Por José Adalbertovsky Ribeiro*
MONTANHAS DA JAQUEIRA – No passado se dizia: “Brazil, País do futuro”. Este foi o título de um livro do judeu-austríaco Stefan Zweig, na década de 1940. Depois, ele desencantou-se da vida e da política nos tempos da guerra na Europa e viajou para o outro lado do espelho. Nos tempos de Jeca Tatu se dizia: “Ou Pindorama acaba com a saúva ou a saúva acaba com Pindorama”.
Stefan era um inocente. As saúvas destruíram o passado, o presente e o futuro do Brazil. As saúvas são corruptas pela própria natureza. Elas destruíram o passado, o presente e o futuro da Terra de Vera Cruz, a terra da verdadeira Cruz. Uma Nação que conviveu durante mais de três séculos com a escravidão jamais poderia ser inocente. As saúvas eram escravocratas. A tortura, marca nefasta da humanidade, é herança da escravidão.
As torcidas organizadas ainda vivem choramingando porque a Seleção perdeu a copa do mundo de futebol de 1950. Dizem que antigamente os jogadores davam dribles fantásticos. Bobagem, ufanismo estéril. As saúvas verde-amarelas são campeãs mundiais de corrupção. Este ano a Pátria de chuteiras lidera o ranking universal de corrupção com o escândalo bilionários do Master. Zil-zil!
Ao longo de décadas, o PIB auriverde da corrupção seria suficiente para construir uma segunda Nação. Num comparativo simplório, a educação e a economia da Coreia do Sul evoluíram no pós-guerra, década d 1950, enquanto o reino tropical disparou em matéria de corrupção. Hoje as saúvas auriverdes são imbatíveis. A mundiça está mais preocupada com o joelho de Neymar e os gângsters estão empenhados em roubar. As grandes saúvas já operam para abafar o escândalo bilionário do Master.
Se eu tivesse nascido nos tempos da escravidão eu teria me mudado para outro planeta num foguete de Elon Musk ou no teco-teco de Santos Dumont.
A primeira Missa foi rezada em latim. Os católicos, apostólicos, romanos e lusitanos diziam que se os índios não soubessem rezar em latim seriam ex-comungados.
Dom Sardinha, piedoso prelado, era namorado da Madre Superiora, que estava grávida dele e desfilava de biquíni na praia de Boa Viagem, no meio dos tubarões. O cacique da tribo dos peles vermelhas de Caetés chamava-se Inácio Luís. Revanchista de nascença, Inácio tinha uma rixa antiga com o Dom Sardinha desde os tempos do Império Romano, quando os índios eram chamados de bárbaros e foram escravizados.
Naquele fatídico dia 0.08 de janeiro Dom Sardinha foi preso sob acusação de conspirar contra a soberania da tribo dos peles vermelhas. Luís decretou a sentença de 27 anos de cadeia mais pena de morte, para ser devorado no caldeirão dos canibais.
Cinco milhões de pessoas, mais que os brincantes do Galináceo da Madrugada, lotaram a Arena de São Lourenço da Mata, para assistir à fritura de piedoso prelado. A diva Shakira bailou sua formosura no ar. “Dai dai – eh oh – eh oh – ikon – dai dai, made you Strong!” Shakira, adorável lourinha, meu coração por te gela!
*Periodista, escritor e quase poeta

















