóssio, ex-prefeito do município, que fez um discurso diante da governadora fazendo indiretas ao crescimento inexplicável do patrimônio da família Coelho, especialmente Miguel Coelho, preterido da chapa de Raquel para o Senado.
“Não foi uma indireta, foi direta mesmo. Quem mais apresentou evolução patrimonial tão grande?”, declarou Lóssio, há pouco, ao blog. Confira abaixo o vídeo do discurso:
O primeiro dia de campanha do deputado estadual Diogo Moraes (PSB), que disputa a reeleição em busca do quinto mandato consecutivo na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), já deu mostras da força e da amplitude do seu projeto político. No úttimo domingo (16), o parlamentar cumpriu agenda em duas cidades, no Agreste Meridional e Setentrional, reunindo multidões nas ruas e reafirmando a confiança da população na sua trajetória.
Pela manhã, Diogo Moraes esteve em São Bento do Una, ao lado do prefeito Alexandre Batité, de vereadores e de lideranças locais. Em seguida, a agenda seguiu para Santa Cruz do Capibaribe, onde o deputado se encontrou com o candidato a deputado federal Carlinhos da Cohab. Nas duas cidades, o parlamentar foi recebido com grandes motociatas, que mobilizaram eleitores, amigos e apoiadores que acreditam no seu trabalho.
Emocionado com a recepção, Diogo Moraes destacou o significado de ver esse apoio se repetir em tantas cidades diferentes. “É muito bom ver tantas pessoas confiando no meu trabalho, indo às ruas em diferentes cidades para demonstrar esse carinho e essa confiança. Isso mostra que a nossa caminhada não é de uma região só, é de todo o nosso Pernambuco. Cada motociata, cada rua, cada abraço reforça a minha gratidão por tudo que já conquistamos juntos e a nossa responsabilidade de continuar lutando por quem mais precisa”, afirmou o deputado.
A movimentação, no entanto, não ficou restrita ao Agreste. Ainda no primeiro dia de campanha, bases do parlamentar no Sertão de Pernambuco também foram às ruas em apoio à candidatura, evidenciando que o projeto político de Diogo Moraes tem representatividade em diferentes regiões do estado, e não apenas em um único território.
O candidato ao Senado e deputado federal Eduardo da Fonte (PP) recebeu mais um importante apoio à sua candidatura. O prefeito de Bonito, Dr. Ruy, oficializou apoio a Eduardo da Fonte para o Senado Federal.
“Eduardo da Fonte tem um grande trabalho prestado a Pernambuco e tenho certeza de que levará essa atuação para o Senado Federal. Conheço de perto o seu compromisso com a causa a saúde e com Pernambuco. Pode contar com o nosso time nas ruas para defender o seu nome e trabalhar pela sua eleição ao Senado”, afirmou o prefeito.
