Resultado de 95% das seções totalizadas até o momento para a presidência da República. Lula com 50,66% e Bolsonaro com 49,34%.
Resultado de 95% das seções totalizadas até o momento para a presidência da República. Lula com 50,66% e Bolsonaro com 49,34%.
Por Zé Américo Silva*
O Brasil inicia um ano eleitoral marcado por forte polarização política e por um debate público cada vez mais radicalizado. De um lado, um governo que busca a reeleição do presidente para um quarto mandato. De outro, uma oposição visceral, que muitas vezes despreza a racionalidade na disputa pelo poder. No centro desse embate está um tema decisivo para o futuro do país: as emendas parlamentares e a falta de transparência na aplicação desses recursos.
Em 2026, as emendas parlamentares ultrapassam a marca de R$ 60 bilhões. Em princípio, trata-se de um instrumento legítimo. Deputados e senadores precisam de recursos para levar obras e serviços às suas bases eleitorais. O problema não é a existência das emendas, mas o crescimento descontrolado desses valores e a ausência de critérios técnicos claros para sua destinação.
Leia maisEsse volume de recursos compromete seriamente o orçamento da União. Projetos estratégicos de longo prazo ficam fragilizados, enquanto áreas fundamentais como educação, saúde, segurança e infraestrutura passam a disputar espaço com decisões fragmentadas, guiadas mais por interesses eleitorais do que por planejamento público. O resultado é um orçamento cada vez menos estratégico e mais vulnerável a distorções.
O ponto mais grave, no entanto, é a falta de transparência. Em muitos casos, as emendas são liberadas sem projetos detalhados, sem estudos técnicos e sem mecanismos eficazes de acompanhamento. Isso abre espaço para desperdício, má gestão e corrupção. Há registros recorrentes de obras inacabadas, serviços que nunca saíram do papel, investimentos de baixa qualidade e recursos direcionados para beneficiar interesses privados.
Não são raros os casos de estradas que atendem propriedades de parlamentares, pistas de pouso em áreas isoladas sem interesse público comprovado ou repasses a entidades ligadas a familiares e aliados políticos. Dinheiro do Tesouro Nacional, que deveria atender às necessidades reais da população, acaba sendo utilizado como instrumento de poder e autopromoção.
Esse modelo tem gerado conflitos permanentes entre o Parlamento e os órgãos de controle, como a Controladoria-Geral da União, os Tribunais de Contas, Ministério Público e até mesmo o Supremo Tribunal Federal. Parte dos parlamentares resiste à obrigação de prestar contas, como se o mandato conferisse autonomia irrestrita sobre o uso de recursos públicos – uma visão incompatível com qualquer democracia sólida.
Diante desse cenário, a fiscalização não pode ficar restrita às instituições. A sociedade precisa assumir um papel ativo. O cidadão tem o direito de saber quanto seu município recebeu em emendas, quem indicou esses recursos, quais obras foram executadas e qual foi o impacto real na vida da população.
Em ano eleitoral, essa responsabilidade ganha ainda mais peso. O voto é o principal instrumento de controle social. Ao se informar sobre a destinação das emendas e seus resultados concretos, o eleitor pode diferenciar quem trabalha pelo interesse público de quem trata o orçamento como moeda política.
As emendas parlamentares podem existir, mas precisam de regras claras, transparência total e fiscalização rigorosa. Sem isso, continuarão a comprometer o planejamento nacional, enfraquecer políticas públicas e ampliar a desconfiança da população na política. Exigir transparência não é ideologia – é dever democrático.
*Jornalista e consultor de Marketing Político
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O Tribunal de Falências do Distrito Sul da Flórida reconheceu, ontem, o processo de liquidação do Banco Master que tramita no Brasil. A decisão do juiz Scott M. Grossman determina o bloqueio de ativos da instituição nos Estados Unidos e atende a um pedido do liquidante do Master, a EFB Regimes Especiais de Empresas, feito na última quarta-feira, em audiência.
“O processo de liquidação brasileiro terá plena força e efeito, sendo vinculante e executável nos Estados Unidos contra todas as pessoas físicas e jurídicas”, afirmou o magistrado em sua decisão.
Em novembro de 2025, o Banco Central do Brasil decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master. A decisão foi publicada no mesmo dia em que a Polícia Federal deflagrou a operação Compliance Zero. Daniel Vorcaro, então presidente do Master, ficou preso preventivamente por 10 dias, antes de ser solto. Ele está com tornozeleira eletrônica.
Já com espírito de férias, que dou o start na próxima segunda-feira, corri, há pouco, meus 8 km diários no calçadão de Boa Viagem.
No festival de Raquel, só um pernambucano entre os 20 artistas mais bem pagos
Apesar de ter sido concebido para valorizar a cultura regional, o Festival Pernambuco Meu País só tem um artista local entre os 20 mais bem pagos. Dados do Portal Tome Conta, do Tribunal de Contas do Estado (TCE), revelam que o pernambucano João Gomes é exceção na lista dos cantores com cachês mais altos.
O festival foi criado pelo Governo Raquel Lyra em 2024 e tem sido usado pela governadora como contraponto a eventos tradicionais, sobretudo em redutos de adversários políticos. O top10 dos cachês tem Ana Carolina (R$ 1,025 milhão), João Gomes (R$ 1 milhão), Diogo Nogueira (R$ 670 mil), Alexandre Pires (R$ 600 mil), Iza (R$ 600 mil) e Marcelo Falcão (R$ 590 mil), além de Cláudia Leitte, Pablo, Tierry e Seu Jorge, esses com R$ 550 mil recebidos, cada um.
Leia maisA lista dos 20 mais bem pagos ainda reúne Matuê (R$ 510 mil), Raça Negra (R$ 480 mil), Biquíni Cavadão (R$ 450 mil), Dorgival Dantas (R$ 410 mil), BaianaSystem, Tarcísio do Acordeon e Xanddy Harmonia (R$ 400 mil, cada), Carlinhos Brown (R$ 380 mil), Iguinho e Lulinha (R$ 350 mil) e Roberta Miranda (R$ 340 mil).
O perfil das atrações contrasta com a proposta inicial do festival, que surgiu em maio de 2024 com o objetivo de reeditar o extinto Circuito do Frio, com formato itinerante em cidades do Agreste e do Sertão. A decisão também foi uma resposta às críticas do prefeito de Garanhuns, Sivaldo Albino (PSB), sobre o fracasso da atuação do Governo de Pernambuco na promoção do tradicional Festival de Inverno de Garanhuns (FIG) em 2023 e à decisão do gestor de municipalizar o evento a partir da edição seguinte.
Em 2025, a promoção de Raquel ganhou uma edição de Carnaval em polos como Recife e Olinda. Na capital, administrada pelo prefeito João Campos (PSB), seu virtual adversário nas eleições de 2026, a decisão do Governo de Pernambuco gerou polêmica, já que o palco do festival obstruiu uma rota de operações de salvamento e segurança do Marco Zero, tradicional palco da festa de Momo promovida pela Prefeitura.
Já no fim do ano, a gestão estadual criou uma modalidade da festa voltada ao verão em cidades como Recife, Jaboatão dos Guararapes, Camaragibe, Itamaracá e São José da Coroa Grande. Para além das disputas políticas, o Festival Pernambuco Meu País também tem servido para garantir visibilidade à governadora a poucos meses das eleições, já que têm sido comuns suas aparições em cima do palco, mesmo sob risco de reprimenda por parte de órgãos fiscalizadores, como o Ministério Público de Pernambuco, o TCE e a Justiça Eleitoral.
QUANDO ACERTA, ERRA! – A imagem do Governo Raquel havia melhorado entre as tropas da Polícia Militar (PMPE) e do Corpo de Bombeiros, graças à excelente escolha que fez ao nomear o coronel Renato Pinto Aragão para tocar o Hospital da PM. Na condição de diretor de assistência à saúde, promoveu uma verdadeira reestruturação da unidade, mas não se sabe a razão, Raquel o demitiu, e seu ato provocou revolta e insatisfação. Até o coronel assumir, o Sistema de Saúde dos Militares estava em um caos absoluto, faltando até dipirona nos estoques. Reduziu também as filas por exames. Pegou um hospital sucateado, com finanças desorganizadas. “Foi o coronel Renato quem mudou essa realidade”, afirmam os policiais e bombeiros em nota enviada a este blog.

A briga é feia – O acirramento da contenda no PL pernambucano entre os grupos Ferreira e do ex-ministro Gilson Machado chegou a um ponto sem chances para o cachimbo da paz. Como tem controle absoluto da legenda, dado pelo seu amigo Valdemar Costa Neto, presidente nacional, é pouco provável que Gilson permaneça no partido. Mas como se apresenta como nome competitivo, tanto para o Senado quanto para a Câmara Federal, Gilson tem sido sondado para se filiar em várias legendas, entre elas o PSDB e o Podemos.
Portas abertas – “Acolhemos com muito prazer e honra”, disse ontem o ex-deputado federal Ricardo Teobaldo, da cúpula do Podemos, ao ser perguntado se o partido estaria de portas abertas para o ingresso do ex-ministro Gilson Machado Neto. Segundo Teobaldo, na condição de candidato a deputado federal e não a senador, Gilson poderia ser um grande trunfo para o Podemos. Por baixo, gente que entende de eleição proporcional arrisca que Gilson teria entre 200 e 250 mil votos para federal, porque representa o verdadeiro estuário dos votos de bolsonaristas no Estado.
Aceno do PSDB – No plano nacional, o presidente do PSDB, Aécio Neves, já teria sinalizado para acolher na legenda o ex-ministro Gilson Machado Neto. Apurei que o presidente estadual tucano, Álvaro Porto, também aceitaria de bom grado a filiação de Gilson. O ex-ministro, entretanto, afirma que sua preocupação no momento diz respeito apenas ao estado de saúde do ex-presidente Bolsonaro, que está preso na sede da PF em Brasília, tendo se submetido na semana passada a mais uma cirurgia.

Eduardo Leite no podcast – Lembrado como alternativa à Presidência da República nas eleições deste ano pelo presidente do Cidadania, Roberto Freire, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), confirmou, ontem, sua presença no meu podcast Direto de Brasília, em parceria com a Folha de Pernambuco, da próxima terça-feira. Na pauta, a crise nacional, os escândalos do INSS e do Banco Master, o Governo Lula e o cenário da sucessão estadual gaúcha. O podcast é transmitido também para 165 emissoras de rádio no Nordeste, além da TV LW, de Arcoverde, e da revista Mais Nordeste, de Fortaleza.
CURTAS
ABUSO – O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) acionou a Procuradoria-Geral da República contra o ministro do Tribunal de Contas da União, Jhonatan de Jesus, por suposto abuso de autoridade na condução das investigações sobre a liquidação do Banco Master. Na representação, Vieira diz que a exigência de que o Banco Central justifique o mérito de ordenar a liquidação não conta com amparo legal.
DEBANDADA – O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, jogou a toalha. A saída dá início à reforma ministerial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que também inclui a troca de outro nome do núcleo central do governo: Fernando Haddad, que deixará o Ministério da Fazenda em fevereiro.
DIGNIDADE – Em sua carta de demissão, o ministro diz ter exercido a função “com zelo e dignidade”, apesar das “limitações políticas, conjunturais e orçamentárias” enfrentadas ao longo do período à frente da pasta. Ele também agradece a Lula pelo apoio e afirma ter sido um “privilégio continuar servindo ao País” após sua aposentadoria do STF (Supremo Tribunal Federal).
Perguntar não ofende: Haddad sai do comando da Economia para disputar o governo de São Paulo?
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A defesa de Jair Bolsonaro (PL) pediu a autorização do STF (Supremo Tribunal Federal) para que o ex-presidente tenha acesso a aparelho de televisão do tipo Smart TV e assistência religiosa de um bispo e um pastor.
Ambos os pedidos foram enviados ao Supremo nesta quinta-feira (8), mesmo dia em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vetou o PL (Projeto de Lei) da Dosimetria, que promovia a redução de penas dos condenados por participarem dos atos criminosos do 8 de Janeiro e que beneficiaria Bolsonaro. As informações são da CNN.
Leia maisSegundo a defesa do ex-presidente, “acesso a meios de comunicação, em especial à programação jornalística e informativa, representa instrumento legítimo de preservação do vínculo do custodiado com a realidade social, política e institucional do país”.
Os advogados reiteraram, ainda, que o aparelho seria providenciado pelos familiares de Bolsonaro e “não tem por finalidade o acesso a redes sociais”, apenas para o acompanhamento de canais de notícia e plataformas de streaming como o “YouTube”, citam.
A defesa pediu, ainda, que o ex-presidente tenha acompanhamento espiritual do bispo Robson Lemos Rodovalho e do pastor Thiago de Araújo Macieira Manzoni.
Alegaram, ainda, que o presidente já recebia assistência religiosa semanal durante a prisão domiciliar, e “tornou-se inviável a continuidade desse acompanhamento religioso, em razão das restrições próprias ao regime de custódia, o que motiva o presente pedido”.
Ainda hoje foi solicitada pelos advogados a autorização da Corte para Bolsonaro participar do programa de remição de pena pela leitura. O mecanismo permite reduzir quatro dias de pena para cada obra lida.
Vistoria na cela
A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) protocolou nesta quinta um pedido de vistoria institucional na cela da Superintendência da PF (Polícia Federal) em que Bolsonaro está custodiado.
No pedido, enviado ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, a senadora declarou que a “ação se faz necessária tendo em vista os últimos acontecimentos amplamente divulgados pela imprensa acerca do ex-presidente”, em referência a recente queda de Bolsonaro, dentro da cela.
Na ocasião, segundo laudo médico, o ex-chefe de Estado sofreu um “traumatismo craniano leve”.
No ofício, Damares declara, ainda, que o pedido trata-se de “exercício legítimo da função fiscalizatória e institucional do Senado Federal” por intermédio da Comissão de Direitos Humanos, presidida pela parlamentar.
Agora cabe a Moraes, relator do caso, aprovar as solicitações.
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O cantor João Lacerda, filho de Genival Lacerda, lançou a música e o clipe “No Calor da Multidão”, já disponíveis nas plataformas digitais. A canção, de composição de Léo Bonny e João Lacerda, tem ritmo de frevo e foi gravada nas ruas de Olinda, com imagens que retratam a folia carnavalesca. O clipe oficial pode ser assistido no YouTube e a música também está disponível na plataforma Sua Música. Confira:
Nesta quinta-feira (8), 251 unidades residenciais foram entregues no bairro do Recife, alterando para sempre a vivência da localidade e promovendo uma ativação na área que antes não existia. Os Silos 215 e 240 do Moinho Recife Business & Life já viraram referência no modelo retrofit do país por transformar silos industriais centenários, que armazenavam trigos, em moradia, preservando a história local.
O residencial da iniciativa privada tornou-se tornou viável graças às leis de incentivo estimulado pela Prefeitura do Recife, que isentam parcial ou totalmente tributos como IPTU, ITBI, ISS e ainda garante um adicional construtivo para construir em outra área da cidade. Através do Programa Recentro, novos empreendimentos imobiliários deverão aportar na região nos próximos anos.
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De acordo com a chefe do Gabinete do Centro, Ana Paula Vilaça, este não é um exemplo isolado. “O Novotel e o Centro de Convenções já mudaram a lógica do local, revitalizando a área portuária, promovendo o turismo e a geração de emprego.
Em fevereiro está prevista a entrega do Motto by Hilton, no coração do bairro do Recife, na rua da Guia, que vai aquecer o comércio local, e atrair ainda mais turistas para o nosso Centro Histórico.
E ainda teremos o Distrito Guararapes, onde haverá habitação de interesse social e recuperação de espaços públicos. Todos eles, é preciso que se diga, foram beneficiados com a Lei do Recentro que foi criada para promover, de fato, esta revitalização”, explicou a gestora.
Para Diego Villar, CEO da Moura Dubeux, essa conversão representa mais do que a entrega de novos empreendimentos: é a materialização de um novo olhar para o centro histórico.
“Os silos têm uma força simbólica muito grande. Eles contam a história do Recife industrial, e transformá-los em moradias é dar um novo capítulo a essa trajetória. É uma obra que ressignifica o bairro e abre caminho para que mais pessoas voltem a viver no coração da cidade”, afirma.
Ao longo do ano de 2025, a Prefeitura do Recife promoveu um evento chamado “Conexão Recentro: um centro de oportunidades”, que apresentou, a empresários e investidores linhas de financiamento para construção de complexos multiusos na linha retorfit em parceria com o Banco do Nordeste, Sudene e Caixa Econômica Federal.
Outra conquista para a cidade foi o lançamento do “Centro do Recife na Rota do Futuro”, um plano estratégico de curto, médio e longo prazo para a área central da cidade com o objetivo de criar ações que promovam a reabilitação do Centro do Recife com a atração de investimentos para a região.
Sobre infraestrutura, destaque para a reforma do Pátio Central do Mercado da Boa Vista. Também foi construída a Praça da Infância no Parque Treze de Maio, a maior até hoje construída no Recife, com área aproximada de 3.700 m² e dividida em cinco áreas temáticas. Também foi requalificada a Praça da Alegria, na Boa Vista, e articulação com a Coral para mutirão de pintura nas casas localizadas no entorno da Praça.
Mais de 2 milhões de pessoas foram atraídas para os grandes eventos do Centro, entre eles o Carnaval, o São João e o Natal da avenida Rio Branco, O Recentro ainda realizou, em parceria com a Secretaria de Turismo e Lazer e outros órgãos cinco edições do Viva o Centro em importantes pontos comerciais Centro como a Rua da Imperatriz, Duque de Caxias e Praça Dom Vital, atraindo mais de 50 mil pessoas.
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O presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou em comunicado nesta quinta-feira (8) que a França votará contra o acordo entre a União Europeia e o Mercosul. A posição, segundo ele, será levada à reunião dos embaixadores do bloco europeu marcada para amanhã, após ter sido informada à presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.
A declaração de Macron reforça a França como o principal foco de resistência ao avanço do acordo. Ao lado do país, também se posicionam outros membros do bloco europeu, como Irlanda, Hungria e Polônia. As informações são do g1.
Leia maisPara o Brasil, maior economia do Mercosul, o tratado amplia o acesso a um mercado de cerca de 451 milhões de consumidores e tem impactos que vão além do agronegócio, alcançando também diferentes segmentos da indústria brasileira.
Procurado pelo g1, o Itamaraty não comentou a declaração do presidente francês.
Resistência francesa
No mês passado, Macron já havia condicionado qualquer apoio à inclusão de novas salvaguardas voltadas à proteção do setor agrícola do país.
“Quero dizer aos nossos agricultores, que expressam a posição francesa desde o início, que consideramos que as contas não fecham e que este acordo não pode ser assinado”, declarou.
Ele acrescentou que Paris também se oporá a qualquer tentativa de acelerar ou impor a aprovação do pacto.
Entre produtores rurais da França, o acordo com o Mercosul é visto como uma ameaça, diante do receio de concorrência com produtos latino-americanos mais baratos e submetidos a padrões ambientais diferentes dos exigidos pela União Europeia.
De forma geral, o acordo comercial prevê a redução ou eliminação gradual de tarifas de importação e exportação, além de regras comuns para temas como comércio de bens industriais e agrícolas, investimentos e padrões regulatórios. O texto é negociado há mais de 25 anos.
Com a assinatura do acordo se aproximando, o governo francês decretou ontem a suspensão temporária das importações de alguns produtos agrícolas, em especial os provenientes da América do Sul tratados com agrotóxicos proibidos no bloco europeu.
A medida, que entrou em vigor no dia seguinte e terá duração de um ano, ainda depende de aval da Comissão Europeia.
A lista inclui itens como abacates, mangas, goiabas, frutas cítricas e batatas, que ficarão barrados caso apresentem resíduos de cinco fungicidas e herbicidas vetados na Europa: mancozeb, tiofanato-metílico, carbendazim, glufosinato e benomil.
Mesmo assim, manifestações organizadas por agricultores tomaram ruas e áreas turísticas de Paris nesta quinta-feira, em protesto contra o acordo comercial em negociação entre a União Europeia e o Mercosul.
Os atos foram convocados por diferentes sindicatos do setor rural e ocorreram enquanto avançam as tratativas do tratado de livre comércio entre o bloco europeu e Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai.
Assinatura pode ocorrer na segunda (12)
Após mais de duas décadas de negociações, o acordo comercial discutido desde 1999 pode avançar para sua etapa final dentro da União Europeia. O Conselho do bloco se reúne nesta sexta-feira, em Bruxelas, para decidir se autoriza a aprovação do texto.
Mesmo diante da oposição declarada de países como França, a expectativa é de que a Comissão Europeia consiga reunir o apoio da maioria entre os 27 Estados-membros.
Caso isso se confirme, a presidente da Comissão, Ursula von der Leyen, ficará habilitada a assinar formalmente o acordo na próxima segunda-feira (12), no Paraguai. O tratado criaria a maior área de livre comércio do mundo.
Apoio de Alemanha e Espanha
Na outra ponta do debate, Alemanha e Espanha mantêm apoio firme ao avanço do tratado. O chanceler alemão, Friedrich Merz, e o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, defendem que a União Europeia leve adiante o acordo firmado politicamente com Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai.
Para esses governos, o pacto pode ajudar a mitigar os efeitos das tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos europeus e, ao mesmo tempo, reduzir a dependência do bloco em relação à China, ao ampliar o acesso a minerais estratégicos e a novos mercados.
“Se a União Europeia quiser manter credibilidade na política comercial global, decisões precisam ser tomadas agora”, declarou Merz.
Itália pode apoiar acordo
A expectativa de um voto favorável da Itália passou a integrar o cálculo da Comissão Europeia na tentativa de viabilizar a assinatura do acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul. Segundo uma fonte do bloco ouvida pela agência Reuters, o país deve se posicionar a favor do tratado na reunião marcada para sexta-feira.
A sinalização ocorre após o governo italiano indicar abertura ao texto negociado, desde que fossem atendidas demandas do setor agrícola.
Em dezembro, durante debates no Conselho Europeu, a primeira-ministra Giorgia Meloni afirmou que o apoio da Itália estaria condicionado à consideração dessas preocupações.
Nos últimos dias, esse posicionamento foi reforçado por uma comunicação enviada pela Comissão Europeia, que propõe acelerar a liberação de 45 bilhões de euros destinados aos agricultores. Meloni avaliou a iniciativa como um “passo positivo e significativo”.
Na mesma linha, o ministro da Agricultura da Itália, Francesco Lollobrigida, afirmou que a União Europeia passou a discutir o aumento — e não a redução — dos recursos voltados à agricultura italiana no período de 2028 a 2034.
Com o apoio declarado de países como Alemanha e Espanha, a Comissão busca reunir o mínimo de 15 Estados-membros que representem ao menos 65% da população do bloco, exigência necessária para autorizar a assinatura do acordo.
Embora as principais resistências estejam concentradas no agronegócio, o tratado não se limita à área agrícola e abrange também regras para indústria, serviços, investimentos e propriedade intelectual, o que explica o respaldo de outros segmentos econômicos.
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A prefeita de Olinda, Mirella Almeida, reuniu-se nesta quinta-feira (8) com a governadora em exercício de Pernambuco, Priscila Krause, para discutir convênios e parcerias voltados às áreas de educação, infraestrutura e segurança pública. O encontro teve como foco o alinhamento de projetos e a articulação de iniciativas consideradas prioritárias para o município, incluindo melhorias na rede educacional, obras estruturantes e ações de segurança nos bairros.
Durante a reunião, Mirella Almeida destacou a importância da atuação conjunta entre município e Estado. “Quando unimos esforços, quem ganha é a cidade. Estamos cuidando do presente e construindo um futuro melhor para nossa gente”, afirmou. Priscila Krause também ressaltou a cooperação institucional. “Olinda é uma cidade estratégica para Pernambuco, e nosso compromisso é trabalhar junto para garantir mais oportunidades e qualidade de vida para a população”, declarou.
Foi publicado no Diário Oficial do Estado desta quinta-feira (8) um decreto que determina que a Unidade Pernambucana de Atenção Especializada (UPAE) Grande Recife, localizada no município de Abreu e Lima, será gerida diretamente pelo Governo de Pernambuco pelo período de seis meses.
A decisão da governadora Raquel Lyra estabelece uma intervenção estadual, prevista em lei para situações emergenciais, após o Instituto de Gestão Aliança (IGA), organização responsável pela administração da unidade, solicitar a rescisão contratual, alegando dificuldades financeiras e bloqueios judiciais. As informações são do Diario de Pernambuco.
“O pedido formal de Rescisão Contratual Consensual nº 001/2018 apresentado pela OSS Instituto de Gestão Aliança, [ocorreu] em 2 de outubro de 2025, motivado por um quadro de grave crise de liquidez e inviabilidade financeira, originado por fatores externos à execução contratual em Pernambuco”, diz um trecho do documento.
Leia maisMedidas administrativas urgentes
Ainda de acordo com o decreto, para que a UPAE continue em pleno funcionamento, se faz necessária a “adoção de medidas administrativas urgentes para assegurar a continuidade, eficiência e regularidade dos serviços públicos de saúde que autorizam a intervenção estatal na hipótese de risco à continuidade”. O texto destaca que esse cenário autoriza a intervenção estatal em caso de risco à continuidade dos serviços, conforme o §1º do artigo 17 da Lei nº 15.210, de 2013.
Dessa forma, o Governo de Pernambuco passa a assumir, de forma imediata, o controle e a gestão da UPAE Grande Recife durante o período de intervenção. A medida visa garantir a reorganização administrativa da UPAE, além da manutenção do atendimento à população enquanto a situação contratual da unidade é reavaliada pelo Governo do Estado.
Nova gestão
Conforme o decreto, o gestor designado para conduzir a unidade durante os seis meses de intervenção é Douglas Roberto de Paula Rodrigues, presidente do Instituto de Recursos Humanos do Estado de Pernambuco (IRH/PE).
Rodrigues possui graduação em Administração pela Faculdade de Ciências Humanas de Pernambuco (2002) e possui experiência na área de administração e no setor de saúde.
UPAE Grande Recife
A Unidade Pernambucana de Atenção Especializada de Abreu e Lima, no bairro do Desterro, foi inaugurada em 13 de setembro de 2018, oferecendo consultas com especialistas e exames para todo o Grande Recife, beneficiando cerca de 4 milhões de pessoas.
Com atendimentos de segunda a sexta-feiras, das 7h às 17h, a unidade oferece diversas consultas médicas nas especialidades de Cardiologia, Clínica Geral, Dermatologia, Endocrinologia, Gastroenterologia, Nutrição, Otorrinolaringologia, Reumatologia, Urologia e Vascular.
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A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, confirmou que deixará o comando da pasta para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados nas eleições de 2026. A candidatura será pelo PT do Rio de Janeiro e tem o aval do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“Estou certa. Vou alinhar os detalhes com o presidente Lula para definir os próximos passos”, afirmou. As informações são do Metrópoles.
Leia maisSegundo a ministra, a saída do governo ainda será discutida com o presidente, incluindo o cronograma da transição, mas sem uma data definida até o momento.
Sobre a sucessão no Ministério da Igualdade Racial, Anielle afirmou que a decisão ficará a cargo do presidente da República e disse que não cabe a ela indicar nomes para assumir a pasta.
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O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), confirmou, há pouco, sua presença no meu podcast Direto de Brasília, em parceira com a Folha de Pernambuco, da próxima terça-feira. Em entrevista ao podcast desta semana, o presidente do Cidadania, Roberto Freire, lançou Leite como candidato à Presidência da República, alternativa ao fim da polarização entre Lula e a direita bolsonarista.
Na pauta, as eleições presidenciais, os escândalos do INSS e Banco Master, a prisão de Bolsonaro e o anúncio da candidatura do senador Flávio Bolsonaro à Presidência da República. Ainda a gestão de Leite no Rio do Sul, sua saída do PSDB e a sucessão gaúcha num cenário no qual ele venha a disputar o Senado e não o Palácio do Planalto.
Leia maisEduardo Leite iniciou sua carreira política no movimento estudantil, como presidente do Grêmio Estudantil de sua escola. Graduado pela Faculdade de Direito da UFPel, filiou-se ao PSDB e concorreu a vereador do município de Pelotas, em 2004, obtendo a primeira suplência e assumindo a vaga após a cassação de um parlamentar.
Em seguida, integrou a administração municipal, primeiro como assessor e secretário interino e depois como chefe de gabinete nos governos de Bernardo de Souza e Fetter Júnior. Em 2008, foi eleito vereador e presidiu a Câmara Municipal de 2011 a 2013.
Após alcançar a suplência para a Assembleia Legislativa na eleição de 2010, Leite foi eleito prefeito de Pelotas em 2012, permanecendo no cargo durante quatro anos e sendo sucedido por Paula Mascarenhas, sua vice-prefeita.
Na eleição de 2018, foi eleito governador do Rio Grande do Sul no segundo turno, com 53% dos votos válidos, derrotando o governador José Ivo Sartori. Tornou-se assim um dos governantes mais jovens da história do estado e o primeiro governador brasileiro abertamente homossexual. Foi reeleito em 2022 e, após a vitória, foi escolhido presidente nacional do PSDB, sucedendo a Bruno Araújo.
O ‘Direto de Brasília’ vai ao ar das 18h às 19h, com transmissão pelo YouTube da Folha de Pernambuco e do meu blog, e também em cerca de 165 emissoras de rádio no Nordeste. Retransmitem ainda o programa a Gazeta News (Grupo Collor) em Alagoas; a Rede Mais Rádios, com 25 emissoras na Paraíba; a Mais-TV, sob o comando do jornalista Heron Cid; e ainda a Rede ANC, no Ceará, com mais de 50 emissoras, além TV LW, de Arcoverde.
Entram como parceiros na mídia institucional o Grupo Ferreira, de Santa Cruz do Capibaribe, a Autoviação Progresso, o Grupo Antonio Ferreira Souza, a Água Santa Joana, a Faculdade Vale do Pajeú e o grupo Grau Técnico.
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